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segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Taça da Liga a pensar no Campeonato

«Sobre esta polémica gerada em torno da próxima eliminatória da Taça da Liga, que se disputa no dia 04 de Fevereiro de 2009, os participantes nesta votação consideraram que o FC Porto se deve apresentar ao jogo e deve “poupar todos os habituais titulares”, tendo esta opção reunido 51 votos (40%).
“Assumir a falta de comparência”, foi a segunda opção mais votada com 26% das votações (33 votos). As terceira e quarta opções foram “jogar com a sua melhor equipa” e “poupar apenas os jogadores com mais minutos” que obtiveram respectivamente 22 votos (17%) e 19 votos (15%).»


O JOGO, 27-12-2013
«Sendo uma competição sem história, sem prestigio (bem pelo contrário!), sem proporcionar o apuramento para competições europeias e com prémios monetários baixos (para os padrões do FC Porto), para que serve a Taça da Liga?
(…) a Taça da Liga é uma competição que serve, acima de tudo, para dar minutos aos jogadores menos rodados, testar outros e fazer algumas experiências.
Este ponto de vista é partilhado pelos responsáveis do FC Porto (ou vice-versa, para ser mais correcto), os quais têm seguido esta política desde que a Taça da Liga foi criada. Primeiro com Jesualdo Ferreira, nos últimos três anos, e esta época com André Villas-Boas.»


«(…) a Taça da Liga é a competição dos 3 S - sem história, sem prestigio e sem interesse competitivo. Acresce a isto que o prémio monetário para o vencedor é baixo, sendo inclusivamente um valor menor que o da Taça da Portugal (na época 2008/09, o vencedor da “Taça Lucílio Baptista” recebeu um total de 349 mil euros, o que corresponde a cerca de 0,37% do orçamento que a FCP SAD aprovou para esta época – 94,7 milhões de euros).
Para que serve então a Taça da Liga? Tal como defendi em anos anteriores, na minha perspectiva a Taça da Liga deve ser aproveitada para testar/avaliar jogadores, ensaiar novas soluções sectoriais e dar minutos aos jogadores novos e/ou menos utilizados.»


«(…) para mim a Taça da Liga é uma competição com um reduzidíssimo interesse competitivo e, sendo o FC Porto obrigado a participar e a ter de cumprir com as quotas mínimas em termos de jogadores, estou inteiramente de acordo com as opções que foram seguidas, quer por Jesualdo Ferreira, quer por André Villas-Boas.
A questão que se coloca é a seguinte: Havendo uma competição de regularidade – o Campeonato -, em que jogam todos contra todos a duas voltas; uma competição a eliminar – a Taça Portugal – envolvendo os clubes de todas as divisões; e uma competição entre os vencedores destas duas competições tradicionais – a Supertaça; porquê e para quê a Taça da Liga?
O que é que a Taça da Liga traz de novo, ou de diferente, relativamente às outras três competições nacionais?
Se nem sequer o seu vencedor é apurado para a Liga Europa, para quer serve a Taça da Liga?»


«(…) se em relação à Taça de Portugal compreendo (e na maioria das situações estou de acordo) que os treinadores do FC Porto poupem vários dos habituais titulares, na Taça da Liga ainda mais.
Na realidade, para um clube com o historial do FC Porto, cujas prioridades fundamentais (a nível desportivo e financeiro) são vencer o campeonato e atingir os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, para que serve esta aberração…, perdão, competição?
Para aumentar a notoriedade do clube a nível interno? Não.
Para enriquecer o currículo?
Compreendo que, por razões várias, o slb e a comunicação social que lhe é afeta procurem valorizar esta competição; compreendo que ganhar esta prova seja relevante para os clubes pequenos ou médios do nosso campeonato; mas algum portista, que tenha vivido as vitórias alcançadas nos últimos 30 anos, acha que é uma Taça da Liga que enriquece o currículo do FC Porto?»


Record, 22-03-2009
«(…) a Taça da Liga é, desde a sua criação (época 2007/08), um “nado morto”, sendo uma competição híbrida, sem lógica e sem interesse competitivo, ao ponto de vários jogos, incluindo de “clubes grandes”, não terem transmissão televisiva (foi o caso do Nacional x FC Porto da época passada). Como se isto não bastasse, a prova tem regulamentos pouco claros, que já foram alterados N vezes e, ainda por cima, ficou marcada por escândalos de arbitragem (os sportinguistas, e não só, chamam-lhe Taça Lucílio Baptista).»


O enquadramento e pressupostos competitivos da Taça da Liga não mudaram (deixou é de haver prémios financeiros para os clubes!) e, consequentemente, a minha opinião sobre a tacinha da Liga também não mudou. Penso hoje o mesmo que pensava no tempo em que o treinador do FC Porto era… Jesualdo Ferreira.

Assim sendo, o jogo de amanhã (Rio Ave x FC Porto) seria uma boa oportunidade para, no contexto da equipa principal, dar minutos a jogadores como Helton, Daniel Opare, Diego Reyes, José Campaña, Aboubakar ou… Ivo Rodrigues.

Contudo, há um aspecto que deverá ser ponderado por Lopetegui. Os jogadores estão sem competir desde o dia 19 de Dezembro e, no dia 4 de Janeiro, o FC Porto tem uma deslocação a Barcelos (tradicionalmente difícil) para o Campeonato.

Ora, não convém que uma parte significativa dos jogadores que irão ser titulares no Gil Vicente x FC Porto, cheguem a esse jogo com uma paragem competitiva de 16 dias!

sábado, 29 de setembro de 2012

Atenção ao senhor Venâncio Tomé



O senhor Venâncio Tomé (árbitro desde 1993/94, filiado na AF Setúbal) irá ser um dos árbitros assistentes do Rio Ave x FC Porto de hoje.
Quem é este senhor?

«O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, questionou, esta terça-feira, o facto de o árbitro Duarte Gomes ter desvalorizado o penalti que ficou por assinalar a favor dos “dragões” no jogo com o Marítimo, da 13.ª jornada da Liga de futebol. (...)
O árbitro lisboeta admitiu no Facebook que falhou ao não assinalar uma grande penalidade a favor do FC Porto, por empurrão a Belluschi, quando o resultado estava em 0-0.
A passividade do árbitro auxiliar também não foi poupada, pois “Venâncio Tomé, antigo fiscal de linha de Lucílio Baptista, está à frente da jogada, sem ninguém a perturbar a sua visibilidade, e também não viu e também achou [um lance] normal”.»
20/12/2011


Lembram-se do slb x FC Porto da época 2009/10? Lembram-se da forma como o slb obteve o único golo do desafio?

(slb - FC Porto, Dezembro de 2009)


Por tudo isto e muito mais, logo à noite atenção ao senhor Venâncio Tomé.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais uma vez contra 14

Não é preciso analisar à lupa a actuação de Jorge Sousa no último Sporting x FC Porto, para se constatar que estivemos perante uma arbitragem de campo inclinado, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final. As imagens são claríssimas e as opiniões de ex-árbitros vão todas no mesmo sentido. Contudo, parece que não se passou nada de especial. Não houve capas de jornais inflamadas, o futebol português não está de luto e ninguém clamou para que o árbitro fosse remetido para a “jarra”.

O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.
Em contraponto, muitos portistas acham quase normal ser prejudicados em jogos contra os “viscondes”, principalmente quando esses jogos são disputados em Alvalade ou em campo neutro. E, de facto, analisando a história destes confrontos têm razão para isso.

