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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Crónica da tarde

O FCP vai jogar com o Gil Vicente, muito provavelmente sem Liedson. A dúvida principal é se vai iniciar o jogo com Defour, ou com um ala: Kelvin ou Sebá. Jaime Magalhães prefere Kelvin como primeira opção. Percebo: o FCP não pode desistir de aproveitar o miúdo, de potenciar a sua capacidade, criatividade e irreverência e ajudá-lo a enquadrar essas valências no colectivo.

Tal como tem ocorrido com a equipa B, é provável que com um Liedson (capaz) o FCP tenda a jogar em 4X4X2, uma vez que os nossos alas não são especialmente rápidos nem fortes no um contra um.

Espero um jogo complicado: o Gil tem um especial fervor quando joga com o FCP.
Vamos lá Porto.

sábado, 5 de janeiro de 2013

O Plano B dos golos

Vítor Pereira não está preocupado com a falta de alternativas a Jackson Martinez. Vítor Pereira não está preocupado com a lesão de Kléber. Vítor Pereira tem um plano. Chama-se equipa B.

Foi mais ou menos isso que a última conferência do mister deixou a entender.
Claro que ele diz aquilo que lhe dizem para dizer. Alguém já lhe explicou que não há condições financeiras para ir ao mercado pescar um avançado de qualidade que andaria sempre na casa dos 5 milhões, como minimo. Talvez um empréstimo, como o de Janko, com opção de compra, mas para isso, porque vender o austríaco em Agosto? Pois, eu também não entendo.

Agora que Kleber está lesionado (como se isso fizesse diferença) e que Jackson demonstrou no Estoril que não é de ferro (como muitos dos que pensavam que devia ter jogado em Braga naquela noite de Taça) e que é preciso cuida-lo com muito mimo porque sem Jackson lá se vão os golos, a Champions, a Liga, etc..., o que o Vitor Pereira nos quer dizer é algo muito simples: não há plano B.

O clube sabia ter um problema nas mãos desde o Verão.
Duvido até que imaginassem que Jackson se adaptaria tão bem. Talvez tenham tentado vender Moutinho para guardar Hulk. Talvez. Mas quando o fizeram, quando venderam a Hulk, tiveram um mês para investir o dinheiro num suplente e não o fizeram. Porque o mercado internacional estava fechado e porque o dinheiro de Hulk veio (e virá) para tapar buracos, como o de Falcao. Que estamos quase em falência, lembrem-se.


A Equipa B realmente devia servir para estas coisas.
É a sua ideia de base, o seu plano de trabalho. Para isso se criou, para isso se devia ter trabalhado. O clube no entanto olhou para os quadros e viu que avançados nos juniores e emprestados não abundavam. Havia o Thibaut Vion, esforçadito francês que acaba por não acrescentar nada de novo. O Gonçalo Paciência lesionou-se e só agora começou a ganhar minutos. Foi preciso ir ao mercado, pescar dois emprestados para a Equipa B com opções de compra de jogadores de Equipa A. Curioso.
Sebá veio do Cruzeiro e custaria 5 milhões se o FC Porto estivesse realmente interessado no seu concurso. O Dellatorre veio da Traffic, essa agência de jogadores internacional, e custará algo menos. Entre os dois estaria o passe de um Jackson Martinez, digamos.

Ora, olhando para o último meio ano, o plano B do mister não parece ser uma solução muito agradável.
Pelo menos no apartado de golos. Vejamos!

Sebá - 1 golo em 18 jogos (quase sempre a jogar como extremo, no posto ocupado habitualmente pelo Varela)
Dellatorre - 5 golos em 17 jogos (números muito, muito abaixo de um goleador "inspirado" que tem sido quase sempre titular nos planos do técnico da equipa B)
Vion - 0 golos em 16 jogos (os números falam por si).

Quem anda a marcar então na equipa B?
Os centrais (4 golos entre Zé António e Ba) e Sergio Oliveira (4 golos), são os homens que fecham o pódio dos golos na equipa de Rui Gomes. Claramente números que indicam que não há nenhum plano B realmente e que se o FC Porto ficar sem Jackson Martinez, sem alternativa no mercado, tem um problema muito mais grave do que possa parecer.

