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domingo, 26 de agosto de 2018

Atitude, ou a falta dela


O essencial, antes do mais: poderíamos estar já com dois pontos de vantagem sobre slb e scp mas, pelo contrário, com a derrota de hoje, ficamos a um ponto de ambos.
E não há muito a apontar a este triunfo do Vitória, que alinhou com alguns ex-portistas. Para André André e Tozé (ambos a facturarem na partida), este 3-2 poderá até ter um certo sabor a "vingança".
Pena que o filho do grande António André não tenha mostrado nada próximo à sua exibição de hoje na maioria das vezes em que vestiu a nossa camisola…

E o FCP lá continua mal e não se recomenda.

Aboubakar e André Pereira, ambos à boca da baliza, falharam, cada um deles, um golo certo, pura e simplesmente porque foram muito mais lentos que o (mesmo) defensor vimaranense. 
Mais atitude e garra, exige-se.

Uma primeira parte muito próxima da apagada exibição no Jamor, apesar do enganador resultado ao intervalo, já adivinhava uma possível derrocada para o segundo tempo. Sérgio Conceição e Felipe assim o reconheceram no final do jogo. O caudal ofensivo é insuficiente e na componente defensiva estamos muito leves e permissivos.
As substituições (se bem que duas delas forçadas) não funcionaram. Óliver, mais uma vez, volta a não acrescentar qualquer valor. Pelo contrário, a equipa piora sempre que o espanhol entra em campo.
O nosso treinador também reconheceu que esperava muito mais daqueles que vieram do banco. Corona pouco ou nada tinha feito antes de se lesionar.
Para rever o caso particular de Marega. Voltará a ser o que era, após o seu afastamento forçado?

Ah, sim: o nosso segundo golo é fora-de-jogo, sem a mínima dúvida. O VAR estava em "black-out", tal e qual como aconteceu no Aves X slb da época passada. Só falha em jogos dos "três grandes"?
O penalty de Sérgio Oliveira, aceita-se. Mas ficou também claro que Fábio Veríssimo tentaria compensar o golo em fora-de-jogo à primeira (meia) oportunidade.
O FCP, de tão desabituado que está a ser beneficiado pelo factor-arbitragem, fez ele mesmo justiça por mão próprias, com um hara-kiri que não se via desde 1972. Foi nesse ano a última vez que, para o campeonato, perdemos uma partida após nos apanharmos com uma vantagem de dois golos. E também não éramos derrotados em casa contra o Vitória desde 1996.

Tempo para reflexão haverá de sobra: segue-se, em breve, uma estúpida longa paragem na Liga para irmos todos brincar às Selecções. Com todos estes actuais jogadores e mais um ou outro eventual reforço? Fica a grande dúvida...

domingo, 12 de fevereiro de 2017

À primeira



Ainda até há pouco tempo, os nossos adversários facturavam na primeira (e muitas vezes única) vez que se aproximavam da nossa área, agora, e pelo menos nestes últimos dois jogos, sucede quase o oposto.

Até à entrada Jota (ao minuto 74, note-se), o FCP não tinha ido mais do que 2 ou 3 vezes à grande área adversária. Aliás, quase se poderia dizer que Soares marcou na única oportunidade real do FCP até à entrada do jovem português em campo.

Com alguma ironia, poder-se-ia afirmar que o grande mérito do FCP nesta vitória deu-se antes sequer do pontapé de saída, ao conseguir "desfalcar" os vitorianos dos seus melhores jogadores (Hernâni, Marega, e claro, Soares). Ter Tiquinho do nosso lado, foi de facto uma grande ajuda. O ex-Guimarães foi, mais uma vez, decisivo e terá sido o melhor jogador em campo.
Verdade se diga que a maioria dos seus novos companheiros realizou uma exibição cinzenta, num jogo pobre de ambos os lados.
Para além do nosso mais recente reforço, apenas os "centrais"e Danilo estiveram num plano aceitável.
O caso mais agudo teria sido mesmo André Silva que passou completamente ao lado desta partida.

No fundo, um jogo com muito pouco para contar, ao contrário daquilo que era de prever.
Mas de jogos com pouca história também se faz a corrida para o título.

Seis pontos em dois jogos que se anteviam de grau de dificuldade elevado (scp e Guimarães), não pode senão ser considerado algo de positivo.
Pena que o slb tenha tido, neste mesmo calendário, dois jogos extremamente fáceis.

A verdadeira luta entre os dois continua já dentro de momentos...

domingo, 17 de janeiro de 2016

Uma equipa no chão...

foto: maisfutebol

O FC Porto está no chão. Em apenas 15 dias perdeu a liderança e está agora em terceiro lugar a 5 pontos do líder e a 3 pontos do segundo classificado. A equipa está à deriva, sem rumo e sem comandante. Um reflexo do que se está a passar no Clube.

Os jogadores não sabem o que é a cultura do FC Porto e por isso não se impõem em campo. A maioria deles vieram de outras realidades para relançar a sua carreira ou para "darem o salto" e, por isso, o FC Porto pouco lhes diz. Não agarram primeiro a bola, não pressionam o adversário, estão inertes e desorientados, não são e não sabem como funcionar como um colectivo. Não sofrem, como nós. O oposto do que é Ser Porto.

Os árbitros tratam-nos sem isenção, como se merecêssemos ser castigados a cada lance, mesmo sabendo que estão a avaliar mal, porque sim. Não há uma única voz a dar a cara e a proteger o Clube, a não ser o Francisco Marques - que o faz de uma forma brilhante - na rubrica "Dragões Diário" mas que é manifestamente pouco para as necessidades actuais.

