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quinta-feira, 21 de março de 2019

Capela às escuras

O coitado do João Capela, que tantos e tão bons serviços prestou ao Clube do Regime, viu-se esta semana torpedeado sem dó nem piedade pela máquina de propaganda encarnada, fazendo lembrar a caída em desgraça do saudoso João "Pode vir o João" Ferreira. Para que conste e não haja dúvidas: o João Capela é um péssimo árbitro - mas enquanto se prestou ao papel de idiota útil e ajudou a carregar o andor, foi-lhe permitido ter uma carreira na arbitragem; o seu nome é tema de "conversa" num dos emails desse corruptor-por-conta-própria que dá pelo nome de Paulo Gonçalves - contaram-me, pessoalmente não sei de nada.


Qual é no entanto a novidade? A novidade é precisamente o Clube do Regime ter recorrido a "meios convencionais" para enterrar o pobre Capela, e ao contrário do que aconteceu até aqui, não ter feito as coisas "por outro lado" - e há quantos anos não víamos aquela malta tão indignada! Talvez tenha sido a divulgação dos emails, ou a desgraça do Paulo Gonçalves, mas o certo é que a única coisa que têm contra o homem, são comunicados e a habitual verborreia dos cartilheiros - manifestamente pouco para quem já conseguiu arrumar com árbitros apenas com um estalar de dedos.


No meio de tudo isto, é especialmente lamentável não termos tido clarividência e sangue-frio suficientes para conquistarmos mais um título de campeão - sem o famoso "colinho" a empurrar um e a puxar para trás os outros, até o Nuno Espírito Santo ou Lopetegui, teriam sido campeões este ano. Resta o conforto de que até ao lavar dos cestos, e mesmo em primeiro, as gentes do Clube do Regime estão apreensivas. Não sei se é por o andor ser mais pequeno, ou se pelo facto de o nome "César Boaventura" se ter tornado conhecido do público e de o indivíduo já não poder agir em segredo, mas que estão inquietos, estão. Pelo sim, pelo não, fosse eu o Capela, e valorizasse a dentadura, evitava frequentar shoppings.

domingo, 19 de agosto de 2018

Como ele hesitou...


Curioso seria perceber se Carlos Xistra marcaria aquele penalty caso não tivesse apitado aquele outro a favor do Belenenses. Trata-se, contudo, de uma pergunta retórica. Todos os portistas saberão a resposta...

E lá foi ele ver o monitor, ao minuto 92. Viu uma, duas, três, quatro, dez, quinze vezes e, muito a custo, lá apitou para a marca dos 11 metros.
Alex Telles - quem mais, para um momento como aquele? - com toda a sua categoria e sangue frio, recolocou justiça no marcador.

E tudo parecia fácil quando, poucos segundos na segunda parte, Otavio fez o 2-0, num lance em que, com um misto de inteligência e rapidez, aproveitou da melhor maneira um arriscado atraso do um jogador contrário.
Na altura, dois golos de vantagem pareciam almofada mais que suficiente para conquistar a segunda vitória em outras tantas partidas, mesmo após um primeiro tempo sem grande brilhantismo da nossa parte, onde apenas duas acções dos nossos mais jovens jogadores em campo, causaram mossa na defensiva lisboeta: um bom cabeceamento de André Pereira com a bola a embater na trave e outro, ainda melhor, de Diogo Leite, a facturar após canto de...nem é preciso dizer quem.

Só que, em Portugal, existe sempre o factor-A. O factor-arbitragem.
Do nada, apareceu um penalty a favor dos de Belém (ou melhor, dos do Jamor). Parece que por "posição natural dos braços", os árbitros entendem "braços junto ao tronco". Só mesmo de quem nunca jogou futebol. Ou melhor, só de quem, no fundo, não gosta assim tanto de futebol e não o entende.
A nossa equipa tremeu, claro. O que já não estava fácil, pior ficou e não mais passaríamos do nosso meio-campo (sim, a relva prendia e estava muito calor, mas não só...).
Ninguém ficou, pois, muito surpreendido quando surgiu aquele 2-2, que parecia final para as nossas aspirações.

