E bastaram.
Mas Sérgio Conceição voltou a arriscar com um "11" sem Brahimi. O argelino é absolutamente imprescindível no FCP actual. Ainda para mais com Corona e Hernâni completamente fora de forma.
E tudo começou bem demais: um golo aos 5 minutos é coisa que raramente nos acontece e parecia que teríamos um jogo tranquilo pela frente de modo a poupar as pernas para a Liga dos Campeões.
Errado. O Portimonense é uma bela equipa de contra-ataque e chegou ao fim da primeira parte com mais ataques do que o FCP. Vítor Oliveira não é mesmo um treinador qualquer.
O empate surgiu até com alguma naturalidade, em lance em que diversos jogadores falharam: Ricardo Pereira, Corona e Casillas.
O espanhol, que estava de regresso, não deu propriamente um frango mas poderia ter feito mais.
Na segunda parte pouca coisa mudou para melhor. A coisa estava de tal forma má que Conceição nem esperou quase nada para fazer entrar Brahimi. Mas com este actual Óliver e A.André no meio, só por engano o FCP consegue criar perigo. Aboubakar também não parecia muito inspirado. O Portimonense marcou um grande golo e aí as coisas ficaram realmente negras.
Tudo mudou com a entrada de Layún que, embora falhando aqui e ali, entrou de tal forma com gás que nem se percebia quem era o jogador mais avançado pela direita: se ele ou se o apagado Ricardo Pereira. A expulsão posterior de um defesa algarvio, foi o despoletar de um final de jogo empolgante.
Já com o nosso treinador de fora do banco, Alex Telles descobriu o caminho certo para a desmarcação de Aboubakar que, como os bons pontas de lança, não falhou no momento decisivo. Se o tivesse feito, o FCP teria sido eliminado, já hoje, da Taça de Portugal. Mas o FCP queria mais e tudo fez para evitar mais 30 minutos dolorosos. Os 7 minutos de desconto (aleluia!), dariam ainda tempo para mais um golo. O jovem André Pereira, lançado às feras logo no momento mais difícil da partida, cruzou para Aboubakar que não conseguiu controlar a bola que, por sua vez, acabaria nos melhores pés possíveis: os de Brahimi. Este não falhou e foi a festa completa num Dragão pouco habituado a estes golos tardios.
O scp também marca alguns nestas alturas finais das partidas, mas os dois desta noite foram 100% de acordo com as regras do futebol.
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sexta-feira, 17 de novembro de 2017
5 minutos à Porto, já depois dos 90
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sábado, 23 de setembro de 2017
Noite tranquila, sem autocarros
7 em 7.
Sérgio Conceição manteve a aposta em Herrera mas, desta vez, com uma diferença significativa: voltou ao meio-campo a dois e, com o regresso de Corona, outros tantos extremos puros, na frente, a servir os dois pontas-de-lança.
Um sistema que já tinha permitido outras goleadas caseiras na presente época e que nos coloca mais longe daqueles embaraçosos empates, habituais nas últimas temporadas, e que tantos danos nos causaram.
É, aliás, um esquema que também o nosso maior rival utiliza com frequência.
O Portimonense foi um adversário diferente no Dragão. Como já tinha demonstrado noutros estádios da primeira liga, não é uma equipa de estacionar o autocarro em frente à sua baliza. No final, colheu os frutos positivos e os negativos de tal opção.
O FCP encontrou os espaços de que tanto gosta Marega e isto ainda durante o primeiro tempo. Algo de praticamente inédito neste tipo de partidas.
Marcano, que tantas vezes parece mais uma "testemunha" do que um participante activo dos jogos, desta vez foi quem desbloqueou o marcador, aproveitando um ressalto já bem dentro da área. Lá mais para a frente, borraria, no entanto, a pintura, na forma como permitiu o segundo golo dos algarvios.
Aboubakar marcou logo a seguir, num lance em que mostrou a rapidez de reflexos própria de um "matador" de área. Aqui e ali, porém, demonstrou que não está na forma de início da época. Ainda assim, justificou a titularidade, dadas as incertezas que ainda rodeiam Soares.
O terceiro golo acabou de vez com o jogo. Marega, o homem do momento, facturou num toque de habilidade, provando ser mais do que apenas um poço de energia.
Brahimi, uma vez mais o melhor em campo, marcaria outros dois e a nota negativa aconteceu no primeiro golo do Portimonense, num lance em que foram dadas demasiadas facilidades ao adversário.
