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sábado, 12 de abril de 2014

terça-feira, 17 de abril de 2012

Fundos sem fundo II

«Em 4 de Julho de 2010, a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD emitiu um comunicado para informar que tinha adquirido o passe (direitos de inscrição desportiva) do João Moutinho pelo montante de 11.000.000 € (onze milhões de euros).
Cerca de três meses depois, no dia 15 de Outubro de 2010, a FC Porto SAD enviou um novo comunicado à CMVM para informar o mercado que tinha alienado 37,5% dos direitos económicos do João Moutinho por 4.125.000€ à Mamers B.V.
No dia 3 de Agosto, a SAD portista informou ter readquirido, por 4.000.000€, 22,5% dos direitos económicos do João Moutinho ao Soccer Invest Fund – Fundo Especial de Investimento Mobiliário Fechado, Fundo este ao qual a Mamers B.V. cedeu a sua posição contratual relativamente aos direitos económicos que detinha.»
in Reflexão Portista, 03 de Agosto de 2011



Dos negócios acima descritos, relativamente ao passe do João Moutinho, temos que:
1. Em 4 de Julho de 2010 adquirimos 100% por 11,0 milhões;
2. Em 15 de Outubro de 2010 alienamos 37,5% por 4,125 milhões (100% = 11 milhões);
3. Em 3 de Agosto de 2011 recompramos 22,5% por 4,0 milhões (100% = 17,7(7) milhões);
4. Em Outubro de 2011 alienamos à Mamers BV e em Agosto 2011 adquirimos à Soccer Investment Fund;
5. Até um novo negócio no passe de João Moutinho a FC Porto SAD está a perder 1,525 milhões (adquiriu 22,5% por 4,0 milhões, que ao valor nominal valeriam 2,475 milhões). É verdade que o jogador poderá ter valorizado 6,7(7) milhões entre Outubro de 2010 e Agosto de 2011 dada a extraordinária época realizada pelo próprio e pela equipa. Mas também é verdade que desde Agosto 2011 o seu passe não mais foi negociado pelo que existe para já uma perda contingente. Este negócio só se entende no caso de o FC Porto ter tido uma proposta iminente para vender João Moutinho antes de Agosto 2011 por um valor superior a 17,7(7) milhões por 100% do passe.


«(...) Embora a FC Porto SAD tenha o bom hábito de identificar o nome dos fundos com quem trabalha, quer nos comunicados que envia à CMVM, quer nos relatórios & contas, não é claro quem são as pessoas/empresas que estão por trás desses fundos, nem tão pouco se também mantêm negócios, ou relações contratuais, com clubes concorrentes do FC Porto.»
in Reflexão Portista, 05 de Agosto de 2011


Em 28.02.2012 o jornal PÚBLICO publicou um artigo na sequência de uma investigação aos detentores de percentagens dos passes de jogadores dos três grandes. Esse artigo, entre outras coisas, diz o seguinte:

«Há jogadores do FC Porto que estão parcialmente nas mãos de empresas holandesas, luxemburguesas, inglesas e maltesas. (…) Um dos negócios mais curiosos envolve João Moutinho. O FC Porto comprou o passe do médio ao Sporting em Julho de 2010 por 11 milhões de euros e três meses depois vendeu 37,5% a uma empresa holandesa chamada Mamers B.V, por 4,125 milhões. Segundo os dados obtidos pelo PÚBLICO na base de dados de empresas D&B, esta sociedade é detida por uma fundação (Stiching Mamers), cujos corpos directivos são o empresário português António Fernando Maia Moreira de Sá e o filho Flávio Moreira de Sá. António Moreira de Sá é um empresário do Norte do país com interesses na construção civil e também membro suplente do conselho superior do FC Porto (um órgão consultivo do clube).

