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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Com merecida estrelinha

Se no encontro com o slb nos queixámos, e com toda a razão, da falta dela, hoje não poderemos ter muita razão de queixa em relação à "estrelinha". Dizem que esta, habitualmente, protege os futuros campeões. Então que seja esse, novamente, o caso na presente época.



NES deu a mão à palmatória e apresentou (quase) o nosso melhor "11" de início. Só faltou lá Layun, do lado direito da defesa, e jogaríamos na máxima força. As únicas dúvidas pairavam sobre o estreante Soares mas este cedo as desfez. Dois grandes golos (principalmente o segundo, que é enorme) e já não está aqui quem falou.
Que tenha continuação e que não se repita a história de um outro herói de jogos contra o scp. Tello celebrou um hat-trick em 2015 mas, em boa verdade, pouco mais fez do que isso no resto do tempo em que pelo Dragão passou.
Que a Soares também não aconteça o que sucedeu a André André, que foi a nossa grande estrela, na vitória contra o slb na época transacta, mas que não mais actuou a esse mesmo grande nível.

Foi um jogo em sofremos, a bom sofrer, até à defesa final de Casillas (finalmente decisivo). E nada o faria prever quando chegámos ao 2-0. A táctica que NES utilizou, durante a primeira parte, foi atípica mas resultou, ao menos durante esse período: a posse de bola deixou de ser fulcral e a ideia era colocar rapidamente a bola na frente. Daí que até o nosso próprio guarda-redes tinha ordens para despachar a bola, com lançamentos longos com o pé, mal a recuperasse. Não foi, por isso, estranho termos perdido, em termos de percentagem de posse de bola, para o nosso adversário, ainda durante o primeiro tempo.
Ora, na segunda parte, e dada a melhoria gigantesca do nosso oponente, estes números agravaram-se de tal forma que a própria vitória (importantíssima para as contas finais) chegou a estar mesmo em causa. Aí valeu-nos o nosso poste e também algumas estrelas (outras) cá da terra.

As substituições, ainda que talvez defensivas em demasia, acabaram por equilibrar a nossa equipa em termos defensivos, apesar de que Óliver deveria ter sido um dos eleitos, de tal forma andou desaparecido desta partida.
Nota positiva, uma vez mais, para a entrada de João Carlos Teixeira. A ideia tem que ser esta mesma: para segurar resultados devem entrar jogadores que sabem guardar a bola e não um Rubén Neves ou um Herrera, que não passam, ambos, de um convite ao adversário para estes terem ainda mais posse e, como consequência, mais lances de possível perigo.

Ah, e não jogámos de amarelo desta vez...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Está explicado!


Em 26 de Novembro de 2015 escrevi um artigo questionando a consecutiva titularidade de Cristian Tello, independentemente da qualidade das suas prestações em campo. Era uma situação, no mínimo, estranha:

Mas eis que, há alguns dias, surgiu a resposta a esta questão numa notícia na imprensa desportiva: “Por cada vez que Cristian Tello não entra em campo, a fatura a pagar pelo FC Porto ao Barcelona pela cedência do jogador aumenta”.

Espera aí! Como é que é? Um determinado clube empresta-nos um jogador, ao qual nós pagamos o salário (ou parte dele), e se ele não jogar na nossa equipa nós ainda temos de indemnizar o clube ao qual ele pertence?! Que negócio espectacular! Às tantas a responsabilidade por estes termos do Contrato de Empréstimo do Tello ainda é imputável ao Lopetegui…
   

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

O Estranho Caso de Cristian Tello


No final da época passada este treinador dispensou Ricardo Quaresma e o jovem Hernâni, que tinha sido contratado em Janeiro ao V. Guimarães. No início desta época o mesmo treinador fez regressar ao plantel Silvestre Varela e a SAD ofereceu-lhe outro extremo: Jesus Corona. Além disso, o FC Porto contratou um avançado (Bueno) que marcou 17 golos na passada edição da Liga Espanhola.

Não contente com os jogadores que tem à disposição para o ataque, Lopetegui aposta continuamente em Cristian Tello. Jogue mal, muito mal ou jogue bem, Tello tem sempre o lugar de titular garantido. Nas semanas mais recentes Tello fez uma exibição paupérrima no jogo contra o Braga, no Dragão, e fez uma exibição pobre no jogo contra o Setúbal, também no Dragão. Anteontem, frente ao Dinamo Kiev, voltou a fazer uma exibição muito pobre. O denominador comum é que se manteve em campo 90 minutos em todos estes jogos.

O jogador tem um problema crónico: não se entrega a 100% e nunca mete o pé em bolas divididas. 

Até quando iremos assistir ao privilégio de um jogador sobre os demais do colectivo?
   

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Lopeteguices e outros desastres

Acabou a invencibilidade. Acabou o estado de graça na Champions League. Tinha de suceder. Lamentavelmente aconteceu no pior momento e sem paliativos. O FC Porto perdeu e perdeu muito bem. Não porque o Dinamo de Kiev tenha sido uma grande equipa. Foi uma equipa, sobretudo, inteligente a aproveitar-se dos erros alheios - do do árbitro, do de Casillas e do esquema de Lopetegui - e em deixar a sensação ao rival de que eram mais frágeis do que a realidade escondia. O Porto tem apenas a si mesmo para se culpar por ter agora de ir a Londres vencer ou esperar por uma improvável ajuda do Maccabi. O preço de mais uma lopeteguice.

