O Porto está prestes a contratar um jogador do Belenenses, que só foi descoberto no jogo que as duas equipas disputaram recentemente. É pena que o mercado de transferências encerre antes de termos oportunidade de jogar contra todas as outras equipas. Quem sabe que outros jogadores interessantes podíamos descobrir até ao início da segunda volta do campeonato...
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terça-feira, 28 de agosto de 2018
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
Reforços sim, contratações não
É preciso recuar muito no tempo para descubrir um FC Porto activo em todas
as quatro frentes chegado esta altura do mês de Janeiro, precisamente 2008-09, em
que se chegou ao inicio do novo ano nos Oitavos de Final da Champions League
(cairiamos em Quartos frente ao Manchester United), a camino das finais da Taça
de Portugal (que ganhariamos) e da Taça da Liga (caindo nas meias-finais) e
liderando o campeonato que encerraría o ano do Tetra de Jesualdo Ferreira.
Nem
sequer no mágico ano de 2011 a equipa de André Vilas-Boas aguentou o ritmo e
soçobrou frente ao Nacional na fase de grupos da Taça da Liga precisamente no
inicio do mês de Janeiro. Isso sem ter de jogar a exigente Champions League. Algo
que permite colocar – ainda mais – em perspectiva, o feito dos homens de Sérgio
Conceição. E sabendo que aí vêm cinco meses de máxima exigência, a expectativa
não podía ser maior. Olhando para a forma desastrada como o plantel foi
construido – victima do descontrolo dos últimos anos – desde cedo a maioria dos
adeptos e analistas foi rápida a indicar que o plantel era curto e tarde ou
cedo iria necessitar de ajustes. Não deixa de ser correcto o raciocínio mas o certo é que, com
metade da época cumprida, esse inevitavel desgaste não se tem notado – nem nos
resultados nem em campo – graças à excelente gestão de grupo de Conceição o que
permite reabrir a discussão sobre a necessidade real de interferir activamente
na reabertura do mercado.
O mercado de Inverno é um mundo complexo.
Poucas vezes serviu, realmente,
de algo para equipas com objectivos importantes. Os poucos casos são simbólicos
e parecem reforçar a sua importância (e ninguém esquecerá Carlos Alberto em
2004 ou a série de avançados que foi chegando nos anos posteriores que, com golos
importantes, ajudou a alcançar metas e títulos) mas na prática vale muito mais
ter um plantel bem estruturado desde o início do que aventurar-se no
desconhecido do defeso invernal. Num ano sem competição africana de selecções –
fundamental quando os MVP´s da época têm sido Brahimi, Aboubakar ou Marega – e sem
lesões largas e graves, salvo os problemas físicos repetidos de um Soares que
ainda não apanhou a dinâmica e de um irregular Otávio, os problemas têm sido contornados com
tranquilidade. Sobretudo o que estes meses nos têm ensinado é que o éxito do FC
Porto começa e acaba no espirito de grupo que o treinador forjou nos meses de
pre-temporada e que todos têm abraçado, jogando mais ou menos.
Num modelo de
jogo muito exigente físicamente – por vertical e ofensivo – mas onde a posse de
bola ajuda, em momentos de descanso, gerir esforços, Conceição tem sabido
trocar peça por peça em momentos pontuais sem perder o ritmo colectivo. Tem
acontecido na metamorfose de Oliver a Herrera (onze mais físico, com menos posse, e com maior
entrega e presença em troca de maior controlo), nas inclusões pontuais de Sergio
Oliveira, Layun ou Maxi Pereira num onze quase sempre recitado de memoria. Até
mesmo a recuperação de Diego Reyes e o regresso de Soares abriram outras opções
em posições chave. Conceição tem claro na sua cabeça que há um onze titular
base mas sujeito a alterações pontuais face a rivais ou forma física e uma
poule de seis/sete jogadores (Maxi, Reyes, Sergio, Oliver, Otávio, Soares e André
André) que permite cobrir essas necesidades. É certo que, de base, o plantel
apresenta descompensações tais como o excesso de laterais (o que tem feito
Ricardo actuar de extremo algumas vezes) e a falta de jogadores abertos nas
alas quando, sobretudo, Corona, não está ao seu nível ou peca por ausente,
sendo que a adaptação de Ricardo, por um lado, e o uso de Hernani, por outro,
abrem outras questões paralelas na gestão de grupo. A forma como Conceição
abdicou de jogar com um 10 tem retirado importancia e influencia a Oliver, e
também a Otávio, e tendo em conta que Danilo é indiscutivel, aberto a Herrera,
André André e Oliveira a possibilidade de rodar por um lugar. No fundo o
técnico conta já com seis médios para duas posições (oferecendo às vezes uma
modificação do 4-2-4 para 4-3-3 para acomodar Herrera-Danilo-André
André/Oliveira em momentos de maior posse) e não tem necessidade de mais tendo
em conta que todos cumprem os distintos perfis utilizados. Layun, vitima de um
claro over-booking e de um grande ano de Telles, e Maxi e Casillas – por questões
salariais – são os claros candidatos a sair das contas sem que, em principio, a
equipa mostre sinais de ressentir-se das suas baixas mas e quanto a
incorporações, que decisão tomar?
