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sábado, 3 de novembro de 2018

Siga!


67 foi o minuto-chave desta partida. Sérgio Conceição foi, hoje, ainda mais valente que o seu habitual e não hesitou em trocar um lateral-direito por mais um elemento ofensivo (Otávio) que, apenas três minutos depois, marcaria o golo que desbloquearia uma partida onde pairava um intenso odor a empate.
E, dadas as circunstâncias (derrota escandalosa do slb, em sua casa, na noite anterior), talvez um qualquer outro treinador não se incomodasse assim tanto com uma eventual igualdade, num campo historicamente complicado para as nossas cores. Sérgio Conceição, no entanto, tinha outros planos e, como na última quarta-feira para a Taça da Liga, virou tudo ao contrário com alterações vindas do banco.

E tudo tinha começado mal para o FCP. Um primeiro tempo completamente desinspirado da nossa parte. Quando Brahimi não está nos seus dias, a máquina emperra sempre. Aqui e ali, Corona lá continuou na sua actual onda de sentar primeiro os adversários e, depois, centrar com precisão. Contudo, a frequência com que o faz não se aproxima sequer do habitual caudal atacante do argelino e, por isso, o FCP não criou qualquer lance de perigo nos primeiros 45 minutos.

Foi assim recebido como uma dádiva dos céus o penalty assinalado por Xistra, já na segunda metade. Lance duvidoso, mesmo após inúmeras repetições. Mas Marega falhou. Ainda não parece que seja ele quem deva ser o habitual marcador. Há que treinar mais este tipo de lances. São já muitos os falhanços da marca dos 11 metros.
Após este lance, parecia mesmo que a maldição dos Barreiros estava de volta, até Otávio ter dado a melhor sequência a dois toques de calcanhar consecutivos (de Soares e Marega), num golo fabuloso para mais tarde recordar.
Três minutos depois, Óliver, de novo titular (e bem) no lugar de Herrera, rouba uma bola à defesa do Marítimo e segue completamente isolado para a baliza contrária. Como sabe que a finalização não é o seu ponto forte, olhou para todos os lados até encontrar um companheiro solto. Otávio e Marega completaram a obra.
O brasileiro ainda conseguiria fazer expulsar Danny e o FCP acabaria, assim, um jogo teoricamente difícil de uma forma inesperadamente tranquila.


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Marega e o mercado

JN de 19-12-2017

«Às costas de Marega».
Foi este o título escolhido pelo JN, para a notícia de capa referente à vitória (3-1) do FC Porto sobre o Marítimo.

É um título feliz, ilustrado por uma foto de Brahimi (duas assistências) às costas de Marega (dois golos e MVP deste FC Porto x Marítimo).

Com os dois golos que marcou no jogo de ontem à noite, Marega já leva 12 golos em 1150 minutos no campeonato português (1 golo a cada 96 minutos). E nenhum destes golos foi de penálti.

Marega é o melhor exemplo de como o Sérgio Conceição foi capaz de “esticar” um plantel curto (de cuja qualidade muitos desconfiavam), tirando o máximo partido dos jogadores à sua disposição.

Mas há mais. Do onze inicial de ontem, fizeram parte quatro jogadores – Diego Reyes, Ricardo Pereira, Aboubakar e Marega – que não serviram para outros treinadores do FC Porto e, por isso, foram dispensados (emprestados).

Pois bem, foi com estes que o FC Porto ganhou e é com estes que a EQUIPA liderada por Sérgio Conceição chegou à “paragem” do Natal 2017 na frente do campeonato, com o melhor ataque e a melhor defesa.

E depois, a gente olha para os jogadores que ontem estavam no banco de suplentes – Casillas, Felipe, André André, Óliver Torres, Hernâni, Corona, Soares – a que se juntaram, num treino após o jogo, mais alguns que ficaram de fora (Layun, Sérgio Oliveira, etc.) e começa a ser difícil acreditar que o plantel 2017/18 é curto.

Treino noturno com os jogadores menos utilizados

Reforços em Janeiro?
Não me parece que, nesta altura, haja muitos jogadores disponíveis melhores do que aqueles que ontem ficaram fora do onze titular (e, já agora, que estejam ao alcance da bolsa da FCP SAD).

