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| Equipa de Natação Feminina 2014/2015 - Hepta campeãs nacionais |
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Ao serviço da cidade, da juventude e do desporto
sábado, 14 de setembro de 2013
PPA: a “perequação” (2)
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
PPA: os antecedentes (1)
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| Imagem aérea que inclui a zona abrangida pelo PPA (fonte: APOR) |
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| Mapa do PPA com legenda (fonte: JN, 06-01-2000) |
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Os peritos da IGF
«O ex-presidente da Câmara do Porto, Nuno Cardoso, três responsáveis do FC Porto e dois antigos técnicos do município foram absolvidos, esta tarde, do crime de participação em negócio. Em causa estava uma permuta de terrenos contratualizada entre a câmara e uma família portuense, que acabou por ceder a sua posição, a meio do processo ao FCP.A juíza dos Tribunal de Juízos Criminais do Porto considerou ainda “improcedente” o pedido de indemnização cível efectuado pela autarquia, por considerar ter sido lesada, neste negócio, em cerca de 2,5 milhões de euros. (…)
A juíza não considerou provado nenhum dos factos apresentados pela acusação, criticando o relatório da Inspecção-Geral de Finanças (IGF), que sustentou o processo – à semelhança do que já fizera o procurador do Ministério Público que, anteontem, pedira a absolvição de todos os arguidos. Esta tarde, a juíza confirmou que o tribunal “não logrou alcançar qualquer vontade ou intenção dos arguidos em beneficiar ilicitamente quer a família Ramalho quer o FC Porto”.»
in PUBLICO.pt
A tese do benefício do FC Porto, sustentada por Rui Rio e pela Inspecção-Geral de Finanças (IGF), foi estrondosamente derrotada em Tribunal. A juíza do processo entendeu não ter ficado provado qualquer prejuízo para o património municipal, nem conluio entre Nuno Cardoso e o FC Porto.
Esta decisão era esperada. Recorde-se que nas alegações finais, realizadas na segunda-feira, o próprio magistrado do Ministério Público já tinha pedido a absolvição de todos os arguidos, considerando que o processo se revelou “um balão sem ar”, que não se poderia condenar com base em suposições e que toda a história se resumiu a uma “ficção”.
Independentemente da decisão, chamo à atenção para a dureza das expressões utilizadas e para o facto da tese dos peritos da IGF ter sido completamente descredibilizada.
Espero que esta decisão de um Tribunal, contribua para fazer reflectir os portistas (para os anti-portistas é irrelevante) que, neste e noutros casos relacionados com o Plano de Pormenor das Antas, tinham embarcado de cabeça nas teses dos peritos da IGF.
sábado, 11 de julho de 2009
Os comerciantes que se lixem
Afinal não é só no futebol que “o que hoje é verdade amanhã é mentira”, os políticos portugueses têm-no demonstrado bastas vezes. Um destes casos tem vindo a comprovar-se ao longo dos mandatos do actual presidente da Câmara Municipal do Porto. Há uns anos atrás, no início de 2002, aquando da aprovação do Plano de Pormenor das Antas (PPA) – essencial para a construção do Dragão – Rui Rio tudo fez para aniquilar o projecto do novo estádio do FC Porto. Na altura fez oposição cerrada ao PPA defendendo que era necessária uma redução da volumetria do centro comercial em nome dos interesses dos comerciantes da Baixa da cidade. Fê-lo sem se munir de qualquer estudo credível que o demonstrasse. O importante era afrontar o clube e o seu presidente e impedi-los a todo custo de construírem uma excelente infra-estrutura que iria acabar por beneficiar a zona Oriental da cidade. Para a prossecução do seu objectivo político serviu-se da Associação de Comerciantes e da sua presidente, a Dona Laura, que depois de algumas peixeiradas lá conseguiu obter 5 milhões de euros de indemnização do Grupo Amorim. Esse dinheiro terá servido, supostamente, para a dinamização do comércio tradicional.
