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domingo, 5 de março de 2017

Como nos bons velhos tempos


E eis, finalmente, um jogo em que o FCP transpôs para o terreno de jogo toda a sua superioridade abissal para equipas como este Nacional. Nos anos 80 e 90, jogos como estes aconteciam a uma boa cadência. Hoje em dia, resultados assim, só de uns 5 em 5 anos. Os clubes mais pequenos estão mais fortes? Sim, mas isso não explica tudo.

Foi um FCP com um "11" quase na máxima força e isso ajuda muito. Ainda para mais, um elo em teoria mais fraco,  como por exemplo André André, ontem esteve uns furos acima de tempos mais recentes, principalmente na vertente do passe.
Também ajuda, e muito, poder contar com toda a inteligência de Layún no terreno de jogo. Maxi, repetimos, é um jogador que dá tudo o que tem, mas o tudo que ele actualmente tem, muitas vezes já não é o suficiente para uma equipa com as ambições da nossa. Trata-se de um jogador útil ao longo de uma época, quanto mais não seja pela sua vasta experiência, mas a titularidade nas alas da nossa defesa só pode ser mesmo de Telles e Layún.

Com um Brahimi ontem particularmente inspirado, pareceu sempre uma questão de tempo até as coisas se resolverem. Tivemos também a felicidade de ver dois remates deflectidos garantirem um tranquilo 2-0 ao intervalo. Depois, já na segunda parte, a expulsão, justa, de Tobias Figueiredo abriu largas avenidas para a goleada. Foi tudo tão fácil e evidente que até deu para Bruno Paixão fazer-se passar por um árbitro como qualquer outro....

Mas quantos de nós não trocaríamos um destes golos todos por apenas um por parte do Feirense?...

Com esta nova abordagem ao jogo em que a posse de bola deixou de ser uma doentia obsessão e, sem dúvida, com a excelente aquisição de Soares, o FCP não deixa agora qualquer dúvida de ser a equipa que melhor futebol pratica em Portugal. Porém, o nosso adversário directo continua, inacreditavelmente, sem perder qualquer ponto, o que torna tudo muito complexo em termos de previsões a curto prazo. Quem perder os próximos pontos ficará em maus lençóis, no que ao título diz respeito.

Ninguém quer trazer o Kelvin, nem que seja para passar um simples fim-de-semana por Portugal?...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

AA está de volta!


O “Porto Lopetegui”, colheita 2015/16, foi-se deteriorando até azedar. Contudo, antes de azedar, a melhor combinação de “ingredientes” foi sempre com André André (AA) em campo, como médio “vagabundo”, jogando a toda a largura (e comprimento!) do campo, preferencialmente nas costas do trio de ataque.

Aliás, logo em Setembro, não tive dúvidas em afirmar que, para mim, era André André e mais 10. E, uma semana mais tarde, reforcei a ideia, com a loja do mestre André.

Quando AA deixou de jogar, ou passou a jogar menos tempo a equipa, (des)orientada por Lopetegui, ficou menos ligada e passou a render (ainda) menos dentro de campo. Coincidência? Não me parece.

Vem isto a propósito do último jogo do FC Porto, na Amoreira, onde um AA de regresso à boa forma, encheu o campo durante 86 minutos e foi decisivo para os dragões “matarem o borrego dos jogos na capital”, o qual já durava há 14 jogos.

Série de jogos em Lisboa sem ganhar (fonte: O JOGO, 30.01.2016)

Assim de cabeça, e que me lembre, foi ele, AA, que conquistou a bola cá atrás e arrancou por ali fora no lance do 1º golo do FC Porto.

Foi ele, AA, que interceptou uma linha de passe à saída da área do Estoril, combinou com Aboubakar e falhou por centímetros um golo na cara de Pawel Kieszek.

Foi ele, AA, que reagiu e acorreu prontamente à recarga a um forte remate de Maxi Pereira, vendo o guarda-redes do Estoril negar-lhe o golo com a ponta da chuteira.

Foi ele, AA, que ofereceu um golo feito a Aboubakar e que o ponta-de-lança camaronês desperdiçou de uma forma inacreditável (como é possível o FC Porto ter um ponta-de-lança titular que falha golos destes?).

Foi ele, AA, que marcou o 3º golo e acabou com as veleidades que o Estoril ainda pudesse ter.

André André, novamente MVP

Já agora, eu sei que André André só chegou à equipa principal do seu FC Porto esta época mas, na ausência de Helton e de Rúben Neves (ambos no banco de suplentes) era ele, AA, e não um qualquer jogador que está aqui de passagem (o mexicano Herrera ou outro), quem deveria ostentar a braçadeira de capitão.


P.S. Grande jogo de Maxi Pereira, um dos melhores que fez com a camisola do FC Porto. E, com um árbitro “perigoso”, foi inteligente a forma como soube provocar a mostragem de um cartão amarelo perto do final do jogo.

P.S.2 Muito bom jogo, principalmente em termos ofensivos, do “rei das assistências” do campeonato português. Conforme eu escrevi mais do que uma vez, o problema não está nos laterais e muito menos foi por causa das trocas dos dois laterais – saíram os brasileiros Danilo e Alex Sandro e entraram Maxi e Layún – que o FC Porto 2015/16 estava pior que a equipa da época passada.

P.S.3 Mais um golo sofrido na sequência de uma bola parada. Nas bolas paradas defensivas a equipa está (continua) um desastre. De quem é a culpa? Da marcação à zona, que está mal trabalhada? Do Casillas, que não tira os pés de cima da linha de golo? Da deficiente articulação entre o guarda-redes e os companheiros de equipa? É bom que José Peseiro resolva este (sério) problema rapidamente, porque faltam apenas 12 dias para o FC Porto se deslocar à Luz e 17 dias para o jogo no Westfalenstadion.

