A natureza do rival, a conhecer em sorteio na segunda-feira, também pode condicionar muita coisa. No ano de Vítor Pereira o Porto teve o azar de ser sorteado com um dos máximos candidatos ao troféu (ironicamente eliminados pelo Sporting na ronda seguinte) mas os homens de Paulo Fonseca tinham apenas de medir-se ao Eintracht Frankfurt quando foram sorteados os 16 avos de final o que permitia uma preparação totalmente diferente.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Onde colocar a Europa League na lista de prioridades?
A natureza do rival, a conhecer em sorteio na segunda-feira, também pode condicionar muita coisa. No ano de Vítor Pereira o Porto teve o azar de ser sorteado com um dos máximos candidatos ao troféu (ironicamente eliminados pelo Sporting na ronda seguinte) mas os homens de Paulo Fonseca tinham apenas de medir-se ao Eintracht Frankfurt quando foram sorteados os 16 avos de final o que permitia uma preparação totalmente diferente.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Money, money, money
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| Receitas dos clubes na época 2013/2014 (fonte: Deloitte Football Money League, Jan 2015) |
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| Top 20 da Deloitte (fonte: Deloitte Football Money League, Jan 2015) |
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Prestígio, fama e muitos milhões
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| Receitas da Liga dos Campeões (fonte: O JOGO, 01-04-2015) |
segunda-feira, 9 de março de 2015
Receitas directas e indirectas
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| Liga dos Campeões 2014/2015 - Projecção de Receitas do FC Porto |
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| Liga dos Campeões 2012/2013 - distribuição de receitas pelos clubes (clicar para ampliar) |
terça-feira, 9 de setembro de 2014
10,7 milhões e outras vantagens
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Deloitte Football, 2000 a 2010

Mais do que apenas chapar a(s) tabela(s) da Deloitte Football Money League, referentes às receitas geradas pelos clubes na temporada de 2009/2010, o site Maisfutebol fez uma análise comparativa da evolução verificada no século XXI, isto é, de como era a realidade em 2000 e como é agora.
Convém salientar que as receitas dos clubes consideradas neste ranking da Deloitte não incluem transferências e são divididas em três categorias:
- Receitas de Bilheteira (inclui os lugares anuais);
- Direitos TV (inclui a venda de direitos TV nacionais e internacionais);
- Comércio (inclui todos os patrocínios e merchandising).
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Sete ingleses, quatro alemães, quatro italianos, três espanhóis e dois franceses. Em 2011, estes são os países que colocam clubes entre os que maiores receitas produziram no último ano. Maisfutebol foi ver como era em 2000, de acordo com o mesmo estudo, produzido pela Deloitte. As diferenças são grandes.
Em 2000, no relatório que costuma acompanhar a divulgação da tabela dos clubes mais ricos do mundo (em rigor, são os que geram maior receita, não necessariamente os mais ricos, as despesas ficam fora da análise), previa-se que o domínio inglês desse período podia em breve estar ameaçado.
Essa previsão concretizou-se. Em 2000, o Manchester United dominava a tabela, seguido do Bayern de Munique. Entre os cinco primeiros só havia um espanhol, o Real Madrid, e o Barcelona era apenas sexto. Por essa altura, em Itália e Espanha os clubes assinavam novos e lucrativos contratos com a televisão. E a Deloitte previa que isso pudesse alterar a tabela dos mais ricos. Certo. No entanto, identificava a Itália como principal ameaça ao domínio inglês, o que a história acabou por não confirmar.
Em 2000, a Inglaterra colocava oito clubes entre os 20 maiores. Agora tem sete. A Itália tinha seis, hoje está reduzida a quatro. A Espanha somou o Atlético Madrid ao Real Madrid e ao Barcelona. A Alemanha passou de dois para quatro representantes e a França surge na lista em 2011, facto que não se passava há dez anos. Nessa altura, Glasgow Rangers e Celtic faziam figura entre os maiores. Agora a Escócia foi retirada do mapa.
