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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Por nenhum dinheiro do mundo

(Apesar de tudo, vão representar as nossas cores, boa sorte na final dia 26, força Mónaco!!!)

Este "norte-coreano", não segue o seu "Kim Jong-qualquer-coisa". Obviamente, não vou "torcer" por outros - o meu clube é o FC Porto - mas nunca digo "não" a uma derrota do SLB (e da Metrópole, do Mexia, do Rui Goebbels da Silva, do Monteiro de Lemos (RTP), da Leonor Pinhão, do Octávio Ribeiro, do Serpa e demais escória; dos adeptos da "verdade desportiva", que festejam golos marcados com a mão; que falam do Casagrande, mas não conhecem o Hernâni; que sabem quem frequenta o Pérola Negra, mas não querem saber quem pára no Elefante Branco; que ouvem escutas, mas não vêem futebol). Eu não quero que o Chelsea vença; eu quero que o SLB perca.

P.S.: O Rui Goebbels da Silva "adivinhou" que o Pedro Proença, seria nomeado para o Porto x SLB; eu adivinho que o João Ferreira será nomeado para a final da Taça.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Factos, mentiras e vídeo

Facto 1: Em 24 de Janeiro de 2004, numa altura em que o FC Porto de Mourinho já liderava confortavelmente o campeonato, os dragões receberam no estádio das Antas o Estrela Amadora (último classificado), num jogo arbitrado por Jacinto Paixão, tendo vencido por 2-0.
Foi um desafio sem casos de arbitragem, conforme pode ser comprovado em qualquer altura através do visionamento da gravação integral do jogo e como, mais tarde, atestaram nos seus pareceres os peritos de arbitragem que colaboraram com a PJ – os ex-árbitros de Lisboa Adelino Antunes, Vítor Pereira e Jorge Coroado.

Facto 2: Numa primeira fase, o Ministério Público arquivou o processo, considerando o óbvio, isto é, ser diminuto e inverosímil o interesse do FC Porto em comprar um jogo em casa contra o Estrela Amadora, isto face ao posicionamento classificativo das equipas e ao respectivo valor (vale a pena recordar que nessa época o Estrela Amadora desceu de divisão e o FC Porto foi “apenas” Campeão Europeu…).

Facto 3: Em 24 de Abril de 2006, em declarações efectuadas à Agência Lusa, António Pragal Colaço, advogado de Jacinto Paixão, afirmou: “O Ministério Público do Porto proferiu um despacho no qual entende que não há nexo de causalidade dos factos que indiciem qualquer crime de corrupção desportiva. Por inerência, os outros arguidos no processo viram também o seu processo arquivado”.

Facto 4: Pinto da Costa separa-se de Carolina Salgado e, em Dezembro de 2006, a sua ex-namorada lança o livro “Eu, Carolina” (para cuja escrita contou com a preciosa ajuda da conhecida jornalista benfiquista Leonor Pinhão, nomeadamente nos capítulos sobre o futebol).

Facto 5: Para além dos vários processos judiciais por difamação de que Carolina foi alvo, Pinto da Costa moveu-lhe um processo por furto e extorsão.

Facto 6: Em Janeiro de 2007, Maria José Morgado mandou reabrir o processo com base no testemunho de Carolina Salgado, o qual considerou credível, apesar da situação de conflito extremo que esta mantinha com Pinto da Costa.

Facto 7: Tendo sido requerida a fase de instrução, quer a defesa de Pinto da Costa, quer o próprio Jacinto Paixão, negaram em Tribunal as acusações de Carolina Salgado e ambos puseram em causa a credibilidade da testemunha-chave protegida pela equipa especial de Maria José Morgado.
O juiz de instrução também questionou a credibilidade de Carolina, bem como, a motivação para as suas declarações contra Pinto da Costa e, inclusivamente, acusou-a de falso testemunho. Adicionalmente, sublinhou que nas escutas (que considerou válidas!) não havia qualquer declaração como contrapartida de acto ou omissão destinado a falsear ou alterar o resultado do jogo.
O processo judicial foi novamente arquivado, desta vez pelo Tribunal de Instrução Criminal, em Julho de 2008.