P.S.4 As virtudes e defeitos do novo modelo de jogo, que José Peseiro parece estar a querer implementar (o jogo terminou com o FC Porto, pela primeira vez, com menos posse de bola do que o adversário – 47% versus 53%), é assunto para outro(s) artigo(s).

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O problema não está nos laterais

Na avaliação ao plantel, particularmente na apreciação dos dois laterais – Maxi Pereira e Miguel Layún –, já tinha escrito que «não será por causa da “troca” de Danilo por Maxi e menos ainda de Alex Sandro por Miguel Layún, que o FC Porto 2015/2016 é (será) mais fraco que o FC Porto 2014/2015».

Penso que isso se confirma.

O JOGO, 12-01-2016

domingo, 15 de novembro de 2015

Os sucessores de Danilo e Alex Sandro

Danilo e Alex Sandro foram duas contratações em que a FC Porto SAD investiu quase 30 milhões (uma "loucura", para os padrões do futebol português) mas, nos anos que passaram no Porto, cresceram como jogadores, tiveram um muito bom desempenho futebolístico, valorizaram-se e, ao serem transferidos para dois colossos europeus, renderam bom dinheiro (mais-valias) à SAD portista.

Apesar do significativo encaixe financeiro efectuado pela FC Porto SAD, as saídas dos dois laterais brasileiros (titulares indiscutíveis nos últimos três anos), ainda por cima simultâneas, causaram apreensão entre os adeptos, devido à grande influência que ambos tinham nas acções defensivas e ofensivas da equipa.

O peso de Danilo e Alex Sandro na UCL 2014/15 (fonte: GoalPoint)

Bem, após os primeiros três meses da época 2015/2016, penso que já se pode dizer que os piores receios eram infundados.
E porquê?
Porque a SAD conseguiu arranjar dois jogadores – Maxi Pereira e Miguel Layún – que, em termos de rendimento dentro do campo, superaram as expectativas (pelo menos as minhas).

Ora, se custa a crer como é que o SLB deixou sair Maxi Pereira para um rival (e a custo zero!), ainda é mais incrível como é que um jogador com o rendimento de Layún andava “escondido” no Watford.

Golos e assistências de Maxi e Layún (fonte: O JOGO, 12-11-2015)

Olhando para o desempenho que os dois novos laterais dos dragões tiveram na generalidade dos jogos já disputados, parece-me claro que não será por causa da “troca” de Danilo por Maxi e menos ainda de Alex Sandro por Miguel Layún, que o FC Porto 2015/2016 é (será) mais fraco que o FC Porto 2014/2015.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Maxi e a falta do manto protetor

Cartões vistos por Maxi Pereira no campeonato (fonte: O JOGO, 25-09-2015)


Estes números falam por si, particularmente os referentes à média de cartões amarelos por jogo.

José Manuel Freitas
«MAXI PEREIRA – como é que alguns se podem espantar agora com a virilidade do uruguaio? Andaram distraídos durante os anos que passou na Luz? Ou será que o excelente futebolista que continua a ser Maxi não fazia de vermelho muitas das coisas que tem feito de azul e branco? A questão é que agora é penalizado mais cedo. Mas, porque será? Desculpem-me os mais incrédulos, mas agora falta-lhe aquele manto protetor que tantas vezes fez dele um anjinho. Quanto ao resto tudo na mesma: grande futebolista, total entrega, garra para dar e vender, figura no Dragão como tinha sido na Luz.»
José Manuel Freitas, Maisfutebol, 24-09-2015


E ainda há quem diga que o “manto protetor” não existe, ou que foi uma invenção de Lopetegui para justificar a não conquista do último campeonato.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Ainda não foi desta...

...que Lopetegui conseguiu uma reviravolta. Segundo jogo mais complicado na presente temporada e segundo empate. Continua a faltar muita coisa a esta equipa.
Desde logo, convém que Brahimi deixe de começar a fintar tão perto da nossa baliza e o faça no lugar próprio: uns bons 60 metros à frente.


Bem longe do relvado, do alto do seu lugar no camarote, era de esperar que o basco fosse mais lesto na terceira substituição. Enquanto pensou e voltou a pensar no assunto, no relvado Danilo cometeu um erro de principiante e, do nada, este monocórdico Dínamo lá conseguiu a tal bola parada que tanto necessitava. Depois, a passividade de Casillas e o árbitro fizeram o resto. Sim, o marcador do golo veio de trás mas, se o atacante que se encontra parado e em posição de fora-de-jogo, não interfere na jogada (a bola veio direitinha para ele), então isto tudo começa a deixar de fazer qualquer sentido.
E os amarelos, senhor? Mais uma catrefada deles para as nossas cores. E isto contra Aroucas e Dínamos de Kiev. O que acontecerá quando encontrarmos um verdadeiro "grande"? Muito possivelmente não chegaremos ao fim com 11 em campo. Houve dualidade de critérios, sim, mas tal não explica tudo.

De positivo temos Maxi que continua a surpreender pela positiva e Aboubakar que se confirma como um avançado de qualidades interessantíssimas. Teve apenas o azar de aparecer após um "monstro" como Jackson Martinez, o que poderá dar azo a comparações absurdas.
Não será por ele que as coisas não funcionarão.

Mas que dizer da defesa e destes tremeliques de Casillas? Que dizer de um Danilo verde-verdinho para este tipo de (altos) voos? Idem aspas para Rúben Neves. Todos nós desejamos muito ver portugueses (e portistas) no nosso "11" inicial mas, a não ser que se tenha a qualidade ímpar de um Futre ou Domingos, a um jovem promissor com apenas 18 anos aconselha-se outro tipo de percurso.