A primeira década do século XXI permitiu ao Real Madrid passar de terceiro para primeiro, mas o grande salto foi dado pelo Barcelona, que antes era sexto e hoje ameaça a liderança do clube de Florentino. O Manchester United caiu de primeiro para terceiro e o Bayern Munique de segundo para quarto.
O crescimento dos dois maiores clubes espanhóis não significa que a riqueza tenha sido bem distribuída. É verdade que o Atlético Madrid conseguiu aceder ao top 20, mas só isso.
Do ponto de vista da geração de receitas, os clubes ingleses continuam a impressionar. Claro que alguns ficaram pelo caminho. O Leeds, histórico, é o maior exemplo. Em 2000 ainda era poderoso, agora anda no segundo campeonato inglês, depois de dias de amargura. Está na luta pelo acesso à Premier League, ao lado de outros para quem a última década foi penosa: Nottingham Forest, Ipswich Town, QPRangers ou Middlesbrough.
Em 2000, a tabela ainda era ordenada em milhões de contos. Feita a conversão, a diferença é enorme. Os clubes tornaram-se em verdadeiras máquinas de fazer dinheiro. Recebem mais das televisões e dos patrocinadores, afinaram a bilheteira e a relação com os adeptos, a quem vendem hoje muito mais produtos. Descobriram também mercados novos, o asiático antes de todos.
Todos os clubes do top 20 geram hoje mais receitas do que em 2000. Alguns têm mesmo muito mais receitas.
Eis a comparação (2010 vs 2000):Real Madrid (438 M / 124 M)
Barcelona (398/91)
Manchester United (349/180)
Bayern Munique (323/135)
Arsenal (274/79)
Chelsea (255/96)
Milan (235/88)
Liverpool (225/75)
Inter (224/80)
Juventus (205/95)
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Em 2000, o Manchester United destacava-se com receitas de 180 milhões de euros. Dez anos depois, há 10 clubes com receitas acima dos 200 milhões de euros por ano.
Sendo esta a realidade, ainda hoje me interrogo como é que foi possível o FC Porto ter ganho a Liga dos Campeões em 2004.
Olhando para o gráfico anterior, verifica-se que as receitas de televisão (direitos de TV) representam uma fatia muito significativa das receitas dos clubes mais ricos da Europa. No caso do AC Milan, Inter e Juventus, representam mesmo mais de 60% das suas receitas.
Gráficos e Tabelas: FutebolFinance, Deloitte Football Money League
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Prémio de participação no Mundial de 2010
O Mundial de África do Sul de 2010 viu (e bem) emergir mais um beneficiário da competição: os clubes detentores dos passes dos jogadores convocados para as selecções participantes.
Apesar de o valor não ser muito alto para os clubes com jogadores de topo ($1600 dólares por dia), será decerto uma ajuda preciosa para alguns clubes, podendo ser em alguns casos, até várias vezes maior do que o salário recebido pelo jogador. Segundo o site oficial da FIFA, o número de dias utilizado para os cálculos das "redistribuições de riqueza" é obtido contabilizando o número de dias em que o atleta esteve na competição e acrescentando duas semanas de preparação, i.e., desde duas semanas antes do primeiro jogo até ao dia da eliminatória em que a selecção para a qual foi convocado foi eliminada.
Os principais clubes beneficiados com esta medida foram os do costume, o que não é de estranhar porque são os clubes que têm mais internacionais pelas grandes selecções nas suas fileiras. O Barcelona foi o clube que mais recebeu ($667.000, por 13 jogadores), seguido do Bayern de Munique ($599.000), Chelsea FC ($588.000), Liverpool FC ($535.000) e Real Madrid ($522.000).
No caso do FC Porto este dinheiro poderá dar alguma ajuda, especialmente numa época em que não há prémios por participação na Liga dos Campeões, equivalendo a um pouco mais do que $350.000. As receitas referentes ao FC Porto estão distribuídas da seguinte forma:
Esperemos que esta generosidade da FIFA se mantenha nas próximas competições, já que é a competição nos clubes que revela e paga os jogadores que tanta gente atraem a estas competições de selecções nacionais. Para o FC Porto, só podemos desejar sucesso aos jogadores mundialistas e esperar que as suas selecções sejam sempre finalistas!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O valor do futebol na TV
Em Julho do ano passado, o João Saraiva e o José Rodrigues já abordaram este assunto em dois artigos:
A evolução do direitos de TV (07/07/2008)
Joaquim Oliveira, o "amigo" dos clubes (08/07/2008)
Contudo, a discussão à volta do valor das transmissões televisivas dos jogos de futebol continua ser um tema actual (actualíssimo!) e, por isso, transcrevo de seguida partes de dois artigos do DN de 28 de Agosto.
