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quinta-feira, 14 de agosto de 2014

256 anos depois...

Portistas no Mundo (Madrid), 45 Minutos à Porto (17-12-2013)

A propósito da polémica e contestação exacerbada a um artigo publicado pelo Miguel Lourenço Pereira neste blogue…

Em 1758, Claude-Adrien Helvétius (1715-1771), um filósofo francês, publicou o livro De l'espirit, o qual foi fortemente contestado pela Sorbonne, pelo Parlamento francês e até pelo Papa, chegando a ser queimado.

Apesar do desacordo explícito em relação ao pensamento de Helvétius, François-Marie Arouet, mais conhecido pelo cognome Voltaire (1694-1778), não concordou que o livro fosse banido e terá dito (?) uma frase que ficou célebre:

Não concordo com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo

256 anos depois, apetece-me dizer algo semelhante.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pátria que me pariu

Nasci entre os Aliados e a Trindade mas o único berço que me lembro estava perdido nas filas superiores da velha bancada poente da única igreja das Antas que alguma vez me preocupou. Numa vida que me levou a caminhar por aí, como diria o poeta, sempre encontrei no FC Porto a pátria que me pariu por cima de bilhetes de identidade republicanos, heranças genéticas e lembranças ancestrais de mil e uma gerações desse povo que deu o nome a Portugal.



Como bom português vivo preso à saudade. Das velhas tardes em que de menino passei a homem de azul ao peito. Nascido mas não criado na Invicta paguei o preço de pertencer a uma família que seguia a figura parental pelas escolas desse Minho fora onde era colocado. Quando o destino me devolveu a casa reencontrei-me com uma pátria que visitava de tempos a tempos mas que era ainda como um primo distante. Graças a um tio, um desses sócios da velha guarda que conhecem, ao contrário de mim, as agruras de quando éramos “andrades” complexados, aprendi a saber de cor cada placard publicitário que cercava o tapete verde onde passei a maioria dos sonhos da minha adolescência. Nas Antas aprendi que o futebol é mais do que algo de vida ou morte. Como o vinho do Douro, o por-do-sol em Miramar ou a imagem da ponte D. Luiz, o FC Porto sintetizava toda a minha pátria. Nunca vibrei com a melhor selecção portuguesa como com a pior equipa azul e branca que conheci e agora que há mais de meia década vivo a mais de 700 kms quando me perguntam se sou português lá sou forçado a pontualizar: do Porto.

O FCP ensinou-me a sentir e conhecer uma pátria que me pariu mas que me demorou a amamentar. Nas Antas aprendi a beber as histórias contadas entusiasmante por um velhote sempre carinhoso com quem lhe prestava atenção e entre bifana e rebuçados apaixonei-me pela elegância de Baía, Aloísio e Drulovic, pela dureza portuense de Jorge Costa, Paulinho Santos e André e sonhei em ser o parceiro de ataque de Kostadinov, Domingos, Artur ou Jardel. De azul e branco passei a homem e em vez de limitar-me a cantar o hino emocionado aprendi a senti-lo mais para lá de onde adormece a razão. E como qualquer relação filial senti que mais do que amar a pátria que me pariu estava na hora de a entender também.



Não me perguntem as horas perdidas a reler o velho relicário da biblioteca ás portas dos Poveiros, os filmes sacados a amigos privilegiados com vhs quando isso ainda era utopia e a puxar pela memória de um pai salgueirista e pedrotista que passou como muitos horas nas filas para entrar na arquibancada daquela tarde frente ao Braga onde todos nós nos fizemos homens sem o saber. Descobri, mais do que as razões de ser “nobre e leal”, a minha pátria era, sobretudo, o espelho da resistência transformada em poder, uma realidade que lembrava a aura revolucionária de Castro e Guevara na serra de Santa Maria agora transformada em poder. Não vivi mais do que três anos de misérias e nunca poderei, honestamente, ombrear com quem sofreu de verdade com ser portista numa sociedade acurraladora e estupidamente centrista. Mas não precisei de pensar muito para descobrir que o FCP da minha mitologia infantil se tinha transformado no senhor absoluto de uma nova era que trazia novos desafios, dúvidas e esperanças. Mais do que celebrar com as nossas vitórias aprendi a desfrutar de encontrar um caminho de esperança nas nossas derrotas. Deixei de acompanhar semanalmente os nossos soldados mas em espírito senti-me mais presente do que nunca nessa metamorfose que pode transformar o clube que tantos adoram em odiar numa instituição nuclear no futuro de uma cidade que é mais minha mãe e meu pai que o país que a ocupa e destroça.

