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sábado, 10 de junho de 2017

Oremos pelos “padres” pecadores

Francisco J. Marques a ler os e-mails no 'Universo Porto da Bancada'

Na última terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto da Bancada’, o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, denunciou um esquema de poder, um esquema de tráfico de influências, um esquema de corrupção moral na arbitragem portuguesa (dificilmente se consegue provar a corrupção material). E, para suportar as suas afirmações, apresentou (leu) um conjunto de e-mails trocados entre um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes) e um funcionário de peso do SLB, o mediático diretor de conteúdos da Benfica TV (Pedro Guerra).

As reações a esta denúncia não se fizeram esperar.

Os jornais, quer os desportivos, quer os generalistas, mais ou menos contrariados, com maior ou menor destaque, fizeram eco desta “bomba”. Primeiro nas suas edições online

[Record], [O JOGO], [JN], [DN], [PUBLICO], [A BOLA], [AS, Espanha], com as palavras "corrupção", "árbitros" e/ou "Benfica" nos títulos…

… e depois nas versões em papel.

Os e-mails comprometedores nas capas de vários jornais


As três televisões do regime – RTP, SIC e TVI – também não puderam ignorar esta denúncia bombástica, com o assunto a ser notícia em telejornais e a ser objeto de comentário/debate noutros programas.

Na sequência do impacto mediático, vieram as reações das instituições:
da associação de classe dos árbitros (APAF);
e da Federação Portuguesa de Futebol (Conselho de Disciplina da FPF).

Perante a avalanche mediática e as reações em cadeia que se verificaram, qual foi a resposta do SLB?
A nação benfiquista ficou em choque, sem saber muito bem o que dizer (a cartilha da semana não previa este assunto…), ao ponto do “primeiro-ministro” (Luís Filipe Vieira) ter adiado uma entrevista à RTP 1, a qual estava agendada (e chegou a ser anunciada) para a passada quarta-feira (dia 7 de junho).

E que disseram os dois interlocutores dos e-mails?
Adão Mendes, o “árbitro vermelho”, remeteu-se ao silêncio.
Quanto a Pedro Guerra, cuja cabeça começa a ser pedida por alguns benfiquistas desesperados, a comunicação social anunciou que irá reagir domingo à noite, na TVI24, numa edição especial do programa ‘Prolongamento’.
Cinco dias para reagir?
É normal. Depois do choque, é preciso tempo para o grupo de crise do SLB reler todos os e-mails que foram trocados (é bem provável que o FC Porto tenha em seu poder mais e-mails do que aqueles que já mostrou) e preparar a cartilha oficial a debitar…

Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.

Agora, para além de manter o assunto na ordem do dia, os responsáveis do FC Porto precisam de preparar as próximas etapas, de modo a pressionar e obrigar as diversas instituições a (re)agir.

Evidentemente, o inquérito aberto pelo Ministério Público terá como destino o arquivamento (ninguém está à espera de outra coisa, quando o alvo é o clube do regime).

E o processo aberto pelo Conselho de Disciplina da FPF também resultará em nada (no dia em que o SLB for punido, a sério, na justiça desportiva, o futebol português acaba).

Por isso, as “munições” de que o FC Porto dispõe têm de ser bem gastas tendo, como alvo principal, o “polvo” da arbitragem – árbitros no ativo, responsáveis pela nomeação dos árbitros, observadores, responsáveis pela classificação dos árbitros.
Este “polvo”, que foi criado pelo SLB com “muito trabalho”, tem de ser desmantelado.

Para começo de conversa, sugiro que, ao longo dos próximos ‘Universo Porto da Bancada’, vá sendo apresentada uma seleção de jogos das últimas quatro épocas (2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17), que tenham sido adulterados por decisões dos oito “padres” – Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Em cima: Manuel Mota, Bruno Esteves, Nuno Almeida, Hugo Pacheco
Em baixo: Vasco Santos, Jorge Ferreira, Rui Silva, Paulo Baptista
(foto: maisfcporto.com)

Não havendo provas concretas de corrupção material (que são sempre muito difíceis de obter, a não ser que os próprios confessem), de modo a suportar o seu afastamento da arbitragem, parece-me que a melhor estratégia é cozinhar estes “padrecos” em lume brando.