«Actualmente, a Olivedesportos, detentora dos direitos televisivos das duas Ligas profissionais, investe por época cerca de 45 milhões de euros no escalão principal, canalizando as maiores fatias para os três grandes, com Benfica, FC Porto e Sporting a garantirem praticamente a mesma verba, cerca de 8,5 milhões de euros.
As equipas apontadas como candidatas a lugares europeus garantem receitas na ordem dos três milhões de euros, como sucede com o Vitória de Guimarães, enquanto o Sporting de Braga encaixa um pouco menos, cerca de 2,5 milhões.
Os emblemas que partem para a Liga com o principal objectivo da manutenção recebem cerca de 1,5 milhões, como Académica ou Leixões.
O presidente da SAD do clube de Matosinhos, Carlos Oliveira, é precisamente dos que defende um outro modelo de negociação dos direitos televisivos, de forma a reforçar o poder negocial dos clubes mais pequenos.
"Há uma disparidade enorme entre aquilo que é pago aos três grandes e aos outros clubes. Um modelo como se pratica em Inglaterra [acordo colectivo] seria muito mais interessante", defende, apontando para uma solução que, nas suas palavras, até poderia melhorar a qualidade da primeira Liga portuguesa.
Carlos Oliveira acredita que se os clubes acumularem "boa parte do orçamento através das receitas televisivas" o fosso entre as equipas "diminuirá", tornando a liga portuguesa "mais espectacular e competitiva".
Um artigo recente publicado pelo Futebol Finance, site especializado na área económica da modalidade, estimava que um acordo colectivo poderia render anualmente à liga principal até 150 milhões de euros, o triplo dos números actuais.Mesmo assim, há clubes que parecem mais inclinados em estudar individualmente propostas, como o Benfica, que acredita poder passar a arrecadar uma verba na ordem dos 40 milhões de euros por época assim que expirar o acordo com a Olivedesportos, como estimava ao diário Público, em finais de 2008, o administrador Domingos Soares Oliveira.
Comparando os valores a Ligas com semelhanças à portuguesa e que também firmaram acordos colectivos, os números equivalem-se aos praticados em Portugal, como sucede na Bélgica (46 milhões de euros por época) ou Dinamarca (47).
Na Grécia, a Liga recebia um pouco mais, cerca de 55 milhões de euros, mas um novo acordo assinado entre com a Skai TV e NOVA renderá anualmente perto de 70 milhões de euros de receitas televisivas (mais 25 milhões que o contrato anterior) a partir desta temporada.
De fora ficaram Olympiacos e Xanthi, que preferiram manter os vínculos à estação pública NET.
Na Escócia, o contrato com a Setanta, empresa que entretanto faliu, foi substituído por um acordo muito menos rentável com a ESPN e Sky.
O contrato anterior previa 145 milhões de euros por cinco temporadas, montante que a Setanta não conseguiu cumprir. Face às dificuldades financeiras desta empresa, a Liga escocesa virou-se para os dois canais televisivos, que pagarão metade (75 milhões) pelo mesmo número de temporadas.
Face à desvalorização abrupta desta parte das receitas, os dois maiores clubes escoceses, Celtic e Rangers, ponderam criar um canal de futebol, um projecto que já terá propostas de financiamento na ordem dos 145 milhões de euros por temporada.
A ideia seria distribuir cerca de 30 milhões pelos outros 10 clubes da Liga escocesa e reter a restante quantia para os dois maiores.
Nas contas entre as potências europeias, os números sobem radicalmente. Os valores totais pagos em Portugal, Bélgica ou Dinamarca não chegam, por exemplo, para cobrir as receitas anuais do Bayern de Munique.