Uma equipa não pode ganhar na Champions League quando não tem um remate de perigo à baliza rival durante noventa minutos de jogo. Particularmente se joga em casa. Particularmente se é favorito. O Porto de Lopetegui tanto é cara como coroa. Pode crescer e acreditar no impossível como se viu contra o Basel, Bayern ou Chelsea mas também - e mais vezes do que não - cai na desesperante auto-complacência. Uma coisa é querer controlar o jogo. Algo que se pode fazer de muitas maneiras. Com ou sem bola, com linhas adiantadas ou recuadas, com jogadores abrindo ou encurtando o campo. Outra coisa, muito distinta, é transformar esse controlo em algo absolutamente estéril. E é isso que - e na Liga, mais do que em qualquer outro cenário isso se aprecia - o Porto de Lopetegui é na maioria das vezes. Uma equipa sem chispa, incapaz de fazer algo mais com a bola que tê-la e trocá-la em posições de confronto.
Passes a rasgar a defesa contrária? Contam-se pelas mãos. Jogadas individuais brilhantes? Idem. Levar o jogo a um lado para desorientar o jogador passando rapidamente a bola para o outro? Também. No esquema de Lopetegui, esse 4-3-3 que é cada vez mais um 4-4-2 musculado com menos arte e mais trabalho, o Porto é o rei e senhor dos primeiros três quartos de campo. O último terço é o karma da equipa de tal forma que o modelo aplicado tem o condão inclusive de desactivar um Aboubakar que acaba engolido e afogado pelos rivais, desconectado da equipa ou forçado a vir buscar a bola lá bem longe da sua zona de influência. Tudo isso é conhecido já de todos.
De certa forma, é habitual. Menos na Champions e menos ainda no Dragão onde, durante o mandato de Lopetegui, honra lhe seja feita, a equipa conseguia ser radicalmente distinta. Hoje não o soube ser e essa falta de atitude e inteligência de jogo pode ter custado muito, muito caro.


Lopetegui continua a ser um esqueleto, um fantasma no banco. Incapaz de dar a volta a resultados adversos, ainda estamos para ver o jogo onde o Porto começa a perder e ganha. O jogo em que o basco dá um golpe de asa desde o banco e rompe o esquema de jogo com mudanças tácticas ou substituições. Com ele os adeptos sabem que ou a equipa começa forte, marca e gere o marcador ou então o caos é o cenário mais provável. Bem pode gritar, agitar os braços e olhar para o céu com o seu ar de personagem de romance de Miguel Torga. Mas o que nunca sai dali é uma ideia de futebol que fuja ao livro do trabalho semanal. Hoje, a troca de Maxi Pereira - até ao momento não foi confirmada nenhuma lesão que a justifique - foi um tiro no pé porque abriu, ainda mais, o canal preferencial do jogo dos homens de Rebrov, os contra-ataques pelas faixas laterais onde Yarmolenko, sobretudo ele, fizeram a diferença.
Colocar Osvaldo ao lado de Aboubakar e Corona a abrir na direita podia fazer sentido se a equipa tivesse tido um meio-campo capaz de apertar o Dinamo para dentro da sua área. Isso nunca sucedeu. O meio-campo, partido, sem linhas de passe com os jogadores da frente, foi quase sempre superado e a perder, tanto por um como por dois, o Porto foi incapaz de cinco minutos de asfixia na baliza rival capazes de criar o pânico e forçar o erro. Esteve perto do golo numa das poucas jogadas que exigia o jogo, com André André (em vontade ninguém lhe ganha) quase a provocar um auto-golo. Mas isso é pouco, muito pouco, para quem quer ser uma equipa a sério no espaço europeu. O Porto não foi. Num péssimo momento.

Ironicamente este foi também o jogo em que as três maiores apostas do mercado falharam estrepitosamente quando, justamente, vieram para fazer a diferença. Isso não significa nem que tenham sido um erro - não foram - nem que estejam a ter um mau ano - não estão. Mas não deixa de ser irónico que o fado juntasse precisamente no mesmo dia um frango épico de Iker Casillas - o espanhol sempre foi proclive a momentos assim mas, como disse em Julho, para isso já havia Helton no plantel - uma fraca exibição com substituição incluída do lateral uruguaio e uma desastrosa exibição de Imbula. O francês pode ter um futuro brilhante pela frente mas ainda não conectou com os colegas e a ideia de jogo. Os remates de meia distância são inofensivos, o trabalho de pressão desastrado e no lance do penalty - que a meu ver não o é - Imbula peca de ingenuidade. Foi um erro a meias entre o jogador do Porto e o árbitro que o Dinamo aproveitou, dando seguimento a cinco minutos muito bons depois da primeira meia hora que foi um monólogo do Porto. Mas, cuidado, um monólogo lopeteguiano, daquele que mastiga mas não trinca. Porque o Porto vulgarizou o Dinamo em posse, mas foi sempre incapaz de criar perigo e os ucranianos contavam com essa realidade. Qualquer equipa que conheça o Porto de Lopetegui sabe que não é uma equipa de killers mas sim uma equipa que demora a dar o golpe. Por isso o Kiev não se assustou nem se preocupou e, como um boxeador encostado ao seu campo, contou os minutos até levantar o punho e dar o soco decisivo...
Com a segunda parte, já sem Maxi e a equipa tacticamente desorientada, o Dinamo decidiu ser mais pragmático mas nem teve sequer de se preocupar muito. O Porto atacava pouco e mal e contra o guião previsto, Casillas cometeu um erro de principiante e matou o jogo. A partir daí o Dinamo esteve sempre mais perto do 0-3 do que o Porto do 2-1 o que diz muito do mau jogo dos locais. Tello - alguém me explica quem é este Tello? - foi um desastre pela esquerda e Corona, pela direita, está demasiado verde para este nível de exigência. Ao Porto, no momento mais duro da temporada, faltou criatividade no meio (este ano não existe um Oliver e nota-se muito) mas também nas alas onde o Dinamo tinha um jogador desse perfil. Olhamos para o plantel e vemos em noites como esta precisamente os problemas que se adivinhavam em Agosto: excesso de um perfil de médio musculado mas sem jogadores capazes de marcar a diferença. Jogadores como Yarmolenko, um futebolista fantástico que no pior momento da sua equipa a pegou às costas e não parou até ao fim de ser um quebra-cabeças. Para tomar nota.