Ora, como todos estamos recordados, não faltam decisões arbitrais, que permitem estabelecer um nexo de causalidade entre o que é referido nos e-mails e a atuação dos oito “padres” em inúmeros jogos.

Alguns exemplos que, ao longo das últimas quatro épocas, foram referidos neste blogue:











Meus senhores, ajoelharam?
Pois agora vão ter de rezar…

sexta-feira, 3 de março de 2017

A taberna do pai Ferreira


Quando olhei para as pinturas na taberna do pai do árbitro Jorge Ferreira, houve várias coisas que me chamaram à atenção.

Em primeiro lugar a mensagem: “Aqui venera-se Calabote

Venera-se?
Habitualmente, o termo “venerar” é usado no contexto da religião (por exemplo, venerar um santo) ou no contexto de uma ideologia e personalidade marcante (por exemplo, Hitler e o Nazismo).


Depois, reparei que o “S” da palavra “venera-se” foi desenhado de forma diferente do “S” da sigla “SD”. Que estranho…

E olhando ainda mais de perto, reparei que a sigla “SD” tinha sido desenhada de uma forma como eu nunca tinha visto (em tarjas, cachecóis ou camisolas dos Super Dragões) e que o “S” era igual à forma como eram desenhados os “S” da sigla “ϟϟ” (a Schutzstaffel, em português "Tropa de Proteção", abreviada como SS, ϟϟ, foi uma organização paramilitar ligada a Adolf Hitler e baseada na ideologia Nazi).



Venera-se…
ϟϟ…
Ora, ao contrário de outras claques, nunca houve notícias dos Super Dragões terem sido infiltrados por elementos neonazis.
E também nunca houve qualquer semelhança entre os símbolos dos Super Dragões e símbolos ou siglas nazis, ao contrário de outras claques…


Dito isto, cada um que tire as suas conclusões. Eu já tirei as minhas, até porque, como referem os Super Dragões no Comunicado que emitiram, “a tinta azul compra-se com a mesma facilidade que a tinta vermelha”.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

A infame proteção ao SLB

Agosto de 2012. Num jogo particular, entre o Fortuna Dusseldorf e o SLB, Luisão deu uma peitaça no árbitro alemão Christian Fischer, o qual caiu desamparado no relvado.

Luisão a dar uma "peitaça" ao árbitro Christian Fischer

Consequências deste acto do capitão do SLB:

1) O árbitro recusou-se a prosseguir o encontro, dando o jogo por terminado.

2) Jogadores e dirigentes do SLB, com o apoio da comunicação social do regime e dos comentadores talibans do costume, desculpabilizaram a atitude de Luisão e fizeram uma triste campanha contra um árbitro alemão de primeira categoria.

3) Luisão foi suspenso dois meses, o castigo mínimo que a FPF foi obrigada a aplicar a um jogador de “comportamento exemplar”.


Fevereiro de 2017. Num jogo para o campeonato nacional, entre o SLB e os amigos de Chaves, Luisão "cresceu" e encostou a cabeça no árbitro algarvio Nuno Almeida (conhecido no meio futebolístico por “Ferrari vermelho”), o qual recuou ligeiramente, fez cara de mau, mas conseguiu acalmar o capitão do seu clube… perdão, do “glorioso” SLB.

Luisão a "crescer" e encostar a cabeça ao árbitro Nuno Almeida

Quais foram as consequências deste acto do capitão do SLB?

Absolutamente nenhumas. Nem processo disciplinar, nem expulsão, nem sequer uma advertência envergonhada.

O futebol português está podre, transformado numa espécie de reino da lampiolândia. E o sentimento de impunidade é tal, que eles já nem disfarçam. Das nomeações cirúrgicas aos vouchers, passando por escândalos de arbitragem, como se (não) viu neste SLB x Chaves, é tudo feito às claras. Nem é preciso chamar a Maria José Morgado para investigar…

E a desfaçatez desta gente é tal, que ainda têm a lata de se queixarem e solicitar uma reunião urgente com a Comissão de Arbitragem!

Perante isto, só vejo um caminho: blindar o grupo de trabalho do FC Porto (treinador e jogadores), não lhes dar (aos serventuários estrategicamente colocados em lugares chave) qualquer tipo de pretextos em que possam pegar, reforçar a união das hostes portistas e… contra os lampiões, marchar, marchar!