O PÚBLICO questionou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para saber se existe alguma incompatibilidade, algo a que o órgão regulador respondeu negativamente: "Nessa data, António Fernando Moreira de Sá não integrava os órgãos sociais da Futebol Clube do Porto - Futebol SAD." O PÚBLICO também tentou obter uma explicação do FC Porto (que recusou responder a perguntas) e de António Moreira de Sá, que não se disponibilizou para falar.

As movimentações em torno do passe de João Moutinho, porém, não ficaram por aqui. A dado momento (entre Outubro de 2010 e Agosto de 2011), esses 37,5% dos direitos económicos de Moutinho foram cedidos ao Soccer Invest Fund, um fundo registado na CMVM cujos nomes dos accionistas não são conhecidos publicamente (só o regulador sabe quem são). Este fundo é gerido pela MNF Gestão de Activos, uma empresa que tem entre os seus administradores João Lino de Castro, que à data da venda de Moutinho ao FC Porto era secretário da mesa da assembleia-geral do Sporting e em Setembro de 2010 foi cooptado para a administração da SAD leonina, então presidida por José Eduardo Bettencourt. Em Agosto de 2011, o Soccer Invest Fund vendeu 22,5% do passe de Moutinho ao FC Porto, por 4 milhões de euros, ficando com 15%.

Também aqui a CMVM recusa a existência de qualquer incompatibilidade, até porque "na data em que foi comunicada esta transacção entre o Soccer Invest Fund e a Porto SAD, João Lino de Castro não integrava os órgãos sociais da Sporting SAD." O PÚBLICO também tentou ouvir o ex-administrador leonino, mas não foi possível.
(…)
Percentagens sem dono conhecido
Na análise que fez aos relatórios das sociedades anónimas desportivas (SAD) do Benfica, FC Porto e Sporting e aos comunicados enviados à CMVM, o PÚBLICO deparou-se com algumas dúvidas sobre o paradeiro de partes de passes de jogadores dos três "grandes". É o caso de 5% de Hulk e 10% de James Rodríguez (FC Porto), (…). O FC Porto detinha 90% de Hulk mas no último relatório anual aparece apenas 85%. A explicação é que os restantes 5% terão sido cedidos à empresa Maxtex, embora o clube não comente oficialmente. No caso de James Rodríguez, o FC Porto comprou 70%, depois vendeu 35% e recomprou 30%. Ou seja, deveria ter 65% e não os 55% que constam do relatório.»
PÚBLICO, 28 de Fevereiro de 2012


Como é possível concluir deste excelente trabalho jornalístico do PÚBLICO, transparência e ética são valores que escasseiam nos recentes negócios envolvendo jogadores do FC Porto. Exemplo: um membro do Conselho Consultivo lidera uma empresa (Mamers, BV) que negoceia com a SAD em passes de jogadores.

É também interessante observar que, embora lideradas por portugueses, as empresas com quem a SAD tem desenvolvido mais negócios estão sediadas na Holanda, Malta, Inglaterra ou Antilhas Holandesas.

Nota: Este artigo é acompanhado pela infografia publicada no jornal PÚBLICO e que ilustra o artigo acima citado. Clique na imagem para ampliar.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Agentes, renegociações de contratos e dupla representação


Em relação ao artigo do José Correia acerca do caso Falcão eu repito o que já há tempos disse num comentário e há pouco repeti: por que raio de razão pagam os clubes comissões por renegociação de contratos, e a quem?? Se se trata do agente do jogador em causa, este último que lhe pague, além de essa situação configurar um caso típico de conflito de interesse, pois o referido agente não pode representar condignamente os interesses do jogador se no fim for receber uma comissão do clube com quem está a negociar. Eu até diria que esta é matéria em que o chamado Sindicato dos Jogadores deveria tentar intervir, a fim de defender os interesses dos jogadores. E isso pouparia aos clubes muito dinheiro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Os números do negócio Falcao


A informação seguinte foi extraída do Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, correspondente ao 1º Trimestre 2011/2012:

