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segunda-feira, 6 de julho de 2009

SMS do dia - LXV

Belluschi assina por 4 anos.
E parece que afinal o Jesualdo Ferreira vai ter médios no plantel. Neste momento são 5 para 3 posições: Fernando, Meireles, Tomás Costa, Guarin e o recém contratado Belluschi.

Este "reforço" pelo menos já sabe o que tem de fazer!
http://www.zerozero.pt/jogo.php?id=585992

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A mentalidade para a Champions

E ei-nos chegados ao mês de Fevereiro. O mês do regresso da Champions League.
Ao contrário do que muita gente pensa (treinadores de futebol incluídos), um jogo para esta competição - a tal que não engana - não se prepara em 3/4 dias como normalmente sucede numa qualquer outra prova.
Quem, realmente, quer mesmo chegar longe na Europa deve preparar uma eliminatória com a maior antecedência possível.

A pergunta a colocar(-nos) é apenas esta:
-Estaremos preparados?

Uma boa maioria de adeptos do nosso clube dá-se normalmente por satisfeita apenas por se atingir os oitavos-de-final.
Alegam que o nosso orçamento a mais não nos obriga.
Eu defendo uma diferente aproximação ao tema: julgo que só poderemos estar de consciência tranquila, após uma eliminação, se o adversário tiver demonstrado dentro do campo - e sublinho esta última parte - ser superior.
Ora não foi isto que sucedeu na última época. Pelo contrário, o que ficou amplamente demonstrado, é que éramos bastante superiores ao Schalke 04. Daí que jamais se possa considerar como positiva essa campanha europeia. O facto de se alcançar os oitavos, por si só, não basta para garantir qualquer selo de qualidade. Ainda para mais se verificamos que até os clubes da segunda-circular o conseguem...

Começa, pois, por aqui, na mentalidade, a caminhada para uma época de sucesso fora de portas.
Desde o mais simples adepto até ao nosso melhor avançado, ninguém se pode dar por satisfeito apenas por ter ultrapassado a fase de grupos (para mais, tendo as duas últimas sido marcadas por duas goleadas em campos ingleses).
Temos, assim, a obrigação de ir o mais longe que a nossa qualidade permita, aconteça isso nos oitavos, quartos ou meias.

Ora, para que tal aconteça (ou seja, para que possamos demonstrar toda a nossa qualidade), temos que utilizar todos os nossos melhores jogadores e colocá-los nas posições em que mais rendem.
Esta verdade de La Palisse tem sido, estranhamente, difícil de ser concretizada...
Os técnicos continuam a teimar na mudança de nomes e sistema táctico sempre que se deparam com um jogo de maior grau de dificuldade.
Se querem que se leve a sério a (deles) habitual conversa de "automatismos", "rotinas" e "fio de jogo", urge acabar com esta "praga" de uma vez por todas.

Indo agora ao concreto, temo que a (deliberada ou não) posse de bola que é habitualmente oferecida ao adversário, possa ser fatal. Vimos que o que tem faltado a equipas como o Braga e Leixões - apenas para citar dois casos recentes - é apenas uma maior qualidade de decisão dentro da nossa área. Ora, qualidade na linha de frente é coisa que, seguramente, não falta a um clube como o Atlético de Madrid, mesmo estando este em crise.
Para além do mais, o número assustador de pontapés de cantos que temos consentido, poderá revelar-se um perigo acrescido.
Por último, ao contrário do quase consenso existente, Rolando não passou, de forma automática, e em apenas meia-época, a ser um jogador com a experiência necessária para este tipo de encontros. Poderá acusar a responsabilidade.
Que a fortuna esteja com ele.

O jogo deste próximo Domingo, mesmo sendo para o campeonato, é já uma excelente oportunidade para começarmos a ganhar a eliminatória europeia.
Apostemos, pois, em novas soluções que não só o contra-ataque.

sábado, 17 de janeiro de 2009

O Centro da Questão

Por Luís Carvalho

Em que moldes pode um meio-campo ser avaliado de forma justa?
Fácil é aferir a qualidade de um guarda-redes e/ou de um sector defensivo pelo número de golos que sofre ou de um ataque pelo número de golos que obtém. São números exactos e redondos que, dessa forma, aniquilam qualquer argumento que tenha por base a subjectividade de quem avalia.
Já no sector intermediário, por definição a "zona cerebral'' de qualquer equipa, a subjectividade impera.