Para não ficar por generalidades, ou insinuações vagas, para além deste último jogo, recordo mais nove (!) Sporting x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.

Época 2001/02, Agosto de 2001, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
1ª jornada de um campeonato que viria a ser ganho pelo Sporting. Logo aos 35 minutos, o senhor Lucílio Baptista expulsou o Costinha, mostrando-lhe o 2º cartão amarelo, após uma simulação grosseira de João Vieira Pinto. A televisão mostrou, de forma clara, que o Costinha nem sequer tocou no “grande artista”. O FC Porto jogou quase uma hora com menos um jogador e já perto do fim, sofreu um golo e perdeu o jogo por 0-1.


Época 2002/03, 12 de Janeiro de 2003, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
«Não foi mas podia ter sido complicado o resultado da arbitragem de Lucílio Baptista (...). Só que a vitória portista foi tão incontestável que ninguém vai dar o relevo que teriam noutras situações três lances de grande penalidade não assinalados, todos a favor do FC Porto. Dois deles foram flagrantes (puxão de Kutuzov a Derlei na área do Sporting, aos 33', e mão de Contreras na área para travar um cruzamento de Clayton, aos 81'), mas o terceiro dificilmente o árbitro poderia ter visto, pois estava a colocar-se no terreno quando Tiago, ao pontapear a bola na área, atingiu primeiro Jorge Costa.»
O JOGO, 13/01/2003

Para além destes três lances, houve um quarto penalty não assinalado, na jogada que precedeu o golo do FC Porto. Quatro penalties, a favor do FC Porto, que ficaram por assinalar num só jogo!


Época 2003/04, 31 de Janeiro de 2004, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
Foi o terceiro Sporting x FC Porto consecutivo arbitrado por Lucílio Baptista (fantástico o critério das nomeações!) e, se um ano antes tinha feito vista grossa a quatro penalties a favor do FC Porto, desta vez não hesitou em assinalar dois penalties contra os dragões. Mas o desafio teve muitos mais casos de arbitragem de claro prejuízo do FC Porto, os quais podem ser recordados aqui.
No final do jogo, os dirigentes do Sporting consideraram que o árbitro tinha realizado um “bom trabalho”, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga (o confesso sportinguista Luís Guilherme) considerou a arbitragem de Lucílio Baptista "extremamente positiva" e os jornais Record e A Bola atribuíram-lhe uma elevada pontuação.


Época 2004/05, 21 de Março de 2005, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: João Ferreira
«McCarthy e Seitaridis terão sido mal expulsos do clássico no entender dos especialistas de O JOGO. No lance do grego, punido com vermelho pela grande penalidade cometida, as críticas a João Ferreira são unânimes: Seitaridis deveria ter visto apenas um amarelo por cortar uma linha de passe e não uma situação de golo iminente. Na avaliação feita à cotovelada do sul-africano, apenas António Rola aceita o entendimento do árbitro, apesar de, à semelhança dos outros, ter ressalvado que achava a expulsão demasiado severa.»
‘Tribunal de O JOGO’, 22/03/2005

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei. (...) De uma assentada, o Sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 22/03/2005


Época 2007/08, 11 de Agosto de 2007, (Supertaça, Leiria)
Árbitro: Bruno Paixão
Logo ao 2º minuto, zás, amarelo para o Paulo Assunção e passados mais oito minutos foi a vez de Pedro Emanuel, após ter feito uma falta normalíssima, também ficar amarelado. E assim, ao minuto 10, um dos defesas-centrais e o médio-defensivo (um jogador-chave nas compensações defensivas dos dragões) já estavam condicionados para o resto do jogo.
Poucos minutos após o início da 2ª parte, e ainda com o resultado em branco, deu-se o caso do jogo. Dentro da área do Sporting, Tonel corta a bola com a mão bem acima da cabeça. Os jogadores viram e o público, a avaliar pela reacção vinda da bancada, também não teve dúvidas. Penalty claríssimo em qualquer parte do mundo (e amarelo para Tonel), mas que Bruno Paixão (bem posicionado) e o árbitro-assistente que acompanhava o ataque do FC Porto decidiram ignorar.


Época 2007/08, 18 de Maio de 2008, (Taça de Portugal, Jamor)
Árbitro: Olegário Benquerença
Para além da enorme dualidade de critérios na mostragem dos cartões, em claríssimo prejuízo do FC Porto, o lance mais flagrante, em que Olegário mostrou ao que vinha, ocorreu aos 71 minutos, instantes antes da expulsão de João Paulo. Primeiro Polga e depois Miguel Veloso derrubam Lisandro dentro da área do Sporting, em ambos os casos sem nunca tocarem na bola. Fruto desta decisão de Benquerença, de uma situação em que o FC Porto poderia ter passado para uma vantagem no marcador, passou, isso sim, a jogar com menos um jogador!
O jogo terminou com os sportinguistas em festa e com os jogadores do FC Porto a chorar, com a revolta estampada no rosto. O festival dado por Olegário neste jogo pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, Agosto de 2008, (Supertaça)
Árbitro: Carlos Xistra
Logo no jogo de abertura da época, a Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting e o FC Porto, Xistra perdoou a expulsão a dois sportinguistas, conforme pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 9 de Novembro de 2008, (Taça de Portugal, Alvalade)
Árbitro: Bruno Paixão
Uma arbitragem desastrosa, com erros a prejudicar as duas equipas mas, quer no aspecto técnico, quer no disciplinar, não há dúvida para que lado é que o campo esteve inclinado. Por exemplo, perante a habitual pressão histérica do público de Alvalade, Bruno Paixão amarelou três jogadores do FC Porto entre os 37 e os 46 minutos. Nesta altura do jogo, o FC Porto tinha um total de 6 faltas (uma média de um cartão amarelo por cada duas faltas!), enquanto o Sporting já ia em 16 faltas (e zero cartões). Mas houve muito mais, que pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 4 de Fevereiro de 2009, (Taça da Liga - Meia-final, Alvalade)
Árbitro: Carlos Xistra
A forma como Xistra inventou dois penalties, invertendo um resultado de 1-0 a favor do FC Porto para o 2-1 que abriu caminho à vitória leonina, ficou nos registos como uma das maiores poucas vergonhas dessa época.

"Tal como há fantásticos jogadores e treinadores que tomam opções erradas, o mesmo acontece com os árbitros. Estamos na presença de um excelente árbitro, mas que se equivocou numa fase de jogo em que o marcador estava em 1-1, num lance em que Postiga devia ter levado segundo amarelo por simulação e o Sporting ficava com dez jogadores. Em vez disso assinalou penalty contra nós, um de dois mal assinalados. Há lances que são grande penalidade e não o são no nosso estádio. É difícil conseguir clima de tranquilidade na arbitragem, assim. É com isto que temos de viver."
José Gomes (treinador-adjunto do FC Porto), na conferência de imprensa


É por estas e por outras, que alguns sportinguistas deviam lavar a boca quando falam no “Sistema” ou em Apitos. Mas não, para além de uma memória altamente selectiva, chegam ao ponto de se queixarem até em jogos que são beneficiados!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Condecorações do 10 de Junho

Hoje, dia 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (ou dia da raça, se o Cavaco insistir na leitura das suas memórias), é altura de reflectirmos sobre aqueles que verdadeiramente se destacaram ao serviço da pátria no último ano, observar os seus honrosos e heróicos feitos e prestar-lhes a merecida homenagem aqui no Reflexão Portista.

