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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Invasão Portista a Guimarães

Adeptos portistas "invadem" Guimarães (Fotos da Curva)

«O Estádio D. Afonso Henriques registou a melhor assistência da época, com 27212 espectadores, ou seja, perto da lotação máxima. Desta forma, foi batida a afluência do jogo com o Benfica, presenciado por 26985 adeptos. A partida com o Sporting teve uma lotação de 23104. Os portistas encheram o topo norte, com cerca de cinco mil adeptos entre a bancada inferior e superior.»
in O JOGO, 12-02-2017


Durante anos, ouvi dizer que o Minho era vermelho.

E existe o mito, criado pela máquina de propaganda benfiquista, de que por esse país fora os estádios só enchem quando lá se desloca o SLB.

Pois parece que não é bem assim…

sábado, 25 de abril de 2015

Um jogo de Champions

Bilhetes para os adeptos da equipa visitante
Na passada terça-feira, o FC Porto anunciou que os bilhetes para o SL Benfica x FC Porto (Liga NOS, 30ª Jornada), seriam colocados à venda no dia seguinte (dia 22 de Abril), na bilheteira nascente do Estádio do Dragão, em exclusivo para detentores de Lugar anual, mediante a apresentação do respectivo cartão de sócio.
Os ingressos, ao "módico" valor de 25 euros cada, esgotaram em poucas horas.


Lotação esgotada
Na passada quarta-feira, foram colocados à venda, na bilheteira do Estádio da Luz, os últimos 500 ingressos disponíveis.
Pouco tempo depois, o SL Benfica anunciou que já não havia bilhetes para o clássico do próximo domingo.


Receitas directas e indirectas
De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), o SL Benfica x FC Porto vai gerar um volume de receitas de 23 milhões de euros.
Dos valores apurados, “três milhões resultam de receitas diretas, como bilheteira, transmissão televisiva, negócios de segurança, vigilância, hospitalidade, ações promocionais e restauração no estádio”, explicou Daniel Sá, diretor do IPAM Porto.
No que se refere às receitas indiretas, nas quais são contabilizados aspectos como deslocações ao estádio, consumos em casa e na restauração, apostas e publicidade, o estudo prevê que sejam geradas receitas de “20 milhões de euros, que representam 87% do impacto global”.
O estudo de impacto económico feito pelo IPAM, refere que as receitas indiretas “ultrapassam em muito o que é habitual no futebol português”.


Transmissão televisiva e subscritores
De acordo com uma notícia do Record, «o encontro entre o Benfica e o FC Porto, no domingo, às 17 horas, vai poder ser visto em 135 países, através da transmissão do clássico».
Mais. Ao que Record apurou junto do SL Benfica, «o número de assinaturas tem subido nos últimos dias, uma situação considerada normal pelos encarnados e que já havia acontecido na temporada passada, antes de encontros importantes».


O jogo é para o “pobre” campeonato português que, como todos sabemos, tem imensos jogos “interessantíssimos”... com menos de 1000 espectadores!

Mas estes clássicos, entre os “grandes” de Portugal e, particularmente, entre os maiores clubes do Porto e de Lisboa, são jogos com uma atractividade especial e que despertam um interesse muitíssimo acima do normal.


E isso reflecte-se em tudo.
- Na lotação dos estádios esgotada (sem ser necessário fazer campanhas de promoção ou mesmo oferecer bilhetes);
- Num maior incentivo à compra de lugares anuais por parte dos associados;
- Em valores recorde da receita de bilheteira;
- Em publicidade e patrocínios específicos que os clubes angariam para estes jogos;
- No aumento do número de subscritores do canal que transmite o jogo (as subscrições são válidas por um mês);
- No número de países para onde o jogo é transmitido (em directo ou diferido);
- No aumento significativo da audiência televisiva (em Portugal e no estrangeiro);
- No número de jornalistas (incluindo alguns estrangeiros) creditados para cobrir o jogo;
- Etc.

Não sendo um jogo dos quartos-de-final da UEFA Champions League é o jogo entre dois clubes portugueses que, em termos de visibilidade (cobertura mediática) e receitas, mais se aproxima de um jogo da Champions.

No interesse dos adeptos e dos clubes, precisávamos de mais jogos destes, ou parecidos com estes, entre equipas portuguesas.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

A grandeza e globalização da Champions

Há uns dias atrás, num artigo sobre o prestígio, fama e os muitos milhões proporcionados pela Liga dos Campeões, escrevi o seguinte:
A Liga dos Campeões não se resume, “apenas”, aos milhões que distribui pelos clubes participantes. A UEFA Champions League é muito mais do que isso.

O JOGO, 15-04-2015
E, de facto, basta olhar para alguns dos números do último FC Porto x Bayern, para perceber o impacto e a notoriedade mundial que daí decorre.


300 jornalistas – No Estádio do Dragão, estiveram presentes mais de 300 jornalistas de quase 20 países, entre os quais Itália, Japão, Suécia, França, Espanha, Inglaterra, Irlanda, EUA, Suíça, Áustria, México, Holanda, África do Sul e Alemanha.

Audiência e share – O FC Porto x Bayern foi transmitido para dezenas de países (List of UEFA Champions League broadcasters). A transmissão da TVI, para Portugal, registou 49,3% de share e 2,35 milhões de pessoas de audiência média, sendo o jogo da Liga dos Campeões 2014/2015 mais visto, entre todos os que já foram transmitidos pela TVI neste ano.

