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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

O Euroexit do basquetebol portista

A equipa de basquetebol do FC Porto recebeu ontem o Varese de Itália, para a 5ª jornada da fase de grupos da Taça da Europa da FIBA (FIBA Europe Cup).

FC Porto x Varese (fonte: O JOGO de 15/11/2018)

O jogo foi disputado num Dragão Caixa com poucos adeptos e o FC Porto perdeu (71-89). Foi a 4ª derrota em cinco jogos para a FIBA Europe Cup 2018/19 e, a uma jornada do fim da fase de grupos, os dragões estão já sem qualquer hipótese de apuramento para a fase seguinte, daquela que é a competição mais fraca do basquetebol europeu de clubes.

Desde 2015/16, após um rearranjo feito pela FIBA, passaram a disputar-se as seguintes quatro competições europeias de clubes (por ordem de importância):






Olhando para a trajetória completa do FC Porto nas competições europeias de basquetebol desta época (2018/19), constata-se que o balanço é muito negativo:

Nizhny Novgorod x FC Porto (fonte: O JOGO de 23/09/2018)

FIBA Basketball Champions League, pré-eliminatória: 2 jogos, 2 derrotas

FIBA Europe Cup, fase de grupos: 5 jogos, 1 vitória, 4 derrotas

Ora, se nos últimos anos tem sido sempre assim (ou parecido), vale a pena questionar:

Perante o nível atual do basquetebol português e, particularmente, da equipa do FC Porto, para que serve ir às competições europeias?

Supostamente seria para os jogadores “crescerem” e a equipa, como um todo, evoluir. Contudo, não é isso que se tem verificado nos últimos anos.

Mais. A participação nas competições europeias de basquetebol provoca um enorme desgaste, consequência das viagens (algumas longas) e jogos a meio da semana.

Antes do jogo contra o Rilski (na Bulgária), o treinador do FC Porto, Moncho Lopez, fez as seguintes declarações:

Na Europa, somos obrigados a esforços extraordinários. (…) Tentámos alterar algumas coisas, até no planeamento da pré-época, mas a verdade é que chegaram as duas competições [campeonato e competição europeia] e é muito difícil, está a custar-nos muito. (…) É uma luta desigual para todas as equipas portuguesas. (…) O jogo com o Rilski [na quarta-feira] é exigente, depois na quinta-feira acordaremos muito cedo para viajar todo o dia e regressar ao Porto. Depois na sexta-feira já estaremos a viajar para Lisboa para defrontar o Benfica. Gostaríamos de ter, como as outras equipas têm, cinco ou seis dias para preparar um jogo. Mas a realidade é esta: queremos estar nas competições europeias e somos a única equipa portuguesa presente nas competições europeias. Uma [UD Oliveirense] não está porque desistiu, a outra [SL Benfica] porque não conseguiu estar. Não nos vamos queixar disso, mas é evidente que é um esforço muito grande para nós.


Em resumo, a participação do basquetebol portista nas competições europeias tem servido para:

- Gastar parte do orçamento da secção (que podia ser utilizado para reforço do plantel) na logística das viagens (bilhetes de avião, transfers, hotéis, refeições, etc.);

- Provocar um grande desgaste nos jogadores, principalmente nos melhores (que são os mais utilizados), com consequências para os jogos seguintes (do campeonato);

- Aumentar o risco de lesões num plantel que, qualitativamente, é curto;

- Deixar, todos os anos, uma má imagem do FC Porto por essa Europa fora.


Por tudo isto, a participação da nossa equipa de basquetebol nas competições europeias tem de ser repensada.

Mas não chega. Todo o basquetebol do FC Porto precisa de ser repensado pela administração do Clube, que para isso foi eleita pelos sócios.

E a reflexão tem de incidir em diversos aspetos - dirigentes da secção, treinador, equipa técnica, jogadores, scouting, equipa B e formação.

O basquetebol portista precisa de decisões, algumas de efeito imediato (época atual) e outras para a(s) próxima(s) época(s). Doa a quem doer porque, a manter-se a inação de quem manda, pode estar em causa a continuidade do basquetebol no FC Porto.


P.S. Nem sempre o basquetebol portista andou pelas ruas da amargura a nível internacional. Lembro-me da época 1999/2000, em que a equipa do FC Porto fez uma caminhada notável até aos ¼ de final da Taça Saporta (à época a 2ª competição europeia de clubes), enchendo várias vezes o pavilhão Rosa Mota. Essa equipa, comandada por Alberto Babo e que que tinha jogadores como Jared Miller, Rui Santos, Paulo Pinto, Nuno Marçal, Fernando Sá, etc., ficou para a história do basquetebol português.

P.S.2 Época 1996/97, pavilhão Rosa Mota, FC Porto x Nobiles (Polónia), 2ª mão dos 1/8 final da Taça da Europa. Um video (do meu amigo Sérgio Gomes) do tempo em que o basquetebol portista enchia pavilhões.

sábado, 13 de outubro de 2018

Clássico do basquetebol na RTP 2

Ovarense x FC Porto (fonte: FPB)

Jogar em Ovar nunca é fácil. A Ovarense é uma equipa aguerrida, que faz muitas faltas e, debaixo do cesto, dá “porrada” a sério. Além disso, jogadores, treinador e público fazem uma pressão tremenda sobre a arbitragem.

Falando da arbitragem, houve partes do jogo em que pareceu querer equilibra-lo, adoptando um critério para as faltas pouco coerente. E os passos assinalados ao base croata do FCP foram de bradar aos céus.

No seu todo foi um jogo disputado, com uma vitória difícil (76-79), mas inteiramente justa do FC Porto neste clássico do basquetebol português.
Contudo, com uma percentagem normal nos lances livres (22 convertidos em 37 tentados é bastante fraco), os dragões teriam ganho de forma folgada.

Para além da vitória do FCP, a melhor notícia foi o regresso do Will Sheehey (após mais uma paragem por lesão), o qual, apesar de ter jogado apenas 16:33s, teve números muito interessantes (13 pontos, 6 ressaltos, 4 assistências).

A segunda melhor notícia foi a transmissão deste clássico na RTP2. O basquetebol português bem precisa de transmissões televisivas em canal aberto, que proporcionem maior visibilidade a esta modalidade.


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Basquetebol com um começo difícil

FC Porto x Kapfenberg Bulls

Após a surpreendente vitória no primeiro jogo oficial (em Israel), a equipa de basquetebol do FC Porto averbou seis derrotas seguidas.