Ricardo Costa


Esse bravo dirigente da Liga de Clubes exibe exemplarmente as grandes qualidades do povo luso: a coragem, a determinação, a imparcialidade e o benfiquismo. Este bravo homem resistiu a todas as pressões do maior obstáculo à verdade desportiva, o FC Porto, e procedeu a uma das decisões mais justas de sempre de toda a justiça futebolística: castigou com 4 e 6 meses de inactividade dois jogadores que pontapearam seguranças privados que os tinham cuspido e insultado previamente. A outra decisão de justiça desportiva que saiu desta mente brilhante foi a punição com 3 meses de inactividade de um jogador do Sp. Braga que "tentou pontapear um treinador-adjunto do SLB, tendo este evitado o pontapé com um movimento rotativo inverso, blá, blá, blá...". Mais uma vez, pela coragem patenteada, pela imparcialidade lúcida e pelo serviço à pátria propomos a condecoração com o Grande Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Costa


Este bravo dirigente do SLB foi o ideólogo e dinamizador dessa que será uma forma de guerrilha táctica comparável à inovação de Aljubarrota e que é o pânico gerado nos túneis entre os balneários e o relvado. Já desde os idos tempos de 2008 que Rui Costa se destacou como um estratega nato na arte de emboscar os adversários nos túneis, ora com o desvio das câmaras de captação de imagens ora com o cerco a adversários sozinhos por um numeroso contingente de seguranças privados que aplicam golpes de karaté nas costas das vítimas, estando o "maestro" a assistir de mãos nos bolsos. Um verdadeiro herói cujos feitos ao serviço da pátria para sempre serão recordados. Assim propomos a condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Aviz.

Olegário Benquerença, Lucílio Baptista, Bruno Paixão e João Ferreira


Estes são os quatro bravos membros da arbitragem portuguesa, quais quatro cavaleiros do Apocalipse, que mais se notabilizaram pelos seus nobres feitos dentro e fora do relvado ao longo das últimas épocas futebolísticas. Muito haveria por dizer da sua coragem, da sua imparcialidade, da sua lucidez e da sua verticalidade. Para eles propomos a condecoração como Cavaleiros da Ordem do Infante D. Henrique (que visa distiguir os serviços relevantes à pátria, no país ou no estrangeiro, e os serviços de expansão da cultura portuguesa e dos seus valores).

Prosegur


A empresa que prestou um excelente serviço à pátria quando enviou para o túnel da Luz colaboradores seus especializados em apaziguar os ânimos, reunir consensos e, principalmente, proteger os jogadores de futebol, para que não hajam distúrbios na sua zona de influência. De destacar a bravura de dois dos seus efectivos que enfrentaram sem temor dois temíveis vândalos altamente agressivos que vestiam de azul e branco. Para esta entidade propõe-se o grau de Membro Honorário da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.

Rui Santos


Este ilustre cidadão português discorre semanalmente durante várias horas sobre temas com grande interesse e relevo nacional numa estação televisiva. Os seus momentos de maior lucidez devem ser lembrados, nomeadamente aquele em que de forma corajosa apelidou a Justiça civil de "contaminada" depois da absolvição de Pinto da Costa de todos os crimes de que estava acusado. A sua luta é a sua verdade desportiva. Mas de todas as suas virtudes aquelas que mais lhe devem ser reconhecidas são o extremo bom gosto na escolha de fatos, gravatas e botões de punho e a forma brilhante (literalmente) como conserva semanalmente a sua frondosa cabeleira lavada em azeite colhido ao luar. Para ele reservámos o grau de Cavaleiro da Ordem de Sant'Iago da Espada.

Carlos Daniel


Este director de programas da RTP fez um trabalho muito meritório no acompanhamento semanal das prestações do conhecido septuagenário cineasta do programa Trio d'Ataque. Este tipo de voluntarismo só enobrece quem o pratica. Carlos Daniel chegou mesmo a prestar esse precioso auxílio em directo num dos programas em que o habitual pivot, Hugo Gilberto, não esteve disponível. Foi comovente! Só pode ser má-fé publicarem artigos que insinuem que o Carlos Daniel é benfiquista e faccioso. Não deixaremos de lembrar um homem com esta dedicação à causa pública e assim condecorá-lo com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lucilio e Ricardo Costa, duas boas notícias


Tudo indica, que Ricardo Costa não vai ser reconduzido na presidência da Comissão Disciplinar da Liga (era só o que mais faltava).
Lucílio Batista atingiu o limite de idade (nasceu em Lisboa, a 26 de Abril de 1965) e vai deixar de arbitrar.
São duas excelentes notícias mas não nos iludamos, porque Olegário Benquerença, João Ferreira, Bruno Paixão, Duarte Gomes, Carlos Xistra, Paulo Baptista, entre outros, ainda têm muito que dar à causa da arbitragem...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Bingo!

João "Pode Ser" Ferreira foi nomeado para arbitrar o Sporting - FC Porto. Em paralelo, Lucílio Baptista foi nomeado para o Leixões - Benfica.

Se a isto acrescentarmos as últimas nomeações para os jogos do FC Porto: Bruno Paixão (vs. Leixões) e Olegário "Palhaço Profissional" Benquerença (vs. Braga) é caso para dizer BINGO!

É o pleno em prol da verdade desportiva.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Erro grave favorece Benfica


No lance que precede o golo dos lampiões há um fora-de-jogo mais que evidente, como é perfeitamente visível nesta imagem, de Urreta que não foi sancionado pelo árbitro assistente de seu nome Venâncio Tomé. Saviola toca para Urreta que está adiantado e que acaba por tirar partido do lance fazendo de seguida um passe de calcanhar. Foi um erro muito grave e que tem influência decisiva no resultado (foi no decorrer da jogada que o slb chegou ao golo).

Nota: na generalidade da Comunicação Social o assunto não mereceu referências. O costume.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Baptista & Baptista


41': Maxi Pereira derruba Camora na área do Benfica. Havia lugar a grande penalidade?

«O Painel de jurados de O JOGO considera, por maioria, que o árbitro Lucílio Batista "pecou" ao não assinalar falta de Maxi Pereira sobre Camora já perto do intervalo.»
in O JOGO, 10/11/2009

Nota: Escusado será dizer quem foi o ex-árbitro do painel de O JOGO que considerou que Maxi Pereira carregou o jogador da Naval de forma legal...

Na Luz, com o resultado em 0-0, ficou um penalty por marcar a favor da Naval. Contudo, a bem da "verdade desportiva", este lance, bem como, o do livre inventado que esteve na origem do golo encarnado, não fazem parte das crónicas dos jornais nem dos resumos televisivos do jogo. Acho bem, convém evitar polémicas desnecessárias que manchem as vitórias do clube do regime.

No Marítimo x FC Porto, outro Baptista também defendeu o espectáculo, evitando que os madeirenses tivessem ficado a jogar com menos um a 35 minutos do fim. E desta vez nem sequer há a desculpa de que o árbitro não viu a agressão de Roberto Sousa a Rodriguez. Viu perfeitamente, mas Paulo Baptista decidiu transformar em amarelo esbatido um cartão que deveria ser da cor do sangue que escorria pela face do internacional uruguaio.

