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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

FC Porto, SLB, o Atlético Madrid e Jorge Mendes

Paulo Assunção
Após quatro anos como jogador do FC Porto (no primeiro ano esteve emprestado ao AEK Atenas), a 29 de Maio de 2008, Paulo Assunção, invocando o artigo 17 do Regulamento do Estatuto e Transferência dos Jogadores da FIFA (conhecido pela Lei Webster), rescindiu o seu contrato com Futebol Clube do Porto. A 6 de Julho de 2008, foi anunciado oficialmente como reforço do Atlético de Madrid.

Nota: O FC Porto acabaria por receber uma indemnização de 3,5 milhões de euros.

A forma como o médio defensivo brasileiro saiu do FC Porto, motivou um corte de relações institucionais com o Atlético de Madrid, o que levou os dirigentes portistas a não participarem no convívio entre direcções, em Fevereiro de 2009, quando os dois clubes se defrontaram para a Liga dos Campeões.


Cristian Rodriguez
Após quatro épocas de azul-e-branco (2008/2009 a 2011/2012), Cebola não aceitou renovar com o FC Porto e, como jogador livre, em Maio de 2012 assinou pelos colchoneros a custo zero.


Época 2014/2015…

Óliver Torres e Adrian López
Depois de, nos últimos seis anos, Paulo Assunção, Radamel Falcao e Cristian Rodriguez terem ido do Porto para Madrid (em contextos pouco do agrado do FC Porto), no início desta época Óliver Torres e Adrian López fizeram o trajecto contrário.


Óliver Torres, um extraordinário médio criativo espanhol, de apenas 19 anos, chega ao Porto por empréstimo do Atlético de Madrid.
No caso de Adrian López, o FC Porto comunicou à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários ter pago 11 milhões de euros por 60% dos direitos económicos do jogador (nota: não sei se é verdade, mas já ouvi que parte desta verba visa um acerto de contas com o Atlético Madrid, ainda a propósito da transferência de Falcao).


Ora, se as relações entre o FC Porto e o Atlético Madrid parecem estar a atravessar um período excelente, mais a Sul sucedem-se diversos casos.

Siqueira
O lateral esquerdo brasileiro Siqueira, que na época 2013/2014 esteve emprestado pelo Granada ao Benfica, assinou pelo Atlético de Madrid no dia 3 de junho de 2014.


Oblak
Em declarações ao jornal A Bola, efetuadas no dia 14-07-2014, o guarda-redes esloveno referiu que foi ele que forçou a saída do Benfica para assinar pelo Atlético Madrid.
“O Benfica queria que continuasse e o presidente tudo fez para que não saísse, mas a minha vontade era de assinar pelo Atlético Madrid”, disse Oblak.


Guilavogui
Em breve vamos anunciar um trinco. Tínhamos dois jogadores possíveis, um deles não foi possível, mas chegará outro.
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV

«O Atlético Madrid desmentiu as declarações feitas por Luís Filipe Vieira, que afirmou que os colchoneros haviam oferecido Jan Oblak ao Benfica depois de terem contratado o esloveno neste defeso. Nas palavras do presidente das águias, foi o clube da Luz a rejeitar essa proposta, mas os dirigentes colchoneros garantem que não houve qualquer negociação. Quem o diz é o jornal Marca, que também justifica as declarações de Vieira com o descontentamento após a operação Guilavogui ter falhado, tendo o médio francês acabado por ser emprestado ao Wolfsburgo
in record.pt


Sílvio
O Atlético Madrid mandou devolver o certificado internacional do Sílvio, por isso é uma incógnita
Luís Filipe Vieira, 14-08-2014, em entrevista à Benfica TV


Perante uma clara aproximação do Atlético Madrid ao FC Porto e um aparente afastamento do Benfica, qual o papel do super-agente Jorge Mendes?


P.S. No meio disto tudo, penso que a visita de Cristian Rodriguez ao Olival e o abraço dado a Antero Henrique será uma mera coincidência.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Custa tanto metê-la lá dentro...


Não meus caros. Não é o que estão a pensar. A nossa disfunção é outra! Este FC Porto de Vítor Pereira precisa de criar muitas ocasiões de perigo para chegar ao golo. Se em velocidade, posse de bola e dinâmica esta equipa tem para dar e vender, falta-lhe a clarividência do momento fatal, algo a que só alguns predestinados a conseguem tornar tangível. Num jogo em que decorreu quase sempre no meio campo do Marítimo, o treinador azul e branco arriscou tudo, assustou-se, mas lá por fim, Cristian Rodriguez, aliviou-lhe o peso das costas.

Não obstante das suas substituições que geram incredibilidade, com a saída de James ao intervalo, o timoneiro portista conseguiu levar a água ao seu moinho, numa reorganização colectiva ousada quando o nulo teimava a persistir. A insistência em Maicon desregula o lado direito do nosso flanco, quer na construção ofensiva, quer defensiva, obrigando esta noite a que por lá passassem três homens. Sapunaru, ou mais provavelmente Fucile, devem estar em linha de marcha, mas estes amuos em período de tolerância zero por vezes pagam-se caro.

O inusitado destas coisas está na influência que estas pesam no jogo. A manutenção de Djalma em campo a pensar no lado direito, onde mais tarde sairia dando lugar a Iturbe, para além da entrada de Cebola, mesmo assumindo o risco, tornou a construção do FC Porto mais atabalhoada e perigosamente desequilibrada – vide perdida de Danilo Dias. Louve-se a persistência dos jogadores em querer garantir a totalidade dos pontos disputa em nosso favor.



Claro está que um Peçanha menos fulgurante ou Belluschi mais decidido – aquela perdida na 1ª parte é de bradar aos céus – teriam simplificado as coisas. Mas o futebol é feito destas pequenas nuances que o tornam apaixonante, emocionante, ou até insólito. O árbitro também lá meteu a sua dedada numa penalidade escabrosa sobre o "Samurai" que só ele não viu. Vá lá que não titubeou na expulsão de Roberge.

A 10 minutos do fim já todos reviam o filme russo como um “Zenit”, potenciado por atordoada bola na barra da nossa baliza, mas Cristian “texugo” Rodriguez selou a reconciliação total com Vítor Pereira, folgando-lhe a alma, e nossa também. Merecido, justo e até bem jogado. Mas há necessidade de se sofrer tanto só para fazer um mísero golinho?