“Tubarões” europeus – Para além de portugueses e alemães, estiveram creditados, para assistir ao FC Porto x Bayern, “olheiros” de clubes de todos os principais países/mercados futebolísticos, nomeadamente: Chelsea, Everton, Manchester City, Manchester United, Tottenham, Atlético Madrid, Real Madrid, PSG, Juventus e Nápoles.

50.092 espectadores – Lotação esgotada e melhor assistência da época no Estádio do Dragão. Os mais de 50 mil bilhetes vendidos para este jogo (tal como nos oitavos-de-final, os detentores de lugares anuais tiveram de comprar um bilhete especifico para este jogo), representaram uma receita bruta superior a 1 milhão de euros, fazendo deste desafio o jogo com maior receita de bilheteira entre todos os jogos disputados em Portugal nesta época.

3000 alemães – Mais de três milhares de alemães deslocaram-se ao Porto para assistir à 1ª mão dos quartos-de-final da Liga dos Campeões.
Quanto é que isso representou para a economia da cidade do Porto e da região envolvente?




Há um mês atrás, no âmbito de uma reportagem que fez para a beIN SPORTS Mena, Youssef Chippo afirmou que o FC Porto era le club portugais plus connu en Afrique. Eu não tenho qualquer dúvida sobre este facto.
E não é só em África e no Médio Oriente. É em todo o Mundo. Basta pensar em qual é o clube português que, desde o seu início, teve (de longe) mais exposição na UEFA Champions League, a maior “montra” do futebol mundial.


P.S. Ontem à noite, ao fazer um zapping, passei por um programa de debate na BOLA TV onde, entre outros, estavam Diamantino (ex-jogador do SLB) e Henrique Calisto (ex-treinador). Enquanto Henrique Calisto deu conta do enorme interesse que a Liga dos Campeões tem no extremo Oriente (foi treinador vários anos no Vietname), Diamantino afirmou e repetiu que, em termos de notoriedade internacional, a vitória do FC Porto sobre o Bayern tinha muito mais impacto do que uma eventual vitória do seu Benfica no campeonato nacional (haviam de ver a cara do José Manuel Delgado quando o Diamantino disse isto…).

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

23 mil num treino

23 mil adeptos no primeiro treino de 2015 (fonte: O JOGO)

23 mil adeptos num treino é algo notável, quer seja no Porto, em Lisboa ou noutro local qualquer.

Um clube que atrai mais de 20 mil adeptos a um mero treino tem, seguramente, um grande potencial.

A questão é: como tirar (melhor) partido deste potencial?

Por exemplo, como transpor este entusiasmo, esta paixão, esta adesão, para maiores assistências no Estádio do Dragão?

No início de um novo ano, este é um desafio que a estrutura dirigente do FC Porto tem de ganhar.

sábado, 13 de dezembro de 2014

1500 bilhetes… para sócios

O JOGO, 13-12-2014


A propósito disto

… a 48 horas do FC Porto x SL Benfica, ainda havia 1500 bilhetes disponíveis…

… mas só para sócios do Futebol Clube do Porto.

Por que razão, no dia do jogo, não é aberta a venda ao público em geral (adeptos portistas, adeptos benfiquistas e adeptos de outros clubes)?

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Adeptos de sofá

O seguinte artigo de opinião chegou-me por email (recuso-me terminantemente a visitar sequer o site deste pasquim). Apesar de ser escrito por uma lampiã, concordo com o ponto essencial (diga-se de passagem, como ponto totalmente acessório, que pelas imagens que vi até pensei que tivessem estado muito menos no galinheiro no jogo em questão):

'Grande parte do País padece de uma doença que desconhece. Clubite aguda. Doença essa que não pressupõe que o enfermo goste de futebol. Na verdade, bem antes pelo contrário.
A clubite aguda, um pouco como a doença bipolar, manifesta- se em estados de euforia e de depressão. Um dia está tudo bem, no outro é só trevas. Talvez estarei a exagerar (estou, claro, é uma coisa que gosto de fazer), mas na terça-feira tivemos um grande exemplo de clubite aguda no Estádio da Luz, manifestada na sua pior forma. Num jogo de Champions, frente a uma das boas equipas alemãs, apareceram 17 mil pessoas. O jogo não contava para nada? Era dia da semana? Estava frio? Sim, para tudo. Aliás, aquilo não era bem frio, era como se um icebergue estivesse a correr na minha direção. Mas não me parece que isso seja desculpa para tal debandada. 
Aqui está a prova que nós, portugueses, não gostamos de futebol. Gostamos de clubes e, normalmente, só gostamos deles quando ganham. As clareiras que na terça- -feira se viram nas bancadas do Estádio da Luz dão um ar muito pobre ao adepto português, ainda para mais numa competição transmitida a nível planetário. E o que terão pensado os adeptos alemães presentes, eles habituados a não haver sequer uma cadeirinha à vista a cada jornada da Bundesliga! Nem é preciso ir mais longe.O Borussia Dortmund vai passeando indigente pelos últimos lugares do campeonato. O estádio? 81mil pessoas, sempre. Para o bem e para o mal. Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da vida deles.' LÍDIA PARALTA GOMES Jornalista do diário ‘Rascord


Bem, a situação no nosso FCP (que é o que me interessa) não é tão diferente como isso da do slb ou do SCP: quando a coisa corre bem há grandes clareiras nas bancadas, e quando corre mal - o que é muito mais raro connosco, felizmente - é um autêntico deserto. 

A crise económica é usada frequentemente como desculpa para as fracas assistências. 

