
O BES recrutou o Ronaldo, o Queiroz e a música "I Got a Feeling" dos Black Eyed Peas.
O Ronaldo começou por fazer um anúncio onde respondia a perguntas de um narrador cuja ideia final era mais ou menos esta "eu tenho um feeling para este Mundial mas certezas, certezas só que o meu dinheiro vai render no BES". Coisa ridícula e de mau gosto.
Queiroz também acabou refém do BES e do tema "I Got a Feeling" dos Black Eyed Peas.
O Simãozinho, por seu lado, optou por assinar um acordo de publicidade com a McDonalds tendo mesmo representado a dança Big-Mac-Loco-qualquer-coisa quando marcou o segundo golo de Portugal no jogo frente à Coreia do Norte.

"A McDonald’s Portugal possui um acordo global de imagem com Simão Sabrosa relativo ao Mundial de Futebol FIFA 2010, no âmbito da campanha Alimenta a Paixão, não tendo sido concretizado qualquer acordo específico de celebração de golos", afirmou António Filipe, director de marketing e comunicação da McDonald’s Portugal.
Os jogadores (ou treinadores) são (ou devem ser) livres para assinarem contratos de imagem e fazerem o que bem entenderem da sua figura. Tudo normal. O problema surge quando uma campanha de publicidade ("Escreve o futuro") de um patrocinador (Nike) condiciona toda uma forma táctica de abordagem aos lances de bola parada da Selecção Nacional. Agora somos obrigados a gramar o Cristiano Ronaldo a marcar todo e qualquer livre directo mesmo depois de já ter marcado uma boa meia dúzia com a bola a passar a kms da baliza adversária. O ritual é sempre o mesmo e igualzinho ao do anúncio Nike: Ronaldo, o herói, segura na bola e coloca-a no chão. Afasta-se lentamente e pára fixando-se com as pernas bem afastadas. Depois intercala alguns olhares profundos entre a bola e a baliza. Para finalizar faz uma inspiração profunda dilatando visivelmente a caixa torácica e expira de uma só vez para então correr para a bola e rematar em estilo. No anúncio a imagem seguinte aparece com um fundo negro e a letras brancas o título inspirador "escreve o futuro". No relvado têm aparecido chutos para a bancada.
A Selecção tem excelentes marcadores de livres directos e bolas paradas. Simão, Bruno Alves ou Raul Meireles são alguns exemplos. Estamos reféns da publicidade Nike?