A derrota significa o fim da invencibilidade no Dragão. O Dinamo, uma equipa vulgar, conseguiu o que clubes muito maiores foram incapazes de lograr. E coloca-se em posição privilegiada para seguir em frente. Basta ganhar o seu jogo. Porto e Chelsea, empatando, colocam-se com 11 pontos, os mesmos que teria o Dinamo. Mas, nesse cenário, o Porto cai eliminado por ter um pior resultado agregado entre os três. Isso significa que os homens de Lopetegui - que nos jogos fora da Champions são, precisamente, a pálida imagem que hoje foram em casa, como já se viu em Kiev, Munich, Basileia ou Bilbao - têm de ir a Londres e dar a sentença de morte a José Mourinho que tem na Champions a sua única tábua de salvação. Os Blues estão, paulatinamente, a recuperar e hoje foram igualmente convincentes em Israel. Vão jogar a época nesse encontro, a pior posição possível para ir ao Bridge disputar noventa minutos de máxima intensidade, tanto física como psicológica. Um Porto como este será carne para canhão até mesmo daquela que é, seguramente, a pior equipa da carreira de Mourinho. Mas um Porto como já vimos, felizmente, em algumas ocasiões, pode perfeitamente superar o obstáculo. Se não tiver o azar de acumular erros individuais como hoje e, sobretudo, se conseguir evitar cair na enésima lopeteguice desse jogo pastelento, vomitivo e que pode custar, pelo segundo ano consecutivo, muito caro ao clube.
   

domingo, 30 de agosto de 2015

A pior fase de Lopetegui

Após jogada de Brahimi, Aboubakar só precisou de encostar

1. EXIBIÇÃO
Uma exibição muito fraca, desconchavada, a fazer lembrar a pior fase do período Paulo Fonseca (na época 2013/2014).

2. MVP
Yacine Brahimi.
O FC Porto tem vários jogadores jeitosos, alguns com "mística", outros com "raça" e até "carregadores de piano" (usando uma expressão típica dos anos 80) mas, após as saídas de Danilo (Real Madrid), Alex Sandro (Juventus), Casemiro (Real Madrid), Óliver (Atlético Madrid), Quaresma (Besiktas) e Jackson (Atlético Madrid), parece-me que, nesta altura, o internacional argelino é o único jogador de verdadeira classe que faz parte do plantel 2015/2016 dos dragões.

3. PIOR EM CAMPO
Herrera. Não o médio mexicano Héctor “patinho feio” Herrera, mas sim o extremo espanhol Cristian Tello Herrera, cuja exibição foi absolutamente miserável (pior ainda das que fez nos vários jogos da pré-temporada).
Tivesse(m) sido outro(s) jogador(es) que não Cristian Tello e, provavelmente, o Estádio do Dragão teria vindo abaixo com os assobios, mas como mais vale cair em graça do que ser engraçado...

4. ARBITRAGEM
A exibição da equipa de arbitragem, liderada pelo inefável Duarte Gomes, da AF Lisboa, foi ao nível daquilo que se esperava. Desta vez, deu para anular um golo (seria o 3º) ao FC Porto, já em período de descontos.

FC Porto x Estoril, Tribunal de O JOGO

5. RESULTADO
Por aquilo que o FC Porto (não) fez, o resultado foi excelente.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Podem algumas lesões ajudarem no sprint final?

A comunicação social tem vendido nos últimos dias a ideia de que o FC Porto pode vir a ser beneficiado por uma praga de lesões no Bayern de Munich. Ora quem escreve ou não sabe que, desde que chegou á capital bávara Pep Guardiola só teve o plantel completo em meia dúzia de semanas, ou não tem olhado para a lista de baixas do FCP. O Bayern está habituado a jogar ao máximo das suas capacidades sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Têm plantel para isso. Não está Robben? Está Muller. Não está Schweinsteiger? Estará Javi Martinez. E assim sucessivamente. Já o Porto joga com as suas naturais limitações – muito superiores á dos alemães – e para nós uma baixa é um problema muito mais grave. É mesmo?

A eliminatória contra o Bayern vai ser bonito e emocionante especialmente porque há muito tempo que não se respira o vento dos quartos de final no Dragão. Mas, tal como sucedeu da última vez, o FC Porto não só não é favorito como tem pela frente o máximo candidato ao titulo. Em 2009 foi o Manchester United - detentor do troféu e agora é o Bayern. O que o FCP deve (e pode) fazer é, como mínimo, repetir a mesma atitude que teve então, obrigando o todo poderoso Man Utd a sofrer até ao fim para passar. Fomos Dragões em Old Trafford e em casa só caímos com um golo do outro mundo. Ninguém dava nada por nós e ninguém podia apontar-nos nada no final da eliminatória. Tudo o que não seja isso é um milagre (que também acontece no futebol) e é preciso assumir essa realidade sem baixar nunca a cabeça. 

(foto: Mais Futebol)

A prioridade é e deve ser o campeonato. 
A equipa perdeu uma grandíssima oportunidade na Madeira de depender de si mesma para ser campeã com um grau de dificuldade menor. Ainda depende de si, sim, mas depende sobretudo de marcar mais de 2 golos na Luz. Possível mas difícil, especialmente tendo em conta que em casa o Benfica nunca fica a zero. O que era impossível há dois meses agora não o é tanto (ainda que continue a ser muito difícil) e deve ser aí que Lopetegui tem de apontar o arsenal. O objectivo mínimo da Champions (chegar aos oitavos) e o óptimo (chegar aos quartos) foi cumprido. A Liga é outra história.

Tudo isto a propósito das lesões. A de Tello é um problema. Vai falhar o jogo com o Bayern e também, seguramente, o jogo na Luz. Contra os dois rivais seria um futebolista extremamente útil a explorar espaços e a utilizar o seu 1x1 nos duelos directos. Vamos sentir a sua falta. Mas qualquer outra baixa para os jogos europeus pode ser uma benesse para a liga. É verdade que o FC Porto tem de ganhar os dois jogos antes da Luz (Rio Ave e Académica, que não vão ser pêras doces) para ter alguma opção mas não é menos certo que chega com jogadores a recuperarem de lesões como Jackson e Oliver e, portanto, mais frescos que alguns dos seus colegas a que se nota claramente a falta de pernas. O mesmo se pode dizer de Danilo ou Casemiro, cujas breves paragens ajudaram a repor oxigénio. E Brahimi, que levou uma sova tremenda em Janeiro na CAN, está a pouco e pouco a recuperar o seu ritmo. 

