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sábado, 10 de junho de 2017

Oremos pelos “padres” pecadores

Francisco J. Marques a ler os e-mails no 'Universo Porto da Bancada'

Na última terça-feira à noite, no programa ‘Universo Porto da Bancada’, o diretor de comunicação do FC Porto, Francisco J. Marques, denunciou um esquema de poder, um esquema de tráfico de influências, um esquema de corrupção moral na arbitragem portuguesa (dificilmente se consegue provar a corrupção material). E, para suportar as suas afirmações, apresentou (leu) um conjunto de e-mails trocados entre um ex-árbitro da AF Braga (Adão Mendes) e um funcionário de peso do SLB, o mediático diretor de conteúdos da Benfica TV (Pedro Guerra).

As reações a esta denúncia não se fizeram esperar.

Os jornais, quer os desportivos, quer os generalistas, mais ou menos contrariados, com maior ou menor destaque, fizeram eco desta “bomba”. Primeiro nas suas edições online

[Record], [O JOGO], [JN], [DN], [PUBLICO], [A BOLA], [AS, Espanha], com as palavras "corrupção", "árbitros" e/ou "Benfica" nos títulos…

… e depois nas versões em papel.

Os e-mails comprometedores nas capas de vários jornais


As três televisões do regime – RTP, SIC e TVI – também não puderam ignorar esta denúncia bombástica, com o assunto a ser notícia em telejornais e a ser objeto de comentário/debate noutros programas.

Na sequência do impacto mediático, vieram as reações das instituições:
da associação de classe dos árbitros (APAF);
e da Federação Portuguesa de Futebol (Conselho de Disciplina da FPF).

Perante a avalanche mediática e as reações em cadeia que se verificaram, qual foi a resposta do SLB?
A nação benfiquista ficou em choque, sem saber muito bem o que dizer (a cartilha da semana não previa este assunto…), ao ponto do “primeiro-ministro” (Luís Filipe Vieira) ter adiado uma entrevista à RTP 1, a qual estava agendada (e chegou a ser anunciada) para a passada quarta-feira (dia 7 de junho).

E que disseram os dois interlocutores dos e-mails?
Adão Mendes, o “árbitro vermelho”, remeteu-se ao silêncio.
Quanto a Pedro Guerra, cuja cabeça começa a ser pedida por alguns benfiquistas desesperados, a comunicação social anunciou que irá reagir domingo à noite, na TVI24, numa edição especial do programa ‘Prolongamento’.
Cinco dias para reagir?
É normal. Depois do choque, é preciso tempo para o grupo de crise do SLB reler todos os e-mails que foram trocados (é bem provável que o FC Porto tenha em seu poder mais e-mails do que aqueles que já mostrou) e preparar a cartilha oficial a debitar…

Chegados a este ponto, pode dizer-se que todos os objetivos imediatos (de curto prazo), resultantes da denúncia feita no último ‘Universo Porto da Bancada’, foram alcançados. Eu diria mesmo que foram ultrapassados, tal foi o impacto mediático e a desorientação evidente que provocou nos “milhafres” de carnide, que mais parecem galinhas tontas.

Agora, para além de manter o assunto na ordem do dia, os responsáveis do FC Porto precisam de preparar as próximas etapas, de modo a pressionar e obrigar as diversas instituições a (re)agir.

Evidentemente, o inquérito aberto pelo Ministério Público terá como destino o arquivamento (ninguém está à espera de outra coisa, quando o alvo é o clube do regime).

E o processo aberto pelo Conselho de Disciplina da FPF também resultará em nada (no dia em que o SLB for punido, a sério, na justiça desportiva, o futebol português acaba).

Por isso, as “munições” de que o FC Porto dispõe têm de ser bem gastas tendo, como alvo principal, o “polvo” da arbitragem – árbitros no ativo, responsáveis pela nomeação dos árbitros, observadores, responsáveis pela classificação dos árbitros.
Este “polvo”, que foi criado pelo SLB com “muito trabalho”, tem de ser desmantelado.

Para começo de conversa, sugiro que, ao longo dos próximos ‘Universo Porto da Bancada’, vá sendo apresentada uma seleção de jogos das últimas quatro épocas (2013/14, 2014/15, 2015/16 e 2016/17), que tenham sido adulterados por decisões dos oito “padres” – Jorge Ferreira, Nuno Almeida, Manuel Mota, Vasco Santos, Rui Silva, Hugo Pacheco, Bruno Esteves e Paulo Baptista.

