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quinta-feira, 9 de junho de 2016

Euro para dois


São dois apenas os jogadores do FCP que irão estar presentes nesta décima quinta edição do certame europeu de nações, que amanhã se inicia. Menos do que o slb (3) e também menos que o scp (4). Sinais dos tempos.

E o que podemos esperar de Casillas e Danilo? Bem, antes do mais, ambos não têm a titularidade assegurada e, por isso, até poderão ser actores secundários nas respectivas selecções. A parte positiva é que, caso consigam um lugar no primeiro "11", ambos poderão manter o lugar por mais alguns jogos dado que Espanha e, principalmente, Portugal estão em grupos relativamente fáceis e, logo, não será de esperar grandes sobressaltos, pelo menos nesta fase inicial de grupos onde, verdade seja dita, é quase impossível, a uma qualquer selecção de relevo, não obter a classificação para a fase a eliminar.

Casillas, vindo de uma época irregular, poderá ter aqui o seu último grande torneio com a camisola do seu país. David de Gea, não tendo, também ele, tido uma grande temporada, esteve, no entanto, a um nível superior. Será mais um clássico dilema entre história versus momento presente.

Danilo, ainda muito novo nestas andanças, foi dos raros jogadores portistas elogiados na época que agora terminou. Demonstrou, porém, uma tendência para cometer faltas em zonas perigosas e na comparação, talvez injusta é um facto, com Casemiro, fica claramente a perder. No jogo de Wembley demonstrou ainda uma certa lentidão de reflexos que a este nível poderão pagar-se caro.

E quanto a Portugal? Bem, após (mais) uma época demasiado longa para os grandes jogadores, o nível de cansaço das grandes selecções, poderá originar uma surpresa do género da Dinamarca em 1992 ou da Grécia em 2004.
Ora, havendo lugar a essa surpresa, ou seja não ganhando uma das favoritas (França, Alemanha, Espanha e Itália), a selecção nacional, que se encontra numa segunda-linha, poderá ter uma palavra a dizer.
Aliás, quem tem Ronaldo, nem sequer poderá falar de uma grande surpresa mas, digamos, apenas meia...

Contudo não se espera que este seja um Euro para recordar em termos de qualidade.
Será, provavelmente, semelhante ao Brasil 2014: muita parra na fase de grupos (onde os "pequenos" aproveitarão uma maior frescura física para fazer umas "flores") e, depois, um arrastar penoso até ao jogo da final, quando os "grandes" ficarem sozinhos em palco.

Neste contexto, o factor-casa terá um peso ainda mais importante. A França não falhou quando organizou em 1984 e 1998...


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O “sargentinho” e o “engenheiro”

Sim, este grupo de apuramento era acessível.

Sim, atendendo aos critérios de apuramento, a seleção portuguesa tinha a obrigação de ser (como foi!) uma das 24 seleções apuradas para a fase final do Europeu 2016 (em França).

Mas, olhando para o "estado comatoso" em que estava a seleção portuguesa há 13 meses atrás, é impossível não ver as diferenças.

Onze inicial do Portugal x Alemanha (0-4), Salvador da Bahia, 16-06-2014

A vergonha do Portugal x Albânia (0-1), 08-09-2014

E a diferença principal foi a substituição de um (in)tranquilo “sargentinho”, com tiques autoritários, por um experiente “engenheiro fazedor de pontes”, que soube (re)unir o grupo e formar uma verdadeira equipa.

Jogadores como Ricardo Carvalho, Tiago, Dani e Quaresma que, por razões diversas, não faziam parte do leque de escolhas de Paulo Bento, foram recuperados por Fernando Santos e tiveram um papel importante neste trajeto vitorioso – 6 jogos oficiais, 6 vitórias.


Uma fase de qualificação difícil, em que começámos mal mas acabámos bem. A vinda de Fernando Santos foi uma mais-valia, recuperou alguns jogadores que faziam falta
Cristiano Ronaldo

O míster [Fernando Santos] foi a pessoa mais importante neste apuramento, conseguiu formar um grupo muito forte, pois seis vitórias seguidas não são fáceis no apuramento. Nós temos a nossa parte mas o míster é sem dúvida a cabeça do sucesso
Tiago



Que isto sirva de lição, não só aos dirigentes da FPF, mas a todos os adeptos de “sargentões” ou “sargentinhos”.