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bad boys, bad boys…


Após o FC Porto x SC Braga, li em vários fóruns e blogues portistas, comentários de adeptos que tinham estado no estádio e que testemunharam a forma desabrida como Cristian Rodriguez tinha saído do relvado, barafustando com tudo e todos. E isto depois de já ter reagido aos gritos para o banco de suplentes, na sequência de uma reprimenda de Vítor Pereira, após o 2º golo dos bracarenses.

Uns dias depois, A Bola deu conta de um incidente no treino, envolvendo novamente Cristian Rodriguez e o treinador Vítor Pereira:

«Cristian Rodriguez foi afastado do grupo de trabalho do FC Porto após uma azeda troca de palavras com o técnico Vítor Pereira, no decorrer do treino realizado na quinta-feira passada.»
in abola.pt, 08/12/2011

A coisa foi abafada pela estrutura portista e, inexplicavelmente, quando o incidente estava quase esquecido, foi o próprio jogador a confirmar e a trazê-lo novamente para a praça pública:

Discuti com o treinador, mas como qualquer outro companheiro faz sobre algo pontual, não foi uma discussão grave, ou uma luta. Depois disso, ressenti-me de um problema no ombro e trabalhei dois dias no ginásio, por isso os jornalistas não me viram nos treinos. Mas também é verdade que não fui convocado para o último jogo.
Cristian Rodriguez, em declarações prestadas ao jornal uruguaio El País


Nos últimos dois anos, publiquei vários artigos sobre o caso problemático em que se transformou Cristian Rodriguez, ao ponto de, em Outubro de 2009, ter expressado o desejo de ver esta “cebola amarga” despachada para outra “horta”, ao melhor preço possível.

Infelizmente ele continua por cá, tendo-se destacado ao longo deste tempo, não por um bom desempenho dentro dos relvados (bem pelo contrário), mas pelas inúmeras vezes em que esteve lesionado e por situações lamentáveis de confronto com elementos da estrutura portista (primeiro foi Antero Henriques, no final do FC Porto x Besiktas, e agora Vítor Pereira).

E o sonho do último Verão, de ver o Cebola sair e ainda recuperar algum do muito dinheiro investido, não passou disso mesmo, de um sonho.

Três épocas e meia após ter sido contratado, que balanço pode ser feito?

i) Passe caro (7 milhões de euros por 70%);
ii) Salário muito elevado (o que chegou a causar problemas no balneário);
iii) Custo global (Passe + quatro anos de salários) elevadíssimo;
iv) Lesões atrás de lesões, as quais impediram a sua utilização no FC Porto por longos períodos;
v) Rendimento desportivo medíocre e muito abaixo do esperado;
vi) Repetição de comportamentos reprováveis;
vii) Previsível saída a custo zero.

Ponderando tudo isto, há cerca de um mês escrevi que, possivelmente, esta foi a pior contratação de sempre da FC Porto SAD. Cada vez estou mais certo disso.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Possivelmente, a pior contratação de sempre

Fisicamente estou bem, apesar de não ter jogado as últimas partidas pelo FC Porto. A minha situação passa por outras questões, à margem do futebol. Termino o contrato dentro de sete meses, e às vezes há algumas coisas que são extra futebol. (…) Como termino o contrato... é essa a forma como eles [FC Porto] lidam com a situação no clube. Mas estou tranquilo. Treinando, sem lesões e sem relaxar, para estar na melhor forma possível nesta oportunidade que me voltam a dar na selecção.”
Cristian Rodríguez, 07/11/2011


Há mais de dois anos atrás, em 16 de Outubro de 2009, publiquei um texto com o título Cebola amarga e ingrata, o qual terminei da seguinte forma:
«(…) da minha parte só espero que a Administração da SAD não se esqueça deste comportamento e, mal receba uma proposta que cubra o investimento feito no passe, despache rapidamente esta “cebola amarga”.»

Aparentemente, até houve algumas propostas no último defeso (vindas da Rússia, Turquia, França e Inglaterra) mas, segundo o jornal O JOGO, «o esquerdino foi resistindo e dando negas a todas as propostas, acabando por ficar no FC Porto, onde cumpre o último ano de um contrato de quatro temporadas. Em Janeiro fica livre para negociar com quem quiser».

O semanário Grande Porto, na sua edição de 28/10/2011, fez as contas e chegou à conclusão que, entre verbas gastas na contratação e salários, os quatro anos de contrato do Cebola irão custar à FC Porto SAD mais de 14 milhões de euros! E o internacional uruguaio ainda recebeu prémios pelas conquistas do FC Porto nestes quatro anos…


Fazendo um balanço das quatro épocas deste ex-jogador do slb, levando em conta o valor pago na compra de 70% do seu passe, o chorudo salário que recebe, o fraco desempenho desportivo do atleta e alguns comportamentos que teve, eu diria que, possivelmente, esta foi a pior contratação de sempre da FC Porto SAD.

P.S. Fico satisfeito que, agora que se prepara para sair do FC Porto a custo zero, o Cristian Rodríguez esteja fisicamente bem, a treinar sem lesões e sem relaxar…

domingo, 30 de outubro de 2011

Quem paga aos Rodríguez?


Vejo isto [situação do central Rodríguez] de forma desagradável, porque não quero por em causa o profissionalismo de um jogador. É jogador do Sporting e não da seleção do Peru. Quem lhe paga é o Sporting. Fico triste, mas quero acreditar que seja uma coincidência [estar lesionado no SCP mas depois jogar pela sua seleção].
Domingos Paciência, 29/10/2011


Pois é Domingos, tens de ter paciência. Já devias saber que há jogadores que, de forma descarada, põem os interesses pessoais e dos seus clubes à frente das selecções (não é Danny?) e há outros, principalmente jogadores sul-americanos, que fazem exactamente o contrário.

Qual é o problema se o Rodríguez regressar novamente lesionado da sua seleção? O SCP vai continuar a pagar-lhe, não vai?

Este caso do Alberto Rodríguez fez-me lembrar uma situação idêntica, ocorrida há dois anos atrás, e por coincidência protagonizada por um outro Rodríguez.

Só lamento que a "cebola" amarga, adepto fervoroso do Peñarol, ainda faça parte do plantel azul-e-branco.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Cristian in, Alvaro out

Ontem à noite, o Daily Telegraph publicou no seu site uma notícia segundo a qual o Chelsea teria oferecido €20 milhões (£16.6 milhões) por Álvaro Pereira:

«Pereira is regarded as a direct replacement for Yuri Zhirkov, who was sold to Russian club Anzi Makhachkala, and can provide cover for Ashley Cole as well as play in midfield.

