«Elementos criativos como Óliver (de regresso ao onze), Ricardo Quaresma e Brahimi não atuavam no palco certo para desenvolver o jogo que mais lhe agrada. Ao intervalo, Julen Lopetegui terá feito alguns ajustes, dando mais liberdade ao incansável Hector Herrera. Fator determinante.
O médio fez uma segunda parte de grande nível, ele que esteve há uma semana na Arena Borisov, ao serviço da seleção do México. Pouco após o reatamento, Herrera recebeu a bola na esquina da área, pela direita, e arriscou. Um belo remate cruzado, inaugurando a contagem.
Segundo golo de Héctor Herrera na fase de grupos da Liga dos Campeões (tinha aberto caminho para o triunfo por 2-1 sobre o At. Bilbao), terceiro na prova se englobarmos igualmente o play-off. Afinal, foi ele a marcar em Lille, 0-1, escancarando as portas da competição. (…)
De novo Herrera. Belo passe para Brahimi na esquerda e colocação na área. O argelino devolveu ao mexicano, este rodou e tocou para Jackson. Remate do colombiano com o pé esquerdo, certeiro, para o quinto golo na fase de grupos da Champions. Impressionante.
O BATE não esboçava uma resposta condizente, parecia estar no limite das suas capacidades, e pouco haveria a fazer perante um Héctor Herrera endiabrado, ao seu melhor nível. Ao cair do pano, foi Tello a beneficiar de uma grande abertura do médio.»
O texto anterior é um extracto da crónica do BATE Borisov x FC Porto, publicado no site Maisfutebol e é uma boa síntese daquilo que de melhor se viu hoje.
E, parece-me indiscutível, o que de melhor se viu hoje, na Arena de Borisov, envolveu ou saiu dos pés de Herrera.
A propósito do Herrera, esta época, após outros jogos da Liga dos Campeões, houve portistas, comentadores habituais deste blogue que, acerca deste internacional mexicano, disseram coisas como estas:
“Ele [Herrera] falha [nos passes] porque é mau, ponto”
“Há muito que digo que aquilo [pés do Herrera] são tijolos”
“O Herrera simplesmente recupera a passo está sempre fora do sítio”
“O Herrera não é jogador para o Porto. Já o disse e reafirmo: era bom para o rugby, corre muito, mas corre mal”
“Não tenho a menor dúvida que [Herrera] não é jogador de futebol para uma equipa de topo”
“O tempo, como em tudo, estará aí para demonstrar o que ganhamos e perdemos com ele [Herrera] em campo”
De facto, nada como o tempo (e nem foi preciso muito) para relermos este tipo de afirmações e… sorrirmos.
Mas, mais importante do que aquilo que cada um de nós disse acerca do Herrera (e mesmo os portistas que diziam o piorio dele, terão ficado satisfeitos com a sua excelente exibição no jogo de hoje), o que realmente interessa são as vitórias do FC Porto, com maior ou menor contributo do Herrera nuns jogos, do Brahimi noutros, etc.
E hoje, em Borisov, voltamos a ter um FC Porto em 4-3-3, com o meio-campo mais habitual – Casemiro, Herrera, Óliver – e um colectivo forte (o BATE não teve uma única oportunidade de golo), de onde emergiu Herrera.
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| Estatísticas do BATE Borisov x FC Porto (fonte: UEFA) |
P.S. Qualificação para os oitavos-de-final após o 4º jogo; garantia do 1º lugar no grupo após o 5º jogo; nada mau…






