24 de julho de 2016. O dia seguinte ao FC Porto ter ganho por 2-1 ao Vitesse. Uma vitória que não me deixou tranquilo, longe disso.
Tal como no consulado Peseiro, o modo como a equipa do FC Porto se (des)posiciona e (não) reage quando perde a bola, continua a ser assustador. Qualquer equipa (e este Vitesse é uma equipa vulgar) faz tremer a defesa do FC Porto, criando oportunidades flagrantes e marcando golos com a maior das facilidades.
Mas independentemente dos resultados (derrota e vitória), eu olho para as exibições destes dois jogos (contra o PSV e contra o Vitesse) e continuo a ver todos os defeitos que via na época passada. Ora, no final da época passada era mais ou menos consensual entre os portistas o seguinte:
1) Após quatro apostas falhadas – Paulo Fonseca, Luís Castro, Julen Lopetegui, José Peseiro – o FC Porto precisava de mudar de paradigma e contratar um treinador principal com provas dadas (títulos ganhos).
Veio o Nuno Espirito Santo.
2) O FC Porto precisava de reformular a sua dupla de centrais, o que implicava contratar, pelo menos, um defesa-central de categoria, que fosse o novo “patrão” da defesa portista.
Veio o Felipe, um jogador cujo valor de mercado é inferior ao de… Maicon (e que no primeiro jogo mais a sério esteve diretamente envolvido nos dois primeiros golos da pesada derrota sofrida frente ao PSV).
3) O FC Porto precisava de um médio de top, na linha de um Deco, Lucho ou Moutinho, que jogasse e fizesse jogar os companheiros de equipa.
Veio o João Carlos Teixeira e regressaram Otávio e… Quintero (?).
4) O FC Porto precisava de um ponta-de-lança que marque muitos golos (daqueles que marcam mais de 30 golos por época), porque o André Silva é bom, promete, mas não chega.
Não veio ninguém (até agora) e ficou o Aboubakar, supostamente após ter recusado um contrato milionário na China.
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| Declarações de Nuno Espírito Santo após o PSV x FC Porto (fonte: O JOGO) |
24 de julho de 2016. O FC Porto está a menos de três semanas do primeiro jogo oficial (deslocação a Vila do Conde, no dia 12 de agosto) e, até lá, ainda devem existir movimentações no plantel (entradas e saídas).
Contudo, após três anos de insucessos e uma época 2015/16 verdadeiramente horribilis, seria de esperar, da parte da administração da SAD, uma atuação bem diferente daquela a que temos assistido até agora.
Lamento dizê-lo mas, nesta altura, os sinais que emanam desta equipa são pouco animadores.