O senhor do telemóvel continua a limitar-se a ler coisas no seu smartphone, alheio a tudo o que se passa à sua volta. Podia cair-lhe o céu em cima, que ele não dava conta...



O jogo em Guimarães não teve história. Um grande frango de Casillas a abrir e noventa minutos seguintes a procurar desesperadamente um empate que não viria a surgir. O falhanço do guarda-redes espanhol está ao nível dos de um qualquer principiante das camadas jovens.

A equipa está constantemente mal posicionada, quer em transição ofensiva quer defensiva, as linhas estão muito afastadas, os jogadores usam e abusam do recuo no terreno como forma de preservar a posse, colocando demasiada pressão em centrais nervosos e desmotivados. Há demasiada cerimónia para rematar, há uma constante colocação de bola ora numa ala, ora noutra, sem contudo haver progressão no terreno de jogo ou com desequilíbrios na defesa adversária. Assim bem podiam estar horas a fio a lutar que não conseguiam marcar um golo. Em suma, Lopetegui destruiu a equipa. Devia ser ele a indemnizar o Clube pelo estrago que lhe trouxe. Ele ou quem o lá pôs.

No meio de tanta desorientação é necessário destacar alguns jogadores:
Os melhores: Danilo, André e Varela.
Os piores: Casillas, Herrera e Aboubakar

Os de Guimarães fizeram enorme festa no fim do jogo. Pena não viverem os jogos contra os grandes de Lisboa com tanto ódio ao adversário. Compreende-se tendo em conta a grande quantidade de benfiquistas na massa associativa vimaranense.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Bernard e Cafú na bancada



Num jogo arbitrado pelo senhor Rui Costa da AF Porto (um dos árbitros preferidos do SL Andor), que decorreu de forma calma e com poucos cartões, dois deles acertaram em cheio em dois médios do Vitória de Guimarães que, por mero acaso, estavam à bica. Isto é que foi pontaria…

Assim, na próxima jornada, Bernard e Cafú vão ser baixas forçadas na equipa do Vitória Guimarães e vão juntar-se à extensa lista de jogadores que, ao longo deste campeonato fraudulento, por esta e outras razões, não puderam defrontar o SL Andor.

Siga a rusga…

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

4 dias depois, 4 anos antes

Quatro dias depois de uma arbitragem muito (in)competente ter sido determinante para o FC Porto perder 2 pontos em Guimarães, foi a vez de Rui Vitória, treinador da equipa vimaranense, reconhecer, implicitamente, que o FC Porto foi prejudicado:

Houve erros, de parte a parte e, se o Vitória foi beneficiado, noutras alturas foi prejudicado e calou-se

Deixa ver se eu percebi. O Vitória foi beneficiado (o que significa que a equipa adversária foi “gamada”), mas como já foi prejudicado noutros jogos e calou-se, os elementos do FC Porto deveriam ter feito o mesmo.

Pois, como eu compreendo o antigo treinador da equipa de juniores do SLB (entre 2004 e 2006)…

Quatro anos antes do trio liderado por Paulo Baptista ter “travado” o FC Porto, disputou-se um outro jogo polémico em Guimarães.
No dia 10 Setembro 2010, também para a 4ª jornada do campeonato (época 2010/2011), o Vitória Guimarães recebeu a equipa do SLB e venceu por 2-1.

Inconformados com algumas decisões do trio de arbitragem liderado por Olegário Benquerença, os responsáveis benfiquistas, não só não se calaram, como “crucificaram” o árbitro de Leiria na praça pública.

… houve quatro lances com influência directa no resultado: dois foras de jogo, ao Saviola e ao Cardozo, e dois 'penalties' claríssimos. As imagens são muito evidentes e não deixam nenhuma dúvida. (…) assumimos as nossas falhas no campo, mas não podemos assumir as dos outros”, disse Rui Costa (director desportivo do Benfica) na sala de imprensa do Estádio D. Afonso Henriques, na presença de todos os membros da SAD benfiquista, presidente Luís Filipe Vieira incluído.

Mais. Na “crucificação” pública do árbitro, o Benfica contou com o apoio entusiástico da comunicação social do regime e, surpreendentemente (ou talvez não), de Vítor Pereira, o líder dos árbitros (depois desse jogo, Olegário esteve mais de um ano sem ser nomeado para jogos dos encarnados de Lisboa).


Dois pesos e duas medidas? Que ideia…

domingo, 14 de setembro de 2014

Os homens de vermelho


Há 40 anos atrás, o grande José Maria Pedroto, que nunca teve medo nem papas na língua, denunciava, e muitíssimo bem, os roubos de igreja de que o FC Porto era alvo.

Hoje, no final de uma autêntica roubalheira em Guimarães..., perdão, de um "jogo muito bem disputado" em Guimarães, os jogadores do FC Porto foram, amistosamente, cumprimentar os senhores de vermelho e, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa que se seguiu, o treinador do FC Porto, muito compreensivo, disse que os árbitros se equivocaram, mas que ele também se equivoca todos os dias.

Eu não sei o que a estrutura do FC Porto disse ao senhor Lopetegui, mas se vamos fazer o papel de bons rapazes, se vamos levar e dar a outra face, digo já que podem esquecer o campeonato porque, assim, não vamos lá.

E não vamos fazer de conta (eu, pelo menos, não vou). Esta tarde, em Guimarães não houve "apenas" um golo mal anulado ao FC Porto, como já ouvi para aí dizer.

