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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Convém que JJ diga tudo o que sabe


Há um vídeo a circular na net que mostra um diálogo curto entre Jorge Jesus e o 4º árbitro, supostamente no recente jogo em Alvalade entre o Sporting e o Estoril.

"Eu conheço-o...
Eu sei muita coisa, atenção!
Eu sei muita coisa do ano passado… Beeeeem!"

Não é preciso ser um especialista em leitura labial para perceber que Jorge Jesus diz, em tom de aviso e ameaça, que conhece o árbitro e que sabe “coisas” do ano passado acerca dele. Ora, o “ano passado” é na prática a época desportiva 2014-2015, em que Jorge Jesus treinou o Benfica. E foi precisamente nessa época que ocorreram pressões sobre os árbitros para favorecerem o Benfica. O ex-árbitro Marco Ferreira já o denunciou publicamente por diversas vezes e, tanto os responsáveis federativos como os do Ministério Público assobiaram para o ar. O que está a acontecer é impensável mas demonstra bem que em Portugal há um clube do regime a quem tudo é permitido e que tem de vencer quase por decreto e há um clube de corruptos, a Norte claro, a quem tudo é penalizado mesmo sem nexo de causa-efeito dentro das quatro linhas. É este o nosso triste país que ainda guarda vícios nocivos do Estado Novo como as corporações, da qual o SLB é o maior exemplo vivo.

Convinha que Jorge Jesus viesse esclarecer as “coisas” que sabe do “ano passado” porque a suspeita está lançada e é preciso investigar o que se terá passado para, eventualmente, punir o Benfica e Vítor Pereira, o presidente da Comissão de Arbitragem. Todos vimos os favorecimentos de que foi alvo o clube do regime. Foi tudo tão óbvio que é perfeitamente possível documentar lances de favorecimento grosseiro.

Esses lances e essas situações foram denunciadas aqui no Reflexão Portista em diversos artigos:
Só não viu quem não quis ver.

Depois de tudo o que foi dito e feito na mega-investigação “Apito Dourado” e sobre a necessidade de haver “verdade desportiva”, não há outra alternativa que não seja a investigação pela polícia e a punição do SLB com a descida de divisão. O campeonato de 2014-2015 foi viciado no campo pela actuação das equipas de arbitragem. E isso o tempo nunca apagará.
   

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Novamente o apito encarnado

Decorria o minuto 58 do último slb x Maritimo, numa altura em que os encarnados venciam apenas pela margem mínima, quando Pouga saltou com Javi García e tocou ao de leve com o braço direito na cara do médio benfiquista. Contudo, o homem do apito (Artur Soares Dias) viu neste lance uma terrível agressão ao pobre e corretíssimo jogador benfiquista e vai daí zás, vermelho direto!

Uma decisão incorreta. Pouga apenas quis evitar que o adversário jogasse a bola; de modo algum quis agredi-lo. Justificava-se cartão amarelo e não o vermelho.
Jorge Coroado

Ao saltar, Pouga não dá nenhuma cotovelada nem agride Javi García, apenas coloca o braço de forma imprudente na cara do jogador benfiquista. Era lance apenas para cartão amarelo.
Pedro Henriques

Parece-me que o árbitro fez uma interpretação excessiva do lance, uma vez que Pouga usa o braço direito imprudentemente, e não o cotovelo.
Paulo Paraty

Unanimidade do ‘Tribunal de o JOGO’! E quando até o Paraty, o preferido de Luís Filipe Vieira, acha que o árbitro não tinha motivo para ter colocado o adversário do slb a jogar com menos um, está quase tudo dito.

Falta apenas dizer que é um filme já várias vezes visto esta época, isto é, sempre que os jogos estão um bocadinho mais complicados de resolver, lá aparece o apito encarnado a dar o inevitável empurrão ao “rolo compressor”…

Em resumo, o árbitro fez o trabalho dele bem feito, quem o nomeou ficou, seguramente, satisfeito com o desempenho do homem do apito e Luís Filipe Vieira voltou a não dar por mal empregue o apoio inequívoco a Fernando Gomes nas eleições para a FPF (segundo consta com a condição do ex-administrador da SAD portista manter Vítor Pereira como presidente dos árbitros).