O importante, uma vez mais, é referir o espirito de grupo como base de
tudo.
A ideia de jogo do técnico não é complexa – digamos que é uma versão à
Porto, com esse extra de garra, do que lograva o Benfica de Jesus com êxito a
nível doméstico no inicio da década – mas a idiossincrasia da equipa é muito
especial. Qualquer novo reforço entra num grupo já formado, trabalhado e
emocionalmente muito unido e tem de ser capaz de adaptar-se a essa realidade em
tempo recorde. Não há, no mercado e face à nossa realidade, um talento absoluto
disponível capaz de ser titular de caras apenas pelo genial que possa ser, pelo
que quem vir tem de ser parte da engrenagem colectiva ou o próprio técnico será
o primeiro a excluí-lo das opções. Oliver, sem dúvida um jogador com um talento
incomparável, não joga precisamente porque apesar das suas virtudes, não é o
homem certo para o modelo de jogo.
Ou seja, salvo que seja uma posição
cirúrgica (estou a pensar em extremo esquerdo/direito) ou um avançado de
natureza muito diferencial do jogo que oferece Aboubakar (e para isso já existe
Soares, inclusive), as necesidades reais deste plantel são escassas. E mais
ainda quando o grupo parece de tal forma unido que a capacidade de
multiplicação de posições reduz ainda mais essa ideia de necessidade extrema
individual. Chegar e sentir o que o técnico fazem os jogadores sentirem, dentro
dessa dinámica de “irmãos de armas”, é algo extremamente complexo de lograr e difícil
de exigir a uma cara nova. Para quatro meses de competição, mais ainda.
Seguramente haverá jogadores melhores que Marega no mercado mas será que algum
dará a Sérgio o que ele quer dessa posição? Ou será tão capaz como Marega é de
representar a unidade do grupo e o espirito deste projecto? O mesmo pode ser
dito, realmente, de todos. Ninguém pode saber o que nos espera o amanhã e
talvez uma lesão grave de um central, um problema sério de Danilo ou de Brahimi
– os únicos jogadores sem réplicas reais daquilo que são e dão à equipa – podem
sempre oferecer novos problemas e novas equações. No entanto, no momento
presente, cada incorporação corre o risco de ser mais vista como uma
contratação do que, propriamente, um reforço. E sabendo como está a SAD e como
estão as finanças do clube - com
jogadores por renovar e buracos abertos para a próxima época, sobretudo na
posição de defesa central – o mais lógico seria confiar em Conceição e nos seus
homens e ir preparando o futuro com consciencia, sabendo que a força, a união e
o talento do grupo e do seu líder que trouxe o FC Porto à sua melhor posição
numa década a inicio de ano é uma arvore com raizes mais profundas na terra do
que podemos imaginar para abanar ao primeiro sinal de tempestade.
sábado, 2 de setembro de 2017
Zero reforços
Sérgio Conceição é um tipo com coragem. Tem feito um trabalho admirável de coesão, colocou a equipa a jogar bastante mais (sem ser brilhante tem logrado momentos de brilhantês, o que não é o mesmo), assumiu uma abordagem vertical, ofensiva e de riscos e, sobretudo, um projecto que hoje lhe dá menos a ele do que ele pode dar ao projecto. E para isso é preciso ser um tipo de coragem.