«(...) no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011 foram renegociados os contratos com os jogadores Radamel Falcao e Álvaro Pereira, com reflexo ao nível do valor das respectivas cláusulas de rescisão, prazos de duração do contrato de trabalho e remunerações associadas, que foram aumentados. Estas renegociações significaram encargos com assinatura de contrato e serviços de intermediação de, aproximadamente 6.585.000 Euros relativos ao jogador Radamel Falcao e, aproximadamente, 973.500 Euros relativos ao jogador Álvaro Pereira (...)»
in R&C, página 17

«As alienações no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011, que geraram mais-valias no montante de 20.338.365 Euros, resultam essencialmente da alienação dos direitos de inscrição desportiva do jogador Falcao ao Atlético de Madrid, pelo montante de 40.000.000 de Euros, que gerou uma mais-valia de, aproximadamente, 20.170.000 Euros, após dedução de: (i) custos com serviços de intermediação no montante de 3.705.000 Euros prestados pelas entidades Gestifute e Orel B.V.; (ii) de responsabilidades com o mecanismo de solidariedade no montante aproximado de 2.000.000 Euros; (iii) da proporção no valor de venda do passe detido pela Natland Financieringsmaatschappij B.V. no montante de 1.805.000 Euros; (iv) do efeito da actualização financeira das contas a receber e a pagar a médio prazo originadas por estas transacções, no montante de, aproximadamente, 1.690.000 Euros; e (v) do valor líquido contabilístico do passe à data da alienação, no montante de, aproximadamente, 10.629.000 Euros, que incluía os encargos com os prémios de assinatura acima referidos e respectivas comissões de intermediação.»
in R&C, página 18


6.585.000 Euros pagos em encargos com assinatura (renovação) de contrato e serviços de intermediação;

3.705.000 Euros pagos em custos com serviços de intermediação aquando da venda;

1.805.000 Euros correspondentes à percentagem do passe que não era detida pela FC Porto SAD.

Só em serviços de intermediação e encargos com a renovação do contrato de Falcao, foram pagos mais de 10 milhões de euros em pouco mais de um mês (renovação em 14/Julho e venda ao Atletico Madrid em 18/Agosto).

De facto, o futebol movimenta muitos milhões para os bolsos de indivíduos de fato e gravata, a maior parte dos quais nunca deram (nem sabem dar) um pontapé numa bola...
E, também por causa disto, há negócios que se fazem e outros que também não.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SMS do dia

in Maisfutebol:
«Sinceramente, nesta altura, Guarin não entende Vítor Pereira. Numa altura mais difícil para o Porto, ele não consegue ajudar a equipa no campo e, estando de fora, não entende que papel lhe está reservado para quando entrar, se entrar», diz o seu empresário, Marcelo Ferreyra.

Não há forma de exterminar estas personagens? Já não basta as comissões que levam e ainda têm de botar faladura?

domingo, 18 de setembro de 2011

O novo porta-voz

Pelos vistos temos um novo porta-voz.

Ontem n'O Jogo sobre o Hulk:
"Ele teve até de se virar e colocar o pé ao alto no travesseiro para aliviar. Estava muito mal e quase não dormiu, tantas eram as dores", contou-nos Teodoro Fonseca, empresário do jogador. 

Hoje no Maisfutebol sobre o Walter:
O drama familiar mitigou a ascensão de Walter na hierarquia portista. Ao longo de vários meses, o avançado teve de gerir a preocupação com a frágil saúde da filha e a exigência profissional imposta pelo F.C. Porto. Como consequência, «perdeu espaço e agora tem de o reconquistar». É o próprio empresário do brasileiro, Teodoro Fonseca, quem o diz ao Maisfutebol.