O pequeno-grande Rui Barros, sentado naquela cadeira de sonho por uma só noite, que o diga.


domingo, 16 de agosto de 2015

Uma equipa nova

Na época 2014/2015, o onze tipo dos dragões foi a seguinte:

Fabiano / Helton
Danilo, Maicon, Indi / Marcano, Alex Sandro
Casemiro, Herrera, Oliver
Quaresma, Jackson, Brahimi

Ontem, no 1º jogo oficial da época 2015/2016, Lopetegui apresentou um onze inicial com sete alterações em relação ao onze tipo da época passada, cinco dos quais - Casillas, Maxi, Danilo Pereira, Imbula e Varela - nem sequer faziam parte do plantel.

Onze inicial do FC Porto frente ao Vitória Guimarães

Ou seja, frente ao Vitória Guimarães, o FC Porto apresentou uma equipa nova, principalmente do meio campo para a frente, o que implica haver ainda muito trabalho por fazer, em termos de criação de rotinas, ensaio de bolas paradas, entendimentos, acertos, etc.

Surpreendentemente, ou talvez não, quem mais se destacou foi o sucessor do “insubstituível” Jackson, Aboubakar, que marcou 2 golos e o sucessor do novo lateral direito do Real Madrid, Maxi Pereira, que fez duas assistências (para o 2º e 3º golos do FC Porto).

Capa do JN de 16-08-2015

Dito isto, ainda faltam 15 dias para o encerramento do mercado, o que significa que poderá haver mais saídas (os nomes de Alex Sandro e Herrera estão na agenda de alguns clubes e continuam a ser falados) e/ou novas entradas.

terça-feira, 21 de julho de 2015

A Bola pinchou!

Maxi e Casillas
A contratação de Maxi tem agitado as redes sociais; tem havido muitas críticas à direcção da SAD a propósito (e a despropósito) pelo facto desta contratação ter sido feita à revelia da cultura, da memória e do perfil de jogador à Porto. Outros não a reprovam e consideram que o FCP geriu bem esta oportunidade. Os do “Sim” e dos “Não” digladiam-se freneticamente num ping-pong, redundante e cansativo. A família está desavinda. Trocam-se insultos. Extraordinário, se não fosse lamentável!

Sou dos que não detectou qualquer contraindicação quanto à contratação de Maxi. Mais: acho que vai ter um desempenho profissional de qualidade. Sei que alguns considerarão esta opinião uma heresia, mas estou disposto a correr o risco. Já li coisas desagradáveis por ter esta atitude. És um colaboracionista, um vendido, gritaram. Não havia necessidade. Que deselegância, para ser elegante.

Quando comecei a ver a bola, a contratação de um jogador era para toda a vida, desde que o clube o quisesse. Obviamente que a longa duração contratual cimentava a ligação do atleta ao clube, mas tinha a inconveniência da acomodação num tempo em que o profissionalismo era pouco exigente e a estrutura amadora. As regras mudaram e as leis do mercado, apesar dos travões que o futebol ainda consagra, passaram a influenciar e a determinar as regras do negócio. Como na relação o capital tende a ser dominante, os sócios tendem a ser empurrados para a condição de consumidores. E isso é uma mudança radical que tem sido atenuada pelo facto dos clubes serem os administradores das SAD`s. Mas o laço aperta e é uma ameaça.

Apesar desse aperto, o futebol tem progredido e as melhorias são consideráveis: nas leis do jogo, na defesa dos direitos dos atletas, no aspecto técnico e táctico, na preparação física e na metodologia do treino, na arbitragem e na defesa de um desempenho que privilegie a qualidade. Falta uma regulação que funcione e limpar as estruturas supranacionais. E os sócios ousarem ir além das redes sociais.

O tema Maxi foi lançado como um dos erros maiores da gestão de PdC e como prova do seu declínio. Mas o tiro saiu ao lado, porque a discussão se centrou mais no pecado original do jogador que no presidente. Ora a contratação de Maxi é uma opção discutível mas não é estratégica, por assim dizer, e tem pouco para correr mal, na minha opinião, em termos de desempenho desportivo. Rui Águas encontrou, quando chegou ao Porto, um ambiente de hostilidade de jogadores e adeptos. Foi, com o regresso de Artur Jorge, finalmente integrado, e cumpriu de forma exemplar. Não estou de acordo com o discurso hostil relativamente a Maxi que é apenas um jogador que foi do SLB. Espero que o Maxi consiga ultrapassar este desprezo que rudemente se instala em nome da memória de não sei o quê. Espero que os adeptos se comportem de forma civilizada porque o desprezo não se deve intrometer: hostilizar um jogador que está ao nosso serviço e defende as nossas cores é incompreensível.

Esta fase alargada e tempestuosa em que o futebol se rende em demasia a interesses pouco condizíveis com o desporto profissional que acomodou e respeitou a força e alma dos sócios, tende a torna-lo um corpo estranho e disforme que se entranha no cumprimento de uma lógica de mercado cheio de duvidosos apetites e excessiva intermediação. Este cenário cresce de forma desmesurada na pré-época e sem o cheiro da bola e o apetite do jogo, torna-se insuportável, porque é o que se vê mais e não é bonito. O actual estado da coisa, deixa-me sempre muito incomodado porque o temo, porque não representa a história e duvido que seja sustentável. Não tenho chave para o problema.

Estou preocupado com a reformulação do plantel. Há muitos alvos, demasiada fuga de informação e ainda muita mexida por fazer. Temos a continuidade do treinador o que é positivo a meu ver mas não o é para muita gente, mas se a coisa não correr de forma compatível com as espectativas que criou, e foram muitas, temos o caldo entornado ou pior, porque o desalento pode dar em desistência.