O clube bávaro é, segundo um estudo recente da Deloitte, um dos "gigantes" europeus que menos recebe pelas transmissões televisivas. Mesmo assim, garante quase 50 milhões de euros por ano, mais do que a Olivedesportos investe por época na Liga portuguesa.
No actual acordo com a Sirius, detentora dos direitos da Bundesliga, o Bayer de Munique tem direito a 10 por cento do total investido, na ordem dos 500 milhões de euros, montante muito aquém do dinheiro que circula na Liga inglesa, quase 1400 milhões de euros por temporada.
Até a Liga francesa, talvez o menos atractivo campeonato dos cinco maiores da Europa, conseguiu um acordo de valores superiores à prova da maior economia europeia. A Ligue 1 arrecada por temporada quase 700 milhões de euros, com as maiores fatias a serem canalizadas para Lyon (75) e Marselha (70).
O mesmo estudo da Deloitte mostra que há nove clubes da Europa cujas receitas exclusivas de televisão rondam a faixa "mítica" dos 100 milhões de euros, todos das três principais potências futebolísticas do "velho continente".
Dois clubes espanhóis, Real Madrid (136 milhões) e FC Barcelona (117), quatro italianos, AC Milan (123), Inter de Milão (108), Juventus (107) e As Roma (106), e três ingleses, Manchester United (116), Chelsea (98) e Liverpool (95), lideram a tabela, com receitas que "esmagam" as obtidas pelos três grandes portugueses.»
in Diário de Notícias, 28/08/2009
Referências:
Contratos de Direitos Televisivos
Audiência e Share dos jogos da Liga Sagres 2008/09
Direitos televisivos impõem horários na Bundesliga
terça-feira, 21 de julho de 2009
A montra
Em Abril passado, após a eliminação nos quartos-de-final perante o Manchester United, O JOGO fez as contas e chegou à conclusão que o FC Porto tinha arrecadado cerca de 18 milhões de euros na Liga dos Campeões, divididos nas seguintes parcelas:
- 5,4 milhões de prémio de participação;
- 2,4 milhões correspondentes ao desempenho desportivo na fase de grupos (4 vitórias - Fenerbahçe (2), Dínamo de Kiev e Arsenal);
- 2,2 milhões pelo acesso aos oitavos-de-final;
- 2,5 milhões pelo acesso aos quartos-de-final;
- 2 milhões do market pool televisivo (o valor exacto é 1,992 milhões);
- 3,5 milhões de receitas de bilheteira (total aproximado para os cinco jogos realizados no Dragão, sem contar com os dragon seats).
Este valor – 18 milhões de euros – representa mais seis milhões em relação ao previsto no orçamento da FCP SAD para 2008/09 e é o segundo mais alto de sempre, atrás apenas das receitas garantidas em 2003/04, época em que os dragões conquistaram a Liga dos Campeões.
Confrontado com estes números, o Dr. Fernando Gomes foi ainda mais longe referindo que o FC Porto tinha ganho "muito mais que os 18 milhões de que se tem falado nos últimos dias". Segundo o administrador da FCP SAD responsável pela área financeira, os proveitos eram "difíceis de quantificar", acrescentando que "não é fácil avaliar com exactidão a valorização que sofreram os nossos jogadores depois de estarem expostos naquela que é a maior montra do futebol europeu e Mundial, mais ainda quando foram capazes de demonstrar todas as competências técnicas que são reconhecidas nacional e internacionalmente".
Três meses depois, já se consegue ter uma ideia aproximada do impacto que as exibições na Liga dos Campeões tiveram na valorização dos jogadores do FC Porto. Os números envolvidos nas transferências do Lucho, Lisandro e, principalmente, do Cissokho são elucidativos, tendo ainda sido referido o interesse de diversos clubes em Bruno Alves, Raul Meireles e Fernando (o mercado continua aberto até 31 de Agosto).