Arre!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os jogos só atrapalham os negócios

«Alguns treinadores, ingénuos, já manifestaram vontade de ver o mercado fechar a 15 de Agosto. Dizem eles que lhes estraga o trabalho. Montam um plantel, depois percebem que terão de trabalhar com outro. (...)
Eu tenho uma proposta diferente. Acho que os jogos de futebol deveriam ser cancelados no Verão. De todo. Acabarem em Maio e regressarem apenas a 1 de Setembro. Uma espécie de férias escolares de antigamente. E isto por uma razão relativamente simples: os jogos de futebol podem atrapalhar um bocado os negócios. Por exemplo: um empresário pode querer contactar um futebolista, coisa urgente, e ele estar equipado, no relvado. É inconveniente, um comboio que passa e vai parar a outra gare. É desagradável.
No fundo, os negócios são o que verdadeiramente importa no futebol. (...)»
Luís Sobral
in Maisfutebol, 2011-08-18


Sobre este assunto - período de transferências -, e em resposta a uma pergunta na conferência de imprensa que antecedeu a final da Supertaça Europeia, Vítor Pereira afirmou:

"Trabalho com os jogadores que tenho, mas também já disse que, do meu ponto de vista, o mercado devia fechar a meio de Agosto e não no final, para que este tipo de jogo pudesse ser realizado com os plantéis definidos, com a estabilidade necessária que exige um jogo deste estilo. Este é um período em que os jogadores às vezes, pensando na própria vida, estarão sujeitos a alguma instabilidade emocional"

Quaresma, Raul Meireles, Falcao, Ruben Micael, Álvaro Pereira, Nasri (do Arsenal para o Manchester City), Forlán (do Atletico Madrid para o Inter), Pizzi (do Sp Braga para o Atletico Madrid), etc. São tantos os exemplos de transferências após 15 de Agosto, já com os campeonatos e as competições europeias (pré-eliminatórias) a decorrer, que até assusta.

Mas, porque razão alguns treinadores e jornalistas sugerem, aparentemente como sendo uma boa solução, que o mercado deveria fechar a 15 de Agosto?

Atendendo a que, por exemplo, a 3ª pré-eliminatória da competição mais importante da UEFA foi disputada a 26/27 de Julho e a 02/03 de Agosto, parece óbvio que o entra e sai de jogadores deveria terminar antes disso.
Nesse sentido, e atendendo a que os campeonatos e competições europeias terminam em Maio, parece-me mais do que suficiente um período de 45 dias, ou seja, até 15 de Julho, para que os clubes europeus fizessem os negócios que entendessem.

O que não faz sentido, e desvirtua a verdade desportiva, é as competições arrancarem com os planteis dos clubes a sofrerem mutações significativas, com jogadores a sonharem com outros clubes e, em alguns casos, com jogadores amuados porque não os deixaram sair.

E quem sofre mais com isto?
Os clubes vendedores, porque os clubes compradores, por sinal os mais ricos, têm os seus planteis seguros e podem sempre atacar as "presas" no timing que lhes der mais jeito.

A criação das melhores condições possíveis para que haja verdade desportiva, deveria ser a preocupação principal de quem organiza as competições, mas a UEFA parece pouco preocupada com este assunto e continua a permitir esta autêntica pouca vergonha.

Para além dos empresários, fundos de jogadores e outras entidades parasitárias que gravitam à volta do futebol, a quem mais interessa que o período de transferências na Europa se estenda até 31 de Agosto?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Hulk na Selecção? No, thanks!


«Dunga disse a O JOGO que estava atento a Hulk, e o empresário crê que a primeira internacionalização estará para breve. "Acredito que pode acontecer a qualquer momento, mas o Hulk é paciente e sabe esperar. Além do Dunga, o Jorginho, que é o adjunto, também está atento, e as boas exibições na Peace Cup não passaram despercebidas", disse. As internacionalizações ajudam, entre outras coisas, a abrir o mercado inglês, ainda que este tenha um regime de excepções.»
In, O JOGO, 11/08/09

A propósito de mais uma declaração elogiosa proveniente de outra figura do futebol Mundial, Maradona, à enorme capacidade de Hulk, o empresário do avançado Brasileiro confidenciou às páginas do JOGO que a sua chamada ao Escrete pode estar para breve. Para os adeptos portistas, conhecedores do potencial do “seu” jogador, a notícia não causa estranheza. Surpreendente só é mesmo o tempo que Dunga tem levado para considerar Hulk como seleccionável, quando na equipa brasileira pululam tantos atletas de qualidade duvidosa.

