Ederson foi vendido este defeso ao Manchester City por 40 milhões de euros, parte da nova aposta de Pep Guardiola para a baliza do clube citizen. O brasileiro transformou-se assim num dos guardiões mais caros da história mas, ai essa ironia, o SL Benfica só vai receber metade dessa verba estratosférica. Curioso, porque não era isso o que o clube tinha comunicado no seu Relatório Anual de Contas onde indicava, taxativamente, deter o 100% dos direitos económicos do futebolista. Afinal, enquanto o FC Porto está debaixo da alçada da UEFA por ter feito as coisas muito mal - e a correr o risco de ter de vender três titulares, a que se junta André Silva, já despachado para o Milan - o Benfica pode jogar com as regras e não há ninguém que diga nada ao respeito a começar pelas autoridades como a CMVM.
No Relatório de Contas apresentado este ano em relação ao exercicio de 2016, o Benfica declara, como se pode ver, possuir o 100% dos direitos de Ederson, contando portanto o valor do passe do brasileiro como uma mais valia plena nos livros de contas do clube. Meio ano depois o mesmo clube indica à CMVM que vai vender o futebolista mas arrecadar apenas 50% dos 40 milhões pagos (a que terá de descontar os habituais gastos de solidariedade sendo que, na prática, o jogador renderá pouco mais de 16 milhões de euros no total). A imprensa, que vendeu a transferência como mais um super-negócio de Luis Filipe Vieira, esqueceu-se de investigar os porquês dessa súbita alteração dos valores num espaço de tempo tão curto.
Explica o Benfica que estão "prometidos" os restantes 50% a outras "entidades", sem especificar nunca quem, quando e porquê, algo que em nenhum momento foi indicado no Relatório de Contas onde apenas se indica o controlo na totalidade do passe do futebolista. A 1 de Janeiro Ederson era totalmente do Benfica, a 1 de Junho afinal só o é a metade do seu valor de mercado.
São cenários assim que explicam dois pontos importantes.
O primeiro é a a total ausência de fiscalização das autoridades neste tipo de casos e em particular quando se trata do Benfica. Ninguém na CMVM decidiu abrir uma investigação ou aprofundar nos dados facilitados, uma vez que sendo clube cotado em bolsa, os valores e cifras apresentados nos Relatórios de Contas têm de estar de acordo com a realidade. As autoridades em Portugal, sejam da Procuradoria Geral da República, da Polícia Judiciária, do poder político, das instituições desportivas ou de reguladores como a CMVM fazem constantemente vista grossa às irregularidades cometidas pelo clube da Luz, desde as claques ilegais ao doping financeiro, enquanto mantêm um olhar crítico ao que corresponde a todos os seus rivais, dispostos a actuar com prontidão, celeridade e, curiosamente em muitos casos, depois de receber "dicas" de como e quando fazer as coisas.
Por outro lado, e isso é mais sério ainda, este é o tipo de negócios - tão habitual nos últimos cinco anos - que explica o porquê de que o Benfica jamais entrará debaixo da alçada do Financial Fair Play ou passará por apuros económicos. Tem um amigo de confiança.
Jorge Mendes, através da Gestifute, e o Rio Ave, clube que gere à distância, recebem assim a fatia de um bolo que não lhes correspondia, oficialmente. A todos os títulos a proibição da partilha de passes por parte da FIFA acabou por dinamitar um modelo de negócio mas abriu as portas a outro. Agora os clubes vivem à volta do empresário para explorar "promessas" que ficam no ar. Ninguém as pensa em não cumprir porque as consequências podem ser terríveis. Sendo assim o Benfica, ao adquirir Ederson, terá "prometido" ao empresário e ao seu clube na liga - com quem o Benfica, curiosamente, gerou uma excelente relação nos últimos anos - dar essa metade do bolo sem que, no tempo em que o jogador foi atleta do clube, essa informação tivesse sido pública. Para todos os efeitos Ederson foi sempre, a 100%, atleta do Benfica. Quando o negócio, mediado pelo próprio empresário, naturalmente, foi completado então é que, por questões legais, o Benfica comunica a origem dessa "promessa", que não está em papel em nenhum lado, para justificar o ingresso de menos de metade desses valores. Naturalmente o Benfica sabia, desde o primeiro momento, que era o máximo que podia aspirar talvez porque sabem também que sem esses pactos nunca haveria, em momentos de apertos nas contas do clube para pagar salários, comissões e favores a "padres", há sempre um clube desinteressado que aparece para levar os Gonçalo Guedes, Bernardo Silva, João Cancelos, André Gomes e afins por cifras curiosamente sempre muito parecidas e pouco escrutinadas.