Veremos o que o mercado de janeiro irá trazer. Da minha parte, os reforços que considero prioritários, são as renovações com a atual dupla de defesas centrais - Iván Marcano e Diego Reyes.

domingo, 7 de maio de 2017

Notas escritas no aeroporto Cristiano Ronaldo

O texto seguinte foi escrito por um amigo (Miguel Magalhães), um Portista com P grande, com uma paixão imensa e desinteressada pelo FC Porto, um dos muitos que fez parte da maré azul que encheu estádios por esse país fora, que nunca regatearam o apoio à nossa equipa e que, mais do que desiludidos, terminam este campeonato cansados. Cansados de um combate desigual, no qual, quem deveria liderar o exército Portista não correspondeu, falhou e alheou-se ou fugiu às suas responsabilidades.

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Notas de um crente que acordou ontem [sábado] às 5:00 da manhã para ir à Madeira apoiar a equipa e já está no aeroporto à espera de embarcar para regressar ao Porto.

Nuno Espírito Santo e Pinto da Costa (Junho de 2016)

1. Não temos presidente há vários anos. E podia terminar aqui que estava tudo dito. Mas não me apetece pois continuo com um mau feitio insuportável desde ontem [sábado] à noite.

2. O treinador é um nabo. 16 empates numa época, alguns deles em jogos decisivos, não é ter azar ou ser roubado. É mesmo falta de categoria. É ser cagão. É não ter tomates para assumir o jogo durante 90 minutos.

Nuno Espírito Santo a dar uma "aula"-explicação aos jornalistas (Outubro de 2016)

3. Os jogadores ainda correm, mas ninguém lhes explica para onde nem porquê. Veja-se o Soares, um absoluto desastre durante o jogo de ontem [sábado] e a imagem da impotência da equipa. O rapaz chegou cheio de gás em Janeiro, fartou-se de marcar golos, parecia melhor do que aquilo que na realidade é. Adaptou-se à equipa, ao modelo de jogo, deixou de marcar tantos golos, parece um jogador bem pior do que aquilo que é.

4. Os adeptos são uns crentes mas, infelizmente, não são eles que jogam nem marcam golos. Os adeptos foram incansáveis ontem [sábado], como foram durante a época toda e mereciam claramente mais, muito mais. Pena é que muitos adeptos só se foquem nos pontos 2 e 3, pois parte do problema também está aí.

Adeptos Portistas no Marítimo x FC Porto (foto: Fotos da Curva)

5. O polvo existe, está bem vivo e nenhum dos pontos acima apaga a existência do polvo. Os outros não jogam nada e se não fosse pelo polvo também não eram campeões. Não é o nosso claro demérito, que lhes dá sequer uma pinga de mérito na conquista do campeonato. Esta será sempre a Liga Salazar, o campeonato do polvo e tudo indica que terá um campeão da treta, um tretacampeao. Nunca me ouvirão dizer outra coisa.

6. Terminando onde começa a próxima época, porque até as mais fortes crenças têm limites e a minha já chegou ao limite, e citando aquilo que disse um grande portista ao ex-presidente Pinto da Costa na última assembleia geral: "se é para ter um orçamento destes, não pode estar 4 épocas sem ganhar um único título; se é para não ganhar um único título, então não pode ter um orçamento destes". Por mim, podem apostar num plantel com muitos putos da formação e arranjar um treinador que os ponha a comer relva durante a época toda.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Miguel Magalhães a autorização para publicar o seu texto-desabafo, escrito na viagem de regresso ao Porto. As fotos escolhidas para ilustrar o texto são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Charters da Madeira, os nossos novos melhores amigos


Jose Sá. Marega. Dois novos jogadores para serem pagos pelo clube o que não significa, desde logo, que sejam dois novos jogadores para atacar o titulo, a Liga Europa e a Taça como prometeu Peseiro. Chegam (e se calhar já vão) em mais um negócio com um clube assumidamente anti-Porto nos últimos vinte anos e parecem acrescentar pouco, muito pouco, ás necessidades reais do plantel. O fantasma de outros tempos, com uma folha salarial de 60 jogadores dos quais, metade, não servem para nada (Josué foi para Braga por empréstimo, não podia ter servido para trazer Rafa, por exemplo?) é cada vez mais evidente e os negócios deste defeso invernal prometem muito pouco.