Aleluia, Aleluia a bola pinchou, o FCP ganhou, o Brahimi encantou, o Sérgio confirmou, a cor de cacau passou e o povo portista serenou.

sábado, 18 de julho de 2015

Ponto da situação



Distraídos com Casillas, vamos lentamente encolhendo os ombros ao que
a Quaresma diz respeito.
O técnico não perdoa jamais aquele abraço ao "inimigo" e não descansou
enquanto não o viu pelas costas. A entrevista ao "Expresso" foi apenas mais um pretexto.
Lamento, mas o presente curriculum de Lopetegui ainda não autoriza tamanha
carta branca de dispensar jogadores apenas pelo seu comportamento fora
do campo.
A exigência extrema usada pelo treinador basco contra alguns (em
contraponto com a brandura com que aceitou uma péssima temporada a
Adrian Lopez, premiando-o até com um inusitado regresso num jogo tão decisivo
como aquele de Belém, que determinou a perda do campeonato), deve ter
correspondência na forma como os adeptos o avaliarão nesta temporada.
Se Lopetegui chamou a si o controlo completo sobre o futebol do nosso
clube, deve ser responsabilizado desde o início.
Chegamos ao cúmulo de ter no plantel um jogador que faz tudo para sair
(Rolando), ao mesmo tempo que se dá um pontapé a um outro que pretendia
manter-se fiel ao nosso clube.

Para mais nos distrair do essencial, temos agora o ingresso de Maxi Pereira.
Comecemos pelas "cambalhotas" que muitos terão que dar.
Não será este o melhor exemplo, mas frequentemente confunde-se atletas/treinadores que pontualmente representam o slb com os adeptos e/ou dirigentes do mesmo.
Por exemplo, constata-se agora abundantemente que era um erro colar
Jorge Jesus ao clube da águia.
Ou seja, critique-se de forma mais equilibrada quem está num dado momento ao
serviço dos clubes lisboetas pois não sabemos o que o futuro nos reserva.
Maxi Pereira excedeu-se em relação ao nosso clube mas não o confundamos
com um Barbas ou com um José Eduardo Moniz.
A verdade é que, quando ele estiver em Montevideu, daqui há uns anos, a gozar a sua
reforma dourada, tanto lhe fará que ganhe o FCP ou o slb.
O problema do uruguaio é outro: até ao momento, não demonstrou
valor suficiente que prognostique um grande sucesso no FCP. E isto deveria
ter bastado para vetar a sua vinda, por muito tentadora que esta surgisse ao olhos de Pinto da Costa.

E, enquanto desperdiçámos energia com estes e outros casos menores, o ponto
actual da situação é a seguinte: a eventual mais-valia da vinda de Casillas (e esta apenas em relação a Fabiano, entenda-se) não compensa a perda de Jackson, sendo que esta ainda não foi colmatada.
Alias, mesmo que o sérvio do Anderlecht venha, a coisa não ficará totalmente resolvida.

Tudo isto somado, resulta que hoje, dia 18 Julho, não estamos mais fortes do que em 2014/15.
A ligeira vantagem que tínhamos há um mês, com as trocas de treinadores nos rivais, está a escapar perante as nossas próprias inúmeras mexidas.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

O que é um jogador à Porto, afinal de contas?

Como sabemos muito bem, Pinto da Costa elogiou Maxi Pereira como sendo um «jogador à Porto». 

Pessoalmente vi isso muito mais como alguém que está a «vender o seu peixe», para usar a metáfora, do que fruto de uma convicção pessoal, mas não excluo que ele acredite mesmo nisso. Só ele sabe.

Mas o que é afinal um «jogador à Porto»? Este artigo não é só sobre o Maxi (para isso tivemos o artigo de ontem), mas sim para abordar de forma mais geral o que entendemos pela expressão.

Bem, a resposta é por natureza subjectiva: ninguém detém a resposta certa. Mas há alguns consensos. Uma condição que é frequentemente mencionada é ser um jogador «que dá o litro». Outra é ser «aguerrido».

Mas isto chega? Para mim não. Para mim um «jogador à Porto» inclui também as seguintes características:
  • é um jogador humilde (embora tenha um ego saudável, não se indo abaixo ao primeiro contratempo - alô Semedo). Ou seja, não se põe em bicos de pé nem muito menos se arma em prima donna.
  • é um jogador ambicioso e inconformado. 
  • é um jogador que sente a camisola do FCP e por isso «come a relva». Não precisa ser prata da casa ou portista de pequenino (vide Deco), nem muito menos precisa de sonhar em acabar a carreira no FCP, mas demonstra senti-la: sofre verdadeiramente com as derrotas do clube. Um exemplo clássico disso foi a atitude de Jorge Costa numa célebre derrota em Belém. Um jogador «profissional» dá 100%; um jogador profissional que sente a camisola FCP dá 110%. Ora como consequência lógica para mim não se sabe se um jogador é jogador «à Porto» ou não antes de... o demonstrar no FCP.
Isso para mim é o fundamental. Mas para além disso e em menor medida:
  • não é por natureza um jogador maldoso. Pode ser até bastante faltoso, mas não maldoso.
  • não é por natureza um jogador trapaceiro ou fiteiro (que isso aconteça raramente acontece a todos, infelizmente o mundo do futebol é assim). Admito sem problemas que já tivémos jogadores assim (não é exclusivo dos rivais), mas o que isso significa para mim é apenas que... esses jogadores em questão não eram jogadores à Porto.
Jogadores como Jorge Costa, Bruno Alves, João «Broas» Pinto, Rui Barros, Deco foram jogadores à Porto, cumprindo os meus critérios pessoais. Já outros dos nossos ídolos não, falhando claramente em um ou mais requisitos (Bibota, Madjer, Jardel), mas também não deixam de ter sido ídolos meus por causa disso.