Com esta teia muito bem montada entre o universo Mendes e os clubes que lhe são afins - em Portugal o Rio Ave e o Sporting (que se podia passar perfeitamente a chamar de Sport Lisboa) de Braga, e por essa Europa fora o Valencia, Atlético de Madrid, Granada, Deportivo la Coruña, Zaragoza, PSG, Bessiktas e afins - o Benfica tem garantido sempre um pulmão extra de finanças, um doping financeiro de que não dispõe a concorrência. Não é casualidade que os seus únicos dois rivais reais tenham estado, ambos, debaixo da lupa da UEFA e ao Benfica, clube com um passivo descomunal, nunca o máximo organismo europeu tenha sequer mencionado. Claro, com Relatórios de Contas com estes truques à portuguesa, uma instituição pode até dar o ar de ser sólida quando na realidade basta um arrufo de um empresário para o castelo de cartas se desmoronar. Quem sabe isso bem é Luis Filipe Vieira que entende que tem de manter contente o homem que, essencialmente, lhe permite manter-se vivo financeiramente. O Polvo também é isto. Se por um lado os emails revelados por Francisco J. Marques e as informações reais que têm saído com os anos sobre quem estava por detrás, realmente, da corrupção no Apito Dourado, mostram o lado escuro da teia, este exercício é mais um reflexo do polvo financeiro externo que alimenta o monstro.
Mostrar mensagens com a etiqueta Fair Play financeiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Fair Play financeiro. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 15 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
André Silva, depois de NES outro culpado do buraco nas contas
André Silva abandona o FC Porto pouco mais de um ano e meio como jogador sénior.
É muito triste que um atleta da casa, portista desde pequeno, um dos nossos melhores produtos da formação em décadas seja empurrado para fora do clube sem sequer poder cumprir dois anos completos de Dragão ao peito. No futebol moderno os jogadores detêm cada vez mais poder e quase sempre decidem se, quando e para onde querem ir. André Silva, como Ruben Neves há duas épocas atrás, não queria sair do seu clube mas acabou vitima de uma gestão tão nefasta que agora o FC Porto nem sequer tem independência na gestão das suas contas. Com a UEFA a observar cada gasto, cada receita, acabaram-se os pretextos para elogiar a "estrutura". Um dos cinco clubes com mais ingressos por vendas de jogadores da última década é hoje um clube forçado a vender ao desbarato, um clube com uma multa em cima que se pode ampliar de ano para a ano e um clube limitado na sua gestão económica e desportiva. O André Silva não merecia ter aparecido como profissional neste FC Porto.
Há muitos críticos do avançado do FC Porto, muitos.
Poucos se lembram seguramente da sua aparição estelar no final do ano passado já, daquela final da Taça de Portugal onde parecia o único a remar contra o desânimo colectivo de um final de época penoso a tal ponto que muitos sonharam com a sua convocatória para o Euro 2016 no lugar de Eder. Ainda bem que não aconteceu. No arranque da nova temporada, com um treinador medíocre e um plantel desequilibrado, sem nenhuma alternativa real para a sua posição - Depoitre não o era - durante meio ano coube-lhe a ele, sozinho, alimentar de golos o Dragão. Nunca um jovem tinha sido tão exposto e nunca um jovem respondeu tão bem. André Silva terminou o ano como o maior estreante goleador numa temporada completa vindo da formação desde os dias do "Bibota" Fernando Gomes. Não é brincadeira falar das suas cifras num primeiro ano que o viu também bater o recorde de precocidade de golos com a camisola da selecção batendo o ratio goleador de estrelas históricas como Eusébio ou Cristiano Ronaldo. Está claro que, dentro da sua faixa etária, André Silva é já um dos melhores do mundo na sua posição e que ia ser um dos activos mais apetecíveis no mercado. Marcou na Champions League, mostrando frieza para anotar penaltis determinantes, e só o desgaste físico de meio ano a correr praticamente só e a falta de arrojo táctico de Nuno, que o preteriu sempre a Soares em vez de encontrar uma forma de os fazer coabitar, passando André demasiados jogos perdidos numa posição que nunca foi a sua, fizeram que as suas cifras fossem baixando à medida que se aproximava Maio. Foi um primeiro ano notável a pedir um segundo ano de máxima confirmação. Um ano que André Silva queria disputar de azul e branco. Quem o conhece sabe do seu portismo, da sua adoração pelo clube, por viver na cidade e por partilhar da aventura com vários amigos de formação e de balneário. Silva quer jogar o Mundial de 2018 e sabe também que sair agora é um risco e ficar um ano mais no FC Porto garantia-lhe a titularidade, os minutos e os golos necessários para manter-se na pole position como parceiro de ataque com Cristiano Ronaldo na equipa das Quinas.
Mas André Silva já não vai estar aqui na próxima época e não por vontade própria.
Fernando Gomes, um homem que trocou a cidade do Porto, o Norte e a luta contra o centralismo por mais um tacho na capital, primeiro no governo e depois numa das empresas para onde saltam os políticos desempregados, surgiu na SAD do Porto de para-quedas, provavelmente como consequência dos muitos favores devidos e por dever. Sem nenhuma preparação, talento ou know-how, passou a ser porta-voz da SAD em muitos assuntos. Quase sempre o que diz é um disparate pegado. Há uns dias acusou NES de ser o responsável das sanções da UEFA. Sim, a Estrutura, aquela que defendia que o FC Porto era um clube gerido como nenhum outro, com um plano cuidado e em que o treinador tinha todas as condições para triunfar (não foi o reeleito Presidente que disse que com Hulks, Falcaos, Jacksons qualquer um é campeão?) deixando a parcela de gestão para quem sabia, agora tem a lata de culpar um homem de um buraco financeiro histórico que obrigou a UEFA a intervir e a castigar com mão pesada o Dragão.
