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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Devagar, devagarinho e grandes penalidades

Bastante gente, tempo quente, algum entusiasmo que o decorrer do jogo não confirmou. Ouvi o nosso Presidente na rádio a dizer (simpaticamente) que tinha sido um jogo interessante e que os rapazes do FCP se comportaram como verdadeiros campeões.

O jogo foi uma sensaboria pegada. Na primeira parte ocorreram algumas jogadas de perigo: destaco uma perdida de Rabiola de cabeça na cara do guarda redes e uma excelente defesa do Ventura a um pontapé traiçoeiro, uma espécie de chapéu de aba muito larga a que o nosso guarda redes se opôs muito bem. A segunda parte foi pior, as substituições não trouxeram nada de novo e ambas as equipas preferiram esperar pelas grandes penalidades.

Jogo sempre de intensidade muito baixa, a bola quase sempre longe das duas grandes áreas, muitos passes transviados e muita perda de bola. O adversário não conseguiu tirar partido do seu maior poder atlético e pouco fez para ganhar o jogo. Diria que o FCP foi menos maus, e acabou por vencer justamente. Ventura, Rabiola e os nossos centrais mereceram.

Só vi a equipa de juniores nos jogos da Liga Intercalar. Uma apreciação justa deveria ser feita em jogos do mesmo escalão. Apesar de não ter tido essa oportunidade, acho esta equipa do FCP não especialmente prometedora: não vejo jogadores rápidos, especialmente criativos ou possantes e não devo enganar-me muito se disser que o trio atacante não será muito forte porque Rabiola nunca foi bem acompanhado nos jogos a que assisti.

Tive oportunidade de ver na Eurosport o campeonato europeu sub-17 e vi equipas muito adultas, com excelente porte atlético e bons de bola, nomeadamente a Alemanha, a Holanda e a Turquia. Perdemos pedalada, atrasámo-nos e contam-se pelos dedos da mão os jogadores que passam para os escalões seniores nos grandes clubes. No FCP, se a memória não me falha, foram Bruno Alves e Postiga os últimos a entrar.

No campeonato nacional começámos bem, mas perdemos com o SLB e segundo me disseram levámos um baile de bola. Dou de barato os campeonatos, se houver recrutamento ao escalão sénior condizente com o investimento. Se não houver, teremos que rever porque se falha tanto na detecção de talentos.

Ganhámos a Liga Intercalar, um torneio oficial e ganhar é sempre bom. Pode ser que anime a rapaziada e os catapulte para o resto do campeonato nacional. Parabéns e boa sorte!

terça-feira, 19 de maio de 2009

Final da Liga Intercalar



Depois da vitória alcançada na Zona Norte, amanhã, quarta-feira, é a Final da Liga Intercalar, com os dragõezinhos a defrontarem o Mafra (vencedor da Zona Sul).

Em princípio, deverá ser uma nova oportunidade para Jesualdo, Antero e os adeptos portistas que se deslocarem à Maia (a entrada é gratuita) verem as jovens promessas do FC Porto em competição e, neste caso, com o aliciante de haver um troféu em disputa.

Desta fornada espera-se que saiam alguns jogadores para o plantel principal e, por aquilo que já mostraram, penso que não corro o risco de me enganar redondamente, se disser que jogadores como Ventura, Ivo Pinto, Rabiola, Diogo Viana e Josué merecem um acompanhamento atento nos próximos anos.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Dragãozinhos esturricam Leixões

O FCP apresentou os miúdos reforçados com o Rabiola. O Leixões jogou quase com a sua equipa principal: não estiveram Laranjeiro, Bruno China e Diogo Valente. De resto, esteve presente a maioria que nos derrotou no Dragão, e o Braga que foi um espécie de carrasco nesse jogo de má memória, jogou toda a 2ª parte.

Entrámos muito bem no jogo, criámos algumas situações bastante perigosas e trocámos bem a bola. Os miúdos na frente movimentavam-se a preceito e Josué – o criativo do meio campo – apoiava e comandava as operações. O Leixões jogou com baixa intensidade e só nas bolas paradas criou perigo, por duas vezes. Mais poderoso física e atleticamente, não foi capaz de vergar a rapaziada do FCP que não se intimidava: pressionava, metia o pé, dominava, embora de forma menos marcante à medida que o tempo decorria.