FIBA Europe Cup (FEC):
03-10-2017: Bnei Herzliya x FC Porto (65 - 68)
11-10-2017: FC Porto x Bnei Herzliya (83 - 85)
18-10-2017: KK Mornar x FC Porto (81 - 70)
25-10-2017: Kataja BC x FC Porto (88 - 84)

Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB):
07-10-2017: FC Porto x Illiabum (76 - 80)
15-10-2017: FC Porto x UD Oliveirense (78 - 93)
21-10-2017: SL Benfica x FC Porto (77 - 71)

Seis derrotas seguidas é algo inédito, o que fez com que tivesse lido, nas redes sociais, alguns adeptos portistas a desconfiar deste plantel, desta equipa e deste treinador.
Foi com este peso aos ombros, que a equipa de basquetebol se deslocou aos Açores (Ilha Terceira), de onde regressou com duas vitórias em dois jogos.

28-10-2017, LPB: Terceira Basket x FC Porto (75 - 81)
29-10-2017, LPB: SC Lusitânia x FC Porto (84 - 93)

A que se seguiram mais duas vitórias no Dragão Caixa: frente à equipa austríaca do Kapfenberg Bulls (com um cesto no último segundo!) e contra o Galitos do Barreiro, no passado fim-de-semana.

01-11-2017, FEC: FC Porto x Kapfenberg Bulls (85 - 84)
04-11-2017, LPB: FC Porto x Galitos (83 - 67)

11 jogos (oficiais), 5 vitórias e 6 derrotas.
Está a ser um inicio de época de altos e baixos, mas quem acompanha de perto esta modalidade e, particularmente, a equipa de basquetebol do FC Porto, não pode ficar muito surpreendido.

Sem assistir aos treinos, nem estar por dentro do que se passa no balneário, parece-me que são várias as razões para este começo difícil.

1) Alterações à Equipa
Da época passada para esta, houve uma mudança radical na equipa do FC Porto. Do cinco-tipo (cinco mais forte) da época passada, só continuou um jogador (Sasa Borovnjak). Ora, perceber o que o treinador pretende, as jogadas ensaiadas, na defesa e no ataque, os mecanismos e sincronismo entre os jogadores, é algo que não se adquire de um dia para o outro. Exige muitos treinos e muitos jogos.
Neste aspeto, penso que a equipa irá melhorar substancialmente. Só pode.

2) Lesões
Um dos três novos americanos – Will Sheehey – lesionou-se (com alguma gravidade), esteve quatro semanas sem sequer treinar e só pôde dar o seu contributo, embora de forma limitada, a partir do 7º jogo oficial (na deslocação à Finlândia, para defrontar o Kataja).
Apesar do atraso na integração e no conhecimento dos companheiros de equipa, o regresso de Will Sheehey, que está a ser gradual, irá fazer subir os patamares qualitativos desta nova equipa (porque é de uma nova equipa que se trata) de basquetebol do FC Porto.

3) Calendário e Viagens
Na fase mais difícil deste calendário inicial, entre os dias 3 e 29 de outubro, a equipa de basquetebol disputou nove jogos, dos quais seis fora de casa. Para se fazer uma ideia das dificuldades que a equipa teve nesse período, na semana em que foi jogar a casa do KK Mornar (no dia 18 outubro), a equipa partiu do Porto dois dias antes (dia 16 outubro) para o Montenegro (com escalas…) e só regressou a Portugal, por Lisboa, na sexta-feira (dia 20 outubro). No dia seguinte jogou no pavilhão da Luz, sem ter feito um único treino!
Um calendário inicial com muitas deslocações – Israel, Montenegro, Lisboa, Finlândia, Açores –, com o inerente cansaço a tantas viagens e com poucos dias no Porto para treinar e corrigir, tinha de se fazer sentir.

4) Limitação de estrangeiros
Este é um problema antigo, do qual Moncho Lopez já se queixou várias vezes. De facto, não faz muito sentido que o FC Porto tenha de jogar contra equipas israelitas, finlandesas, austríacas, holandesas, alemãs, etc., cheias de jogadores norte-americanos e, por imposição da Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB), as equipas portuguesas só possam jogar com três.
Aquilo que, supostamente, seria uma medida para promover os jogadores portugueses, acaba por, na prática, se transformar numa enorme limitação, impedindo as equipas portuguesas de ter outro tipo de ambições e de ir mais longe nas competições europeias.
Urge continuar a pressionar a FPB para alterar esta regra, mesmo que, internamente, isso vá contra os interesses do clube do regime (que domina o mercado dos jogadores de nacionalidade portuguesa).

Os cinco reforços (contratações) para a época 2017/18 

5) O trio de norte-americanos
Da época passada para esta, o FC Porto trocou a totalidade do trio de norte-americanos.
Saíram Brad Tinsley, Jeff Xavier e Nick Washburn.
Entraram Marcus Gilbert, Will Sheehey e Will Hanley.
Acertar nos americanos é crucial e basta que um deles seja um flop, devido a lesões, falta de adaptação ou mesmo por razões extradesportivas, e as ambições da equipa ficam, desde logo, comprometidas.
Nesta altura, é cedo para ter uma opinião definitiva acerca destes novos jogadores americanos (e, no caso do Will Sheehey, demasiado cedo), mas parece-me que, ao contrário da época 2015/16, o segredo do sucesso da equipa poderá estar mais na integração e complementaridade com os restantes jogadores do que na valia individual deste trio de americanos.

6) Jogadores provenientes do “projeto Dragon Force”
Mais do que ganhar títulos na formação ou nos escalões secundários do basquetebol português, o “projeto Dragon Force Basquetebol” tinha como objetivo principal a deteção de talentos e a formação de atletas de elite.

Moncho López, O JOGO, 20-08-2012

Para quê?
Para alguns deles (os melhores) serem integrados no plantel da equipa principal.
Eu acompanhei de perto o trajeto do basquetebol Portista nos escalões secundários e tive grandes expectativas no crescimento daquele lote de jogadores. Contudo, olhamos para o plantel 2017/18 e vemos que, do projeto inicial, sobram apenas dois jogadores – Pedro Bastos e Ferrán Ventura.
E mesmo estes, que eram os melhores e a que podemos juntar o Miguel Queirós (integrou o projeto mais tarde, vindo do Illiabum), evoluíram pouco ou nada nos últimos dois anos, ficando num patamar competitivo aquém das necessidades de uma equipa que quer lutar pelo título de campeão nacional.
A não ser que o FC Porto passe a canalizar mais meios para as modalidades e, particularmente, para o basquetebol, o sucesso da equipa, este ano e nos próximos anos, vai depender muito do crescimento competitivo destes jogadores – Pedro Bastos, Ferrán Ventura, Miguel Queirós – e do contributo de outros, como André Bessa e António Monteiro.