Dois erros de arbitragem de que ninguém fala (nem o Labaredas), com provável influência nos resultados finais destes dois jogos. Mas enfim, olhando para quem foi beneficiado e prejudicado, está tudo bem.

P.S. Segundo consta, ontem não houve berros, ameaças ou agressões no túnel da Luz. Que bom!...

domingo, 25 de outubro de 2009

Outra vez o Lucílio!


«João Tomás fez falta sobre o defesa Moisés, ficou com a bola e surgiu isolado, tendo depois batido o guarda-redes Eduardo»
in A Bola

«O avançado ganha (em falta...) a bola a Moisés e arranca para a área arsenalista»
in Record

«Moisés, apesar da altivez, é claramente carregado em falta por João Tomás. O árbitro Lucílio Batista assim não considerou, o ponta-de-lança aproveitou»
in Maisfutebol

«Golo de Tomás envolveu falta»
in O JOGO

«O Braga foi claramente superior, mas não conseguiu ultrapassar um Rio Ave que, neste jogo, pode agradecer boa parte do empate a um erro do árbitro Lucílio Baptista.»
in PUBLICO


As imagens são claras e a comunicação social é unânime: o golo marcado por João Tomás, que colocou o Braga em desvantagem no marcador, é irregular.
Conforme escreveu o Braga blog, "Lucílio Baptista tem já um passado triste, e nunca foi condenado com justeza, pelos seus casos anteriores. A arbitragem portuguesa está assim a deixar se levar pela onda, dos designados seis milhões...".


De facto, depois de ter transformado a última Taça da Liga em Taça Lucílio, o SLB (Senhor Lucílio Baptista) da arbitragem portuguesa voltou a atacar, criando as condições necessárias para que o clube do regime chegue, finalmente, à liderança do campeonato.
Parabéns ao calabote dos tempos modernos e a quem o nomeou.

terça-feira, 31 de março de 2009

Em Alvalade, tudo bons rapazes


«(...) estava eu satisfeito por ver alguém, humildemente, dar a cara após um erro flagrante quando, de repente, Lucílio resolveu estragar tudo. Que não tenha visto o gesto de Paulo Bento - indiciando que estava a ser roubado - parece-me perfeitamente possível (sem o recurso à televisão só por sorte poderia ter observado a reacção do técnico leonino), mas que diga, sem pestanejar, que no relvado não se apercebeu da gravidade da atitude de Pedro Silva após a expulsão é... estranho. Ou pior que isso: é impossível de aceitar.
O lateral leonino, desesperado com a marcação do penálti e com a ordem de saída de campo, reagiu à peitada, o árbitro arregalou os olhos perante o gesto do brasileiro e, horas depois, tem a coragem de dizer, perante o País, que não se apercebeu? Posso acreditar em tudo o que Lucílio disse na televisão, desde o facto de ter sido iludido pelo movimento do corpo de Pedro Silva no lance da polémica, até à garantia de que nenhum dos auxiliares o avisou do erro mas, decididamente, não acredito que esteja a dizer a verdade em relação ao resto. E se está, convém deixar de arbitrar quanto antes, pois pelos vistos não revela as condições necessárias para observar o que se passa não a alguns metros de distância, mas a escassos centímetros.»
Luis Avelãs
in Record, 23/03/2009


O que terá levado Lucílio Baptista a não escrever no relatório do jogo que o lateral do Sporting lhe dera uma forte peitada após ter sido expulso?
Peso na consciência?
Medo das consequências?

Bem, se Lucílio tivesse escrito no seu relatório que Pedro Silva o tentara agredir, este seria abrangido pelo artigo 115.º do Regulamento Disciplinar da Liga de Clubes que, no 1.º ponto, define o seguinte: "São punidos nos termos das alíneas seguintes as agressões praticadas contra a equipa de arbitragem b) Agressão em outros casos: suspensão de 6 meses a 4 anos e multa de 2.500 a 12.500 euros".

"Fala-se que ele tentou agredir o árbitro mas, no meu entender, aquele gesto quando recebeu a ordem de expulsão foi para dizer que tinha tocado a bola com o peito. O Pedro Silva sentiu-se injustiçado e, se calhar, o comportamento que ele teve após o vermelho era 50 vezes pior na sua cabeça"
Ricardo Sá Pinto, 26/03/2009

“Quem é que nunca cometeu um excesso no futebol ou noutra actividade?”
João Vieira Pinto, 26/03/2009

É bonito ver a solidariedade relativamente ao lateral do Sporting, certamente um bom rapaz, mas lembram-se do caso da chuteira do Deco, envolvendo o (felizmente já retirado) Paulo Paraty? Lembram-se do que na altura foi dito e escrito pela imprensa lisboeta?

Eu vou recordar o que Miguel Sousa Tavares escreveu sobre o caso Deco, em 4 de Novembro de 2003:
«Qualquer pessoa de boa-fé viu que o Deco não tentou, de forma alguma, atingir o árbitro, com a sua bota lançada ao ar. Qualquer pessoa de boa-fé percebe também que a origem daquela confusão esteve no próprio árbitro, que não tendo interrompido logo o jogo para punir a falta que descalçou o Deco, tornou natural que este, num gesto instintivo, não desistisse da jogada e continuasse a jogar sem bota, aí justificando o cartão que o árbitro lhe mostrou. (...)
Vem tudo isto a propósito da histeria que se apoderou da imprensa lisboeta a propósito do episódio da bota voadora do Deco. Quem tivesse acabado de desembarcar em Portugal e visse as manchetes gritando que o Deco se arriscava a quatro anos de suspensão (ou seja, ao fim da sua carreira), ficaria a pensar o que teria ele feito – no mínimo, agredido o árbitro até o deixar estendido à beira do coma. Como se tem de partir do princípio que as pessoas não são completamente desprovidas de senso e ainda sabem olhar para umas imagens e ler um regulamento disciplinar, a única conclusão a tirar de tanta histeria entusiástica era a de que se preparava o terreno para uma manobra clara. Gritando aos quatro ventos que o Deco arriscava quatro anos de suspensão, preparava-se a opinião pública para um castigo terrível e exemplar. E assim, se saírem três ou quatro meses – o que seria um castigo, terrível e exemplar, sim, das verdadeiras funções do CD da Liga – poder se-á sempre dizer depois: «Muita sorte teve ele, que isto podia ir até aos quatro anos!». Manobras destas, já as conhecemos de gingeira.»

Evidentemente, a atitude do Pedro Silva é muito mais grave que a do Deco e tem ainda como agravante os gestos que fez e aquilo que disse. Contudo, desta vez parece que não se passou nada. Aliás, o próprio árbitro disse, em frente às câmaras de televisão, que não tinha escrito nada no relatório, porque na altura não se apercebeu da gravidade da atitude de Pedro Silva...

O problema é que o todo o país viu as imagens, nas quais se verifica que depois do choque que o obrigou a recuar, Lucílio arregalou os olhos a Pedro Silva com ar ameaçador.

Como é possível um árbitro internacional dizer uma mentira destas, com a maior cara de pau, e não ser imediatamente punido pela Comissão de Arbitragem da Liga?

Pelos vistos, não é só a apitar que o Senhor Lucílio Baptista (SLB) é parecido com Inocêncio Calabote. As semelhanças estendem-se à forma como ambos mentiram descaradamente.