Marega estava na terceira divisão francesa há um par de anos. Como Cissokho. 
É um jogador conflituoso, um tanque para bombear as bolas, um jogador habituado ao espaço e ao jogo do contra-ataque (quem viu o Marítimo jogar este ano sabe como é) e que não deu nunca prova de saber jogar em ataque posicional. É um avançado que não encaixa no que o Porto foi ou no que aparenta querer ser (Suk, pelo menos, é um futebolista com mais técnica mas sofre de problemas parecidos). E no entanto, com Aboubakar no mercado, com André Silva á procura do golo ainda e sem avançados goleadores no plantel, foi a opção. Claro que temos duas opções. Ou acreditar em Pinto da Costa ou não. Para os que acreditam nele, Marega foi uma inspiração divina que chegou na noite do jogo com o Maritimo, numa amena cavaqueira com Carlos Pereira, e que depois de uma conversa com o treinador (já saído do balneário, imaginamos) chegaram à conclusão que era "O Homem" a contratar. O jogador (que não simulou sequer querer sair nem nada pelo estilo) foi apanhado totalmente de surpresa porque todos o davam como jogador do Sporting e acabou a noite no Porto a celebrar o momento mais alto da sua vida. Negócios de inspiração divina habitualmente são assim, inesperados. A outra opção é não acreditar em contos da carochinha e entender que o Porto controla bastante quem quer Jesus e tenta antecipar-se sempre que pode e como Marega corria o risco de ser o novo Derley (aquela pérola do Marítimo que Jesus levou para no Benfica esquecer-se dele) havia que minar o negócio e simular inclusive um comportamento do mais vergonhoso - e que tanto criticamos ao Benfica noutros tempos - do jogador que demonstrou ser tudo menos um profissional. Qualquer das versões é válida, cada um acredita no que quer, mas o certo é que nem o presidente do Setúbal falou com Pinto da Costa (ou não sabe quem ele é) nem o negócio Marega parece ter sido cozido ao jantar (sabe-se lá onde jantam). E que Lopetegui, com todos os seus mil e um defeitos, já não pode ser culpado desta aventura como foi, post-mortem, do pobre Suk.

De José Sá basta ler o que foi escrito no Mais Futebol, a opinião do seu descobridor e principal mentor. Aos 23 anos, o jogador que ainda não cumpriu uma só época como titular - e que fez um excelente Euro sub21 como Bruno Vale há uns anos atrás - foi, na palavra do seu técnico, suplantado na formação do Benfica porque Ederson (suplente de Júlio César) e Bruno Varela (terceira opção, emprestado ao Valladolid) eram melhores e mais consistentes do que ele. Como aliás tem sido o francês Salin nos últimos dois anos na Madeira. Em que é que ficamos afinal?
O FC Porto passa de ter o melhor guarda-redes da liga - Hélton - para ir buscar um dos melhores do Mundo - Casillas - ao mesmo tempo que investe como nunca investiu numa das maiores promessas mundiais - Gudiño - e afinal a grande revelação para a baliza é um jogador que, com 23 anos, nunca foi primeira aposta de ninguém porque havia sempre alguém melhor?
É este o nível que se quer da baliza que foi de Zé Beto, Mlynarzick, Vitor Baía ou Helton antes de Casillas? Porque para esse nível não valia a pena ter incomodado o Marítimo. Basta olhar para os guarda-redes que o FC Porto já tem em sua posse e a quem paga os salários, de Fabiano a Bolat sem esquecer Kadu, Andrés Fernandez, Ricardo Nunes e as promessas da equipa B e dos juniores. A lista de guarda-redes que vieram fazer corpo presente, essa, é antiga. E as das jovens promessas à espera também. Desde Hilário que nenhuma agarrou a titularidade e isso que Bruno Vale e Ventura prometiam muito como agora parecem prometer Andorinha e Caio, os suplentes de Gudiño. 
Precisa o FC Porto realmente de Sá ou dava assim tanto receio que um guarda-redes que pode crescer muito mas não é, no presente, uma referência, acabasse nas mãos de Jesus em Alvalade? É Jesus quem dita as politicas de contratação do clube ou é a direcção desportiva? Cada vez temos menos a certeza.
José Sá pode até dar o salto - e sinceramente espero que seja assim - mas para isso vai precisar de acumular minutos e experiência e não vai ser no Dragão. A sua chegada agora ou em Junho é irrelevante mas já Pinto da Costa o disse, o importante é que "já tinha acordo com outro clube". E nós não podemos permitir isso pois não?