O "negócio" de Vaná - a posição que o FC Porto seguramente mais precisava de reforçar - impede que podamos afirmar que o FC Porto não contratou ninguém neste defeso. Também há quem defenda que além dessa "contratação", o FC Porto também recebeu na forma dos emprestados do ano passado "reforços", casos de Ricardo Pereira, Moussa Marega (um jogador que a esmagadora maioria dos adeptos há um ano ofereceria grátis a quem quisesse pegar nele) e Vincent Aboubakar. Recuso-me a chamar "reforços" a jogadores que já pertenciam ao clube e que, pelo menos no caso de Ricardo e Aboubakar, jamais deviam sequer ter saído do plantel principal. Portanto, sendo intelectualmente honestos, o FC Porto não contratou ninguém útil e não se reforçou no mercado. Sérgio Conceição sabia que chegava a um clube com problemas financeiros - motivo por qual a maioria dos treinadores sondados por Pinto da Costa lhe deu as costas - e debaixo do olho atento da UEFA. O que provavelmente não sabia é que não ia sequer ter um pequeno brinde até ao fim do mercado na forma de um ou dois jogadores da sua escolha. Conceição é o primeiro treinador que começa uma época com o FC Porto sem um reforço pedido. Nem um. Se nos lembramos que Co Adriaanse abandonou o barco por algo parecido há pouco mais de uma década, fica claro como as coisas mudaram no Dragão. O Porto vai para a guerra com os mesmos do ano passado, entre os que estavam e os emprestados. Nem mais nem menos.
Tudo o que suceda a partir de agora é, portanto, um milagre.
Para ser segundos o clube já tinha os Lopetegui e NES da vida. Depois de quatro anos o clube tinha de fazer um esforço para ser campeão e quebrar um ciclo nefasto. Não o fez. E o treinador será o menos culpado. Conceição pode cometer erros (vale a pena pensar na formação e no seu tratamento da mesma num futuro) de cariz táctico em determinados jogos (o esquema original já deu para perceber qual é e ninguém vem enganado) ou ter problemas de gestão de balneário. Mas sem ovos nem o melhor cozinheiro faz omeletes. O Benfica e, sobretudo, o Sporting, reforçaram-se bastante melhor e têm planteis com mais soluções para a maioria das posições. Se o Porto já não partia em superioridade face ao que havia em cada onze no ano passado, este ano o abismo aumenta. Uma lesão de Soares/Aboubakar, de Oliver, de Danilo ou de Brahimi abre um problema muito sério. São 41 jogos, o mínimo, por temporada, números que, provavelmente, se aproximem dos 50 com as Taças. E na prática há posições onde há uma solução e meia. Há três avançados centro para dois lugares segundo o esquema actual. Oliver e Otávio nunca demonstraram ter o pulmão para aguentar uma época a somar noventa minutos constantemente e nem André André nem Herrera cumprem o mesmo papel que Danilo, que deixou de ter concorrência directa. Na ala os únicos extremos puros são Brahimi, Hernâni e Corona, admitindo-se que tanto Ricardo como Layun podem dar uma mão, mas sempre obrigando a recorrer a planos B e C´s noutras posições. A manta é curta. Ponto.
Felizmente a ausência de dinheiro real - e não aquele que outros clubes movem alegremente no mercado - e o olho atento da UEFA (ficaram 37 milhões de euros por contabilizar nas vendas, um problema mais para resolver que Luis Gonçalves não soube driblar) obrigaram o clube a actuar com prudência. No caso desta SAD actuar com prudência é um bom sinal, pelo menos, salvo o caso Vaná, não houve comissionistas a beber da teta da vaca e quase metade dos excedentários encontraram colocação. O lado negativo, responsabilidade de Gonçalves - o director de futebol continua sem existir no mercado - e também de uma política que depende excessivamente da gestão de Mendes, D´Onofrio e Teixeira para que os jogadores saiam do clube, foi o facto de vários excedentes não terem sido colocados e os que foram terem aportado muito pouco ao clube, que se livra em alguns casos dos salários mas não recupera nem parte do investimento. Muito triste. Se a isso juntamos que jogadores que não vão ser titulares e podiam ter rendido bom dinheiro como Maxi, Reyes/Indi e Herrera ficaram no plantel e o buraco de 37 milhões continua aí (quando, há um ano, só Herrera, segundo o Presidente, valia mais dos 30 milhões que recusou), não se pode dizer que tenha sido um verão positivo. Só saíram dos jogadores da casa, com um futuro superior às cifras que foram pagas por eles como vão seguramente demonstrar. Muito pouco.
