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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

De Portugal para o Azerbaijão via Rússia

"FC Porto empresta Izmailov ao FC Qabala


Negócio está fechado, russo vai jogar no Azerbaijão durante seis meses limpando por isso a folha de custos do clube portista: os azeris pagam o salário por completo [...] Está desta forma aberta uma porta para Izmailov regressar à competição, ele que se encontra ausente há mais de quatro meses dos treinos do FC Porto para resolver problema familiares, de acordo com o que o clube azul e branco tem dado conta." in Mais Futebol

Bem, antes de mais fico satisfeito que esta autêntica telenovela chegue ao fim de forma minimamente satisfatória... já se tornava mais do que ridículo ter um jogador do plantel A ausente há 4 meses e meio (!) com uma mera comunicação (telegráfica e enigmática) de que seria por «razões familiares».

Mas pergunto-me se os «problemas familiares» na Rússia afinal já foram resolvidos, já que para quem não saiba Qabala fica a uns «meros» 2,300km de Moscovo (que é, salvo erro, onde ele tem a família)... ou seja, mais ou menos a mesma distância que do Porto à Eslovénia, por exemplo.

E se estão resolvidos, a sua saída obviamente acontece porque não é visto como uma mais-valia no plantel - o que não me admira nada, primeiro porque tem uma concorrência bem razoável para a sua posição no plantel (ainda mais com a chegada de Quaresma, que não jogando no mesmo lugar é concorrência directa num lugar no 11) e segundo porque sem estar a treinar há tanto tempo muito dificilmente seria útil ainda esta época. Isto claro para não falar em outras considerações extra terreno de jogo, eventualmente.

Izmailov não vai deixar saudades no Dragão, tendo tido uma passagem muito discreta. Após expectativas iniciais dos adeptos fruto de algumas boas indicações dadas no SCP (e apesar de uma passagem algo conturbada pelo mesmo clube), e sendo mesmo titular (de forma extremamente passageira) pouco após chegar ao Dragão, Izmailov esfumou-se... indo-se embora com a seguinte «bagagem» no CV em jogos oficiais:

12/13: 15 jogos (5 a titular), 623 minutos, 1 golo, 0 assistências, 1 cartão vermelho 
13/14: 1 jogo, 23 minutos, 0 golos, 0 assistências

Bem, boa viagem (e «good riddance», como dizem os bifes) e desejos que em Qabala ele não seja vítima de cabalas!

PS - ele há coincidências do caraças... por acaso tenho na minha coleção uma camisola do FC Qabala. Pois bem, fica agora justificada a sua compra.. a posteriori (isto se for verdade que os gajos lhe vão pagar o salário por inteiro :-)

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Uma questão de respeito

O Futebol Clube do Porto soube fazer-se forte a partir do final dos anos 70 porque se soube fazer respeitar. Perante os rivais, perante os adeptos neutrais e perante os seus próprios seguidores. Os sócios e adeptos do clube sabiam que eram tratados com o respeito que lhes era devido e que quem geria o clube o fazia em comunhão com eles, tomando as melhores das decisões.

Foi com essa política que se ultrapassaram os rivais de Lisboa a velocidade cruzeiro e foi dessa forma que o FCP se transformou no maior clube de Portugal e um dos grandes nomes do futebol europeu. Mas onde está agora esse respeito?

O Futebol Clube do Porto tem há dois meses um jogador desaparecido.
Desaparecido.
Um profissional, pago a peso de ouro, contratado em Janeiro do ano passado e inscrito este ano na Champions League à frente de jogadores como Kelvin, o autor dos golos mais importantes do final da época passada (Braga e Benfica). Um sinal claro do staff técnico que o preferia a Iturbe (emprestado) e a Kelvin (relegado para a equipa B) como opção de ataque, sobretudo na zona mais deficitária da equipa. Paulo Fonseca teria os seus motivos. Esse jogador foi até utilizado no primeiro jogo da fase de grupos da Champions, em Viena. E depois, desapareceu!


Marat Izmailov não aparece no centro de estágios do Olival há mais de 60 dias.
Ninguém sabe verdadeiramente onde está. Uns dizem na Rússia, outros em Lisboa. Muitos já o viram no aeroporto Sá Carneiro, outros pelas ruas da capital. Não está com nenhum problema médico identificado pelo clube. Tem 31 anos, não é um adolescente. É um profissional e com um historial complexo que o clube já conhecia quando o pescou em Alvalade (sem muito sentido, segundo a minha opinião pessoal) e no entanto nenhum adepto ou sócio do clube seria capaz de imaginar que esta situação seria possível.