"Castigo? Não vou por aí. Lucílio Baptista não tem condições para arbitrar em Portugal. Se o fizer num jogo do Sporting será uma verdadeira afronta. Penso que acabou a carreira após a final da Taça da Liga."
Soares Franco, 22/03/2009

P.S. Perante as atitudes que teve, os gestos que fez e aquilo que disse, Pedro Silva poderá jogar mais esta época? Tem a palavra Ricardo Costa...

Fotos: Record

domingo, 22 de março de 2009

Lucílio presta singela homenagem a Calabote


Hoje, 22 de Março de 2009, completam-se 50 anos do célebre jogo Benfica-CUF arbitrado por Inocêncio Calabote, o árbitro que não conseguiu fazer do Benfica campeão apesar de ter feito todos os possíveis para que isso acontecesse. O outro obstáculo que acabou por se revelar intransponível foi o FC Porto que conseguiu vencer o seu jogo em Torres Vedras com três golos marcados que lhe permitiu sagrar-se Campeão Nacional 1958/1959 por desempate através de goal-average. Todo este episódio pode ser consultado aqui, no Reflexão Portista, devido ao excelente trabalho desenvolvido por José Correia.


O SLB (Sr. Lucílio Baptista) não ficou indiferente à comemoração dos 50 anos do episódio Calabote e, também ele, à sua maneira, quis participar na festa através de uma arbitragem tão ao seu jeito, na Final da Taça da Liga, marcando um penalty inexistente contra o Sporting que deu o empate ao Clube do Regime e lhe permitiu chegar à lotaria dos penalties para aí vencer o troféu. E assim se vê que passados 50 anos o SLB continua a vencer títulos com a ajuda dos árbitros. Foi uma bonita e singela homenagem de Lucílio ao seu grande inspirador na carreira na arbitragem, o lendário Inocêncio Calabote.



A análise do lance no Tribunal de OJOGO

“É bem assinalado o penalty que resulta no empate e provoca a expulsão de Pedro Silva?”

Jorge Coroado: “O penalty não teve razão de ser. O jogador utilizou o peito e não o braço. Equívoco grave com influência no resultado. Árbitro e árbitro-assistente deveriam ter-se entendido”.

Rosa Santos: “Não. A bola bate no peito do jogador do Sporting e é uma má decisão. Como tal, a expulsão também é errada, pelo que o Sporting foi duplamente penalizado”.

António Rola: “Pedro Silva jogou a bola com o peito, sem cometer qualquer infracção. Muito mal o assistente ao dar indicação para penalty, e mal o árbitro ao aceitá-la, pois cabia-lhe o último julgamento. Erro grave com influência no resultado”.


Já tive a oportunidade de denunciar aqui que esta competição não passa de uma enorme Farsa alimentada pelo “cola cartazes” Hermínio Loureiro e seus acólitos. Durante a competição muitos foram os exemplos de arbitragens miseráveis, tendenciosas, que alteraram a verdade desportiva ao longo da fase de grupos. Vimo-lo nos jogos Rio Ave x Sporting em que o clube lisboeta obteve o golo da vitória em claro fora-de-jogo e no Benfica x Belenenses em que o Bruno Paixão anulou um golo limpo ao Belenenses depois de já ter ignorado um penalty contra o Benfica. Este derby lisboeta foi um jogo escandaloso. Bruno Paixão (Lucílio não é caso único) continua a apitar jogos nas competições profissionais depois de anos e anos de péssimas e dolosas arbitragens. O FC Porto foi eliminado em Alvalade, depois de estar a vencer por 1-0, quando Carlos Xistra inventou 2 (dois!) penalties para o Sporting virar o resultado do jogo. Tenho muitas dúvidas que sem essa dádiva os sportinguistas, desorientados, conseguissem sequer empatar o jogo. E assim chegaram Sporting e Benfica à final.

O objectivo de Liga e Sponsor televisivo era claro: conseguir uma final entre os clubes da 2ª Circular para assim exultarem com “o verdadeiro clássico dos clássicos” como foi possível assistir à cansativa publicidade na comunicação social nos últimos dias. Com as arbitragens declaradamente tendenciosas a favor dos clubes de Lisboa, os estádios vazios, os erros na elaboração do regulamento e o resultado da Final gravemente influenciado pelo árbitro é caso para dizer com toda a certeza que esta competição foi uma Farsa. Só é pena que os patrocinadores, em particular a Carlsberg e a Unicer, não se tenham dado conta que não deviam ter financiado uma nova competição de uma instituição dirigida por miseráveis e incompetentes.


O Sporting acabou por pagar na Final o facto de ter sido conivente (e beneficiado) durante anos e anos com as arbitragens de Lucílio ‘Calabote’ Baptista, principalmente nos jogos em que defrontou o FC Porto. Talvez (ou provavelmente talvez não!) os calimeros consigam tirar daqui algumas lições do que não devem repetir no futuro. E talvez agora entendam que foram (e são) bastante prejudicados pelo Apito Encarnado, que continua a ser a mais efectiva e poderosa teia de interesses (transversal a Polícia, Ministério Público, Clubes, Árbitros e Comunicação Social) no futebol português.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os actores de Alvalade


A farsa é uma modalidade burlesca de peça teatral, caracterizada por personagens e situações caricatas. Difere da comédia e da sátira por não se preocupar com a verosimilhança nem pretender o questionamento de valores.
in Wikipédia


No Sporting x FC Porto, na jogada que antecedeu o 1º golo dos dragões, quem ouviu os gritos lancinantes de Grimi, após ter sido desarmado de forma limpíssima pelo seu compatriota Tomás Costa, não teve dúvidas: o rapaz pode não ser grande coisa como jogador de futebol, mas tem uma enorme vocação para o teatro.


O problema é que mesmo os sportinguistas preferem ver futebol do que teatro e, para alguns mais lúcidos, começa a ser cansativa a estratégia de simulação de faltas terríveis que é adoptada por diversos jogadores leoninos. Daí, talvez, os assobios com que as bancadas de Alvalade brindaram Grimi, na 1ª vez em que este tocou na bola após o lance fatídico em que quase lhe "arrancaram uma perna"...

Contudo, apesar dos seus excelentes dotes teatrais e vocais, Grimi não chega aos calcanhares de João Moutinho, o simulador (conforme lhe chamou Eugénio Queirós no seu blog). Este sim, é catedrático em farsas burlescas.

Viram a forma artística como o João simulão Moutinho se atirou para o relvado e sacou o penalty que deu o empate ao Sporting? É de génio!
Claro que contou com a colaboração de outro farsante - o Lucílio Calabote Baptista - mas a forma como caiu, o esbracejar de braços e o esgar no rosto é algo tão convincente e natural que só está ao alcance de uns poucos predestinados para este género teatral.


Bem vistas as coisas, tenho pena que o critério à la basquetebol adoptado pelo empregado do BES neste lance, não seja seguido pelos restantes árbitros em todos os jogos. Teríamos uns 20 penalties por jornada, o Sporting batia o seu recorde de 2001/02 e o João Moutinho (ou Romagnoli) seriam fortes candidatos à bota de ouro...