NES pode perfeitamente ter pedido ao clube que não vendesse ninguém no último defeso. Que ia fazer? Pedir que lhe tirassem os únicos bons jogadores que tinha? Que tipo de treinador era capaz de dizer algo assim? E desde quando no FC Porto o treinador tem o poder de negar-se a vender ou jogador ou de impor outro? Adriaanse saiu pela porta fora com um título debaixo do braço porque não podia trazer um avançado do seu gosto. Conceição seguramente queria contar com André Silva. Em ambos casos a SAD disse que essa responsabilidade não era sua. Porque não o fez com NES? Ou então, porque mente?
Talvez os números ajudem a entender.
O buraco actual do FC Porto é histórico. O passivo cresce exponencialmente mas, sobretudo, o que cresce são os gastos em comparação com as receitas. O FC Porto paga cada vez salários mais elevados - ter Maxi Pereira e Casillas custa dinheiro, muito dinheiro - compra cada vez mais caro, vende cada vez menos e com menos percentagem de lucro. Tem uma rede de emprestados que roça as quatro dezenas de atletas, a maioria dos quais com salários pagos pelo clube, tem no Porto Canal um gasto fixo sem sentido e continua a pagar comissões, prémios de final de temporada e "outros gastos" (como gostam de eufemismos os amigos da SAD) muito por cima das suas possibilidades. O buraco, que já vem de 2011, atingiu o fundo e obrigou a UEFA a intervir. Há uma multa a pagar que de 700 mil euros pode chegar quase aos dois milhões (é anualmente ajustada ao cumprimento do acordado), três jogadores menos a inscrever na Champions League quando o clube já nem sequer cumpria o critério de formação local e nunca podia chegar aos 25 o que vai prejudicar o trabalho de Conceição, e ainda a necessidade de vender muito e já para evitar ficar suspenso das provas europeias no final do próximo ciclo de três temporadas. A culpa de tudo isso deve ser sem dúvida de NES. Jamais ninguém entenderia que fosse de Antero Henriques, Fernando Gomes ou, pasme-se, de Jorge Nuno Pinto da Costa, três nomes que tinham em mãos gerir a parcela desportiva e económica neste período desastroso em que o aumento do investimento nem sequer foi acompanhado de um só título desportivo. Livre-nos o senhor e as páginas de Facebook de sequer sugerir algo que não seja a cartilha oficial. NES, maldito sejas!
Nesse cenário, o FC Porto que sempre foi um clube vendedor, não tem outro remédio se não dizer aos seus próprios jogadores que dá exactamente igual o que eles queiram, o que o treinador queira ou o que o adepto sonhe. A debandada vai ser geral. André Silva será o primeiro - e por valor muito abaixo do seu potencial de um mercado inflacionado mas que está condicionado pelo conhecimento geral do buraco nas contas, culpa sua e de NES - mas Conceição sabe que até Agosto o destino do avançado será o mesmo de Brahimi, de Danilo Pereira, de Hector Herrera e provavelmente de Felipe e Miguel Layun estando ainda sobre a mesa o dossier Casillas e o facto do FC Porto não poder pagar a 100% um salário que até agora era, na maioria, suportado pelo Real Madrid. Até Ruben Neves e Corona estão no mercado. Conceição sabe perfeitamente que o seu próximo plantel será composto por jogadores como Marega, Hernani, Soares, André André, Boly, Ricardo Pereira, Rafa Soares, José Sá, Rui Pedro ou Marcano, todos eles futebolistas de grande nível, sem lugar a dúvidas. Se não fosse pelo Dragão e pelo o azul e branco, o técnico poderia até acreditar que tinha regressado ao comando do Vitória de Guimarães ou do Sporting de Braga. A qualidade média do plantel não será muito diferente.
Para um cenário assim contar com elementos diferenciais é fundamental mas o FC Porto de Pinto da Costa já não se pode dar a esses luxos. O cenário é tão dantesco que mesmo a aposta no melhor do que temos na formação agora não garante um ciclo sequer de dois anos. Ruben Neves pode sair e há ofertas pelo imensamente promissor Diogo Dalot que nem sequer a camisola principal vestiu. Os olheiros europeus sabem perfeitamente que é Fernando Fonseca e Rafa também tem mercado. A situação é tão "Sporting" que da mesma forma que o clube de Alvalade teve de vender por tostões a um tal de Cristiano Ronaldo, o FC Porto começa a entrar numa espiral em que por muito boa que seja a sua cantera, ela não vai transformar-se no core de balneário de outros tempos, e o dinheiro das suas vendas a clubes melhor geridos ou com milionários atrás servirá para pagar os desastres de gestão dos últimos anos e os jogadores de comissionistas que vão continuar a entrar. Porque vão continuar a chegar ao clube. Sem qualquer dúvida.