Comecemos pela 1ª parte. Ao minuto 31, houve uma falta clara sobre Brahimi, que deveria ter dado origem a um penalty a favor dos dragões e, em simultâneo, o Vitoria de Guimarães deveria ter passado a jogar com menos um jogador (Defendi deveria ter sido expulso).

No insuspeito website do Record, no acompanhamento do jogo ao minuto, escreveram o seguinte:
«31': Yacine Brahimi (FC Porto) apareceu sozinho, na cara de Douglas, e atirou-lhe a bola para os braços. Defendi puxou o extremo portista que se se deixasse cair dentro da área, seria certamente grande penalidade...»

Convém lembrar que neste tipo de lances, nos lances para grande penalidade, não se aplica a lei da vantagem.

Ainda na 1ª parte, após a paragem originada por distúrbios provocados pelos adeptos vitorianos nas bancadas, Cafu desvia a bola com o braço dentro da área vimaranense.
Penalty a favor do FC Porto? Não, o senhor Paulo Baptista (a camisola vermelha que vestiu hoje fica-lhe tão bem...) mandou seguir.

Finalmente, na terceira situação para penalty a favor do FC Porto, o senhor Paulo Baptista achou que já era demais e lá teve de apontar para a marca dos 11 metros (era muito complicado deixar passar um lance em que Brahimi é agarrado durante uns 5 ou 6 metros...). Contudo, 8 minutos depois, quiçá para "equilibrar as contas", o senhor Baptista assinalou um penalty contra o FC Porto, por uma pretensa falta de Jackson Martinez.

Já vi este lance varias vezes e não consigo descortinar qualquer falta.
Talvez por isso, no Maisfutebol, na crónica do jogo, acerca deste lance escreveram o seguinte:
«Pénalti, gritou-se no estádio. Paulo Batista hesitou, mas apontou para o marca de grande penalidade, vendo, talvez, um toque no calcanhar do médio vitoriano. Bernard empatou.»

Pois, talvez tenha sido mais um lapso, mais um equivoco do benfiquista..., perdão, do senhor árbitro de Portalegre no jogo de hoje, sempre, sempre, sempre em prejuízo do FC Porto.

Para fechar em beleza a sua actuação, três minutos depois do penalty inventado... perdão, assinalado contra o FC Porto, os senhores de vermelho decidiram anular um golo limpo a Brahimi.

Já não via uma arbitragem destas, num jogo do FC Porto, desde um célebre Gil Vicente x FC Porto, arbitrado pelo nosso conhecido Bruno Paixão.

Por isso, por tudo isto, recuso-me a dizer uma única palavra sobre as escolhas de Lopetegui ou a actuação dos jogadores portistas no jogo de hoje.

Hoje, o FC Porto perdeu dois pontos em Guimarães, mas não os perdeu de forma natural. O FC Porto foi espoliado de dois pontos em Guimarães, porque o trio vestido de vermelho assim quis. Ponto final.


P.S.1 O árbitro auxiliar que anulou o golo a Brahimi (como se chama este senhor?), não se limitou a "errar" nesse lance. Ele foi "coerente" e, durante a 2ª parte, quando os dragões ameaçavam marcar a qualquer instante, este senhor, qual libero do Vitória, levantou (erradamente) a bandeirola três vezes, interrompendo esses lances de ataque do FC Porto.

P.S.2 É muito mais penalty um lance de Traoré sobre Quintero (obstrução com contacto), que Paulo Baptista não assinalou, do que o penalty que foi assinalado contra o FC Porto e que resultou no empate final.

P.S.3 Numa 2ª parte que teve 6 substituições (a última já em tempo de descontos), um sururu provocado por um encosto de cabeça entre Tomané e Maicon, 9 cartões amarelos (e as consequentes paragens) e duas "lesões" do guarda-redes vimaranense, o vermelhusco... perdão, o árbitro Paulo Baptista deu 3 minutos de desconto...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Bateu no fundo

Sobre o jogo de ontem em Guimarães, não há muito de novo a dizer. Assim sendo, aqui vão meia dúzia de reflexões curtas.

i) Guarda-redes, defesas e médios defensivos do FC Porto
Helton, Fabiano, Danilo, Otamendi, Mangala, Maicon, Abdoulaye Ba, Alex Sandro, Fernando e Defour.
10 jogadores. Todos eles faziam parte do plantel 2012/2013, que esteve à disposição do treinador bi-campeão Vítor Pereira, o qual, convém lembrar, terminou o campeonato sem derrotas.
Um ano depois, era suposto que estes jogadores (a maior parte Sub-25) tivessem evoluído em termos de cultura táctica e que, fruto de um conhecimento mutuo maior, as rotinas entre eles estivessem ainda mais consolidadas.
Qual é a realidade?
Em termos defensivos, o FC Porto 2013/2014 é um autêntico passador e estes mesmos jogadores, que na época passada formavam uma defesa de betão (14 golos sofridos nos 30 jogos do campeonato), parecem baratas tontas dentro do campo.

ii) O mito do plantel fraquinho
Ainda ontem voltei a ouvir na televisão, como desculpa para esta época horribilis do FC Porto, que o treinador atual não tem à sua disposição Falcao, Hulk, James e Moutinho.
É um facto.
Como também é um facto que na época passada já não houve Falcao e Hulk.
Como também é um facto que nos meses de Janeiro e Fevereiro de 2013 não houve James (lesionado) e Atsu (na CAN) e, em vários jogos, Vítor Pereira teve mesmo de recorrer a jogadores da equipa B (Sebá e Tozé).
Como também é um facto que na época passada não havia Herrera, Josué, Carlos Eduardo, Quintero, Quaresma ou Ghilas, de modo a que o treinador pudesse ter alternativas para o onze inicial ou para situações de castigos, lesões ou abaixamentos de forma dos habituais titulares.

iii) Ghilas
Depois do que já tinha mostrado nos 40 minutos que jogou em Frankfurt, Ghilas voltou a mostrar que pode ser muito útil (se entrar mais vezes antes do minuto 85…) e que no tal plantel fraquinho existem soluções alternativas de qualidade.