Em cima: Manuel Mota, Bruno Esteves, Nuno Almeida, Hugo Pacheco
Em baixo: Vasco Santos, Jorge Ferreira, Rui Silva, Paulo Baptista
(foto: maisfcporto.com)

Não havendo provas concretas de corrupção material (que são sempre muito difíceis de obter, a não ser que os próprios confessem), de modo a suportar o seu afastamento da arbitragem, parece-me que a melhor estratégia é cozinhar estes “padrecos” em lume brando.

Ora, como todos estamos recordados, não faltam decisões arbitrais, que permitem estabelecer um nexo de causalidade entre o que é referido nos e-mails e a atuação dos oito “padres” em inúmeros jogos.

Alguns exemplos que, ao longo das últimas quatro épocas, foram referidos neste blogue:











Meus senhores, ajoelharam?
Pois agora vão ter de rezar…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
Artigos relacionados:
Os homens de vermelho
Maicon, Slimani e a falta de coragem
Há penalties e penalties (e também expulsões)
In dubio pro... benfica
Há uma linha que separa...
Na Amoreira, a história repetiu-se
Ele (Bruno Paixão) continua por aí...
Podiam ganhar de forma limpa?
A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Há penalties e penalties (e também expulsões)

A propósito dos eventuais lances de penalty no SC Braga x SL Benfica (repararam que todos esses lances, de polémica nas áreas, fazem parte dos resumos do jogo?), e de mais uma expulsão de um jogador da equipa adversária do SLB (ontem foi a vez do bracarense Danilo Silva), vale a pena recordar os branqueados e praticamente ignorados lances de possível penalty (não assinalados) e expulsões (não efetuadas), nas últimas três deslocações do FC Porto (para o campeonato).


17-09-2014: Vitória Guimarães x FC Porto (4ª Jornada)

31’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Defendi puxou o braço a Brahimi e desequilibra-o.

31’: Cartão vermelho por mostrar a Defendi, por ter cometido falta numa jogada em que não havia mais qualquer jogador entre Brahimi e a baliza vimaranense.

63’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Traoré obstruiu e impediu Quintero de prosseguir.



26-09-2014: Sporting x FC Porto (6ª Jornada)

11’: Cartão vermelho por mostrar a Slimani, por ter apertado o pescoço a Martins Indi.

89’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Após um toque de calcanhar de Jackson, Maurício corta a bola com o braço direito.

Maurício corta a bola com o braço

89’: 2º cartão amarelo e consequente cartão vermelho por mostrar a Maurício (o 1º cartão amarelo viu-o aos 23’, após atingir o pé de apoio de Brahimi).



25-10-2014: Arouca x FC Porto (8ª Jornada)

3’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Nuno Coelho atingiu Jackson no seu pé de apoio, rasteirando-o.


55’: Penalty por assinalar a favor do FC Porto. Tinoco empurrou Brahimi de forma ostensiva, derrubando-o.


83’: Cartão vermelho por mostrar a Iván Balliu, que, por trás, varreu autenticamente Brahimi, num lance em que poderia ter provocado uma lesão grave ao internacional argelino.



Resumo arbitral das três últimas deslocações do FC Porto (4ª, 6ª e 8ª jornadas do campeonato):
- 5 penalties por assinalar a favor do FC Porto;
- 4 cartões vermelhos para jogadores adversários, que ficaram nos bolsos dos árbitros.

É a designada “verdade desportiva” à moda dos jornalistas e comentadores da praça, não por acaso, quase todos adeptos dos clubes de Lisboa…

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Em memória de Pedroto

Há 37 anos atrás, em 1977/78, uma dupla carismática, constituída pelo chefe do Departamento de Futebol e pelo treinador do Futebol Clube do Porto, tiveram de lutar muito fora do campo para que, dentro das quatro linhas, fosse possível a uma grande equipa azul-e-branca interromper um longo jejum de 19 anos.

FC Porto campeão? Depende dos árbitros”, afirmou José Maria Pedroto de forma desassombrada, e Pinto da Costa (na altura chefe do Departamento de Futebol) acrescentava: “O critério de nomeação dos árbitros, se não é uma palhaçada, o que é que é?

Estávamos no pós 25 de Abril e, no final da década de 70, Pedroto proferiu um conjunto de frases históricas contra o “polvo” que dominava o futebol português, denunciando o sistema herdado do antigamente, frases essas que haveriam de perdurar por muitos anos:

É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes em Lisboa

Um campeonato ganho pelo FC Porto vale por dois ou mais dos clubes de Lisboa

Verifica-se um estado de espírito geral de apoio incondicional ao Benfica

Temos de lutar contra os roubos de igreja!