Só que, ironia do destino, o que o "dream-team" Xistra/Capela não contaria era com aquele penalty nos descontos e, por uma vez, não dava mesmo para não marcar. Não o fazer, após aquele outro oferecido ao Belenenses, até no país dos "padres", toupeiras e "vouchers" seria por demais.

domingo, 13 de setembro de 2015

André André e mais 10

1. RELVADO
Relvado muito mal tratado e cheio de buracos (como é possível, em pleno Verão, o relvado do estádio/campo do Arouca estar neste estado?). Ficou na retina um passe rasteiro de Maxi Pereira para Aboubakar, em que a bola apanha um dos muitos alçapões do relvado e, na sua trajetória, dá um “salto” de quase um metro.
Também por causa disto, é (seria) bem mais fácil jogar no estádio de Aveiro, do que no "campo de batatas" de Arouca.

2. EXIBIÇÃO
Mesmo levando em conta o estado do relvado, a exibição dos dragões ficou aquém do desejável, com alguns altos e ainda muitos baixos.

Onze inicial do FC Porto em Arouca

3. EQUIPA
À 4ª jornada e a poucos dias do início da fase de grupos da Liga dos Campeões, Lopetegui ainda anda à procura de um onze base.
Ontem, no 4º jogo do campeonato, tivemos o 4º lateral-esquerdo (Layun), um meio-campo com duas alterações (Rúben Neves em vez de Danilo Pereira e André André a jogar de início) e dois alas/extremos diferentes em relação ao onze inicial do último jogo (Corona e Brahimi em vez de Varela e Tello).
Esperemos que, daqui para a frente, as coisas comecem a estabilizar e isso contribua para exibições melhores ao longo dos 90 minutos.

André André

4. MVP
André André.
Jesus Corona foi o homem do jogo, com dois golos e quase um terceiro (impedido por uma grande defesa do guarda-redes do Arouca e… se fosse necessário, pelo árbitro auxiliar de João Capela, que assinalou um fora-de-jogo inexistente) mas, na minha opinião, o melhor foi o filho do grande António André.
Ao longo dos 90 minutos, André André ocupou várias posições diferentes e jogou sempre bem, tendo estado diretamente envolvido no 2º e 3º golos do FC Porto.
O André André tem coisas que me fazem lembrar o João Moutinho e outras o Óliver, o que, só por si, já diz muito.
Depois desta exibição, penso que não vai ser fácil tirarem-lhe a titularidade.

Até o sereno Helton se passou com as capeladas

5. ARBITRAGEM
A actuação da equipa de arbitragem, liderada pelo “limpinho, limpinho” João Capela, agradou, seguramente, a quem o nomeou.
As faltas e faltinhas que o árbitro da AF Lisboa inventou… perdão, descortinou contra o FC Porto, foram o mote para um critério para a mostragem de cartões inacreditável, o qual deve ter feito corar de vergonha até quem o nomeou para ir a Arouca fazer este servicinho.

sábado, 12 de setembro de 2015

A Capela de Arouca


Diz-se que na Capela de Arouca se fazem milagres. E que há um(a) Pereira que dá bons frutos. Diz-se que aquela localidade se enche de emigrantes no Verão e que fica a deitar por fora, de tal forma que as gentes locais vão procurar “abrigo” ali ao lado, em Aveiro. Diz-se que os forasteiros vindos de Lisboa são muito apreciados por aquelas bandas. Diz-se…
   

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Capela “melhor” que Paixão

O JOGO, 01-05-2015
«João Capela foi premiado com uma segunda oportunidade para apitar o Gil Vicente-Benfica, depois de no jogo na Luz ter “feito” o resultado, com aquele fora-de-jogo que até o Barbas assinalava. Capela é uma espécie de Rei Midas do Benfica, que em 12 jogos arbitrados pelo juiz lisboeta ganhou 11, empatou um, marcou 28 golos e sofreu nenhum. Sim, nem um para amostra. Há, de facto, estatísticas maravilhosas, de fazer corar de vergonha o Bruno Paixão.»
Francisco J. Marques
Dragões Diário, 30-04-2015


Por que razão, a “fantástica” equipa treinada pelo “fabuloso” Jorge Jesus, ao mesmo tempo que, ano após ano, passeia no campeonato nacional, fracassa na Liga dos Campeões?

Bem, conforme diz o hino oficial, a UEFA Champions League é para as melhores equipas… Essa será uma das razões para o insucesso dos encarnados de Lisboa.