P.S. O jornal O JOGO diz que a coisa bateu no fundo. Não estou certo que assim seja e, vendo o que a equipa (não) joga, receio bem do que possa acontecer até ao final desta época.

P.S.2 Não sei assobiar, nunca levei lenços brancos para o estádio e acho lamentável que se insulte o treinador do FC Porto, seja ele quem for.

P.S.3 Se os sócios e adeptos portistas estão descontentes, irritados e querem pedir satisfações a alguém, não é com certeza ao treinador atual do FC Porto que se devem dirigir. Que eu saiba, o clube tem presidente e a SAD tem uma administração, que é quem toma as decisões.

domingo, 2 de março de 2014

VSC x FC Porto, há um ano atrás…

Há cerca de um ano atrás, a equipa do FC Porto, sem poder contar com James (lesionado), Atsu (estava na CAN) e Defour (lesionado), deslocou-se a Guimarães, para um desafio da 17ª jornada do campeonato 2012/2013.

Ficha do Vitória Guimarães x FC Porto, época 2012/2013 (fonte: zerozero.pt)

«Uma exibição a roçar a perfeição e um Mangala e Jackson imperiais, na nossa melhor partida desde os tempos de Villas-Boas
Luís Carvalho, no RP, em ‘É disto que o meu povo gosta’ (03-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


«Em Guimarães, o FC Porto, mesmo sem James e sem Atsu, fez o jogo perfeito, do primeiro ao último minuto. Não foi apenas o melhor jogo do FC Porto neste campeonato – foi, apesar do seu sentido único, o melhor jogo deste campeonato. Mais do que aquilo não é possível ver por aqui. Como equipa, como futebol encadeado e pensado, jogado com imaginação e velocidade, foi topo de gama, aqui e em qualquer lugar.»
Miguel Sousa Tavares, A BOLA (05-02-2013)

Crónica de MST em A BOLA, 05-02-2013


«um FC Porto mais forte que nunca, com capacidade colectiva para esconder ausências individuais e uma qualidade táctica que ofensivamente castiga os adversários (com mobilidade, qualidade na troca de bola e... Jackson Martinez) e defensivamente passa jogos inteiros sem sobressalto (Guimarães foi mais um).»
Carlos Daniel, Diário de Notícias (06-02-2013)


O JOGO, 03-02-2013
«Para quem, como eu, se deliciou (e delicia) a ver jogar o Barcelona “inventado” por Guardiola, ver o meu FC Porto a jogar à Barça e, no final dos jogos, ouvir adversários conformados a comparar o FC Porto ao Barcelona (“o Porto está para liga portuguesa como o Barcelona para a espanhola”, Alex, capitão do Vitória Guimarães), é algo de inolvidável.»
José Correia, no RP, em ‘Os elogios a Vítor Pereira’ (06-02-2013)
(vale a pena reler os comentários a este artigo)


Um ano depois, no regresso a Guimarães e apenas três dias após os festejos e euforia (de jogadores, treinadores e dirigentes) pela eliminação do Eintracht Frankfurt, veremos o que o FC Porto de Paulo Fonseca será capaz de fazer, esta noite, frente à equipa de Rui Vitória.

Não peço uma goleada, mas já ficaria satisfeito com uma exibição segura (sem permitir oportunidades flagrantes à equipa adversária), que culminasse numa vitória convincente.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Apenas uma vitória


Foi um jogo que repetiu as qualidades e os defeitos actuais da equipa. Entrámos bem, com boa circulação de bola e algumas boas iniciativas que levaram a dois golos e a umas quantas oportunidades, não flagrantes, mas interessantes quer pela sua construção, quer pela sua finalização. Desta vez, o Josué começou na ala esquerda e Varela no flanco direito. Desta vez, o Varela e os laterais (principalmente Alex) não estiveram tão interventivos, e foi o Fernando, o Defour, o Lucho e o Josué os pivots de toda a movimentação da equipa. Martinez também esteve ligeiramente melhor, e marcou um golo numa excelente iniciativa de Defour, seguida de uma assistência perfeita de Lucho.

No segundo tempo, jogámos mais em contenção, tirando partido do pecúlio amealhado, mas se o adversário não importunou muito, teve demasiada bola e o FCP mostrou nesse período dificuldades de controlar o jogo; o VG esteve demasiado tempo no nosso meio campo e raramente conseguimos sair com bola e chegar à baliza adversária com perigo. E este insistente bloqueio incomoda, porque denota alguma incapacidade de tornear as iniciativas de equipas que nem são fortes a jogar em ataque continuado. Denota ainda uma preocupante quebra física que retira discernimento e confiança, e por isso, passámos a jogar com as linhas mais baixas e a sofrer forte pressão logo na primeira fase de construção. E o jogo torna-se irritante e aborrecido.

Kelvin e Carlos Eduardo não acrescentaram muito ao jogo, Mangala foi (mal) expulso e a arbitragem foi má.
Uma vitória é uma vitória mas não fiquei muito entusiasmado porque temo que contra equipas mais valiosas possamos ter alguns desgostos. O PF tem de estudar bem as causas para evitar estes efeitos. Se calhar com mais treino ?

sábado, 28 de setembro de 2013

25 minutos à Porto

Jackson cercado por jogadores do V. Guimarães

Cerca de 25 minutos, foi quanto durou a equipa do FC Porto a um bom nível no jogo de ontem. Depois a intensidade portista foi baixando, os passes magistrais de Quintero foram escasseando e o Vitoria Guimarães, sem nunca ter dominado, passou a controlar o jogo nos moldes e ritmo que pretendia.