Será que o FC Porto de Jorge Nuno Pinto da Costa nos anos 80, na década de 90 e nos primeiros anos da década passada permitiria este comportamento a um assalariado como é o russo? Será que os adeptos do clube teriam este tratamento quase de despeito, sem que sejam informados sobre o que se passa com este futebolista? Faz algum sentido, face à história recente e brilhante do clube, pactuar com atitudes destas?

Izmailov é jogador do FC Porto apenas no salário que lhe chega todos os meses. Não o prova (ou provou) em campo, não o prova treinando-se ou "recuperando-se" ao lado dos seus colegas. Não sei, sinceramente, que vinculo existe ainda com este jogador que não impeça a rescisão unilateral de contrato ou a exigência imediata de quem manda no clube da sua reincorporação ao grupo.

Como sócio e adepto do FC Porto acho que é uma questão de respeito que esta situação se esclareça e que se existem motivos lógicos (o que seria dificil) para justificar este abandono das suas funções durante dois largos meses, que sejam explicados. Caso contrário só ficará a sensação de que Izmailov anda por aí perdido, a rir-se do clube e dos seus adeptos!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Uma boa oportunidade para estar calado


"Surpreende-me que o Izmailov esteja a fazer aquilo que está a fazer. Põe muita coisa em causa. Coloca em causa os treinadores, o departamento médico e o seu profissionalismo. Das três situações, alguém estava mal. Se está a fazer o que está a fazer, se está a conseguir prolongar no tempo uma série de jogos que não tinha feito até aqui, alguém estava errado e eu também assumo a minha responsabilidade."
 
 
Estas declarações foram feitas ontem por Domingos Paciência, no programa 'Grande Área', da RTP Informação.
 
Como é sabido, Domingos Paciência foi treinador do Sporting até ao dia 13 Fevereiro de 2012, altura em que foi despedido por Godinho Lopes.
 
Ora, vale a pena relembrar qual foi a utilização de Marat Izmailov na época passada, nomeadamente APÓS Domingos ter sido substituído por Sá Pinto.
 
(utilização de Izmailov em 2011/12, fonte: zerozero)

 
Olhando para o quadro anterior, verifica-se que nos 63 dias seguintes à saída de Domingos de Alvalade, entre 16-02-2012 e 19-04-2012, Izmailov foi titular em 14 jogos seguidos! Ou seja, em média, fez um jogo em cada 4,5 dias. Nada mau...
 
Engraçado, não me lembro de, na altura, Domingos ter feito declarações públicas dizendo que estava surpreendido e sugerindo que Izmaylov era um mau profissional. Não, o senhor Paciência optou por descarregar a sua bilis após Izmaylov ter sido titular do FC Porto em 5 jogos seguidos (ainda estamos longe dos 14 da época passada) e apenas 4 dias antes de um SCP x FC Porto. Lamentável!
 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Izmaylov, o "aleijadinho"...

O último jogo de Marat Izmaylov com a camisola verde-e-branca foi no dia 10-12-2012, em que cumpriu, penosamente, os últimos três minutos da derrota caseira (1-3) frente aos vizinhos da 2ª circular.

Se Izmailov jogar com regularidade no FC Porto, é sinal de que se trata de um tipo desprezível, um péssimo profissional que se recusa a jogar dizendo que tem ‘dói-dói’...
Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting

(fonte: zerozero)

E, de facto, muitos portistas torceram o nariz à troca de Miguel Lopes por Izmaylov, não por duvidarem da qualidade do internacional russo, mas por estarem algo cépticos em relação ao estado físico de Izmaylov (“aqueles joelhos não aguentam mais de 30 minutos...”).

Contudo, desde que chegou ao FC Porto, o “desprezível parece que rejuvenesceu. Assim, em pouco mais de um mês (entre os dias 13-01-2013 e 15-02-2013) já participou em seis jogos, os três primeiros como suplente utilizado, os três últimos como titular. E, precisamente na deslocação a Aveiro, cumpriu os 90 minutos e foi “apenas” o jogador das duas equipas que, de acordo com as medições efectuadas, percorreu a maior distância (11445 metros). Para quem vinha “aleijadinho”, é obra!