Reflectir sobre o FCP mais do que um passatempo engraçado é uma obrigação para quem sente essa divida eterna com uma instituição que me deu alguns daqueles momentos que no flashback que dizem que todos teremos me passaram pela memória. A 700 kms de distância ouvi por um passarinho que perdemos contra o Gil Vicente, que o mundo se vem abaixo e a mourama de Almansor vem por aí na ilusão de cercar o dragão ferido. É nestes momentos, no silêncio antes da tempestade, que mais prazer me dá sentar-me, pensar no que temos pela frente, nesses cancros que sempre haverá por curar, lembrar-me dos meus amigos que sofrem aí na pele as injustiças de um país australopiteco. É aí que mais desfruta em sentir-me portista. Sentir-me filho de quem me pariu. Dessa memória azul que não admite verdades absolutas, hermetismos e medos mas que sabe o que é sentir, nas entranhas, como o granito cinzento da velha cidade ressoa a cada grito de “Porto” saído do buraco da alma de todos nós!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O nosso primeiro milhão

Um milhão, ou mil mis, é um nome derivado do italiano, onde mille era 1000 e 1000000 milione.

Isto, mais a tabela do lado com a representação de um milhão em diferentes sistemas de numeração, vem a propósito de quê?
Esta não poderia ser a pergunta de um milhão de dólares, porque a resposta é fácil: ao fim de 35 meses de existência, o 'Reflexão Portista' ultrapassou um milhão de visitas.

É um número simbólico, mas não era uma fasquia que nos obcecasse, até porque o 'Reflexão Portista' nunca teve publicidade. Claro que é agradável saber que somos lidos diariamente por uma quantidade significativa de pessoas mas, sinceramente, o que me dá mais satisfação é termos chegado a este número de visitas sem cedermos nos princípios que orientam o RP desde o primeiro texto publicado. Além disso, não fomos por caminhos fáceis, não “aliciamos” leitores com chamarizes (por exemplo, a publicação regular de fotos de belas mulheres nuas), nem permitimos que a caixa de comentários se transformasse num espaço popular de troca de insultos gratuitos.

Resta agradecer a quem passa por cá para nos ler, prometendo apenas que vamos continuar enquanto nos der prazer.

Fonte: Wikipedia

domingo, 30 de maio de 2010

Domingos é o preferido

No dia em que O JOGO anunciou que André Villas-Boas está por horas, constata-se que Domingos continua a liderar as preferências das mais de 2270 pessoas que participaram na votação que vimos promovendo no 'Reflexão Portista' há algumas semanas e que vai encerrar amanhã.

O André Villas-Boas também aparece bem colocado, mas apenas em terceiro lugar, atrás da opção 'outro treinador estrangeiro'.

De resto, parece que Co Adriaanse não deixou muitas saudades e que Jorge Costa ainda não reúne os atributos necessários para ser o treinador principal do FC Porto.

Finalmente, gostaria de salientar o facto de uma votação online promovida por um blogue ter atingido este número de votos. É um indicador importante e sinal de ser um assunto que mobiliza a atenção dos adeptos portistas.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Parabéns!