It is understood that although Pereira has a €30 million buy-out clause in his contract, Porto are willing to sell for lower having already signed the 25 year-old’s replacement, Alex Sandro. There is less pressure for Porto to sell, however, following the deal they struck for Radomel Falcao to join Atletico Madrid.

Chelsea’s interest in Pereira may surprise supporters — it would not appear to be a priority position — and would also raise further doubts over the future of Florent Malouda as well as that of Yossi Benayoun, who is available for transfer. However Villas-Boas believes Pereira would make a big difference to his squad.»


O Jogo de hoje diz que a proposta foi rejeitada, mas garante (?) que, até 31 de Agosto, o Chelsea fará uma segunda tentativa.

Todos os indícios (incluindo as declarações do seu empresário) apontam para uma saída iminente de Álvaro Pereira e daí que não tenha sido uma surpresa o facto dele ter ficado de fora dos 18 jogadores chamados para a Supertaça Europeia.
Surpresa, e grande (pelo menos para mim), foi a entrada de Cristian Rodríguez na lista de convocados, em vez do outro Rodríguez - James.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

78 dias depois


9 de Agosto de 2011. Após o primeiro jogo oficial e 78 dias depois da Final da Taça de Portugal (disputada em 22 de Maio), Álvaro Pereira e Cristian Rodriguez voltam, finalmente, a estar à disposição do treinador do FC Porto.

Após tão grande período de ausência, mas em que o FC Porto lhes continuou a pagar os salários, não me consta que a SAD portista vá receber qualquer compensação financeira da parte da Federação Uruguaia, Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) ou da FIFA.

E já estamos cheios de sorte de nenhum deles se ter lesionado ao serviço da sua selecção...

Esta desarmonização de calendários vai ter de ser resolvida e, mais tarde ou mais cedo, terá de acabar a forma como as selecções usam e abusam de jogadores profissionais que são pagos pelos clubes/SAD's.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Um sonho de Verão


"Não tenho ainda nada decidido sobre o que vou fazer. Sei apenas que tenho mais um ano de contrato e é o meu empresário que está a tratar disso. (...)
tive várias possibilidades. Da Argentina o Boca Juniors; o Atlético de Madrid ou voltar ao Peñarol. Por enquanto, continuo firme no FC Porto, onde estou contente e tranquilo, porque tenho mais um ano de contrato. (...)
Pelo que sei, creio que o FC Porto quer vender-me.
"
Cristian Rodriguez, 18 de Julho


É natural que o FC Porto queira "despachar" o Cebola (eu já ando descontente desde Outubro de 2009) e é naturalíssimo que o jogador esteja tranquilo por ter mais um ano de contrato. Quem não estaria, tendo um salário mensal milionário (um dos mais elevados do plantel portista) apesar do rendimento desportivo quase nulo das duas últimas épocas?

Infelizmente, o pseudo interesse do Rubin Kazan em contratar Cristian Rodríguez, por uma verba em torno dos 13 milhões de euros (!), não passou de um sonho de Verão.

De facto, apesar da equipa celeste estar na final da Copa América, parece ser difícil arranjar algum clube disposto a pagar meia dúzia de milhões pelo passe deste internacional uruguaio e, estando em fim de contrato (termina em Junho de 2012), nem um empréstimo com opção de compra será solução.

Como estamos em período de saldos, talvez a SAD consiga vender este (in)activo (nas últimas duas épocas foram mais os períodos em que esteve lesionado do que em condições de dar um contributo válido à equipa) ao desbarato. Sempre se resolvia um problema e poupava um salário anual de cerca de 2 milhões de euros.

terça-feira, 8 de março de 2011

Catch me if you can



Salvo qualquer hecatombe, este será o ano do "Vim para o Porto para ser campeão", à imagem e semelhança do "Assinei em 5 minutos", de há duas épocas atrás.

O fulgor não é o mesmo do primeiro terço da temporada, mas a vontade ainda lá está, como se viu em Olhão e mesmo em alguns momentos contra o Guimarães.
A vitória neste campeonato será inteiramente merecida. Mais: será mesmo o título mais brilhante dos últimos largos anos. Ao contrário dos anos do "tetra", desta vez a concorrência directa estava realmente forte e nunca deu tréguas.

Há contudo matéria para reflectir.
Por exemplo: chegará o nosso actual momento para irmos muito longe na Liga Europa, prova em que somos dos principais favoritos dos apostadores? As três derrotas caseiras, não na Liga mas ainda assim na presente temporada, deram sinais claros de que é preciso mais e melhor. Principalmente nos grandes jogos.

A questão que constantemente devemos colocar é: como podemos melhorar ainda mais? Mesmo que as coisas, na sua globalidade, até nem pareçam mal.

Ora, parece ser no "miolo" o local onde poderemos ainda crescer, recorrendo apenas a recursos já existentes.

Após alguns sinais prometedores, no início da era-Villas Boas, parece que Fernando já se resignou e, tal como nos tempos do professor, praticamente só defende.
Já Belluschi continua o mesmo de sempre: alheado do jogo por minutos a fio, de tempos em tempos, lá saca ele de algo de especial. E a esperança do adepto continua a mesma: que o argentino diminua esses momentos em que parece a "leste" da acção e aumente bastante os tais momentos mágicos.

E chegamos, então, ao elemento menos debatido do trio: João Moutinho.
Sendo certo que, qualquer jogador que venha de um rival lisboeta, goza de uma tal lua-de-mel com os adeptos que qualquer avaliação, com algum distanciamento, se torna rapidamente num exercício complicado.

Cristían Rodriguez foi também um caso semelhante de amor à primeira vista com os sócios, ele que finalmente facturou, no passado Sábado, após um longuíssimo jejum.
Muitos elogios e pouquíssimas críticas, foram assim os seus primeiros tempos pelo Dragão.
Ele que, agora, passou longas temporadas como um elemento secundário do plantel. O mesmo "Cebola" que chegou a ser uma das nossas principais estrelas.
Sim, muitas-lesões-muitas. Mas não só. Também alguma indisciplina e peso a mais.




Com nada isto, seguramente, se irá deparar Moutinho. Será uma história diferente, todos o esperamos.
Convém, porém, fazer um esforço para sermos justos na sua avaliação, deixando o coração de lado.