A possível chamada do Incrível à sua Selecção, constitui um factor de promoção extra das suas qualidades e a abertura de portas a mercados importantes, especialmente quando se trata de uma chamada à mítica Selecção brasileira. Porem, a Hulk, tem-lhe bastado as prestações no FC Porto para atrair a atenção de varias figuras do futebol internacional e de algumas das melhores equipas Europeias, a ponto de se considerar a sua cláusula de rescisão facilmente rebatível.

Ora, sabendo-se que a cláusula do jogador não é um obstáculo para os interessados nos seus préstimos, que a SAD do FCP apenas detêm metade do seu passe, e que dificilmente conseguirá renegociar as condições actuais e os direitos sobre o jogador (vide também as declarações do seu empresário a O JOGO), alem do desgaste das viagens, será mesmo, para o FCP, positiva uma hipotética chamada de Hulk à sua Selecção?

domingo, 21 de junho de 2009

As partilhas dos passes dos jogadores


No decorrer da ultima semana, nas paginas do jornal O Jogo e em declarações a diversos órgãos da comunicação social, Teodoro Fonseca, um dos colaboradores do empresário Juan Figger, dono de 50% do passe de Hulk, afirmava que quem bater 40 milhões de euros (valor de clausula de rescisão) poderia resgatar o jogador. Porem o FC Porto só teria direito a metade dessa verba, ou então, caso decidisse manter o atleta no plantel, teria largar 20 milhões de euros para resgatar o remanescente do passe.

Com valores deste nível de grandeza, é facilmente perceptível que os Dragões dificilmente conseguirão garantir uma maior percentagem dos direitos de Hulk. Esta situação tem levado muitos adeptos portistas a questionar se não deveria a SAD garantir logo à partida a totalidade dos direitos dos jogadores que tem sob contrato. O caso de Hulk é apenas mais um entre vários, tal como Rodriguez, Cissohko, Sapunaru, Miguel Lopes, Maicon ou Alvaro Pereira, só para citar alguns exemplos.



É certo que momento das vendas fica um certo travo amargo de boca por ver o FC Porto prescindir de parte significativa das verbas para outras entidades, ou empresários. Acrescente-se ao facto de ser o clube o maior responsável pela formação e posterior projecção desses atletas. Porem, no momento em que estes ilustres jogadores desconhecidos chegam ao Dragão, a partilha dos direitos é também uma forma de dividir os riscos na sua aquisição.

Há também os casos de Lucho, Lisandro e Anderson, que chegarão ao FC Porto já com nome no mercado, sendo que a parceria dos seus passes com outras entidades, foi uma boa forma de a SAD conseguir deitar a mão a jogadores que de outra forma nunca alcançaria. Os ganhos desportivos nestes casos foram e têm sido inquantificáveis, e até já houve um tremendo retorno financeiro no caso do jogador brasileiro.



Por ultimo, mas não menos importante, a cedência de parte dos direitos económicos a terceiros, torna-se um estimulo para que estas entidades no futuro previligiem o FC Porto como parceiro estratégico para contratar, formar e elevar ao estrelato novos craques. Pede-se apenas a maior transparência possível nestes negócios, e que sejam prestadas à entidade reguladora de capitais (CMVM) os dados concretos dos mesmos, o que nem sempre tem sido norma nestes casos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Bruno Alves vai sair no final da época?