O Sistema garantiu mais uma vitória à Benfica...

P.S. (atualização às 22h30) Foi assim, como a imagem anterior mostra, que hoje à noite o SLB foi ganhar ao Estoril. Nem com uma linha grossa (bem mais grossa que as marcações do campo) e, parece-me, mal traçada, foi possível arranjar maneira de colocar o autor do golo (Mitroglou) em posição legal.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

De consciência tranquila

Jorge Ferreira (fonte: O JOGO)
Perante o “Penálti de autor” do último Paços Ferreira x SLB, que o observador Célio Ferreira considerou ser mesmo penálti (!!!) e deixou o árbitro Jorge Ferreira de “consciência absolutamente tranquila”, a FC Porto SAD já reagiu?

Isto é, já apresentou alguma queixa formal em relação à “isenção” deste árbitro (ilustrando essa queixa com vários exemplos) e deste observador?

Já apresentou uma participação formal na Liga/FPF, de modo a que Jonas seja suspenso por evidente e descarada simulação?


O blogue ‘Tribunal do Dragão’ lembrou, e bem, o que se passou com Lisandro López, em 2009, por alegadamente ter simulado um penálti num FC Porto x SLB:

«Na altura, sabem quem foi que denunciou Lisandro e fez uma participação? O próprio Benfica, parte interessada em que o FC Porto ficasse sem o seu melhor avançado. Não é então de esperar outra coisa que não uma participação formal do FC Porto, caso contrário os seus responsáveis mostram que não estão minimamente empenhados na luta pelo título de campeão e revelam absoluta indiferença em que o Benfica possa eventualmente chegar ao tricampeonato. Não é aceitável, muito menos a menos de dois meses de recondução - não vale a pena falar em «eleições» - para um novo mandato de quatro anos.
Tal como não é aceitável que Jonas não seja suspenso, pois os regulamentos são claros, é igualmente inaceitável que os responsáveis do FC Porto não reajam prontamente a este caso. Não é uma pitadinha de ironia no Dragões Diário: é uma participação formal ao Conselho de Disciplina.»


Todos nós, portistas, nos lembramos do caso Lisandro López. Espero que a Administração da FC Porto SAD também se lembre e aja em conformidade.
Pode não dar em nada (é o mais provável quando em causa está o clube do regime) mas, pelo menos, a Administração da FC Porto SAD fará a sua obrigação e ficará de consciência tranquila.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O melhor “jogador” dos encarnados

O JOGO, 21-02-2016
«Jorge Simão nem queria acreditar quando Jorge Ferreira marcou grande penalidade para o Benfica, em cima dos 45’. O treinador do P. Ferreira ficou furioso, ao ponto de dar um valente pontapé no... solo. Esbracejou, protestou e até despiu o casaco do fato oficial que envergou na partida de ontem. O 4º árbitro aconselhou calma ao treinador.»
in record.pt


«O árbitro viu uma grande penalidade onde toda a gente no estádio viu um mergulho de Jonas na área e, com tanta prontidão quanta falsidade, assinalou o respetivo penálti»
in site oficial do Paços de Ferreira


Vi o jogo do Paços-Benfica e, claro tenho uma opinião... Porém, e depois de ter ouvido o treinador do Paços e também o do Benfica, fiquei a perceber o que se passa fora das quatro linhas. Que falta de dignidade... só por causa de um emprego venderem a alma ao Diabo. Inadmissível um treinador dizer o que eu ouvi. Agora percebi porque certos colegas, e eu também, não treinam em Portugal. Estou ENOJADO
Eurico Gomes (ex-jogador do SLB, Sporting e FC Porto), na sua página de Facebook


De há vários anos para cá, tem sido quase sempre assim.
Ou seja, sempre que o SLB está à rasca, como era o caso do jogo de ontem, o melhor “jogador” dos encarnados tira um coelho da cartola.