André Silva, no meio disto tudo, foi uma vitima do tempo em que decidiu explodir com a camisola do FC Porto. Há quatro anos atrás talvez a consequência de uma década de gestão acertada no deve e no haver, o clube pudesse bater o pé e guardar para a recordação dos adeptos um ou dois anos mais do jogadores com a camisola do seu clube. Hoje o cenário é impossível. No final do dia, quando os adeptos se perguntam porque é que o FC Porto não ganha, é fácil criar páginas por encomenda para falar dos árbitros e assobiar para o lado. Assobiar para o lado e esconder o buraco financeiro que foi criado desde dentro. Assobiar para o lado e esconder o desmantelamento de uma cultura de balneário que foi propiciada desde dentro. Assobiar para o lado e esconder esta necessidade de vender todos os aneis e algum dedo que foi propiciada por dentro. Nenhum árbitro tem o poder de fazer o rombo nas contas do clube. Nenhum árbitro tem o poder de escorraçar do clube a prata da casa para esconder as misérias da gestão desportiva e económica. Nenhum árbitro tem a força de dizer aos adeptos de um clube tão grande como o FC Porto que têm de voltar a contentar-se com Maregas e Hernanis enquanto André Silva vai andar lá por fora a espalhar portismo e talento. E não vai estar só. Chegará o dia em que, para além dos árbitros - cuja realidade é indesmentível - a alguém se lhe ocorra fazer auto-critica. Pode ser que nesse dia a ponte D. Luis venha abaixo. Afinal de contas, tanto uma coisa como a outra são improváveis.
É muito triste que um atleta da casa, portista desde pequeno, um dos nossos melhores produtos da formação em décadas seja empurrado para fora do clube sem sequer poder cumprir dois anos completos de Dragão ao peito. No futebol moderno os jogadores detêm cada vez mais poder e quase sempre decidem se, quando e para onde querem ir. André Silva, como Ruben Neves há duas épocas atrás, não queria sair do seu clube mas acabou vitima de uma gestão tão nefasta que agora o FC Porto nem sequer tem independência na gestão das suas contas. Com a UEFA a observar cada gasto, cada receita, acabaram-se os pretextos para elogiar a "estrutura". Um dos cinco clubes com mais ingressos por vendas de jogadores da última década é hoje um clube forçado a vender ao desbarato, um clube com uma multa em cima que se pode ampliar de ano para a ano e um clube limitado na sua gestão económica e desportiva. O André Silva não merecia ter aparecido como profissional neste FC Porto.
Há muitos críticos do avançado do FC Porto, muitos.
Poucos se lembram seguramente da sua aparição estelar no final do ano passado já, daquela final da Taça de Portugal onde parecia o único a remar contra o desânimo colectivo de um final de época penoso a tal ponto que muitos sonharam com a sua convocatória para o Euro 2016 no lugar de Eder. Ainda bem que não aconteceu. No arranque da nova temporada, com um treinador medíocre e um plantel desequilibrado, sem nenhuma alternativa real para a sua posição - Depoitre não o era - durante meio ano coube-lhe a ele, sozinho, alimentar de golos o Dragão. Nunca um jovem tinha sido tão exposto e nunca um jovem respondeu tão bem. André Silva terminou o ano como o maior estreante goleador numa temporada completa vindo da formação desde os dias do "Bibota" Fernando Gomes. Não é brincadeira falar das suas cifras num primeiro ano que o viu também bater o recorde de precocidade de golos com a camisola da selecção batendo o ratio goleador de estrelas históricas como Eusébio ou Cristiano Ronaldo. Está claro que, dentro da sua faixa etária, André Silva é já um dos melhores do mundo na sua posição e que ia ser um dos activos mais apetecíveis no mercado. Marcou na Champions League, mostrando frieza para anotar penaltis determinantes, e só o desgaste físico de meio ano a correr praticamente só e a falta de arrojo táctico de Nuno, que o preteriu sempre a Soares em vez de encontrar uma forma de os fazer coabitar, passando André demasiados jogos perdidos numa posição que nunca foi a sua, fizeram que as suas cifras fossem baixando à medida que se aproximava Maio. Foi um primeiro ano notável a pedir um segundo ano de máxima confirmação. Um ano que André Silva queria disputar de azul e branco. Quem o conhece sabe do seu portismo, da sua adoração pelo clube, por viver na cidade e por partilhar da aventura com vários amigos de formação e de balneário. Silva quer jogar o Mundial de 2018 e sabe também que sair agora é um risco e ficar um ano mais no FC Porto garantia-lhe a titularidade, os minutos e os golos necessários para manter-se na pole position como parceiro de ataque com Cristiano Ronaldo na equipa das Quinas.
Mas André Silva já não vai estar aqui na próxima época e não por vontade própria.