«A categórica opinião sobre a existência de falta no lance que originou a grande penalidade que deu o único golo do 'sporting', expressada por Cruz dos Santos no 'domingo desportivo', é um perfeito disparate. No campo não existiu e nas imagens televisivas também não.
Será que o excessivo mediatismo televisivo que lhe está a ser conferido neste início de época, teleavaliação dos árbitros no 'dd' da 'rtp' e, tanto quanto deu para perceber, o mesmo papel na 'benfica tv', lhe está a toldar a visão?...
Os benfiquistas de maior idade, como é o caso do reputado jornalista, costumam engrossar, sobretudo, a facção anti-sporting; a anti-porto está, geral e naturalmente, reservada aos mais novos. Daí a estranheza
.»
António Boronha, ex-vice-presidente da FPF




Outra coisa que aprecio bastante no João simulão é a forma como rebola no relvado sempre que sofre uma falta ou algo que se assemelhe a uma falta. Há jogos em que ele "morre" umas 3 ou 4 vezes (anteontem foram só duas vezes), entra em campo o médico e a maca, os adeptos ficam apreensivos (desta vez parece grave, não parece? será que vai ter de ser operado?)... mas, afinal, um minuto depois "ressuscita" e lá está ele de novo a correr atrás da bola.
Isto é que é um jogador! Depois de ter sido vitima de mais uma entrada bárbara, atroz, assassina, que recuperação miraculosa e quase instantânea!
Foi uma pena não ter ido para o Everton. Os adeptos ingleses iam adorar esta postura dentro de campo...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Rise to the occasion

Esta expressão inglesa, que se traduz mais ou menos por "estar à altura do desafio num momento crucial", vem-me à cabeça a propósito deste jogo. Quando mais se precisava de uma vitória destas, ela apareceu.

Como disse na antevisão do jogo, nem o FCP é tão fraco como pareceu ser em Londres, nem o SCP é um Arsenal (nem pouco mais ou menos). Essa era a minha grande esperança para o jogo de hoje (embora não estivesse propriamente confiante), e a equipa demonstrou estar à altura do desafio.

Garra. Concentração. Mais confiança em si próprios e menos receio pelo adversário. Trabalho de casa q.b. por Jesualdo.

Esta foi a receita que nos permitiu sair de Alvalade com uma vitória, e a grande diferença em relação a Londres (para além da valia do adversário e da presença de Lucho em campo - entre este e Guarín há uns quantos kms de distância de qualidade...).

Como esperava, ambas as equipas entraram em campo com cautelas e caldos de galinha. Desta vez Jesualdo inovou pouco:

...com o regresso de Lucho, recuperado; não tendo Tarik e tendo um Mariano que ultimamente tem andado apagado; com a admissão (óbvia para o adepto comum) de que Fucile é o melhor defesa esquerdo (ou o menos mau...); e tendo em Tomas Costa um dos menos maus em Londres, o 4-4-2 de hoje era consensualmente esperado, até porque o 4-3-3 não tem resultado contra o SCP. A forma como este 4-4-2 se desdobrou aqui e ali num 4-3-3 de forma fluida deixou mesmo indicações interessantes para o futuro.

Já do outro lado P Bento não resistiu à tentação de inovar, utilizando Djaló simultaneamente com Derlei e Postiga. A aposta saiu furada.


Após o primeiro golo a equipa subiu ainda mais de confiança, e nem mesmo um penálti extremamente forçado de Lucílio Baptista (surprise, surprise) a abalou. Bruno Alves demonstrou (por duas vezes) que o exclusivo de Quaresma nas bolas paradas na época passada não tinha razão de ser, e a partir daí o FCP foi gerindo bem o jogo, tendo tido ocasiões mais do que suficientes para matar o jogo (ai esse killer instinct que tarda a aparecer..).

Nós adeptos acabámos o jogo com algum sofrimento, o que era escusado, mas não há qualquer dúvida de que o FCP foi um justíssimo vencedor, como se verifica no número de oportunidades de golo e no número de remates à baliza (14 contra 9 do SCP).

Um pormenor: tal como em Londres o FCP cometeu poucas faltas (10, contra 6 em Londres), em particular no meio-campo ofensivo (uma única...). Faltará talvez um pouco de "ronha" a esta equipa, sabendo quebrar o ritmo do adversário de forma cirúrgica.

Concluindo: esta equipa ainda não demonstra um fio de jogo desenvolto, mas deixou hoje uma demonstração cabal da razão para ter terminado o último campeonato com 21 pontos de avanço, com uma vitória que peca apenas por escassa. Quiseram enterrar a "vítima" de Londres quanda esta ainda tinha pulso... correu-lhes mal, como se vê.
Bastou sermos iguais a nós próprios... que seja para continuar, é este o FCP que todos queremos!

Sinal mais

Bruno Alves - excelente jogo, não só pelos golos como pela forma como dominou os ares da grande área portista, para além de sangue frio na saída com bola.

Nuno - demonstrou cabalmente que está à altura do desafio. Penso mesmo que merece plenamente continuar a titular.

Jesualdo Ferreira - demonstrou que a malapata contra o SCP não estava traçado no destino.

Tomas Costa - bom desempenho na continuação de Londres. Se continuar a evoluir, poderá estar aqui encontrado o missing link para o meio-campo do FCP.

Fucile - sem fazer exactamente um jogo excelente, cumpriu bem e demonstrou cabalmente sera melhor opção para esta posição.


Sinal menos

Teatro leonino - a forma como estão habituados a cair para a piscina ficou exemplarmente demonstrada na forma ridícula como Grimi se atirou para o chão quando Tomas Costa recuperou a bola no lance que precede o primeiro golo; para não falar, claro, na queda de Moutinho ao mínimo sopro (incrível como Lucílio não hesita quando é para assinalar penalti contra o FCP, mas quando é ao contrário até vale arrancar olhos, como se tem visto sempre que apita este clássico).

Adeptos do SCP - 35 mil espectadores num clássico destes logo a seguir a uma vitória leonina na Liga dos Campeões e a uma goleada sofrida pelo FCP, o que será preciso para o SCP conseguir encher a casa ou ficar minimamente perto disso?...

Cristian Rodriguez - sem jogar propriamente mal, "Cebola" demora a demonstrar os atributos com que chegou ao Dragão; e já lá vão 8 jogos oficiais...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Honra ao Grande Lucílio Baptista!

Após anos e anos de injustas e acintosas críticas ao seu trabalho em jogos do FC Porto, o SLB, ou seja, o Sr. Lucílio Baptista, demonstrou ontem categoricamente em pleno Estádio do Restelo, num jogo de que dependia a nossa conquista do título, e perante a pressão adversa de dezenas de milhar de adeptos da equipa da casa, toda a determinação, imparcialidade, firmeza e sangue-frio que sempre caracterizaram a sua postura de árbitro, aliás árbitro com insígnias da FIFA, ao assinalar uma grande penalidade a favor do nosso clube já no período de descontos.

Com a mesma segurança e pundonor que Nuno Álvares em Aljubarrota ou D. Sancho Manuel nas Linhas de Elvas, o Sr. Baptista, indiferente à infernal pressão das bancadas e aos protestos dos jogadores de Belém apontou aquilo que a sua consciência de juiz imparcial lhe impunha: a marca de grande penalidade.