E só quem anda muito distraído (o que não é o caso de quem faz as nomeações), não conhece o senhor Jorge Ferreira e o seu historial de “bons serviços” ao clube do regime.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Líder silencioso, clube desamparado


Já passaram 2 dias do jogo FC Porto x Marítimo e nem uma reacção pública do Presidente – ou de alguém ligado à SAD – sobre a arbitragem de Jorge Ferreira. A única posição oficial, ou oficiosa, surgiu esta manhã pela pena de Francisco J. Marques no “Dragões Diário”. Já aqui disse que esta rubrica expõe muito bem os podres da arbitragem e as artimanhas dos adversários, mas não tem o mesmo impacto nem impõe o mesmo respeito que afirmações in loco pelos responsáveis da SAD aos microfones da comunicação social.

A opinião de Jorge Coroado sobre esta arbitragem:
"Parece mas não se trata de perseguição, é mesmo muito fraquinho. Insistir na sua manutenção é contributo indelével para a descredibilização do setor. Castigos máximos por assinalar e atropelos à lei da vantagem engordaram prestação negativa."

Não me esqueço que foi este árbitro que esteve no empate com o Boavista no Dragão em que expulsou Maicon por uma entrada de carrinho. Não me esqueço que foi este mesmo o árbitro do jogo Moreirense x SLB de Fevereiro de 2015 que marcou um canto escandaloso, inexistente, de onde nasceu o golo do empate do SLB para, logo de seguida, expulsar um jogador do Moreirense por palavras que lhe terá dirigido. E no passado Domingo, este “habilidoso” de Fafe veio ao Dragão para nos roubar descaradamente. Outra vez.

árbitro Jorge Ferreira, da A.F. de Braga

Veja-se por exemplo a arbitragem do algarvio Nuno Almeida no jogo da Taça de Portugal, no Bessa (Boavista 0-1 FC Porto). Foram mostrados 6 cartões amarelos e 1 cartão vermelho directo à equipa do FC Porto e apenas 1 cartão amarelo à equipa do Boavista e quem assistiu ao jogo sabe que para os do Boavista era “canela até ao pescoço”. O problema é que qualquer árbitro da merdaleja de baixo já se sente à vontade, com uma legitimidade quase natural para prejudicar o FC Porto, porque sim. Na imagem abaixo, perante o submisso capitão Herrera, aquando da amostragem do vermelho directo a Imbula por uma calcadela, o árbitro algarvio, de dedos em riste e pose autoritária e ameaçadora. Esta imagem vale mais que mil palavras.

árbitro Nuno Almeida, da A.F. do Algarve

Há muitos anos que nem Presidente nem qualquer outro membro destacado da SAD defendem publicamente o clube de arbitragens tendenciosas, de nomeações incompreensíveis, de pontuações desvirtuadas e de falsidades e tratamento discriminatório da comunicação social lisboeta. O “pós-apito dourado” tem-se revelado penoso do ponto de vista da comunicação externa no FC Porto. Acabaram por ser os treinadores que, na última década, defenderam publicamente o Clube contra os referidos abusos. E nunca é demais nomeá-los, porque merecem: Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Luis Castro e Julen Lopetegui. Mas essa defesa pública trouxe-lhes muito desgaste. Ao treinador do FC Porto, para além do seu trabalho core, é-lhe exigido que defenda o seu grupo de trabalho e o clube perante uma comunicação social hostil e ardilosa e perante uma corporação – a arbitragem – dominada desde o topo pelos emblemas lisboetas, com o SLBà cabeça. E não deveria ser assim.

O Futebol Clube do Porto precisa de quem o defenda de viva voz e no momento certo. O Clube precisa de um Presidente que, no final de um jogo com uma arbitragem da estirpe da de Jorge Ferreira, desça à zona de imprensa e faça uma declaração pública acusando e denunciando estas situações. E, se necessário for, que afirme peremptoriamente que o “artista” em causa não volta a apitar o FC Porto. Ponto.

Infelizmente, das linhas orientadoras para o mandato a que Pinto da Costa se recandidatará, e que foram reveladas pelo próprio na entrevista da semana passada ao Porto Canal, não faz parte um combate forte e determinado ao poder instituído do SLB no seio da arbitragem nacional.
   

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Temos de cumprir a nossa parte!


Porque não se escreve sobre uma boa (e justa) vitória e um mau jogo do FCP? Não sei. Fruto dos tempos que apelam às rupturas, que ninguém parece disposto a protagonizar. E, então, o pessoal vinga-se através da oferta fácil das redes sociais. Ou nem isso.