Quando a equipa saiu para o intervalo, os sinais de que algo não estava a correr bem já eram evidentes, mas Paulo Fonseca regressou do balneário com o mesmo onze.
Contra equipas muito fechadas (e o V. Guimarães estava a jogar muito recuado, apenas com o ponta-de-lança adiantado), não seria de experimentar uma dupla de avançados, colocando o possante Ghilas ao lado de Jackson?

Ao contrario do que seria de esperar, o FC Porto não entrou na 2ª parte com a mesma intensidade com que tinha entrado na 1ª parte. Estavam cansados?
E mesmo depois do golo (na sequência de um penalty caído do céu), não se viram melhorias. A equipa vimaranense, sem nada a perder, subiu no terreno e pressionou a equipa portista, que se revelou completamente incapaz de aproveitar os espaços que surgiram nas costas dos defesas que ontem jogaram de preto (estranhamente, quem jogou de branco foi o FC Porto...).

FC Porto x V. Guimarães, onze inicial

Oportunidades de golo do FC Porto na 2ª parte?
Com boa vontade, lembro-me de um remate cruzado de Josué, de fora da área.
Nem oportunidades, nem posse de bola a controlar o jogo longe da baliza do Helton. Na 2ª parte, não houve uma jogada com principio, meio e fim digna desse nome. Alias, eu sou capaz de arriscar em dizer que não houve uma jogada com mais de cinco passes seguidos.
Foi tudo muito fraco (as substituições pioraram o desempenho da equipa) e, nos últimos minutos, ainda tivemos de sofrer a pressão do V. Guimarães, que conquistou vários cantos e livres perto da área.

No computo geral, foi uma exibição sofrível, com uma 2ª parte fraquissima, mas ouvindo as declarações de Paulo Fonseca no final do jogo, o treinador do FC Porto parece estar satisfeito.

domingo, 11 de agosto de 2013

Soma e segue


Mais uma supertaça já cá canta. Foi um jogo bem conseguido e uma  vitória justíssima, que peca por escassa. Diziam os homens que comentavam o confronto na RTP que o VG tinha entrado bem, desinibido e sem complexos,  quando  o FCP,  pela faixa direita,  chegou ao primeiro golo aos 5 minutos. Aos 17 mais um excelente movimento de ruptura  e deixámos de ser favoritos para nos constituirmos como próximos detentores do trofeu em disputa , que o golo a fechar a primeira parte tirou todas as dúvidas,  se ainda as houvesse.
Entre o segundo e o terceiro golo e toda a segunda parte,  tivemos excelentes momentos individuais e colectivos, mas muitas cócegas para chegar ao golo. Embora compreenda que com a vitória no bolso o treinador  se sentisse legitimado para a experimentação, o principal reparo que faço foi a falta de gula para tentar o golo de forma mais predadora, nomeadamente no segundo tempo que controlámos sempre bem,  mas com demasiada gente no miolo,  provocando demasiado congestionamento nos espaços interiores, que o posicionamento de Josué na esquerda não atenuou antes agravou

Apesar desse inconveniente,  os jogadores movimentaram-se bastante bem e com muitas diagonais, que saídas a preceito, criaram imensas dificuldades à defensiva adversário. Ao contrário do que aconteceu nos jogos da  pré época foi pelo direito que construímos uma boa parte das investida da equipa e foi por essa banda que chegámos aos golos.
O labor de uma equipa resulta do esforço de todos,  mas no jogo de ontem Fucile, Licá e Lucho estiveram a um nível muito elevado e foram os principais artífices dos desequilíbrios que provocámos na defensiva vimaranense, enquanto nos equilíbrios e compensações contámos com os excelentes desempenhos de toda a defesa,  de Defour e Fernando. Martinez e Varela estiveram em bom nível, sem deslumbrar, Quintero prometeu, Josué pouco activo e Kelvin entrou demasiado tarde: foi menos para jogar e mais para receber o apoio por aquele inesquecível minuto 92, e disso é que o miúdo precisa menos.

Não gostei da arbitragem nem de alguns sinais exteriores de porreirismo do nosso treinador o que não empalidece a boa entrada desportiva na presente época. Na supertaça são onze contra onze e no final ganha o FCP.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mais uma vitória sobre os da capital

Antes de mais, que Guimarães comemore devidamente a sua capital europeia da cultura e que o seu Vitória ganhe os jogos todos até final de época.

Hoje não sendo um jogo para recordar para toda a vida, justificou bem os 90 minutos.




Sem lamúrias de que falta este ou aquele, jogou-se futebol, muito pela esquerda, já que pela direita e lá atrás as coisas saem muito à Ramaldense. Se em termos defensivos não tem comprometido, em termos ofensivos Maicon não existe, o que torna a equipa "coxa". A estatística não mente:


Comparativamente, o Palito teve praticamente o dobro de posse de bola (em tempo e em quantidade) e jogou bem mais à frente. É certo que têm que existir equilíbrios e não podemos ter dois laterais a atacar da mesma forma, mas num clube como o Porto exige-se uma maior diversidade - se num dia o Palito não está em dia sim, deixamos de atacar com os laterais.