P.S.1 "Não vou falar sobre o sr. Artur. Ando cansado disso e é quase sempre o mesmo interveniente. Toda a gente viu as imagens. Com a expulsão o jogo acabou".
Pedro Martins, treinador do Marítimo

P.S.2 «Vítor Pereira não consegue potenciar os jogadores que estiveram na base de uma época de enorme sucesso e no momento em que o FC Porto é prejudicado por erros de arbitragem lança o anátema sobre o Benfica, dizendo que – ao colo da arbitragem – já pode encomendar as faixas de campeão. A realidade é esta: o Benfica tem a melhor equipa e não tem sido prejudicado pela arbitragem, como decorre da velada “promessa eleitoral” do outro... Vítor Pereira. Faz toda a diferença. (…) o treinador do FC Porto diz que o Benfica “já pode encomendar as faixas” porque “está a ser levado ao colo” pelo sector da arbitragem. O Benfica tem (…) o melhor futebol que se pratica na Liga. É pouco? Não é seguramente. Mas poderia ser pouco se a arbitragem não estivesse mansa para os lados da Luz. Uns dizem: é goooooooooolo! Outros dizem: é coooooooooolo! É golo ao colo
Rui Santos, Record, 02/02/2012

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sistema Encarnado



É hora do toque a reunir. O mote foi dado pelo nosso Capitão Nuno, expressando a revolta de todo o grupo de trabalho. Não é tempo para se dissertar sobre minudências, porque os ataques sucedem-se e vêem de todos os lados.

Acossados pelos atropelos que FC Porto tem sido vitima, um grupo desconhecido de portistas resolveu por mãos à obra e demonstrar toda a sua indignação, publicando e distribuindo pelas ruas da região do Porto um panfleto intitulado de “Sistema Encarnado”, o qual me chegou às mãos por estes dias. Nele alude alguns excertos de crónicas de reconhecidos adeptos portistas a denunciar as campanhas que o nosso clube tem vindo a ser alvo, bem como um Parecer do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, onde censura a postura e falta de isenção do pasquim da Travessa da Queimada.

Em meu nome, e penso que também em nome dos meus companheiros do Reflexão Portista, quero saudar esta espontânea iniciativa, bem como os autores da mesma.

Imbuídos neste espírito de união e solidariedade para com o nosso Porto, fica a sugestão de difundirem este panfleto (*) ao máximo possível. Compareçam na Sede da Liga no dia 23 de Fevereiro. Vão ao estádio apoiar a equipa.

(*) Clicar nas imagens para ver e retirar os panfletos em tamanho real.

sábado, 4 de abril de 2009

Os tentáculos do SLB

O SLB tem estendido todos os seus tentáculos, seja na Justiça, na arbitragem, na Liga ou na comunicação social, para tentar “equilibrar” as contas deste campeonato, enquanto ainda é possível. Para não variar, fá-lo de forma atabalhoada e evidente, mas conta com a boa vontade daqueles que estão nos lugares certos para lhe dar a mão. É o seu paradigma de actuação ao longo da sua existência. E quem ou quais são esses tentáculos?

Comissão Disciplinar da Liga de Clubes
O Dr. Ricardo Costa decidiu suspender Lisandro Lopez com um jogo de castigo porque este fez uma "simulação evidente de grande penalidade inexistente" com o objectivo de "enganar o árbitro" no jogo com o SLB, no Estádio do Dragão, e que terminou empatada a um golo. Como é bom de ver, todas as simulações de grandes penalidades, em especial as de Di Maria e Moutinho, foram convenientemente ignoradas na presente temporada mas a alegada simulação de Lisandro teve de ser castigada a bem dos interesses do SLB. Ainda por cima com os habituais requintes de paneleirice do presidente da CD, que escreveu sete páginas e ainda se aventurou a enunciar novas emendas às Leis da Física. Para não me acusarem de incitamento à violência apenas quero desejar que esse merdas padeça de uma diarreia aguda que o deixe a desfazer-se dias a fio.