Fernando Gomes, um homem que trocou a cidade do Porto, o Norte e a luta contra o centralismo por mais um tacho na capital, primeiro no governo e depois numa das empresas para onde saltam os políticos desempregados, surgiu na SAD do Porto de para-quedas, provavelmente como consequência dos muitos favores devidos e por dever. Sem nenhuma preparação, talento ou know-how, passou a ser porta-voz da SAD em muitos assuntos. Quase sempre o que diz é um disparate pegado. Há uns dias acusou NES de ser o responsável das sanções da UEFA. Sim, a Estrutura, aquela que defendia que o FC Porto era um clube gerido como nenhum outro, com um plano cuidado e em que o treinador tinha todas as condições para triunfar (não foi o reeleito Presidente que disse que com Hulks, Falcaos, Jacksons qualquer um é campeão?) deixando a parcela de gestão para quem sabia, agora tem a lata de culpar um homem de um buraco financeiro histórico que obrigou a UEFA a intervir e a castigar com mão pesada o Dragão.
NES pode perfeitamente ter pedido ao clube que não vendesse ninguém no último defeso. Que ia fazer? Pedir que lhe tirassem os únicos bons jogadores que tinha? Que tipo de treinador era capaz de dizer algo assim? E desde quando no FC Porto o treinador tem o poder de negar-se a vender ou jogador ou de impor outro? Adriaanse saiu pela porta fora com um título debaixo do braço porque não podia trazer um avançado do seu gosto. Conceição seguramente queria contar com André Silva. Em ambos casos a SAD disse que essa responsabilidade não era sua. Porque não o fez com NES? Ou então, porque mente?
Talvez os números ajudem a entender.
O buraco actual do FC Porto é histórico. O passivo cresce exponencialmente mas, sobretudo, o que cresce são os gastos em comparação com as receitas. O FC Porto paga cada vez salários mais elevados - ter Maxi Pereira e Casillas custa dinheiro, muito dinheiro - compra cada vez mais caro, vende cada vez menos e com menos percentagem de lucro. Tem uma rede de emprestados que roça as quatro dezenas de atletas, a maioria dos quais com salários pagos pelo clube, tem no Porto Canal um gasto fixo sem sentido e continua a pagar comissões, prémios de final de temporada e "outros gastos" (como gostam de eufemismos os amigos da SAD) muito por cima das suas possibilidades. O buraco, que já vem de 2011, atingiu o fundo e obrigou a UEFA a intervir. Há uma multa a pagar que de 700 mil euros pode chegar quase aos dois milhões (é anualmente ajustada ao cumprimento do acordado), três jogadores menos a inscrever na Champions League quando o clube já nem sequer cumpria o critério de formação local e nunca podia chegar aos 25 o que vai prejudicar o trabalho de Conceição, e ainda a necessidade de vender muito e já para evitar ficar suspenso das provas europeias no final do próximo ciclo de três temporadas. A culpa de tudo isso deve ser sem dúvida de NES. Jamais ninguém entenderia que fosse de Antero Henriques, Fernando Gomes ou, pasme-se, de Jorge Nuno Pinto da Costa, três nomes que tinham em mãos gerir a parcela desportiva e económica neste período desastroso em que o aumento do investimento nem sequer foi acompanhado de um só título desportivo. Livre-nos o senhor e as páginas de Facebook de sequer sugerir algo que não seja a cartilha oficial. NES, maldito sejas!
Nesse cenário, o FC Porto que sempre foi um clube vendedor, não tem outro remédio se não dizer aos seus próprios jogadores que dá exactamente igual o que eles queiram, o que o treinador queira ou o que o adepto sonhe. A debandada vai ser geral. André Silva será o primeiro - e por valor muito abaixo do seu potencial de um mercado inflacionado mas que está condicionado pelo conhecimento geral do buraco nas contas, culpa sua e de NES - mas Conceição sabe que até Agosto o destino do avançado será o mesmo de Brahimi, de Danilo Pereira, de Hector Herrera e provavelmente de Felipe e Miguel Layun estando ainda sobre a mesa o dossier Casillas e o facto do FC Porto não poder pagar a 100% um salário que até agora era, na maioria, suportado pelo Real Madrid. Até Ruben Neves e Corona estão no mercado. Conceição sabe perfeitamente que o seu próximo plantel será composto por jogadores como Marega, Hernani, Soares, André André, Boly, Ricardo Pereira, Rafa Soares, José Sá, Rui Pedro ou Marcano, todos eles futebolistas de grande nível, sem lugar a dúvidas. Se não fosse pelo Dragão e pelo o azul e branco, o técnico poderia até acreditar que tinha regressado ao comando do Vitória de Guimarães ou do Sporting de Braga. A qualidade média do plantel não será muito diferente.