7) Nível dos jogadores portugueses
Depois da geração de Paulo Pinto, Nuno Marçal, Carlos Andrade, Miguel Miranda, entre outros, nos últimos anos o basquetebol português não produziu suficientes jogadores de nível elevado (veja-se os resultados da seleção nacional de basquetebol).
Ora, havendo uma forte limitação de estrangeiros (comparativamente com outros países), os escassos jogadores portugueses de maior qualidade emigram ou são disputados a “peso de ouro” (para a realidade do basquetebol português) acabando, na maior parte dos casos, contratados pelo clube de maior orçamento (o SLB).
Foi o caso do José Silva (um dos melhores jogadores portugueses), que recusou renovar com o FC Porto para as próximas três épocas desportivas, tendo aceitado uma proposta do SLB para idêntico período.
Sem ser os portugueses que estão no SLB (e que são inacessíveis), talvez jogadores como Miguel Maria (V. Guimarães), Henrique Piedade (Galitos) ou Loncovic (Illiabum), entre outros, pudessem reforçar o plantel do FC Porto. Contudo, olhando para a realidade do basquetebol português, parece-me que a grande aposta tem de ser na melhoria da formação e em criar condições para o crescimento competitivo de jogadores provenientes da Equipa B / Dragon Force (talvez a rodagem, por empréstimo, em outros clubes da I Liga).

8) O Base da equipa
Nenhum dos novos americanos é um base, ou tem perfil para jogar na posição 1, como era o caso de Brad Tinsley. Assim, para colmatar a saída de Tinsley, o FC Porto contratou Pedro Pinto, um base internacional português de 29 anos.
Na época passada, ao serviço do Vitória de Guimarães (onde esteve quatro temporadas), Pedro Pinto registou médias muito interessantes para um base (12,4 pontos, 2,3 ressaltos e 3,9 assistências por jogo). Contudo, ao serviço do FC Porto, ainda não se afirmou como a escolha indiscutível para a posição 1, revelando inconstância exibicional de uns jogos para outros.
Não há boas equipas de basquetebol sem um bom base e, por isso, é fundamental que o Pedro Pinto complete rapidamente o processo de integração no FC Porto e se assuma como o líder (organizador de jogo) da equipa dentro do campo.

9) Os Adeptos
The last but not the least, os adeptos. Faltam adeptos às modalidades do FC Porto. E, particularmente, faltam adeptos ao basquetebol portista.
Esta nova equipa de basquetebol do FC Porto não tem o melhor plantel, nem tem um Troy DeVries e, por isso, precisa ainda mais do apoio de adeptos Portistas. Precisa ainda mais que os adeptos encham o Dragão Caixa e que, nos momentos mais difíceis, ajudem a ganhar os jogos.
Apesar do Dragão Caixa ser um pavilhão de reduzida lotação (cerca de 2000 lugares) e dos muitos convites / bilhetes gratuitos que são distribuídos para cada jogo, na maior parte dos jogos está menos de metade da lotação. Chega a ser deprimente, principalmente em jogos europeus, ver as duas bancadas de topo quase vazias.
Hoje à noite não há futebol mas, a partir das 20h30, há uma equipa do FC Porto que joga numa competição europeia. Há um FC Porto x KK Mornar (equipa do Montenegro), para a fase de grupos da FIBA Europe Cup.
Era bonito ver o Dragão Caixa cheio. Moncho, a equipa técnica e os jogadores da equipa de basquetebol do FC Porto merecem a nossa presença e apoio.

domingo, 24 de setembro de 2017

Quo Vadis, Dr. Fernando Gomes?

Autor: Mário Faria

Conheço Fernando Gomes desde muito jovem, quando jogava basquetebol pelo FCP.

Campeões nacionais de basquetebol 1971/72 (fonte: blogue 'Lôngara')

Andou pelo clube durante muitos anos e, como dirigente, com ele troquei opiniões, aplausos e divergências. Deste convívio meramente institucional, dele tirei ideias contraditórias: divide-me frequentemente entre a competência que lhe reconhecia e os sinais exteriores de vaidade que assumia como administrador e nada tinham a ver com a alegria e a simplicidade enquanto atleta e capitão da equipa de basquetebol.

Fernando Gomes na apresentação do empréstimo obrigacionista 2009-2012

Saído do FCP, atravessou diversos cargos e desaguou em Lisboa na condição de presidente da federação. Não há almoços de borla e a conquista desse lugar teria que ter contrapartidas. Nunca pensei que chegasse a um ponto de rendição total. Esperava, há muito tempo, que desse um murro na mesa, mas nunca imaginei que fosse tão favorável aos que capturaram o futebol, são os donos disto tudo e que produzem os piores efeitos na indústria do futebol, como gostam de dizer os bons rapazes.

Joaquim Evangelista (Sind. Jogadores), Fernando Gomes e Luís Filipe Vieira

O presidente da Federação deve arbitrar as divergências e combater o que é flagrantemente desigual, mas optou por tomar o partido dos mais fortes, porque dos fracos não reza a histórias. Basta ver o coro que se lhe juntou para perceber ao que veio.

Capa de A BOLA de 22-09-2017

O futebol tem muito de irracional e a violência deve ser combatida sem tréguas. Mas fazer justiça não é tratar de forma igual quando há uma disparidade brutal na forma como os diversos poderes se posicionam para privilegiar e hegemonizar uma actividade que requer e está dependente do exercício da livre (mas regulada) concorrência.

É isso que acontece no nosso país? Todos se ajoelham ao poder do SLB. As desigualdades de tratamento são preocupantes. E como sentimos isso na cidade do Porto e no FCP.

Esqueceu-se? Oh Dr. Fernando Gomes, que grande decepção!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A outra cadeira de sonho

Adeptos Portistas no Dragão Caixa (clicar na foto para ampliar)

Porque o FC Porto não é só Futebol.

Porque as modalidades coletivas de pavilhão fazem parte da gloriosa história do FC Porto.

Porque treinadores e atletas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins, quando envergam a nossa camisola o fazem, na sua esmagadora maioria, com total dedicação.

Porque no Dragão Caixa se sente a Alma Portista.

Porque o Dragão Caixa é a nossa segunda casa (para alguns Portistas é mesmo a primeira).

E por tantas outras razões, chegou a hora de renovar o Lugar Anual no Dragão Caixa para a época 2017/2018.