Ora, antes de mais, reparei que quem tem lugar anual (e é a maioria do estádio) nao tem desconto por não aparecer... mas temos muito jogos em q só para aí metade desses lugares anuais, ou pouco mais, é que estão ocupados (muitos deles por familiares ou amigos do dono do lugar). Logo por aí a bota não bate com a perdigota.

Em segundo lugar, com crise ou sem crise (basta olhar para as assistências de há 10 anos atrás, em que as assistências eram semelhantes), os estádios portugueses estão regra geral vazios ou meio-vazios (aliás, há 6 anos atrás já eu falava disso aqui no RP). O problema é portanto crónico, acima de tudo.

Em terceiro lugar, se é verdade que o poder de compra (mesmo sem crise) não é equiparável ao que se vê numa Alemanha, também é verdade que:

1) os bilhetes/lugares anuais em Portugal são muito mais baratos

2) o nosso estádio tem uma capacidade muito menor do que os 80mil do B. Dortmund, e por acaso até temos mais adeptos a menos de 30mins do estádio do que o B. Dortmund (e da esmagadora maioria dos «tubarões» europeus).

3) mesmo que muitos portistas não tenham condições financeiras para ir ao estádio (ainda mais hoje em dia), certamente pelo menos metade dos adeptos devem tê-la. Ora 50% que seja dos portistas no Grande Porto é equivalente a 10x a capacidade do Dragão. Repito: 10 VEZES.

Finalmente, vejo pessoal que também se desculpa com o tempo para não ir ao estádio; curiosamente não vejo ninguém com essa desculpa em países com um clima muito mais inclemente.

Haverá sem dúvida outros factores que servem de atenuante (como os horários, por exemplo; já no extremo oposto as condições de acesso por transporte público ou privado e estacionamento são do melhor que há no Mundo), mas concluo que os adeptos em Portugal fundamentalmente são mais «espectadores» que propriamente «adeptos». A experiência pessoal que tenho em Inglaterra e Alemanha (directa- ou indirectamente em conversas com os muitos amigos que lá tenho) só reforça essa percepcão.

PS - aparte: o que é indiscutível é que, até ao fim da época, TODOS os adeptos do slb vão ser meros espectadores de sofá no que à Europa diz respeito.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

De recorde em recorde…

Nas suas deslocações ao Porto, o SLB é uma equipa que, normalmente, faz com que os adeptos do FC Porto esgotem a lotação do Estádio do Dragão.

Assistências nos clássicos FC Porto x SL Benfica (fonte: O JOGO, 24-04-2014)

Conforme o gráfico anterior mostra, nos 10 clássicos realizados antes desta época no Estádio do Dragão, a pior lotação tinha sido em 2009/2010 – 44902 espectadores – num jogo que foi disputado na penúltima jornada do campeonato, com o FC Porto já afastado do título.

Mas esta época, que foi, globalmente, a pior dos 32 anos de presidência de Pinto da Costa, foram batidos diversos recordes negativos, dentro e fora dos relvados, e nem as recepções ao grande rival de Lisboa (os calimeros estão noutro patamar) serviram para evitar o “espetáculo” das cadeiras vazias.

Num comentário ao artigo ‘Divórcio com os adeptos’, escrevi o seguinte:
«Felizmente, os últimos dois jogos em casa são contra o SLB, o que, previsivelmente, irá garantir assistências acima dos 30 mil.»

Contudo, a realidade (números oficiais divulgados pelo FC Porto) foi ainda pior do que as minhas previsões, já de si contidas, e neste clássico estiveram apenas 26109 pessoas!!

Importa salientar que o recorde negativo de assistências em clássicos contra o SLB, já tinha sido batido esta época, no jogo para a Taça de Portugal (apenas 34499 espectadores), mas nem sequer chegar aos 30 mil é revelador do divórcio profundo que, durante esta época, foi sendo cavado entre o clube/equipa e os adeptos portistas.

Daqui a duas semanas vai realizar-se outro FC Porto x SL Benfica, o qual irá encerrar um campeonato e uma época de triste memória para os portistas (mas que deve ser lembrada por muitos anos, para evitar que se cometam os mesmos erros).
Para que no último clássico da época as bancadas se apresentassem compostas, talvez fosse boa ideia a FC Porto SAD colocar os bilhetes a preços convidativos…

terça-feira, 22 de abril de 2014

Divórcio com os adeptos

De acordo com os números divulgados pelo FC Porto, ontem estiveram 17509 pessoas a assistir ao FC Porto x Rio Ave. Mais 202 pessoas do que no FC Porto x Paços Ferreira da 18ª jornada, que continua a ser, oficialmente, a pior assistência em jogos do campeonato nacional desde que o Estádio do Dragão foi inaugurado (em 16 de Novembro de 2003).

Mas não é só no campeonato que esta época foram batidos os recordes negativos de assistências no Estádio do Dragão. O mesmo aconteceu na Liga dos Campeões – FC Porto x Áustria de Viena, com apenas 24809 espectadores – bem como o FC Porto x Estoril para a Taça de Portugal, cujos 10507 espectadores representam a pior assistência de sempre em todas as competições.

E tudo isto numa época em que existiram inúmeras iniciativas, promovidas pelo FC Porto e por alguns dos seus parceiros comerciais, com o objetivo de encher os 50 mil lugares do Estádio do Dragão.