Mas se a Liga dos Campeões serve para valorizar alguns "activos" também é impiedosa, funcionando em sentido contrário quando as equipas/jogadores desiludem e chumbam neste autêntico teste do algodão. Foi o caso do Sporting, que teve desempenhos desastrosos perante o Barcelona e Bayern Munique. Apesar da necessidade premente que a Sporting SAD tem em vender, o mercado parece ignorar os seus principais jogadores e não há quem se chegue à frente para contratar os supostamente apetecidos Miguel Veloso, Moutinho ou Liedson.
Questionado no JOGO de ontem se seria possível avaliar que efeitos teria tido a eventual ausência do FC Porto na última edição da Liga dos Campeões, Fernando Gomes respondeu:
"É quase impossível fazer uma avaliação dos custos que teria tido essa ausência, porque estamos a falar de efeitos directos e indirectos. Em termos de efeitos directos, entre receitas de bilheteiras, direitos e prémios de performance, estaremos a falar de qualquer coisa como 15 a 18 milhões de euros. Depois teríamos os efeitos indirectos que se reflectem na valorização dos jogadores. Se pensarmos que o Cissokho, por exemplo, nunca teria jogado em Madrid e em Manchester, se considerássemos que o Lisandro e o Lucho também não teriam essas montras ao seu dispor, estamos a falar de um efeito que podia facilmente atingir as dezenas de milhões de euros."
Percebe-se, pois, a ânsia do SLB em afastar o FC Porto da Liga dos Campeões e o desespero que os invadiu após a derrota estrondosa que tiveram no TAS.
Foto: Loja da Gucci na 5ª avenida, a rua comercial mais cara do mundo
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Perante os resultados apresentados pela SAD acha que a Administração fez um trabalho...

"Péssimo - à escala de um gestor do Lehman Bros". Foi esta a escolha de pouco mais de um terço dos participantes nesta sondagem, com 52 votos, correspondentes a 37%.
Muito Bom, digno de Nobel da Economia 11 (7%)
Bom, à altura de um Cadilhe ou de um Teixeira dos Santos 9 (6%)
Um quarto dos votantes (com 35 votos) consideram a administração da SAD fez um trabalho "Razoável, para alguma coisa serve o ouro do Banco de Portugal", atingindo esta opção a segunda posição. A terceira opção mais votada foi a que considera o desempenho "Fraco - aqui não há PEC que se safasse", com 31 votos (22%).
Com menos expressão, obtiveram 11 e 9 votos (respectivamente 7% e 6%) as opções "Muito Bom, digno de Nobel da Economia" e "Bom, à altura de um Cadilhe ou de um Teixeira dos Santos".
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Análise sintética às Contas 2007/2008

Assim, a actividade corrente da SAD foi deficitária em 2007/2008, contrariamente ao que aconteceu em 2006/2007 em que foi possível apurar um resultado operacional positivo de 7,7 M€. Já na época de 2005/2006 tínhamos registado um valor negativo de 11,6 M€.O quadro acima demonstra que a sociedade tem tido grandes dificuldades em ‘segurar’ o crescimento dos Fornecimentos e Serviços Externos (FSE’s) e também um crescimento preocupante dos Custos com Pessoal, embora neste último caso se entenda que tenham existido renovações com inclusão contratual de cláusulas de rescisão para evitar o que aconteceu com a saída do Judas para o Atlético de Madrid ao abrigo da “Lei Webster”. No que respeita a Proveitos Operacionais é possível identificar uma tendência para a sua estabilização em torno dos 55 M€ sendo as receitas provenientes de participação nas Provas UEFA aquelas que têm tido maiores variações (daí se entendendo a importância no Orçamento anual da passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões). De registar ainda um interessante crescimento da rubrica Publicidade e Sponsorização ao longo dos três últimos exercícios.

Por outro lado assistimos a uma progressão da função financeira com o crescimento do endividamento bancário de curto prazo em 22 (vinte e dois!) M€, com o consequente aumento dos custos financeiros (leia-se neste caso juros e comissões, porque os custos financeiros propriamente ditos diminuíram devido ao fim dos - para mim inexplicáveis - "descontos de pronto pagamento concedidos). O endividamento bancário total aumentou cerca de 43% no último ano.