Eu sei que não é opinião minimamente consensual, mas o Sapunaru foi para mim um dos jogadores chave da época passada. Não sei o que se passou, mas ou o homem teve um comportamento muito grave - e aí exigia-se um processo disciplinar para ao menos se poder defender - ou não há justificação para a sua ausência da equipa.

Se a ideia é utilizar Danilo nessa posição - pela amostra não parece ser essa a ideia - ainda posso dar um desconto, senão é um erro crasso de VP que nos pode sair caro. Se um Fernando - que grande jogo - foi "perdoado", por que motivo não joga Sapunaru? O interesse da equipa tem que se sobrepor.

Quanto a Danilo o tempo dirá se vale os 18 M€, mas se se ficar pelo meio-campo há por ali gente a mais - Guarin ou Souza qual deles vai sair? - que aliada à falta de ponta de lanças puros - que aliada à tendência do James vir para o centro, indiciaria que para as características do plantel um 442 seria mais adequado.

Mas com meio campeonato por disputar, esta alteração seria benéfica ou prejudicial? Vale a pena arriscar?

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Seriedade à moda de Guimarães

"Nem o V. Guimarães, nem ninguém, consegue segurar uma combinação ofensiva como aquela que resultou no golo do FC Porto. Uma movimentação maravilhosa, com vários jogadores, onde quase não se consegue ver a bola, a não ser no fundo da baliza. Gostaria de ver outras equipas a conseguir fazer este tipo de combinações para que o campeonato esteja equilibrado no final da temporada. Espero não ter de encontrá-las muitas mais vezes, se não o caldo está entornado"
Manuel Machado, na flash interview

Uns minutos depois, na conferência de imprensa, o mesmo artista de verbo fácil, saiu-se com a seguinte declaração:

"Não me parece que tenha sido [penalty]. Assim fica complicado, perder é sempre difícil mas assim torna-se tudo ainda mais incomportável. Lamento sofrer um golo da maneira que foi, e peço aos intervenientes, a todos eles, que tenham mais seriedade."

Seriedade?

«Leonel Olímpio fez uma gravata a Sapunaru, cometendo uma grande penalidade inequívoca. Um lance que não oferecia dúvidas e no qual o árbitro esteve bem.»
Jorge Coroado

«Foi correcta a decisão do árbitro, pois o Leonel Olímpio, com o braço por cima de Sapunaru, agarrou-o e derrubou-o. Uma infracção passível de cartão amarelo e de grande penalidade
Pedro Henriques

«Com o seu braço esquerdo, Leonel Olímpio agarrou Sapunaru pelo pescoço. Cartão amarelo e grande penalidade eram as decisões que se impunham. Portanto, o árbitro tomou a decisão correcta.»
Paulo Paraty


O penalty assinalado contra o Vitória Guimarães é claríssimo, absolutamente inequívoco e não deixa dúvidas a ninguém que seja... sério.
Mas, será que Manuel Machado é uma pessoa séria e, após rever calmamente o lance, irá reconhecer que se precipitou nas declarações que fez no final do jogo?
Será que, tal como André Villas-Boas fez na época passada, Manuel Machado irá reconhecer que errou e pedir desculpas?
Duvido muito. Há "burros velhos" no futebol português que já não têm emenda.

domingo, 14 de agosto de 2011

De barba rija logo a abrir



Arrancada vitoriosa do FC Porto no campeonato, num jogo em que a equipa foi obrigada a arregaçar as mangas para suster a vantagem mínima ate ao final. Não faltaram momentos para que os últimos minutos da nossa equipa fossem mais tranquilos, mas lá na frente faltou eficácia. Sofreu-se, vestiu-se o fato de macaco e foi-se à luta, logo à 1ª jornada. E assim se vai construindo um campeão.

Num inicio de jogo lento e pastoso, com o Vitória a resguardar-se de calafrios de confrontos anteriores, a equipa azul e branca assumiu linha da bola sem grande velocidade. Apenas na segunda metade do 1º tempo a diplomacia foi jogada às malvas com Kléber a surgir na cara de Nilson. O primeiro de vários duelos. O conjunto da casa respondeu e numa das raras desatenções da retaguarda portista, com Rolando e Otamendi a ver a bola a passar, Barrientos conseguiu a proeza de não acertar com o remate.



Os últimos 5 minutos da 1ª parte foram intensos e bem jogados. O FC Porto puxava galões ao alto, e tornava-se finalmente incisivo nas redondezas da área vimaranense. Kléber, novamente diante de Nilson, falha escandalosamente o golo. Felizmente ele não tardou. Numa gravata de Leonel Olímpio a Sapunaru, surge o penalty indiscutível que nos garante os 3 pontos. Golo com assinatura de Hulk.

Nos segundos 45 minutos a equipa de Manuel Machado tentou subir um pouco. Procurou mais a bola e tentou assumir o jogo. Mas o controlo quase nunca escapou aos nossos rapazes. Lá na frente Kléber continuava a ode ao desperdício e Falcao acabou por rende-lo, naturalmente. Guarín esgotado cedeu o lugar a Rúben Micael e Belluschi fechou as substituições, promovendo, em sequência, o novo figurino táctico.


Houve tempo para El Tigre e Hulk espreitarem o golo. E o melhor momento vitoriano começou nos pés do nosso Incrível avançado. Os pormenores que o distanciam dos melhores. Enfim, teve graça, houve raça, viu-se entrega, mas também muita atrapalhação. Um relvado a fazer lembrar um jogo em pleno Novembro diluviano. Muita disputa e pressão. Ou não estivéssemos em Guimarães.

Três pontos no bolso, numa partida de barba rija e sempre complicada do nosso calendário. Vantagem sobre os directos adversários. Que melhor começo de campeonato?