O Lugar Anual (exclusivo para sócios), para as três modalidades, tem um custo de 128 euros, abrangendo todos os jogos disputados no Dragão Caixa para o campeonato, Taça de Portugal e competições europeias.

O Lugar Anual para uma das modalidades tem um custo de 48 euros.

Espero que, ao longo da época 2017/2018, os sócios e adeptos do FC Porto regressem em força e encham mais vezes o Dragão Caixa.

Porque alta competição não é só no Futebol.

Porque o FC Porto não é só Futebol.

E porque para nós, Portistas, há outras cadeiras de sonho.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sócio, estás convocado!

Moncho López e alguns dos adeptos do sector S4 (Junho de 2011)

Vencemos na nossa casa, com os nossos adeptos, que foram incansáveis no apoio. (...) Nos jogos em casa, há muito que me arrepio com os adeptos, que merecem muito o título. Nem é a questão do número, mas sim da paixão. O grupo que está atrás do nosso banco é fantástico, incansável.”
Moncho López, 03-06-2011


Contra todas as previsões, o FC Porto foi campeão nacional de basquetebol na época passada (2015/2016), interrompendo um ciclo de vitórias do SLB, equipa que tinha (e continua a ter) um orçamento muito superior ao nosso.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

No início desta época, o FC Porto conquistou a Supertaça de Basquetebol, voltando a derrotar (por 84-70) os encarnados de Lisboa.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa dos primeiros 22 jogos (todos contra todos) da fase regular da Liga Portuguesa de Basquetebol, o FC Porto ocupava a 1ª posição.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Após a disputa da totalidade dos jogos da fase regular (32 = 22+10), o FC Porto terminou em 1º, o que lhe garante a vantagem (teórica) do fator casa nas eliminatórias dos Play-offs.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

O FC Porto iniciou os Play-offs (1/4 finais) no passado dia 5 de Maio, tendo como adversário a Ovarense. Todas as eliminatórias dos Play-offs são disputadas à melhor de cinco jogos, mas os dragões precisaram apenas de disputar três jogos, dois no Dragão Caixa e um no Arena Dolce Vita, para eliminar a equipa de Ovar com um parcial de 3-0 (95-72; 92-63; 97-68) e seguir em frente.
Provavelmente, muitos portistas nem saberão.

Eu digo que nem saberão, porque a esmagadora maioria dos adeptos portistas (e dos dirigentes, e dos adeptos-comentadores) parecem estar apenas focados na equipa de futebol e cada vez mais alheados dos atletas, treinadores e equipas das restantes modalidades do FC Porto, algo que já era visível em anos anteriores, mas foi ainda mais notório ao longo desta época.

Qual será a percentagem dos adeptos (e dirigentes!) do FC Porto, que conhecem os atletas da equipa de basquetebol e, por exemplo, sabem o respetivo nome e em que posição jogam?

De facto, na mesma época em que a equipa de futebol jogou na “fortaleza do Dragão” e, nos jogos fora, foi acompanhada por uma maré de adeptos azuis-e-brancos, a equipa de basquetebol disputou a maior parte dos jogos em casa num pavilhão cheio de… cadeiras vazias.

E pior, no dia 23 de Abril, no último jogo em casa da fase regular, em que foram precisos dois prolongamentos para derrotar uma muito competente equipa do Vitória de Guimarães (por 101-96), chegados ao final do 4º período, assisti atónito à debandada de muitos dos poucos adeptos presentes.
No momento mais crítico do jogo, ver dezenas de adeptos portistas a abandonarem a sua equipa de basquetebol, para não perderem um minuto do jogo FC Porto x Feirense, que ia começar no estádio ao lado, é algo que não consigo compreender.

Há excepções?
Claro que há e nestes tenho de referir o grupo de adeptos que Moncho destacou em Junho de 2011 (e que seis anos depois são praticamente os mesmos).

Adeptos no jogo FC Porto x Juventus Utena (em 27-09-2016)

Para quem não sabe, eu recordo que esta Equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, pôde ostentar o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Pendão de campeão nacional de basquetebol pendurado no Dragão Caixa (foto: José Lacerda)

Mas, independentemente de serem os atuais campeões nacionais, este treinador, estes jogadores, este grupo de trabalho, esta EQUIPA são campeões na entrega, na garra, na atitude com que defendem as nossas cores.

E nós, adeptos do FC Porto, como é que retribuímos?
Vamos continuar a “apoiar” esta Equipa à distância, em casa, a ver os jogos pela televisão?
Então a nossa equipa, a Equipa de basquetebol do FC Porto, lutou arduamente para ser a melhor da fase regular do campeonato, de modo a poder beneficiar do fator casa nos Play-offs, e depois essa vantagem traduz-se num pavilhão semi-vazio?
Portistas, isto faz algum sentido?

Porque o FC Porto não é só futebol, faço daqui um apelo aos Portistas, a todos os Portistas (*) – aos sócios em primeiro lugar, mas também aos adeptos não-sócios, aos membros das claques e aos dirigentes do Clube: no próximo fim-de-semana, sábado e domingo, vamos encher o Dragão Caixa (não é difícil, são apenas cerca de 2000 lugares) nos dois primeiros jogos das meias-finais do Play-off.

Vamos trocar o sofá por uma cadeira de sonho no Dragão Caixa. Vamos ser o sexto jogador e ajudar a nossa Equipa de basquetebol neste caminho para a Final do Play-off.

Equipa técnica e plantel (**) da época 2016/2017 (foto: FC Porto)

Portistas, se ajudarmos os atletas do FC Porto a ganhar, estaremos a ajudar-nos a nós próprios, porque eles trazem o nosso emblema ao peito, eles representam as nossas cores, eles são a nossa extensão dentro do campo.

POOOOOOOOOOOOORTO!


Nota: Só logo à noite, após o jogo Vitória SC x Galitos Barreiro, será conhecido o adversário do FC Porto nas meias-finais do Play-off. No entanto, o 1º jogo das meias-finais já está agendado para as 15h00 do próximo sábado.

(*) Este apelo é dirigido a todos os Portistas mas, naturalmente, será mais fácil de ser correspondido por quem mora no Porto ou nos concelhos limitrofes.

(**) Na foto do plantel faltam dois jogadores - José Silva e Miguel Queirós - porque quando a mesma foi tirada estavam ao serviço da seleção nacional.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Com o escudo de Campeões ao peito

Num intervalo de tempo de apenas 42 horas (entre as 21h00 de sexta-feira e as 15h00 de domingo), a equipa de basquetebol do FC Porto disputou três jogos (a eliminar) para a Taça Hugo dos Santos.