Para o Rui Rio de 2002 um centro comercial a mais de 5 km da Baixa poderia influenciar negativamente o comércio nesse local. Para o Rui Rio actual já não é bem assim. A comprová-lo estão os projectos para o Mercado do Bolhão e para o Mercado do Bom Sucesso. Este autarca prepara-se para transformar dois espaços que fazem única esta cidade em centros comerciais com lojas, hotéis e restauração concessionada a privados por 30 ou 50 anos. É a solução fácil do "mangas de alpaca" que assim consegue retirar peso à estrutura de custos camarária, mesmo sabendo que o modelo de negócio está mais que esgotado para a cidade do Porto. Mas como se costuma dizer "quem vier atrás que feche a porta". No caso do Bom Sucesso passarão a existir 4 centros comerciais em menos de 1 km quadrado. Os comerciantes tradicionais, esses, que se lixem, obviamente.
domingo, 23 de novembro de 2008
Pinto da Costa, o F.C.P. e os Políticos
A propósito do interessante artigo do Mário Faria sobre as relações entre Rui Rio e o F.C. Porto e da posição do presidente da Câmara Municipal do Porto acerca da “promiscuidade” entre política e futebol ocorreu-me historiar em breves linhas o que foi ao longo dos anos a atitude do próprio presidente do F.C. Porto em relação à política e aos políticos. Se nos dermos ao trabalho de recuar no tempo chegaremos à conclusão de que, de certa maneira, Jorge Nuno Pinto da Costa foi, nesse aspecto, uma espécie de imagem simétrica de Rui Rio.De facto, logo desde os tempos do “Verão Quente das Antas” de 1980 que Pinto da Costa se insurgiu contra a intimidade entre o clube e a política, especialmente a propósito do cargo de deputado a que o presidente da altura, o Dr. Américo Sá, acedera devido à notoriedade que a presidência do clube lhe dera. Mais, no âmago da questão em liça nesse atribulado verão, estava o que Pinto da Costa, José Maria Pedroto e outros viam como a submissão do Dr. Américo Sá à vontade de colegas seus de bancada com posições de relevo no panorama futebolístico da capital, entre os quais o Dr. Martins Canaverde, antigo presidente do Benfica e da F.P.F. Teria sido, na óptica da facção “pintista” de 1980, por pressões de Canaverde & Cª que Américo Sá acabara por deixar cair Pinto da Costa do cargo de chefe do departamento de futebol, com isso arrastando a demissão de Pedroto e todos os factos daí decorrentes.
Foi, pois, a distanciação do clube da política e dos políticos uma das palavras-fortes da campanha de Pinto da Costa para a presidência do clube em 1982. E, se bem o pensou, melhor o fez. De facto, nos primeiros anos do seu consulado, Pinto da Costa manteve uma linha inflexível no trato com os políticos, bem ilustrada por dois episódios: em 1986, aquando da participação da selecção nacional no Campeonato do Mundo do México, o recém-eleito Presidente da República, Dr. Mário Soares, convidou os presidentes dos clubes com jogadores na selecção para assistirem com ele em Belém, pela televisão, ao jogo inaugural da nossa equipa contra a Inglaterra. Todos marcaram presença. Todos? Não! A Norte um resistente rejeitou o convite e primou pela ausência: o presidente do F.C. Porto.De igual modo, poucos anos depois, o Engº Armando Pimentel, de saudosa memória, vice-presidente do clube, foi eleito vereador da Câmara Municipal do Porto e, acto contínuo, demitiu-se do cargo que ocupava no clube, por tácita e implícita incompatibilidade de funções. Aliás, o próprio Jorge Nuno Pinto da Costa foi várias vezes sondado pelos mais díspares partidos (creio que, segundo o próprio, apenas com a excepção do P.C.P.) para uma possível candidatura à Câmara e sempre o recusou. Ao contrário de muitos outros, cargos no futebol e na política eram para ele incompatíveis (posição que, estou certo, manterá).
Mas, de um período inicial de total ou quase total alheamento do clube, sob Pinto da Costa, do mundo da política, começaram a dar-se alguns passos de aproximação. O princípio da não ingerência nos assuntos políticos era inatacável mas - terá Pinto da Costa pensado – algum contacto aqui e ali não seria prejudicial ao clube, antes pelo contrário, já que não era para ele próprio que algum dia procuraria tirar vantagens de um relacionamento com os políticos. O primeiro desses passos veio a ter lugar no relacionamento de Pinto da Costa com o Gen. Ramalho Eanes, que conheceu através de um amigo comum, o comendador António Gonçalves Gomes, “o Samarra”. Esse relacionamento viria a dar lugar a uma grande amizade, como é do domínio público. E em Eanes Pinto da Costa encontrava, aliás, um político bem à sua medida: era, por excelência, o político anti-políticos, e até criara um partido anti-partidos.