(fonte: jornal O JOGO)

Espero não estar a deitar foguetes antes da festa, até porque, com o regresso da Liga dos Campeões e a hipotética não-eliminação da “Taça Lucílio Baptista”, as próximas semanas irão ser bastante intensas.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Dois pontos. E tudo na mesma!



O futebol nunca perde uma oportunidade para fazer mostrar a sua sublime ironia e, esta noite, no Estádio do Dragão, isso voltou a suceder. Quando se esperava que o FC Porto pudesse finalmente tomar de as rédeas, de forma isolada, deste campeonato, a nossa equipa não aproveita os dois pontos de vantagem que o clube de Lisboa lhe pôs à disposição, num jogo em que esteve uns furos abaixo das mais recentes exibições.

Precisamente, quando se relevava o excelente momento de forma do conjunto azul e branco, eis que os homens de Vítor Pereira ficam aquém do muito e bem que tem sido dito e escrito sobre si mesmos nas últimas semanas. A circulação de bola rápida e intensa deu lugar a uma articulação menos fugaz e precisão de passe com pouca acuidade. O desacerto na finalização foi fatal às aspirações portistas, onde nem Jackson Martinez escapou a esta malapata geral ao não converter uma grande penalidade.

Bem pode Manuel Cajuda sorrir depois do seu receoso discurso na antevisão ao jogo. A muralha que ergueu diante Bracali surtiu efeito, sobretudo a sua dupla de médios defensivos vasco Fernandes e Tiago Terroso. O bloco baixo da restante equipa compôs o resto, sina a qual o FC Porto nunca contorna com facilidade. Pior ainda quando por estes dias o dragão se vê privado de elementos com capacidade de alargar o jogo como James ou Atsu. Algum dia estas ausências fariam mossa…

Pouco preocupado com estas questíunculas, Tiago Targino lançou-se a grande velocidade para um golo pleno de oportunidade e veneno perante o domínio que a nossa equipa assumia desde o apito inicial. Os jogadores apesar de não perderem a tranquilidade, não conseguiram impor o ritmo forte que se vira em Guimarães, com reflexos nas poucas oportunidades criadas no decorrer do primeiro tempo.

Ainda antes de Vítor Pereira tentar fazer algo novo na estrutura da equipa o empate surgiu de bola parada, onde a fífia de Bracali foi decisiva. A sorte parecia querer mudar-se de lado e a penalidade cometida por Jander parecia ser escape ideal à noite menos conseguida da equipa da casa. Puro engano. Jackson também tem as suas horas negras.

Num campeonato onde todos os pontos parecem ter uma cotação maior do que o seu real valor, o desaire portista desta noite no Dragão é aparentemente mais comprometedor do que a escorregadela do rival na Choupana. As boas promessas dos jogos anteriores tinham confiança alta entre jogadores e adeptos. Contudo ainda são latentes algumas fragilidades, como as arreliadoras lesões e ausências de James, Atsu ou Defour. Izmailov e Liedson ainda procuram rotação. Sebá e Tozé são muito verdinhos para estas andanças. Um percalço que não retira brilho ao que de bom se viu até aqui, mas que enfatiza o perigo poder surgir quando menos se conta.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

As entradas e saídas de Janeiro

A janela de transferências de Janeiro fechou às 23:59 de ontem e, em termos de entradas e saídas, o cenário é o seguinte:

Saídas do plantel:
- Miguel Lopes ( FC Porto -- SCP; a FCP SAD fica com 50% dos direitos económicos )
- Emídio Rafael ( FC Porto -- SC Braga )
- Iturbe (FC Porto -- River Plate; empréstimo por 6 meses )
- Rolando ( FC Porto -- SSC Nápoles; empréstimo por 6 meses )

A estas saídas, acresce a resolução de mais dois casos:
- Souza ( Grémio (emprestado) -- Grémio; venda por 3 milhões euros )
- Ventura ( Olhanense (emprestado) -- SCP; empréstimo )



Entradas no plantel:
- Izmaylov ( SCP -- FC Porto )
- Liedson ( Flamengo -- FC Porto, empréstimo por 6 meses )
- Fucile ( Santos (empréstimo) -- FC Porto ) --- a confirmar

Analisando estas entradas e saídas, constata-se que:

i) Ao contrário do receio manifestado por alguns portistas (talvez devido a notícias especulativas que saíram na comunicação social), nenhum dos 13 jogadores que fazem parte do lote restrito que tem sido mais utilizado por Vítor Pereira, saiu a meio da época. Boa notícia para o treinador e para os adeptos.