Os adeptos do FC Porto que tão injustamente o criticaram, vexaram e censuraram ao longo da sua brilhante carreira vêm por este modo humildemente redimir-se de tão indigno comportamento. E mais, só descansarão no dia em que lhe for atribuída a Medalha de Mérito Desportivo (se é que já a não tem...).

terça-feira, 11 de março de 2008

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (IV)

Lucílio Baptista: Empurrar para o fundo

Época 2004/05, 20 de Novembro de 2004, FC Porto – Boavista (11ª jornada)

Logo no primeiro minuto, após uma entrada brutal de Éder sobre McCarthy, este teve de ser assistido fora do campo durante vários minutos. Sobre este lance, o ex-árbitro internacional Rosa Santos escreveu o seguinte: “Amarelo avermelhado. Infelizmente, o jogador do Boavista nem sequer amarelo viu. É inconcebível como é que o árbitro deixa passar uma entrada a roçar a violência.”

Como o árbitro nada fez, apenas 13 minutos depois o Éder teve uma nova entrada sobre um jogador do FC Porto, desta vez Seitaridis. Jorge Coroado escreveu o seguinte: “Justificou-se a exibição do cartão amarelo pela falta cometida. Seria o segundo se o primeiro, como se impunha, tivesse sido exibido.”

À meia-hora de jogo, André Barreto fez uma falta sobre Bosingwa. O senhor Lucílio Baptista viu e marcou livre, só que a falta foi dentro da área e, por isso, ficou “apenas” um penalty por marcar a favor do FC Porto...

Aos 35’ McCarthy agride Milhazes. Claro que neste caso o árbitro não teve dúvidas e expulsou o jogador do FC Porto.

A forma como este árbitro “gere” o jogo e administra os cartões é admirável. O caso do Éder foi de tal forma evidente, que o treinador do Boavista, percebendo que “a corda já podia ter rebentado várias vezes”, tirou-o ao intervalo. Sobre isto, João Cartaxana (insuspeito de ter qualquer pingo de simpatia pelo FC Porto), escreveu o seguinte no RECORD: “Perspicaz [Pacheco], deixou Eder, que estava à beira da expulsão, no balneário, adaptou Hélder Rosário a central”.

Um outro exemplo é o do avançado Cafú (viria a marcar o golo do Boavista). Tendo visto o cartão amarelo aos 16 minutos, isso não o inibiu de continuar a fazer faltas, nem tão pouco de, para queimar tempo, continuar uma jogada até à área do FC Porto, quando o jogo já tinha sido interrompido por Lucílio Baptista há bastante tempo. Cartão amarelo? Ficou no bolso do árbitro, era o segundo...

Para terminar em beleza, já em tempo de descontos, o árbitro valida um golo ilegal ao Boavista, obtido em posição clara de fora-de-jogo, o qual determinou o resultado final (1-0 a favor dos axadrezados).

A coisa foi de tal maneira, que até o Victor Fernandez, um gentleman, sempre tão comedido e compreensivo com as arbitragens, estava revoltado no final do jogo.


Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (III)
Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (II)
Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (I)

segunda-feira, 10 de março de 2008

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (III)

Lucílio Baptista: “Gestão” eficaz na final da Taça de 2004

Época 2003/04, 17 de Maio de 2004, Benfica – FC Porto (Final da Taça de Portugal)

Logo aos 5 minutos, Petit teve uma entrada violenta sobre Ricardo Carvalho merecedora, no mínimo, de um cartão amarelo. O árbitro viu a falta, marcou-a, mas deixou o cartão no bolso. Sabendo-se que o Petit era o jogador mais faltoso do Benfica e que, ainda por cima, tinha por missão marcar o Deco (o jogador do FC Porto que sofria mais faltas), começou aqui a “gestão do jogo” feita pelo “especialista” Lucílio Baptista.

Passados mais uns minutos, há um desentendimento entre o Derlei e o Luisão e os jogadores chegam a encostar a cabeça um ao outro. O árbitro viu, chamou-os à atenção, mas o cartão amarelo para ambos voltou a ficar no bolso. Ora, sabendo que, ao contrário do Derlei, que é avançado, o Luisão é defesa-central e estes, por norma, são dos jogadores mais faltosos e, por isso, sujeitos a verem cartões, o árbitro continuou a “gerir” o jogo, sem actuar disciplinarmente. O resto do jogo veio mostrar como esta decisão foi crucial.

O critério vinha a ser este, até que, numa das primeiras faltas que fez (sem qualquer violência), o Jorge Costa viu o primeiro cartão amarelo do jogo. Tendo a falta sido cometida no meio-campo, igual a tantas outras que já tinham ocorrido, e não tendo sido cortada uma jogada de perigo, porquê o cartão amarelo para o capitão do FC Porto? Por ser um defesa-central e, a partir daí, ficar condicionado? O árbitro lá saberá, mas toda a gente viu que, no 1º golo do Benfica, o Jorge Costa poderia ter tentado desarmar o Fyssas à entrada da área e nem o tentou fazer (ficou imóvel), com receio de ver o 2º cartão amarelo. Consequências de uma “gestão” bem feita...

Aliás, três minutos antes do Benfica chegar ao golo do empate, Fernando Aguiar deveria ter sido expulso, quando, sem bola, agrediu o Derlei a pontapé. O árbitro não viu? Pois não. E então, para que servem os árbitros auxiliares e o 4º árbitro (“o pontapé que Fernando Aguiar deu em Derlei podia e devia ter sido visto por Luís Salgado”, Jorge Coroado, em O JOGO de 18/05/2004)? Porque razão, o senhor Lucílio Baptista nem sequer se dignou a falar com eles? Será que a expulsão de um jogador do Benfica, a 35 minutos do fim do tempo regulamentar e com os encarnados a perder 0-1, era algo que não fazia parte do guião, isto é, não se enquadrava na “arte de bem gerir o jogo”?

Enfim, a arbitragem, perdão, a “gestão do jogo” continuava a correr bem, tão bem que, em apenas 6 minutos (entre os 68 e os 74), foi expulso um jogador do FC Porto (Jorge Costa) e mais três (Costinha, Deco e Derlei) viram cartões amarelos.

O banco e os jogadores do FCP estavam com os nervos à flor da pele?
Não se percebe porquê... O que é que os terá enervado?... A arbitragem estava a ser tão “boa” e com “critérios uniformes” para os dois lados... Talvez por isso, a “gestão” continuou a seguir a mesma linha estratégica e, por exemplo, precedendo o segundo golo do Benfica, o árbitro não assinalou falta de Zahovic sobre Paulo Ferreira, contrariando o critério que vinha adoptando, em que “qualquer toque de um qualquer jogador noutro era de imediato aproveitado pelo último para cair e o árbitro assinalar falta” (Jorge Coroado, 18/05/2004).
Porque é que neste caso não foi marcada falta? Talvez por o senhor árbitro não querer interromper uma jogada prometedora de golo...

Mas há mais. O Luisão, que já tinha andado às “cabeçadas” com o Derlei, que já tinha derrubado o Deco à entrada da área (o árbitro entendeu que tinha sido uma simulação!) e feito não sei quantas faltas viu, finalmente, um cartão amarelo, quando ceifou, novamente, o Deco à entrada da área. Claro que já só faltavam 5 minutos para o final do prolongamento, mas isso faz parte de uma “gestão eficiente”... Na sequência desse livre directo frontal, o Zahovic saiu da barreira e interceptou a bola a 3 ou 4 metros de distância (quando deveria estar a 9!). Será que o árbitro interrompeu o jogo, mostrou um cartão amarelo ao esloveno e mandou repetir o livre? Nem pensar, que ainda podia dar em golo do FC Porto!