Foram três jogos intensos, contra adversários da metade superior do campeonato – Illiabum nos quartos-de-final, Oliveirense na meia-final, SLB na final – e todos muito exigentes do ponto de vista competitivo.

Ontem, no jogo contra o SLB, a equipa do FC Porto pareceu cansada e perdeu (por muitos pontos de diferença) a final da Taça Hugo dos Santos. E se o desgaste físico é um factor que não pode ser ignorado (o SLB fez os seus três jogos num intervalo de tempo de 70 horas e o primeiro, contra a Sampaense foi, na prática (92-59), uma espécie de jogo-treino) há aspetos que têm de ser analisados.
Por exemplo, os 16.7% (3 em 18 tentativas) em lançamentos de 3P (contra os 48.5%, 16/33, do SLB) é uma percentagem muito fraca.
E aqui começam os motivos de reflexão para Moncho Lopez. Por onde andaram os atiradores do FC Porto?

Se alargarmos a análise aos três jogos e, por exemplo, olharmos para as estatísticas dos dois Bases portugueses da equipa, verificamos que o André Bessa marcou 5 pontos em cerca de 45 minutos de utilização e o Pedro Bastos marcou 1 ponto em 43 minutos de utilização!
O que se passa com estes dois jogadores e particularmente com o Pedro Bastos, talvez o melhor jogador “produzido” pela Formação Portista nos últimos anos e que, esta época, tem andado muito longe do valor que mostrou em épocas anteriores?

Para o FC Porto chegar aos play-offs em condições de discutir o título de campeão, é preciso que jogadores como o Pedro Bastos, mas também o Miguel Queiróz e o Ferran Ventura, voltem a jogar ao nível que já mostraram em épocas anteriores e atinjam, na equipa principal, o muito que prometeram enquanto atletas da equipa Dragon Force.

Nota: Um dos aspetos que merece reflexão no basquetebol portista, é percebermos se existe mesmo um projeto Dragon Force (com resultados concretos em termos de jogadores para a equipa principal), ou se o que existe é um "projeto Moncho Lopez", que exige padrões de qualidade mais elevados.

Thomas Bropleh
De resto, o aspeto mais positivo da participação do FC Porto nesta competição foram os desempenhos do jogador americano Thomas Bropleh. Não é um novo Troy (como alguns adeptos portistas suspiram desde o início da época), mas é um jogador de equipa (como o Moncho tanto gosta), bom defensor, forte fisicamente e bastante completo, conforme mostram as suas estatísticas nestes três jogos:
Illiabum: 27m04s, 6 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências;
Oliveirense: 35m19s, 16 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências;
SLB: 30m58s, 18 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência.

Até ao final de Fevereiro, Moncho vai ter de decidir entre Jeff Xavier e Thomas Bropleh, para um deles ocupar a vaga de 3º americano do plantel mas, perante as indicações deixadas por Bropleh na Taça Hugo dos Santos, suspeito que a escolha está feita.

Voltando ao jogo da final de ontem, foi a terceira derrota consecutiva do FC Porto, em quatro jogos que esta época já disputou contra os encarnados de Lisboa.

Sempre que o FC Porto perde com o SLB, há adeptos portistas que entram em depressão e, nas redes sociais, atiram a torto e a direito contra tudo e todos. Contudo, eu quero lembrar duas coisas:

1º) O FC Porto continua a ser líder do campeonato, o qual ainda irá ter uma 2ª fase e só se decidirá nos play-offs.
2º) A equipa de basquetebol do FC Porto, com este mesmo treinador e sete dos atletas que jogaram ontem, sagrou-se campeã nacional na época passada e, portanto, merece o respeito e consideração de todos os adeptos portistas.

FC Porto Campeão nacional basquetebol 2015-2016

Mais. Esta equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, ostenta o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Por isso, e porque o FC Porto não é só futebol, sugiro aos adeptos portistas, particularmente aos que gostam de basquetebol, que apareçam no Dragão Caixa, na próxima sexta-feira (10/Fevereiro), às 20h30, para assistir e apoiar a equipa no jogo contra o Vitória Guimarães.

É nestas alturas, e não na final do play-off, que marcar presença é mais importante.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As lágrimas de Tinsley

Sábado, 15 de Outubro, Dragão Caixa.
A 2 segundos do fim do FC Porto x SL Benfica, com o resultado em 74-75, Brad Tinsley sofre falta e vai para a linha de lance livre.
Tudo se decidirá nestes dois lançamentos. Se entrarem os dois, o FC Porto ganha; se entrar apenas um, haverá prolongamento; se Tinsley falhar os dois, a vitória neste jogo será dos encarnados de Lisboa.

Brad Tinsley (fotos de José Lacerda)

Brad Tinsley falhou os dois lançamentos e, após o final do jogo, não se conteve e chorou. Os companheiros de equipa tentaram animá-lo, alguns adeptos gritaram pelo seu nome (“Brad Tinsley, olé!”), mas as lágrimas continuaram a cair pelo rosto do atleta norte-americano, que doou uma camisola oficial da temporada 2015/2016 ao IPO-Porto.

Pode haver quem, de uma forma simplista, aponte o dedo a Brad Tinsley e até o culpe por esta derrota. Sim, Brad Tinsley falhou naquele momento mas, no resto do jogo, foi “só” o jogador do FC Porto que marcou mais pontos (18) e o jogador das duas equipas com mais assistências (8) e que provocou mais faltas cometidas pelos jogadores adversários (7).

Mais do que um bom jogador de basquetebol, Brad Tinsley é um ser humano especial. Chorou porque queria ganhar, queria que a sua (nossa) equipa ganhasse e, num jogo contra o principal rival, queria muito oferecer a vitória aos adeptos portistas que foram ao Dragão Caixa. Contudo, após um jogo muito intenso, Brad sentiu o peso da responsabilidade e falhou. Paciência, acontece aos melhores e Tinsley já provou ser um dos melhores e dos mais completos jogadores do campeonato português.

Força Brad, as tuas lágrimas, um misto e tristeza e raiva, foram lágrimas à Porto!
E foram, não tenho dúvidas, um prenúncio de (mais) vitórias.


P.S. De certa forma, neste jogo, Brad Tinsley foi vítima do desacerto dos seus companheiros de equipa Pedro Bastos e Jeffrey Xavier (fez mais turnovers do que pontos!), cujos fracos desempenhos “obrigaram” Moncho López a manter Tinsley em campo o jogo quase todo (35 minutos e 20 segundos). Por isso, é natural que Brad tenha chegado ao final do jogo física e mentalmente esgotado.