Fotos rapinadas no site da organização presidida por aquele franciu que se gosta de armar ao pingarelho com o FC Porto.

Sentimento de desforra em Guimarães


Espero um Vitória a tentar aproximar-se do adversário e a fazer um resultado melhor ao que conseguiu na época passada, no encontro em casa. Isto é, não temos outra ideia que não seja vencer. (…) Esperamos corrigir os dois factores em que estivemos menos bem [no jogo da Supertaça], nomeadamente as bolas paradas e o movimento ofensivo. Se mantivermos o mesmo espírito guerreiro, e com a ajuda do nosso público, penso que temos mais hipóteses de fazermos melhor.
Manuel Machado, 12/08/2011


A equipa do FC Porto está em processo de afinação, com jogadores importantes ausentes e outros a chegar aos bocadinhos, havendo ainda a indefinição acerca dos que ficam e saem (nunca mais chega o dia 31 de Agosto…).

Neste contexto, o jogo da Supertaça deu indicações de que o desafio de hoje em Guimarães será bastante complicado. O Luís Carvalho já fez aqui a antevisão, referindo diversas situações relacionadas com a equipa do FC Porto, mas há um outro aspecto que me preocupa: a forma “guerreira” como os jogadores do Vitória actuaram no jogo de Aveiro, perante a complacência de Pedro Proença. Num jogo em que valeu quase tudo (tackles, agarrões, faltas sucessivas sobre os atacantes, etc.), o primeiro amarelo mostrado pelo árbitro de Lisboa a um jogador vimaranense foi aos 64 minutos!

Depois das derrotas na Final da Taça de Portugal e na Supertaça, o sentimento de desforra é grande no castelo de Guimarães. E, com uma arbitragem idêntica à de domingo passado, se o resultado se mantiver apertado, não tenho dúvidas que será muito difícil.

domingo, 22 de maio de 2011

A outra Final contra o VSC


em cima: Młynarczyk, Lima Pereira, Celso, Jaime Magalhães, Sousa e João Pinto
em baixo: Rui Barros, Inácio, Jaime Pacheco, Bandeirinha e André



Há 23 anos, na época 1987/88, o FC Porto de Tomislav Ivic chegou à Final da Taça de Portugal, após ter conquistado o título com um enorme avanço em relação às restantes equipas (o 2º classificado ficou a 15 pontos e cada vitória só valia 2 pontos).

O adversário no Jamor, no dia 19 de Junho de 1988, foi o Vitória Sport Clube (VSC) e, por coincidência, na meia-final (foi apenas um jogo) o FC Porto também tinha eliminado o slb (1-0).

Tal como para o jogo de hoje, à partida o FC Porto era amplamente favorito mas, jogando sem qualquer ponta-de-lança de raiz (é dessa altura a célebre frase de Ivic "Gomes é finito"), o futebol produzido pela equipa azul-e-branca esteve bastantes furos abaixo daquilo que tinha exibido ao longo da época. O cansaço (físico e mental) de um lote de jogadores que já tinham ganho Taça Intercontinental, Supertaça Europeia e Campeonato Nacional, associado à hiper-motivação dos vimaranenses, fizeram com que o desafio fosse muito mais equilibrado do que era esperado.

Os dragões acabaram por vencer por 1-0, mas o golo da vitória foi marcado numa altura em que já se perspectivava o prolongamento, ao minuto 83, por Jaime Magalhães.


Foto 1: Dragão Penta Campeão
Fotos 2: Correio Manhã

sábado, 5 de março de 2011

Vitória fez sofrer os dragões


Este FC Porto sem Hulk não é a mesma coisa. Falta o melhor marcador do campeonato, mas falta também um dos maiores assistentes (para golo), o maior rematador da equipa e um jogador que mói e desgasta enormemente as defesas contrárias.
E se a esta ausência juntarmos as de Belluschi (irreconhecível no jogo de hoje) e de Varela (mais uma vez completamente inconsequente), percebe-se a dificuldade que os dragões tiveram em chegar ao golo.

Na 2ª parte viu-se mais Porto, pressionando melhor e com uma intensidade de jogo que desmente o pretenso desgaste físico que alguns jornalistas viram há umas semanas.

André Villas Boas foi, mais uma vez, feliz nas substituições. Quer Guarín, quer Rodriguez, entraram bem no jogo e ambos tiveram um rendimento muito superior ao dos companheiros de equipa que substituíram, Belluschi e Varela, respectivamente.

A "jogada colombiana" do 1º golo encheu-me as medidas. Excelente a visão e passe de James; fantástica a desmarcação e remate letal de El Tigre.

Apesar da ausência de Otamendi (não percebi o porquê da titularidade do Maicon), a equipa voltou a demonstrar uma grande consistência defensiva. Não me lembro de uma oportunidade de golo flagrante do Guimarães e, se não estou em erro, na 2ª parte os vimaranenses não efectuaram um único remate à baliza.

P.S. Que diferença entre este Vitória de Guimarães, principalmente na 1ª parte, e a equipa abúlica e totalmente passiva que há pouco tempo visitou o estádio da Luz.

domingo, 18 de abril de 2010

Jogar pelo orgulho perdido


Para selar a época mais concretizadora do FC Porto desde que Jesualdo Ferreira é treinador do Dragão (o melhor registo verificou-se na temporada passada com 93 golos, enquanto este ano a equipa já leva 94 tentos), a sua equipa aplicou chapa 3 ao Guimarães. Uma vitória construída em crescendo exibicional, mas num encontro em que quase sempre o conjunto portista soube dominar todos os momentos de jogo.