Comissão de Arbitragem da Liga

Depois da nomeação de Lucílio para a entrega Taça da Liga, Vítor Pereira lá continua na senda das nomeações duvidosas e sempre, por coincidência certamente, com forte tendência para favorecer o SLB. Desta vez, e para uma deslocação que se quer difícil do FC Porto a Guimarães, decidiu nomear Carlos Xistra, um árbitro que em dois jogos contra o Sporting esta época teve várias decisões que prejudicaram claramente o FC Porto. Está tudo aqui. O pior foi mesmo a meia-final da Taça da Liga em Alvalade, quando depois do FC Porto estar a vencer por 1-0 e com a ameaça do escândalo de eliminar o Sporting em casa com as reservas, Xistra resolve inventar dois penalties para assim inverter o resultado e tranquilizar os calimeros (que depois ainda se andaram a gabar que “deram goleada”!).

Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol

O presidente é Joaquim Evangelista, um homem muito desonesto que, depois do FC Porto se sagrar campeão na época passada, afirmou, em 7 de Maio de 2008, e a propósito da existência de salários em atraso, que “com o devido respeito o vencedor (do campeonato) não é um verdadeiro vencedor, porque havendo concorrência desleal, não há verdade desportiva”. É preciso ser muito desonesto para dizer isto quando se sabe perfeitamente que em todas as épocas há clubes com salários em atraso. E para além disso estava também a retirar mérito aos jogadores do FC Porto, muitos dos quais devem pertencer ao sindicato que dirige. Este homem proferiu estas palavras sem quaisquer preocupações com os jogadores que não recebem, mas sim no meio de um episódio agudo de refluxo gastro-esofágico (vulgo “azia”) pelo facto do FC Porto ter sido campeão.Mas o mais interessante prende-se com o facto de esta personagem, qual abutre, aparecer sempre em cena quando um clube com salários em atraso vai defrontar o SLB. Isso aconteceu em Novembro de 2008, no jogo SLB x E. Amadora e nessa altura Jorge Maia escreveu no OJOGO o seguinte:
«Eu não acredito em coincidências, mas que as há, há. Os jogadores do Estrela da Amadora, que têm os respectivos ordenados em atraso desde o início da temporada, admitem ao fim de oito jornadas fazer greve no próximo jogo, por sinal uma deslocação ao Estádio da Luz. Fazem-no incitados por Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores. Ora, parece-me justo que os jogadores defendam os seus direitos e que o façam por todos os meios ao seu alcance, reconhecendo que, em última instância, o recurso à greve não pode ser excluído como justa forma de luta. Registo apenas a coincidência depois de quase três meses de competição, com sete jornadas disputadas e depois de várias intervenções bem mais moderadas, Joaquim Evangelista surgir agora tão empenhado na marcação de uma greve. Um empenho semelhante ao demonstrado em 2005 quando estavam em causa os salários em atraso no Vitória de Setúbal, embora aí o presidente do Sindicato dos Jogadores tenha esperado até à 14ª jornada para forçar a apresentação do pré-aviso de greve. Coincidentemente, antes de um jogo com o Benfica.
Ele há coisas...»

in O JOGO, 13/11/2008

"Tudo indica que a semana da recepção ao Benfica seja marcada pela ausência de um único apronto, algo que poderá ter repercussões no dia do desafio. "Trata-se de um jogo em que podemos garantir a manutenção, mas não podemos deixar de marcar a nossa posição, pois temos famílias para sustentar. Com esta atitude, o nosso objectivo não é não treinar, mas receber", evidenciou o capitão, colocando de lado a greve a qualquer uma das próximas partidas."

in OJOGO

Passados quase cinco meses o drama na equipa da Amadora mantém-se: mais de meio ano de salários em atraso. As suas formas de luta pelos seus direitos são inatacáveis e a sua prestação em campo tem sido muito boa. O que não está correcto é que tenham aceite, pressionados uma vez mais por Evangelista, não treinar uma única vez na semana em que recebem o SLB. Mais uma coincidência notável. Aqui é que não há qualquer hipótese de existir verdade desportiva. Mais um dos acólitos da corja ao serviço do clube do regime cuja actuação, sem qualquer réstia de ética ou sentido deontológico, passará impune.
Procurador-Geral da República


Disse um dia o Procurador que, após o Apito Dourado, “mesmo que os arguidos venham a ser absolvidos, nada será como dantes, no futebol português”, porque “a partir deste processo, os agentes do futebol português passaram a saber que podem ser investigados”. Mentira, e passo a corrigir: os agentes do futebol português, à excepção de dirigentes do SLB, passaram a saber que podem ser perseguidos através de tramas montadas com a colaboração da PJ e do MP. Ah, e o Presidente do FC Porto estará sempre sob suspeita.