Há quem diga, relativizando, que aos olhos dos lamps alguns dos exemplos que dei também falham nos meus critérios. Que Jorge Costa era um jogador maldoso, por exemplo. Ou que Deco era um fiteiro inveterado.

Pois bem, com todo o devido respeito eu estou a borrifar-me para o que eles pensam. Eles também acham que ganharam o último campeonato de forma limpinha, mas isso não muda de todo a minha convição de que sem colinho nunca teriam sido campeões. Portanto: não, não acho que Jorge Costa fosse por natureza maldoso ou Deco um fiteiro inveterado. Apesar de reconhecer que também já tivemos jogadores assim, e de reconhecer que já houve e/ou há jogadores no slb com potencial para serem jogadores à FCP. Posso ter óculos azuis e brancos, mas não sou cego.

Pegando no exemplo Maxi Pereira, para mim ele falha claramente em alguns dos critérios acima, por muito que dê o litro. Mais: é um símbolo-mor do «manto protector» que tanto criticamos ao slb, e depois de tudo o que disse e fez ao longo de oito anos no slb não vejo como algum dia possa vir a sentir verdadeiramente a camisola do FCP.

Há quem assinale que Moutinho (que já agora penso preencher em boa medida os meus critérios para «jogador à Porto», ainda que não totalmente) também era um símbolo do SCP. Sim, era um símbolo do SCP, mas não era um símbolo do que detestamos no SCP.

Resumindo e concluindo: é bem possível que Maxi venha a demonstrar ser 100% profissional no FCP (e é para isso que é pago, e muitíssimo bem pago). É também possível (mas menos provável) que demonstre ter arrepiado caminho completamente no que diz respeito à maldade e batotice inveterada. É até mesmo possível (mas extremamente improvável) que nos próximos 3 anos venha a sentir verdadeiramente a camisola do FCP, e o demonstre.

Mas que para mim ele hoje não é um jogador à Porto, lá isso claramente não é. You´ve got to earn it.

Termino com uma pergunta para reflexão: até há umas semanas atrás Maxi era visto pela maioria dos adeptos lamps como um «jogador à benfica». Será que «jogador à Porto» e jogador à benfica» afinal é a mesma coisa? 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

"SuperMaxi", um jogador à Porto?

Maxi Pereira é o novo número 2 do FC Porto. O sucessor - numérico, que não emocional - da camisola que vestiram jogadores do nivel (e dedicação) de João Pinto e Jorge Costa. Numa época, que a houve, onde o FC Porto tentava ser algo mais do que um clube. Época distante.

Não vou entrar nas considerações financeiras do negócio porque aos adeptos essas parecem importar cada vez menos. É curioso. Quanto pior está o clube, menos relevante parece ser, uma espécie de escudo mental para tapar a realidade. Se fecharmos os olhos, não vemos e se não vemos se calhar é porque não está lá. O tal jogador que chega a custo zero rejeitou uma renovação de contrato do clube que serviu como um profissional "fiel" durante largos anos. Essa oferta rondava os três milhões de euros (mais objectivos). Seguramente a rejeitou porque jogar no FC Porto era o sonho de infância e está disposto a ganhar menos, muito menos.

O que sim vou entrar é na moralidade por detrás desta contratação.
Em primeiro lugar que fique claro que considero Maxi Pereira um jogador vulgar, um caceteiro que na Luz teve carta branca para distribuir como queria, a quem queria. Não teve de se adaptar do futebol sul-americano ou europeu porque fez sempre o mesmo. Erros posicionais, porrada. Erros posicionais, porrada. Com o Benfica é possível fazer-se uma carreira assim na Europa. Com o FCP? Duvido muito, sinceramente. Nós somos o clube que temos a um jogador - Maicon - expulso por uma entrada infeliz - num jogo em casa em péssimas condições climatéricas. Agora imaginem as expulsões que teríamos tido estes anos se em lugar de um Danilo, tivéssemos aturado um Maxi. Ao jogador uruguaio desejo-lhe portanto felicidade e que traga com ele o mesmo protector arbitral na mala porque vai precisar. Caso contrário sofrerá tudo o que não sofreu quando estava em Lisboa. Jogar com 10 todas as semanas pode ser um novo desafio para Lopetegui.

Mas Maxi não é só um lateral vulgar - nem bom, nem mau, nem especialmente bom a atacar, nem limpo a defender - como há muitos no mercado. Nem sequer é um jogador que vem passar a reforma dourada não á Turquia ou Qatar, onde tinha ofertas, mas ao Porto porque gosta do tempo. É um jogador que faltou, repetidamente, ao respeito a esta instituição.
Um jogador que tentou vender-se aos adeptos do Benfica insultando o rival. Parece-me lógico sempre e quando não se atreva a por aqui os pés como se não tivesse feito nada. Porque o FC Porto já foi buscar jogador á Luz - algo que não me traz especial ilusão mas que provoca orgasmos múltiplos na cabeça de Pinto da Costa - mas nem os Dito, Rui Aguas, Maniche ou Christian Rodriguez (entre outros) vinham de dar entrevistas como esta:


Também nenhum deles vinha de somar um largo historial de entradas criminais a alguns dos nossos melhores jogadores. Seguramente que Hulk, João Moutinho, James Rodriguez ou Ricardo Quaresma ficariam orgulhosos de saber que no balneário onde se sentaram e deram tudo pelo clube se vai sentar agora o tipo que lhes dava quando o arbitro via e quando o arbitro não via. Que os insultava, que lhes cuspia e que lhes provocava. Um tipo que achava que armar-se em "guna dos relvados" o ia salvar dos erros futebolísticos que cometia - e que nos jogos europeus pagava o preço. Esse mesmo jogador foi ontem apresentado como jogador do Futebol Clube do Porto como se tivéssemos contratado o Cafú.

