Foi um jogo interessante. Os alemães foram muito competentes na gestão da vantagem de dois golos da primeira mão. Sempre bem posicionados e muito ágeis, técnica e tacticamente, receberam um bónus da equipa de arbitragem nada desprezível. Há que reconhecer que, em muitos momentos, ficou vincado que os jogadores da nossa equipa não conseguiram superar o conjunto alemão que jogava como uma equipa, com os jogadores bem posicionados e sempre mais próximos da bola; com boa posse e sempre a espreitar, com paciência, o momento de acelerar para chegar à zona de finalização. Sem pressas, construíam a passagem aos oitavos de final. Conseguimos romper a barreira teutónica por duas ou três vezes no primeiro tempo e, na segunda parte, empertigamo-nos e tivemos alguns momentos de revolta, feitos de querer e de luta, mas não conseguimos chegar ao golo. Ficou a atitude, o esforço, o pundonor. Não deu pontos, mas amaciou a dor da derrota.
Não há muito a destacar no plano individual. Danilo, foi o melhor e Rúben subiu uns furos relativamente aos últimos jogos, tal como Marcano. Layún cumpriu e teve tempo para boas assistências; Evandro está a subir de forma. O trio atacante foi o nó górdio da nossa equipa. Aboubakar continua longe do que fez no arranque da temporada; Marega lutou muito mas construiu pouco e Varela esteve próximo do golo que o guarda-redes de Dortmund evitou com a defesa da noite. Mas, pouco mais fez. José Angel não nos chega e subiu pouco e Maxi esteve irregular. Suk denota alguma ingenuidade, mas sinto que vai crescer e ser útil. Alma não lhe falta. A equipa foi briosa. Os bons momentos foram descontinuados: não temos ritmo para pressionar de forma intensa e raramente se conseguiu tirar os alemães da sua zona de conforto. O empate era um prémio mais que justo. Evitou-se a saída de forma constrangedora da Liga Europa.
A equipa de arbitragem cometeu erros graves. Foi pena. Porém, no conjunto das duas mãos, o Dortmund impôs o ritmo e controlou os jogos de forma muito competente. Mereceu passar à fase seguinte. Saímos da prova sem dor. Não foi bom, nem foi um desastre, considerando o momento actual. E o valor do adversário. Viremo-nos para dentro. Objectivo: juntar, animar, recuperar, para evitar perder tudo.