Facto 8: No final da época passada (Maio de 2010), em programas da Benfica TV, o mediático advogado António Pragal Colaço incitou à violência (“vamos ter de puxar das armas”), pré-anunciou a retaliação (“ela já está programada”) e previamente legitimou-a, com argumentos do tipo “se queres continuar a ser cabeçudo o problema é teu” (dirigindo-se a outro participante num desses programas).

Facto 9: Em 13 de Dezembro de 2010, Jacinto Paixão foi convidado do programa “Máximas do Máximo” da Benfica TV, tendo mantido um animado diálogo com o conhecido taxista benfiquista Jorge Máximo.

Facto 10: Em 12 de Maio de 2011, o Correio da Manhã (versão em papel) e o site de A BOLA dão conta de um vídeo colocado no Youtube, com ataques de Jacinto Paixão ao FC Porto, em que o ex-árbitro alentejano parece estar a ler um texto.


Esta sequência de factos é, por si só, elucidativa, mas comparemos o que Jacinto Paixão (JP) disse no programa da Benfica TV há cinco meses atrás, com as declarações que surgem no vídeo agora divulgado no Youtube:

JP na Benfica TV: “Não tenho medo de ninguém, nunca tive”


JP na Benfica TV: “Ouvi falar em viagens pagas. Se é verdade ou não, não sei”

JP na Benfica TV: “As únicas coisas que os clubes me ofereciam eram umas camisolas, uma salvas, nada mais”



Mas há mais. Tal como o FC Porto referiu no comunicado intitulado ‘O Desespero’, na gravação colocada no Youtube, supostamente efectuada em 2004, Jacinto Paixão apresenta-se como ex-árbitro. Contudo, só deixou a arbitragem em Março de 2006…


Para além de tudo isto, que já de si deixa poucas dúvidas acerca de quem está por trás desta curta-metragem manhosa, há ainda a situação para a qual chamou a atenção o blogue ‘100% Dragão’, acerca do misterioso cabelo de Jacinto Paixão.

Este era o corte de cabelo que Jacinto Paixão usava enquanto árbitro:


E este o corte de cabelo que Jacinto Paixão ostentou na Benfica TV, em Dezembro de 2010:


Acham que o cabelo de Jacinto Paixão no “confessionário”, durante a gravação supostamente efectuada em 2004, é semelhante ao corte que ele usava enquanto árbitro (2003, 2004, …), ou em Dezembro de 2010?

Sendo o slb um clube com tantos especialistas em guiões (Leonor Pinhão) e filmes (João Botelho, António Pedro Vasconcelos, etc.) é incrível como quem congeminou esta trama fez uma coisa tão mal amanhada, com tantas contradições e buracos óbvios. Mas enfim, nós temos o Hulk e o Falcao e eles contentam-se com os filmes da Carolina e do Paixão.

P.S. Em entrevista ao jornal i, do passado dia 14 de Maio, Jacinto Paixão garante ser o autor da gravação e promete novos episódios para breve, porque “há muitos mais vídeos para serem publicados”. Quem bom, mal posso esperar pelas sequelas deste “filme”…

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Águia escondida com bico de fora


O Correio da Manhã de hoje dá destaque de primeira página a uma alegada declaração do ex-árbitro Jacinto Paixão: “É verdade que o FC Porto nos ofereceu raparigas”. Para mais pormenores, o jornal dirigido por Octávio Ribeiro remete para a sua edição em papel.

O Destak foi ver o vídeo publicado no Youtube (com um formato muito semelhante aos vídeos do “tripulha do Uganda”) e diz algo mais:

«“O meu nome é Jacinto Paixão, conhecido ex-árbitro. O que eu vou dizer a seguir destina-se a ficar gravado para posteridade, caso me aconteça alguma coisa a mim ou à minha família.
É desta forma que começa o vídeo gravado por Jacinto Paixão, ilibado do processo ‘Apito Dourado’, publicado no YouTube. O vídeo em causa refere-se a três jogos em particular. O Benfica-Moreirense (2003/04), o FC Porto-Estrela Amadora (2003/04) e o FC Porto-Académica (2002/03).
No vídeo, o antigo árbitro diz que o FC Porto tentou corrompê-lo com mulheres (“é verdade que o FC Porto nos ofereceu raparigas como era habitual fazer”) e com uma viagem. “Através da agência Cosmos, em 1998, para eu ir a Marrocos com os meus dois assistentes e o árbitro João Rosa Penicho”, revela.»
in www.destak.pt