Segue-se uma semana muita dura: viagens ao Mónaco e Alvalade. Vamos ver de que fibra é realmente feita esta equipa de Sérgio Conceição.
E, para o jogo com o scp, não se esqueçam que o presidente da FPF nos aconselhou a comer e calar.
A culpa de todo o mal do futebol luso parece ser do mensageiro. Daquele que coloca a nu a relação de promiscuidade entre os poderes do futebol e um determinado clube.
domingo, 14 de novembro de 2010
Três pontos a lume brando

Nos despojos do fuzilamento galináceo da passada semana, um FC Porto desprovido de alguns dos seus mais proeminentes elementos, entrou para a 11ª jornada do campeonato a lume brando, como que ainda verberando os momentos alucinantes do encontro anterior. Dois golos de Walter e Hulk deram expressão ao marcador, num jogo em que o Dragão não foi aquela equipa acutilante e entusiasmante que se tem evidenciado ao longo desta temporada.
Perante uma moldura humana considerável e vibrante, os comandados de Villas Boas não foram capazes de estender o ambiente de festa no estádio para o relvado. Amputado de alguns automatismos que jogadores como Moutinho ou Falcao oferecem ao colectivo, o conjunto azul e branco reflectiu essas ausências na sua dinâmica de jogo. Porém, foi acima de tudo a baixa dos níveis de agressividade e intensidade, que fizeram com que o Porto não conseguisse impor o seu poderio e ser mais dominador como o faz regularmente.
Curiosamente, a ausência de Falcao foi aparentemente bem disfarçada com a presença em campo do avançado brasileiro Walter. O Bigorna voltou a fazer o gosto ao pé na 2ª vez que foi títular, desatando o nó apertado em que o encontro estava enredado. Na falta de um colectivo forte, valeu um “vólei” em grande estilo do nosso ponta-de-lança para quebrar o nulo. O ponto alto de uma exibição interessante do suplente de Falcao, que mostra saber conhecer os truques para se sobreviver na grande área.
Perante uma moldura humana considerável e vibrante, os comandados de Villas Boas não foram capazes de estender o ambiente de festa no estádio para o relvado. Amputado de alguns automatismos que jogadores como Moutinho ou Falcao oferecem ao colectivo, o conjunto azul e branco reflectiu essas ausências na sua dinâmica de jogo. Porém, foi acima de tudo a baixa dos níveis de agressividade e intensidade, que fizeram com que o Porto não conseguisse impor o seu poderio e ser mais dominador como o faz regularmente.
Curiosamente, a ausência de Falcao foi aparentemente bem disfarçada com a presença em campo do avançado brasileiro Walter. O Bigorna voltou a fazer o gosto ao pé na 2ª vez que foi títular, desatando o nó apertado em que o encontro estava enredado. Na falta de um colectivo forte, valeu um “vólei” em grande estilo do nosso ponta-de-lança para quebrar o nulo. O ponto alto de uma exibição interessante do suplente de Falcao, que mostra saber conhecer os truques para se sobreviver na grande área.

Como se não bastasse as ausências forçadas de Fernando, Moutinho e Falcao, Varela ressentiu-se de uma “picada” muscular, obrigando o técnico portista a uma mexida forçada. Cristian Rodriguez voltou para a tentativa de redenção, mas passou discreto a maior parte do tempo. Morno, ao ritmo e embalo do jogo.
Se os primeiros 45 minutos estiveram longe se ser brilhantes, o 2º tempo ainda foi capaz de se tornar ainda mais enfadonho. De tão pouco que se jogou, consequentemente pouco também resta para contar. Apenas a leve incerteza do marcador, pela existência da vantagem mínima, mantinha os níveis de vigília em prontidão. A penalidade convertida por Hulk, já ao cair do pano, colocou um ponto final a um jogo de pouca chama.
De tão habituados que estamos a manjares fartos e suculentos, ficamos desconsolados com serviço de catering prestado esta noite no estádio do dragão. O futebol eminentemente de ataque e assertivo dos homens de Villas Boas meteu gazeta, mas o soberano objectivo foi alcançado sem mácula. Mais 3 pontos para a consolidação do 1º lugar, num jogo em que não ficará na memória, mas tão importante como todas as outras vitórias que nos levarão ao título.
Fotos: uefa.com
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