(foto: Mais Futebol)

Não são as condições ideias para uma eliminatória Champions mas podem ser condicionantes positivos para preparar o assalto final á Liga onde temos de ser perfeitos em todos os sentidos. E são muitos minutos nas pernas (o Benfica está de férias desde Dezembro a meio da semana) para aguentar sem quebras esta tensão final. Ás vezes pausas forçadas – porque nenhum jogador quer parar de moto próprio e menos para jogos europeus – são um auxilio inesperado para o treinador. No final de contas, algumas das lesões em questão podem vir a ter efeitos positivos neste sprint final.  

sexta-feira, 6 de março de 2015

T3LLO e os sportings


Jogo muito difícil, como se previa, mas dominado do princípio ao fim e com uma vitória inteiramente justa do FC Porto.
É verdade que a vitória foi curta (1-0), que o golo apenas surgiu aos 73’, novamente dos pés de T3LLO, mas também é verdade que poderia ter surgido em outras 3 ou 4 ocasiões criadas anteriormente.

E o SC Braga? Os bracarenses tiveram a sua única oportunidade de golo aos 5’, na sequência de um lance de bola parada, em que o nervoso Fabiano saiu mal da baliza (um dos seus pecados) e ia borrando a pintura. A partir daí, estiveram mais de uma hora sem rematar e terminaram o jogo com apenas dois remates (contra 16 remates do FC Porto).

Jornalistas e comentadores ficaram muito desiludidos com a exibição do SC Braga (pode ser que para a semana jogue melhor…) mas, tal como já tinha acontecido com o FC Basel e com o Sporting, parece-me claro ter sido o FC Porto a não permitir que fizessem mais.

Notou-se que Lopetegui estudou muito bem a equipa de Sérgio Conceição, sabia quais eram os pontos fortes do adversário, anulou-os e praticamente não se viu Braga, nem por um canudo… O que se viu, isso sim, foi um FC Porto dominador (67% de posse de bola!), sempre equilibrado e muito forte na reação à perda de bola (alguém vislumbrou contra-ataques perigosos do SC Braga?).

As maiores dificuldades criadas pelo SC Braga, decorreram do jeito apurado de alguns jogadores bracarenses (Rafa, Pedro Santos, Rúben Micael, …) em sacarem faltas, alguns cartões (o amarelo mostrado a Alex Sandro é inacreditável) e em simularem penaltis (Pardo bem tentou…).

É notório que o FC Porto tem vindo a crescer ao longo da época, mas há um aspecto que continua aquém do desejável: o aproveitamento das bolas paradas ofensivas, principalmente livres laterais e cantos. Há que melhorar (e muito!), porque há jogos que se decidem com este tipo de lances.


Finalmente, uma palavra para Jackson: espero que a lesão (no adutor esquerdo) não seja grave e que ainda o vejamos esta época a marcar mais golos com a camisola do FC Porto.

domingo, 1 de março de 2015

T3LLO!


O “Sporting da Covilhã” veio ao Dragão e, em 90 minutos, o FC Porto não permitiu que os verdes-e-brancos criassem uma única oportunidade de golo.

Pelo contrário, o FC Porto, para além do hat-trick de T3LLO, enviou uma bola à trave (por Marcano) e ainda teve mais 4 oportunidades claras, nos pés de Jackson (3) e Herrera.

Os “leozinhos” erraram muitos passes, ainda no seu meio campo, quando tentavam sair a jogar?
Pois erraram, porque a pressão alta feita pelos jogadores do FC Porto (Jackson, Tello, Herrera, Evandro, Casemiro…) foi bem pensada e melhor ainda efetuada.
Há umas semanas atrás, os jogadores do FC Basel queixaram-se do mesmo (dos dragões não os terem deixado jogar). Mas, claro, o mérito nunca é dos dragões, nem do modelo de jogo de Lopetegui, os outros ou são fraquinhos, ou estão cansados…

Convém recordar que, esta época, em quatro desafios frente ao FC Porto e SL Benfica, este mesmo Sporting ainda não tinha perdido qualquer jogo; que a meio da semana tinha dominado (em jogo jogado e oportunidades) o 2º classificado da Bundesliga; e há apenas três semanas atrás, vulgarizou uma equipa que tá muitaa confiante…

Evidentemente, o homem do jogo foi T3LLO que, desta vez, não tremeu na cara do guarda-redes e foi super eficaz. É este T3LLO que queremos ver mais vezes.

Mas não posso deixar de realçar a exibição de Jackson. Sim, o passe de calcanhar a isolar T3LLO, no lance do 1º golo, é genial, mas Jackson fez muito mais do que isso. Fez também a assistência para o 2º golo, participou, e de que maneira, na pressão alta da equipa e, principalmente, mostrou como deve jogar um ponta-de-lança neste modelo 4-3-3 de Lopetegui. Não é para todos e não vai ser nada fácil substitui-lo na próxima época.


Com a excepção de Fabiano, que praticamente não fez nada, e de Brahimi, que ainda está longe do nível exibicional que já patenteou esta época, acho que todos os outros fizeram exibições globalmente boas, ou mesmo muito boas.

Alex Sandro está a subir de forma e jogou ao nível do que o vimos fazer com Vítor Pereira (na época 2012/2013); Evandro, como eu previa, foi o substituo de Óliver e voltou a aproveitar a oportunidade dada por Lopetegui (este rapaz parece não saber jogar mal); e Herrera, o jogador que mais quilómetros percorreu (quase 12 Km) e que aos 82' ainda fazia sprints a pressionar os adversários, não fosse ter feito um chapéu demasiado alto e teria culminado mais uma grande exibição com uma assistência e um golo de bandeira.

The last but not the least, Julen Lopetegui.
Parabéns Mister!


P.S. Se dúvidas houvessem, que não há, o FC Porto voltou hoje a demonstrar que é, claramente, a melhor equipa portuguesa.

