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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Isto sim, é que era equipa

Diz-se que da história não rezam os fracos. Os livros e Museus estão repletos de figuras míticas e lendárias dos Clubes por onde passaram. São momentos gloriosos que os adeptos fazem perdurar no tempo, e que dão corpo e alma a cada equipa. A história do FC Porto é repleta desses momentos mágicos, e contem nela uma lista infindável de atletas de enorme qualidade.

Mas há uma outra lista… A lista dos maiores barretes que já por aqui passaram. É precisamente esse escrutínio que tentei levar a cabo, nomeando aquele que para mim é o pior 11 da história do FC Porto. A eleição não se rege por uma base ou modelo concreto. Apenas se destaca pela envolvência caricata de cada jogador por mim nomeado. Proponho que cada leitor do Reflexão Portista faça também a sua lista pessoal. Eis o meu 11 ideal;

Guarda-Redes:


- Ivica Kralj: Contratado na época 98/99 ao Partizan, para colmatar a perda de Vítor Baía por lesão grave, nem meia época durou, já que tão depressa fazia intervenções magníficas, como de repente abria a churrasqueira. Com ele entre os postes, nunca se sabia ao certo o que poderia acontecer no remate seguinte.

Defesas:

- Hugo Ibarra: Chegou ao FCP rotulado de melhor defesa direito do Mundo, tendo sido a aquisição mais cara de sempre do Clube na altura (cerca de 5 milhões de Euros). A verdade é que nem sequer conseguiu roubar o lugar a Secretário, e passado pouco tempo foi recambiado para o Boca Juniores. Ainda assim, conseguiu jogar a final da Liga dos Campeões contra o FCP em Gelsenkirchen, pelo Mónaco.

- João Manuel Pinto: Este jogador medíocre tem destaque nesta lista pela proeza de ter conseguido manter-se no plantel do FCP por 6 (seis) longos anos. Não se percebe como alguém com tamanha falta de qualidade tenha merecido a aprovação de 3 treinadores, e ter resistido impune durante tanto tempo ao implacável Tribunal das Antas.

- Matias: No futebol moderno, onde o Marketing é uma componente fundamental, diz-se que ter um jogador asiático no plantel é meio caminho andado para o sucesso. Especialmente se for Sul-Coreano ou Japonês. Nas décadas de 80 e 90, a imagem de marca que impreterivelmente tinha de existir em qualquer equipa que se preze, era a de ter um jogador com um bigode ridículo. Matias foi uma das bigodaças que deixou marca nas Antas.

- Nélson Benitez: Confesso, fazer uma triagem correcta para a eleição de pior defesa esquerdo de sempre do FCP é uma tarefa extremamente difícil. Existe à vontade uma boa meia dúzia de potenciais candidatos. A minha escolha prende-se com o facto deste “pés de tijolo” nem sequer ter conseguido impor-se no Leixões. Já foi recambiado para a Argentina.

Médios:


- Walter Paz: Chegou ao FCP em 94/95, pela mão de Bobby Robson, numa temporada particularmente bafejada pela invulgar chegada de barretes que têm direito a menção honrosa nesta crónica. Tinha como referência pessoal a presença no Mundial Sub-20 de 1991 em Portugal, pela Selecção Argentina, mas no FCP acabou por não fazer nenhum jogo oficial, tendo sido emprestado ao Gil Vicente.

- Léo Lima: Deste artista da bola, existem duas situações que fazem parte do imaginário colectivo dos adeptos portistas; 1) A assistência de calcanhar para um dos quatro golos que o Nacional brindou o FCP em pleno estádio do Dragão. 2) O tamanho enxovalho em público que Co Adriaanse deu a este jogador num treino de pré-temporada, por não fazer um exercício correctamente. Naturalmente acabou dispensado.

- Chippo: A razão pela qual este ex-internacional Marroquino faz parte desta eleição prende-se pelo facto de se ter tornado como uma das primeiras “apresentações surpresa” que vigorou no FCP durante algum tempo. Nunca mostrou ser o jogador que se dizia ser. Dois anos depois foi transferido para Inglaterra.

Avançados:

- Roberto Mogrovejo: Na apresentação deste jogador, no gabinete de Pinto da Costa, o Presidente apelidou-o de ser “o novo Caniggia”, mas apenas resistiu pouco mais que uma semana de treinos com Bobby Robson. Mais tarde, Pinto da Costa mencionou que o jogador apenas havia estado à experiência no Clube, apesar da sua pomposa apresentação.

- Mandla Zwane: Trata-se mais um cromo que chegou na fornada da época 94/95. Este Sul-Africano conseguiu a bela marca de zero jogos com a camisola azul e branca. Consta-se que nem sequer um minuto jogou nas partidas de pré-época. Foi empandeirado ao Penafiel a meio da temporada.

- Ronald Baroni: O blog “auto-golo” faz a melhor descrição possível deste espécime de jogador; «Tinha tanto de altura como de... falta de habilidade. Se tivesse ficado mais uns anos teria sido útil na construção do Dragão. É um sério candidato ao prémio de pior ponta de lança de sempre do futebol português.» É preciso dizer mais alguma coisa?

Treinador:

- Octávio Machado: A imagem de adjunto disciplinador e rigoroso valeu-lhe a eleição por parte de Pinto da Costa para comandar os destinos da equipa portista em 2001, que na época se dizia ser muito indisciplinada. Contratou para cima de uma dezena de médios, tendo mesmo preterido o regresso de Jardel para ir buscar um tal de Quintana. O seu discurso belicista, que disparava em todas as direcções e em nenhuma em particular, garantiu-lhe muitos ódios de estimação, e ajudou-lhe a fazer a sua própria cama. Vocês sabem do que eu estou a falar…

Nota: Caso verifiquem alguma incorrecção nos dados dos atletas mencionados, agradeço que façam a correcção devida. A informação foi parcialmente retirada e compilada a partir de vários sites e blogs como Cromos da Bola, Dragões Sem Chama, Auto-Golo e zerozero.

Fotos: Gamadas por aí na net