A outra é o “azar”. Nos jogos da Champions, quando as coisas estão mais difíceis, tem-lhes faltado um “jogador especial”, um tal de Duarte Bruno Mota Esteves Baptista Paixão Capela. Conhecem?

Esta nomeação do Capela para Barcelos, apesar da escandaleira verificada no jogo da 1ª volta entre estas duas equipas, só poderá surpreender quem tem andado muito distraído.

Não sabemos como o jogo de Barcelos se irá desenrolar e pode nem ser preciso recorrer ao “é um lance duvidoso…”, “depende do critério do árbitro…” ou ao “errar é humano e errou para os dois lados…”. Mas, pelo sim, pelo não, esta nomeação tranquiliza os encarnados, que já sabem, se for preciso…


P.S. Sempre que alguém ligado ao FC Porto se queixa do “critério” das nomeações, ou de casos polémicos de arbitragem que favorecem o SL Andor, a resposta do papagaio Gabriel, ou de outros papagaios encarnados é, à falta de outros argumentos, falar no Apito Dourado.
Apito Dourado?
O Apito Dourado foi há 12 anos (!) e, no que ao FC Porto diz respeito, refere-se a jogos (FC Porto x Estrela Amadora e Beira Mar x FC Porto) de uma época em que os dragões, treinados por José Mourinho, por acaso até foram campeões europeus!
Perante tudo aquilo que se tem visto, desde os critérios “cirúrgicos” das nomeações, às sucessivas escandaleiras dentro das quatro linhas, até quando os dirigentes do FC Porto se irão deixar condicionar pelo fantasma do Apito Dourado?

domingo, 8 de março de 2015

Capelada no Bessa


Hoje, no final do Boavista x Vitória Guimarães, arbitrado pelo senhor João Capela, o treinador dos vimaranenses afirmou o seguinte:

É inevitável falar de arbitragem, claro. Não se pode vir conduzir um jogo a tentar que primeiro se salve a sua pele. (…) Hoje isto passou os limites. Em jeito de curiosidade, temos aqui uma pessoa no Vitória, que é o Neno, que é dos melhores seres humanos que conheço. Para ele se descontrolar, algo de grave se passou. (…) Não tenho nada contra ele [João Capela]. Dirigi-me de uma forma exaltada no final, disse-lhe que ele não prestava como árbitro e não o cumprimentava mais.

E o presidente do Vitória, Júlio Mendes, foi à sala de imprensa dizer o seguinte:

Para quem, como eu, tem defendido a melhoria da qualidade do futebol português, não podia deixar de dizer aqui, hoje, que o árbitro, na minha opinião, estragou o espetáculo. Foi altamente incompetente. Não vou falar de critérios, nem dualidades. Digo claramente que foi altamente incompetente, que prejudicou uma equipa profissional que trabalhou uma semana para este jogo. O senhor João Capela deixou mal uma classe que representa e desejo que não apite mais o Vitória. Um árbitro que eu vi fazer o que fez aqui não pode apitar mais. E não pode apitar o Vitória.


Não pode apitar mais o Vitória?
Tudo bem, desde que, sempre que necessário, seja nomeado para apitar o SLB…

E, claro, um árbitro desta “categoria” e que tão “bons serviços” tem prestado ao SLB… perdão, à arbitragem portuguesa, merece ser premiado com as insígnias da FIFA, não é senhor Vítor Pereira?

domingo, 21 de dezembro de 2014

“Eles” [os árbitros] não deixam…

Fora-de-jogo (descarado) de Maxi Pereira precede golo do SLB (clicar na imagem para ampliar)

Já estivemos a ver [o golo do Benfica]. É um lance irregular e é uma pena perder assim. (…) Eles [encarnados] só marcaram num golo irregular.
João Vilela, jogador do Gil Vicente


(…) mostrámos qualidade e sofremos um golo em fora de jogo (…) Fechámos bem, com a nossa estratégia, e o Benfica só marcou em fora-de-jogo
Gabriel, jogador do Gil Vicente


Esse lance [o golo do Benfica, precedido de um claro fora-de-jogo] determina o jogo, é muito evidente. Perdemos o jogo, é claro que condiciona. Não me quero debruçar sobre o lance. Vi as imagens, o auxiliar estava bem posicionado e devia ter assinalado.
José Mota, treinador do Gil Vicente, durante a conferência de imprensa