Quanto a Carlos Pereira, de quem já tanto aqui se falou, acabará por ser Dragão de Ouro.
Houve poucos dirigentes que fizeram tanto por prejudicar o FC Porto como o madeirense mas agora, subitamente, Pereira parece um velho amigo da alma. Senta-se no gabinete presidencial como se estivesse em casa e tem até direito a elogios de Pinto da Costa. Tempo ao tempo. De momento já tem preferência por Maurício (que anda no Portimonense a pagar favores) e André Silva (pobre André). Entretanto o Marítimo continua a facturar com os desvios de jogadores da ilha para o Dragão - ainda com ponte aérea em Portimão - e a juntar ao dinheiro dado pelo Porto ao que já recebe do governo regional. Assim é fácil gerir um clube sem grandes aspirações e que seguramente merecia mais e melhor.

Terminado o artigo  - e a cinco dias do fecho do mercado - continuamos à espera. 
De reforços digo. De reforços no sentido de reforçar, tal como diz a palavra, o plantel que já existe. Continuamos à espera daquele central a sério que não temos desde Otamendi (e com a saída de Lichnovsky, na prática, não temos nem sequer quatro centrais no plantel). Continuamos à espera do número 10 que ocupe o vértice mais adiantado do novo 4-2-3-1 que Peseiro que implementar e para o qual não há um só jogador no plantel - talvez salvo Evandro - que possa cumprir com essa função ao melhor nível (Quintero está renovado mas longe e com Fonseca não se saiu demasiado bem aí). Continuamos à espera de um extremo rápido e desequilibrante que saiba abrir o campo e ao mesmo tempo explorar o jogo diagonal uma vez que Tello saiu e Hernâni e Ricardo (bem como Ivo, cada vez mais decepcionante) continuam longe e o treinador tem apenas Corona, Brahimi (extremo adaptado) e Varela para essas funções. Continuamos à espera de um matador, um jogador que garante golo e que seja titular no próximo ano uma vez que Aboubakar está à venda segundo todos os indícios e quem chegou não está talhado para a função. 

Portanto, quando houver REFORÇOS avisem porque isso de pagar favores ou desviar jogadores para rivais está muito bem mas em nada beneficia o Futebol Clube do Porto e a sua equipa principal que, recordo, está a disputar ainda três títulos!
   

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Temos de cumprir a nossa parte!


Porque não se escreve sobre uma boa (e justa) vitória e um mau jogo do FCP? Não sei. Fruto dos tempos que apelam às rupturas, que ninguém parece disposto a protagonizar. E, então, o pessoal vinga-se através da oferta fácil das redes sociais. Ou nem isso.

Fizemos um jogo medíocre, entrámos muito mal e foi o jogo da época com menos remates realizados pela nossa equipa. Notei que o Herrera posicionou-se menos à frente (funcionou mais como duplo pivot) e, como jogou devagar e falhou muitos passes, não foi o único, o jogo não fluiu; por isso e porque o Marítimo soube encurtar, linhas e espaços, a equipa teve muitas dificuldades em ultrapassar a barreira construída pelo adversário. E de se defender dos contragolpes do Marítimo. A equipa não é rápida, nem ágil. Perdemos muitas segundas bolas e não conseguimos formar um bloco coeso. Estranho é constatar que o Maxi é dos que joga mais à Porto.

O FCP está doente. Conheço os sintomas, mas não faço diagnósticos. Os jogadores estão mal fisicamente, o modelo de jogo é uma trapalhada e tenho dúvidas se uma eventual mudança reverterá os seus efeitos maléficos que muitos remetem para erros primários de geometria táctica. Não me chega. Considero que o plantel do FCP é caro, mas não é bom, nem equilibrado. E há uma tarefa enorme para cumprir: a recuperação de muitos jogadores que chegaram a um nível inexplicavelmente baixo, pelo menos para quem habita o lugar da bancada. Cito apenas dois, porque são valiosos: Aboubakar e Rúben Neves.