Era assim, sem papas na língua, que o grande Zé do Boné colocava os nomes aos “bois”. Sem falinhas mansas, sem se preocupar com o politicamente correcto, na defesa do Norte e do seu muito amado Futebol Clube do Porto.

Se, quase 40 anos depois, a maior parte das frases de Pedroto continuam a ser perfeitamente actuais, há uma que está mais actual do que nunca:

Quanto a árbitros, em casa serve qualquer um. Fora convém que seja um bom árbitro


Vejamos o que se está a passar neste campeonato, com as deslocações do SLB e do FC Porto…

24-08-2014, 2ª jornada, deslocação do SLB ao Estádio do Bessa (Porto)
Aos 83’, numa altura em que os encarnados de Lisboa ganhavam apenas por 1-0, o boavisteiro Brito marcou um golo perfeitamente legal, mas que prontamente foi anulado por um dos árbitros assistentes do senhor Marco Ferreira.

12-09-2014, 4ª jornada, deslocação do SLB ao Estádio do Bonfim (Setúbal)
Aos 19’, numa altura em que os encarnados de Lisboa ganhavam apenas por 1-0, o jogador sadino Giovani marcou um golo perfeitamente legal, mas que prontamente foi anulado por um dos árbitros assistentes do senhor João Capela.

14-09-2014, 4ª jornada, deslocação do FC Porto ao Estádio D. Afonso Henriques (Guimarães)
Os “roubos”…, perdão, os erros do trio de arbitragem liderado pelo senhor Paulo Baptista, que prejudicaram, de forma clamorosa, o FC Porto, são claros e estão perfeitamente documentados.

Vitória Guimarães x FC Porto, Tribunal O JOGO

Perante todos estes casos, perante este reiterado “estado de espírito geral de apoio incondicional ao Benfica”, o que disseram os responsáveis do FC Porto?
Nada!

Vejo com muita preocupação este silêncio de Pinto da Costa, de Antero Henrique e da estrutura do FC Porto.
O que ganhamos em ser bem comportados e compreensivos com os sucessivos “erros” das arbitragens?

Há quem tenha memória curta, mas eu lembro-me bem de quatro deslocações na época passada – Estoril, Benfica, Sporting, Nacional – em que, com a influência de “roubos”…, perdão, erros de arbitragem, foram subtraídos ao FC Porto 9 a 11 pontos!

E chamo à atenção que a próxima deslocação do FC Porto para o campeonato é já daqui a 11 dias, ao estádio de… Alvalade.

domingo, 14 de setembro de 2014

Os homens de vermelho


Há 40 anos atrás, o grande José Maria Pedroto, que nunca teve medo nem papas na língua, denunciava, e muitíssimo bem, os roubos de igreja de que o FC Porto era alvo.

Hoje, no final de uma autêntica roubalheira em Guimarães..., perdão, de um "jogo muito bem disputado" em Guimarães, os jogadores do FC Porto foram, amistosamente, cumprimentar os senhores de vermelho e, quer na flash interview, quer na conferência de imprensa que se seguiu, o treinador do FC Porto, muito compreensivo, disse que os árbitros se equivocaram, mas que ele também se equivoca todos os dias.

Eu não sei o que a estrutura do FC Porto disse ao senhor Lopetegui, mas se vamos fazer o papel de bons rapazes, se vamos levar e dar a outra face, digo já que podem esquecer o campeonato porque, assim, não vamos lá.

E não vamos fazer de conta (eu, pelo menos, não vou). Esta tarde, em Guimarães não houve "apenas" um golo mal anulado ao FC Porto, como já ouvi para aí dizer.

Comecemos pela 1ª parte. Ao minuto 31, houve uma falta clara sobre Brahimi, que deveria ter dado origem a um penalty a favor dos dragões e, em simultâneo, o Vitoria de Guimarães deveria ter passado a jogar com menos um jogador (Defendi deveria ter sido expulso).

No insuspeito website do Record, no acompanhamento do jogo ao minuto, escreveram o seguinte:
«31': Yacine Brahimi (FC Porto) apareceu sozinho, na cara de Douglas, e atirou-lhe a bola para os braços. Defendi puxou o extremo portista que se se deixasse cair dentro da área, seria certamente grande penalidade...»