Em termos financeiros temos um enorme desajuste entre Activos Correntes e Passivos Correntes (com um saldo negativo de cerca de 25 M€), o que indicia uma enorme dificuldade da sociedade em cobrar dívidas. Da degradação na relação entre prazos de pagamento e prazos de recebimento, que já é uma constante ao longo dos últimos anos, ressalta naturalmente uma maior pressão sobre a tesouraria (confirmada por uma degradação nos rácios de liquidez).
O aumento da dívida bancária está, de certa forma, suportado no aumento dos capitais próprios dado que o rácio debt-to-equity (relação entre dívida e capital próprio) diminuiu consideravelmente de 2006/2007 para 2007/2008. No entanto é uma situação arriscada aumentar a dívida bancária de curto prazo por um montante superior ao do total do capital próprio. O aumento da dívida tem, em minha opinião, dois objectivos: suportar os investimentos feitos no plantel e fazer face ao aumento do ciclo de tesouraria.
Nos últimos anos a SAD não tem conseguido inverter a sua tesouraria líquida (diferença entre o Fundo de Maneio e as Necessidades de Fundo de Maneio) para valores positivos, o que a coloca num problema de solvabilidade, com maior dependência do sistema bancário, como está bem patente no crescimento da dívida bancária.
Sumariamente poderemos concluir que a SAD não gerou dinheiro a partir da exploração e que não tem apresentado uma actividade pautada pela estabilidade dos fluxos. Como tal, não se encontra numa situação de equilíbrio financeiro. Ao contrário do que é afirmado pelos Srs. Administradores no Relatório de Gestão, a generalidade dos rácios e indicadores, bem como a sua evolução no último ano, não demonstram que "os resultados apresentados permitam vislumbrar uma maior solidez e consistência na estrutura patrimonial da sociedade". Tendo presente que na actual conjuntura de crise financeira a nível global os valores de receitas obtidas com transferências de jogadores deverão baixar consideravelmente, parece-me no entanto que se deve dar o benefício da dúvida a esta Administração uma vez que já deu mostras de possuir qualidades de alquimista no que respeita à potenciação de receitas com transferências de jogadores para clubes de top no panorama europeu.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A SAD vai apresentar no exercício de 2007/2008 um resultado...

"Positivo abaixo de 5 M€", foi a opinião de 40% (9 votos) dos participantes nesta sondagem.
Os restantes participantes consideraram que a SAD ia aprensentar um resultado "Negativo acima de 5 M€" (22%, 5 votos), "Positivo entre 5 e 10 M€" (18%, 4 votos), "Negativo abaixo de 5 M€" (13%, 3 votos) e "Positivo acima de 10 M€" (4%, apenas 1 voto).
terça-feira, 8 de julho de 2008
Joaquim Oliveira, o "amigo" dos clubes
O FCP acaba de celebrar uma extensão de contrato por 5 anos com a Olivedesportos, passando a receber 10,4 milhões €/ano contra 8 milhões €/ano anteriormente. Isto traduz-se num aumento de 28%, o que à primeira vista é muito bom.
Em Inglaterra os clubes recebem no total cerca de 1100 milhões €/ano pelos direitos de transmissão de jogos do campeonato, vendidos em 3 pacotes: 290 milhões pelos direitos para o estrangeiro, 190 pelos direitos para a Internet e telemóveis, e o restante (cerca de 600 milhões) pelos direitos para as Ilhas Britânicas. E em 2010 estes valores serão mais uma vez renegociados (quase certamente para cima).
Olhando ainda para isto noutra perspectiva, é fácil de concluir que a margem de lucro de Joaquim Oliveira neste negócio é obscenamente de várias dezenas de pontos percentuais, além de que têm crescido bastante mais rapidamente do que o que pagam aos clubes (número de subscritores, vendas ao estrangeiro, internet).