Resultante desse melhor posicionamento e maior empenhamento, Rabiola fez o primeiro golo depois de um atraso estouvado de um homem do Leixões, que o nosso jovem avançado interceptou. Depois, foi "só" dominar a bola, passar o guarda-redes e, já um pouco descaído para a direita, atirar para o fundo da baliza de forma (aparentemente) fácil. Um golo à ponta de lança.

Fomos para o descanso com uma vantagem de um golo, merecida, porque fomos melhores. As nossas oportunidades saíram de jogadas bem desenhadas, enquanto o Leixões que também as teve foi sempre através do jogo aéreo e tirando partido do seu maior poder de choque.

A 2ª. parte foi bastante diferente. O Leixões fez entrar Braga e Rodrigo, adiantou as linhas e obrigou o FCP a jogar com tracção atrás. Perdemos a iniciativa que tínhamos tido na 1ª. parte e não nos deram tanto espaço para circular a bola. O Josué e o restante meio campo passou a ser mais de contenção e de bloqueio. O jogo do FCP era menos fluente e Rabiola ficou quase com todas as acções ofensivas a seu cargo. Trabalhou imenso, obrigou a defesa adversária a fazer muitas faltas, ganhou bolas para tabelar com os colegas e criar algum frisson na defesa de Leixões, que jogou demasiado na intimidação.


Num dos muito livres ganhos, Rabiola aproveitou a oportunidade para marcar o 2-0, de forma espectacular, aí a uns 25 metros da baliza. A bola torneou (quase a roçar) a larga barreira, como se a trajectória fosse desenhada a régua e esquadro, serviu-se do poste direito para entrar que nem um foguete na baliza, só parando para beijar as malhas daquele jeito que torna o lance ainda mais bonito.

Se até aí tínhamos atacado pouco e a bola estava mais nos homens do Leixões, a partir daí mais nos entrincheirámos no nosso meio campo, aproveitando todas as oportunidades para breves escapadelas junto da área adversária , e dessa forma gerir melhor o tempo. O Leixões acabou por marcar o seu golo de honra, na transformação dum livre, como não podia deixar de ser: bola cruzada, cansaço do nosso defesa central que falhou no tempo de salto e de corte (um nigeriano (?) longilíneo que é excelente no jogo aéreo) e defesa incompleta do nosso guarda redes que poderia ter feito bem melhor no lance.

Pouco depois acabou o jogo, com uma vitória justa do FCP, de duas caras: a que soube jogar e a que soube sofrer.

Notas positivas: Rabiola e o tal defesa central nigeriano (?) muito bem, secundados por Xula, Josué, mormente na 1ª. parte. Ruca, o guarda redes, esteve bem, excepto no lance do golo.

A entrada foi livre e o público encheu a bancada central do Estádio da Maia. O comando técnico da equipa esteve entregue ao treinador holandês, embora o Rui Barros estivesse no banco. No Leixões esteve o seu treinador principal, José Mota.

Talvez haja motivos que desconheço, mas não entendo porque jogadores como Nuno, Stepanov, Farías, Tarik, Madrid ou Tomás Costa não “puderam” jogar.

Finalmente, não conheço a maioria dos jogadores do FCP que jogaram e alguns nomes foram ditados por companheiros antigos nestas andanças e que revi ontem.
Gostei muito da atitude da equipa.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

FC Porto campeão de Inverno da Liga Intercalar


O FC Porto sagrou-se esta tarde campeão de Inverno da Liga Intercalar, na Zona Norte, ao receber e vencer o Paços de Ferreira por 2-1.

O FC Porto alinhou com: Ventura «cap.»; Ivo Pinto, Tengarrinha, Stepanov e Benítez; Pelé, Guarin e Bolatti; Candeias, Rabiola e Diogo Viana
Substituições: Stepanov por Roberto (46m), Pelé por Josué (46m), Rabiola por Claro (73m) e Guarin por Dias (84m)

Diogo Viana abriu o marcador aos 10 minutos (já na ronda anterior, na Póvoa do Varzim, tinha apontado dois) num cruzamento-remate. Em cima do intervalo, o Paços empatou por Ferreira. Aos 61 minutos, Candeias protagonizou uma das jogadas mais bonitas do jogo, oferecendo o golo a Guarin,

Os quartos-de-final decorrerão após o Campeonato de Primavera, fase que arranca já a 17 de Dezembro.