Convém lembrar que neste tipo de lances, nos lances para grande penalidade, não se aplica a lei da vantagem.

Ainda na 1ª parte, após a paragem originada por distúrbios provocados pelos adeptos vitorianos nas bancadas, Cafu desvia a bola com o braço dentro da área vimaranense.
Penalty a favor do FC Porto? Não, o senhor Paulo Baptista (a camisola vermelha que vestiu hoje fica-lhe tão bem...) mandou seguir.

Finalmente, na terceira situação para penalty a favor do FC Porto, o senhor Paulo Baptista achou que já era demais e lá teve de apontar para a marca dos 11 metros (era muito complicado deixar passar um lance em que Brahimi é agarrado durante uns 5 ou 6 metros...). Contudo, 8 minutos depois, quiçá para "equilibrar as contas", o senhor Baptista assinalou um penalty contra o FC Porto, por uma pretensa falta de Jackson Martinez.

Já vi este lance varias vezes e não consigo descortinar qualquer falta.
Talvez por isso, no Maisfutebol, na crónica do jogo, acerca deste lance escreveram o seguinte:
«Pénalti, gritou-se no estádio. Paulo Batista hesitou, mas apontou para o marca de grande penalidade, vendo, talvez, um toque no calcanhar do médio vitoriano. Bernard empatou.»

Pois, talvez tenha sido mais um lapso, mais um equivoco do benfiquista..., perdão, do senhor árbitro de Portalegre no jogo de hoje, sempre, sempre, sempre em prejuízo do FC Porto.

Para fechar em beleza a sua actuação, três minutos depois do penalty inventado... perdão, assinalado contra o FC Porto, os senhores de vermelho decidiram anular um golo limpo a Brahimi.

Já não via uma arbitragem destas, num jogo do FC Porto, desde um célebre Gil Vicente x FC Porto, arbitrado pelo nosso conhecido Bruno Paixão.

Por isso, por tudo isto, recuso-me a dizer uma única palavra sobre as escolhas de Lopetegui ou a actuação dos jogadores portistas no jogo de hoje.

Hoje, o FC Porto perdeu dois pontos em Guimarães, mas não os perdeu de forma natural. O FC Porto foi espoliado de dois pontos em Guimarães, porque o trio vestido de vermelho assim quis. Ponto final.


P.S.1 O árbitro auxiliar que anulou o golo a Brahimi (como se chama este senhor?), não se limitou a "errar" nesse lance. Ele foi "coerente" e, durante a 2ª parte, quando os dragões ameaçavam marcar a qualquer instante, este senhor, qual libero do Vitória, levantou (erradamente) a bandeirola três vezes, interrompendo esses lances de ataque do FC Porto.

P.S.2 É muito mais penalty um lance de Traoré sobre Quintero (obstrução com contacto), que Paulo Baptista não assinalou, do que o penalty que foi assinalado contra o FC Porto e que resultou no empate final.

P.S.3 Numa 2ª parte que teve 6 substituições (a última já em tempo de descontos), um sururu provocado por um encosto de cabeça entre Tomané e Maicon, 9 cartões amarelos (e as consequentes paragens) e duas "lesões" do guarda-redes vimaranense, o vermelhusco... perdão, o árbitro Paulo Baptista deu 3 minutos de desconto...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Depois da tempestade .....


Foi  uma boa vitória num jogo com duas partes distintas. No primeiro tempo o SCB apareceu muito bem posicionado com uma defesa subida, com os jogadores muito próximos e um meio campo que cobriram de vermelho. Salvo os 10 minutos finais, vivemos muito espartilhados e sem iniciativa; a falta de confiança da equipa e um Lucho claramente incapacitado não ajudaram. Houve insuficiências da nossa parte: não conseguimos jogar para as costas do SCB, ganhar as segundas bolas e perdemos muitos passes, por mérito do processo do adversário e muita tremedeira nossa. Apesar de tudo, o SCB não ameaçou e o FCP esteve mais perto do golo, em duas jogadas de bom envolvimento. Apesar disso, o FCP foi claramente dominado pelo catenaccio na zona central,  montado pelo SCB e que os seus jogadores interpretaram e executaram muito bem,  com um bloqueio que perturbou as nossas saídas para o ataque . Há que saber reconhecer o mérito do adversário e trabalhar para que a equipa reaja mais rapidamente e não permita tanta iniciativa ao adversário. Compreendo as hesitações e os medos, porque o momento não é fácil. Só há um remédio: trabalhar para melhorar.