Os meus companheiros (ia escrever colegas, mas como dizia o outro: "colegas são as putas") de blog já disseram tudo sobre estes 2 anos de blog. Assim resta-me pouco para dizer e vou aproveitar estas linhas, essencialmente, para dar os parabéns ao meu Pai - já que esta minha "doença" a ele se deve.

Daqui a umas horas festejas os 66 e dizem que um homem pode mudar de partido, de mulher, mas não muda de clube. Nós sabemos que não é bem assim. Quando há 30 e tal anos me começaste a levar ao futebol e íamos a Paranhos, ao Bessa, às Antas, à Ferraria, ao campo do Atlético e até íamos ver jogos de amadores, aí aprendi a ver futebol, a gostar do jogo, a gostar da envolvência, a gostar de analisar o comportamento das pessoas. Depois acabámos por assentar arraiais nas Antas, também muito por culpa do hóquei, já as tuas cores eram bem azuis e brancas e a estupidez de infância/juventude te tinha passado, mas esses anos foram muito importantes para a minha "formação" de espectador desportivo.

Recordo o dia em que me trouxeste uma bandeira do FCP e uma camisola com caricaturas dos jogadores a dizer: bicampeões 78/79 e me disseste que eu ia ver o jogo contra o Barreirense.

Recordo n dias em que sofremos juntos, em que vibrámos juntos, em que me consolaste as lágrimas. Nestes 30 e tal anos, felizmente o Porto ganhou muitas vezes, mas o que me deixa feliz é que estivemos sempre lado a lado, foi sempre o FCP que nos uniu, que nos fez sorrir um para o outro mesmo quando nos zangávamos por outras coisas.

Hoje segundo a Mãe, somos racistas por não gostarmos de mouros. Para quem há muitos anos tinha uma certa tendência vermelhusca, diria que percorreste o caminho certo. Foi a tua visão dos factos que te fez mudar, foi a racionalidade que te fez mudar, sei que também foi para me fazeres feliz. E embora nem saibas o que é um blog, é por tudo aquilo que me ensinaste que me dá prazer escrever aqui, mesmo que a irracionalidade muitas vezes seja o caminho mais fácil, devemos olhar para o Porto com paixão, mas sem deixar de ser racionais, e acima de tudo lutar por valores em que acreditamos.

Amanhã, não vamos ao Dragão, vamos comemorar os teus anos e ambos sabemos que vamos estar a sofrer. Vai ser diferente, mas vamos festejar na mesma.

Parabéns Pai!

Portista

Ser portista é mais do que apoiar um clube, mais do que gostar de futebol ou mais do que idolatrar alguém. Ser portista é SER uma região, é SER uma cidade, é SER uma cultura. Ser portista não é querer ser mais que os outros, não é querer ser melhor que outros, é simplesmente querer que o deixem ser.

Por isto mesmo é com prazer que escrevo no Reflexão Portista. Cada um responsável pelo que pensa e escreve. Escrever sem compromissos, sem rodeios e sem objectivos. Escrever apenas como exercício e ferramenta para debitar algumas reflexões e colocar em ordem as ideias.

Escrever por ser portista, por ser do Futebol Clube do Porto.

Hoje como ontem

Fevereiro de 2008... parece-me uma data tão longínqua, e ao mesmo tempo tão recente.

Foi nessa altura que nasceu este blogue por carolice, e olhando apenas para os artigos do primeiro mês verifico que falámos de assuntos que:

- são intemporais (por ex: o hino do clube)



- ... ou até mesmo abordam (mesmo hoje!) o... futuro (o modelo para a SAD pós-PdC).

Ao passar os olhos pelos artigos dos primeiros meses, verifico que a clara maioria poderia ser escrita hoje sem perder qualquer actualidade. E essa é uma das razões em que me dá prazer participar neste blogue: ao contrário de muitos outros espaços da Internet, os artigos não se concentram na abordagem do último jogo, na mais recente polémica ou no jogador "da moda".