ii) As entradas no plantel não implicaram custos com a aquisição de passes de jogadores (ao contrário de idêntico período da época passada, em que foram investidos 3,5 milhões de euros no passe de Janko). É um sinal dos tempos.

iii) O aumento de encargos com os elevados salários de Izmaylov e Liedson é, pelo menos parcialmente, compensado com o facto da FC Porto SAD deixar de pagar os salários de cinco jogadores: Miguel Lopes, Ventura, Emídio Rafael, Iturbe e Rolando.

iv) A confirmar-se as notícias que vieram a público, a FC Porto SAD terá feito um encaixe global de cerca de 4 milhões de euros, com os empréstimos de Iturbe e Rolando e a venda do passe de Souza. Nada mau.

v) As entradas no plantel apenas envolvem jogadores conhecedores e perfeitamente adaptados ao futebol português e foram para posições onde as carências eram evidentes.


Ponderando todos estes aspetos, penso que o balanço é francamente positivo, mas conclusões definitivas só no final da época e estarão condicionadas ao desempenho que Izmaylov e Liedson evidenciarem dentro das quatro linhas.


P.S. Foi uma pena que o Quaresma (ou terá sido o Jorge Mendes?) tenha preferido os milhões do Dubai, em vez da possibilidade de voltar a ser campeão português, do prestigio de voltar a jogar na Liga dos Campeões e, conjugando estes aspetos, tentar recuperar um lugar na Seleção Nacional.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Alex, i Love it...



Não há, nem pode haver, qualquer tipo de contestação à vitória do FC Porto esta noite no estádio do Dragão. Esse é, aliás, o maior elogio que se pode fazer à equipa de Vítor Pereira que controlou por completo a partida, mesmo tendo ficado longe de fazer uma exibição engalanada. De resto, perante este Paços de Ferreira resguardado, o destaque do encontro vai para os golos que materializaram em pontos o triunfo azul e branco. A bela e inocente chapelada de Alex Sandro, bem como a estreia de Izmailov a marcar pelo nosso clube, foram um sublinhado bem consentâneo com o tranquilo triunfo portista.

A partida conseguiu ser entretida na 1ª parte, sem nunca deslumbrar. O primeiro quarto de hora do FC Porto foi bem dinâmico, com alguns momentos colectivos de elevado interesse. Destaque neste período para Defour que apareceu uma vez em posição fatal para finalizar, assim como o bom par de cruzamentos tensos e perigosos que gizou. O nível de aproveitamento, porém, nunca foi correspondente e goraram-se à catadupa bolas de golo aos pés de Otamendi, Jackson e Moutinho.

A receita da equipa da capital do móvel passava invariavelmente por povoar a dianteira da sua área, baixar o ritmo da partida (em que inusitada sensibilidade no apito de Jorge Sousa muito contribuiu) e, esporadicamente, tentar explorar o contra-ataque numa bola bombeada ou lançamento rápido. Cícero, só por uma vez assustou Helton. Nada mais. Naturalmente o Paços de Ferreira ia-se mostrando pouco confortável no rumo que o jogo tomava.

Apesar de acerco azul e branco, o primeiro tempo findou incólume para os afortunados canarinhos, contudo o reatamento do encontro fez transfigurar a boa onde visitante. Num lance aparentemente inofensivo, Alex Sandro bate uma espécie de cruzamento que acabaria por dar uma chapelada monumental a Cássio. A vantagem demorou, mas veio. Com um requinte de ironia e malvadez.

O conforto do golo de vantagem fez aligeirar um pouco o ritmo da equipa de Vítor Pereira, o que não serviu de razão para o adversário para se empertigar ao jogo. Bem pelo contrário. O Paços manteve-se sempre curto e pouco espevito. Marat Izmailov e Kelvin, que entretanto já corriam pelo campo a tentar trazer novo vigor às nossas cores, obtiveram merecido reconhecimento já a caminho do fim do encontro. O médio russo já marca de azul e branco, com os cumprimentos aos nossos confrades e viscondes de Alvalade.

Um campeonato é mesmo assim que se ganha. Com o esforço que é nosso, mas também com as abébias dos outros.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Velhos são os trapos




É de saudar a vinda de Liedson, caso esta se venha a confirmar.
A absurda "lei", não escrita, que durante muitos anos impedia a compra
de jogadores na casa dos "trinta e muitos", começa a ser
abolida aos poucos.