Engraçado, os jogos referidos no vídeo são das épocas 2002/03 e 2003/04, mas a viagem a Marrocos foi em 1998…

Duvidando da consistência e veracidade das informações, A BOLA contactou Jacinto Paixão para o confrontar com o vídeo em causa. O antigo árbitro ouviu a gravação durante a chamada telefónica, não desmentiu ser sua a voz que se ouve e, no final, limitou-se a dizer, três vezes: “Sobre isso não faço comentários”.
Quando até A BOLA duvida…

Não tive pachorra, nem interesse, para ouvir as escutas que elementos ligados ao slb (vamos admitir que são apenas adeptos fundamentalistas) colocaram no Youtube mas, a propósito desses vídeos sonoros, lembrei-me do que o Filipe Sousa escreveu no artigo Allo, Allo, publicado em 23 de Janeiro de 2010:

«Poupei-me ao trabalho de fazer qualquer pesquisa no Google ou no próprio Youtube – bastou-me ir ao minaret... perdão, blog "antitripa", e sem surpresa já lá estava o link para os ditos vídeos; aposto que o tal "tripulha do uganda", é um dos membros desse blog, que aqui há uns anos mantinham outro, o "golden whistle", em que procuravam difamar o Porto além fronteiras.
Ouvidas as escutas em que intervém o PC, reti alguns factos: no caso da "fruta", é o próprio Jacinto Paixão – se é que o "JP" é mesmo o Jacinto Paixão, e não o Joaquim Pinheiro, irmão do Reinaldo Teles; mas vamos aceitar que é o primeiro – que pede a dita "fruta", o que convenhamos, é um pouco estranho quando quem foi acusado de corrupção activa foi o Pinto da Costa – que raio de corruptor é que não oferece nada, ou está à espera que os corrompidos venham ter com ele?»

De facto, se alguma coisa as escutas demonstram (obrigado a quem as colocou no Youtube), é que a iniciativa do contacto parte do próprio Jacinto Paixão e não de qualquer dirigente do FC Porto. Como é óbvio, pelo menos para quem tem mais do que dois neurónios, não parece que o jogo mais indicado para aliciar árbitros fosse um desafio disputado no estádio das Antas e, ainda por cima, entre o líder destacado (o FC Porto de Mourinho) e o último classificado (o Estrela da Amadora)…

Vale também a pena recordar, que Jacinto Paixão teve como advogado o mediático benfiquista e comentador da Benfica TV António Pragal Colaço. E que, em 13 de Dezembro de 2010, o ex-árbitro alentejano foi mesmo convidado para uma entrevista na Benfica TV onde, entre outras coisas, afirmou o seguinte:

“O Jacinto Paixão nunca alinhou nisso (corrupção)”

“Tenho muito respeito pelo Benfica e as pessoas ainda me acusam de ser portista. É mentira, como se diz no Alentejo.”

“Ouvi falar em viagens pagas”

“As únicas coisas que me ofereciam eram umas camisolas, uma salvas, nada mais...”

“Não beneficiei o FC Porto no jogo com o Estrela”

Agora o discurso é outro? Pois, mas estas “evoluções” no comportamento e declarações de Jacinto Paixão só surpreendem quem tem andado muito distraído. Aliás, são algo déjà vu com outra personagem do Apito Dourado – Carolina Salgado –, a qual passou de odiada a uma espécie de Santa Joana d'Arc da causa encarnada (enquanto foi útil aos interesses do slb).

Como toda a gente percebe, as discrepâncias e a memória selectiva, quer de Jacinto Paixão, quer de Carolina Salgado, nada têm a ver com a proximidade a Pragal Colaço e a Leonor Pinhão, respectivamente. Isso é mera coincidência…

P.S. Espectacular, é o mínimo que posso dizer, acerca do comunicado do FC Porto em resposta a mais esta manobra dos mesmos ressabiados de sempre.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Pinhão desmascara Morgado?

