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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O que vale uma sondagem sem ficha técnica?


Esta sondagem foi realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Grupo Cofina, a 32 de Julho de 2016. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos e com notório subdesenvolvimento cognitivo (vulgo "leitores do Correio da Manhã") e residentes em Portugal Continental, especificamente na área de Lisboa, nas zonas da Quinta das Conchas e do Restaurante "O Barbas". Os inquiridos foram seleccionados por preferência clubística, sendo que 68,6% dos inquiridos identificaram-se adeptos do SLB, 28,4% como adeptos do SCP e os restantes 3% como associados da APAF. Todos os resultados obtidos foram trabalhados de acordo com os interesses comerciais do Grupo Cofina, e a distribuição da população com 18 ou mais anos residentes no Continente por sexo, escalões etários e nenhum grau de instrução, na base dos dados do Grupo Cofina e nos ficheiros pessoais do Paulo Pereira Cristovão - nota: sem qualquer relação com a SCP SAD!!!. A taxa de resposta foi de 101%. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 12 inquiridos é de -10,7%, com um nível de confiança de 252%.

As "sondagens" do Grupo Cofina, podem não ter vestígio de credibilidade, mas que alegram qualquer um (até numa manhã de segunda-feira), ninguém o pode negar.

domingo, 12 de outubro de 2014

O melhor “golo” de Ronaldo

Paris, 12 de Outubro de 2014, Conferência de Imprensa da Seleção Nacional


[Jornalista da CMTV]: Boa tarde Ronaldo, em direto para a CMTV, queria-lhe perguntar…

[Cristiano Ronaldo]: Para onde?

[Jornalista da CMTV]: CMTV.

[Cristiano Ronaldo]: Que é isso, CMTV?

[Assessor de imprensa da FPF]: É a televisão do Correio da Manhã.

[Cristiano Ronaldo]: Ah, então esqueça, que eu não vou responder.

[Jornalista da CMTV]: Sobre o jogo com a Dinamarca…

[Cristiano Ronaldo]: Não vale a pena.

[Assessor de imprensa da FPF]: Então passamos à próxima pergunta…

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Em 2011, Cristiano Ronaldo processou o Correio da Manhã.
Três anos depois, em Julho deste ano, um tribunal criminal de Lisboa deu razão ao melhor jogador do Mundo e condenou um grupo de jornalistas do Correio da Manhã por devassa da vida privada agravada.

Hoje, em Paris, numa sala cheia de jornalistas portugueses (e não só), o capitão da Seleção Nacional de Futebol (com a saída de Paulo Bento e a entrada de Fernando Santos, a Seleção voltou a ser nacional), mostrou a sua fibra e humilhou, em direto, a televisão da Cofina (Grupo empresarial proprietário do Correio da Manhã, Record, Jornal de Negócios, etc.).

Com o guarda Abel “reformado”, espero que esta atitude de Ronaldo sirva de exemplo ao Universo portista e, particularmente, a treinadores e jogadores do FC Porto, quando estiverem em conferências de imprensa.

Parabéns, Ronaldo!
Hoje marcaste o melhor “golo” da tua carreira.


Zeinal Bava (PT), Paulo Fernandes (Cofina) e Octávio Ribeiro (CMTV) (fonte: Meios e Publicidade)

P.S. Em vez de andarem a “chafurdar” na vida privada das pessoas, tinha muito mais interesse jornalístico, o Correio da Manhã dizer aos portugueses, quantos milhões de euros é que a PT/MEO, outrora a maior empresa de Portugal, já “enterrou” na CMTV.

P.S.2 Um dos assalariados do Grupo Cofina, o pseudo jornalista Eugénio Queirós, já reagiu no seu blogue:
«Ao negar-se a responder a uma pergunta da CMTV, Cristiano Ronaldo conseguiu a proeza de unir o país dos moralistas e ressabiados, entre os quais muitos jornalistas que abominam a “cultura CM” mas que não teriam lugar na redação do mesmo nem na condição de paquetes de 2.ª categoria.»
É assim que eu gosto de os ver, a espumar de raiva.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Acabar com as condutas manhosas

«Em 35 anos, esta é a quinta vez que inicio funções na redação do Record. Em 1978, com Monteiro Poças, fui estagiário. Em 1986, com Rui Cartaxana, desenvolvi o primeiro espaço regular sobre futebol internacional. Em 1994, com João Marcelino, regressei para participar na grande transformação em jornal diário e integrei as direções até 2003, também com José Manuel Delgado. Em 2004, com Alexandre Pais, iniciei um ciclo como colunista que durou até há poucas semanas.»
João Querido Manha
in Record, 19-07-2013


O diretor do Record deixou de ser Alexandre Pais (um assumido adepto do Belenenses com uma certa simpatia pelo slb) e o lugar passou a ser ocupado por um homem da casa, que também era cronista do Correio da Manhã e comentador da CM TV.