O JOGO, 06-04-2014

Depois de uma época que se revelou horribilis, a próxima época está repleta de desafios para Pinto da Costa, Antero Henrique e restante administração da FC Porto SAD.
Na minha opinião, um dos principais desafios é recuperar do evidente divórcio existente entre os adeptos portistas e a equipa de futebol, de modo a que o Estádio do Dragão volte a ter, regularmente, assistências acima dos 30 mil espectadores (vale a pena lembrar que há apenas três anos atrás, na época 2010/2011, a média foi de 36987 espectadores).

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O Pesadelo Fonseca continua

Últimos 20 jogos FC Porto x Estoril para o campeonato (fonte: zerozero.pt)

No histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril, que foram disputados no Porto, o saldo, altamente favorável aos dragões, é de 16 vitórias, 5 empates e 1 derrota.
A derrota foi hoje.

Em termos de golos, a diferença entre as duas equipas, neste conjunto de 22 jogos, é abismal - 63 golos marcados e apenas 19 sofridos -, com o FC Porto a marcar golos em 20 dos 22 jogos.
Hoje voltou a ficar em branco.

A última derrota do FC Porto em casa para o campeonato tinha sido há 5 anos e quatro meses, no dia 25 de Outubro de 2008.

FC Porto x Leixões, época 2008/2009 (fonte: zerozero.pt)

Desde esse jogo, o FC Porto disputou 82 jogos em casa para o campeonato.
Hoje voltou a ser derrotado.

Esta época, em 20 jogos para o campeonato e 7 para as competições europeias, o saldo é de 14 vitórias, 6 empates e 7 derrotas! Ou seja, a percentagem de vitórias nas competições prioritárias é de apenas 52%.

À 20ª jornada, após 2/3 do campeonato, o FC Porto já perdeu 18 pontos (!), está a 2 pontos do 2º classificado e, potencialmente, a 7 pontos da liderança.

São estes os factos. São estes alguns dos números da desilusão portista.

É perfeitamente normal haver, entre os adeptos, opiniões diferentes sobre jogadores, treinadores, equipas, planteis, etc.

Também é normal que, pontualmente, se use como justificação para um mau resultado explicações do tipo “foi azar”, “a equipa jogou bem, mas foi infeliz”, “o resultado é uma injustiça tremenda”, “fomos penalizados por erros individuais”, ou outras desculpas do género.

Agora, justificar uma avalanche de maus resultados (já nem falo das exibições) e de recordes negativos recorrendo, sucessivamente, a este tipo de argumentos, só de quem não sabe, ou já se esqueceu, do que é ser portista.
Felizmente, a esmagadora maioria dos adeptos portistas tem outra cultura e o seu nível de exigência não se compadece com este tipo de desculpas.

E Paulo Fonseca, ao fim de quase 8 meses, já sabe o que é ser Porto?
Paulo Fonseca tem brio profissional? Eu acredito que sim e que ele, mais do que ninguém, gostaria de triunfar no FC Porto.
Mas, após os maus resultados, vai continuar com o mesmo discurso? Não tem vergonha na cara?

Senhor Presidente, todos sabemos que não se pode ganhar sempre, mas não lhe parece que, com este plantel, a equipa podia (devia!) jogar muito mais?

Até quando vai durar este pesadelo?


P.S. Da época passada para esta, o treinador do Estoril viu sair Steven Vitória, Jefferson, Carlos Eduardo e Licá. Já esta época, no período de transferências de Janeiro, ficou sem Luís Leal (que era o melhor marcador da equipa) e, para o jogo no Dragão, também não pôde contar com Gonçalo Santos e Sebá (devido a lesões). Só de pensar que houve, entre os adeptos portistas, quem usasse a saída de UM jogador - João Moutinho - como justificação para os maus desempenhos desta época…

P.S.2 Hoje, no Continente do Dolce Vita Porto, quem comprasse uma caixa de cervejas Super Bock de 33 cl, tinha direito a um bilhete para o FC Porto x Estoril. Não sei se foram vendidas muitas caixas mas, de acordo com o número oficial da assistência (25.807), estiveram cerca de 25 mil cadeiras vazias…

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O silêncio das cadeiras vazias

Nas horas e dias seguintes ao FC Porto x Austria Viena, a comunicação social fez eco dos assobios e, principalmente, dos lenços brancos dirigidos a Paulo Fonseca (algo semelhante ao que já tinha acontecido uns dias antes, no final do FC Porto x Nacional).

Lenços brancos no FC Porto x Austria Viena

Eu percebo que, para a comunicação social, acenar com lenços brancos ao treinador do FC Porto seja notícia. Contudo, mais do que o folclore dos lenços brancos (de que não sou grande apreciador), a mim o que me impressiona é o silêncio, cada vez mais ensurdecedor, que vem das dezenas de milhares de cadeiras vazias do Estádio do Dragão.

24809 espectadores, os números oficiais do FC Porto x Austria Viena, são a pior assistência de sempre no Estádio do Dragão em jogos para a Liga dos Campeões (o anterior recorde negativo era de 27603 espectadores, no FC Porto x Dinamo Zagreb da época passada).
Descontando os austríacos, as ofertas, os convites dos sponsors e os lugares anuais, quantos bilhetes terão sido realmente vendidos para este decisivo FC Porto x Austria Viena?
Pior. Quantos portistas, que investiram o seu (pouco) dinheiro em lugares anuais, preferiram ficar em casa?
E não estamos a falar de um jogo que seja uma excepção.
No jogo anterior, FC Porto x Nacional, estiveram apenas 26404 espectadores (números oficiais).

Eu sei que há a crise, mas nunca, como nesta época, houve tantas iniciativas, campanhas e promoções para levar mais gente aos jogos disputados no Estádio do Dragão.