E foi desta maneira e com uma arbitragem deste nível, que o Benfica conseguiu vencer na final da Taça de Portugal o FC Porto treinado por Mourinho que, uns dias depois, haveria de se sagrar Campeão Europeu.

(continua)

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (II)
Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (I)

domingo, 9 de março de 2008

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (II)


Lucílio Baptista: O terceiro Sporting – FC Porto consecutivo

Época 2003/04, 31 de Janeiro de 2004, Sporting – FC Porto

Em Janeiro de 2004, Lucílio Baptista voltou ao “local do crime” e, se um ano antes tinha feito vista grossa a quatro penalties a favor do FC Porto, desta vez não hesitou em assinalar dois penalties contra os dragões. Mas o jogo teve muitos mais casos de arbitragem, nomeadamente:

5' – Após uma falta clara de Pedro Barbosa (com o braço) sobre Maciel, o jogador do Sporting reagiu com uma linguagem insultuosa (viu-se perfeitamente na televisão). O árbitro fez de conta e deixou ficar o cartão amarelo (ou devia ter sido vermelho?) no bolso.

13' – Cartão amarelo para Deco, por falta sobre Liedson. A maior parte dos ex-árbitros que constituíam o ‘Tribunal de O JOGO’ considerou que a exibição do cartão amarelo não se justificava.

16' – Liedson atinge Jorge Costa com uma cabeçada, quando este protegia a chegada da bola a Vítor Baía. Falta duríssima, mas o árbitro nada assinalou.

23’ – Liedson que, segundo o ex-árbitro Rosa Santos, “passou o jogo a atirar-se para o chão e não viu um único cartão”, simula uma agressão de Jorge Costa. O árbitro, mais uma vez, nada fez.

27' – Rui Jorge agarra Maciel e impede um lance de contra-ataque perigoso do FC Porto. Nem falta, nem acção disciplinar.

39' – Á entrada da área do Sporting, Beto corta com o braço um remate de Deco. Nem falta (seria um livre perigoso, em posição frontal), nem cartão amarelo (mais um!).

41' – Pedro Mendes é "ensanduichado" por Silva e Pedro Barbosa na área do FC Porto. O árbitro deixa seguir o lance, o que motiva o desacordo da maior parte dos ex-árbitros e, inclusivamente, a perplexidade de Rosa Santos (“não percebo como é que o árbitro deixa seguir a bola numa falta tão clara, que poderia ter originado um lance perigoso para a baliza de Vítor Baía”).

52' – Rui Jorge vê um cartão amarelo por, após uma falta sobre Maciel, reagir com palmas à decisão do árbitro. Não satisfeito, e após já ter visto o amarelo, continua a interpelar o árbitro. O 2º amarelo, e consequente vermelho, ficou no bolso do árbitro.

67' – Lucílio assinala o 2º penalty contra o FC Porto, por uma pretensa falta de Paulo Ferreira sobre Liedson. Sobre este lance pouco há a dizer. As opiniões dos ex-árbitros que constituem o 'Tribunal de O JOGO' são unânimes e até o sportinguista Manuel Fernandes, que comentou o jogo para a SportTV, reconheceu que não houve falta.

Estas 9 (nove!!) situações são inequívocas e podem ser comprovadas pelas imagens televisivas desse jogo.

No final do jogo, os dirigentes do Sporting consideraram que o árbitro tinha realizado um “bom trabalho”, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga (o confesso sportinguista Luís Guilherme) considerou a arbitragem de Lucílio Baptista "extremamente positiva" e os jornais RECORD e A BOLA atribuíram-lhe uma elevada pontuação.

(continua)

P.S. Hoje joga-se um V. Guimarães – Sporting em que está em causa a luta por um lugar na pré-eliminatória da LC. Durante a semana os dirigentes vimaranenses não esconderam a sua insatisfação pela nomeação de Lucílio Baptista e o vice-presidente do clube, Alberto Oliveira, preocupado com eventuais reacções negativas por parte dos adeptos, afirmou o seguinte: “Nota-se algum mal-estar com a nomeação do árbitro, não só pelo que nos fez no Boavista, mas também porque se sabe que é um sportinguista de raiz, de gema, sobejamente conhecido.”

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (I)

sábado, 8 de março de 2008

Dicionário do Sistema - Lucílio Baptista (I)

Lucílio Baptista – Bancário de profissão, árbitro desde 1984/85, filiado na Associação de Futebol de Setúbal, teve uma ascensão fulgurante até chegar a internacional, tendo sido, durante vários anos, o árbitro português mais conceituado na UEFA (vá lá saber-se como e porquê). A nível nacional destacou-se pela forma como, ele próprio diz, “gere os jogos” e, particularmente, como sempre soube “equilibrar” os jogos em que o FC Porto era um dos intervenientes.

Sendo impossível descrever, em poucas linhas, todos os jogos e casos polémicos de arbitragem em que Lucílio Baptista “entortou o campo” a favor dos adversários do FC Porto, seleccionei alguns dos jogos mais relevantes e dividi o texto em quatro partes.

Época 1996/97, Benfica – FC Porto: Campeonato depois da humilhação para a Supertaça
Poucas semanas depois de ganhar na Luz, para a Supertaça, por uns históricos 5-0, os azuis-e-brancos voltaram ao ninho das águias, para o campeonato. O FC Porto marcou primeiro, através de Jardel e o Benfica ficou à deriva. Nesse período, Preud'homme cometeu um penalty flagrantíssimo sobre Zahovic, que só Lucílio Baptista não viu. No banco, o treinador portista, António Oliveira, ajoelhou-se e rogou aos céus. João Vieira Pinto haveria de empatar, mas Jorge Costa repôs a justiça no resultado e marcou o golo que deu a vitória (2-1) aos dragões.

Época 2001/02, Agosto de 2001, Sporting – FC Porto: Logo à 1ª jornada...
Aos 35 minutos, o senhor Lucílio Baptista expulsou o Costinha, mostrando-lhe o 2º cartão amarelo, após uma simulação grosseira de João Vieira Pinto. A televisão mostrou, de forma clara, que o Costinha nem sequer tocou no “grande artista”. O FC Porto jogou quase uma hora com menos um jogador e já perto do fim, sofreu um golo e perdeu o jogo por 0-1.

Época 2002/03, 12 de Janeiro de 2003, Sporting – FC Porto: Recorde para o Guiness
«Não foi mas podia ter sido complicado o resultado da arbitragem de Lucílio Baptista (...). Só que a vitória portista foi tão incontestável que ninguém vai dar o relevo que teriam noutras situações três lances de grande penalidade não assinalados, todos a favor do FC Porto. Dois deles foram flagrantes (puxão de Kutuzov a Derlei na área do Sporting, aos 33', e mão de Contreras na área para travar um cruzamento de Clayton, aos 81'), mas o terceiro dificilmente o árbitro poderia ter visto, pois estava a colocar-se no terreno quando Tiago, ao pontapear a bola na área, atingiu primeiro Jorge Costa.»
O JOGO, 13/01/2003

Para além destes três lances, houve um quarto penalty não assinalado, na jogada que precedeu o golo do FC Porto. É, seguramente, um recorde mundial. Quatro penalties, todos a favor da mesma equipa – o FC Porto –, que ficaram por assinalar num só jogo!
Mesmo assim, a máquina de jogar futebol montada por Mourinho venceu por 1-0.

(continua)