Não que esses assuntos também não mereçam atenção, que merecem, mas não são a razão de ser deste espaço. Com o passar do tempo torna-se mais difícil introduzir temas novos aprofundados (por já terem sido abordados anteriormente; e com mais de 1000 artigos publicados penso que já teremos abordado a esmagadora maioria dos temas de fundo relevantes para o FCP, embora haja sempre matéria para novas... reflexões), mas penso que com maior ou menor dificuldade temos conseguido continuar a tradição.

Até porque uma grande mudança nestes 2 anos foi a subida exponencial de leitores, e consequentemente a sua participação nos comentários: uma enorme mais-valia para o blogue e que traz ainda mais diversidade de opiniões ao mesmo, tal como alguma inspiração para novos artigos.

Termino pois com um "bem haja" para os nossos leitores, começando pelos que participam com os seus comentários, na esperança que daqui a um ano se mantenha uma constante de fundo que se verifica deste que este blogue nasceu: um FCP campeão.

Um pouco mais de Azul

O ser humano sempre foi gregário. Só verdadeiramente se realiza em grupo.
Aliás, a verdadeira essência de se ser portista é mesmo essa: ir muito para além de uma eventual e mera vitória individual, nas nossas vidas particulares.
Antes, entrar numa nova dimensão: a da comunhão e partilha dos êxitos (e também das derrotas, obviamente).
As vitórias do "grupo" vivem para além de nós mesmos e são essas as que, no fundo, mais pesam e nos marcam.

De que serve conquistar algo se não podermos partilhar a respectiva alegria?

Este blog permite-nos viver, ainda mais intensamente, o FCP. Uma nossa sede, nunca plenamente saciada.

Um FCP com futuro

Estamos a seis pontos do SLB e do SCB, os rivais estão mais fortes, as exibições têm sido fracas e estamos (todos) menos confiantes. Temos dois jogadores suspensos preventivamente que arriscam uma pena superior ao que o João Pinto sofreu por ter agredido um árbitro. Gastamos um balúrdio na compra de jogadores na abertura do mercado. Sai Farias e entra Kléber, para acompanhar o Rúben. O FCP aceita, inesperada e surpreendentemente, antecipar o jogo da taça com o SCP. O Inverno promete ser rigoroso, mas para o animar saíram as escutas do processo AD na Internet. Nos túneis joga-se ao pontapé, sob a arbitragem de uma polícia privada. O CD da Liga e os seus patronos são uma ameaça. Tudo serve : querem-nos humilhar, castigar e abater. A bondade é a arma que esgrimem.

Neste momento de algum desânimo, junto-me a tantos outros desconhecidos que ajudaram a fazer crescer o FCP, sempre no anonimato. Gloriosos malucos que acompanham o FCP nos bons como nos maus momentos.

O Reflexão Portista que completa dois anos de vida é um companheiro formado por muitos companheiros. Animamo-nos na contribuição para um FCP que sabe ganhar e perder, pensar e lutar. Todos iguais na vontade de vencer todos diferentes na forma de participar. Sem medo das ideias feitas, atrai-me colaborar na luta pela causa do FCP, porque é um compromisso a que me obrigo. Acredito num FCP com futuro.

Dois anos de Campeão!

É desta forma que eu vejo a existência do nosso blog, como Campeões.

Digo nosso blog, porque pertence a nós que o escrevemos e pertence a vós que o leis. Para os que escrevem, o meu agradecimento por me permitirem participar em tão agradáveis tertúlias. Para os que nos lêm, o meu agradecimento pela vossa atenção e pelos vossos comentários.

Durante a sua existência o Reflexão Portista viu o clube da sua inspiração ser Campeão Nacional de futebol e ter prestações bem agradáveis na Europa do futebol. Apesar do ínicio de época não ter sido o mais favorável, nem sendo o actual desempenho da equipa o mais desejado, a convicção e a esperança é de que a dupla se vá mantendo: o Reflexão Portista escrevendo e o FC Porto mantendo a sua senda de Campeão.