Nem todos os jogadores devem forçosamente cumprir a tradicional
trilogia: comprar (jovem e barato) - render ao máximo desportivamente
- vender caro.
Jogadores há que, não se enquadrando neste modelo, poderão ser
muito úteis na vertente desportiva.
Bons jogadores são sempre bem-vindos, mesmo tendo eventualmente
passado o pico da sua carreira. Não só poderão, eles próprios, colocar
em campo o muito que ainda sabem como, tão ou mais importante,
servirão de exemplo aos tais "jovens" para que um dia sejam, também
eles, grandes.

Sim, Liedson não marcará os mesmos golos em catadupa dos seus tempos
por outras paragens, mas será seguramente alguém que resolverá ainda
muitos problemas quando Jackson não o conseguir.
Inconcebível era a situação que tínhamos até ao momento: nenhuma
alternativa digna desse nome.
Kléber já muito dificilmente escapará a se tornar no maior erro de
casting dos últimos largos anos para a posição "9".
Basta pensar que, até o inexperiente Sebá, ainda que longe de ser
solução para o que quer que seja, mesmo assim terá criado mais perigo
contra o Setúbal, para a taça de Liga, do que o brasileiro na
totalidade desta meia-temporada.

A regra da casa tem sido (com sucesso) potenciar jovens talentos mas
faltava claramente algum equilíbrio que só a experiência poderá
fornecer.

Meyong seria igualmente uma boa opção, na mesma linha. Eventualmente
com a vantagem de mais algumas épocas à sua frente. Alguma coisa terá
falhado e o camaronês seguiu antes viagem para o mais recente "El
Dorado" do futebol português. Mas, às vezes, a história escreve
direito por linhas tortas.

Sempre vieram, portanto, o tal médio ofensivo e o ponta-de-lança
alternativo que se exigia.
Pede-se, agora, que aquele espírito guerreiro que se viu na Luz se
mantenha e que aquelas interessantes trocas-de-bola à meio-campo, se
transformem em verdadeiras oportunidades de golo para esta segunda
metade de temporada.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A maçã podre e o desprezível



O Izmailov tinha terminado o seu ciclo no Sporting, como tem sido falado por pessoas do seu clube e viu-se a sua utilização esta época. (...) As expectativas que temos são de esperança que ele seja uma mais valia para o FC Porto. (...) Ele enquadra-se na nossa forma de jogador.
Pinto da Costa, em declarações ao Porto Canal


Se Izmailov jogar com regularidade no FC Porto, é sinal de que se trata de um tipo desprezível, um péssimo profissional que se recusa a jogar dizendo que tem ‘dói-dói’...
Se [a troca] fosse pelo Kléber, aceitava.
Eduardo Barroso, presidente da Assembleia Geral do Sporting


Quero trabalhar muito e ganhar títulos. O FC Porto tem uma grande estrutura e os resultados provam que é melhor que os outros. Quero progredir, como jogador e como pessoa. Quero ganhar títulos e só posso prometer que vou dar o meu máximo.
Marat Izmailov, em declarações ao Porto Canal


Primeiro foi a "maçã podre"; agora é o desprezível...
Quem será o próximo?
O que irão chamar ao próximo?
Ainda não perceberam por que razão os melhores (e não só) querem fugir do covil?
Quantos mais leões esfomeados terão de sair de Alvalade, em busca de futuro e títulos noutro lado, para que eles percebam?

Agora imaginem estes dois ex-jogadores do clube do patético doutor Barroso, a brilharem juntos no meio campo dos dragões. É que poderá ser já no próximo domingo, num estádio próximo de si...

sábado, 20 de março de 2010

Que tal uma troca directa?


O novo director desportivo em Alvalade já avisou: o russo Izmailov não voltará a jogar pelo Sporting. Ainda bem que o Ministro já se esqueceu dos seus amúos na época 2004/2005, a última em que vestiu a camisola do FC Porto. Assim sente-se mais à vontade para tratar os jogadores com o chicote.

Assim sendo, e lembrando as trocas profícuas que fizemos no passado com o Sporting, proponho trocarmos directamente o Izmailov pelo Belluschi. O argentino assentaria que nem uma luva no losango existencial dos viscondes!