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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Os jogadores emprestados pelo FC Porto (II)

«Não fico cá [Derby County], nem pensar. A equipa está mal classificada mas o Nigel Clough [treinador] deve continuar. Por isso posso garantir que vou sair em Junho. (...) Agora apenas treino para cumprir o meu contrato aqui até ao fim. Ando desmotivado. (...) Adorava voltar ao F.C. Porto. É o maior clube que já representei. Por mim ainda lá estava. Recebi um contacto de um dirigente há algumas semanas, a perguntar como me estavam as coisas a correr aqui em Inglaterra. Mas agora está na hora de voltarmos a falar
Kazmierczak (jogador emprestado ao Derby County, da First Division)
05/05/2009

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Análise do plantel 2007/2008: Médios de transição/ataque

O FC Porto contou esta época com Lucho, Raul Meireles e Kazmierczak para o lugar de médios de transição, e com Leandro Lima para a posição de médio de ataque. Até ao dia da publicação deste artigo, este quatro jogadores tinham participado no seguinte número de jogos:


CP

LC

TP

TL

ST

LI

Lucho González

28

07

03

00

00

00

Raul Meireles

28

08

02

00

01

00

Kazmierczak

11

01

03

01

01

06

Leandro Lima

08

02

00

01

01

02


Devido à estrutura táctica implementada na maioria da época, o FC Porto actuou preferencialmente com 2 médios de transição à frente do médio defensivo. Lucho e Meireles foram sempre as primeiras opções, sendo Kaz mais e Leandrinho menos usados. A esta posição foi também adaptado esporadicamente Mariano González.


Lucho González é um dos jogadores mais utilizados e mais aclamados pela crítica. Apesar de ter funções mais ofensivas, é um típico box-to-box, sendo comum encontrá-lo em missões defensivas junto à sua área. Apelidado de "falso lento", é um jogador que apesar de não ser rápido na movimentação, é rapidíssimo na execução, sendo o principal executante da transição defesa-ataque jogando de cabeça levantada (como está bem expresso na imagem acima). É um jogador bem dotado tecnicamente, com boa leitura de jogo, qualidade de passe, capacidade de remate, bom jogo de cabeça... É um jogador perto da perfeição!

Foi Raul Meireles o companheiro de meio campo de Lucho González, ocupando o meio campo canhoto. Afirmando-se definitivamente na equipa titular, é um box-to-box com as características que complementam Lucho. É um jogador mais defensivo, com boa capacidade de corte, antecipação e que dobra bem as subidas do lateral. Apesar de mais defensivo, é um bom transportador de bola, sendo capaz de excelentes passes de longa distancia, lançando a bola nas costas do lateral adversário. Tem um remate poderoso que tem valido à equipa alguns golos.

Vindo de uma boa época no Boavista FC, Kazmierczak foi sempre tido como um jogador forte fisicamente, de processos simples que se enquadrava no estilo de jogo pretendido por Jesualdo Ferreira: Kaz é certo no passe e com um estilo de jogo que favorece a rapidez. Apesar de se lhe reconhecerem algumas qualidade nao se conseguiu impor no seu ano de estreia.

Leandro Lima era uma aposta de futuro (e pode continuar a ser, apesar do "escândalo" em que se viu envolvido) para a posição de médio atacante. Na sua primeira época de futebol europeu, e ainda com a falta de processos defensivos que costuma prejudicar a adaptação dos futebolistas sul-americanos, não se conseguiu impor na equipa. É um jogador bom tecnicamente, com remate fácil e boa qualidade de passe, tendo como aspectos negativos o facto de segurar a bola em demasia.

Lucho e Meireles são dois jogadores que parecem completar-se e assegurar a qualidade do meio campo portista. Apesar disso parece ser necessário a contratação de alternativas, já que as actuais mostraram-se ineficientes sempre que foram chamadas à equipa.
Com a possível saida de Lucho González torna-se peremptória a contratação de alternativas!

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Um tango à moda do Porto

Partiu ontem do Estádio do Dragão a expedição "Dragões em África", que vai ligar Luanda a Maputo numa viagem solitária de mota. Coincidentemente, também no relvado do Dragão se viu mais um episódio de uma caminhada solitária: mais concretamente, a caminhada do FCP para o título.

Da mesma forma que Mark Twain afirmou "As notícias da minha morte são francamente exageradas", o relançamento da corrida pelo título tão estridentemente apregoado na última semana em função da estocada que o FCP levou em Alvalade teve um não-sei-quê de ficção científica.

Se é verdade que o Leiria é uma equipa muito acessível, também é verdade que vinha da sua primeira vitória no campeonato e que é em campo que se demonstra que a lógica não é uma batata: ora o FCP demonstrou-o de forma convincente, ao contrário de outros que 300km mais a sul se viram incapazes para o fazer. Quase que dá vontade de dizer que enquanto uns competem na maratona do campeonato num bólide de Fórmula 1, outros fazem-no de bicicleta...

Ontem viu-se um FCP sério, determinado e competente e em crescimento de produção ofensiva - pela 2a vez consecutiva marcou 4 golos em casa (e se não os marcou em Alvalade não foi por falta de oportunidades). Nota-se que tem havido um aumento progressivo de maturidade, tanto individual como colectiva: Lisandro está como o aço; Meireles, Lucho e Bosingwa integram-se cada vez melhor nas manobras ofensivas; "last but not least", Farías começa a confirmar em pleno os galões de "matador" com que chegou há 6 meses - aliás, se há alguém que pode rever-se em pleno nas palavras acima citadas de Mark Twain, esse alguém é certamente Ernesto Farías.

Neste jogo, saliente-se também a forma como Quaresma arrumou (positivamente) com as dúvidas sobre como seria o reencontro com o público do Dragão; e a estreia auspiciosa de Castro no campeonato.

Concluindo: não há razões para entrar em euforias desmesuradas, até mesmo porque algumas dúvidas permanecem no ar (alternativas no meio-campo a Lucho e Meireles, ainda mais com o "desaparecimento" de Leandro Lima e o ocaso de Kaz; confirmação - ou não - de Mariano como uma alternativa credível). Mas como Jesualdo Ferreira diz, há que "encarar o futuro jogo-a-jogo" - e com toda a confiança, apetece-me acrescentar.

PS - Apenas 32mil espectadores num fim de tarde de sábado, quando o FCP tem 1 milhão de adeptos a menos de 30 minutos do Dragão e quando a equipa liderava o campeonato com 8 pontos de avanço: penso que são números que merecem uma forte reflexão da parte da SAD.