2 anos de Reflexão da vida do Dragão


Cercados pelo ódio, pela inveja e desdém. Cercados pelos abutres que não ganham a ninguém. Cercados pela difamação, intriga e insubordinação. Cercados pelos fedorentos que miam em pleno cio da actual estação. Cercados por lacaios dos pasquins da Capital. Cercados pelos macetes dos responsáveis da Liga Nacional. Cercados por Vieiras, Salgados e Pinhões. Cercados por Magistrados que ajudam galdérias que dançam em varões.

Dois anos de tertúlias, discussões e reflexões. Dois anos de inúmeros artigos e varias dissertações. Dois anos de conquistas, vitorias e comemorações. Dois anos de crónicas que deram asas às nossas emoções. Dois anos de um espaço livre onde se pode opinar. Dois anos que nos mostram que ainda há um longo caminho a palmilhar.

Do fundo do coração, o nosso grito por ti, Porto Campeão!

O ADN do Reflexão Portista

Não somos o blogue portista mais antigo (longe disso).
Não somos o blogue portista com mais visitas diárias (embora seja significativo termos passado das ~15 mil visitas mensais em Janeiro de 2009 para as 35 mil em Janeiro de 2010).
Não somos o blogue portista com mais referências em jornais (é mesmo raro termos a simpatia da comunicação social).
Mas, dois anos depois, mantemos o ADN do primeiro dia. Aos oito fundadores juntaram-se dois reforços que "pegaram de estaca" e, para além da paixão pelo FC Porto, eu diria que aquilo que nos caracteriza é a diversidade de opiniões e mesmo uma forte discordância sobre múltiplos assuntos. Não há volta a dar, vai continuar a ser difícil catalogarem-nos como um todo.

E, numa altura em que comemoramos dois anos de existência, gostaria de agradecer ao Filipe Sousa, Gustavo Filipe Almeida, Hugo Mocc, João Marques, José Martino, Justino Lourenço, Nuno Antas de Campos e Ernesto Ribeiro por terem aceite o nosso convite e, através de diversos artigos, terem partilhado as suas ideias connosco.

Finalmente, não posso deixar de me referir aos que nos visitam regularmente. É bom saber que somos lidos e é bom saber que somos lidos por cada vez mais gente. Não que tenhamos interesses comerciais (o Reflexão Portista nunca teve anúncios, publicidade ou merchandising), mas porque todos somos poucos para remar contra a maré vermelha que tomou conta da comunicação social e, a partir daí, quer tomar conta das nossas consciências. Posso garantir-vos que neste cantinho da blogosfera iremos continuar a resistir.
VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

Dois Anos de Reflexão Portista

O Reflexão Portista começou, faz agora dois anos, com o intuito de sistematizar e tornar públicas as opiniões e reflexões sobre o FCP que os seus membros expunham em fóruns na internet ou em conversas informais entre si. Essas opiniões e reflexões nem sempre são coincidentes, nem entre os membros do blogue existe qualquer “disciplina editorial” ou “doutrinária”, o que só contribui para a riqueza e versatilidade do mesmo, modéstia à parte. Temos sido elogiados e louvados, o que naturalmente nos agrada, e também temos sido alvo de comentários desdenhosos e por vezes até biliosos, o que nos deixa completamente indiferentes. Não procuramos quotas de mercado, não temos por objectivo agradar ou desagradar, não temos nem pretendemos ter qualquer retorno financeiro nesta actividade, nem colectivamente apoiamos ou algum dia apoiaremos qualquer facção no clube, seja ela qual for. A nossa independência é para nós fundamental na análise quotidiana à vida do clube e do futebol em geral.

Isto dito, não deixa de ser agradável verificar que não escrevemos “para o boneco” e que somos já, provavelmente, o blogue portista mais visitado da internet, o que só confirma a justeza do nosso posicionamento.
Agradecemos a todos os nossos leitores a sua companhia diária. Rumo ao penta! (se não for desta há-de ser de outra vez!;-)).