A Administração da SAD deve tirar as suas ilações.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Objetivo: mais gente no Dragão


A estas iniciativas, juntam-se outras promovidas por alguns dos parceiros comerciais do FC Porto.


«O Cartão Visa FCP continua a proporcionar-lhe vantagens únicas.
Seja um dos Clientes a receber, durante toda a época 2013-2014, e por cada jogo realizado no Estádio do Dragão, um dos 20 bilhetes duplos para a bancada central.
Pague todas as compras com o seu Cartão Visa FCP. Realize o maior número de compras no mês de calendário anterior ao jogo e seja um dos premiados.»



«Se és MOCHE SUB 25 vem sentir o verdadeiro sabor de uma emoção clássica à pala, a única coisa que tens que fazer é enviar um sms para o 22200 com "MOCHE SETOR FILA LUGAR PREÇO".»


Ao contrário do jogo contra o Zenit, que teve pouco mais de 30 mil espectadores e parte significativa das bancadas com um aspecto desolador, o jogo do passado domingo, contra os calimeros, teve uma belissima assistência (48.108 espectadores).

A crise não ajuda, mas não é por falta de promoções e iniciativas, que esta época os jogos do FC Porto em casa não têm mais gente a assistir.

domingo, 13 de outubro de 2013

Iniciativas para encher o Dragão

O país, e particularmente a região Norte, está mergulhado numa crise profunda, mas os responsáveis do FC Porto parece terem dado ouvidos ao que muitos sócios e adeptos portistas vinham reclamando nos últimos anos e, desde o inicio desta época, têm sido inúmeras as iniciativas para levar mais gente aos jogos disputados no Estádio do Dragão.

Bilhete + Boleia

Simulação de Seguro - Bilhete

Bilhetes a 5 euros

Pack Zenit + Sporting

Se a equipa ajudar, isto é, se o nível exibicional melhorar e passar a durar mais de 30 minutos, penso que estão reunidas as condições para o Estádio do Dragão registar assistências na casa dos 40 mil espectadores.

Fonte: Imagens obtidas no Facebook do FC Porto

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Vamos encher o Dragão!

(fonte: www.facebook.com/FCPorto)

Recentemente, em dois artigos publicados no 'Reflexão Portista'...


... foi discutido o facto do Estádio do Dragão registar uma assistência média abaixo do desejável e da influência (negativa) que os custos de deslocação e os preços dos bilhetes têm nesse facto.

Pois bem, o clube parece que não está indiferente a esta situação e, a partir do primeiro jogo em casa desta época, arrancou com uma iniciativa louvável, a qual junta bilhete, deslocação e o apoio de uma das casas do FC Porto num só pacote.

«O FC Porto prepara-se para tornar o Dragão um palco de emoções acessível a todos: segue à boleia da tua paixão e vem da tua localidade até ao estádio, com a deslocação a ficar sob a responsabilidade do clube e o bilhete a teu cargo. Se és da área de S. João da Madeira, aproveita para vir assistir à partida contra o Marítimo, para a 2.ª jornada da Liga, comprando o teu bilhete por 9€.
Esta acção irá repetir-se durante a época em várias localidades, com vista a trazer adeptos de várias localidades ao Estádio do Dragão.»

A notícia completa pode ser lida no site oficial.

Espero que a esta iniciativa se juntem outras, que contribuam para estancar a diminuição das assistências e inverter uma tendência que foi notória durante a última época.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Arquibancada e Superior...

Na sequência de um artigo recente publicado no ‘Reflexão Portista’, o qual proporcionou uma acesa discussão sobre o preço dos bilhetes, há novidades acerca dos lugares anuais para a próxima época.

«As principais novidades desta temporada são uma descida do preço médio e do preço mais baixo do estádio (130 euros, incluindo fase de grupos da Champions) e uma simplificação e uniformização das bancadas.
Os diferentes espaços destinados ao público passam a ter novas denominações (...) sobressaem descontos especiais para o público jovem, senhoras e sócios da categoria Reformados
in website oficial do FC Porto (11-06-2013)

(Dragon Seats, Tabela de Preços para 2013/14)

No site oficial do clube é dito que o preço médio dos bilhetes baixou, bem como, o preço mais baixo do estádio, mas há várias comparações que podem ser feitas, levando ou não em conta os descontos que existiam (e aparentemente deixaram de existir) para quem fazia a renovação do seu lugar anual.

Deste modo, optei por alargar o período de comparação a uma altura em que ainda não se fazia sentir, de forma tão intensa, a restrição ao consumo interno e em que o IVA sobre o preço dos bilhetes era de 6%.

Assim, e em termos práticos, quem pretender adquirir um lugar anual no Estádio do Dragão, para assistir aos jogos do campeonato e das competições europeias (fase de grupos), se comparar com os preços de há três anos atrás (preços de 2010/11 versus 2013/14, para lugares novos)…

(Dragon Seats, Tabela de Preços de 2010/11)

… constata que:
- Box (1250 euros), o preço diminuiu 250 euros para, Box (1000 euros)
- Tribuna (750 euros), o preço diminuiu 150 euros para, Tribuna (600 euros)
- Bancada A (450 euros), o preço diminuiu 130 euros para, Central (320 euros)
- Bancada B (350 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Central (320 euros)
- Bancada C (275 euros), o preço diminuiu 100 euros para, Lateral (175 euros)
- Bancada F (300 euros), o preço diminuiu 30 euros para, Family Box (270 euros)
- Bancada D (225 euros), o preço diminuiu 70 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada E (170 euros), o preço diminuiu 15 euros para, Arquibancada (155 euros)
- Bancada G (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Superior (130 euros)
- Bancada H (150 euros), o preço diminuiu 20 euros para, Mobilidade Reduzida (130 euros)