Sim, este jogador é um "jogador à Porto" como afirmou o presidente da instituição numa entrevista que seguramente será parodiada brevemente pelos Gato Fedorento. Só faltou dizer - tempo ao tempo - que Luis Filipe Vieira é um dirigente à Porto. Afinal, ele fez o estágio entre Alverca e os camarotes das Antas onde era convidado habitual e exibia alegremente o seu cartão de sócio entre abraços com Reinaldo Teles e Pinto da Costa e insultos a presidentes rivais (incluindo os do seu actual clube e do outro de quem foi sócio). Sim, "um jogador à Porto", sem duvida, é aquele que insulta o clube, agride rivais e vende a sua fidelidade a um clube onde esteve oito anos por mais uns trocos. Seguramente o padrão de "jogador á Porto" deixou de ser o de Fernando Gomes, o de João Pinto, o de Antonio Frasco, Jaime Magalhães, Jorge Costa, Fernando Couto, Vitor Baia, o de Deco, o de Ricardo Carvalho para passar a ser o de Maxi Pereira. Estamos elucidados presidente!

Eu sei que há desespero na cabeça de dirigentes - presidente á cabeça, mas não só - depois de dois anos que correram mal (essencialmente porque eles fizeram um mau trabalho de casa) e que tudo vale para ser campeão este ano. Eu sei, também, que o Porto não tem politica nem rumo por muito que tentem vender que há uma linha coerente. Uns anos são os emprestados e os putos, outros a formação (adeus Gonçalo), outros os jogadores a zero, outra as jovens promessas sul-americanas...e podemos ficar aqui todo o dia. Rumo não há. O que funcione, que funcione. Mas como nada tem funcionado, continua-se a tentar quebrando até barreiras morais. José Maria Pedroto seguramente estará orgulhoso, ele que nem deixava que os seus jogadores viessem de vermelho para os treinos, em ter a um jogador que cuspiu no FC Porto como instituição - e por consequência em cada um de nós - e que agora vem aqui ganhar o pão como se nada tivesse passado. Cada um pode pensar como quiser, naturalmente, e pensar exactamente o oposto, mas as palavras de Maxi e as suas acções no terreno de jogo (e vou guardar apenas na memória os jogos contra o FCP) estão aí. Nada foi inventado. Aliás, basta ler os vossos comentários sobre o jogador em questão nos artigos publicados do último ano para saber que a opinião geral sobre o Maxi é bastante similar.

Ao Maxi Pereira - e portanto aos que o foram contratar - desejo exactamente a mesma sorte que lhe desejei quando o vi tentar lesionar jogadores que deram tudo pelo meu clube. Desejo-lhe o mesmo tipo de tratamento dos adeptos que merece quando diz o que diz em videos como o aqui colocado. Ao Maxi Pereira desejo, sobretudo, que sinta na pele o bafo dos árbitros que não sentiu nestes anos todos. Não merece mais. Nem ele nem os homens que decidiram que os seus interesses pessoais estão por cima do Futebol Clube do Porto.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Distrações Diário

Maxi Pereira no Porto? Nunca, jamais e em tempo algum. A SAD do FC Porto, atarefada que deve andar com a preparação da próxima temporada, ainda não desmentiu a intenção de contratar o conhecido jagunço - mas devia.

domingo, 31 de maio de 2015

Carlos Pisca


A propósito deste piscar de olho de Carlos Xistra a Maxi Pereira (após o árbitro de Castelo Branco ter mostrado um cartão amarelo ao jogador do SL Andor), a newsletter mais famosa do país reagiu (e bem!) nestes termos:

«O Dragões Diário não viu a final da Taça da Liga, porque poucos jogos podem ser mais desinteressantes do que um jogado entre Benfica e Marítimo, seja um jogo treino no Seixal, ou um jogo a sério em qualquer lado. O certo é que fomos avisados sobre este curto mas esclarecedor vídeo, com esta grande performance do árbitro Carlos Pisca. A Vítor Pereira, presidente do Conselho de Arbitragem e responsável por mais esta nomeação perfeita, deixamos a pergunta: isto será colinho ou manto protector? A nós parece que ambas as respostas estão correctas…
Dragões Diário, 30-05-2015


Leitor atento da Dragões Diário, João Gabriel, diretor de comunicação do SLB, foi ao arquivo e não demorou a reagir no Twitter, colocando duas fotografias que mostram cumprimentos entre Pedro Proença e dois jogadores do FC Porto (Lucho e Hulk), no último jogo da Liga 2011/2012.

Há falta de melhor, comparar os habituais cumprimentos que Pedro Proença trocava com jogadores de diversos clubes (no final dos jogos!), com um piscar de olho cúmplice, estilo, “eu mostro-te este cartão amarelo, mas podes estar descansado que não te expulso”, é ilustrativo do incómodo crescente que a denúncia destas situações provoca no universo benfiquista.

Meus caros, eu sei que dava jeito abafar estes episódios, mas é melhor habituarem-se porque, pelo menos nós, adeptos portistas, não nos vamos calar.

sexta-feira, 6 de março de 2015

A síndrome “pós-colinho do Benfica” ataca outra vez!