Acho bem. Detesto fingimentos e, com “talibans encarnados”, como são os casos de Octávio Ribeiro e João Querido Manha, na direção do Correio da Manhã e Record respectivamente, a estratégia e politica comunicacional do grupo Cofina fica muito mais clara.

Esta clarificação no Record, junta-se à transferência do ano nos media portugueses, anunciada há umas semanas atrás: Hélder Conduto, coordenador do Desporto da RTP, vai sair da estação pública para passar a chefiar a redação da benfica TV.
É sempre positivo quando as pessoas deixam de ter vergonha e assumem aquilo que realmente são. Desse modo, pelo menos evitam ser criticadas por condutas manhosas

Neste período das trevas, em que grande parte da comunicação social portuguesa (lisboeta!) é “comandada no terreno” por fundamentalistas encarnados (José Manuel Delgado, Octávio Ribeiro, João Querido Manha, ...), com uma visão do futebol português toldada pelo ódio ao FC Porto, é reconfortante constatar que o Porto Canal é um projeto diferente, que caminha em sentido contrário, numa lógica de abrangência e que desperta simpatias em pessoas e zonas do país onde isso parecia pouco provável.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Perto da vista, perto do coração

«Adeus, Avenida Conde de Valbom, olá, Segunda Circular
Record deixou ontem [13/12/2011] as instalações no centro de Lisboa, onde a sua redação funcionava desde março de 2001. Foram quase 11 anos de trabalho, mais de duas centenas de milhares de páginas editadas, perto de um milhão de fotos publicadas, cerca de quatro mil edições – entre jornais, revistas e guias – produzidas com empenho e ambição.»
Alexandre Pais, Diretor do Record
Passe curto, Record, 14/12/2011

«O tradicional almoço de Natal da Cofina Media, a que pertence Record, teve este ano uma particularidade curiosa: realizou-se nas instalações do próprio grupo, no amplo espaço que no início de 2012 será ocupado pela redação do “Correio da Manhã”. O novo edifício, situado à Rua José Maria Nicolau – antigo vencedor da Volta a Portugal em bicicleta e nome relevante do desporto português –, perto da Segunda Circular, em Lisboa, registou assim a sua primeira grande afluência ao receber largas centenas de colaboradores do nosso grupo de empresas.»
in Record, 16/12/2011


O Record, jornal fundado em 26/11/1949, e que nos últimos 25 anos teve como diretores Rui Cartaxana (1986-1998), João Marcelino (1999-2001), José Manuel Delgado (2001-2003) e Alexandre Pais (desde 2003);

o Record, jornal que tem uma contabilidade própria dos títulos oficiais conquistados pelos clubes portugueses (favorável ao slb), e cujo diretor justifica a inclusão da Taça Latina com o argumento de que elabora o ranking de acordo com os seus próprios critérios (“A FIFA tem outra decisão oficial? Ótimo, quando fizermos o ranking de títulos segundo a FIFA não deixaremos de respeitar essa decisão”);

o Record, jornal para quem o slb, e não o FC Porto, está em 1º lugar no campeonato porque discorda da metodologia oficial da Liga, segundo a qual deve-se aplicar a regra da diferença de golos e modos de desempate que se lhe seguem;

o Record mudou de instalações. A nova morada da Redação de Lisboa é no arruamento D à Rua José Maria Nicolau n.º 3.

Mas não se pense que a mudança foi fácil. Desde 2008 (pelo menos), que moradores das ruas Mateus Vicente e José Maria Nicolau se queixam da volumetria do novo edifício da Cofina e que o mesmo, por ficar colado aos edifícios que já existiam, lhes tira privacidade (devido à proximidade dos terraços) e tapa as vistas. E apesar da CM Lisboa ter chegado a embargar a obra em 2010, por ter sido desrespeitado o acordo que determinava a criação de uma espécie de jardim com vegetação na cobertura (quase toda essa área foi ocupada com tubagens e sistemas de climatização e ar condicionado), a coisa lá se resolveu a contento dos interesses… da Cofina.

E bem podem os moradores da zona continuar a queixar-se do barulho dos sistemas de sucção do novo edifício e de terem ficado sem vistas porque, em termos de vistas, os jornalistas do Record passaram a ter umas vistas verdadeiramente inspiradoras (e alinhadas com os critérios do diretor do jornal…).