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O JOGO, 22-12-2014
«O líder [do campeonato] voltou a aumentar a vantagem para seis pontos, mas com um triunfo sustentado num golo ilegal. (…) o Gil Vicente esteve na discussão do jogo até ao fim, mesmo sem ser brilhante, e ninguém ficaria escandalizado com o empate. No final os adeptos benfiquistas brindaram a equipa com assobios, totalmente justificados.»
Nuno Travassos, Maisfutebol


«Frente ao último classificado da prova, o líder Benfica esteve particularmente desinspirado e acabou por valer um golo irregular para arrecadar o 12.º triunfo da prova e manter a vantagem de seis pontos para o FC Porto no encerramento da Liga em 2014. (…) Numa partida sem grandes motivos de interesse, os mais de 40 mil adeptos que resistiram ao frio nas bancadas da Luz não tiveram direito a uma prenda natalícia mais convincente da sua equipa. Mas tiveram mesmo assim um brinde da arbitragem, que não assinalou um fora-de-jogo no lance do golo de Nico Gaitán, aos 30’.»
Paulo Curado, PÚBLICO

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Perante o que se passou no SL Benfica x Gil Vicente de hoje (e de mais 2 pontos que o clube do regime ficou a dever a um erro grosseiro de arbitragem), vou concluir com o mesmo texto que utilizei na passada sexta-feira (na sequência da eliminação do SL Benfica da Taça de Portugal), num artigo – Um campeão banal – que terminei da seguinte maneira:

E é por estas e por outras, que eu considero que será muito, muito, muito difícil o SLB perder a liderança do campeonato porque, parafraseando novamente Jorge Jesus (da vez em que foi ao estádio da Luz como treinador do SC Braga), “eles” (os árbitros) não deixam…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
Artigos relacionados:
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A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

4 jogos, 9 a 11 pontos “roubados”

MST, A BOLA
Ontem, na sua habitual crónica semanal publicada no jornal A BOLA, Miguel Sousa Tavares (para além do lamentável assunto que o Filipe Sousa já abordou no post anterior), referiu-se a um conjunto de graves erros de arbitragem, que prejudicaram o FC Porto nos jogos que disputou “no terreno dos seus quatro adversários mais próximos na classificação, para cima e para baixo”.
E, sobre os erros de arbitragem que enunciou, MST afirma: “Isto são factos. E pontos. Pontos “roubados”, como diria Bruno de Carvalho: entre 9 a 11 e, consequentemente, menos 3 para o Sporting e menos 2 a 3 para o Benfica”.

(bravo Miguel, imagino o que deve custar, a sportinguistas e benfiquistas, lerem estas coisas num jornal como A BOLA...)

Para suportar as suas afirmações, Miguel Sousa Tavares (MST) recordou, e bem, os principais erros de arbitragem (classificados como “roubos”, quando os prejudicados são os clubes da 2ª circular) nos seguintes jogos:
Estoril x FC Porto (22-09-2013) – menos 2 pontos para o FC Porto
Benfica x FC Porto (12-01-2014) – menos 1 a 3 pontos para o FC Porto
Sporting x FC Porto (16-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto
Nacional x FC Porto (30-03-2014) – menos 3 pontos para o FC Porto

No meio de todos estes erros de arbitragem (com clara influência nos resultados destes quatro jogos), há coisas que custam a aceitar e são muito difíceis de compreender.

Por exemplo, no Estoril x FC Porto, a ganhar por 1-0, o FC Porto sofreu o golo do empate através de um dos penalties mais escandalosos dos últimos anos. É que, conforme a imagem seguinte mostra, o árbitro assistente está bem colocado e não havia um único jogador equipado de branco dentro da área!

Estoril x FC Porto

Outro exemplo. Aos 44’ do Sporting x FC Porto, Cedric carregou Jackson Martinez pelas costas (sem qualquer intenção de disputar a bola!), quando o colombiano estava no ar e se preparava para cabecear a bola para o fundo da baliza, desviando desse modo o ponta-de-lança do FC Porto e conseguindo evitar aquele que seria o 0-1. Em vez de expulsar o defesa sportinguista e assinalar o penalty que se impunha, o “melhor árbitro do Mundo” (colega de faculdade de Bruno Carvalho...) não viu qualquer infracção e mandou seguir.