"Às vezes levo amarelo por causa do contato, outras vezes porque corto jogadas em contra-ataque. Mas às vezes passo-me, porque vivo o jogo de uma forma muito especial, falo com o árbitro, fervo muito e isso é algo de menos bom. Mas sou assim desde criança e não é agora que vou mudar. É difícil controlar isto dentro do campo."
Enzo Perez, Mais Futebol

Não é a primeira. Não é segunda. E seguramente não será a última vez.
Nos últimos anos a imprensa afim ao Benfica – uma forma diferente de dizer “toda a imprensa portuguesa” – tem alardeado da grande capacidade vendedora do clube. Muitos desses jogadores, ao que parece, saem por milhões que depois ninguém vê e, supostamente, fazem-se estrelas lá fora apesar de que, na imensa esmagadora maioria dos casos, ninguém lhes presta demasiada atenção. Uma das principais razões para que esses futebolistas sofram tanto é o chamado síndrome “pós-colinho do Benfica” que afecta a defesas, médios, extremos e avançados por igual. É uma doença difícil de tratar, quase sem cura, e cujo o principal sintoma é o de continuar a comportar-se nos campos de futebol como se ainda fossem impunes, pagando as devidas consequências. Muitos dos jogadores que a sofrem nem sequer se apercebem que jogar em Inglaterra, França, Espanha, Itália ou até no Burkina Faso não é o mesmo que jogar em Portugal com o Benfica. Os árbitros são muito mais imparciais e isso complica, e muito, as coisas. É nesse momento que os sintomas se começam a fazer notar e o paciente se dá conta que algo não está bem!



Entre os exemplos mais recentes dessas vitimas do síndrome “pós-colinho do Benfica” podemos encontrar extremos que gostam de se atirar para o chão a simular penalties como Angel Di Maria ou Lazar Markovic, tão habituados a que estavam que alguém fosse imediatamente a correr, de apito na mão, para marcar o que o seu visionário treinador chamaria de “penalte”. Também há os avançados como Oscar Cardozo, habituados a mover-se na área com os cotovelos bem altos, empurrando defesas á vontade, que depois na Turquia descobrem que afinal isso é falta e ás vezes até dá direito a cartão vejam lá bem. Mas claramente é no sector defensivo que a doença se manifesta com maior força. Todos sabemos que uma falta no mundo do futebol não é igual a uma falta com a camisola do Benfica. Nem sequer um amarelo ou um vermelho é aplicado na mesma situação. 

É por isso que a Enzo Perez – o tal melhor jogador da liga e arredores – encontrou em Valência os primeiros sintomas da doença. E ainda só saiu há dois meses. Diz o argentino que sofre de impetuosidade e que não está habituado a que lhe marquem tantas faltas ou que os árbitros não o deixem falar. Já leva seis amarelos, um recorde para um jogador incorporado no mercado de Inverno. Há médios que não têm tantos cartões a jogar desde Agosto. Claro que Enzo não entende. Não entende porque lhe marcam uma falta quando ele só está a cortar uma jogada inocentemente como fazia na Luz debaixo dos aplausos do seu treinador visionário que dele diria, seguramente, que é um jogador limpo e honrado. E muito menos entende os cartões – dois deles por protestos – porque quando falava com os árbitros com a camisola vermelha ao peito eles até lhe diziam algo do estilo, “Não se preocupe Sr. Enzo que isto está tudo tratado, não fique nervoso”. Imagine-se, agora exigem-lhe que fale baixinho, com respeito e devagar. Que mundo! Agora já ninguém o trata por senhor, já ninguém acha que as suas entradas são inocentes e já ninguém se surpreende porque leva tantos cartões. 


A sua história não é muito diferente da de um David Luiz – que quando chegou à Premier League tornou-se alvo de chacota pelas entradas sem sentido que fazia semana sim, semana também e os amarelos que lhe davam os “dialogantes” árbitros ingleses por palavras – ou de um Matic, que embora tenha um treinador que também o acha “limpo e honrado”, já foi expulso vezes suficientes na Premier para sentir brotar na pele os sintomas mais agudos do síndrome “pós-colinho”. Em Madrid estão cansados - bastar ler os jornais, os sites e as redes sociais - das entradas fora de tempo dos laterais esquerdos dos dois clubes grandes da cidade, um tal de Coentrão e um tal de Siqueira, habitualmente castigados com cartões quando em Lisboa e arredores se teria aplaudido de pé a sua destreza em realizar uma falta táctica inocente.



Á medida que mais jogadores do Benfica chegam a países onde o futebol é respeitado, os árbitros se fazem respeitar e a imprensa não tem porque esconder as misérias dos seus jogadores, mais claro fica que o “colinho” é algo muito sério. É uma pena que a maioria dos jornalistas desportivos internacionais não se preocupe em investigar os sintomas dessa doença para encontrar a fonte da epidemia e se limitem a pensar que Enzo é duro porque é argentino, David Luiz faz faltas porque é idiota ou Di Maria se atira ao chão a pedir penalti em cada jogada porque lhe está na genética sem entender que todos eles levaram anos e anos onde tudo lhes era permitido.

A síndrome “pós-colinho do Benfica” é uma doença grave que não pode ser tratada pelo médico de família nem sequer pelas urgências. Neste momento há vitimas da doença em potência como Luisão ou Maxi Pereira que nunca poderão ser curados tal é o alcance do vírus. Houve outros pacientes no passado como Katsouranis, Binya, Karagounis, Javi Garcia, Witsel que foram ostracizados precisamente porque não se conseguiam livrar do “síndrome” que outros jogadores vindos de Portugal não pareciam manifestar. Dizem que a norte se respira melhor, deve ser isso! 
É preciso assumir "partantos" que é uma epidemia e que só se pode estripar desde as suas origens. Mas como com tantas doenças no mundo parece haver interesses superiores em que o brote se mantenha vivo. E lá continuaremos a ver, com o passar dos anos, mais pobres vítimas da síndrome do "pós-colinho".