P.S.2 A equipa de basquetebol não pára. Na próxima quarta-feira, o FC Porto inicia a sua participação na FIBA Europe Cup 2016/17 recebendo, às 19:00, o Antwerp Giants para o jogo 1 da fase de grupos. Era bonito que o Dragão Caixa estivesse composto.

domingo, 9 de outubro de 2016

Mais uma para o basket Portista

Depois de termos terminado a época passada com a conquista do campeonato nacional…

FC Porto campeão nacional 2015/16

… arrancamos a época 2016/17 (competições nacionais) com a conquista de mais uma taça (uma Supertaça!) para o Museu.

FC Porto vencedor da Supertaça 2016/17

E, ainda por cima, contra o grande rival. Isto é bom (é óptimo!) e qualquer dia a malta habitua-se…

Nota importante: O dinheiro não abunda, mas trabalha-se bem no Basquetebol Portista.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Trocar o sofá por uma cadeira de sonho

«Na terça-feira, há outro encontro europeu muito importante para o FC Porto. Trata-se da primeira mão da eliminatória de acesso à nova Liga dos Campeões da FIBA, entre os Dragões e os lituanos da Juventus Utena (terça-feira, 21h30, no Dragão Caixa, com transmissão em direto no Porto Canal).»
in ‘Dragões Diário’, 26-09-2016


Amanhã, a partir das 21h30, os atuais campeões nacionais de basquetebol vão receber a equipa lituana da Juventus Utena, para a primeira mão da eliminatória de qualificação da nova Basketball Champions League.

Para além da pouca sorte que o FC Porto teve no sorteio (o nível do basquetebol lituano é conhecido), Moncho López não pode contar com o principal reforço da equipa para esta época (Jeff Xavier estará ausente por lesão). E, previsivelmente, também não deverá contar com o apoio de um Dragão Caixa cheio.

A razão é simples: à hora a que se vai iniciar o FC Porto x Juventus Utena, ainda a equipa de Futebol estará a jogar em Leicester para a UEFA Champions League.
E, embora os três grandes clubes portugueses sejam, historicamente, clubes ecléticos, os respetivos adeptos são, cada vez mais, adeptos do Futebol.

Como, ainda por cima, os dois jogos vão dar na televisão (ambos em canal aberto), a tentação de escolher o sofá para “telever” o Leicester x FC Porto (na RTP), logo seguido do FC Porto x Juventus Utena (no Porto Canal) será, para muitos, quase irresistível.

Caros Portistas, resistam ao sofá!
Quem morar no Grande Porto e puder, dê um salto ao Dragão Caixa (nem que cheguem um pouco atrasados).
Superar a equipa lituana neste jogo será muito difícil e no conjunto da eliminatória ainda mais, mas este treinador, estes jogadores, esta EQUIPA, já demonstraram que não há impossíveis e merecem todo o nosso apoio.

Amanhã, a partir das 21h30, a minha cadeira de sonho é no Dragão Caixa!

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Para quem foram os bilhetes?

«Ontem foram postos à venda os bilhetes para o quarto jogo [da final do playoff da Liga de Basquetebol], marcado para depois de amanhã [sábado, dia 28 de Maio], também às 21h00, e esgotaram logo a seguir. Nos dois jogos vai estar casa cheia, o que garante um forte apoio à equipa. Este jogo, como o de amanhã, terá transmissão em direto no Porto Canal.»
in Dragões Diário, 26-05-2016


Dragão Caixa

Sem contar com a pequena bancada amovível existente do lado poente e que, em jogos de basquetebol, é destinada a atletas dos diversos escalões, treinadores, seccionistas, elementos ligados à Associação de Basquetebol do Porto, etc., o Dragão Caixa tem uma lotação de aproximadamente dois mil lugares. Assim sendo, descontando os camarotes (120 lugares) e os lugares anuais vendidos esta época, para cada jogo devem sobrar cerca de 1700 lugares.
Contudo, é sabido que a Direção do Clube reserva (entrega gratuitamente?) uma parte dos bilhetes disponíveis nos jogos das modalidades para uma das claques do FC Porto (não é por acaso que a bancada Sul do Dragão Caixa é conhecida como a bancada dos SuperDragões).

Resta então saber: Quantos bilhetes foram postos à venda nos sete locais habituais – Loja do Associado; FC Porto Stores ArrábidaShopping, Baixa, NorteShopping, El Corte Inglés Gaia-Porto e Off Season; e papelaria Carlin (Shopping Center Cidade do Porto)?

Não sei, mas gostava de saber. O que eu sei é o seguinte: na FC Porto Store do NorteShopping, os bilhetes que, supostamente, foram postos à venda às 14h00 da passada quarta-feira, esgotaram às 14h20.

Quantos bilhetes se conseguem vender em 20 minutos?
Conhecendo o processo de venda de bilhetes para as modalidades (que implica pedir o cartão/número de sócio, verificar a existência de lugares disponíveis para o sector pretendido, imprimir o bilhete, processar o pagamento), eu diria que conseguir executar todo o processo de venda de um bilhete num minuto será muito bom.
Ora, admitindo que em cada um dos locais de venda se conseguiu, em média, vender 1 bilhete por minuto, como os bilhetes para o 4º jogo da final do playoff da Liga de Basquetebol esgotaram em 20 minutos então, no máximo, terão sido postos à venda uns 140 bilhetes (20 minutos x 7 locais de venda).

Apenas 140 bilhetes?
Para onde foram os restantes bilhetes?
Para amigos de elementos da "estrutura"? Para amigos de amigos? Para quem?
Tem a palavra a Direção do FC Porto se, em relação a este assunto, quiser ser transparente, esclarecer os sócios e não dar azo a especulações.


No último FC Porto x SLB disputado no Dragão Caixa (em 16-03-2016), não faltavam... cadeiras vazias

P.S. O basquetebol portista regressou esta época ao escalão principal, mas nem o bom desempenho da equipa azul-e-branca (em linha com as melhores expectativas) evitou que, nos jogos disputados em casa, o Dragão Caixa tenha estado quase sempre semi-vazio. E até nos quatro jogos dos playoff que já disputou em casa (nos dois jogos contra o Vitória Guimarães, para os quartos de final e nos dois clássicos contra a Ovarense, para as meias-finais), sobraram imensas cadeiras vazias e dezenas de bilhetes para adeptos das equipas adversárias (sim, eu estive lá e vi).
Chegados à final e havendo a possibilidade do FC Porto se sagrar campeão, "milagrosamente" o pavilhão esgotou… quase antes dos bilhetes serem postos à venda!
Ontem como hoje, nada como o cheiro a festa para mobilizar milhares de fãs do basquetebol (por onde andaram nos últimos três anos?) e até para transformar adeptos do futebol em adeptos das modalidades…

P.S.2 [atualização, 23:40] Segundo os serviços do FC Porto, para o jogo 3, disputado hoje à noite, o Dragão Caixa estava esgotado desde o passado fim-de-semana.
Esgotado? Eu não percebo como é que num pavilhão esgotado existem dezenas (centenas?) de cadeiras vazias, principalmente nas duas bancadas de topo (conforme foi perfeitamente visível durante a transmissão televisiva).

