Em 1095, no concílio de Clermont, o papa Urbano II exortou os cristãos a libertar a Terra Santa, prometendo a salvação a todos os que morressem em combate contra os pagãos. Assim, ao longo dos séculos XI, XII e XIII, milhares partiram em direcção a Jerusalém, levando bordado sobre as suas roupas uma cruz vermelha e considerando-se a si próprios milites Christi (soldados de Cristo). Boemundo de Taranto e Godofredo de Bulhão na Primeira Cruzada (1096-1099) e Ricardo Coração de Leão na Terceira Cruzada (1189-1192), foram alguns dos nomes que se destacaram nas diversas cruzadas contra os "infiéis".
Nos últimos 35 anos, desde que se reorganizou, abandonou o "complexo da ponte" e desatou a ganhar títulos, quer a nível nacional, quer internacional, também o FC Porto se tornou alvo de várias "cruzadas", promovidas por aqueles que, instalados na capital do ex-império e habituados à vassalagem, não se conformam com a perca do poder majestático que tinham no futebol português. E se é certo que a maior parte destas "cruzadas" têm sido travadas no terreno futebolístico e da comunicação social, a última envolveu fortemente o âmbito jurídico e teve como dois dos protagonistas Pinto Monteiro e Maria José Morgado.
Nesta enésima "cruzada", após algumas vitórias iniciais, em que os "bárbaros do Norte" parecia estarem encurralados por vários "exércitos" - Ministério Público, comunicação social, CD da Liga, CJ da FPF, Platini/UEFA - a resistência foi tenaz, o cerco furado e a maior parte dos "exércitos sitiantes" bateram em retirada, sem honra nem glória. Pobres coitados, já deviam saber que do brasão da cidade faz parte o epíteto Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta cidade do Porto.
Ironia do destino, nesta altura, quem parece estar cada vez mais isolado no seu "castelo" e atarefado com outras "guerras" (Operação Furacão, Freeport, Face Oculta, Sindicato dos Magistrados do Ministério Publico, etc.) é Pinto Monteiro.
Um bom retrato da situação caricata em que caiu o Procurador-Geral da República, foi feito por Manuel Queiroz no semanário Grande Porto de 06/08/2010, numa crónica intitulada o "Calimero-Geral da República" que vale a pena ser (re)lida.
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«"Mas é uma injustiça, é mesmo. Eu não tenho poderes nenhuns. Sou a Rainha de Inglaterra do Ministério Público”.
O homem que, só aqui para nós, nomeou uma equipa especial para o Apito Dourado e outra para a Noite Branca porque não confia nos seus homens – não há outra explicação possível - , que abre processos aos seus procuradores, que escolhe para coordenadora do DCIAP uma procuradora que tinha sido membro da Comissão de Candidatura de Mário Soares, não tem poderes. O homem que mandou fazer recursos de todas as decisões do Apito Dourado, mesmo sem saber se elas seriam ou não fundamentadas, não tem poder nenhum. Se calhar, tem até poderes a mais, digo eu. Ou melhor, não sei que poderes é que pode ter mais o nosso Procurador-Geral, que por definição é o advogado do Estado. E nem admira que Maria José Morgado defenda também mais poderes para o Procurador-Geral – claro que sim, claro que deve nomear os procuradores distritais (para quê?).
Pinto Monteiro, é dele que falamos, o Procurador-Geral da República vai para quatro anos, queixou-se de falta de poderes, depois de se ter queixado de que lhe andavam a escutar as conversas, depois de se ter queixado de falta de condições para o Ministério Público trabalhar, depois de se ter queixado que no mesmo MP há “reis e reizinhos”, depois de se ter queixado dos megaprocessos, depois de se ter queixado dos procuradores e do juiz de Aveiro no Face Oculta. Queixas e mais queixas. Só que continuamos com os mesmos casos há anos.
Francamente, o “beirão sério” que, não tenho dúvidas, é Fernando Pinto Monteiro, juiz-conselheiro, note-se, vai ter muita dificuldade em chegar ao fim do mandato. Se se gasta tanto dinheiro em processos como o Freeport e o Apito Dourado, e se chega aos arquivamentos que se chegaram, alguma coisa está mal. O procurador tem pelo menos um poder que pode usar: o de se demitir.»


O Dr. Ricardo Costa decidiu suspender Lisandro Lopez com um jogo de castigo porque este fez uma "simulação evidente de grande penalidade inexistente" com o objectivo de "enganar o árbitro" no jogo com o SLB, no Estádio do Dragão, e que terminou empatada a um golo. Como é bom de ver, todas as simulações de grandes penalidades, em especial as de Di Maria e Moutinho, foram convenientemente ignoradas na presente temporada mas a alegada simulação de Lisandro teve de ser castigada a bem dos interesses do SLB. Ainda por cima com os habituais requintes de paneleirice do presidente da CD, que escreveu sete páginas e ainda se aventurou a enunciar novas emendas às Leis da Física. Para não me acusarem de incitamento à violência apenas quero desejar que esse merdas padeça de uma diarreia aguda que o deixe a desfazer-se dias a fio.
Depois da nomeação de Lucílio para a entrega Taça da Liga, Vítor Pereira lá continua na senda das nomeações duvidosas e sempre, por coincidência certamente, com forte tendência para favorecer o SLB. Desta vez, e para uma deslocação que se quer difícil do FC Porto a Guimarães, decidiu nomear Carlos Xistra, um árbitro que em dois jogos contra o Sporting esta época teve várias decisões que prejudicaram claramente o FC Porto.
O presidente é Joaquim Evangelista, um homem muito desonesto que, depois do FC Porto se sagrar campeão na época passada, afirmou, em 7 de Maio de 2008, e a propósito da existência de salários em atraso, que “com o devido respeito o vencedor (do campeonato) não é um verdadeiro vencedor, porque havendo concorrência desleal, não há verdade desportiva”. É preciso ser muito desonesto para dizer isto quando se sabe perfeitamente que em todas as épocas há clubes com salários em atraso. E para além disso estava também a retirar mérito aos jogadores do FC Porto, muitos dos quais devem pertencer ao sindicato que dirige. Este homem proferiu estas palavras sem quaisquer preocupações com os jogadores que não recebem, mas sim no meio de um episódio agudo de refluxo gastro-esofágico (vulgo “azia”) pelo facto do FC Porto ter sido campeão.