Fizemos um jogo medíocre, entrámos muito mal e foi o jogo da época com menos remates realizados pela nossa equipa. Notei que o Herrera posicionou-se menos à frente (funcionou mais como duplo pivot) e, como jogou devagar e falhou muitos passes, não foi o único, o jogo não fluiu; por isso e porque o Marítimo soube encurtar, linhas e espaços, a equipa teve muitas dificuldades em ultrapassar a barreira construída pelo adversário. E de se defender dos contragolpes do Marítimo. A equipa não é rápida, nem ágil. Perdemos muitas segundas bolas e não conseguimos formar um bloco coeso. Estranho é constatar que o Maxi é dos que joga mais à Porto.

O FCP está doente. Conheço os sintomas, mas não faço diagnósticos. Os jogadores estão mal fisicamente, o modelo de jogo é uma trapalhada e tenho dúvidas se uma eventual mudança reverterá os seus efeitos maléficos que muitos remetem para erros primários de geometria táctica. Não me chega. Considero que o plantel do FCP é caro, mas não é bom, nem equilibrado. E há uma tarefa enorme para cumprir: a recuperação de muitos jogadores que chegaram a um nível inexplicavelmente baixo, pelo menos para quem habita o lugar da bancada. Cito apenas dois, porque são valiosos: Aboubakar e Rúben Neves.

Esta época vai continuar a ser dolorosa. A equipa está a ser remendada. Já não temos um qualquer Lucho para retornar e lhe dar mais experiência. Pode ser que o pesadelo seja apenas consequência da ideia que temo: de que o que já aconteceu, ainda pode ser pior. Temos de cumprir a nossa parte para que não o seja.

Nota: mais uma arbitragem miserável.
   

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

ROUBOS e MEDO

No final do Moreirense x SL Andor, João Pedro, autor do golo da equipa de Moreira de Cónegos, em declarações à Sport TV, desabafou e disse aquilo que todos viram (mesmo aqueles que fingem o contrário):

É de realçar o trabalho da equipa de Moreirense. Fizemos um excelente jogo e ficou à vista que não nos deixaram fazer mais.


[está a falar da expulsão do André Simões?] Estou a falar, antes de mais, do primeiro golo. Nem canto é, e depois há falta clara sobre o André Simões. E depois foi o que se viu.
[sobre a expulsão de André Simões] Não sei o que aconteceu, mas se fosse ao contrário se calhar não era nada.
O Moreirense, tanto na primeira volta [no estádio da Luz] como agora, esteve na frente do marcador. Onze contra onze já é difícil e dez contra onze ainda mais. E só assim é que o Benfica ganhou.


Se os jogadores do Moreirense não tiveram pejo em dizer o que lhes ia na alma, o mesmo não fez o seu treinador. De facto, na conferência de imprensa, embora respondendo às perguntas dos jornalistas e comentando, quase a contragosto, algumas das decisões polémicas do árbitro Jorge Ferreira (vamos chamar “decisões polémicas” ao colinho dado ao SL Andor), Miguel Leal foi muito cordato e prudente na forma como falou da arbitragem.

Entrei em campo para segurar os meus jogadores. Não falei nada com o árbitro. Só queria acalmar os meus atletas. Sei que vou ter jogos do meu campeonato e vi alguma tensão e tentei evitar mais alguma expulsão. Já estamos fragilizados.


Não vou falar da arbitragem. É verdade que o jogo foi decidido no primeiro golo [do Benfica] que não era canto e era amarelo para o jogador. Mas não vou entrar por aí. A minha preocupação foi sempre acalmar os meus jogadores. Aqui, o bom senso tem que imperar por parte do árbitro. Devia perceber o momento que estava a acontecer e as intenções das pessoas. (…)
[sobre a expulsão de André Simões] Ele de facto disse qualquer coisa ao árbitro mas o que ele disse quase todos os jogadores dizem. É preciso avaliar as situações. Ele não falou com o árbitro. Teve um desabafo. Tenho a certeza que noutras situações os jogadores do Benfica também o fizeram.


Já não é a primeira vez que, após serem espoliados de pontos por arbitragens “habilidosas”, vemos os treinadores das equipas adversárias do SL Andor a não reagirem, ou então a fazê-lo de uma forma muito contida, quase a pedirem desculpa por o estarem a fazer.