Para um cenário assim contar com elementos diferenciais é fundamental mas o FC Porto de Pinto da Costa já não se pode dar a esses luxos. O cenário é tão dantesco que mesmo a aposta no melhor do que temos na formação agora não garante um ciclo sequer de dois anos. Ruben Neves pode sair e há ofertas pelo imensamente promissor Diogo Dalot que nem sequer a camisola principal vestiu. Os olheiros europeus sabem perfeitamente que é Fernando Fonseca e Rafa também tem mercado. A situação é tão "Sporting" que da mesma forma que o clube de Alvalade teve de vender por tostões a um tal de Cristiano Ronaldo, o FC Porto começa a entrar numa espiral em que por muito boa que seja a sua cantera, ela não vai transformar-se no core de balneário de outros tempos, e o dinheiro das suas vendas a clubes melhor geridos ou com milionários atrás servirá para pagar os desastres de gestão dos últimos anos e os jogadores de comissionistas que vão continuar a entrar. Porque vão continuar a chegar ao clube. Sem qualquer dúvida.
André Silva, no meio disto tudo, foi uma vitima do tempo em que decidiu explodir com a camisola do FC Porto. Há quatro anos atrás talvez a consequência de uma década de gestão acertada no deve e no haver, o clube pudesse bater o pé e guardar para a recordação dos adeptos um ou dois anos mais do jogadores com a camisola do seu clube. Hoje o cenário é impossível. No final do dia, quando os adeptos se perguntam porque é que o FC Porto não ganha, é fácil criar páginas por encomenda para falar dos árbitros e assobiar para o lado. Assobiar para o lado e esconder o buraco financeiro que foi criado desde dentro. Assobiar para o lado e esconder o desmantelamento de uma cultura de balneário que foi propiciada desde dentro. Assobiar para o lado e esconder esta necessidade de vender todos os aneis e algum dedo que foi propiciada por dentro. Nenhum árbitro tem o poder de fazer o rombo nas contas do clube. Nenhum árbitro tem o poder de escorraçar do clube a prata da casa para esconder as misérias da gestão desportiva e económica. Nenhum árbitro tem a força de dizer aos adeptos de um clube tão grande como o FC Porto que têm de voltar a contentar-se com Maregas e Hernanis enquanto André Silva vai andar lá por fora a espalhar portismo e talento. E não vai estar só. Chegará o dia em que, para além dos árbitros - cuja realidade é indesmentível - a alguém se lhe ocorra fazer auto-critica. Pode ser que nesse dia a ponte D. Luis venha abaixo. Afinal de contas, tanto uma coisa como a outra são improváveis.
terça-feira, 23 de julho de 2013
A Insustentável Leveza do Sucesso (II)
Artigo anterior: A Insustentável Leveza do Sucesso (I)
No artigo anterior concluímos que o modelo de negócio da
FC Porto SAD assenta na obtenção de Proveitos com Bilheteira, TV, UEFA e
Publicidade por um lado, e Mais-valias com as vendas de passes de jogadores por
outro, numa proporção média de 70%-30%. Vimos também que o nível de
endividamento da sociedade tem sido crescente nos últimos anos e que em
2011-2012 o resultado antes da função financeira sofreu uma forte queda, o que
leva a concluir que a SAD tem de crescer, no sentido de obter mais Proveitos
(ou, em alternativa, diminuir os seus custos de operação).
Pela análise dos dados contidos nos gráficos abaixo
constata-se um decréscimo anualizado de 5,5% nas receitas de Bilheteira, de
2006 a 2012. Este terá sido o primeiro ponto onde a SAD entendeu actuar visto
ter lançado recentemente uma campanha de redução de preços para a aquisição de
lugar anual e uma nova denominação para as bancadas do Estádio (“mais
intuitiva”, recuperando os termos Superior e Arquibancada, que eram utilizados
no Estádio das Antas). Espera-se que a campanha dê os seus frutos e que as
assistências do Dragão voltem aos seus níveis iniciais.
Há um crescimento sustentado nas receitas provenientes da
cedência dos Direitos TV. Entre 2006 e 2012 estas receitas cresceram 11,3% em
termos anualizados, fruto das sucessivas renegociações com a
Olivedesportos/Sporttv. Este crescimento pode significar que o cliente se estava
a apropriar de uma parte do valor potencial desses Direitos e que o FC Porto
conseguiu equilibrar a repartição de riqueza gerada por este negócio. Pode
haver ainda margem para na próxima renegociação aumentar estas Receitas.
As Receitas obtidas a partir da participação nas Provas
UEFA são sempre uma incógnita, dependendo da performance desportiva, no entanto
a média de € 13m para o período observado equivale praticamente a passar a fase
de grupos da UCL todos os anos. Este é, aliás, o objectivo mínimo definido a
cada nova época.
A Publicidade e Sponsorização diminuiu no último ano. Resta
saber se se confirmará este ano tornando-se uma tendência (normalmente em
tempos de crise esta é uma das primeiras rubricas a sofrer cortes pelas
empresas) ou se estes proveitos regressam a níveis de 2010-11.
Em suma, das quatro rubricas de proveitos acima
referidas, é na Bilheteira, nos Direitos TV e na Publicidade que a FC Porto SAD
poderá ter ainda margem para crescer, assumindo que os valores recebidos nas
Provas UEFA dependerão dos resultados e que tal só é controlado de forma
indirecta pela gestão.