Concluindo, penso que o tamanho do mercado limita o potencial de receitas (nunca chegaremos perto de um grande clube inglês ou espanhol, longe disso), mas penso que querendo a SAD do FCP (e dos outros grandes) facilmente conseguiria chegar a receitas de 15 milhões €/ano. E isto sem precisar de se sujeitar a todos os caprichos da Sport TV, começando pelos jogos a horas e dias impróprios.terça-feira, 4 de março de 2008
FCP SAD - resultados 1o Semestre
A SAD acabou de anunciar as contas referentes ao primeiro semestre de 2007/08, com um resultado líquido positivo de 7,3 milhões de Euros.À primeira vista o resultado é positivo, mas é de salientar que está aqui incluída a venda de Pepe por 30 milhões (19 milhões de mais-valias).
Apesar do relatório ser semestral a novidade está no resultado do 2o trimestre, já que já sabíamos que no 1o trimestre tínhamos tido 10,8 milhões de lucro (devido à venda do Pepe). Ficámos agora pois a saber que no 2o trimestre fizémos 3,5 milhões de prejuízo sem que nesse período tenhamos comprado ou vendido qualquer novo jogador, o que é um bom indício de que continuamos dependentes da venda de jogadores para ficarmos no positivo ou perto disso.
Se exceptuarmos as vendas de jogadores verifico que os proveitos praticamente não evoluíram em relação à época anterior (28,5 contra 27,9 milhões, um aumento inferior à taxa de inflação) enquanto os custos aumentaram mais de 10% (de 35,6 para 39,3). Não é exactamente uma boa notícia, e espero que não seja para continuar, senão cada vez mais temos que vender mais jogadores (ou comprar menos).
Indo mais ao detalhe, verifica-se que os Fornecimentos & Serviços Externos subiram imenso (28% em relação há 1 ano atrás, atingindo no 1o semestre o valor de 9,2 milhões) e os custos com pessoal um bom bocado (8%, para os 18 milhões).
Porque é que os FSE subiram? Fico sem saber, até porque o texto do relatório não ajuda muito - dizem que o aumentos dos custos "assenta em grande parte no aumento de FSE para fazer face aos eventos organizados pela PortoEstádio" quando na realidade se verifica que os custos TOTAIS da PortoEstádio (que inclui FSE e custos com pessoal) só subiram 0,3 milhões, ou 15% do aumento total em FSE; a bota não bate com a perdigota.
Também não foi na PortoComercial que os FSE tiveram um grande salto, já que os custos totais da mesma só aumentaram 0,1 milhões.
Sendo assim que tipo de FSE é que aumentaram em flecha? E foi one off, ou é estrutural? Impossível descortiná-lo através do relatório. Concluindo sobre este ponto, dá-me a impressão que os FSE estão um bocado fora de controlo, o que é particulamente má notícia porque os FSE não ajudam grande coisa a ganhar títulos - a não ser que seja um "servicinho" do Mestre Alves, claro :-)
De resto o aumento dos custos com pessoal só deve surpreender os mais distraídos: não era preciso ser-se o Mestre Alves para se saber no Verão passado que, com as renovações de contrato que iríamos ter durante o ano e sem a entrada de mais jovens da casa no plantel, seria muito provável que subissem consideravelmente.
Do lado das receitas os resultados com a bilheteira e TV são decepcionantes: evolução negativa (quedas de 10% e 6%, respectivamente) quando estas são rubricas em franca expansão por essa Europa fora.
Finalmente: penso que vamos acabar o ano no positivo - devido à venda de um ou mais titulares daqui até Junho, apenas e só. Penso mesmo que não teremos quaisquer grandes novidades nos resultados do 2o semestre, a única incógnita é quanto dinheiro é que vamos fazer em vendas (ou se conseguimos ir muito longe na Liga dos Campeões).
Vou arriscar uma previsão: antes da venda ou compra de mais jogadores até 30 de Junho e extrapolando do comportamento histórico do 2o semestre e dos resultados deste 1o semestre (e das movimentações do defeso), eu arrisco que se não ultrapassarmos o Schalke (i.e. indo tão longe na Liga dos Campeões como no ano passado) teremos um prejuízo anual entre os 8 e 10 milhões.
Daqui concluo que será quase certo que sairá pelo menos um titular até fins de Junho para colmatar esse défice, até porque a tesouraria está bastante mais apertada do que no início da época.