O ex-capitão do scp garante, de facto, uma circulação de bola muito superior a de um Raul Meireles, por exemplo. Com ele, felizmente, terminaram as célebres "transições rápidas" que, por terem funcionado bem numa ou outra ocasião, é um modelo de jogo que não se coaduna com a grandeza do nosso clube.

Moutinho consegue que a bola não ande no meio-campo apenas de (breve) passagem e, de pé-para-pé, o centro do terreno é novamente um lugar para se pensar o jogo e para lhe dar a melhor sequência.

O senão do único português do nosso meio-campo, continua contudo a ser o mesmo dos tempos de Alvalade: jogando numa equipa de forte pendor ofensivo e com tantos bons executantes a seu lado, onde param os golos e as assistências?
Bom jogo de pés é útil e muito importante no nosso actual jogo colectivo, mas para darmos uma maior dimensão ao nosso futebol (uma dimensão que evite, por exemplo, tão amargos minutos de sofrimento frente a um Sevilha) é preciso algo mais.

Obviamente que não se lhe pedem golos e assistências numa dimensão semelhante à dos médios do Barcelona. Todavia, algo próximo do rendimento (quando frequentemente utilizado, note-se) de um...Rúben Micael, já não seria mau.
Mas, esperem lá, não temos nós precisamente o madeirense à disposição?
Talvez tenha chegado o tempo de lhe devolver a titularidade.

Rúben Micael, porventura, garantirá uma menor circulação de bola, mas alguém duvidará que ficaremos a ganhar em coisas tão concretas como golos e assistências?
Até para se evitar cansaços desnecessários àquele que, um dia, veio de Lisboa para ser campeão.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Azar ou algo mais complicado?

«Cristian Rodríguez continua a ser perseguido pelo azar. Ontem, na noite em que fazia a sua estreia a titular neste campeonato, o extremo não conseguiu concluir o encontro em campo. Ainda antes da hora de jogo, sentou-se no relvado, em frente ao banco do FC Porto, e de lá não mais saiu. Depois de assistido, e com as lágrimas nos olhos, o internacional uruguaio teve de abandonar o terreno de jogo. Resultado: uma mialgia de esforço na coxa esquerda.»
in record.pt, 07/12/2010


Desde que em Junho de 2009 se lesionou ao serviço da selecção uruguaia, Cristian Rodríguez tem tido sucessivas lesões musculares. A época passada foram quatro ou cinco e esta época a coisa ameaça ir pelo mesmo caminho.

O mesmo se passa com Varela, também ele propenso a problemas físicos, que esta época já o levaram a ser duas vezes dispensado da Selecção e agora o afastaram do jogo contra o Vitória de Setúbal. Pelos vistos, nem o facto do André Villas-Boas gerir com pinças a utilização do “Drogba da Caparica”, substituindo-o quase sempre por volta dos 60-70 minutos, impede que as lesões musculares se manifestem.

O FC Porto é um clube altamente profissionalizado e, quer em termos de acompanhamento médico, quer de condições para uma correcta preparação física, estou certo que nada falta aos jogadores. Por isso, e mesmo não sabendo qual é a explicação, penso que é simplista classificar como azar os sucessivos problemas que têm afectado Rodriguez e Varela. Haverá, concerteza, outra explicação.

P.S. O que seria se o campeonato português fosse mais intenso, tivesse mais jornadas e o FC Porto jogasse de três em três dias, tendo de recorrer aos seus melhores jogadores?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estrelas apenas nos salários


«Rodríguez não é um dos jogadores portistas com rendimento mais destacado na era Villas-Boas, mas notícias vindas de Espanha através da “Marca” dão-lhe créditos no mercado e referem que Quique Flores pensa no uruguaio para o reforço do At. Madrid na próxima temporada.
O Cebola tem saída e o FC Porto não coloca grandes entraves a possíveis negociações do extremo contratado há dois anos. É que Rodríguez foi um investimento avultado (7 milhões de euros por 70 por cento do passe) e é também um dos atletas mais bem pagos do plantel.
Aos 25 anos, e sem conseguir superiorizar-se à forte concorrência de Hulk e Varela, não tem o rótulo de inegociável e pode ver o ciclo na Invicta chegar ao fim em junho. É que o esquerdino tem contrato até 2012 e não há notícias de negociações com vista à revisão do vínculo, o que pode resultar numa abertura ainda maior da SAD a eventuais propostas.»
Jornal Record, 20/11/2010

«A abertura da SAD para a cedência de James, conforme revelou o seu empresário, é mais um indício do regresso de Mariano González, que já está recuperado da lesão sofrida em março, mas que não compete por não ter sido inscrito na Liga, nem na UEFA.
Villas-Boas reservou para janeiro a reintegração competitiva do extremo, que será reforço para o que resta da temporada, mas que encerrará em junho o seu compromisso com os dragões. O internacional argentino é opção para a fase das decisões, mas não está no esboço do futuro.»
Jornal Record, 20/11/2010

Ainda que publicadas num popular pasquim da Capital, não significa que ambas as notícias aqui transcritas não tenham um fundo de verdade. Basta recordar que nas páginas de O Jogo, no último defeso, Cristian Rodriguez constava no lote dos atletas transferíveis.

Na verdade, o Uruguaio mesmo tendo sido das “bicadas” mais estrondosas ao clube do capoeiro nos últimos tempos, tem-se revelado muito aquém das expectativas que se criaram em seu redor. Desde a sua chegada, o Cebola tem baixado o seu nível exibicional – que só foi de excelência no primeiro terço da 1ª época de azul e branco – perturbado, também, pelas constantes lesões musculares.

O montante investido na sua aquisição e o alto valor salarial, que já foi matéria de conflitos internos (vide caso Lisandro), não correspondem ao seu rendimento desportivo, que de titular indiscutível, não passa actualmente de um elemento de 2ª linha.


Mariano limita-se seguir a mesma linha de avaliação de Rodriguez; Jogador que gerou esperanças, mas que tem ficado muito longe da performance expectável. As semelhanças no percurso dos 2 atletas no FC Porto coincide quer ao nível dos problemas físicos e lesões, quer na vertente financeira.