Na prática foi também Conceição - e tendo em conta a sua coragem e a forma como tem trabalhado acho que merece sem dúvida o beneficio da dúvida nestes casos, se teve intervenção directa na decisão - quem decidiu virar as costas à equipa B e à formação. Todos os que podiam reforçar o plantel e abrir passo a algumas saídas úteis foram "despachados". Fonseca (lateral direito), Rafa (lateral esquerdo), Mikel (médio defensivo) e, sobretudo, Rui Pedro (avançado) podiam ter sido opções úteis para complementar o plantel, mais tendo em conta as restrições da lista da UEFA. Um caso para abordar mais à frente, com paciência e perspectiva.
Conceição tem um desenho táctico que funciona claramente em Portugal - na Europa, como Jorge Jesus, o seu primeiro grande defensor, e mais tarde Rui Vitória, têm demonstrado, nem tanto - e esse é e tem de ser o grande objectivo. Até agora, por jogo e por atitude, o seu trabalho tem sido muito superior às expectativas mas o ano é largo e haverá algum momento em que olhar para o banco e ver que não há um só avançado para entrar (como tem sucedido na ausência de Soares) pode ser a morte do artista. Conceição aceitou o desafio e nós aceitamos o desafio com ele. A responsabilidade, um ano mais, mais do que nunca, tem nomes próprios e apelidos. Em Maio, se o FC Porto for campeão, nunca será tanto por culpa de um treinador e tão pouco por mérito de um Presidente. Oxalá assim seja. O espírito do Dragão que Sérgio e os jogadores têm reactivado, muito mais real e sentido que o "Somos Porto", bem o merece!
Sérgio, estamos contigo!
O "negócio" de Vaná - a posição que o FC Porto seguramente mais precisava de reforçar - impede que podamos afirmar que o FC Porto não contratou ninguém neste defeso. Também há quem defenda que além dessa "contratação", o FC Porto também recebeu na forma dos emprestados do ano passado "reforços", casos de Ricardo Pereira, Moussa Marega (um jogador que a esmagadora maioria dos adeptos há um ano ofereceria grátis a quem quisesse pegar nele) e Vincent Aboubakar. Recuso-me a chamar "reforços" a jogadores que já pertenciam ao clube e que, pelo menos no caso de Ricardo e Aboubakar, jamais deviam sequer ter saído do plantel principal. Portanto, sendo intelectualmente honestos, o FC Porto não contratou ninguém útil e não se reforçou no mercado. Sérgio Conceição sabia que chegava a um clube com problemas financeiros - motivo por qual a maioria dos treinadores sondados por Pinto da Costa lhe deu as costas - e debaixo do olho atento da UEFA. O que provavelmente não sabia é que não ia sequer ter um pequeno brinde até ao fim do mercado na forma de um ou dois jogadores da sua escolha. Conceição é o primeiro treinador que começa uma época com o FC Porto sem um reforço pedido. Nem um. Se nos lembramos que Co Adriaanse abandonou o barco por algo parecido há pouco mais de uma década, fica claro como as coisas mudaram no Dragão. O Porto vai para a guerra com os mesmos do ano passado, entre os que estavam e os emprestados. Nem mais nem menos.
Tudo o que suceda a partir de agora é, portanto, um milagre.