PS: Estou há espera do dia em que a síndrome “pós-colinho do Benfica” salte do terreno de jogo para o banco de suplentes. No dia em que Jorge Jesus atravessar a fronteira a pensar que é a reencarnação divina de Rinus Michels e Helenio Herrera, teremos a oportunidade de ver como os seus insultos, agressões a agentes da autoridade, empurrões a árbitros e rivais e, sobretudo, o seu total desconhecimento táctico e das leis do jogo funciona em clubes e países um pouco mais exigentes do que aqueles onde se vive o “colinho”. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Golo do SLB é irregular?

Jorge Coroado diz que sim, que o golo que deu o empate ao SL Benfica, é precedido de uma irregularidade.

Quando Jonas tocou na bola, Maxi Pereira estava em posição irregular. Movimentou-se, participou na jogada e perturbou a ação de Tobias. Situação que a regra 11 determina como obrigatório o assinalar do fora de jogo”.

Casos do Sporting x SL Benfica (Tribunal de O JOGO)

No mesmo painel – Tribunal de O JOGO – José Leirós discorda da análise de Coroado (acha que Maxi não interfere na jogada), enquanto que Pedro Henriques nem sequer analisa/fala da posição de Maxi Pereira.

Relembro que esta não é a primeira vez que, precedendo um golo decisivo do SL Benfica, Maxi Pereira surge adiantado numa bola metida nas costas da defesa adversária…

Fora-de-jogo claro de Maxi Pereira precedeu o golo da vitória do SLB frente ao Gil Vicente

E, já agora, sobre a possível mão de Jonas, ninguém fala?

Jonas domina a bola com o braço? (fonte: Record)

domingo, 15 de junho de 2014

Super Maxi foi expulso...


Maxi Pereira foi expulso! Parece algo inédito mas não é. Pelo menos em jogos realizados fora de Portugal. Só no nosso país é que este jogador do SLB é protegido pelos árbitros e consegue distribuir sarrafada do princípio ao fim dos jogos sem ver um cartão vermelho. Por cá, o protegido é invariavelmente o agressor enquanto o agredido acaba por ser punido disciplinarmente quando se insurge contra tamanha injustiça…

Recordo por exemplo esta entrada sobre João Moutinho aos 85’ de um jogo que terminou num empate 2-2 no Estádio da Luz. O árbitro João Ferreira viu atentamente o lance e… mostrou um cartão amarelo!


Em Portugal, Maxi Pereira transforma-se em Super-Maxi, um herói com licença para dar pau!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Eis que o mundo está para acabar

É só para lembrar que o MAXI PEREIRA FOI EXPULSO!
FOI EXPULSO!
Repito: O MAXI PEREIRA FOI EXPULSO!
EXPULSO!
EXPULSO!
EXPULSO!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Maxi, o clássico e o campeonato

(Maxi Pereira e Capel, slb x sporting, 2012/13)

(Maxi Pereira e Viola, slb x sporting, 2012/13)


«6. Que Maxi Pereira insiste na inconsciência e no abuso da agressividade para lá dos limites e que podia sozinho ter comprometido o clássico, e o campeonato. Só ainda não percebeu que André Almeida é mais fiável quem não quis perceber;»

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Imagens que valem 1000 palavras...

(o 3º dos foras-de-jogo mal assinalados pelo assistente António Godinho ao ataque do FC Porto na 1ª parte)


(o que estará Jorge Jesus a segredar ao ouvido do árbitro assistente?)


(as reacções imediatas de Fernando e Vítor Pereira ao golpe de karaté de Maxi Pereira sobre João Moutinho)


(o sentido de oportunidade de Pinto da Costa)


(eles dizem que o "lapso" durou apenas 30 segundos, mas os factos provam o contrário)


(a santa aliança entre Vieira e Mário Figueiredo contra o inimigo comum)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

De cabeça perdida

«Maxi Pereira e Luís Godinho, vice-presidente da Académica, protagonizaram ontem um momento bem quente. Corria o minuto 88, pouco depois de Lima ter empatado a partida, quando o defesa do Benfica e o delegado ao jogo da Briosa trocaram uns “mimos” cabeça com cabeça, situação que não mereceu qualquer reação por parte do árbitro Carlos Xistra.»
in record.pt


«Cerca de uma centena de adeptos esperava a comitiva benfiquista à saída do estádio e alguns não conseguiram evitar os assobios pelo empate em Coimbra. Cardozo foi dos jogadores mais contestados, mas os principais alvos foram o técnico bem como Cardozo e António Carraça – o diretor-geral esperava que os atleta entrassem no autocarro. Os dois não se livraram de ouvirem alguns comentários de adeptos mais irritados. “Vergonha” foi das expressões que mais se ouviram.»
in record.pt


«No final do jogo entre a Académica e o Benfica, cerca de 40 adeptos do Benfica tentaram vandalizar a sede da claque Mancha Negra, localizada nas proximidades do Estádio Efapel Cidade de Coimbra. Alguns elementos da PSP foram chamados ao local e os confrontos físicos que estiveram perto de acontecer acabaram por ser evitados. Ainda assim, alguns sócios da Briosa foram obrigados a permanecer no interior da sede até à situação ficar normalizada e dois adeptos afetos à equipa encarnada foram mesmo identificados
in record.pt


Dentro e fora do relvado, já anda muita gente de cabeça perdida. Para acalmar as hostes encarnadas, eu diria que é urgente voltar a nomear o Bruno Paixão para um jogo do FC Porto...
Quanto ao Maxi Pereira, nenhuma surpresa, assumiu de corpo e alma as "obrigações" de um capitão do slb e limitou-se a seguir os bons exemplos de Luisão.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.