Nem mesmo no tempo do antecessor do Dr. Gomes, por sinal um antigo vice-presidente do F.C. Porto, o Dr. Fernando Cabral, tal se verificou, inclusivamente aquando da vitória na Taça dos Campeões Europeus em 1987. A Câmara Municipal do Porto ignorava o clube mais importante da cidade e a este, por sua vez, desagradava o convívio com os políticos.
O atrás referido Dr. Fernando Gomes foi, pois, o precursor do estreito relacionamento entre câmara e clube. Mesmo antes de chegar ao topo da edilidade tripeira o Dr. Gomes, sobre quem, aliás, sempre pendeu uma nunca satisfatoriamente desmentida suspeição de sportinguismo, ensaiara já uma aproximação (alguns diriam colagem) ao F.C. Porto. Efectivamente, na qualidade de euro-deputado convidou o nosso bi-Bota de Ouro, também ele Fernando Gomes, para ser apresentado no Parlamento Europeu. Na sua gentileza o Dr. Gomes, que já fora presidente da Câmara de Vila do Conde, sua terra natal, mais do que apresentar o seu homónimo aos deputados de Estrasburgo, pretenderia era apresentar-se ele mesmo aos eleitores tripeiros.
Sejam as coisas como forem, o Dr. Gomes, aquando do anúncio público da sua tentativa de reconquista do lugar de presidente da edilidade em 2001, estava ladeado por Jorge Nuno Pinto da Costa. Este não estava ali como presidente do F.C. Porto, mas JNPC e o presidente do F.C. Porto são a mesma pessoa, além de que o apoio público de JNPC, se nunca tivesse sido presidente do FCP, pouco interessaria ao Dr. Gomes. Decerto que Pinto da Costa manifestou esse apoio por motivos para ele bons e sãos, mas as aparências são, em muitos aspectos da vida, fundamentais. Nada terá, portanto, impedido o Dr. Rio de, na sua sanha anti-“promiscuidade” e na sua imaginação aquecida pelo fragor da luta eleitoral, ter achado que defrontava realmente Pinto da Costa e não o Dr. Gomes, e que a sua vitória acabou por ser sobre JNPC e não sobre o candidato socialista. Ele próprio, aliás, declarou depois de eleito que a sua vitória se fizera contra “os poderosos”. Nessa sua sanha a figura de Pinto da Costa teria assim assumido na imaginação do Dr. Rio contornos semelhantes aos de um cacique saído das páginas de um romance de outro eminente portuense, Júlio Dinis.
Perguntar-se-á: e se Pinto da Costa não tivesse apoiado o Dr. Fernando Gomes em 2001, teria a atitude do Dr. Rui Rio no caso do Plano de Pormenor das Antas sido diferente? Isso, ninguém pode dizer, mas cada um que avente a sua hipótese.De toda esta saga de distanciamentos e aproximações entre Jorge Nuno Pinto da Costa e os políticos uma conclusão me parece legítimo tirar: JNPC gere essas relações conforme lhe parece convir ao F.C.P. em cada momento; nunca se aproxima de um político por qualquer interesse pessoal, nem pelos seus lindos olhos. Fá-lo friamente e em nome do que considera ser o interesse do F.C. Porto, e em nome desse mesmo interesse, tal como se aproximou, pode afastar-se. Jorge Nuno Pinto da Costa tem um lado sentimental na sua actividade à frente do F.C.P., mas reserva-o exclusivamente para aqueles que, como atletas, treinadores ou adeptos, estão directamente ligados à vida do clube.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
O Rio, a cidade e o clube
O homem que é Presidente do FCP tem todo o direito de fazer as suas escolhas políticas, mas deve-o fazer em seu nome pessoal e não misturar o clube com motivações do tipo partidário.
O mesmo tipo de registo seria exigível ao Presidente da Câmara e a Rui Rio, relativamente ao FCP, embora não seja a mesma coisa, porque os cargos que ambos exercem pedem responsabilidades diferentes.
Relativamente ao Presidente da Autarquia, é esquisito que não lhe interesse o desporto – ainda que profissional – e os clubes que moram cá no burgo, nomeadamente o FCP que é uma marca que beneficia claramente a cidade. No seu programa, fala no apoio ao desporto amador. Deve ser, por isso, que a autarquia tanto se empenhou nas corridas de automóveis e aviões. Entre o desporto amador (que fica muito bem em qualquer programa) e o ego do nosso presidente, ganharam os motores e as acrobacias aéreas.