Relatório e contas consolidado 2007/2008:
http://www.fcporto.pt/PDF/RelatoriosContas/FCPSADRC1S07CONSOLIDADO.pdf
P.S. No relatório diz-se que os custos de aquisição de Farías, Stepanov e Bolatti foram de 15,5 milhões (ou seja, em média 5 milhões cada um); os valores avançados na imprensa foram de 9,5 (4, 3.5 e 2, respectivamente).
Viva a transparência, como disse o João Saraiva noutra mensagem...
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
A Europa dos ricos
Acaba de ser publicado o ranking de receitas orgânicas dos clubes europeus para a época 06/07 (Deloitte Football Money League). Antes de mais convém assinalar que este ranking de receitas exclui receitas com jogadores (i.e. transferências). Dois factos saltam à vista:1) As receitas dos maiores clubes europeus continuam em forte crescimento: os 20 clubes mais ricos viram em média um aumento de 15% em relação à época anterior.
2) A diferença entre eles e... nós, FCP. Principalmente entre os clubes do top10 e nós (que não entramos sequer no top20).
O Real Madrid lidera a lista com receitas de 350 milhões de euros; no 9o lugar temos o Inter com 195 milhões - compare-se isso com os ~55 milhões da FCP SAD. Dito de outra forma, o Real tem receitas orgânicas cerca de 6x superiores às nossas, o Inter 3,5x.
Alguns olharão para estes números e encolherão os ombros, dizendo que no futebol a "lógica é uma batata". Pois bem, desde que a Lei Bosman impera que não é bem assim: nas últimas 3 épocas os clubes do top10 de receitas açambarcaram 71% dos lugares nos 1/4 de final da Liga dos Campeões. Se a isto juntarmos outros clubes um pouco mais abaixo, temos que em média 7 das 8 vagas nos 1/4 final são preenchidas pelos 20 clubes mais ricos da Europa.
Será pois a nossa sina ficar para trás? Penso que "nim". Em média sim, teremos cada vez menos sucesso comparativo em relação ao top10; mas penso ao mesmo tempo que podemos ir sistematicamente aos 1/8 final e fazer "umas flores" de vez em quando, indo mais longe - vencer a Liga dos Campeões é um sonho, mas não impossível.
Que fazer? Muita coisa poderia ser dito sobre isto, mas resumidamente: penso que as receitas podem ser esticadas, em particular as receitas televisivas. Mas acima de tudo penso que temos que apostar na nossa grande vantagem competitiva: o mercado português, começando pela formação (e passando pelos estrangeiros que jogam em Portugal).
Mercado português onde ainda por cima há pouca rivalidade financeira, o que leva a que a pressão a nível de salários e passes seja mais baixa do que em Inglaterra, Espanha ou Itália.
O objectivo será pois conter as despesas o melhor possível (contendo as despesas em passes e salários) potencializando as mais-valias financeiras de futuras vendas (não esquecendo no entanto que nem todas as compras devem ser na perspectiva de vender mais tarde), sem comprometer a valia desportiva do plantel. Sem se gerar mais-valias financeiras consideráveis não teremos hipóteses de discutir taco-a-taco, ano após ano.
Isto não invalida naturalmente que se explorem outros nichos (ultimamente tem sido o argentino) - mas que ninguém se ilude que o FCP vá conseguir sistematicamente comprar jogadores argentinos com cartaz (como era o caso de um Lucho ou Lisandro) a preços acessíveis. Isto pode parecer um paradoxo mas quanto maior sucesso tiverem Lucho e Lisandro no FCP, menor a probabilidade de que façamos negócios idênticos no futuro (já que cada vez mais os clubes europeus ricos irão directos à "fonte"...).
A médio e longo prazo, o nosso futuro na Europa passa pela aposta no mercado português: repare-se que as grandes mais-valias geradas nos últimos anos foram todas oriundas do mercado português: R Carvalho, Pepe, Deco, P Ferreira. Anderson foi vendido por valores elevados, mas com mais-valias mais baixas (já que foi bastante mais caro - tal como um Lucho, já agora).
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Football_Money_League