P.S.2 Sobre a actuação do artista Artur Soares Dias, falarei amanhã, num artigo à parte.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sete longos meses sem fins-de-semana



Agora que, salvo algo de monstruoso que ninguém acredita que possa suceder, tudo ficou resolvido, vão ser sete longos meses (até ao início da próxima época) em que, jogos mesmo a sério, só iremos ter dois (ok, quatro se eliminarmos o Basileia e partindo do princípio que temos realmente equipa para discutir uns quartos-de-final de Liga dos Campeões).
Se quisermos ser bondosos, poderemos acrescentar uma eventual final da taça da Liga (a tal que ninguém gostava) a esta pequena lista de jogos minimamente interessantes até ao final de Agosto.
Muito argumentarão que, dada a nossa inacreditável vantagem de apenas um ponto em relação ao scp, os jogos continuarão todos a ser a sério até final. Bem, falar em lutas pelo segundo-lugar soa até ofensivo para um clube com o nosso palmarés nos últimos 30 anos. Por muito aborrecido que seja ter que jogar uma pré-eliminatória para aceder à "Champions", a grande verdade é que ficar em segundo ou terceiro não aquece nem arrefece ninguém.
Na verdade, podemos até evitar falar em "travessias do deserto" mas de uma seca monumental já ninguém nos livra. De repente, nos próximos fins-de-semana, as ligas estrangeiras tornar-se-ão ainda mais cativantes e até as outras modalidades terão um renovado interesse aos nossos olhos.
O mais penoso nisto tudo é que diferença futebolística está longe de estar reflectida nestes largos pontos que nos separam do nosso rival. Habitualmente, tamanho "buraco" traduz uma série de insuficiências de um dos lados, algo que está longe de ser verdade na presente época. Tirando os fanatismos habituais, este slb parece inferior às recentes versões passadas.
Por isso mesmo, não é tarefa fácil explicar estes últimos acontecimentos. Tendo a presente temporada como ponto inicial de análise, existirão obviamente vários erros próprios mas nenhum com tamanho suficiente para que alguém possa acreditar, com toda a convicção, que tudo poderia ter sido diferente.
Mas vamos lá a esses "pormenores" que, não tendo sido decisivos, foram erros que nos deverão servir de lição:
Ghilas é melhor que Adrián, ponto. O primeiro deveria ter ficado e o segundo não deveria ter sido adquirido em mais uma das nossas "confusas" contas com o Atlético Madrid.
Tozé, se é que a equipa B realmente serve para algo, teria também lugar neste plantel. Não existe esse abismo, como muitos acreditam, em relação a Óliver. No fundo, é tudo uma questão de apostas. O espanhol, mesmo vindo emprestado, é aposta assumida desde a primeira hora, já o português foi sempre olhado de lado. E é nesta falta de confiança que muitos se perdem.
Já a saída de Josué, embora num patamar mais debatível, deixou também dúvidas. E deixemos, por agora, a eterna questão-Kelvin para outras núpcias.
Mas, tendo assim o plantel sido escolhido, haveria melhor "11" que aquele habitualmente colocado em campo, excessivas rotações à parte?
Bem, se olharmos com cuidado para os quase 11 meses de titularidade de Fabiano, quantos pontos ou vitórias lhe devemos? Certo que, não havendo Hélton por largos meses, as alternativas eram praticamente nulas. Mas, e agora com o capitão de regresso e em grande forma? Que desculpa pode haver? Que motivação terá, daqui em diante, um jogador a quem for dada uma "oportunidade" na taça da Liga, sabendo ele que nem uma exibição de qualidade máxima lhe abrirá as portas da equipa principal?
Já quanto a Alex Sandro, há mais de ano e meio que joga metade daquilo que rendia quando alcançou a titularidade. Danilo, que até começou bem, parece de regresso ao seu habitual modo de "não te rales muito", que ele sempre acciona quando os resultados deixam de aparecer. 
Mas, lá está, com Ricardo e José Ángel teríamos agora mais pontos? Nenhumas garantias de tal, se quisermos ser absolutamente honestos. 
E quanto ao resto? Bem, Maicon continua a ser Maicon, como aquela oportunidade desperdiçada logo nos minutos iniciais no Funchal nos relembrou. O nosso adversário directo não falharia aquela oportunidade madrugadora para ficar logo em (decisiva) vantagem.
De resto, confirma-se que Casemiro e Tello são úteis mas nada do outro mundo, como a qualidade dos seus clubes de origem poderia fazer crer. Pelo menos, ainda estão num patamar inferior àquele onde se situam Jackson, Brahimi e até mesmo Quaresma. E é este patamar que se exige a quem quer ser titular de longa duração num clube como o nosso.
Por fim, e basta olhar para o seu rosto, Quintero passou de jovem alegre e cheio de potencial para alguém a quem as mordaças tácticas transformaram num jogador apavorado pelo receio de falhar. Bem escondido continua ele pelas extremidades do campo, e isto quando joga. Quem ficou a ganhar com esta sua "domesticação"? Pois, ninguém ao certo saberá responder.
Mas estaria o FCP a discutir, ombro-a-ombro, o primeiro lugar se o atrás descrito tivesse acontecido de outra forma? Provavelmente não, e é isto que mais assusta: do ponto em que se iniciou a presente temporada, não se vislumbra grandes alternativas para um futuro diferente. Isto porque, sem "fundos", os empréstimos vindos dos "grandes" europeus tenderão a aumentar ainda mais e, em termos de liderança, como se tem visto, é cada vez mais difícil arranjar melhor.
Poderemos, então, melhorar em quê, durante estes penosos meses que se avizinham? A nossa obsessão pela posse de bola, ao contrário do que se apregoa, soa a excessiva. Reparemos que o nosso rival abriu o marcador em dois lances de futebol directo nas suas duas últimas saídas (Penafiel e Marítimo). Já nós, nem no último segundo contra um Marítimo, com tudo praticamente perdido, o nosso guarda-redes foi autorizado a avançar para a área contrária, num lance de bola parada.
Na liga portuguesa, exagerar na posse e num futebol "rendilhado", especialmente fora de portas, pode ser contra-produtivo. É uma lição que levamos desta temporada. As nossas habituais e tão elogiadas estatísticas, ao invés de serem motivo para orgulho, podem muito bem ser a mais clara expressão do nosso falhanço. Isto porque as nossas oportunidades reais de golo são em número vergonhoso para tamanho "controlo" das partidas. E o inverso sucede com praticamente todos os adversários que encontramos pela frente: por menos oportunidades que tenham, conseguem sempre criar perigo.
Por último, o factor-sorte. Todos sabemos que esta se conquista e dará mesmo muito trabalho alcançá-la, mas temos que honestamente reconhecer que a sorte, em 2014/15, nada quer connosco. Não que, alguma vez, se a deva usar como principal desculpa.