P.S.3 [atualização, 23:50] No jogo de hoje à noite, uma das cadeiras que esteve vazia foi a do presidente do clube. De facto, à mesma hora que a equipa de basquetebol do FC Porto disputava um jogo fundamental, Pinto da Costa estava em Nogueira da Regedoura, numa festa com elementos de várias casas do FC Porto.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Os americanos fazem a diferença?

O JOGO
No final do Ovarense x FC Porto de ontem, jogo em que os dragões foram varridos (75-49) pelos vareiros, Moncho López afirmou:

Vamos falar internamente e tirar conclusões. Não estou nada satisfeito com o que vi. Temos de jogar melhor do que jogámos hoje. Há muito a rectificar. Há que reflectir.”

Penso que Moncho tem razões para estar apreensivo, por exemplo, acerca do rendimento do trio de americanos que escolheu para esta época.

Na Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB), os americanos fazem a diferença?

Na Ovarense e noutros clubes da LPB, sim.
No FC Porto, nem por isso.

No jogo de ontem, por exemplo, um dos americanos da Ovarense – Joseph Harris –, que está em Portugal há menos de duas semanas, marcou mais pontos e, sozinho, teve tantos ressaltos (10) como os três americanos do FC Porto em conjunto.

Americanos da Ovarense versus Americanos do FC Porto

E não foi a primeira vez que, em jogos contra adversários mais fortes, o trio de americanos do FC Porto teve um sub-rendimento.
Basta recordar o recente e decisivo jogo no Dragão Caixa frente ao Fraport Skyliners (14 pontos, num total de 52:10s de utilização deste trio).

No meio da reflexão que disse iria fazer, talvez Moncho devesse ponderar a possibilidade de solicitar, à Direção do FC Porto, a substituição de um ou dois dos americanos que escolheu no início da época.

domingo, 11 de outubro de 2015

Quo vadis basquetebol português?

Após três anos a disputar os campeonatos secundários, sob a marca Dragon Force, a equipa sénior de basquetebol do FC Porto (detentora de 11 campeonatos, 13 Taças de Portugal, seis Taças da Liga e cinco Supertaças) regressou ontem à LPB (liga principal do basquetebol português).

E regressou precisamente no Pavilhão Municipal de Ponte de Sor onde, em 23 de Maio passado, tinha terminado o percurso vitorioso da equipa Dragon Force Basquetebol.

Eléctrico x FC Porto, Proliga 2014/2015

O FC Porto venceu, naturalmente, o Eléctrico (61 - 78), mas o encontro começou 20 minutos mais tarde e esteve mesmo em risco de não se realizar.
E porquê?
Devido ao diferendo entre os árbitros, oficiais da mesa e a Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB). Só a associação de árbitros reclama uma dívida de 137 mil euros (!), referente à época transacta.

Em Ponte de Sor houve as condições mínimas para disputar o jogo, mas o Ovarense x Maia Basket e o SL Benfica x V. Guimarães foram adiados. E também não se realizaram três dos quatro jogos agendados para a Proliga.

Isto prejudica, pois preparámos e treinámos para um jogo que não se realizou. Houve desgaste na viagem e gastos, de um clube com um orçamento reduzido
Paulo Cunha, jogador do V. Guimarães

O Vitória terá de fazer outra viagem a Lisboa para poder jogar contra o Benfica. E quem é que paga mais uma deslocação e as refeições?
Domingos Almeida Lima, vice-presidente responsável pelas modalidades do SL Benfica


Há vários anos que o basquetebol português passa por muitas dificuldades (essencialmente económicas) e não será exagero afirmar que está a atravessar o pior período dos últimos 50 anos.

De facto, após o fim da modalidade em alguns clubes vencedores de títulos nacionais (em seniores masculinos) – Sporting, CA Queluz, Estrelas da Avenida, Portugal Telecom –, nos últimos anos acentuaram-se os casos de clubes/SADs que desapareceram, ou que extinguiram a sua equipa principal.

2007: Aveiro Basket (a SAD, que incluía a CM Aveiro, Galitos, Esgueira e Beira-Mar, foi dissolvida, deixando atrás de si um rasto de dívidas e prejuízos).

2008: CF Belenenses (extinção da equipa sénior).

2012: FC Porto (extinção da SAD do Basquetebol), FC Barreirense (extinção da equipa sénior).

2013: Académica (extinção da equipa sénior, com uma dívida global na ordem dos 300 mil euros e ações de penhora devido a dívidas antigas a treinadores e jogadores).

A estes casos acrescem os do CAB Madeira ou Lusitânia, os quais também já admitiram publicamente essa possibilidade, devido às dificuldades económicas que atravessam.

Perante estes factos, não surpreende a queda da qualidade competitiva da LPB, composta, na sua esmagadora maioria, por equipas com plantéis modestos em quantidade/qualidade.
E também não surpreende o péssimo desempenho que a seleção nacional de seniores masculinos tem tido nos últimos anos (veja-se, por exemplo, as 10 derrotas em 10 jogos na fase de qualificação para o Eurobasket 2013).

É num cenário destes, que os próprios agentes da modalidade – dirigentes federativos, árbitros, oficiais de mesa – não se entendem, põem os (legítimos) interesses pessoais à frente dos da modalidade e espetaram mais um prego no caixão do basquetebol português.

Tudo isto é triste, até porque o basquetebol é uma modalidade espectacular, para "gigantes" e para pessoas com uma altura normal, para super atletas (em termos físicos) e para jogadores que privilegiam a estratégia/inteligência de jogo, onde raramente existem polémicas com as arbitragens.

Mais. Ao contrário do Andebol (que, ao alto nível, é jogado essencialmente na Europa) e do Hóquei em Patins (que apenas tem expressão em Portugal e em algumas regiões de Espanha, Itália e Argentina), o Basquetebol é um desporto de massas, com ídolos planetários inspiradores, como não existem noutras modalidades (futebol à parte), jogado ao mais alto nível em todos os continentes, incluindo PALOP com fortes ligações a Portugal.