Imagens: www.ligaintercalar.pt

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Diogo Viana, mais uma jovem promessa


«O F.C. Porto venceu, esta quarta-feira, o Varzim, por 0-2, em jogo da 8ª ronda do Campeonato de Inverno da Liga Intercalar (Zona Norte). Numa partida em que os Dragões se exibiram ao mais alto nível, é justo isolar o desempenho de Diogo Viana, autor dos dois golos azuis e brancos e protagonista de uma série de lances de qualidade inquestionável.

O extremo, contratado esta temporada para a equipa de sub-19, já havia revelado em desafios anteriores excelentes pormenores, traduzidos, hoje na Póvoa de Varzim, em golos, um prémio mais do que merecido para um jovem que transpira talento
.

O primeiro, digno de todos os elogios e inúmeras repetições, foi alcançado aos 18 minutos, através de um remate forte e colocado, que não deu hipótese de defesa ao guarda-redes Rui Barbosa. O segundo – não tão vistoso; ainda assim, de um tremendo sentido de finalização – surgiu na sequência de um cruzamento de Dias, que o nº 11 aproveitou da melhor forma: em cima da pequena área, dominou e enviou, determinado, a bola para o fundo das redes da baliza do adversário
in www.fcporto.pt


O jogo anterior da Intercalar tinha ficado marcado pelo regresso de Rabiola à competição, após 7 meses de paragem, e com o ponta-de-lança contratado na época passada ao V. Guimarães a marcar o golo que abriu caminho à vitória sobre o Freamunde.

Na Póvoa foi a vez de brilhar o extremo contratado ao Sporting, no âmbito da negociação do passe de Hélder Postiga (a Sporting SAD mantém 50% dos direitos económicos e de formação de uma eventual transferência do jogador da FC Porto SAD para um terceiro clube).


Confesso que nunca vi jogar este Diogo Viana mas, perante os elogios que tem tido, espero que, em breve, o professor Jesualdo lhe possa dar uma oportunidade (porque não em Cinfães?)

No jogo com o Varzim o FC Porto alinhou com: Ventura «cap.»; David, Roberto, Tengarrinha e Benítez; Dias (Ramon 80'), Bolatti e Josué; Candeias, Rabiola (Claro 69') e Diogo Viana

Para além de Diogo Viana, também li elogios ao desempenho Candeias e do júnior Dias. Já relativamente aos dois "seniores" que integraram o onze do FC Porto, o JOGO escreveu o seguinte:

«Numa avaliação ao desempenho do misto de juniores e profissionais, José Gomes, adjunto de Jesualdo Ferreira, viu dois sul-americanos desperdiçarem esta oportunidade para mostrar serviço. Na verdade, Bolatti e Benítez, com mais ou menos aplicação, deram uma pobre imagem.»

Bolatti e Benítez parecem ser, de facto, dois casos perdidos. Haverá alguém que os queira, nem que seja por empréstimo, na reabertura do mercado em Janeiro de 2009?

O FC Porto é o líder da Zona Norte, com 16 pontos, e na próxima jornada (última ronda desta fase) recebe o Paços de Ferreira, no Estádio do Centro de Treinos e Formação Desportiva do Olival. Ao FC Porto basta um empate para seguir para os quartos-de-final da Liga Intercalar.

Fotos: www.fcporto.pt, Academia de Talentos

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Rabiola de regresso à competição


Após sete meses de paragem, devido a uma grave lesão no joelho esquerdo, Rabiola regressou à competição na passada 4ª feira, num jogo da Liga Intercalar contra o Freamunde, festejando este regresso com um golo, uma vitória (4-2) e a liderança da Zona Norte do Campeonato de Inverno da Liga Intercalar.

Espero que seja o prenuncio de uma carreira de sucesso vestido de azul-e-branco.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

O sono continua

Fui ao jogo BFC/FCP para a Taça Intercalar. Começamos esta época como acabámos a anterior. Mal.
A equipa foi composta por uma defesa e um meio campo seniores: Ventura, Tengarrinha, Stepa, Pedro e Benitez, com o meio campo formado por Pelé e Bolatti mais fixos e pressionantes sobre o meio-campo e com Tarik mais solto para as transições atacantes.