«Newcastle United and Manchester City are reportedly tracking Porto defender Bruno Alves.
Alves has been in excellent form for the Portuguese Liga champions, and reports claim scouts from both United and City have been monitoring his progress. The 26-year-old's current contract runs until 2012, and it is claimed that Porto would not accept an offer of less than 30 million euros (£23.6 million).

The central-half's agent, and father, has confirmed that a number of clubs are interested in signing Alves.
"Porto is not interested in a sale right now, but anything is possible after Euro 2008", agent Washington Alves said. "Bruno is playing very well. A number of European clubs have asked about his contract situation."

The Porto defender added: "I am flattered by the reports but I have signed a deal with Porto, which complicates an exit. The club would only study an offer for me if the fee was of grand proportions."»
in Sky Sports, 06/05/2008

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«Giovani dos Santos pode ser o atractivo trunfo do Barcelona para convencer o FC Porto a negociar uma transferência do central Bruno Alves para Camp Nou. O avançado mexicano quer jogar com mais regularidade e já fez saber isso à direcção do Barça, que procura agora a melhor forma de rentabilizar a vontade do jovem craque de 19 anos. E ao que o DN sport apurou junto de fonte da direcção dos catalães, incluir Giovani (avaliado em oito milhões de euros) numa oferta por Bruno Alves, em quem o Barça e o novo treinador Guardiola estão realmente interessados, é uma possibilidade em aberto. Além do jogador mexicano, o gigante espanhol admite esticar a oferta até aos 18 milhões de euros. (...) Mas também é assente que os dirigentes do Barcelona não estão dispostos a abrir a bolsa até aos 30 milhões de euros fixados pelo FC Porto para a saída de Bruno Alves. (...)

A ofensiva por Bruno Alves está também algo dependente, ao que o DN sport apurou, do encaixe realizado com a venda do defesa mexicano Rafael Márquez, com quem o Barça espera encaixar cerca de 15 milhões de euros. Caso o consigam, os catalães devem fazer chegar à SAD portista a proposta concreta pelo central internacional português, que foi alvo de constantes observações dos olheiros do Barcelona ao longo da época.

Esta semana, em declarações a um jornal desportivo de Barcelona, o El Mundo Deportivo, o pai e recente empresário de Bruno Alves, Washington Alves, reconheceu conhecimento no interesse do Barça e remeteu para o FC Porto o sucesso de uma eventual transferência.
Mas o facto de Bruno Alves ter abandonado o seu antigo empresário Rui Neno, a favor do pai, foi visto nos círculos portistas como uma sinal de negócio em perspectiva para o jogador.»
in DN, 17/05/2008

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«El padre y representante del central del Oporto Bruno Alves, Washington Alves, aseguró ayer que el Barcelona se interesó por hacerse con los servicios de su hijo y afirmó que tiene también una oferta del Manchester City. Según Washington Alves estudiarán lo que más les convenga en el aspecto económico. El propio jugador ya dijo el otro día que se siente "orgulloso" de que un club como el Barcelona se fijara en él. El Oporto habría tasado al defensa en 20 millones de euros. El caso es que la llegada de Martín Cáceres aleja su fichaje.»
in El Mundo Deportivo, 06/06/2008

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Em 5 de Junho, perante as notícias sobre o interesse do Barcelona e do Manchester City em Bruno Alves, o pai/empresário afirmou em declarações à Renascença:

"É natural que haja interesse. O Bruno renovou recentemente com o FC Porto e, em princípio, é uma situação para manter. Se houver interesse de outros clubes, terão que contactar o FC Porto, que dará resposta à situação. Já chegaram propostas, mesmo antes da renovação. O interesse existia antes".

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"Existem cinco ou seis clubes – sobretudo ingleses – interessados no Bruno e dispostos a pagar muito dinheiro por ele. E José Mourinho já referiu também o nome dele", disse ao CM uma fonte próxima do jogador, de 27 anos.