Terminou ontem o último fôlego (pelo menos por enquanto...) deste Procurador na perseguição que montou ao FC Porto e ao seu Presidente. Toda a investigação foi uma autêntica vergonha como comprovam agora os despachos e a sentença dos (verdadeiros) Tribunais: no primeiro, relativo ao jogo Nacional x SLB, num despacho de não-pronúncia do Tribunal do Funchal, o juiz afirmou que não se entendia como é que o nome de Pinto da Costa tinha sido metido ali a martelo; no segundo, relativo ao FC Porto x Estrela da Amadora, acabou igualmente com um despacho de não-pronúncia do Tribunal do Porto, confirmado por sentença unânime da Relação, e com uma participação por crime de falsas declarações contra a peça-chave de todo o Apito Dourado — Carolina Salgado; no terceiro, relativo ao jogo Beira-Mar x FC Porto, que já havia sido arquivado mas que pela insistência da Morgado foi a julgamento, o Tribunal de Gaia sentenciou a absolvição do Presidente do FC Porto, e nas palavras da Juíza “a ex-companheira de Pinto da Costa prestou depoimentos divergentes e, pelas contradições e incoerências, não merece qualquer credibilidade”. A sua convicção é a de que “o testemunho de Carolina Salgado seja norteado pelo interesse da condenação de Pinto da Costa. Este Tribunal não atribui relevância ao depoimento”.
Uma derrota em toda a linha para o Beirão de sotaque a assobiar os esses.

Comparemos agora os meios e a aposta na condenação de Pinto da Costa com o tratamento que o Procurador está a dar ao caso Freeport, à forma como tem negado as pressões sobre os magistrados do MP que afirmaram convictamente terem sido altamente pressionados para o arquivamento do caso, à forma como desvalorizou a gravação de uma conversa entre os intervenientes no caso com frases incriminatórias do Primeiro-Ministro, à forma como resolveu reunir com Lopes da Mota, etc., etc., etc. Os exemplos de que não é competente para ocupar aquele cargo são mais que muitos. Só mesmo em Portugal para que um tipo destes ainda não tenha sido exonerado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Inocêncio Calabote do século XXI





I. O roubo ao raio-x:

45'+2': O único golo do jogo, marcado por David Luiz
Verdade dos factos: No momento do livre de Aimar, David Luiz encontrava-se em claríssima posição de fora-de-jogo. É impossível o árbitro auxiliar não ter visto, não só por ser um lance de bola parada, mas também porque as linhas da grande área ajudam a perceber a posição completamente irregular do jogador do SLB.

56': Paulo Baptista assinala penalty a favor do SLB, punindo uma pretensa falta de Mossoró sobre Di Maria
Verdade dos factos: Mossoró não comete qualquer falta sobre Di Maria, o qual, até pela forma como reage após a decisão do árbitro, deveria ter visto um cartão amarelo por simular um penalty.

61': Alan cai na grande área do SLB, após disputa de bola com Katsouranis, mas o árbitro nada assinala
Verdade dos factos: Katsouranis agarra Alan, primeiro pelas costas e depois por um braço em plena grande área do SLB. Penalty claro contra o SLB (e cartão amarelo para Katsouranis) que ficou por assinalar.

70': Matheus entra na área do SLB e quando se esgueirava em direcção à baliza dos encarnados é varrido por Luisão, mas o árbitro nada assinala
Verdade dos factos: Ficou por marcar um penalty mais do que evidente, ao ponto de até A BOLA (jornal semi-oficial do SLB) o reconhecer. Além do penalty, Luisão teria de ser admoestado, no mínimo, com o cartão amarelo.


Em resumo: A equipa de arbitragem validou um golo que não era, marcou uma grande penalidade a favor do SLB que não era e não assinalou duas grandes penalidades claras contra o Benfica.
Para além disto, cantos transformados em pontapés de baliza, lançamentos assinalados ao contrário e, pasme-se, o Luisão e o David Luiz chegaram ao fim do jogo sem verem sequer um cartão amarelo.
Notável!


Tal como em 2004/05 é desta forma que o apito encarnado constroi um campeão com pés de barro.


II. As reacções

"O resultado não foi justo. O Braga foi superior ao Benfica em todos os aspectos do jogo.