Um fardo demasiado pesado para uma SAD deficitária e com necessidades prementes de estabelecer prioridades bem definidas nos seus investimentos. E, na conjuntura actual, todo o dinheiro dispendido com Rodriguez e Mariano é “chorado”, bem “choradinho”, isto quando continuamos a aguardar impacientemente por uma renovação de contrato com Falcao, só para citar um exemplo.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não deu para descansar



Falcao arranca penalty e finalmente não o falha. Vantagem parecia tornar-se decisiva até ao momento em que Rodriguez perde a calma, algo que já se está a tornar um hábito.
Besiktas passa a dominar o jogo, marca um golão e falha mais 2 ou 3 feitos.
Quase no final, mais uma decisão arbitral controversa e Micael vê-lhe negado (sobre a linha?) o possível golo da vitória.
Pelo meio, demasiadas falhas defensivas que fazem renascer receios antigos e um meio-campo que não carburou como vinha sendo habitual. O Besiktas também nunca colaborou e acabou por ser o teste mais difícil desta época no Dragão.
Apuramento no bolso mas um empate que tem que se considerar justo.

Jogo muito vivo. Se calhar vivo em demasia para os nossos íntimos desejos de algum descanso pré-clássico.
Os turcos deram sempre água pela barba e jogaram no campo todo, sempre muito fortes no um-para-um.
Podia o golo cair para qualquer dos lados, quando Falcao tirou da algibeira um penalty que compensa aquele outro - roubado - no jogo de Istambul.
Grande expectativa sobre se o enguiço seria desta vez quebrado. Dito e feito: o próprio colombiano assume a responsabilidade e finalmente o FCP volta a saber marcar do disco.

A segunda parte ainda ia nos seus inícios e o Besiktas jamais dava descanso.
O difícil torna-se ainda mais complicado quando Rodriguez, já amarelado, cai infantilmente na ratoeira dos turcos e é expulso após uns "chega-para-lá" mais emotivos que o habitual.
O uruguaio parece continuar sem perceber por que razão não esteve no último Mundial e levanta ainda mais dúvidas sobre o seu futuro no nosso clube.

De súbito, os turcos colocam ainda maior pressão e com um golão, de fora da área, empatam a partida. Ainda teriam mais oportunidades flagrantes e nas bancadas e no banco de suplentes começa a germinar a ideia que o empate até que nem seria assim tão má ideia.

E nem mesmo a expulsão do jogador do Besiktas, fez alterar muito estes pensamentos.
Porém, e de modo algo surpreendente, a dada altura os turcos começam a quebrar e parecem também dar-se por satisfeitos.

Estavam as coisas nisto quando uma excelente jogada de combinação deixa Micael na cara do guarda-redes contrário. Chapéuzinho perfeito e...golo! Golo? Afinal não. Um dos inúmeros árbitros (6 no total!) considerou que um turco ainda terá conseguido evitar que a bola cruzasse completamente a linha. Dúvidas. Muitas dúvidas.

Foi um partida em que ninguém esteve em particular evidência. Pelo contrário, até mesmo Álvaro Pereira deixou muitas interrogações no ar tais as crateras que se abriram no seu lado. Também o meio-campo, povoado com quase tantos elementos quanto o número actual de árbitros num jogo de futebol, nunca conseguiu verdadeiramente segurar estes turcos vivaços e raçudos.

Dois dias para reflectirmos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Falemos de futebol

Apesar do prometedor início de época, convém reflectirmos um pouco sobre os pontos menos bons de molde a minorarmos possíveis amarguras futuras. Qualquer equipa, seja ela qual for, tem sempre margem para melhorar, mesmo quando muita coisa parece já bem feita.

Começando pela baliza, mesmo mal batido aqui e ali (e o mais evidente terá sido o primeiro golo do Braga no Dragão), Hélton continua a ser digno da confiança da esmagadora maioria dos adeptos. Não será por aqui que não reconquistaremos o título. Porém, é mesmo verdade que ter um guarda-redes como capitão de equipa pode trazer os seus riscos, nomeadamente quando este necessita de se afastar vários metros da sua baliza para dialogar com os árbitros. Cuidado com este aspecto.

A defesa é o sector em que mais interrogações se levantam. Ainda com um genuíno sentimento de orfandade em relação a Bruno Alves, convém não nos deixarmos enganar pelo (ainda) escasso número de golos consentidos. As falhas foram já bem visíveis em diversas partidas, esperando apenas por confrontos com adversários mais complicados para eventualmente se traduzirem em pontos desperdiçados.
Maicon está ainda uns furos abaixo de Rolando, sendo que mesmo este último continua longe de dar garantias plenas para poder ser considerado um indispensável naquela defesa.

Muitas esperanças estão depositadas em Otamendi mas ainda é demasiado cedo para uma verdadeira avaliação deste. Deverá, ainda assim, ser atribuída a titularidade ao argentino? Desta vez, e por excepção, seria mesmo necessário observar os treinos para poder dar uma resposta minimamente honesta, tal o pouco tempo de jogo do atleta com as nossas cores. Confiemos pois em Villas-Boas, que já acumulou crédito suficiente para que acreditemos que fará mesmo alinhar a melhor dupla disponível, sem olhar a nomes.

E agora, o tema da moda: Fucile ou Sapunaru?
Apetecia responder que, neste momento, nem um nem outro... mas o mercado só reabre em Janeiro.
Fucile é um jogador de garra e esforço, o que é louvável e raro. Obviamente que nunca foi, nem será, um fora-de-série e tem ainda o handicap da altura mas era alguém que dava gosto ver pela forma com se entregava ao jogo, mesmo com alguns erros aqui e acolá. Temo é que o sucesso do Mundial e a perspectiva de uma eventual transferência milionária lhe tenha feito mal. A rever.
Já Sapunaru continua o que sempre foi: um atleta cujas mais-valias não são suficientes para ser titular numa equipa tão ambiciosa como a nossa.

Chegados ao meio-campo, é evidente que a troca de Meireles por Moutinho nos foi benéfica. Finalmente a bola rola mais no nosso pé do que no do adversário. Porém, daí até consagrarmos o antigo capitão de Alvalade como um grandíssimo jogador, ainda vai uma certa distância. É um jogador útil e regular, porém deve melhorar no aspecto do remate, arriscando mais, e também no do último-passe que tem sido, ainda, coisa rara. Titular sim, mas não por uma qualquer obrigatoriedade apenas por ter vindo de um rival lisboeta.

Chegamos assim, à maior questão de momento: Belluschi ou Micael?


Todos nós desejamos muito que o argentino engrene definitivamente de uma vez por todas, e o seu início de época parecia promissor nesse campo. Contudo, com o avolumar das partidas, voltamos a ter o "velho" Belluschi: boa visão de jogo mas demasiado tempo alheado da partida. Será apenas feitio ou pura incapacidade daquele físico de render mais? Como está, infelizmente não chega. Convém também que deixe de acertar tantas vezes na trave. Há que exercitar o remate mais e mais. A qualidade está lá, requer é mais trabalho.