«A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou hoje que está "a ler e a analisar" o livro de Carolina Salgado, ex-companheira do presidente do Futebol Clube do Porto, e que tomará as medidas que entender necessárias, disse à Lusa.»
in IOL Diário, 11/12/2006


«O procurador-geral da República, Pinto Monteiro, disse hoje que a equipa de magistrados que irá acompanhar Maria José Morgado na condução do processo “Apito Dourado” ainda não está completa.»
in PÚBLICO, 16/12/2006


«Com pouco (ou nada) mais para investigar no processo "Apito Dourado", o grande desafio de Maria José Morgado consiste na descoberta de novos factos relacionados com a corrupção no futebol e com outros sectores de actividade. (…)
De acordo com o Código do Processo Penal (CPP), após o período em que os despachos de arquivamento podem ser alterados pelo superior hierárquico do procurador que os arquivou ou passado o prazo para a abertura da instrução, os processos só podem ser reabertos mediante "factos novos" que "invalidem os fundamentos invocados no despacho de arquivamento", de acordo com o art.º 279 do CPP. Ora, esta disposição acaba por condicionar a magistrada, que não poderá reabrir inquéritos apenas por não concordar com a decisão. Porém, enquanto procuradora do Ministério Público, Maria José Morgado dispõe de alguma liberdade de acção para considerar que determinada informação que chegou ao seu conhecimento constitui um "novo elemento de prova" e daí partir para a reabertura de um determinado processo.
As expectativas estão muito altas: tendo em conta as várias intervenções públicas que fez e o seu currículo como directora adjunta da Polícia Judiciária para a área do crime económico, a Maria José Morgado exigem-se resultados concretos. Aliás, o facto de ter sido nomeada para coordenar 81 processos que foram espalhados por 27 comarcas torna-a uma "superprocuradora", algo inédito na história da Ministério Público. Por outro lado, Morgado terá uma liberdade pouco habitual no Ministério Público: fazer todas as escolhas para a sua equipa, desde procuradores a inspectores da Polícia Judiciária e até funcionários judiciais.
in DN, 16/12/2009


«Leonor Pinhão foi a "estrela" de mais uma sessão do julgamento que senta Pinto da Costa e Carolina Salgado no mesmo banco dos réus. A ex-jornalista assumiu que ajudou Carolina Salgado e Fernanda Freitas a concluir o polémico livro "Eu, Carolina" durante três dias, numa suite de um hotel de Lisboa, quando o livro já tinha mais de 90 páginas. (…)
A ex-jornalista disse que apenas "dactilografou" e editou o que lhe foi ditado por Carolina e por Fernanda Freitas (versão negada pela mesma, que prestou depoimento antes) "a partir do momento em que é referida a visita ao Papa". Disse também que os advogados da D. Quixote cortaram algumas partes e que em relação ao processo Apito Dourado nada foi escrito que não tivesse, até essa época, saído nos jornais
Eugénio Queirós
in Record, 18/12/2009


Três anos depois da nomeação da “super-procuradora” e da sua equipa especial, Leonor Pinhão foi a Tribunal confirmar aquilo que já se sabia, isto é, o livro ‘Eu, Carolina’ não continha qualquer facto novo e tudo aquilo que foi escrito a propósito do ‘Apito Dourado’ já era do domínio público.
Ora, não havendo qualquer facto novo, ao abrigo de que lei é que a “super-procuradora” reabriu processos que já tinham sido arquivados?
Ou será que Maria José Morgado usou de alguma prerrogativa super-especial para considerar como "novo elemento de prova" factos que já tinham saído nos jornais?

Gostava de ver estas dúvidas esclarecidas, mas é sintomático que nenhum jornalista tenha reparado nas declarações que Leonor Pinhão fez em Tribunal e nas implicações que as mesmas têm nos desarquivamentos ordenados pela “super-procuradora”. Será medo ou incompetência?

terça-feira, 29 de abril de 2008

A qual destes nossos "queridos inimigos" dedica o TRI?


Os leitores do Reflexão Portista acharam que a ser dedicada a um dos nossos "queridos inimigos", este título deveria ser dedicado a Leonor Pinhão.

Das 166 participações, Leonor Pinhão foi a escolha em 26% (44) das votações, sendo seguida de perto por Luís Filipe Vieira com 21% (36) e Maria José Morgado com 20% (34). Por oposição, os menos votados foram Eugénio Queiroz e João Botelho com 1% (2) dos votos.