Miguel Leal (Moreirense), Bruno Ribeiro (Vitória Setúbal), José Mota (Gil Vicente), Manuel Machado (Nacional), José Couceiro (Estoril) e Petit (Boavista), são exemplos, que me lembro, de treinadores que reagiram a medo, falando baixinho, de modo a evitar que, quer os árbitros, quer o clube do regime, ficassem zangados por eles usarem o direito à indignação e darem voz a justos protestos.

E MEDO é a palavra certa porque, sendo treinadores de equipas pequenas, precisam de estar nas boas graças do novo “Papa” (é Bruno de Carvalho quem o diz) e, principalmente, porque não querem ficar na lista negra da classe dos associados da APAF.

Aliás, o MEDO de dizer a verdade, denunciar a ROUBALHEIRA e chamar “os bois pelos nomes”, não afecta apenas treinadores de equipas pequenas. Basta ver a forma titubeante como reagem os comentadores da SportTv aos lances polémicos que envolvem o SL Andor, ou mesmo alguns ex-árbitros, que não querem perder o “tacho” de comentadores de arbitragens nas televisões do regime.

Tribunal de O JOGO referente ao Moreirense x SL Benfica

Toda a gente vê, toda a gente sabe mas, no final do campeonato, não faltarão desavergonhados a tecerem loas ao título conquistado pelo SL Andor, mesmo sabendo que é o título mais fraudulento desde que todos os jogos passaram a ser transmitidos pela televisão.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Filme “A Fraude”: Take 22

Jorge Ferreira rodeado por jogadores do Moreirense (foto: LUSA / Estela Silva)

«O Benfica superou um dos testes mais difíceis fora do seu Estádio da Luz. E superou-o sem nota artística, como seria de esperar, deixando o Moreirense com fortes queixas em relação à equipa de arbitragem.
A equipa de Jorge Jesus foi surpreendida por um golo de João Pedro após um intenso cerco à baliza de Marafona. Acusou a desvantagem sem perder o Norte e beneficiou de erros alheios para regressar a casa com um sorriso. (…)
Uma hora de jogo. O Benfica acaba de empatar num pontapé de canto inexistente. Elízio esticara a perna e Salvio caíra na área. Fica o pormenor: o brasileiro não tocou certamente na bola. Nem parece derrubar o argentino. Na sequência do canto apontado por Pizzi, Luisão anulou a desvantagem. O caldo entornaria logo depois. Insatisfeitos com a situação, os jogadores do Moreirense excederam-se nos protestos, segundo Jorge Ferreira. O árbitro do encontro mostrou o cartão vermelho direto a André Simões, semeando a confusão. Jorge Jesus e Miguel Leal surgem entre os que entram em campo e recebem igualmente ordem de expulsão. Muito feio.
Houve então o jogo até esse momento e outro a partir daí. O Benfica, impulsionado pelo golo do empate e em vantagem numérica, pressionou em busca do segundo e ele chegou em poucos minutos. (…)
O Moreirense reclamou ainda uma grande penalidade, na resposta, em duelo entre Eliseu e Danielson na área do Benfica. Ficam dúvidas.»


Este texto foi escrito pelo jornalista Vítor Hugo Alvarenga e é parte da crónica do Moreirense x SL Andor de hoje, publicada no Maisfutebol.

Ao texto anterior, por si só bastante elucidativo, eu apenas acrescentaria o seguinte:

1) Quando, ao minuto 57, Salvio entrou na área do Moreirense e se atirou para a piscina é notório que o jogador do Moreirense não faz falta e muito menos toca na bola. O árbitro, em vez de mostrar um cartão amarelo ao extremo do SL Andor (por simulação grosseira), assinalou canto (!!!), do qual nasceu o golo do empate (sim, com quase uma hora de jogo, o SL Andor não conseguia superiorizar-se e estava a perder 0-1).

2) Perante um erro de arbitragem, o qual esteve na origem do 1º golo dos encarnados, é natural que os jogadores do Moreirense fiquem muito chateados e desabafem com o árbitro. Foi, provavelmente, o que fez André Simões, dando ao árbitro o pretexto necessário para o expulsar (cartão vermelho directo!!!) e assim, num espaço de três minutos, dar o 2º e decisivo golpe na resistência da equipa de Moreira de Cónegos. Parabéns!