Evidentemente, o facto mais relevante em termos de política de preços é a descida generalizada do preço dos lugares anuais que se verificou nos últimos três anos, isto apesar do IVA dos bilhetes dos jogos de futebol ter aumentado de 6% para 23%. Veremos se é suficiente para levar mais gente às bancadas do Dragão.
Contudo, não deixo de apreciar o simbolismo que é renomear as Bancadas D e E como “Arquibancada” e a Bancada G como “Superior”.
Quem não se lembra do “Tribunal”, na curva da Superior Sul do Estádio das Antas, bem como, do tempo em que não havia pipocas e a chuva entrava pelas costas abaixo (“já não chove, podem sentar...”).

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O Marketing na FC Porto, SAD

Por Nuno de Campos

Num negócio em défice e em tempo de crise, não sei como se pode escolher clientes e olhar a cor do dinheiro. O que pode comprometer seriamente o futuro do clube são as contas - encham o estádio de vermelhos a assobiar, desde que paguem bilhete, bebam cerveja e deixem gorjeta. Com assobios podemos nós bem.


Associar o declínio das receitas do Dragão ao treinador é igual a culpar árbitros por derrotas. Tal como definir o plantel e a equipa técnica, a estratégia de marketing, a venda de lugares anuais e de bilhetes, os contratos de concessão do estádio devem ser tratados antes da época começar. O departamento de marketing tem que fazer o seu trabalho e ser responsabilizado pelos resultados.

Independentemente da qualidade do jogo, num estádio cheio, o espectáculo é melhor e o cliente sai mais satisfeito e decidido a voltar. Estádio cheio gera um melhor espectáculo televisivo, faz o telespectador invejar quem esteve no estádio. Um estádio vazio, mesmo pela televisão, mesmo com 2 mil fanáticos num canto a gritar, cria um sentimento negativo.

Nos EUA, onde moro quase há 20 anos, os estádios das equipas com a dimensão e a tradição de FC Porto estão sempre cheios. Por exemplo, na zona de Boston, semelhante ao grande Porto em dimensão, os Boston Red Sox esgotaram o seu estádio (38.000 lugares) de 2003 a 2013, num total de 820 jogos. Com um rendimento per-capita muito superior ao do grande Porto os preços dos bilhetes mais baratos (aproximadamente $20 USD) são bastante inferiores aos praticados no Dragão.


O estádio está sempre cheio, os espectáculos são sempre animados, quer a equipa jogue bem ou mal. Com um estádio sempre cheio aumentam as receitas com publicidade e concessionários. O calendário e horário dos jogos são estabelecidos muito antes de a época começar. Os jogos à semana começam sempre às 7:15, para que o público jante no estádio e possa regressar a casa a horas. Com mais clientes que pagaram menos pelos seus bilhetes, a oferta dos concessionários é muito melhor do que a miséria do Dragão, mesmo na MLS que tem audiências e orçamentos muito inferiores. A cerveja tem álcool e ninguém se insulta nem esmurra. Não se atiram objectos. Os espectadores são homens e mulheres de todas as cores e idades e ninguém receia levar para o estádio crianças pequenas. E os bilhetes estão todos vendidos muito antes de a época começar, em assinaturas anuais, pacotes com número fixo de jogos e um número reduzido de bilhetes individuais. Uma estratégia corrente é incluir um jogo grande num pacote com 5 jogos pequenos. Raramente se vendem bilhetes individuais para jogos grandes. Tudo isto contribui para uma melhor experiência do espectador, o cativar e fidelizar de novos espectadores, e a melhor saúde financeira dos clubes.

No nosso clube não vejo uma estratégia de marketing que tenha como prioridade encher o Dragão.

Nota: O Reflexão Portista agradece a Nuno de Campos a elaboração deste artigo.
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O declínio do Dragão


O nível de assistências no Estádio do Dragão tem sofrido uma queda preocupante nas últimas épocas. A que agora findou (2012/13) representou mesmo a pior época em termos de assistências dos últimos 8 anos. Pela primeira vez neste período (e suspeito que desde a inauguração do Estádio) a ocupação média do Dragão ficou abaixo dos 60%.


Podemos, de certa forma, justificar esta evolução negativa com o ambiente de crise generalizada que se vive em Portugal e que se agudizou principalmente a partir de 2011 mas, em minha opinião, isso não explicará totalmente o que se está a passar. O SLB, por exemplo, viu subir o número médio de espectadores no seu estádio na penúltima temporada e conseguiu manter um registo semelhante em 2012/13, o que significa que os efeitos da crise foram suplantados pela performance e exibições da equipa (excepto nas últimas jornadas!). O crescimento das expectativas dos adeptos fê-los comparecer e apoiar a equipa mais vezes.


Se atentarmos ao comportamento do Dragão neste capítulo, nos últimos 8 anos vemos que as três primeiras épocas em que Jesualdo Ferreira foi o treinador (as épocas do TETRA) representam os anos com maiores assistências e, simultaneamente, aqueles em que a SAD apresentou maiores proveitos com esta rubrica. Na última época de Jesualdo no FC Porto, em 2009/10, a ocupação do Estádio caiu 14% e isso poderá estar relacionado com a época menos conseguida tanto em termos de exibições como de resultados desportivos. 