"Ele tem interesse em sair, se surgir uma proposta financeiramente atraente, mas a última palavra é do FC Porto", frisou a mesma fonte. Bruno Alves está ‘preso’ por uma cláusula de rescisão de trinta milhões de euros, um valor proibitivo para a maioria dos clubes.

Em entrevista ao Correio Sport (19 de Julho), o jogador afirmou: "Gostava de jogar noutras ligas mais competitivas. Mereço uma oportunidade."

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No início de Novembro passado, no auge de mais uma campanha da comunicação social lisboeta contra o Bruno Alves, Washington Alves admitiu a saída do filho de Portugal, devido à saturação com tantas críticas relacionadas com a sua forma de jogar.
"O Bruno poderá mudar de país mas dificilmente a forma de jogar. [O Bruno] pode deixar um país onde algumas pessoas não o aprovam. Assim é difícil. Em Portugal é considerado violento, maldoso, faltoso, o que ele não é".

Washington Alves questionou as intenções do porta voz do Benfica quando este apelou a um sumaríssimo para o Bruno Alves, referindo que "por este andar da carruagem só falta o nariz vermelho e a lona para ser um circo".

No contexto e timing em que foi feito, compreendo este desabafo do pai do Bruno Alves. O defesa-central do FC Porto é um jogador forte fisicamente que, por vezes, comete alguns excessos, mas na maior parte dos jogos são mais as faltas que sofre do que aquelas que comete.

Bruno Alves, FC Porto x Celtic Glasgow


Cerca de um mês depois, em 11 de Dezembro, Washington Alves voltou a falar sobre o futuro do filho. Desta vez não foi para reagir a campanhas da comunicação social, mas sim para pedir (exigir?) mais dinheiro, na sequência de dois jogos (V. Setúbal - FC Porto e FC Porto - Arsenal) em que o Bruno Alves marcou os dois golos que abriram o caminho para as vitórias da equipa.

"A melhor forma para o Bruno ficar no Porto é o clube reconhecer o real valor do jogador. Sendo assim, claro que o Bruno não terá interesse em sair, se lhe derem o mesmo que os outros querem dar por ele, o Bruno não terá necessidade de sair do futebol português".


Começo a ficar um bocado farto com o protagonismo do pai e empresário do Bruno Alves, com declarações sempre no mesmo sentido (há clubes interessados, chegaram propostas, o Bruno Alves quer ficar, mas têm que lhe pagar mais, etc.).

Depois dos casos do Diego e do Bruno Moraes, temos agora um novo caso com o pai/empresário do Bruno Alves?

Convém recordar que o Bruno Alves tem contrato com o FC Porto até à época 2012, contrato esse que, se bem me lembro, foi revisto e renovado há menos de um ano.

Precisamente sobre este tipo de pressão, dos jogadores e dos seus empresários, no dia 13 de Dezembro o DN publicou um artigo de António Tadeia, onde este fala da crise e dos aumentos salariais pedidos (exigidos) por jogadores dos três grandes.

Escreveu António Tadeia: «Há menos gente nos estádios, as transferências vão começar a fazer-se por menos dinheiro, os investidores em sponsorização começam a fechar um bocadinho a carteira e o futebol vai naturalmente ressentir-se. (...) É por isso que se tornam mais espantosas as declarações dos empresários. Esta semana tocou aos três grandes. (...)

Ao tradicional interesse dos clubes de Leste juntaram-se desta vez emblemas ingleses, o que serviu na perfeição a Liedson para dizer, anteontem, que espera que o Sporting não o prejudique. Mas Liedson já está nos 110 mil euros mensais, o tecto salarial praticado pelo Sporting, do qual só se aproximam Rochemback e João Moutinho (100 mil cada um).

E a questão aqui é um pouco idêntica à de Bruno Alves, que com 100 mil euros mensais é o português mais bem pago do FC Porto, apenas atrás de Lucho González e Rodriguez e à frente de Lisandro Lopez, por exemplo, mas que mesmo assim pôde ler na imprensa de ontem palavras do pai e empresário, Washington Alves, a pedir um aumento para o filho. Em ambos os casos se trata de política desportiva e de gestão de expectativas.