Um trio na frente que era suposto apresentar uma grande mobilidade, formado por 3 juniores (Chula, Caetano e Alex) que foram quase sempre presa fácil para a defesa adversária. Enquanto os três moços do ataque portista são franzinos, pouco agressivos, não especialmente rápidos, nem hábeis na procura de espaços, a defesa do BFC era constituída por jogadores bem mais possantes e com uma dúzia de centímetros a mais de altura, pelo menos.
Em suma: uma desvantagem enorme, não se tendo vislumbrado nos nossos avançados qualidades técnicas compensadoras desta tremenda desigualdade.

Perdemos por 1-0. Um passe a cruzar toda a nossa defesa, onde não estava Tengarrinha. A bola sobrevoou Stepa que se fez ao lance como um principiante. O jogador do BFC matou a bola no peito, isolou-se e bateu Ventura que foi infeliz, pois deixou passar a bola por baixo do corpo.

Não vejo como uma equipa assim constituída possa ganhar um jogo. A nossa referência atacante mais constante foi o Caetano que é um miúdo com menos de 1,70 e bastante franzino, muito lutador mas inconsequente, tanto mais que estava marcado por duas torres, que apenas lhe deram um oportunidade para facturar na 2ª. parte (a melhor ocasião do FCP) e que o guarda redes do BFC anulou bem e com alguma felicidade.

Uma equipa partida. Pode-se ganhar sem ataque, mas temos de convir que é bastante mais dificil. Os programadores lá saberão, mas este tipo de composição desmotiva o sénior porque se sente insuficientemente acompanhado e constrange o júnior quando o que se lhe pede está muito acima das suas capacidades físicas. É de alguma forma um crime “pedir” ao Caetano para funcionar como ponta de lança, sem ter um apoio mais experiente, sólido e possante a seu lado.

Foi um jogo chocho, muito jogado no meio campo na 1ª. parte, um pouco mais aberto na segunda. Tivemos nesta fase do jogo uma ou outra jogada interessante e lembro-me de dois ou três cruzamentos de golo para a área a que o miúdo não chegou por falta de centímetros e por falta de apoio.

Dos seniores, Bolatti uma primeira parte para esquecer, melhor depois da saída de Pelé ao tomar a seu cargo, por inteiro, a função de “trinco”.

Pelé começou bem, é duro, possante (um pouco de rabo a mais), mas foi-se perdendo em quezílias e tornou-se o alvo do público afecto ao BFC, pelas sucessivas faltas que fez com alguma dureza e de forma escusadamente exuberante.

Pedro regular, Stepa com uma falha inconcebível, Benitez regular menos, e Tarik tentou mexer no jogo, deambulou na procura de espaços, mas não teve ajuda e raramente conseguiu dar profundidade ao jogo. Foi substituído no final da primeira parte. A sua produção, diga-se, vinha-se deteriorando com o aproximar do fecho dos primeiros 45 minutos de jogo.

Já tinha visto este filme na época passada. Não vou ver os jogos de juniores, mas que futuro poderão ter os três miúdos que se mostraram tão franzinos, num tipo de jogo que reclama cada vez mais poder físico e atlético, potência de explosão, rapidez, agressividade e um ritmo muito intenso de jogo.

A nossa matéria prima parece não ser adaptável às actuais exigências do futebol moderno. Se não formos capazes de formar avançados com condições físicas e atléticas para se baterem com as defesas, normalmente bem melhor constituídas, temos de ser capazes de compensar esse défice com outro tipo de qualidades que estavam presentes em jogadores como Rui Barros e Domingos, por exemplo.


Tem a palavra o Projecto 611, o scouting, a qualidade da formação e a menina dos nossos olhos: O Dragon Force, para mudar o paradigma e regressarmos ao tempo em que os escalões mais jovens eram autênticos viveiros de futuros campeões.

A única nota positiva fica para o preço do ingresso: 3 €;

A nota negativa deixo-a para uma parte do público que mesmo neste tipo de competição passa o tempo a insultar o árbitro e para as estratégicas quebras de ritmo que as equipas portuguesas praticam tão bem e que obriga os maqueiros a correrias sucessivas e escusadas. É uma pena não se aproveitar este tipo de competições para tentar jogar bem.