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal Azul!


O Reflexão Portista deseja a todos os que por cá passam um Feliz Natal Azul, com muitas vitórias pessoais, profissionais e desportivas no sapatinho!

domingo, 13 de setembro de 2009

Fantasy Football da UEFA

No início da época desportiva da UEFA (o primeiro jogo é na próxima Terça-feira, dia 15, pelas 19h30) convidamos os leitores do Reflexão Portista a juntarem-se a nós num jogo promovido pele UEFA: o Fantasy Football.

Visto o FC Porto participar na Liga dos Campeões, o convite é dirigido para a versão campeã do jogo, o UEFA Champions League Fantasy Football (há quem possa querer participar no UEFA Europa Cup Fantasy Football, mas esses provavelmente não deverão vestir de azul e branco).

Para se inscreverem na competição, podem-se dirigir a este site:
http://pt.uclfantasy.uefa.com

No fim do registo, é permitido a inscrição em diversas "ligas" criadas por outros utilizadores.
O Reflexão Portista abriu as portas à participação dos nossos leitores. Pode juntar-se a nós inserindo o seguinte código:
12791-3586

Divirta-se!!


A título de curiosidade, deixo-vos uma imagem com o top ten dos paises com mais managers inscritos.

(Carregue na imagem para ampliar)

Parece que temos muitos "projectos a treinador"...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Um ano de Portismo e de Liberdade

Há um ano um grupo de portistas decidiu criar este blogue, a que deu o nome de “Reflexão Portista”, designação que já dava a umas trocas informais de opiniões e de informações acerca do clube.


O grupo assemelhava-se um pouco ao lema da antiga revista Tintim, pois as idades dos seus membros oscilavam entre a casa dos trinta e a dos sessenta. Haviam travado conhecimento virtual num fórum de portistas, onde aliás dois deles, o José Correia e o Mário Faria, chegaram a contribuir com artigos “de fundo”.

Foi precisamente a vontade de podermos alongar-nos na escrita sem as restrições normais de espaço de um fórum e com plena liberdade a razão principal da criação do blogue. De fora, nem todos assim o entenderam e, dado o carácter heterodoxo e descomprometido das opiniões aqui emitidas, houve algumas mentes mais tortuosas que, muito portuguesmente, até nos atribuíram tenebrosos intuitos conspirativos e sectários. Até de “jornalistas amadores” fomos simpaticamente apodados. Estes mimos não vieram de benfiquistas ou de sportinguistas, mas sim de portistas que connosco virtualmente conviviam no dito fórum. É, de facto, uma pena o aparecimento deste espírito sectário entre certos aprendizes de feiticeiro, mas, na realidade, e como diria Jorge Nuno Pinto da Costa, alguns deles nem todos os conhecemos, nunca nos foram apresentados.

Mas o atrás descrito não passa de um pequeno acidente de percurso. Percebemos que o que move tanta irrazoabilidade é, afinal, o mesmo que nos move a nós: o amor pelo F.C. Porto. Quando a bola entra na baliza adversária todos gritamos “golo!”.

Muito melhor e mais positivo é podermos escrever com prazer e liberdade acerca do clube e sabermos que não o fazemos “para o boneco”, pois os números de visitas ao nosso blogue são “engraçados”. Perto de 130.000 visitas num ano, sem ser deslumbrante em termos de espaços semelhantes na internet, já nos permite dedilhar sem a sensação de estarmos a escrever uma espécie de diário íntimo. É também para nós muito agradável podermos trocar opiniões com os portistas que vão deixando comentários na nossa caixa respectiva.