Esta época vai continuar a ser dolorosa. A equipa está a ser remendada. Já não temos um qualquer Lucho para retornar e lhe dar mais experiência. Pode ser que o pesadelo seja apenas consequência da ideia que temo: de que o que já aconteceu, ainda pode ser pior. Temos de cumprir a nossa parte para que não o seja.

Nota: mais uma arbitragem miserável.
   

domingo, 25 de janeiro de 2015

100% culpa própria

Lopetegui no final do Marítimo x FC Porto

Hoje, no Funchal, jogando os últimos 15 minutos em superioridade numérica, o FC Porto perdeu com o Marítimo (1-0) e foi incapaz de sequer marcar UM golo a uma equipa banal que, há apenas uma semana atrás, perdeu 0-4 com o SL Benfica no mesmo estádio.

E, desta vez, nem sequer há a desculpa da arbitragem.

Hoje, a equipa do FC Porto teve 10 cantos a seu favor e N livres perto da área do Marítimo mas, mais uma vez, veio ao de cima a enorme incapacidade desta equipa nos lances de bola parada.

Hoje, a equipa azul-e-branca fez mais de duas dezenas de remates, mas quantos foram enquadrados com a baliza? Quantos foram remates dignos desse nome?
Em termos de remates, o que mais se viu foram pontapés disparatados ou remates à figura do guarda-redes do Marítimo, alguns dos quais mais pareciam passes.

Justificar a incapacidade da equipa nas bolas paradas e toda esta ineficácia com o "azar", com o estado do relvado ou dizendo que isto é futebol, parece-me francamente curto.

O "azar", este tipo de "azar", resolve-se com competência, do treinador e dos jogadores.

E, por falar em competência, o que dizer de uma dupla de defesas centrais, que permite ao "poderoso" ataque do Marítimo marcar um golo (na única oportunidade criada), após dois toques na área portista? Aliás, em vez de dar a entender que a derrota do FC Porto se deveu ao aleatório do futebol, talvez fosse melhor Lopetegui rever o posicionamento e a movimentação de toda a defesa portista no lance do golo do Marítimo.

E, por falar em competência, Tello voltou a falhar um golo cantado, num lance em que estava completamente isolado. Depois de Alvalade e de Braga (para a Taça da Liga) esta foi a terceira vez que Tello falhou uma oportunidade flagrante que, a ser concretizada, poderia ter ajudado o FC Porto a ganhar três jogos que empatou ou perdeu.
Não acredito que o Barça queira Tello de volta mas, se assim for, este Tello, o Tello que temos visto no FC Porto, não irá deixar saudades.

Previsivelmente, o FC Porto irá ficar a 9 pontos do SL Benfica (que, na prática, serão 10). A confirmar-se tamanha distância do 1º lugar, isso significa que, pelo segundo ano consecutivo, o FC Porto diz adeus ao título a meio do campeonato. Não há palavras...

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A ilusão voltou ao Dragão

48036 espectadores (números oficiais) assistiram, ao vivo, a um cheirinho do perfume que a equipa do FC Porto promete para a época 2014/2015.

Óliver Torres e Brahimi são daqueles futebolistas que não enganam, têm magia nos pés e, mesmo que só cá fiquem uma época, vale mesmo a pena pagar bilhete para os ver jogar.

Há aspectos a corrigir e outros a melhorar/afinar?
Concerteza (falarei disso noutro post), mas saí do Estádio do Dragão confiante.

Haveria vários aspectos (positivos) que poderia salientar, mas um dos que me parece mais relevante é o seguinte: de fora do primeiro onze inicial de Lopetegui ficaram "só" Casemiro, Evandro, Quintero, Tello e Adrian Lopez.
Há muito tempo que não via tanta qualidade no banco de suplentes ou fora do lote de convocados.
E parece que ainda poderá vir mais um médio, o internacional holandês Clasie.