No segundo tempo, a entrada de Carlos Eduardo que esteve em muito bom nível, e os excelentes desempenhos de Defour,  Herrera, Varela e Martinez desfizeram o nó : conseguimos vencer e tivemos excelentes momentos. O FCP exibiu-se em bom nível  e com alta intensidade. Ainda se notou alguma confusão no processo defensivo, mas a equipa vinha de um mau período. Esta vitória é muito importante se os demónios que ainda habitam aquelas cabecinhas forem exorcizados. PF ganhou tempo: espero que o aproveite bem e que os jogadores o acompanhem na recuperação. Porque nada está perdido e o desespero é o pior conselheiro. Acho que os portistas estão um pouco mais aliviados e que o fim de semana lhes vai saber melhor.

Não gostei nem um bocadinho da arbitragem que não serviu o futebol. Ao mínimo contacto dos  nossos jogadores o apito funcionava sem hesitações; esse critério empurrou-nos para trás e ajudou que o SCB se mantivesse confortavelmente instalado no meio campo; no segundo tempo conseguiu com o mesmo critério uma sucessão de faltas que constituíram sempre o meio mais rápido dos bracarenses chegarem à nossa área, porque dificilmente chegavam de outra forma. Os dois amarelos que nos foram mostrados foram excessivos. Em suma: uma arbitragem habilidosa.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Desta vez as ajudas foram insuficientes

Não é costume, mas ontem (hoje de madrugada) fui ver a gravação do programa ‘Prolongamento’ (TVI24), para analisar os casos de arbitragem do slb x Estoril e ouvir o que os adeptos/comentadores presentes disseram dos mesmos.

Logo de início, num ataque do Estoril e já perto da área encarnada, Matic abalroa um jogador canarinho. Falta evidentíssima. O árbitro, o senhor Paulo Baptista (AF Portalegre), mandou seguir.

Ao minuto 24, lance para penalty contra o slb. É evidente o pisão do guarda-redes do slb no pé direito (pé de apoio) do avançado do Estoril (Luís Leal). Deveria ter sido assinalado penalty contra o slb e mostrado um cartão amarelo ao guarda-redes Artur. O árbitro mandou seguir.

(slb x Estoril, penalty não assinalado de Artur sobre Luís Leal)

Depois, no final da primeira parte, fora-de-jogo mal assinalado ao ataque do Estoril. Luís Leal, completamente isolado e após contornar o guarda-redes Artur, preparava-se para fuzilar a baliza deserta, quando o trio de arbitragem interrompeu a jogada. As regras dizem que nos lances de fora-de-jogo, em caso de dúvida, o árbitro deve deixar seguir e não deve interromper a jogada. Neste caso, o trio de arbitragem fez exatamente o contrário, beneficiando o slb numa jogada de golo iminente.

Independentemente da cor clubística, saliento o facto de todos os comentadores do programa ‘Prolongamento’ – Manuel Serrão (FC Porto), Fernando Seara (slb), Abrantes Mendes (sporting) – terem sido unânimes na análise destes lances ocorridos na 1ª parte do slb x Estoril. Ou seja, três lances mal ajuizados pelo trio de arbitragem e todos eles em beneficio do slb.

Na 2ª parte há mais dois lances polémicos.

No golo do Estoril, há quem diga que o avançado Licá está em fora-de-jogo posicional e, apesar de não ter tocado na bola, interferir na jogada. Nas imagens que vi, não me pareceu que o jogador estorilista estivesse adiantado, mas admito a dúvida e, em caso de dúvida, o arbitro assistente que acompanhou o ataque do Estoril na 2ª parte fez aquilo que a FIFA recomenda, não interromper a jogada (os três ex-árbitros que compõem o ‘Tribunal de O JOGO’ são da mesma opinião).

(slb x Estoril, 'Tribunal de O JOGO')

Já perto do final, com o resultado em 1-1, há uma bola que o guarda-redes do slb recolhe entrando com a bola segura nas mãos dentro da sua baliza. A TVI24 repetiu este lance umas dez vezes e, numa das imagens paradas, fiquei com a ideia que a bola tinha transposto totalmente a linha de baliza. Contudo, não há imagens que mostrem, de forma inequívoca, que a bola transpôs totalmente a linha de baliza e, portanto, neste caso é justo dar o beneficio da dúvida ao trio de arbitragem.

(slb x Estoril, a bola entrou?)