Micael: mesmo que a qualidade do passe não esteja ainda calibrada, após uma ausência demasiado longa, trata-se de um jogador em que vale a pena continuar a apostar. Nomeadamente porque, em termos de golos e assistências, ainda acaba por ser o nosso médio de maior rendimento.

Por último, o ataque: Varela parece oscilar demasiado entre o muito bom e noites em que pouca coisa resulta. Necessita de um rendimento mais homogéneo para que se confirme definitivamente com um bom jogador.


Já o sub-rendimento de Cristian Rodriguez, seu mais óbvio substituto, parece ser algo mais complexo do que apenas uma debilidade física que origina lesões em série. O seu elevado vencimento e as grandes expectativas que sempre origina, exigem que este seja o ano em que faça definitivamente a diferença.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Uma boa dor de cabeça

Na época passada o meu extremo preferido era Varela, e o que vi (todos vimos...) neste último sábado só veio reforçar essa opinião.

Isto porque Varela me parece ser um jogador bastante completo: é bastante maduro (tendo uma noção muito boa de quando deve tentar a iniciativa individual, quando deve passar a bola, e quando deve fazer um compasso de espera), tem bastante técnica, sabe rematar bem e tacticamente é muito competente (colaborando nas manobras defensivas com inteligência). Finalmente, é também um jogador veloz e joga muito bem com os dois pés (melhor do que os restantes extremos).


Olhando para as opções à disposição do treinador para as alas ofensivas jogando em 4-3-3, verifico que será aqui que o treinador terá mais dores de cabeça em escolher pelas boas razões (i.e. a qualidade e quantidade ao seu dispor). Para além de Varela tem ainda muita qualidade em C. Rodriguez e Hulk, mais um jogador que promete (Ukra) e outro que, a julgar pelos muitos milhões que custou, deve ser mesmo bom jogador (pessoalmente desconhecia-o até há 1 mês) - James.


Excluindo James destas contas (para já tenho muitos poucos dados), a minha preferência para acompanhar Falcão lá na frente (estando todos os jogadores em boa forma física) vai para Cristian Rodriguez do lado esquerdo e Varela do lado direito.


Penso que Hulk é um bom jogador; mas - acima de tudo - é muito menos maduro do que qualquer um destes dois, apesar de ter a mesma idade ou quase (24 anos, tantos como "Cebola" e contra 25 de Varela). Além disso não demonstra tanta competência táctica, e para acabar acho que tem também menos técnica do que eles.


Tem no entanto as vantagens do pontapé-canhão e da maior explosividade física (principalmente quando tem espaço e está em boa forma), mas no cômputo geral penso que as vantagens são menos importantes do que as desvantagens, até porque a maioria dos nossos adversários joga muito "fechada". É um bom jogador para eventualmente saltar do banco ou para substituir um dos outros dois caso não estejam disponíveis ou em forma - ou até mesmo eventualmente para jogar em 4-4-2 ao lado de Falcão - mas ou dá um "salto" qualitativo (e aos 24 anos e após 2 épocas a jogar num FCP já era altura...) ou então corre um um sério risco de ser relevado para 2o plano neste FCP.


Quanto a C. Rodriguez, tem para além da maturidade (há quem diga "inteligência"), técnica e competência táctica, um bom jogo de cabeça - tudo vantagens sobre Hulk (e a última também sobre Varela). Fica apenas a perder, perante tanto Varela como Hulk, na velocidade (dava jeito que perdesse alguns quilitos...) e em alguma maior acutilância no 1 para 1.



Ukra parece-me uma boa opção para o banco e gostava de ver-lhe serem dadas oportunidades para continuar a evoluir, mas para já parece-me inferior a estes 3 jogadores até prova em contrário. O problema principal dele é que a concorrência é de peso, muito mais do que defeitos pessoais.


Falta apenas falar de James. Como disse, para já conheço-o muitíssimo mal (embora o que tenha visto não tenha dado a impressão de estar na presença de um predestinado ou um génio: o que significa apenas que para já não vejo razões óbvias para que considere que merece tirar a titularidade a um dos outros jogadores de que falei. Para já...). Mas por alguma razão terá custado mais de 5 milhões por 75% do passe (o que chega para entrar no top10 das contratações mais caras de sempre), logo terá certamente alguma qualidade; se suficiente para jogar regularmente, é o que falta ver porque a concorrência é muito forte.


Pessoalmente é a contratação que à partida menos compreendo (bem, para além de Pawel. e eventualmente de Moutinho se Meireles não for vendido) devido à qualidade e quantidade de que já dispunhamos para a posição. Não fariam os muitos milhões mais falta em outras posições que estão menos bem servidas e/ou em ajudar a segurar alguns titulares mais tempo no FCP (alô Fucile?), tendo em conta que temos uma situação financeira bastante apertada?


Aliás, até mesmo financeiramente não me esqueço de que Hulk e Cebola também custaram bastantes milhões e deviam ser para valorizar ou ao menos retirar forte rendimento em campo (para além de estarmos a cortar drasticamente as oportunidades de Ukra poder evoluir e afirmar-se, ele que já hoje é um jogador com qualidade q.b. para estar no FCP, o que não é para todos).


Dizia eu que faltava falar apenas de James? Não, falta também falar de Mariano, que em princípio estará disponível para a 2a metade da época. Bem... quer-me parecer que com as opções de que hoje dispomos (e do treinador que temos), dificilmente algum dia ele voltará a jogar outra vez pelo FCP (pelo menos de forma minimamente regular).

domingo, 14 de março de 2010

Com esta Capela ganha-se com coração


Coisa rara deste FC Porto em Coimbra. Reviravolta no resultado, conseguido muito à custa do coração. O juízo e discernimento nem sempre acompanhou os jogadores azuis brancos. Porem a equipa soube caminhar por entre o “braseiro” que está mergulhada, e soube, também, contornar os mandamentos de uma Capela pouco católica, que de forma sibilina nos tentou enterrar. Nada de novo, portanto.

Com o meio campo reestruturado, onde Meireles se colocou no vértice mais recuado, ficando Belluschi e Micael a fazerem dupla mais adiante, o Porto conseguiu de quando em vez acercar-se da área da Briosa, mas nem sempre fê-lo com velocidade de execução necessária para criar os desequilíbrios. Os academistas fechavam bem os espaços, e têm uma dupla de centrais forte, em especial no jogo aéreo, que prejudicou o jogo cruzado tentando servir Falcao. Pelo meio, saíam em ataque rápido e, em caso de perda de bola, atiravam-se para chão, perdendo tempo com a complacência do pavão Capela.