Ao longo deste ano publicámos aqui artigos da mais variada índole, acerca da história do clube, sobre temas “quentes” da actualidade – como as incidências do famigerado processo “Apito Final” – e crónicas de jogos. Ah, já me esquecia, pudemos também conhecer a Svetlana, ou melhor, ouvir falar dela, pois o Mário Faria persiste em não no-la apresentar. Esse será, sem dúvida, um dos nossos grandes desafios para 2009, talvez mais difícil que o “tetra”!

Finalmente, aproveitámos a reabertura do mercado neste mês de Janeiro para nos reforçarmos com um defesa esquerdo – ah, não era isto que eu queria dizer – para nos reforçarmos, dizia, com dois novos colaboradores (e mais poderão seguir-se). Brevemente teremos o prazer de aqui os ler regularmente.

Obrigado a todos que nos têm lido.

Viva o F.C. Porto!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Votações de 2008 no Reflexão Portista

Chegados ao final de mais um ano (é de mim ou os anos passam cada vez mais depressa?) é habitual fazerem-se balanços e recordarem-se algumas previsões que foram feitas no início do ano. Nesta linha, lembrei-me de pegar em seis das votações on-line que efectuamos no 'Reflexão Portista' e recordar qual era o sentimento/opinião dos frequentadores do blog na altura sobre cada um destes temas.

1. Que venda seria menos lamentável no fim da época?
(votação efectuada em finais de Março)


E Quaresma haveria mesmo de sair, não pelos 40 milhões menos um euro (que Pinto da Costa disse que punha do bolso dele), mas por cerca de metade e no último dia do mercado de transferências de Verão.
Fez-se a vontade ao jogador e a SAD portista encaixou uma boa maquia, que há-de ser fundamental para o equilibrio das contas do exercício 2008/09. Além disso, soube-se agora, Quaresma foi o jogador mais bem pago da época 2007/08. Segundo as declarações fiscais das SAD a que a agência Lusa teve acesso, entre salários e prémios Quaresma recebeu 2.135.225 euros (482 mil euros a mais do que Lucho e 754 mil a mais do que Lisandro).
Quaresma deixou saudades?
Não posso falar pela massa associativa do FC Porto, mas eu lembrei-me dele em muitos dos jogos já disputados esta época.


2. Por 3,2 M€, o Mariano é...
(votação efectuada em meados de Junho)


Na altura, 54% torceram o nariz ao negócio, entendendo que Mariano tinha sido "sobreavaliado e por isso caro" ou mesmo que a SAD tinha feito "um péssimo negócio". Passado meio ano, parece-me que tinham razão.


3. A duas semanas do 1º jogo oficial, que sectores precisam de ser reforçados?
(votação efectuada na 1ª quinzena de Agosto)


Apesar das contratações de Sapunaru e de Benitez para as laterais e das muitas indefinições que na altura existiam sobre a posição de médio defensivo, a duas semanas do 1º jogo oficial a maior parte das pessoas que votaram entendiam que o sector que mais precisava de ser reforçado era o de "Defesas laterais".
Vinte e dois jogos oficiais depois eu diria que esta percentagem seria agora muito maior...


4. Qual a melhor opção para defesa-esquerdo?
(votação efectuada na 1ª quinzena de Setembro)


O Lino ficou num "honroso" último lugar com 0,7% dos votos... (já toda a gente tinha percebido que este brasileiro não tem características para defesa-esquerdo e que, quanto muito, poderia ser um recurso como médio-esquerdo).
Quanto ao Benitez, na altura ainda havia 16% dos votantes com esperança...


5. Qual o melhor reforço da época 2008/09?
(votação efectuada em meados de Setembro)


Há três meses e meio atrás, Rodríguez foi considerado o melhor reforço desta época, com 44% dos votos. Nas posições imediatas surgiram Hulk (22%) e Rolando (20%), com os restantes jogadores a terem votações residuais.
Um dia destes vamos repetir esta votação. Estou convencido que o Fernando vai dar um salto na votação e que o Hulk e o Rodriguez são capazes de inverter as suas posições.