Ou seja, o Basquetebol tinha tudo para ser a 2ª modalidade mais popular em Portugal (a seguir ao futebol), despertando um muito maior interesse das televisões e patrocinadores.

Por que razão isso não acontece?

Ontem, após o adiamento do SL Benfica x Ovarense, o vice-presidente dos encarnados responsável pelas modalidades (o clube que, de longe, mais gasta com a sua equipa sénior), sugeriu a suspensão da Liga de basquetebol “até que a federação se entenda com os árbitros”...

É caso para dizer: Quo vadis basquetebol português?


P.S. O basquetebol é a minha modalidade favorita (a seguir ao futebol) e, daqui a pouco, tenciono deslocar-me ao Dragão Caixa para assistir ao FC Porto x Ovarense, marcado para as 18:30.
Haverá árbitros?
Haverá oficiais de mesa?
Haverá jogo?
Haverá público? Até quando?...

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma exibição ao nível dos adeptos

Moncho López e os adeptos, Dragão Caixa, Junho de 2011


Contra o Oviedo [vitória do FC Porto por 100-58!], quase fizemos uma exibição ao nível dos nossos adeptos, que são fundamentais para nós

Moncho López, em declarações ao Porto Canal e www.fcporto.pt, na antevisão do FC Porto x Cáceres CB (terça-feira, dia 15, às 21h00, com entrada livre)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Modalidades de alta competição: antevisão da nova época

[Artigo de autor convidado: José Pedro Costa Lima]

Este fim de semana tivémos o primeiro jogo da época de Andebol, marcando o regresso das modalidades do Caixa. Começo aparentemente dificil, com uma visita a Aguas Santas mas resolvido competentemente com a primeira vitória da época. Nada então como um pequeno “preview” sobre as nossas equipas que vão evoluir no Caixa este ano:

Andebol: Porto reforçou-se muito bem, com dois jogadores cruciais retirados a Benfica e Sporting, Areias e Rui Silva à cabeça das contratações para esta época. Outra grande “contratação” foi a manutenção de Gilberto Duarte, claramente o melhor jogador do campeonato passado. De saídas destacam-se Joao Ferraz e Mick Schubert. No entanto a noticia aqui é a saida do homem que nos levou a 6 dos 7 titulos do hepta. Obradovic pela sua competencia e carisma vai fazer falta mas acredito que seja bem substituido por Ricardo Costa que já foi seu pupilo. Na baliza Tino e Quintana, os dois melhores guarda redes portugueses de muito longe, continuarão a ser garante de muitissima qualidade.

Do lado do adversário Sporting também se reforçou bem e com uma mudança de treinador para alguem (Zupo Equisoain) de inquestionavel competencia, ABC, Carnide e Aguas Santas parecem-me correr por fora. Acredito que o P0rto terá o favoristismo mas o Sporting promete dar muita luta. Não esquecer que desde ano passado esta modaliade se decide num playoff final o que dá (como já deu) espaço para que as coisas possam ser “equilibradas” doutra maneira, como quase foram ano passado.
Relevo também para a entrada direta na fase de grupos da Liga dos Campeões, o que só prova o enorme prestigio que esta equipa adquiriu nos ultimos anos.


Hoquei: Finalmente a verdadeira “vassourada” no Porto que já há 2 anos era necessaria. To Neves não era o único problema e concerteza que não foi o único culpado dos insucessos dos ultimos 2 anos mas não conseguiu como treinador imitar os enormes sucessos que teve como jogador.Sai quase um plantel inteiro (pedro Moreira, Caio Ricardo Barreiros…) e na minha opinião lamentavelmente o nosso REI Ventura sai também.
As contratações dão esperança: um treinador competente (Cabestany) e contratações como Gonçalo Alves ou o regresso de Reinaldo Garcia são excelentes apostas para um novo ciclo de sucesso.
Quanto aos adversarios, o Recreativo de Carnide mantem plantel (saem Lopez e Tuco) e ainda o reforça com duas contratações brutais como Marc Torra e JordiAdroher. Não esquecer que mantem Nicolia no plantel ainda a rir-se do golo marcado à selecção no ultimo Mundial. Oliveirense alem do To Neves foi buscar Ricardo Barreiros, Caio, Pedro Moreira e ainda Carlos Lopez e será um adversario fortissimo.
Não há como negar aqui o favoritismo do 5LB e precisaremos de uma grande época para o contrariar, Veremos se a equipa liderada pelo veterano Edo e pelo sangue novo do Helder Nunes o conseguirá fazer
Não esquecer que disputaremos e com legitimas ambições, a Liga dos Campeões que há muito nos foge.

Basquete: Grande revolução para um muito ansiado regresso do Basquete de primeira depois de tres anos de sucesso do Dragon Force. POrto reconstroi o plantel e mantem Moncho, alias como tinha de ser para um ataque ao titulo. Várias entradas (3 americanos,1 comunitario e ainda 2 portugueses, Silva e Hartmann). Não posso comentar a qualidade das contratações (não conheço nenhum dos americanos) mas confio plenamente na avaliação que certamente o Moncho Lopez fez. A sul, um investimento completamente milionario incluindo um ex-finalista da NBA e segundo melhor marcador em França, no que parece ser uma medida acertada dado que tem de disfarçar a incompetencia tecnica e moral do treinador. Apesar desta reconstrução creio que será um ano de transição para o Porto, pelo que atribuo 90% de favoritismo ao Carnide e 10% ao Porto (essencialmente porque Lisboa é um treinador miseravel). Não me parece que nenhima outra equipa tenha hipotese.
Disputaremos também as competições europeias o que certamente será um factor adicional de motivação para todos.

Tudo dito, agora... vamos ao Caixa! Muito portistas me dizem que nunca lá foram o que me parece um bocado incrivel. Não só é um espaço quase perfeito, como as equipas que jogam lá são nossas tanto quanto o futebol, dentro do que é um ambiente muitas vezes absolutamente fantastico. Mais, é um sitio ideal para levar crianças. A aproximação ao jogo e proximidade dos jogadores bem como o excelente habito de no final todos cumprimentarem o publico leva a que os mais novos tenham lá uma experiencia muito melhor da que tem no Estadio. Alem disso é barato os bilhetes costumam ser 2€ para socios…

Não há desculpa para não ir. Dia 12 primeiro jogo-treino da equipa de Basquete contra o Oviedo.

PS - O Reflexão Portista agradece ao José Pedro a elaboração deste artigo.