As assistências
Pela inexistência de um Estudo deste tipo aplicado ao
Estádio, utilizei dados do Plano Director do Aeroporto Sá Carneiro, elaborado
pela ANA, para quantificar o número de potenciais consumidores e utilizadores
do Estádio do Dragão. Por esse motivo, a área inicial, a preto, está
ligeiramente a Norte, ou seja, devemos pensar o mapa deslocado um pouco para
baixo.
Os dados da catchment
area são muito interessantes. Os 7 milhões de habitantes a apenas 120
minutos da cidade do Porto permitem pensar que é possível inverter a tendência
de queda das assistências do Estádio nos últimos anos. O FC Porto tem de ser
mais ambicioso; o Dragão tem de encher mais vezes; as assistências médias têm
de aumentar!
Foi lançada recentemente uma campanha de redução de
preços na venda de lugares anuais com o objectivo de “oferecer uma política de
preços mais justa, mais económica e com maior equilíbrio entre sectores”. Mais
do que nunca a gestão acreditará que consegue trazer mais adeptos ao Estádio e
esta campanha é o primeiro reflexo do reconhecimento do potencial do Dragão.
O FC Porto poderá tentar alavancar as suas Receitas
através da venda de Direitos TV para países onde os jogadores são uma
referência. Exemplo: a Colômbia, onde recentemente a comitiva do nosso Presidente
da República foi recebida pelo homólogo colombiano que ostentava um cachecol do
FC Porto (!). Poderá, por outro lado, tentar explorar o mercado asiático,
embora esta possibilidade seja, compreensivelmente, menos exequível porque o FC
Porto ainda não tem a dimensão internacional nem a projecção de um Real Madrid
ou Manchester United. E pode, também, fazer estágios ou torneios em países que
queiram promover o futebol e ver algumas estrelas internacionais em acção para,
assim, projectar o seu nome e obter um acréscimo de receita (recordo-me que a participação na Peace Cup em 2009 rendeu bom dinheiro).
A Sustentabilidade
A consultora AT Kearney elaborou um estudo sobre a
sustentabilidade das 5 principais Ligas europeias (Inglaterra, Alemanha,
França, Espanha e Itália) à luz das normais técnicas de análise económica e
financeira de empresas. As conclusões são muito interessantes: 3 dessas 5 Ligas
entrariam em bancarrota no espaço de 2 anos (excepto Alemanha e França).
Acontece que a indústria do futebol tem características muito particulares e a
sua sustentabilidade não deve ser aferida apenas através de normas de análise
económica e financeira tradicionais, mas também socioeconómicos e ambientais.
O quadro abaixo pretende relacionar performance
desportiva com performance económica e… não há qualquer correlação entre ambas.
As Ligas alemã e francesa são as que apresentam melhores indicadores económicos
mas são as Ligas inglesa e espanhola as que têm melhores performances
desportivas. Uma coisa é certa: são as Ligas com melhores indicadores, não
apenas desportivos, mas também económicos, sociais e ambientais que têm maior
probabilidade de crescer a longo prazo de forma sustentável.
Nota: inseri uma circunferência com a bandeira portuguesa
onde tudo indica estar localizado Portugal – em termos de ranking desportivo (ranking
UEFA) está entre a Itália e a França e em termos de ranking económico estará
seguramente entre zero e os valores alcançados por Espanha e Itália.
O Fair-play financeiro da UEFA
O Comité Executivo da UEFA aprovou, em Setembro de 2009,
por unanimidade, o conceito de "fair play" financeiro para o
bem-estar da modalidade. O conceito também recebeu o apoio de toda a “família
do futebol”, tendo como principais objectivos os seguintes:
- introduzir mais disciplina e racionalidade nas finanças dos clubes de futebol;
- diminuir a pressão sobre salários e verbas de transferências e limitar o efeito inflacionário;
- encorajar os clubes a competir apenas com valores das suas receitas;
- encorajar investimentos a longo prazo no futebol juvenil e em infra-estruturas;
- proteger a viabilidade a longo prazo do futebol europeu;
- assegurar que os clubes resolvem os seus problemas financeiros a tempo e horas.
Estes objectivos entretanto aprovados reflectem a visão
de que a UEFA tem o dever de ter em consideração o ambiente sistémico do futebol
europeu de clubes, no qual os emblemas competem e, em particular, o impacto
inflacionário alargado dos gastos dos clubes em salários e verbas de
transferências.
Em épocas recentes, muitos clubes reportaram perdas
financeiras, e, em alguns casos, maiores de ano para ano. O panorama económico
global criou difíceis condições de mercado para os clubes europeus e isto pode
ter impacto negativo na geração de receitas e cria desafios adicionais para os
clubes, no que diz respeito à disponibilidade do financiamento e para operações
do dia-a-dia. Muitos clubes sentiram problemas de liquidez, levando, por
exemplo, ao atraso no pagamento a outros clubes, empregados e autoridades sociais
e dos impostos.