3) O árbitro deste Moreirense x SL Andor, o senhor Jorge Ferreira, é o mesmo que arbitrou o FC Porto x Boavista e que, aos 25’, expulsou Maicon também com um vermelho direto, obrigando os dragões a jogar com menos um durante 65 minutos! Parabéns!


P.S. Após o final deste Moreirense x SL Andor, troquei algumas impressões, por correio eletrónico, com alguns amigos portistas. Ninguém se recorda de um campeonato, em que a ROUBALHEIRA tenha sido tão sistemática, sempre a favor do mesmo clube e atingido a dimensão daquilo a que estamos a assistir esta época. Eu vejo futebol há cerca de 40 anos e não me lembro de nada comparável.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
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A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

domingo, 21 de setembro de 2014

A Estrutura e o Treinador do FCP

Este jogo começou a ser perdido (empatar em casa com uma equipa do nível deste Boavista é uma derrota), na forma mansa e quase silenciosa como a Estrutura do FC Porto (não) reagiu à escandalosa arbitragem da semana passada.

A entrada imprudente, mas não violenta, de Maicon aos 26 minutos de jogo (quase não toca nas pernas/canelas do jogador boavisteiro), justifica a mostragem de um cartão vermelho direto?
Claro que não.


O senhor Jorge Ferreira (da AF Braga) foi extremamente severo na análise deste lance (um tackle lateral, a meio campo, junto à linha lateral, num relvado encharcado)?
Claro que foi mas, perante o comportamento submisso da Estrutura do FC Porto, após o Vitória Guimarães x FC Porto, estavam à espera de quê?

Há 15-20 anos atrás, os árbitros tinham medo de errar contra o FC Porto.
Hoje em dia, não só se sentem completamente à vontade nos jogos do FC Porto, como chegam a ser premiados se, na dúvida, decidirem contra o FC Porto.
Actualmente, os árbitros, com duas ou três excepções, têm é pavor de errar contra o SLB.

Mas se este FC Porto x Boavista começou a ser perdido no pós-Guimarães, há outros dois aspectos que me deixaram perplexo.

Por que razão, o capitão do FC Porto (Jackson Martinez), escolheu atacar na 1ª parte para o lado que estava mais encharcado e com o relvado em pior condições?
Qual foi a ideia?


E, tendo o FC Porto jogado há 4 dias e só voltando a jogar daqui a 5 dias, também não percebi o que motivou Lopetegui a revolucionar o onze inicial, comparativamente com o onze inicial do último jogo (FC Porto x BATE Borisov).
Mudou o guarda-redes - jogou Andrés Fernández em vez de Fabiano;
Mudou dois defesas - jogaram Ivan Marcano e José Ángel em vez de Martins Indi e Alex Sandro;
Mudou dois médios - alinharam de início Rúben Neves e Evandro em vez de Casemiro e Brahimi;
Mudou dois avançados/extremos - alinharam de início Brahimi e Tello em vez de Adrián López e Quaresma.

Mas, para além de todas estas alterações no onze inicial, Lopetegui também decidiu voltar a mexer no modelo de jogo que adoptou frente aos bielorrussos.

O JOGO, 20-09-2014
Conforme referi na altura, umas das inovações de Lopetegui no FC Porto x BATE Borisov, foi colocar Adrián López a jogar, não encostado à linha, mas com grande mobilidade, muitas vezes perto de Jackson, numa frente de ataque que também incluía Brahimi e um extremo puro (Quaresma).
Hoje, durante quase todo o jogo, voltou a ser frequente ver Jackson sozinho na área do Boavista, rodeado de jogadores axadrezados...

Se já se previa que o Boavista vinha defender com 11, com linhas ainda mais recuadas do que o BATE, por que razão Lopetegui voltou a mudar o que tão boas provas tinha dado na passada quarta-feira?

Em resumo, mais 2 pontos perdidos, muito por culpa de uma Estrutura que parece andar adormecida e de um treinador que, apesar das palavras que proferiu antes do jogo, na prática encarou este derby da Invicta como se fosse um jogo da Taça da Liga.