Em termos gerais, gostei do que vi hoje - a titularidade e o golo do menino Rúben Neves (17 anos e 155 dias!) foi a cereja no topo do bolo -, mas contra o Lille vai ser preciso jogar mais e melhor.

domingo, 20 de julho de 2014

Leocísio Júlio Sami

Leocísio Júlio Sami tem 25 anos (nasceu em Bissau, a 18 de Dezembro de 1988) e, como sénior, já representou cinco equipas – Eléctrico Futebol Clube; Desportivo das Aves; Marítimo B; Centro Desportivo de Fátima; Marítimo – sem atingir um particular brilhantismo.

Carreira de Sami ( fonte: www.foradejogo.net )

Vindo do Marítimo (a custo zero), Sami chegou ao FC Porto há três semanas, de forma quase clandestina, sem dar nas vistas, até que…

Sami, Genk x FC Porto

Será possível que um jogador com o trajecto futebolístico deste avançado guineense, possa ser o principal candidato a Nº 9 da equipa principal do FC Porto se, como alguns sinais sugerem, nos próximos dias/semanas Jackson Martinez juntar o restante corpo à cabeça (que há muito está noutras bandas)?

Adrián López, Nabil Ghilas e Gonçalo Paciência que se cuidem…

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Contratem o Gegé

O FC Porto não perdia com o Marítimo desde 8 de Novembro de 2009 (há quatro anos e três meses).
Depois dessa derrota (0-1) e até à derrota de ontem (novamente por 0-1), o FC Porto disputou 9 jogos contra o Marítimo, com um registo de 8 vitórias, 1 empate e um saldo de 26-5 em golos!

Últimos 20 jogos entre o FC Porto e o Marítimo (fonte: zerozero)

Claro que, como disse Paulo Fonseca na antevisão deste Marítimo x FC Porto, temos de ter “a perfeita noção que vamos ter mais um jogo muito difícil perante uma boa equipa…”.

Sim, porque este Marítimo é uma equipa dificílima (tem a pior defesa da Liga, a par do Paços de Ferreira, com 30 golos sofridos), vinha animado por uma série impressionante de “vitórias morais”…

Série dos últimos jogos do Marítimo na época 2013/14 (fonte: zerozero)

… e, conforme é sabido, nos últimos anos tem investido imenso em jogadores de renome internacional.

A equipa reagiu bem à saída do Heldon [transferido para o SCP no último dia do mercado de Inverno]. (…) este é um clube formador (…) Temos dois centrais que este ano eram os centrais da equipa B, a média de idades do meio campo era de 21 anos e meio…
Pedro Martins, treinador do Marítimo, durante a conferência de imprensa após o jogo


Ora, tendo o FC Porto um plantel fraquíssimo (conhecem algum clube europeu que, recentemente, tenha manifestado interesse em jogadores como Otamendi, Mangala, Alex Sandro, Fernando, Defour ou Jackson?) é perfeitamente normal perder contra uma equipa recheada de “craques” do nível do Gegé e Weeks, entre outros.

Os adeptos do FC Porto estão mal habituados e falam de barriga cheia.
Deviam era estar felizes por este “maravilhoso FC Porto 2013/2014” só ter 3 derrotas em 17 jogos do campeonato (e outras tantas nos 6 jogos da Liga dos Campeões) e de não ter sido goleado na Madeira…

terça-feira, 10 de julho de 2012

Ó tempo volta para trás

«Os 9,850 milhões de euros, verba inscrita no Orçamento da Região Autónoma [da Madeira], serão distribuídos consoante a importância, dimensão e objetivos a atingir e serão assim repartidos em diversas áreas. Para as competições profissionais e sociedades anónimas foram separados 5,7 milhões de euros, que serão destinados a Marítimo, Nacional, União/SAD, Madeira SAD masculino e feminino e CAB-Madeira (masculinos). (...)
O futebol profissional do Marítimo e do Nacional recebem, cada qual, um milhão e 785 mil euros, o União da Madeira 840 mil euros, o Madeira SAD masculino e feminino 660 mil euros e o CAB-Madeira 330 mil euros.»
in Maisfutebol


"Penso despedir-me do dirigismo desportivo ainda antes da época começar. Porventura, iremos analisar juridicamente a eventual extinção do clube e da SAD. Vamos analisar e ponderar as consequências, (...). Julgo que globalmente os dirigentes deviam abandonar os clubes (...)"
Rui Alves, em declarações à Antena 1 - Madeira


Eu bem me parecia que esta não era a melhor altura para o senhor presidente do Nacional da Madeira ter, na última Assembleia Geral da Liga de Clubes, avançado com a proposta drástica de proibir, já na próxima época, todo e qualquer empréstimo de jogadores entre clubes da mesma divisão.
Se calhar, agora dava-lhe jeito o empréstimo de um jogador do FC Porto e de outro do slb...