domingo, 25 de janeiro de 2015

100% culpa própria

Lopetegui no final do Marítimo x FC Porto

Hoje, no Funchal, jogando os últimos 15 minutos em superioridade numérica, o FC Porto perdeu com o Marítimo (1-0) e foi incapaz de sequer marcar UM golo a uma equipa banal que, há apenas uma semana atrás, perdeu 0-4 com o SL Benfica no mesmo estádio.

E, desta vez, nem sequer há a desculpa da arbitragem.

Hoje, a equipa do FC Porto teve 10 cantos a seu favor e N livres perto da área do Marítimo mas, mais uma vez, veio ao de cima a enorme incapacidade desta equipa nos lances de bola parada.

Hoje, a equipa azul-e-branca fez mais de duas dezenas de remates, mas quantos foram enquadrados com a baliza? Quantos foram remates dignos desse nome?
Em termos de remates, o que mais se viu foram pontapés disparatados ou remates à figura do guarda-redes do Marítimo, alguns dos quais mais pareciam passes.

Justificar a incapacidade da equipa nas bolas paradas e toda esta ineficácia com o "azar", com o estado do relvado ou dizendo que isto é futebol, parece-me francamente curto.

O "azar", este tipo de "azar", resolve-se com competência, do treinador e dos jogadores.

E, por falar em competência, o que dizer de uma dupla de defesas centrais, que permite ao "poderoso" ataque do Marítimo marcar um golo (na única oportunidade criada), após dois toques na área portista? Aliás, em vez de dar a entender que a derrota do FC Porto se deveu ao aleatório do futebol, talvez fosse melhor Lopetegui rever o posicionamento e a movimentação de toda a defesa portista no lance do golo do Marítimo.

E, por falar em competência, Tello voltou a falhar um golo cantado, num lance em que estava completamente isolado. Depois de Alvalade e de Braga (para a Taça da Liga) esta foi a terceira vez que Tello falhou uma oportunidade flagrante que, a ser concretizada, poderia ter ajudado o FC Porto a ganhar três jogos que empatou ou perdeu.
Não acredito que o Barça queira Tello de volta mas, se assim for, este Tello, o Tello que temos visto no FC Porto, não irá deixar saudades.

Previsivelmente, o FC Porto irá ficar a 9 pontos do SL Benfica (que, na prática, serão 10). A confirmar-se tamanha distância do 1º lugar, isso significa que, pelo segundo ano consecutivo, o FC Porto diz adeus ao título a meio do campeonato. Não há palavras...

domingo, 18 de janeiro de 2015

Tello


Há alguns jogadores que, mesmo quando não convencem (ainda?), ou quando protagonizam jogos menos conseguidos, têm momentos do jogo em que espantam o estádio com as suas características.

O Tello é dono de uma velocidade explosiva.

Dá um gozo enorme vê-lo a arrancar com a bola atrás do defesa; depois fica ao lado dele; em seguida o defesa, vendo-o ao seu lado, convence-se que dominou o lance; e, por fim, o Tello mete o turbo e arranca...infelizmente, por norma,  até à parede mais próxima...

Estes pequenos momentos de gozo são, no entanto, muito pouco quando comparados com aquilo que ele deveria fazer.

Em primeiro lugar, tendo qualidade técnica, deveria conseguir resolver melhor as finalizações dos lances: os centros, as assistências e os remates.

Em segundo lugar, e talvez mais importante, deveria começar a demonstrar que tem a cabeça, ainda que temporariamente, no FC Porto. Ontem, em Penafiel, houve três ou quatro lances de bola dividida em que o Tello tirou o pé, quando o jogo ainda não estava decidido.
Considero isso completamente inadmissível, não pelas jogadas em si, mas pelo que revelam de por onde anda a cabeça do jogador.


Infelizmente, parece-me que nem o treinador, nem a estrutura, têm coragem para lhe fazerem uma chamada de atenção. Espero que, no Dragão, não o repita, sob pena de ser, seguramente, alvo de grande assobiadela.

Faz-nos falta um extremo com a sua velocidade, com qualidade de centro e último passe e com eficácia no remate. Será que Tello chega lá?
   

domingo, 4 de janeiro de 2015

Tello e a irritação de Lopetegui

«Coincidência, ou talvez não, foi quando Quaresma saltou para o aquecimento (entraria na segunda parte para o lugar do desinspirado Tello) que a equipa de Julen Lopetegui começou a despertar para o jogo.»
Nuno A. Amaral, JN, 04-01-2015


O JOGO, 04-01-2015
De facto, não havendo lesionados é invulgar Lopetegui colocar um jogador a aquecer ainda antes da meia hora de jogo. Foi um sinal claro de que estava pouco satisfeito com o desempenho da equipa, particularmente em termos ofensivos.

O facto de, ao minuto 35, Casemiro ter inaugurado o marcador à “bomba” e de três minutos depois Jander se ter “auto expulso”, adiou para depois do intervalo a substituição que o treinador do FC Porto tinha na cabeça. Mas bastou mais uma “atrapalhação” de Tello, logo no início da 2ª Parte, para se esgotar a paciência de Lopetegui. Imediatamente chamou Quaresma, o qual entrou ao minuto 51 para o lugar do “trapalhão” e “desinspirado” Tello.