Com a entrada de André Villas-Boas e com a mudança operada na qualidade do futebol praticado pela equipa as assistências cresceram, em média, 10% fixando-se em torno das 37.000 presenças por jogo. Foi uma época excepcional a todos os níveis e do aumento das assistências demos conta aqui no RP. Depois, na primeira época de Vítor Pereira, o nível médio de assistências sofreu uma ligeira quebra (5%) mas foi na época que agora finda que as assistências mais diminuíram - em termos médios 14% - para uma percentagem de ocupação inferior a 60%. Refira-se que o SLB manteve uma ocupação de 65% nas duas últimas épocas. [Sendo detentor de um Dragon Seat tenho que confessar que quase adormeci em alguns jogos desta época no Dragão].


A relação entre os treinadores, o futebol praticado e as expectativas geradas na massa associativa parecem-me ser os factores determinantes para se conseguir uma boa casa no decorrer de cada temporada desportiva. E disso dependerá, também, o nível de proveitos com Bilheteira, naturalmente. As receitas com esta rubrica ainda não são conhecidas para 2012/13 mas a queda na percentagem de ocupação do Estádio, por um lado, e a subida na taxa de IVA sobre os espectáculos desportivos por outro, deverão fazer com que a SAD volte a apresentar uma queda nos proveitos obtidos nesta rubrica (de notar que parte significativa da subida do imposto foi suportada pelo próprio FC Porto).


Nota: os dados apresentados foram obtidos na edição de 24 de Maio de 2013 do jornal OJOGO, num artigo de Paulo Anunciação. As percentagens de ocupação foram obtidas por comparação com a lotação máxima dos respectivos estádios.

sábado, 22 de outubro de 2011

Lições cipriotas... também dos adeptos

Venho aqui falar do público, e da sua atitude. Já é um assunto batido, mas não deixa de ser actual.

Os cipriotas estiveram excelentes. Excelentes, repito, e desde o 1o minuto. Já os portistas sinceramente assobiaram sem o mínimo critério, e nunca puxaram pela equipa como deviam. Nem sequer nos primeiros 10 minutos.

Como já disse anteriormente não sou um fundamentalista anti-assobios, mas caramba... se calhar até só faz bem vaiar ou assobiar quando por exemplo um jogador está a ser extremamente guloso tendo um colega sozinho em frente à baliza; ou não corre para chegar a uma bola; ou para a equipa toda (e/ou treinador) ao intervalo ou no fim do jogo se a exibição em geral foi má. Em todos esses casos a vaia ou assobio é uma espécie de "wake up call", digamos.

Mas caramba, os adeptos no Dragão não só estão quase todos calados sem cantar/gritar na maior parte do jogo, como assobiam a torto e a direito. Se um passe ou um corte sai torto (mas a opção tomada esteve correcta), de que é que vale assobiar? Alguém executa um passe (ou um corte) mal de propósito? Por causa do assobio vão fazer melhor da próxima vez? Claro que não.

O Dragão hoje em dia não tem lá muita gente com mentalidade de "supporter", apenas "espectadores". Essa é que é essa. Será que também assobiam um filho num jogo de iniciados quando não consegue executar bem um passe? São casos algo diferentes, mas a atitude não devia ser assim tão diferente como isso.

Concluindo: o V. Pereira (e jogadores) têm alguma coisa a aprender com os do Apoel, sem dúvida, mas os nossos adeptos também.

PS - O RP agradece ao fotosdacurva.com pela foto que ilustra o artigo.

domingo, 1 de maio de 2011

Números da semana (XXVI)

5 golos marcados pelo FC Porto em três jogos europeus consecutivos (igualou o Ajax 1979, PSV 1977, Levski Sofia 1976, Celtic 1970, Vasas Budapeste 1967, Inter 1961).

13 vitórias do FC Porto em 15 jogos disputados para a Liga Europa 2010/11 (igualou o maior número de vitórias numa só temporada europeia, que pertence ao Barcelona, em 2002/03).

24 cruzamentos do FC Porto contra 6 do Villarreal.

34 golos marcados por Falcao nos 39 jogos disputados esta época pelo FC Porto (na época passada marcou 34 golos em 43 jogos).

41 golos marcados pelo FC Porto nos 15 jogos já disputados para a Liga Europa 2010/11 (a anterior melhor marca de uma equipa portuguesa nas competições europeias pertencia ao Sporting, época 1963/64 - 36 golos em 12 jogos, mas 18 desses golos foram marcados em apenas dois jogos aos cipriotas do Apoel).

44 golos marcados no campeonato pelo trio atacante mais vezes titular (Hulk 22 golos, Falcao 14, Varela 8).

67 dos 127 golos marcados pelo FC Porto esta época foram marcados por Hulk e Falcao.

77 pontos do FC Porto após 27 jornadas superam os 76 obtidos pelo slb na época passada e batem o recorde de pontos numa época desde que os campeonatos são disputados por 16 equipas e cada vitória vale três pontos.

86,5% de vitórias dos dragões esta época (45 vitórias em 52 jogos disputados) até esta altura, superam a melhor marca anterior do FC Porto (84% em 1939/40, 21 vitórias em 25 jogos), bem como, os recordes do SCP (83,8% em 1940/41, 26 vitórias em 31 jogos) e do slb (83,3% em 1972/73, 30 vitórias em 36 jogos).

95,1% dos pontos possíveis (25 vitórias e 2 empates) alcançados pelo FC Porto nas primeiras 27 jornadas do campeonato.