Mais. Nos dias em que o clube do regime jogar em casa, até vão poder ir fazer a cobertura do evento a pé. A isto chama-se qualidade de vida, carago!


P.S. Seria interessante sabermos a quem é que a Cofina comprou o terreno/lote para este seu novo edifício e, dentro da CM Lisboa, quem foram as pessoas que trataram e aprovaram o projeto.

Fotos: Record

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O Estado e a Cofina

Pelos vistos, não é só com o slb que a Cofina tem excelentes ligações. Conforme a notícia seguinte demonstra, as relações com o actual governo também são muito boas. Aliás, bem vistas as coisas, até faz todo o sentido: Estado, Governo, CM Lisboa, clube do regime...


«Metade do investimento publicitário feito pelo Estado nos jornais diários de maior expansão até Setembro de 2009 ficou nos cofres do "Correio da Manhã". Um estudo feito pela Media Monitor (empresa da Marktest que analisa o mercado publicitário) mostra que, entre inserções no caderno principal e no caderno de classificados, o diário do grupo Cofina arrecadou, até ao final do terceiro trimestre deste ano, quase 4,5 milhões de euros, exactamente metade dos gastos realizados pelo Estado: 8,8 milhões de euros. (...)
Os números agora conhecidos revelam, de facto, não um "padrão", mas três. O "Correio da Manhã" é o grande beneficiário, no que diz respeito aos anúncios colocados pelo Estado nos cadernos dos diários generalistas. Isto porque, já em 2008, aquele título arrecadara 49,6% do dinheiro despendido pelo Governo. Ou seja: o jornal da Cofina vale para o investidor Estado tanto como a soma dos restantes jornais diários.
Segundo "padrão": os jornais com a massa de leitores a Sul arrecadam 72,5% da publicidade estatal. Para o "JN" sobram 27,5%. Com sensivelmente o mesmo número de leitores (concentrados a Norte) do que o "Correio da Manhã" (concentrados a Sul), o "JN" regista um valor da receita publicitária inferior a 48% em 2008 e 45% em 2009, relativamente ao seu concorrente mais directo. Contas feitas, a diferença entre o "JN" e o "Correio da Manhã" é favorável a este último em cerca de três milhões de euros em 2008 e de dois milhões até Setembro deste ano.»
in JN, 21/12/2009

Nota: A foto e os destaques a negrito são da minha responsabilidade.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ligações perigosas

«A construção, perto do Estádio da Luz, em Lisboa, do prédio da Cofina, está a revoltar os moradores vizinhos, pois fica colado aos edifícios já existentes, tirando privacidade e vistas. A Câmara ainda pondera embargar a obra.»
in JN, 04/09/2008


«Os moradores da rua Mateus Vicente, em Lisboa, insistem na ilegalidade da construção da nova sede da Cofina, apesar da câmara ter levantado o embargo à obra, e admitem recorrer aos tribunais se as outras instâncias falharem.»
in JN, 02/03/2009


«O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa instaurou um inquérito sobre a construção do novo prédio da Cofina, grupo de comunicação social que detém, entre outros, os jornais "Correio da Manhã" e "Record", em Benfica, Lisboa, disse fonte da Procuradoria-Geral da República.
A polémica obra, contestada desde 2008 pelos moradores dos prédios mais próximos, foi analisada pela Provedoria de Justiça, que já no ano passado notificou a Câmara de Lisboa, apontando a nulidade de vários actos administrativos por desrespeito ao alvará de loteamento, de 1989.
Segundo fonte ligada ao processo, a Provedoria deteve-se sobre dois processos - um, contra a Câmara de Lisboa, por ter autorizado a construção, e, um segundo, a propósito de os promotores imobiliários da urbanização onde se insere o prédio da Cofina, não terem alegadamente pago taxas camarárias pelo uso dos terrenos, já que os direitos de isenção teriam passado do Sport Lisboa e Benfica (antigo proprietário) para as empresas.»
in JN, 27/08/2010


Pensava eu, que as ligações do Benfica à Cofina se esgotavam na cor dos seus dois diários - Correio da Manhã e Record - e na linha editorial pró-encarnada dos mesmos. Mas, para além disso, parece que também há (houve) negócios entre as duas partes aparecendo, mais tarde, a câmara municipal de Lisboa metida ao barulho.
Seja como for, não tenho dúvidas de que vai tudo acabar em bem, com o inquérito do DIAP arquivado e os processos abertos pela Provedoria de Justiça no "caixote do lixo". Aliás, por aquilo que me apercebi da leitura das notícias acima referidas, este caso é uma brincadeira de crianças, se comparado com os acordos/negócios que envolveram a EPUL ou a Euroárea no Seixal.