Veja na imagem acima como se distribuíram os votos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Leonor Pinhão e as derrotas do Benfica

Às quintas-feiras é o dia em que Leonor Pinhão, nas páginas de A BOLA, liberta a azia e frustrações acumuladas com as sucessivas vitórias e títulos conquistados pelo FC Porto. Tem sido assim semana após semana, ano após ano. Contudo, em 30/05/1997, Leonor Pinhão estava farta de Manuel Damásio e, num momento raro de lucidez, escreveu um artigo no PÚBLICO intitulado “As derrotas do Benfica”.
Sensivelmente 11 anos depois, vale a pena reler alguns extractos desse artigo:

«Há dez meses e três treinadores, começava na Suécia a época do Benfica. A imprensa desportiva noticiava a nova realidade do futebol "encarnado": Jamir era o "patrão", Bermúdez genial, Tahar intransponível, João Pinto estava melhor que nunca e os golos de Donizete nos treinos enchiam primeiras páginas. O presidente Manuel Damásio, encantado com tudo e todos, e em especial com o técnico Paulo Autuori, exultava: "Se isto fosse científico, nem era preciso haver campeonato." Mais valia... À 32ª jornada do campeonato de 1996/97, o Benfica vai a 24 pontos do FC Porto e a 11 do Sporting.

E tão "científica" foi a preparação da temporada que das provetas dos seus pensadores saíram resultados impensáveis: em 42 anos de história do Estádio da Luz, nunca o Benfica tinha sofrido uma goleada tão grande como os 5-0 com que o FC Porto conquistou a Supertaça; nunca, nos seus 93 anos de história, tinha o Benfica sido derrotado em casa pelo Salgueiros; há 36 anos que os "encarnados" não perdiam em casa com o Belenenses e perderam esta época; há 30 anos que o Benfica não sofria quatro golos na Luz para o campeonato (desde os quatro golos de Lourenço, num célebre Benfica-Sporting) e baqueou esta temporada por 4-3 frente ao Salgueiros; nunca o Benfica tinha tido três treinadores numa só época e isso aconteceu em 1996/97. (...)

E Manuel Damásio, dos três campeonatos que teve ensejo de preparar "cientificamente", viu dois deles (1994/95 e 1996/97) acabarem por ser dos piores de sempre em 93 anos de história do clube. E viu o FC Porto conquistar com brilho o "tri". (...)

As contas de uma época ainda se podem fazer de outra maneira: somando as derrotas em todos os jogos oficiais. Com a última derrota do Benfica nas Antas, a equipa de Autuori/Wilson/Manuel José passou a acumular 11 desaires (8 no campeonato, 1 na Taça das Taças, frente à Fiorentina, e 2 na Supertaça, face ao FC Porto). Pior do que isto ainda não há.»

Ora, de Damásio a Vieira (passando por Vale e Azevedo e Manuel Vilarinho), o que mudou em 11 anos?

Substituam os nomes das “fantásticas contratações” da altura (Jamir, Bermúdez, Tahar e Donizete) pelas desta época (Luis Filipe, Ed Carlos, Maxi Pereira, Fredy Adu);
substituam a frase presidencial do início de época “se isto fosse científico, nem era preciso haver campeonato” por “temos o melhor plantel dos últimos 10 anos”;
substituam a escandalosa derrota em casa com o Salgueiros (3-4) pelos (0-3) da derrota com a Académica;
substituam “Manuel Damásio, dos três campeonatos que teve ensejo de preparar” por “Luis Filipe Vieira, dos sete campeonatos que teve ensejo de preparar”.
O resto podem manter, porque o número total de derrotas em jogos oficiais é idêntico, o número de treinadores é o mesmo, a diferença pontual para o FC Porto é igual (24 pontos) e também esta época os benfiquistas viram o FC Porto conquistar com brilho o "tri".

Ah, é verdade, o discurso anti-Porto, anti-Pinto da Costa e anti-Sistema é obviamente o mesmo e, misturado com as habituais pazadas de areia, continua a servir para alimentar a comunicação social e entreter os “6 milhões”. Felizmente, digo eu...