Como se define, afinal, um bom meio-campo?

Na componente defensiva, raramente ou nunca um médio é apontado a dedo por um qualquer golo adversário. Mesmo que num dado lance seja bem visível o seu erro, haverá sempre o argumento que, atrás, existiria ainda (ou deveria existir) toda a muralha defensiva e o guarda-redes.
Alguém se lembra de algum golo com culpas unanimemente atribuídas a um Fernando?
E a um Assunção? Ou mesmo a um Costinha?
Muito, muito raro.
E então, se não forem "trincos", os médios podem mesmo, descansadamente, levar toda uma carreira sem qualquer medo de aparecerem, destacados, nos jornais pelas piores razões…

Na outra vertente do jogo, a ofensiva, também aqui pouco há a recear: se a equipa não marca, é seguramente culpa dos avançados.

Um médio é, assim, apenas recordado pela sua contribuição positiva, nunca pela negativa: "fez aquele corte primoroso"; "fez aquele magnífico passe a rasgar".
Tudo muito bem, mas a questão é:
- Quantos "cortes primorosos" deve ele fazer, em média, por partida? 1? 2? 6? 10?
- Quantos "passes a rasgar toda a defesa contrária" são aceitáveis, por época, para um médio que joga numa clube pleno de ambições como o nosso FCP? 5? 30? 100?

Pois é, não existe resposta científica para tais perguntas. Reina a subjectividade de cada um.

E é assim que se perpetua um dado meio-campo. No nosso caso, e durante as últimas duas épocas e meia, a fórmula dos '2 trincos e meio' de Jesualdo.


Não havendo números objectivos, e tendo o FCP obtido sucesso no campeonato (que não nas restantes competições), dá-se como bom que este ordenamento táctico deve ser mantido ad eternum.
Há, porém, que ter cuidado. Permanece bem actual aquela velha característica da nossa liga: pode-se enganar muita gente durante muito tempo (vide Boavista-campeão com Pacheco e o slb de Trapattoni).

Para uma avaliação mais rigorosa há, portanto, que ler bem nas "entrelinhas": sejam elas o "teste do algodão" que são os jogos da Liga dos Campeões, sejam elas aqueles encontros que estão difíceis de serem desbloqueados.
É aqui que se revela a verdadeira natureza do nosso meio-campo:
- Muito pouca posse de bola para uma equipa de primeiro plano;
- Preocupação exageradamente defensiva (o trinco, seja ele Assunção ou Fernando, renuncia a toda e qualquer missão ofensiva. O próprio Meireles, praticamente só avança nas bolas paradas, aqui também devido a algum deficit técnico);
- Pobre imaginação na hora de encontrar novas soluções.

Mesmo assim os resultados internos são satisfatórios?
Talvez, mas imaginem o que teriam sido estes últimos 2 anos e meio se, em vez de termos contado com três avançados de grande nível (Quaresma, Lisandro e Hulk), tivéssemos apenas tido uns que fossem "bonzinhos"...

Não andaremos um pouco distraídos apenas com a questão do lateral-esquerdo?

Com o actual desenho táctico, sem qualquer médio criativo, a equipa não conseguirá mais do que aquilo que tem realizado: sequências interessantes de vitórias na Liga e grandes dificuldades (e derrotas) contra equipas "grandes" e contra adversários menores mas que se sabem fechar (precisamente os jogos nos quais mais se exige a um meio-campo).
É uma táctica que atingiu o seu ponto de saturação. Não encontra, definitivamente, soluções para problemas mais bicudos.

Mas haveria algum mal em abrir o jogo de equipa a novas nuances criativas, utilizando um "playmaker"?
Teremos, porventura, vergonha das épocas em que, com muito sucesso, utilizávamos um jogador com essas características?
Poderíamos, ao menos, ter no plantel um futebolista assim?
Será pedir muito?

Rodriguez, supostamente recuado num meio-campo a quatro, não tem feito grande diferença, pois não chama a si o jogo (mal geral de todos as nossas presentes opções para aquela zona nevrálgica).