Beneficio da dúvida que, recordo, na época 2004/05 não foi dado ao trio de arbitragem do slb x FC Porto, num celebre remate de Petit que Vítor Baía defendeu em cima da linha de golo.

Quanto ao 2º cartão amarelo mostrado a Carlos Martins, aos 78 minutos, por mais que o árbitro não quisesse, era inevitável. É um amarelo avermelhado e, perante aquela entrada em tackle e por trás às pernas do jogador do Estoril (Carlitos), a única dúvida é se não deveria ter sido um cartão vermelho direto.

Em resumo, mais uma vez a equipa encarnada foi beneficiada no “inferno da Luz” mas, desta vez, as ajudas foram insuficientes para garantir os 3 pontos.

domingo, 4 de março de 2012

Descubra as diferenças - II

Época 2008-2009 era Jorge Jesus o treinador do Braga:



e foi após este jogo que pronunciou a célebre frase 'só se for na PlayStation'.

O que se mostra com estes exemplos - este e o que o José Correia já aqui apresentou - é que estas situações acontecem, uns dias favorecem uns, noutros dias favorecem outros. É certo que não deviam acontecer, como não deviam acontecer os falhanços como o do Janko, as cabeçadas amorfas do Aimar, os passes do Cardozo para o Helton, ... Mas esses já sabemos que não o fazem de propósito.

O que se dispensam são as virgens ofendidas (e nisto nós também temos muitas quando nos dá jeito).

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Um filme já visto

«22:13 - Final do jogo em Alvalade! Sporting e Nacional empatam 2-2.

90+6' - Golo do Sporting! Marca Schaars de livre direto!

90' - Vão jogar-se mais 5 minutos!

74' - Golo do Sporting! Marca Elias!

66' - Cartão vermelho para Márcio Madeira (Nacional)! O jogador insular faz falta sobre Diego Capel, vê o segundo cartão amarelo e recebe ordem de expulsão.

57' - Cartão amarelo para Vladan (Nacional), por perder tempo na reposição da bola.

55' - Cartão amarelo para Márcio Madeira (Nacional), por mão na bola.

53' - Cartão amarelo para Skolnik (Nacional), por falta sobre Schaars.

21:04 - Intervalo em Alvalade! O Sporting vai para o descanso a perder por 2-0 em casa com o Nacional.»
Retirado de www.rtp.pt


Amarelos em catadupa, expulsões de jogadores adversários e o SCP a dar a volta ao resultado APÓS ficar em superioridade numérica.
Onde é que eu já vi este filme?

Não há dúvida que esta época se está a trabalhar muito bem em Alvalade. E os árbitros voltaram a respeitar o SCP...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Baptista & Baptista


41': Maxi Pereira derruba Camora na área do Benfica. Havia lugar a grande penalidade?

«O Painel de jurados de O JOGO considera, por maioria, que o árbitro Lucílio Batista "pecou" ao não assinalar falta de Maxi Pereira sobre Camora já perto do intervalo
in O JOGO, 10/11/2009

Nota: Escusado será dizer quem foi o ex-árbitro do painel de O JOGO que considerou que Maxi Pereira carregou o jogador da Naval de forma legal...

Na Luz, com o resultado em 0-0, ficou um penalty por marcar a favor da Naval. Contudo, a bem da "verdade desportiva", este lance, bem como, o do livre inventado que esteve na origem do golo encarnado, não fazem parte das crónicas dos jornais nem dos resumos televisivos do jogo. Acho bem, convém evitar polémicas desnecessárias que manchem as vitórias do clube do regime.

No Marítimo x FC Porto, outro Baptista também defendeu o espectáculo, evitando que os madeirenses tivessem ficado a jogar com menos um a 35 minutos do fim. E desta vez nem sequer há a desculpa de que o árbitro não viu a agressão de Roberto Sousa a Rodriguez. Viu perfeitamente, mas Paulo Baptista decidiu transformar em amarelo esbatido um cartão que deveria ser da cor do sangue que escorria pela face do internacional uruguaio.

Dois erros de arbitragem de que ninguém fala (nem o Labaredas), com provável influência nos resultados finais destes dois jogos. Mas enfim, olhando para quem foi beneficiado e prejudicado, está tudo bem.

P.S. Segundo consta, ontem não houve berros, ameaças ou agressões no túnel da Luz. Que bom!...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ao colo dos árbitros e do Sistema

4 de Janeiro de 2009

O SLB é derrotado pelo último classificado (0-2), sem apelo nem agravo.