Nem oitenta como era com Fernando Gomes, nem abaixo de zero como faz Rui Rio. Um Presidente da Câmara tem todo o direito de não se querer misturar (nem parecer que o faz) em situações que sejam (ou pareçam) promíscuas. Com o FCP, Rui Rio não se distanciou: criou a ruptura. Houve exageros e alguma violência absolutamente reprovável por parte da claque, mas o pecado original foi cometido por Rui Rio e a sua entourage, que na sua grande maioria detesta o futebol ou o FCP. Pior, agiu como se o facto fosse uma mais valia política. Depois da vitória nas eleições, o que antes era um desejo - partir a espinha dorsal ao FCP -, passou a ser um projecto exequível. Se já tinha ganho as eleições contra tudo e todos, porque não aspirar chegar mais longe?
Como atrás referi, da sua agenda (pessoal e informal) constava quebrar a espinha ao FCP (e a PdC) e retirar-lhes todo o apoio que até aí tinham recebido da CMP. O PPA que viabilizou a construção do Dragão, era o instrumento que precisava para consolidar a personalidade de antes quebrar que torcer. Serviu, ao mesmo tempo, para funcionar como um instrumento fundamental para o seu projecto político. Com um cajado matou dois coelhos: o PS, despesista e promíscuo, o FCP uma espécie de tecto que encobria toda um seita de malfeitores.
Sinceramente, era interessante conhecer como tem sido monitorizado esse empréstimo e o que é que ganharam os Comerciantes, para além da exploração do cinema Batalha. Parece-me óbvio que o problema dos pequenos comerciantes é sistemático e não vai com as bolhas de dinheiro que Rio generosamente lhes "concedeu", via acordo com o Grupo Amorim.
Para que serviu tanto alarido? Obviamente, prejudicar o FCP e ficar bem na fotografia para a opinião publicada. Para além disso, servirá para memória futura, quando o partido for chamado a eleger um novo presidente, o que deverá acontecer a curto prazo. Aliás, esta é a fórmula ganhadora, que Scolari seguiu e que tem o nome de “Princípio de Rio”: hostiliza o FCP e tens o país aos pés.
Depois do acordo entre Rio, Amorim e os Comerciantes, o que ganhou a cidade? E que problemas viram os comerciantes resolvidos? A quem interessa isso agora? Fazer todo o mal de uma vez, relativamente ao FCP, foi a estratégia. Agora, o seu desprezo, mais silencioso e cuidadoso, é quase reconhecido como um benefício.
Firmou acordos com o Grupo Amorim e com a Soares da Costa. Satanizando o FCP, obviamente só podia criar anti-corpos junto do clube, dirigentes e adeptos. O tempo cura algumas chagas, mas as marcas ficam lá. Apesar disso, honra lhe seja feita, conseguiu fixar e aumentar o seu pecúlio eleitoral, o que é obra que merece reflexão, política e sociológica.
A ambiciosa intervenção do Plano de Pormenor das Antas visava o propósito de criar uma nova centralidade com funções variadas. Para aqui previram-se três mil fogos, dois hotéis, um estádio de futebol, um pavilhão multiusos, um centro comercial, equipamentos de saúde e de ensino, um parque urbano com dez hectares, estacionamento para três mil viaturas e um interface para o metro.
Parte do Plano de Pormenor das Antas está construído mas, o equipamento de saúde, o de ensino e o tal parque urbano ficaram pelo caminho, confirmando o imobilismo camarário instalado há anos na cidade.
A revitalização da baixa, os bairros camarários, as corridas de automóveis e aviões, o recente amor pelo fogo de artifício, são a obra que é elencada pelos seus seguidores como meritória. O Metro serve para demonstrar a sua sanha regionalista, e mostrar os dentes a Lisboa, sem morder.
A relação entre o FCP e Rui Rio já foi bem pior. Agora, simplesmente preferem silenciar o ódio de estimação que merecem um do outro. A Rui Rio já não interessa afrontar o clube porque já não retira dividendos disso – os ganhos conquistados estão consolidados, não é preciso bater mais no ceguinho – e o FCP porque sabe que a maldição de Rui Rio há-de passar e o FCP há-de continuar por muitos e bons anos como o clube de referência da cidade.
Devo confessar que sou de mais do FCP e de menos do PSD, apesar disso, desejo a melhor sorte para o Dr. Rui Rio. Estou ansioso por vê-lo no Parlamento, ou noutro qualquer lugar, bem longe da Câmara e da nossa cidade. O país espera-o!