A nossa dimensão futebolística está praticamente reduzida à inspiração dos nossos jogadores de frente. É neles que este futebol de Jesualdo aposta tudo. Felizmente, dado o excelente valor dos nossos desequilibradores das linhas mais avançadas, os troféus têm continuado a cair na nossa rede.
Nada, porém, é eternamente garantido. As "inspirações", quando individuais, podem secar repentinamente, sem razão aparente. Há que mexer antes que a isso sejamos obrigados pelas circunstâncias. Demos, pois, qualidade e imaginação ao nosso meio-campo o quanto antes. A tal dimensão superior de um meio-campo que "age" e que não apenas "reage". Um meio-campo que "está" em vez de só "aparecer" a espaços.

Mas, afinal, que ambições queremos verdadeiramente ter?
Por favor, não me venham falar em orçamentos e receitas...


Queremos mesmo, algum dia, voltar a ser grandes na Europa?

Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Luís Carvalho a elaboração deste artigo.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

A duas semanas do 1º jogo oficial, que sectores precisam de ser reforçados?


A maioria dos votantes nesta sondagem consideram que o sector que mais precisa de ser reforçada é o de "Defesas laterais" com 41 votos (37%).

O "Meio campo defensivo" foi o segundo sector mais votado com 30% dos votos (33). Muito próximos nas escolhas dos participantes desta sondagem, ficaram as opções "Pontas de lança" e "Meio campo ofensivo" com 22% (24) e 21% (23) dos votos respectivamente. No outro extremo a nível de resultados ficaram os "Defesas centrais" e os "Guarda-redes" com apenas 5 (4%) e 3 (2%) votos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Médios de transição/ataque

O FC Porto contou esta época com Lucho, Raul Meireles e Kazmierczak para o lugar de médios de transição, e com Leandro Lima para a posição de médio de ataque. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Lucho González

28

07

03

00

00

00

Raul Meireles

28

08

02

00

01

00

Kazmierczak

11

01

03

01

01

06

Leandro Lima

08

02

00

01

01

02


Devido à estrutura táctica implementada na maioria da época, o FC Porto actuou preferencialmente com 2 médios de transição à frente do médio defensivo. Lucho e Meireles foram sempre as primeiras opções, sendo Kaz mais e Leandrinho menos usados. A esta posição foi também adaptado esporadicamente Mariano González.


Lucho González é um dos jogadores mais utilizados e mais aclamados pela crítica. Apesar de ter funções mais ofensivas, é um típico box-to-box, sendo comum encontrá-lo em missões defensivas junto à sua área. Apelidado de "falso lento", é um jogador que apesar de não ser rápido na movimentação, é rapidíssimo na execução, sendo o principal executante da transição defesa-ataque jogando de cabeça levantada (como está bem expresso na imagem acima). É um jogador bem dotado tecnicamente, com boa leitura de jogo, qualidade de passe, capacidade de remate, bom jogo de cabeça... É um jogador perto da perfeição!

Foi Raul Meireles o companheiro de meio campo de Lucho González, ocupando o meio campo canhoto. Afirmando-se definitivamente na equipa titular, é um box-to-box com as características que complementam Lucho. É um jogador mais defensivo, com boa capacidade de corte, antecipação e que dobra bem as subidas do lateral. Apesar de mais defensivo, é um bom transportador de bola, sendo capaz de excelentes passes de longa distancia, lançando a bola nas costas do lateral adversário. Tem um remate poderoso que tem valido à equipa alguns golos.

Vindo de uma boa época no Boavista FC, Kazmierczak foi sempre tido como um jogador forte fisicamente, de processos simples que se enquadrava no estilo de jogo pretendido por Jesualdo Ferreira: Kaz é certo no passe e com um estilo de jogo que favorece a rapidez. Apesar de se lhe reconhecerem algumas qualidade nao se conseguiu impor no seu ano de estreia.

Leandro Lima era uma aposta de futuro (e pode continuar a ser, apesar do "escândalo" em que se viu envolvido) para a posição de médio atacante. Na sua primeira época de futebol europeu, e ainda com a falta de processos defensivos que costuma prejudicar a adaptação dos futebolistas sul-americanos, não se conseguiu impor na equipa. É um jogador bom tecnicamente, com remate fácil e boa qualidade de passe, tendo como aspectos negativos o facto de segurar a bola em demasia.

Lucho e Meireles são dois jogadores que parecem completar-se e assegurar a qualidade do meio campo portista. Apesar disso parece ser necessário a contratação de alternativas, já que as actuais mostraram-se ineficientes sempre que foram chamadas à equipa.
Com a possível saida de Lucho González torna-se peremptória a contratação de alternativas!