No final, centenas de adeptos encarnados insultam os jogadores e o treinador à medida que estes iam entrando no autocarro (protegidos pela GNR e seguranças privados).

"Vocês são uma vergonha!", entoava-se à porta do estádio do Trofense.

Impotente, perante a confrangedora exibição do SLB, Rui Costa perguntava a um dos adeptos mais exaltado:
"O que é que queres que eu faça?!"

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5 de Janeiro de 2009

No day after à derrota na Trofa e consequente perda da liderança do campeonato para o FC Porto, o SLB está em convulsão. A generalidade da comunicação social (afecta aos encarnados) e vários conhecidos benfiquistas não poupam jogadores, treinador e dirigentes.

O director de comunicação do SLB, João Gabriel, reage a meio da tarde em nota enviada à Agência Lusa:
"São sempre os mesmos que aparecem nos momentos mais delicados. Aparecem por puro oportunismo, como se vivessem em função dos maus momentos da equipa. Parece até que os desejam."

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6 de Janeiro de 2009


Em conferência de imprensa, Quique Flores reconhece que a derrota na Trofa "foi o pior momento da época".

Sobre a ida de Luis Filipe Vieira e de Rui Costa ao balneário, afirma:
"A visita de um presidente ou director desportivo é lógica sempre que uma equipa está num momento difícil".

Perante o cenário do seu eventual despedimento, Quique Flores deixa um aviso:
"Já vivi as duas situações [ficar até ao fim da época ou ser despedido a meio] e sempre que terminei a época a minha equipa cumpriu os objectivos. No Valencia, após a minha saída, o clube entrou em processo de autodestruição e quase desceu de divisão."

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7 de Janeiro de 2009

Guimarães-Benfica, Taça da Liga
Árbitro nomeado: Olegário Benquerença

21': Os jogadores vimaranenses reclamam penálti numa mão de Maxi Pereira. É indesmentível que a bola toca na mão do defesa uruguaio do SLB, mas o árbitro considera o lance involuntário e sem influência na jogada.

60': Maxi Pereira derruba Marquinho pelas costas dentro da grande área. Penalty evidente, mas o árbitro não assinala.

No final do jogo, Cajuda (um benfiquista assumido) afirma:
"Jogámos bem, fomos melhores que o Benfica".
Sobre a grande penalidade cometida por Maxi Pereira: "há uma grande penalidade a nosso favor que não foi assinalada. Podia ter sido o 1-1..."

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11 de Janeiro de 2009

Benfica-Braga, 14ª jornada da Liga Sagres
Árbitro nomeado: Paulo Baptista

Uma das piores arbitragens de sempre do futebol português, contribuindo para inverter totalmente o resultado do jogo.
Na opinião do treinador do Braga, foi a maior vergonha dos últimos 20 anos.

Opinião de Quique Flores no final do jogo:
"Tivemos uma fase negativa e estamos a recuperar a confiança"

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FC Porto-Trofense, 14ª jornada da Liga Sagres
Árbitro nomeado: Luís Reforço

Logo nos primeiros minutos do jogo, um golo mal anulado ao FC Porto por, supostamente, Rodriguez ter tentado jogar a bola com a mão!...
Não chegou a tocar na bola com a mão, mas como tentou... É uma nova regra, de aplicação exclusiva aos jogadores portistas... Ah grande Reforço!

87’: O central do Trofense, Valdomiro, comete um penalty escandaloso sobre Lisandro. O árbitro, perfeitamente enquadrado, mandou jogar.

«Valdomiro, de forma temerária, procurou disputar a bola a Lisandro sem o conseguir. Ao invés, pisou-lhe o pé esquerdo, derrubando-o. Grande penalidade que ficou por assinalar. Um erro que provavelmente ficou a dever-se à vontade do árbitro em querer demonstrar imunidade à grandeza do Dragão, o que é manifestamente errado
Jorge Coroado (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«É uma clara grande penalidade que o árbitro de Setúbal não assinalou. O árbitro entendeu que não houve falta, mas a verdade é que Lisandro foi mesmo rasteirado no pé de apoio. Um erro grave do árbitro estreante em jogos a envolver os chamados grandes
Rosa Santos (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«Valdomiro tentou jogar a bola, mas não o conseguiu. Como tal, rasteirou o jogador do FC Porto, cometendo assim falta passível para grande penalidade. Erro grave do árbitro ao não sancionar a respectiva falta
António Rola (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

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16 de Janeiro de 2009

Braga entrega participação na Procuradoria Geral da República.