Sofremos um golo com um fora-de-jogo de três metros. E quando o cruzamento partiu, o David Luiz já lá estava! É um posicionamento para tentar enganar árbitros auxiliares como este, que não percebe nada disto!

O árbitro inventou um golo. Eu vi duas grandes penalidades sobre Alan e Matheus! Já vi na cabina e no campo.

Tenho 20 anos de carreira, nunca me tinha acontecido isto.

Alguns lances podiam deixar dúvida. Mas o golo não deixa dúvida. No penálti do Luisão, não tenho dúvidas. No do Katsouranis, que está a puxar o Alan, ainda dou o benefício da dúvida...


O que se passou aqui hoje é alguma verdade desportiva? Dou os parabéns aos jogadores do Sp. Braga.

Quando aparecem equipas melhores, não há hipótese. A equipa de arbitragem não deixa. Como resolvo isto? Só resolvo na playstation!

Eu sei que há seis milhões de benfiquistas e se calhar você (dirigindo-se a um jornalista, que lhe perguntara quem é que não deixa o Sp. Braga ganhar) é um deles..."

Jorge Jesus, treinador do Sp. Braga

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"O que se passou aqui na Luz vai ficar na história do século XXI, porque o árbitro conseguiu fazer uma arbitragem totalmente tendenciosa.

Fomos roubados e isto é um roubo em qualquer parte do mundo!

Estamos revoltados porque o que se passou aqui é uma vergonha, um escândalo!

O Paulo Baptista vai ficar na história como o Inocêncio Calabote do século XXI!

Gostava que o presidente da APAF e o senhor Vítor Pereira comentassem já hoje [ontem] o trabalho do árbitro.
"

António Salvador, presidente do Sp. Braga

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"Foi um roubo de catedral! Comparada com a arbitragem do senhor Pedro Henriques, isto foi de verdadeiro profissional.

Só é de esperar que aqueles que crucificaram Pedro Henriques tenham agora a coragem, pela isenção que apelam, e façam o mesmo com este árbitro.

Mais levado ao colo deve ser difícil.

Os investimentos na arbitragem e nalguma comunicação social começam a dar frutos
.

Verdadeira vergonha aquilo que se passou na Luz e desta vez está demonstrado perante a evidência. E não há desculpas do trio de arbitragem que tem altas responsabilidades.
"

Paulo Abreu, presidente do grupo Stromp, ex-vice-presidente do Sporting

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«Paulo Baptista assinou a arbitragem com maior influência no resultado a que assisti nos últimos anos.

É inaceitável que uma equipa de arbitragem possa demonstrar tamanha incompetência.

(...)

P.S.: Seria importante que depois de um jogo como este os responsáveis do Benfica dissessem publicamente o que pensam. Como fizeram depois do Benfica-Nacional, a propósito de uma decisão de Pedro Henriques. Se o fizerem poderão ser levados a sério.
»

Luís Sobral, jornalista
in Maisfutebol, 11/01/2009/

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«Um golo obtido em nítida posição irregular, aliado à não marcação de uma grande penalidade cometida por Luisão, esteve na origem da vitória (sofrida e injusta) do Benfica diante do Sp. Braga.

(...) se os principais emblemas cá do burgo não fossem, ao mesmo tempo ou à vez, “empurrados” pelas “distrações” dos homens do apito, os pontos perdidos podiam ser mais. Nesta última ronda foi o Benfica quem “encheu a barriga”. Foi beneficiado directa e indirectamente, pois no empate do FC Porto também existiu vista grossa a uma penalidade cometida sobre Lisandro.»

Luis Avelãs, jornalista
in Record, 12/01/2009

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"Os árbitros têm uma profissão difícil. Se se enganou nalguma situação, estou convencido de que não era essa a sua intenção..."
Quique Flores, treinador do SLB


"Não vejo que tenhamos sido beneficiados neste jogo"
Miguel Vítor, jogador do SLB


"Falar dos árbitros é uma parvoíce. Se foram prejudicados ou não, não vale a pena falarmos sobre isso"
José António Reyes, jogador do SLB