Antes de aumentarem um tecto salarial que já tem alguns anos, os dirigentes do Sporting terão de pensar no que ainda esperam de Liedson. E o mesmo devem fazer os responsáveis do FC Porto antes de elevarem Bruno Alves a uma condição salarial equivalente ao estatuto de capitão de que goza em campo. Ora é aqui que os casos divergem. Liedson faz 31 anos para a semana e já não será alvo de nenhuma proposta louca, pelo que a decisão será entre renovar a pagar-lhe mais ou deixá-lo sair por muito menos do que custaria um substituto. Já Bruno Alves, de 27 anos acabados de fazer, é tido por muitos como a próxima grande transferência do FC Porto, um jogador que o clube terá dificuldades em segurar face às propostas que hão-de surgir, pelo que aumentá-lo poderia apenas servir para alimentar as reivindicações à esquerda e à direita e nem assim chegar para o segurar.»
António Tadeia, 13/12/2008

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O Bruno Alves irá mesmo sair do FC Porto no final da presente época?

Bem, em 18 de Outubro passado, na véspera de voltar a formar dupla com Pepe no eixo defensivo da Selecção Nacional, este último afirmou: "o Bruno Alves precisa de outros horizontes".

O jogador, que fez 27 anos recentemente (em 27 de Novembro), entende que merece uma oportunidade e o pai/empresário está nitidamente mortinho por ver o filho envolvido numa transferência milionária (ai as comissões...).
Falta saber se será possível fazer uma transferência milionária (acima da barreira dos 20 milhões de euros) nos tempos que correm e ainda por cima sem envolver o Jorge Mendes.

E como é que um portista olha para este caso?

Mais do que um esteio na defesa azul-e-branca, o Bruno Alves é o sucessor natural de capitães como João Pinto e Jorge Costa (não por acaso também usa a camisola 2). Além disso, é dos poucos jogadores portugueses do plantel e é mesmo o único, entre os titulares, que passou pelas camadas jovens do FC Porto.
Como se tudo isto não bastasse, tem vindo a aprimorar a marcação de livres e a sua capacidade de elevação faz dele um jogador decisivo nos lances de bola parada disputados nas alturas.


O que é que eu faria se estivesse na administração da SAD?

Proporia ao Bruno Alves a renovação do seu contrato até Junho de 2014 (nessa altura o Bruno terá 32 anos), com melhorias salariais em todas as épocas, até atingir os 150 mil euros/mês na época 2013/14.

Mas a SAD não precisa de vender pelo menos mais uma das “pérolas” esta época, para equilibrar as contas do exercício?

Sim, infelizmente precisa, mas ponderando todos os aspectos (idade, nacionalidade, ligação ao clube, alternativas existentes no plantel), entre os jogadores transferiveis que podem gerar mais-valias significativas, preferia que fosse o Lucho a sair.

"El comandante" é um grande jogador, dos melhores que passou pelo FC Porto na última década mas, tal como Deco em 2004 e Quaresma em 2008, sente-se que o problema já não é só dinheiro. Após quatro épocas no FC Porto, o jogador quer outros desafios, quer jogar noutros campeonatos e, deste modo, desde que o interesse de ambas as partes seja salvaguardado, entendo que a SAD o deve deixar sair.

O problema é que o Lucho desta época está uns bons furos abaixo do que mostrou nos últimos anos e pode dar-se o caso de surgirem propostas "irrecusáveis" para o Bruno Alves e não aparecerem para o Lucho.

E ainda há um cenário pior, que é sairem os dois, um no final desta época e o outro no início da próxima (reeditando o que tem acontecido nos últimos anos).

Nota: A selecção das fotos e os negritos são da minha responsabilidade.