191 minutos disputados por Walter no campeonato, distribuídos por 11 jogos, com 4 golos marcados.

44719 espectadores estiveram no Estádio do Dragão a assistir ao FC Porto x Villarreal (Liga Europa, meias-finais).

domingo, 24 de abril de 2011

Números da semana (XXV)

Os números dos dois últimos clássicos…

1 vitória do FC Porto em 13 jogos para a Taça de Portugal disputados na casa do slb.

3 golos marcados pelo FC Porto a cada uma das equipas da segunda circular, em jogos disputados com apenas três dias de intervalo.

4 cartões amarelos para jogadores do FC Porto (Maicon, Álvaro Pereira, João Moutinho e Rolando) e apenas um para jogadores do SCP (Torsiglieri).

8 defesas de Rui Patrício de grau de dificuldade elevado (18’, 18’, 26’, 50’, 56’, 74’, 84’, 84’) e uma bola no poste, evitaram que o SCP saísse do Dragão vergado a uma goleada das antigas.

14 remates de jogadores do FC Porto contra apenas 6 de jogadores encarnados.

17 dias de intervalo mediaram entre os dois triunfos alcançados pelo FC Porto no estádio do apagão.

23 remates de jogadores do FC Porto contra 10 de jogadores leoninos.

35 pontos é a diferença entre o FC Porto e o SCP após a 27ª jornada.

37 ataques do FC Porto contra 21 do SCP.

38 ataques do FC Porto contra 19 do slb.

40 vitórias dos azuis-e-brancos em 77 jogos FC Porto x SCP disputados no Porto para o campeonato nacional da 1ª divisão ou I Liga.

51% de posse de bola dos dragões no slb x FC Porto.

60% de posse de bola dos dragões no FC Porto x SCP.

Nota 1: Para além das exibições, os números anteriores são elucidativos, a não ser para alguns “entendidos”, para os quais foram dois jogos equilibrados. Até houve um comentador leonino que afirmou que o “SCP jogou olhos nos olhos no Dragão”…


1684 bilhetes devolvidos pelo FC Porto dos 3750 a que tinha direito (5% da lotação) para o jogo da 2ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.

37349 espectadores estiveram no estádio do apagão a assistir ao slb x FC Porto (Taça Portugal, 2ª mão das meias-finais).

47109 espectadores estiveram no estádio do Dragão a assistir ao FC Porto x SCP (campeonato, 27ª jornada).

Nota 2: Na recepção ao SCP, num jogo sem qualquer interesse competitivo e com 32 pontos a separarem o 4º classificado do já Campeão, o estádio do Dragão registou 94% da sua lotação; três dias depois, naquele que Jorge Jesus e o jornal A Bola classificaram como o jogo do ano, e em que o slb entrava em campo a ganhar por 2-0, a lotação do estádio do apagão ficou-se pelos 57% (apesar da venda de bilhetes não se ter restringido aos sócios e ter sido aberta ao público). São números interessantes para o vice-presidente do slb Rui Gomes da Silva analisar e comentar…

domingo, 10 de abril de 2011

Números da semana (XXIII)

2 golos obtidos pelo FC Porto na sequência de cantos e outros tantos na sequência de livres directos, em jogos do campeonato nacional.

3 golos marcados por Falcao ao Spartak Moscovo, constituem o segundo hat trick de El Tigre na Liga Europa, depois de já ter marcado três golos em Viena, contra o Rapid.

5 jornadas para o final do campeonato e os dragões já são matematicamente campeões. Trata-se de um recorde em termos de títulos ganhos pelo FC Porto. A anterior melhor marca cifrava-se em campeonatos ganhos a quatro jogos do epílogo, nas temporadas 1991/92 (Carlos Alberto Silva), 1995/96 (Bobby Robson), 2002/03 (José Mourinho) e 2007/08 (Jesualdo Ferreira).

10 golos marcados por Falcao na Liga Europa 2010/11, colocam-no na liderança dos melhores marcadores da competição, com mais um golo que Giuseppe Rossi (Villarreal).

13 vitórias seguidas do FC Porto no campeonato 2010/11 (entre a 13ª e a 25ª jornadas), recorde que já não poderá ser batido por qualquer outra equipa esta época e que iguala o registo conseguido por José Mourinho, em 2003/04.

18 golos marcados por Guarín ao serviço do FC Porto (3 em 2008/09; 7 em 2009/10; 8 em 2010/11), incluindo o “golão” marcado na Luz a Roberto.

34 jogos seguidos do FC Porto sem perder no campeonato português (9 na época passada e 25 esta época), com 31 vitórias e três empates.

15,400 pontos já somados pelas equipas portuguesas nesta época para o ranking da UEFA é a maior pontuação de sempre para Portugal. Para o ranking nacional, o FC Porto até agora contribuiu com 22,0 pontos, o Braga com 20,0 pontos e o slb com 18,0, enquanto os já eliminados Sporting e Marítimo somaram 13,0 e 4,0, respectivamente, para um total de 77,00 pontos que, divididos por cinco, valem 15,400 pontos.

48,196 pontos já somados pelas equipas portuguesas nos últimos cinco anos, pontuação que garante a Portugal o 6.º lugar no ranking da UEFA e, por consequência, três vagas (duas directas, mais uma na terceira pré-eliminatória) na edição 2012/13 da Liga dos Campeões.

38209 espectadores estiveram no Estádio do Dragão a assistir ao FC Porto x Spartak Moscovo (Liga Europa, quartos-de-final).