Num dos pífios ataques da Académica, a bola sai cruzada na área portista e dá-se um singular roubo de Capela. Penalty que só aquele pimpão de apito na boca viu. Valeu ao Dragão um golpe de fortuna dos Deuses lá do alto. Passados apenas 3 minutos, os homens de Jesualdo chegam ao empate a partir de um lance de bola parada. Orlando desviou e Bruno Alves agradeceu.

No 2º tempo o encontro seguiu a linha dos primeiros 45 minutos. Maior ascendente do FC Porto, mas ritmo a seguir a lume brando. O despique parecia não sair da cepa torta. Olhando para o seu banco, Jesualdo Ferreira, pouco podia escolher para tentar inverter a tendência do encontro. Lançou Mariano, mas perdeu-o para os próximos tempos. A lista de opções ofensivas vai-se esfumando a cada jogo. Da parte dos elementos comandados por Vilas Boas, atirar para o chão estava na ordem do dia.



Condenada que parecia a partida a uma igualdade, mesmo tentando o conjunto portista melhor sorte, sem grande engenho, diga-se, valeu uma recuperação de bola de Varela a meio campo, servindo primorosamente Rodriguez que fuzilou Rui Nereu. A reviravolta no resultado deu-se, e foi tempo de todos nós respirarmos um pouco mais fundo. Nos descontos Falcao desperdiçou ainda a oportunidade de se esgueirar mais à frente na lista dos melhores marcadores, desperdiçando um penalty “sacado” à moda de João Vieira Pinto.

Fotos: Agência Lusa

sábado, 19 de dezembro de 2009

Qual o onze para a Luz?

Deixando um pouco de lado os Lucílios (de quem se espera um pingo de dignidade humana) e o facto, lamentável, de Pinto da Costa deixar que os seus ódios de estimação atropelem tudo o que sempre defendeu na vida, olhemos um pouco para aquilo que Jesualdo vai fazer neste Domingo.

Não havendo qualquer dúvida, quer na baliza (agora está um bocado caladinho, Miguel Sousa Tavares...), quer no quarteto defensivo (Rolando, e o seu futebol feito de silêncios, continua a errar, aqui e ali, mas não teria lógica uma hipotética aposta em Maicon nos próximos tempos), restam porém muitas dúvidas no meio-campo e na linha da frente.

Estou tentado a acreditar que Jesualdo apostará em Guarín, para acompanhar Fernando e Meireles.
Fora-de-casa, os mais atentos repararão que Jesualdo tenta evitar a simultaneidade, no terreno de jogo, entre o Belluschi e...Hulk.
Conhecendo nós bem o nosso técnico, um raciocínio básico será que Jesualdo teme colocar em campo dois jogadores que ele julga não defenderem (curiosamente, o nosso adversário de Domingo apresenta, no seu "11" base, um rol de jogadores nestas condições).




Guarín tem entrado bem nas últimas partidas, e será muito provavelmente o titular escolhido, mas também é certo que, jogar desde o início, e logo num jogo com estas características, não é necessariamente a mesma coisa que entrar a meio.
Contudo, o que pesará mais será mesmo o facto de Hulk jogar (com esta defesa actual do slb, não podemos sequer colocar outra hipótese...).
Jesualdo surpreender-se-ia, até a si mesmo, se apostasse em Belluschi em detrimento do médio colombiano.
A outra hipótese, será a entrada de Mariano. Aquela preocupação de lhe "oferecer" uns minutinhos no último FCP-Setúbal, pode não augurar nada de bom...
Ainda resta Valeri, mas parece que muitos terão tirado conclusões rápidas de apenas uma única partida a titular...

Na frente, muito falam que Falcao poderá ser sacrificado para dar lugar a um tridente Rodriguez-Hulk-Varela. Dizem que é um trio que se adaptará melhor a um adversário destes...



Creio, porém, que tal apresentaria dois aspectos menos positivos: em primeiro lugar, o uruguaio está muito longe daquilo que produziu algures na época passada e, para além disso, a experiência já antes tentada, de colocar o internacional brasileiro sozinho na frente, além de parecer contranatura, não produziu resultados brilhantes.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cebola amarga e ingrata

Nos últimos 15 dias vivi momentos muito complicados. Não queriam [FC Porto] deixar-me viajar e defender a selecção, pelo que foi preciso lutar bastante em Portugal para vir. E ter vindo jogar e não ganhar, é complicado

Estas declarações foram publicadas pelo jornal uruguaio ‘Ultimas Noticias’, e terão sido proferidas por Rodriguez à saída do Estádio Nacional Montevideo, após o último Uruguai – Argentina (no qual Rodriguez foi suplente, entrou aos 71 minutos e foi expulso já depois do apito final por agressão ao argentino Heinze).

Vale a pena recordar que o Rodriguez falhou toda a pré-temporada (jogou apenas meia dúzia de minutos), por estar a recuperar de uma lesão num joelho sofrida ao serviço da sua selecção. Precisamente por isso, a sua participação neste início de época foi mínima em termos quantitativos e muito longe da qualidade exigida em termos qualitativos. Entretanto, voltou a lesionar-se (ligamento lateral interno do joelho esquerdo), o que o impediu de defrontar Sporting, Atlético Madrid e Olhanense.

Perante este historial, e estando o jogador a ser tratado pelo departamento médico do FC Porto, para recuperar a 100% das lesões que o impediram de dar um contributo válido nos primeiros 10 jogos oficiais dos azuis-e-brancos, seria lógico e de bom senso que o próprio jogador explicasse ao seleccionador do Uruguai que não estava em condições para esta dupla jornada das selecções.
Lamentavelmente, não foi isso que aconteceu e, lendo as declarações do Rodriguez, fica claro que o internacional uruguaio está-se a marimbar para o clube que lhe paga um ordenado chorudo. Já pela selecção celeste ele está disposto a tudo, inclusive a jogar em deficientes condições físicas, e se isso tiver consequências o clube que se lixe.

Pois muito bem, da minha parte só espero que a Administração da SAD não se esqueça deste comportamento e, mal receba uma proposta que cubra o investimento feito no passe, despache rapidamente esta “cebola amarga”.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Mudar...