Para ser segundos o clube já tinha os Lopetegui e NES da vida. Depois de quatro anos o clube tinha de fazer um esforço para ser campeão e quebrar um ciclo nefasto. Não o fez. E o treinador será o menos culpado. Conceição pode cometer erros (vale a pena pensar na formação e no seu tratamento da mesma num futuro) de cariz táctico em determinados jogos (o esquema original já deu para perceber qual é e ninguém vem enganado) ou ter problemas de gestão de balneário. Mas sem ovos nem o melhor cozinheiro faz omeletes. O Benfica e, sobretudo, o Sporting, reforçaram-se bastante melhor e têm planteis com mais soluções para a maioria das posições. Se o Porto já não partia em superioridade face ao que havia em cada onze no ano passado, este ano o abismo aumenta. Uma lesão de Soares/Aboubakar, de Oliver, de Danilo ou de Brahimi abre um problema muito sério. São 41 jogos, o mínimo, por temporada, números que, provavelmente, se aproximem dos 50 com as Taças. E na prática há posições onde há uma solução e meia. Há três avançados centro para dois lugares segundo o esquema actual. Oliver e Otávio nunca demonstraram ter o pulmão para aguentar uma época a somar noventa minutos constantemente e nem André André nem Herrera cumprem o mesmo papel que Danilo, que deixou de ter concorrência directa. Na ala os únicos extremos puros são Brahimi, Hernâni e Corona, admitindo-se que tanto Ricardo como Layun podem dar uma mão, mas sempre obrigando a recorrer a planos B e C´s noutras posições. A manta é curta. Ponto.
Felizmente a ausência de dinheiro real - e não aquele que outros clubes movem alegremente no mercado - e o olho atento da UEFA (ficaram 37 milhões de euros por contabilizar nas vendas, um problema mais para resolver que Luis Gonçalves não soube driblar) obrigaram o clube a actuar com prudência. No caso desta SAD actuar com prudência é um bom sinal, pelo menos, salvo o caso Vaná, não houve comissionistas a beber da teta da vaca e quase metade dos excedentários encontraram colocação. O lado negativo, responsabilidade de Gonçalves - o director de futebol continua sem existir no mercado - e também de uma política que depende excessivamente da gestão de Mendes, D´Onofrio e Teixeira para que os jogadores saiam do clube, foi o facto de vários excedentes não terem sido colocados e os que foram terem aportado muito pouco ao clube, que se livra em alguns casos dos salários mas não recupera nem parte do investimento. Muito triste. Se a isso juntamos que jogadores que não vão ser titulares e podiam ter rendido bom dinheiro como Maxi, Reyes/Indi e Herrera ficaram no plantel e o buraco de 37 milhões continua aí (quando, há um ano, só Herrera, segundo o Presidente, valia mais dos 30 milhões que recusou), não se pode dizer que tenha sido um verão positivo. Só saíram dos jogadores da casa, com um futuro superior às cifras que foram pagas por eles como vão seguramente demonstrar. Muito pouco.
Na prática foi também Conceição - e tendo em conta a sua coragem e a forma como tem trabalhado acho que merece sem dúvida o beneficio da dúvida nestes casos, se teve intervenção directa na decisão - quem decidiu virar as costas à equipa B e à formação. Todos os que podiam reforçar o plantel e abrir passo a algumas saídas úteis foram "despachados". Fonseca (lateral direito), Rafa (lateral esquerdo), Mikel (médio defensivo) e, sobretudo, Rui Pedro (avançado) podiam ter sido opções úteis para complementar o plantel, mais tendo em conta as restrições da lista da UEFA. Um caso para abordar mais à frente, com paciência e perspectiva.
Conceição tem um desenho táctico que funciona claramente em Portugal - na Europa, como Jorge Jesus, o seu primeiro grande defensor, e mais tarde Rui Vitória, têm demonstrado, nem tanto - e esse é e tem de ser o grande objectivo. Até agora, por jogo e por atitude, o seu trabalho tem sido muito superior às expectativas mas o ano é largo e haverá algum momento em que olhar para o banco e ver que não há um só avançado para entrar (como tem sucedido na ausência de Soares) pode ser a morte do artista. Conceição aceitou o desafio e nós aceitamos o desafio com ele. A responsabilidade, um ano mais, mais do que nunca, tem nomes próprios e apelidos. Em Maio, se o FC Porto for campeão, nunca será tanto por culpa de um treinador e tão pouco por mérito de um Presidente. Oxalá assim seja. O espírito do Dragão que Sérgio e os jogadores têm reactivado, muito mais real e sentido que o "Somos Porto", bem o merece!
Sérgio, estamos contigo!
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