Os Regulamentos de Licenciamento de Clubes e Fair Play
Financeiro da UEFA, aprovados em Maio de 2010 após um período de consultas e
actualizados em 2012, estão a ser implementados durante um período de três
anos, com os clubes que participam nas competições da UEFA a verem os seus
pagamentos (ex.: de transferências e a empregados) monitorizados desde o Verão
de 2011. A avaliação do equilíbrio cobrindo os exercícios financeiros que
terminam em 2012 e 2013 será efectuada durante a época de 2013/14.
Estas medidas podem afectar sobremaneira a actividade do
FC Porto SAD. Não serão admitidos, nas competições europeias, clubes ou
sociedades com capital próprio negativo, só para dar um exemplo.
Conclusões
A Sustentabilidade a longo prazo da FC Porto SAD estará
dependente de todos os factores mencionados anteriormente e sistematizados na
figura acima, sendo de destacar: o crescimento desejável dos proveitos, quer
obtidos a nível interno quer internacional; a diminuição da dependência dos
financiamentos para a prossecução da actividade (financiamentos bancários,
obrigacionistas ou outras formas de injecção de capital alheio); as condições
restritivas previstas nas regras do Fair-play financeiro da UEFA e o próprio
Modelo de Negócio da sociedade, com a dependência dos negócios de passes de
jogadores e as parceiras com Fundos. A Sustentabilidade do negócio dependerá em
grande medida da forma como a gestão conseguir gerir e articular todas estas
variáveis. Como portistas desejamos que o faça mantendo a performance desportiva
e melhorando a performance financeira.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
SCP sob a alçada do Fair Play financeiro
«Os prémios monetários conquistados pelo Sporting nas competições europeias estão retidos pela UEFA, porque o clube português não comprovou o pagamento de dívidas a outros emblemas e/ou funcionários e entidades tributárias.
O Sporting é um dos 23 clubes com prémios retidos, uma lista que foi nesta terça-feira publicada pelo organismo que gere o futebol europeu. Na época passada, o clube de Alvalade arrecadou 4.319.383 euros pela presença nas meias-finais da Liga Europa.
No âmbito do processo de implementação das novas regras sobre controlo financeiro dos clubes – o Fair-Play Financeiro – os clubes participantes nas provas europeias desta temporada tinham de comprovar o estado dos pagamentos até 30 de Junho deste ano.
O Sporting já reagiu. Uma fonte do clube de Alvalade disse à Lusa que esta retenção de prémios “não tem qualquer efeito prático”, porque esses prémios não seriam pagos agora. (...) Os clubes têm agora até ao final de Setembro para actualizarem as suas situações.
O Fair Play financeiro entrará em vigor a 100% a partir da próxima temporada, altura em que a UEFA avaliará as contas de 2011-12 e 2012-13. Quem no conjunto dos dois exercícios tiver prejuízos superiores a cinco milhões de euros, ficará sob monitorização e quem tiver prejuízos superiores a 45 milhões poderá ficar sujeito a sanções, embora estas ainda não tenham sido divulgadas pela UEFA. Nos anos seguintes, a UEFA avaliará sempre os três exercícios anteriores, mantendo o limite de cinco milhões de prejuízos para não ficar sob monitorização e o limite de 45 milhões para não ficar sujeito a sanções.
Lista dos clubes com prémios retidos:
FK Borac Banja Luka (Bósnia)
FK Sarajevo (Bósnia)
FK Željezničar (Bósnia)
PFC CSKA Sofia (Bulgária)
HNK Hajduk Split (Croácia)
NK Osijek (Croácia)
Club Atlético de Madrid (Espanha)
Málaga CF (Espanha)
Maccabi Netanya FC (Israel)
FK Shkendija 79 (Macedónia)
Floriana FC (Malta)
FK Budućnost Podgorica (Montenegro)
FK Rudar Pjevlja (Montenegro)
Ruch Chorzów (Polónia)
Sporting Clube de Portugal (Portugal)
FC Dinamo Bucureşti (Roménia)
FC Rapid Bucureşti (Roménia)
FC Vaslui (Roménia)
FC Rubin Kazan (Rússia)
FK Partizan (Sérvia)
FK Vojvodina (Sérvia)
Eskişehirspor (Turquia)
Fenerbahçe SK (Turquia)»
in publico.pt, 11/09/2012
A SAD sportinguista não pode abdicar de 4,3 MEuros e, por isso, estou certo que até ao final deste mês irá comprovar que não tem dívidas pendentes a outros clubes, funcionários ou entidades tributárias. Se isso será verdade ou não é outra conversa (no tempo do Vale e Azevedo, o slb também arranjou maneira de "comprovar" que não tinha dívidas às Finanças e à Segurança Social).
Seja como for, o facto do SCP aparecer nesta lista negra da UEFA, reflecte as grandes dificuldades que a SAD leonina atravessa e é uma mancha que fica registada.
Etiquetas:
Fair Play financeiro,
Sporting,
UEFA
Subscrever:
Mensagens (Atom)