E que melhor motivador extra da nossa equipa do que oferecer o premio a Falcao de melhor marcador do campeonato? Com efeito, este desígnio parece estar a catapultar o Porto para um futebol de pendor ofensivo interessante, criando uma dinâmica de “caça” à baliza contraria pouco vista ao longo da temporada. Com os objectivos primordiais praticamente esfumados, louve-se a entrega dos jogadores azuis e brancos.


Apesar da exibição altamente positiva dos comandados de Jesualdo, refira-se que o triunfo portista começou a ser construído com uma boa dose de fortuna. O 1º golo surge num ressalto de Falcao para Hulk, numa fase da partida equilibrada. E já próximo do intervalo, Beto, que substituiu Helton à ultima da hora, tirou o pão da boca de Desmarets, numa fabulosa intervenção.

No 2º tempo, aí sim, só houve Porto. Guarín voltou a lançar mais uma das suas bombas, selando nesse momento a discussão dos pontos em disputa neste encontro. Daí em diante apenas um objectivo movia a equipa portista, levar Falcao ao trono dos melhores marcadores. A nossa equipa muito procurou a baliza de Nilson, assim como avançado Colombiano azul e branco. Houve um ensaio de bicicleta próximo do alvo e um remate semi-isolado desviado. Mas seria apenas da marca de grande penalidade que Radamel Falcao iria facturar. Um justo prémio para o mais brilhante avançado da Liga Portuguesa.



Apesar desta ponta final de campeonato ser uma penosa caminhada desprovida de objectivos válidos, pelo menos daqueles que verdadeiramente interessam a nós adeptos portistas, registe-se o empenhamento e competitividade dos atletas azuis e brancos esta noite, tentando neutralizar a má imagem difundida em alguns períodos não muito distantes desta época.


Fotos: Agência Lusa

sexta-feira, 5 de março de 2010

O fim da aliança anti-Porto?


«O actual presidente do Vitória de Guimarães e candidato à presidência do clube pela lista B, anunciou a intenção de não renovar o protocolo de cooperação estabelecido com o Benfica há duas épocas atrás.
Em declarações a uma rádio local, Macedo justificou a decisão com a necessidade de «afirmar o Vitória como clube autónomo».
Em causa está um protocolo celebrado há duas épocas com o Benfica, quando os dois clubes uniram esforços para tentar impedir a participação do FC Porto na edição desse ano da Champions League.»
in abola.pt, 05/03/2010


Esta é daquelas notícias que nem precisa de comentários, fala por si.
E também não nos surpreende, porque já em Agosto de 2009 tínhamos colocado a hipótese de a santa aliança estar em risco.

Foto: abola.pt

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ser eficaz, deu-nos a Paz


O toque do treinador pode ser preponderante no decorrer de uma partida. É uma ideia consensual, que por vezes é hiperbolizada ao extremo, especialmente quando se destaca pela negativa. Já um jogador, torna-se quase sempre alvo de destaque quando se evidencia pela positiva. Em Guimarães, já o FC Porto vencia por 0-2, com o intervalo já à espreita, Belluschi perde estupidamente a bola na linha intermédia defensiva. Fernando vê-se obrigado a recorrer à falta, vendo o amarelo. Na sequência do lance o Vitória marca, baralhando uma partida que os Dragões tinham na mão, mas que um jogador seu “resolveu” pô-la em xeque.

Os 15 minutos de jogo que se seguiram, que foram os primeiros da 2ª parte, tornaram-se um sufoco para os homens de Jesualdo. O golpe desferido por Andrezinho nos descontos do 1º tempo, com o “patrocínio” de Belluschi, sugou toda a confiança que o conjunto portista havia granjeado ate então, quase ficando à mercê de um empate, que caso tivesse acontecido, teria como único responsável o médio argentino azul e branco. Jesualdo reequilibrou a equipa promovendo a entrada de Guarín e Hulk, recuando Rodriguez para miolo do terreno. As alterações cortaram o ímpeto do Guimarães. A eficácia portista (que muitas vezes tem faltado) acabou-lhes com a ilusão de pontuar.



Mas indo ao principio da historia. O Dragão teve uma entrada forte e razoavelmente personalizada. Falcão, contra todas as previsões, manteve-se no onze. Voltou a facturar, mas antes já havia falhado 2 bolas sobre a linha de golo. Jesualdo voltou a sentar no banco o inconsequente Hulk, promovendo à titularidade Varela. E em boa hora o fez. O Drogba da Caparica, de Contumil, ou de onde lhe quiserem chamar, foi o melhor em campo, sendo decisivo na construção da vitória do FC Porto na cidade Berço. O golo marcado é apenas a marca mais visível do seu trabalho no encontro. Mas não pode ser deitado para segundo plano a forma como cria, constrói e estica o jogo da equipa, sempre com grande acerto e propósito, tornando-se neste momento uma peça fulcral do Dragão.



O certo é que as opções iniciais do treinador surtiram efeito. Mais importante do que nomes, é a dinâmica da equipa. E nesse aspecto ela correspondeu em pleno, com 2 golos que premiavam um domínio tranquilo. Pelo meio surgiu o tal golo de Andrezinho, que assustou, o bastante. Jesualdo Ferreira soube conter danos, mexendo bem à passagem do quarto de hora do 2º tempo. A eficácia na finalização de bolas paradas, deu-nos a tranquilidade desejada. Cebola fechou as contas, e fez lágrimas aos Afonsinhos. Três pontos muito importantes. E uma vitoria moralizadora.


Fotos: A Bola, Agência Lusa