III. Notas finais

i) Como é sabido, o observador do SLB-Nacional, Ernesto Pereira, penalizou o árbitro Pedro Henriques com uma nota negativa (2,3 numa escala de 0 a 5) por, num lance altamente discutível, o árbitro de Lisboa ter, supostamente, cometido um erro grave.
Ora, perante a enxurrada de erros graves no SLB-Braga, qual será a nota de Paulo Baptista? Para haver o mínimo de coerência e a Liga de Clubes não perder toda a credibilidade só pode ser zero.

ii) O árbitro Paulo Baptista já cumpriu, e com elevada distinção, a sua missão neste campeonato e, por isso, é mais ou menos irrelevante o número de jornadas que irá para a "jarra". Contudo, irá ser clarificador verificar qual vai ser a decisão do presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, Vítor Pereira, a este respeito.

iii) O Sporting de Braga anunciou hoje que vai apresentar uma queixa-crime ao Ministério Público contra o árbitro Paulo Baptista.
Os arsenalistas também irão enviar à Liga de Clubes uma participação contra o árbitro de Portalegre.

iv) Aguardo com alguma expectativa as declarações que Pinto da Costa irá fazer logo à noite na Casa do FC Porto de Espinho.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Soares Franco e o Estorilgate


Ontem, na "Grande entrevista" da RTP 1, conduzida por Judite de Sousa, o presidente do Sporting afirmou o seguinte:
"No passado não existiu só Apito Dourado, mas também tráfico de influências douradas. Um exemplo é o jogo que o Benfica jogou com o Estoril no Algarve. Embora pudesse ter cumprido toda a legalidade só foi possível no Algarve porque o presidente do Estoril era do Benfica e o director desportivo da SAD tinha interesses no clube".


De facto, é sabido que o Estorilgate foi um dos maiores escândalos de sempre do futebol português, envolvendo como actores principais da farsa: José Veiga, a Direcção do Estoril, a Direcção do Benfica e Cunha Leal (na altura Director-executivo da Liga).
Aliás, a propósito dos relevantes serviços prestados por este último, Rui Santos chegou ao ponto de o acusar/apelidar de ser um "cunha desleal" e uma "criada de servir" do SLB:
"Ele [Cunha Leal] foi mandado para a Liga pelo presidente do Benfica para contrariar o poder do major. Convenhamos que é um grande azar, sobretudo quando quem o mandou para a Liga confessou, perante a estupefacção geral, que seria porventura mais importante ter alguém naquele organismo do que contratar bons jogadores.


O estigma não fui eu quem lho pus. Aceitou-o, porque sabe muito bem ao que foi e não se pode confessar enganado. Se não soubesse ao que ia e se cumprisse o seu dever de isenção, não teria autorizado a farsa que constituiu a marcação do Estoril-Benfica para o Algarve, na jornada 30 do campeonato de 2004-05, cujo desfecho foi decisivo para a atribuição do título nessa temporada.
A sua credibilidade morreu nesse momento. Quem consente um escândalo dessa natureza (embrulhado noutros escândalos da época), quem se cala perante uma situação potencialmente subversiva, inquinando a verdade desportiva, não tem um pingo de moral para vir falar agora, como especialista de coisa nenhuma".


Por outro lado (onde é que eu já ouvi esta expressão?), as ligações de José Veiga ao Estoril, na altura em que simultaneamente era director-desportivo do SLB, não oferecem quaisquer dúvidas:
«O antigo empresário de futebol e director-desportivo do Benfica, José Veiga, foi multado pela Comissão do Mercados e Valores Mobiliários em 30 mil euros, devido ao facto de não ter comunicado ao mercado a posição que detinha da SAD do Estoril
in Jornal de Negócios, 19/03/2008


O Estorilgate ainda teve outros contornos pouco claros, envolvendo pressões sobre jogadores do Estoril (que foram denunciadas pelos treinadores dos canarinhos) e a nomeação de um "árbitro amigo" (Hélio Santos) em final de carreira.

Por tudo isto, não surpreende que Filipe Soares Franco tenha referido o Estoril-Benfica da época 2004/05 como exemplo paradigmático do tráfico de influências no futebol português.

O que eu achei interessante foi a forma inteligente e eficaz como a comunicação social de hoje (com a honrosa excepção do JN) ignorou estas declarações do presidente do Sporting.
Pois, não convém mexer no "lixo encarnado", não vá a procuradora-especial sentir-se pressionada e ser obrigada a investigar o caso...

Fotos: Record, JOGO
Nota: A selecção das fotos e os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.