Temo que Jesualdo acredite, convictamente, que o seu sistema de “transições rápidas” tenha mesmo sido o grande “segredo” do expressivo número de vitórias fora-de-portas, e consequente êxito global, obtido nas últimas temporadas (em especial na que agora terminou).

Tenho, para mim, que aquele mesmíssimo sistema táctico, com aquele mesmíssimo meio-campo (trinco-Meireles-Lucho), jamais teria obtido tão bons resultados se, na linha da frente, não tivéssemos contado com jogadores de categoria verdadeiramente superior como Quaresma (nas duas primeira épocas), Lisandro (em todas elas) e Hulk (na derradeira).

Eram estes quem, verdadeiramente, fazia a diferença. E apenas um só não chegava, para a coisa resultar em pleno tinham que estar dois deles, simultaneamente, em campo.

Com a saída (esta sim “dramática”) de Lisandro, algo terá que, obrigatoriamente, mudar naquele “clássico” esquema táctico (e plano único assumido) de Jesualdo. Sem ele, este 4-3-3 que tantas vitórias forasteiras nos deu, parece esgotado.

Receio é que o professor, crente incondicional no seu sistema (vencedor) dos últimos 3 anos, seja tentado a não dar o braço a torcer e queira mesmo fazer omeletas sem ovos, mantendo o “desenho” como até aqui. Pelo menos na parte inicial da nova época. Pelo menos até a realidade o fazer mudar de ideias.

Sem dúvida que o facto de termos sempre jogado, fora, com 3 médios que, inventem-se os nomes que se inventarem (de contenção, de transição, interiores, box-to-box), pouca vocação atacante possuíam, dava ao adversário a doce ilusão que seriam mesmo capazes de discutir o jogo-pelo-jogo, na sua própria casa, isto porque ali, mesmo à sua frente, viam o grande FCP, com uma estranha incapacidade de segurar a bola, até mesmo de “controlar” (no sentido clássico) a própria partida.
Ora, era esta tal ilusão que os liquidava, jogo após jogo, um após o outro. Apanhados em contra-pé, perdida a - fundamental - superioridade numérica junto da sua própria baliza, os nossos oponentes tombavam, mais cedo ou mais tarde, aos pés dos golpes rápidos, simples e práticos de um Lisandro ou Hulk.

É bem verdade que os nosso médios colocavam, de facto, a bola, o mais rapidamente possível, nos pés dos nossos avançados, mas era mesmo a arte, incomum, destes últimos quem verdadeiramente fazia a coisa funcionar na perfeição.

Fossem os nossos atacantes apenas “bonzitos” (como um Farias, como um Falcao?) jamais teríamos tido o sucesso que obtivemos. A bola até pode continuar a chegar “lá”, na mesma, nesta época que agora se inicia, mas sem a magia, o drible, a convicção, de um Lisandro ou Quaresma, a coisa dificilmente funcionará.

Muita gente, pelo contrário, tem colocado a ênfase no trabalho do meio-campo. Porém, mesmo a ser verdadeira esta discutível ideia (convenhamos que sempre foi mais fácil roubar a bola ao adversário e pô-la ao dispor do colega da frente do que marcar golos...), este tipo de médios que temos vindo a utilizar, coloca-nos problemas fatais e sem solução nos jogos em casa (por definição, 50% do total) onde, sem posse-de-bola, pouca meia-distância e nenhuma imaginação, raramente conseguimos criar grande número de chances, quanto mais batermos um Mancheter United, scp, slb ou mesmo um Braga).

Estar à espera de um qualquer erro do adversário, foi coisa que nunca resultou nos jogos mais complicados disputados no Dragão.

Jesualdo, deve pois adoptar um novo sistema de acordo com os (bons) jogadores que ainda restam, que no fundo são quem sempre dita qual a melhor forma de uma qualquer equipa se estender em campo.
Faltam alas para pontas-de-lança como Farias ou Falcao? Bem, foi o nosso treinador quem achou que Reyes não fazia falta. Tarik, idem. Candeias e Vieirinha também podiam ter tido uma chance. Ele lá saberá...

Para baralhar ainda mais estas contas todas, temos ainda que tentar entender quem é, afinal, o verdadeiro Cristian Rodriguez: se aquele que jogava pouco mas marcava muito, da primeira metade do último campeonato, se aquele que jogava mais e melhor mas que não acertava tantas vezes com o fundo da baliza, dos últimos meses.
Pode até ser que seja uma mescla dos dois ou mesmo nenhum deles...

Muita coisa ainda em aberto, pois. Muito cedo ainda para se aceitarem palpites. Mais do que há um ano atrás, agora sim é que virá mesmo, por aí, uma nova “era” no nosso clube.

Dentro do campo, entenda-se.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

SMS do dia - XV

Christian Rodriguez lalalala
Christian Rodriguez lalalala
Foderam-te o vidro
Foderam-te o carro
É disto que alguma malta gosta!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Andamos a dar tiros nos pés


"Não chegámos a acordo e, por isso, não há renovação. Não há mais conversa. Quando se pede por um jogador tanto quanto o FC Porto pede por Lisandro [cláusula de rescisão de 30 milhões de euros], tem que se lhe pagar o que ele vale. O FC Porto pode pedir o que quiser, mas o jogador tem o direito de exigir o aumento. Este caso não foi visto da mesma maneira que outros neste plantel"
Fernando Hidalgo (empresário de Lisandro), em declarações à Antena 1

"Tivemos uma reunião com o senhor Antero [Antero Henriques, director-geral da FCP SAD] e não chegamos a entendimento. O Lisandro considera, e eu também, que o seu contrato não está ao nível do valor que tem e aquilo que o FC Porto propõe agora muito menos. Há jogadores que produzem menos e auferem um ordenado muito superior ao dele."
Fernando Hidalgo, em declarações à TSF


Já tínhamos falado aqui neste assunto.

Durante anos, o FC Porto evitou criar desequilíbrios salariais entre os seus principais jogadores. Essa politica foi fundamental para evitar problemas e garantir uma coesão forte no balneário.
Contudo, a vontade de roubar Rodriguez ao SLB, parece que fez os administradores da SAD perderem a cabeça e esquecerem esta regra sagrada.
As consequências estão à vista.


O Lisandro tem contrato até Julho de 2011 e tem obrigação de o cumprir com o máximo de profissionalismo. Agora, não lhe peçam para andar contente quando vê um "cristão novo", ainda por cima de valor inferior ao dele, vir ganhar muito mais.