Comunicado da SAD do SC Braga:

«O Sporting Clube de Braga, SAD, entregou na sexta-feira, dia 16 de Janeiro, uma participação na Procuradoria Geral da República no sentido desta averiguar os acontecimentos verificados antes e no decurso da partida entre o Sport Lisboa e Benfica, SAD, e Sporting Clube de Braga, SAD, disputada no dia 11 de Janeiro, no Estádio da Luz, a contar para 14ª jornada do Campeonato Nacional.

O Sporting Clube de Braga pretende que o Ministério Público investigue todos os acontecimentos ocorridos antes e durante o encontro, que foram amplamente difundidos por toda a comunicação social nacional, nomeadamente as suspeições geradas em torno da actuação e nomeação da equipa de arbitragem, de forma a apurar-se toda a verdade e punir eventuais responsáveis.»

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17 de Janeiro de 2009

Benfica - Belenenses, Taça da Liga
Árbitro nomeado: Bruno Paixão

«Mais um jogo, mais uma arbitragem desastrada com influência no resultado. Bruno Paixão não quis destoar e aos 90'+2' anulou (mal) um golo ao Belenenses por alegada falta de Carciano sobre Moretto
in O JOGO, 18/01/2009


«Moretto não é o Eduardo Mãos de Tesoura, mas na verdade beneficiou da comiseração do árbitro. Não houve qualquer infracção, pois foi o guarda-redes quem abordou mal o lance. Largou a bola e permitiu que os visitantes fizessem golo indevidamente não validado
Jorge Coroado (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«É falta, mas falta de jeito do guarda-redes do Benfica. Não vejo qualquer interferência do jogador do Belenenses em impedir o guarda-redes de jogar a bola e como tal o árbitro precipitou-se ao marcar falta
Rosa Santos (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)

«Foi mal anulado o golo ao Belenenses, pois Moretto não sofre qualquer infracção. Na sua falha o guarda-redes encarnado teve a protecção do árbitro ao considerar que tinha sofrido falta
António Rola (ex-árbitro, Tribunal de O JOGO)


Quique Flores no final do jogo: "a equipa está, sem dúvida, mais confiante".

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18 de Janeiro de 2009

Comunicado da SAD do Belenenses:

«A propósito do jogo Benfica-Belenenses, referente à Taça da Liga (Carlsberg Cup), e nomeadamente em relação à arbitragem do sr. Bruno Paixão, vem a SAD de Os Belenenses informar:

1) Será que vale a pena solicitar reuniões com as entidades responsáveis e competentes do futebol e em particular da arbitragem?

2) Por que razão o Belenenses, nesta época desportiva, como é público e notório, tem sido sucessivamente prejudicado, face a erros que, inclusive, acarretam danos patrimoniais para esta SAD?

3) Por que razão a Carlsberg Cup - prova a que a Liga pretende dar credibilidade, visibilidade e na qual aposta forte em termos de implantação no calendário nacional futebolístico - não tem observadores dos árbitros presentes nos seus jogos?»

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De 4 a 17 de Janeiro, duas semanas negras do futebol português em que os factos falam por si.
Aliás, comentando os factos e citações anteriores, eu diria que um Benfica super “Reforçado” com craques da bitola do Olegário, Paulo Baptista e Bruno Paixão, foi suficiente para ultrapassar um momento mau, difícil e delicado (nas palavras dos próprios).

Após sentir que o seu lugar estava por um fio, Quique Flores volta a estar de pedra e cal, ao ponto de no final do último desta série de jogos não ter dúvidas em afirmar que “a equipa está, sem dúvida, mais confiante”. Pudera!

Quem também tem estado ao seu melhor nível é Vítor Pereira. Depois das “belíssimas” arbitragens do Guimarães-SLB e do SLB-Braga, nomear o Bruno Paixão para um jogo do SLB é de mestre!...

Ontem, Vítor Pereira falou pela primeira vez dos sucessivos casos de arbitragem que vêm ensombrando o futebol português nas últimas semanas:
«Sabemos que apenas uma equipa vai garantir presença na Liga dos Campeões e isso vai provocar muito nervosismo, ansiedade e provavelmente muitas questões que vão pôr em questão tudo e todos».

Fantástica explicação! Os responsáveis do Braga e do Belenenses devem estar satisfeitíssimos...

E pronto, ao colo dos árbitros e com o beneplácito do Sistema, assim se escreveram mais umas “belas” páginas da história do “glorioso”...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.
Fotos: Record