Tello é mais um (bom) produto de La Masia e tem características – velocidade, boa técnica, um arranque espantoso – que podem fazer dele um excelente extremo. Contudo, nestes primeiros cinco meses como jogador do FC Porto, tarda em explodir (como, por exemplo, aconteceu com Brahimi e Óliver) e tem estado aquém daquilo que seria de esperar para um jogador do seu calibre.

O JOGO, 04-01-2015
Contudo, apesar da aparente irritação de Lopetegui com mais uma exibição pouco inspirada de Tello, não me parece que o extremo emprestado pelo FC Barcelona vá perder a titularidade para Quaresma, até porque, a ausência de Brahimi para disputar a CAN, “obriga” o treinador basco a escolher, para o onze inicial, dois dos seguintes jogadores: Tello, Quaresma ou Adrián López.

Um jogador do nível do Brahimi é insubstituível, mas irá caber a estes três extremos/avançados e, particularmente a Tello, tornar a ausência de Brahimi menos penosa.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Parabéns ao Colectivo e aos Super Dragões


21’: [1-0] Manú puxou Danilo. Quaresma converteu o penálti de forma competente.

26’: [2-0] Tello cruzou e Jackson, completamente isolado e com a baliza escancarada à sua frente, limitou-se a “encostar”.

88’: [3-0] Quintero rematou, o guarda-redes do Vitória Setúbal (Ricardo Batista) defendeu para a frente e Brahimi limitou-se a empurrar a bola para o fundo da baliza.

90+3’: [4-0] Ricardo Batista derrubou Brahimi e foi expulso. Zequinha ocupou o seu lugar, mas foi incapaz de deter o penálti marcado por Danilo.

E sobre este jogo, contra um Vitória Setúbal que mais parecia uma equipa da distrital, é isto, não há muito mais a dizer, a não ser que o resultado foi muitíssimo melhor que a exibição fria dos dragões.

Numa noite gelada, em que grande parte dos jogadores azuis-e-brancos pareceram mentalmente congelados, a única coisa de verdadeiramente positiva foi o comportamento das duas claques do FC Porto que, mesmo durante os períodos mais sombrios da exibição portista, nunca se cansaram e nunca deixaram de tentar puxar pela equipa.

Parabéns aos elementos do Colectivo e dos Super Dragões que, esta noite, estiveram no Estádio do Dragão.



P.S. O FC Porto é obrigado a ficar com Cristian Tello dois anos? Ou, se as exibições de Tello continuarem a ser do nível da de hoje, poderá devolvê-lo ao Barça no final desta época?

P.S.2 A entrada de Brahimi ao minuto 87, após ter estado a aquecer desde o início da 2ª parte, fez-me lembrar um caso idêntico: a entrada de Quaresma, ao minuto 88, no jogo que o FC Porto disputou em Lille. Muito bem, é assim que se lida com as “vedetas da companhia”, quando eles começam a pensar que são maiores do que a EQUIPA.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

É complicado...



Este tipo de derrotas são as mais difíceis de digerir e não apenas por ter acontecido contra o nosso principal rival.
Desta vez, contra o que frequentemente acontece, esta não teve causas óbvias e, por isso mesmo, as obrigatórias correcções poderão levar mais tempo.

Sim, é certo que, hoje por hoje, um Quaresma tem ainda mais futebol e experiência do que um verde Tello e que, por isso mesmo, deveria ter mais "tempo de antena" em campo. É também verdade que Óliver promete sempre muito mais do que aquilo que na realidade produz. E, se formos bem a ver, temos também um razoável número de titulares que dificilmente poderão ser considerados mais de que apenas "regulares" em termos de qualidade e classe (Fabiano, Marcano, Herrera e até, muito provavelmente, Casemiro).
Sendo tudo isto certo, o facto é que ainda soa a pouco para explicar estes 0-2.

O resultado é um misto de azar e de erros individuais (Danilo, Fabiano, Herrera e, em menor escala, Jackson).
O FCP fez muita coisa bem até sofrer o primeiro golo. Só depois, sim, é que deixou de ter a cabeça no sítio certo. O próprio slb terá perdido muitos jogos no Dragão em que terá feito bem mais do que neste Domingo. A questão é que, nas mais recentes épocas, o slb precisa de metade das nossas oportunidades para marcar o dobro dos golos. Para além disso, o árbitro auxiliar do slb-Rio Ave, explicou-nos, na perfeição, o resto que falta aqui dizer.
E, assim sendo, 6 pontos ressoa mesmo a sentença de morte. Eles que perderam apenas 5, até ao momento...

E isto nem começou aqui.

Colocando de parte os "compreensíveis" empates em Guimarães (sim, este com "mãozinha") e em Alvalade, a nossa primeira "morte" aconteceu mesmo naquela chuvosa noite contra o Boavista no Dragão (ainda hoje estamos para perceber a razão de Jackson ter escolhido jogar, na primeira parte, para a baliza onde o relvado pior se encontrava...).
Depois, o 2-2 no Estoril fez o resto, A partir desse empate estávamos mesmo obrigados a bater o slb em casa. Coisa, já se sabe, nunca garantida.

Demasiada pressão para ainda antes do Natal.

Que, ao menos desta vez, na Champions façamos a nossa obrigação de passar aos "quartos" dada a nossa clara superioridade em relação ao adversário. Que as derrotas passadas com Schalke e Málaga nos tenham servido de lição definitiva.

Quanto à liga, pouco mais nos resta que continuar a fazer a nossa obrigação e sofrer.
O que é uma pena pois, inversamente ao nosso rival, já vencemos outros campeonatos em que a nossa matéria-prima não era tão interessante como esta actual.

P.S.: A factura de não termos comprado o Lima continua por saldar...