Ó tempo volta para trás,
traz-me tudo o que eu perdi

terça-feira, 19 de junho de 2012

Um buraco de 50 milhões

«Criado em 1993, o Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira (IDRAM) deixa como "herança" uma dívida superior a 50 milhões de euros. Tinha uma orçamento anual de 34 milhões, dos quais nove milhões são absorvidos por compromissos bancários em infra-estruturas, seis milhões para viagens, 11 milhões para subsídios aos clubes e quatro para pagar quase três centenas de funcionários dispersos por centenas de instalações desportivas.»


Pode olhar-se para este caso de várias maneiras e fazer-se diversos juízos, mas parece-me que uma das consequências inevitáveis é a diminuição da capacidade competitiva de clubes como o Marítimo e o Nacional. Ou seja, se o corte na parcela dos subsídios for significativo, nos próximos anos os clubes madeirenses irão engrossar a lista dos que lutam desesperadamente para não descer de divisão.

P.S. Razão tinha Alberto João Jardim, quando quis juntar numa única SAD o futebol do Marítimo, Nacional e União da Madeira.

sábado, 28 de abril de 2012

Em contagem decrescente! 3...

Faltam 3 jogos para terminar o campeonato!

Estamos em primeiro. Temos 4 pontos de avanço sobre o segundo. Em caso de igualdade pontual no fim do campeonato, a vantagem é nossa.

Em condições normais, estaríamos já com as faixas encomendadas e com uma quantidade assinalável de espumante no frigorífico para assegurar uma comemoração em condições! O problema é que este ano tem sido atípico em termos exibicionais, e ninguém está seguro quanto aos possível resultado, independentemente to adversário. Paradoxalmente, o FC Porto até tem feito melhores resultados/exibições com as equipas teoricamente mais fortes e com os adversários directos!

O primeiro adversário das três finais que ainda temos pela frente é o Marítimo.


Vamos jogar fora, num estádio recentemente remodelado e que nos costuma trazer algumas dores de cabeça. Nos últimos 10 jogos como visitante, o FC Porto teve 5 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, o que apesar de não ser um historial trágico, é uma estatística que nos dá razões para que a preparação deste jogo seja feita com algumas cautelas (maiores do que, por exemplo, contra o Rio Ave na última jornada). Em relação aos últimos jogos da Liga, podemos dizer que estamos em melhor forma, já que temos uma série de 3 vitórias, enquanto os madeirenses têm 2 derrotas.

De uma perspectiva de objectivos ainda a atingir nesta temporada no campeonato (ainda com 9 pontos por disputar), a equipa do segundo maior arquipélago português (primeiro em dívida) ainda pode subir ou descer uma posição. A distancia para o 5º lugar, ocupado pelo Sporting, é de 5 pontos, apesar de em termos desportivos não haver uma vantagem efectiva na conquista dessa posição visto que ambas vão às competições europeias (Liga Europa). Para o Guimarães, actualmente em 6º lugar a 6 pontos, ainda é possível ultrapassar o Marítimo, o que deixa os insulares numa posição um pouco tremida já que isso significaria a perda do acesso à Liga Europa do próximo ano.

O onze mais utilizado por Pedro Martins ao longo da época é constituído por Peçanha na baliza; Briguel, Valentin Roberge, João Guilherme, Luis Olim e Rúben Ferreira na defesa; Roberto Sousa, Rafael Miranda e Danilo Dias no meio campo; Sami e Baba no ataque. Apesar de os jogadores mais usados sugerirem a utilização de um esquema de (5-3-2), o esquema táctico utilizado pelo treinador no último jogo foi um pouco diferente e talvez um pouco mais próximo daquilo que devemos esperar. Quanto aos destaques, o jogador mais utilizado até ao momento é Peçanha, e o melhor marcador da equipa é Bába com 10 golos.