6. A meio da fase de grupos, prevê que no final o FC Porto irá ficar em...
(votação efectuada em finais de Outubro)


Pois é, após os três primeiros jogos 73% dos votantes previam que os dragões não se iam classificar para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e, afinal, o FC Porto acabou por ficar em 1º lugar do grupo!
E esta heim?!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Reflexão Portista, 6 meses depois


No final de Janeiro, juntamente com mais sete portistas, criamos um blog que baptizamos com o nome ‘Reflexão Portista’.
Mais um blog sobre o FC Porto?
Nos estádios, nos pavilhões, ou na blogosfera nunca seremos demais, poderíamos responder. Além disso, o FC Porto só tem a ganhar se houver cada vez mais gente interessada em analisar, opinar e debater os assuntos que envolvem o dia-a-dia dos dragões.

Embora seja impossível fugir aos temas da actualidade (nem essa era a nossa intenção), procuramos também abordar assuntos menos discutidos, bem como, analisar e comentar as estratégias e as decisões que são tomadas por quem dirige o Grupo FC Porto.

Naturalmente, nunca escondemos que olhamos para o desporto, e para o futebol em particular, com uns “óculos azuis-e-brancos”, mas a paixão que temos pelo FC Porto não impede qualquer um de nós de ser crítico relativamente a jogadores, treinadores ou dirigentes do nosso clube, sempre que entende haver motivo para tal.

Sermos um espaço de opinião livre é para nós um ponto de honra, mas procuramos fazê-lo de forma responsável e, por isso, desde o primeiro dia fizemos questão que os co-autores do blog estivessem identificados pelo seu nome e assinassem as mensagens que publicam.

Seis meses depois, que balanço podemos fazer?

Os melhores juízes são as pessoas que nos visitam, a quem desde já agradeço o envio de comentários e sugestões, mas como um dos co-autores do ‘Reflexão Portista’, o que posso dizer é que as minhas melhores expectativas foram largamente ultrapassadas.

Quando arrancamos com o blog, uma das principais dificuldades era criar uma dinâmica para vencer a inércia natural que muitas vezes existe em escrever, de modo a assegurar que conseguíamos actualizar regularmente o blog, se possível diariamente, com artigos da nossa autoria.

Contudo, publicar mais de 300 artigos em apenas seis meses, com a particularidade de nos últimos quatro meses termos tido uma média de cerca de dois artigos por dia, era algo completamente fora das nossas cogitações iniciais.

Outro objectivo era romper a barreira do nosso grupo de amigos e conhecidos e tentar chegar a um universo mais alargado de portistas. Nunca fixamos metas e muito menos encaramos este aspecto como uma disputa com outros blogues, mas é sempre agradável sabermos que aquilo que vamos publicando diariamente é lido por mais que meia-dúzia de pessoas.

Neste aspecto, mais impressionante que as 53000 visitas e 83000 page views nestes primeiros seis meses de existência, é o crescimento mensal ilustrado no gráfico seguinte (mesmo levando em conta que Julho, particularmente a 2ª quinzena, já é período de férias para muita gente).


Mas mais relevante que o número de visitas, é ler os comentários e poder interagir neste espaço com o Mefistófeles, o sócio 2710, o uminho1, o Zé Luís, o miguel87, o Jorge Aragão, o Paulino, o Pedro Reis, o Miguel_Canadá, o João Branco, o Rui, o Imperador, o J Reis, o offside, o Carlos Silva, o Turk, o sirmister, o urtigao, o metz, o portolaw, o bitetos, o tripeiro4ever, o umbundo, o geninho, o tiago, o vicent russell, o kosta de alhabaite, o dragão de lisboa, o f.c. limpa tudo e tantos outros (a quem peço desculpa por não referir).

Passaram apenas seis meses mas, verdadeiramente, este pequeno “planeta azul” no universo da blogosfera já é tanto nosso como vosso.