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Rodar até cair


Já muito foi dito e escrito sobre o excesso de rotatividade de Lopetegui.
Aliás, para ver o erro em que o treinador basco teima em cair, basta comparar com aquilo que fazem as melhores equipas do país em que ele nasceu. Apesar de possuírem ainda melhores e maiores opções, nem Real Madrid nem Barcelona optam por fazer descansar atletas que supostamente venham fatigados das suas selecções. No caso dos catalães, nem contra um modesto Eibar tal acontece.
Se a arte de bem rodar fosse assim tão fácil como Lopetegui pensa (mudar uns 3 ou 4 de jogo para jogo), já há muito os melhores treinadores do Mundo o teriam feito.
E é exactamente aqui que está a origem de todos os defeitos do nosso técnico: a sua falta de experiência no futebol de clubes. Deste ponto de partida até ao experimentalismo a rodos, foi um pequeno passo.
Idealmente, e como nos mostram as grandes equipas europeias, apenas 1 ou no máximo 2 atletas devem ser trocados de jogo para jogo. Quando se vai para além disso, a confusão passa a ser tamanha que até bons jogadores correm o risco de se perderem pelo caminho. Uma coisa é entrar numa equipa com rotinas, outra totalmente diferente é jogar num "11" em que poucos se conhecem.
Basta ver o pouco que José Ángel jogou contra o scp em comparação com a boa impressão que tinha deixado quando incluído numa equipa sem tantas alterações.
Aliás, depois de tantas modificações, creio que nem o próprio Lopetegui saberá qual o nosso "11" base. Ao fim de 3 meses, afinal jogamos com 2 médios defensivos ou só com um? Óliver é extremo ou um "10"? Idem aspas para Brahimi e Quintero (a este último, Lopetegui tanto lhe dá o papel principal como o encosta para canto). Herrera é um "6" ou um "8"?

Existe contudo uma outra parte da história que começa, aos poucos, a se tornar cada vez mais evidente. Afinal, das tantas promessas contratadas para a presente época, quantas o terão justificado até ao momento? Os excessos de Lopetegui justificam tudo ou será que não existe assim tanta qualidade, como os nomes, e principalmente os clubes de origem das nossas aquisições, fariam prever?

Será que, para além da boa surpresa que tivemos em Indi e da qualidade indiscutível de Brahimi, os outros estarão num nível que um clube como o nosso exige?
Depois de tanta insistência de Lopetegui e a exagerada importância que lhe atribui, quantas assistências ou golos tem afinal um Óliver? E Tello? Justifica este o número de minutos que são "roubados" a Quaresma?
Já para não falar de Adrian, um caso que parece irremediavelmente perdido.
Em boa verdade, também nisto Lopetegui corre o risco de ficar mal na fotografia.

Aguardemos os próximos capítulos, a começar já contra o Bilbao.

sábado, 19 de julho de 2014

Uma “pérola” de La Masia no Porto

No dia 23 Fevereiro de 2012, o jornal catalão El Mundo Deportivo noticiou o interesse do Benfica em Cristian Tello, adiantando que Valência, Málaga e Liverpool eram outros emblemas que tinham o futebolista debaixo de olho.

Perante esta notícia, Nuno Farinha, jornalista (Subdiretor do Record) e um assumido adepto “doente” do FC Barcelona, escreveu o seguinte no seu blogue dedicado ao Barça: “Cristian Tello? E não querem mais nada?” (vejam os comentários)

Cerca de um ano depois, em 18 de Abril de 2013, num post intitulado “Cláusula de alto risco”, o mesmo Nuno Farinha escreveu o seguinte:

«Tello continua a sua assombrosa evolução que está a surpreender, até, o próprio Barcelona. Só assim se compreende que a cláusula de rescisão do extremo seja de apenas 10 milhões euros - perfeitamente acessível a qualquer clube grande. É preciso rever com urgência o contrato de Tello e atualizar, igualmente, esta perigosíssima cláusula: 10 milhões é a cláusula de vários "garotos" das equipas B em Portugal. Tello reclama um lugar na melhor equipa do Mundo. Atenção, pois.»

E quando se começou a falar, de forma mais insistente, na hipótese de Tello vir para o FC Porto, num novo post, intitulado Tello é a "bomba" do FC Porto, o sócio 129800 do FC Barcelona, escreveu o seguinte:

«O negócio não está ainda garantido, mas há mesmo fortes possibilidade de Tello ser cedido ao FC Porto por empréstimo. A titularidade no Barça é um objetivo impossível: as três vagas do ataque para a nova época estão reservadas para Messi, Neymar e, em princípio, Luis Suárez. Ainda "sobram" Alexis Sánchez, Pedro e Deulofeu. Mesmo que Alexis venha a sair (ou mesmo Pedro), é fácil perceber que a vida não está fácil para Tello. Não é por isso que deixa de ser um jogador de top. É mesmo: velocidade de ponta impressionante, praticamente impossível de parar no 1x1 (quando embala para a linha de fundo) e com muito golo (sobretudo para um extremo). Se Lopetegui o convencer a mudar-se para o Porto... é de tirar o chapéu!»


E Tello veio mesmo, num empréstimo de dois anos.

«O FC Porto assegurou a cedência, por empréstimo, do extremo espanhol Cristian Tello, do FC Barcelona, para as próximas duas épocas desportivas, com opção de compra, findo esse período.»

«FC Barcelona and FC Porto have reached an agreement for the loan of striker Cristian Tello for the next two seasons, with the latter having an option to buy. The loan will operate on a payment basis, and FC Barcelona withhold the right to cancel the option to buy as well as the loan agreement itself at the end of the first season.»


No seu site, o FC Barcelona referiu que pode anular a opção de compra, bem como, o acordo de empréstimo no final da primeira temporada mas, segundo o jornal O JOGO, nesse caso o FC Porto será compensado (financeiramente).

De facto, o FC Porto “corre o risco” da 1ª época de Tello no Porto ser tão boa que, no final da temporada 2014/2015, o colosso catalão irá/poderá anular a opção de compra e compensar financeiramente a FCP SAD.

Ou seja, investindo muito pouco, o FC Porto irá usufruir de um produto de La Masia durante dois anos, isso é (quase) certo.

Qual é o risco desta operação?

O “risco” é o Tello fazer duas excelentes épocas de dragão ao peito, ajudar o FC Porto a alcançar sucessos desportivos e de, ao fim desses dois anos, o FC Barcelona o querer de volta.

Como adepto e sócio do FC Porto é um cenário que, a concretizar-se, não me parece nada mal, bem pelo contrário.