Jackson Martinez é responsável por cerca de 40% dos golos do FC Porto este ano.
É o nosso melhor marcador na Liga e na Champions League. E não tem uma alternativa real.

Em vez de procurar trazer de Alvalade um russo mais conhecido pelos seus problemas físicos de anti-desportivos que pelo seu talento (que tem), ou em recrutar um Ricardo Quaresma que todos sabemos que tem tanto de génio como de louco, seria muito importante que a SAD e os adeptos tenham consciência do nosso real problema para este ano. Vitor Pereira fala de um plano B que sabe não ter. E não o tem porque não lhe deram alternativa. Ele não pode transformar, da noite para o dia, o pão em vinho.
Sebá, Dellatorre ou Vion dificilmente taparão o buraco que Jackson pode deixar. Kleber já sabemos que não o faz. Ou a equipa se transforma numa metralhadora colectiva de golos (como já aconteceu no passado), ou os números dos nossos avançados deixam uma boa dor de cabeça até Junho!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Que alternativa para Atsu?


Christian Twasam Atsu está pré-convocado e tudo indica que irá fazer parte das escolhas do selecionador do Gana (Kwesi Appiah) para o CAN 2013, prova que irá decorrer na África do Sul, entre 19 de Janeiro e 10 de Fevereiro. Ora, como o estágio da Seleção do Gana começa no dia 2 de Janeiro, isso significará uma ausência que pode chegar às seis semanas (dependendo da fase da prova que o Gana atingir).

Até agora, Atsu foi utilizado em 21 jogos (8 vezes a titular e 13 a suplente), perfazendo 778 minutos de utilização, o que faz dele uma das escolhas mais frequente de Vítor Pereira para o trio de ataque (Varela tem mais minutos - 1123 - mas menos dois jogos).


A confirmar-se esta ausência, parece óbvio que a SAD terá de encontrar uma alternativa para as alas, porque uma equipa com as responsabilidades do FC Porto, e que joga num modelo em 4-3-3, não pode passar a contar unicamente com Varela e James (que já é uma adaptação) para as alas.

Possíveis soluções?

Kelvin. Tem muita habilidade, mas pouquíssima cultura tática. Precisa de ser muito trabalhado e de jogar com regularidade, algo que, obviamente, nesta altura é impossível na equipa principal do FC Porto. Mais do que ser uma solução para colmatar a ausência de Atsu, penso que lhe faria bem seguir as pisadas de Iturbe e ser emprestado a um clube, onde existisse um treinador formador e onde pudesse jogar todas as semanas.

Sebá. Promover este extremo brasileiro teria três vantagens: i) é uma solução caseira e, por isso, sem custos imediatos; ii) a correr bem, seria um enorme trunfo para quem aposta no projeto da equipa B; iii) seria um teste fundamental para a SAD decidir se exerce o direito de opção no final da época (Sebá está emprestado pelo Cruzeiro e tem o seu passe fixado em cinco milhões de euros).
O problema é que, tal como Kelvin, também Sebá precisa de tempo, minutos de jogo e, já agora, de um treinador como Jesualdo Ferreira (algo que Rui Gomes não parece ser).


Quaresma. Desvinculado do Besiktas desde o dia 20 de Dezembro, teoricamente seria a melhor solução (no imediato e a médio prazo). Para Quaresma, que regressaria a uma casa onde foi acarinhado, ganhou títulos, atingiu o apogeu da sua carreira e que lhe abriria as portas para voltar a jogar na Liga dos Campeões e para regressar à Seleção.
E para o FC Porto, que receberia um jogador de top, conhecedor das regras e cultura do clube e que não precisaria de tempo para se adaptar à cidade e ao país.
MAS... falta saber se é possível as duas Partes chegarem a acordo, quer em termos de salário (que deveria ser por objetivos), quer da duração do contrato (seis meses mais dois anos de opção?).