Sporting x FC Porto

Ora, o mesmo Jackson Martinez que, no dia 16 de Março, foi ilegalmente impedido de colocar o FC Porto em vantagem, num desafio em que estava em jogo 8,6 milhões de euros (é quanto vale o apuramento direto para a fase de grupos da Liga dos Campeões), em dois jogos das semanas seguintes – FC Porto x Belenenses (23-03-2014) e Nacional x FC Porto (30-03-2014) – viu dois golos seus serem anulados por, supostamente, ter cometido falta sobre defesas contrários (dois lances de disputa de bola de cabeça, em que Jackson saltou antes e mais alto!).

Analisando friamente todos estes erros (e critérios!) de arbitragem, os quais prejudicaram fortemente o FC Porto, é inevitável concluir-se que alguns não são erros normais.

E também me parece demasiada coincidência, que os jogos em que o FC Porto foi mais prejudicado, tenham sido, precisamente, nas quatro deslocações contra as 4 equipas mais bem classificadas.

É ainda de notar que dos 9 pontos que o MST refere terem sido “subtraídos” ao FC Porto, 3 pontos foram nas primeiras 21 jornadas (em que o comando técnico da equipa esteve entregue a Paulo Fonseca) e 6 pontos foram-no nas duas últimas deslocações (Alvalade e Nacional), numa altura em que o FC Porto ainda poderia lutar pelo 2º lugar. Aliás, nas últimas três jornadas (23ª, 24ª e 25ª), realizadas após o “Movimento Basta”, o FC Porto foi prejudicado em todos os jogos por erros graves de arbitragem. Coincidências...

No dia 17 de Março, num comentário publicado neste blogue, escrevi o seguinte:
«Esta época faltou competência na escolha do treinador.
Faltou competência na gestão das entradas e saídas do plantel.
Mas também faltou competência na forma como são geridos os bastidores do futebol português.
O FC Porto foi “comido” e de que maneira quer pelo slb, quer agora pelos calimeros».

E se os dirigentes do FC Porto nada fizerem e continuarem a assistir, impávidos e serenos, ao controlo total do "Sistema" por parte do slb, dos "viscondes" e da AF Lisboa, na próxima época vai ser igual.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Assim é difícil ganhar…

Se trabalhamos uma equipa com uma defesa subida, bem articulada, para manter uma linha forte, para colocar o adversário em fora de jogo, os jogadores ficam desconfiados se depois, em dois jogos fora [sporting x FC Porto e Nacional x FC Porto], são validados dois golos em fora de jogo. Mais vale jogar mais atrás… Portanto, o quadro vai muito para além de se constatar os fora de jogo, atinge o trabalho semanal que fazemos”.

Fora de jogo que precedeu o golo dos calimeros

Fora de jogo que precedeu o 1º golo do Nacional

“O primeiro golo do Nacional é obtido em fora de jogo [as imagens televisivas provam que há dois jogadores do Nacional, à frente do árbitro assistente, em situação de claro fora de jogo]. Criámos várias situações de golo e chegámos ao empate; marcamos outro golo, mas não foi validado, quando era um golo limpo e tudo isso condiciona o estado de espírito dos jogadores que, apesar de terem feito uma boa segunda parte, perderam algum discernimento, fruto daquilo que ia acontecendo. Sentiram que era difícil ganhar assim.”

Tribunal de O JOGO unânime: golo limpo anulado ao FC Porto

“É natural que, quando estamos a desenvolver o nosso jogo, quando sentimos que estamos a ser prejudicados, percamos o nosso equilíbrio. Há situações difíceis de aceitar, é difícil falar da equipa quando sentimos que nos estão a desequilibrar”.

Declarações de Luís Castro, na conferência de imprensa após o Nacional x FC Porto.

Erros a mais e alguns de capela


A visita à choupana constituía um exame ao novo FCP que neste jogo mostrou demasiados vícios antigos para acreditar que os sinais de bonança, manifestados em alguns jogos anteriores, vinham para ficar de forma duradoura. O resultado e a exibição da primeira parte demonstram que não basta mudar de treinador para tratar da saúde da equipa. O FCP apresentou-se abúlico e incapaz de sair com a bola para além do meio campo, como tem ocorrido em boa parte do campeonato, nomeadamente na primeira fase de construção. A defesa com erros posicionais, pôs-se sempre a jeito do contra-ataque do adversário. Aquela desorganização posicional que permitiu ao Nacional chegar ao segundo golo, constatei-a demasiadas vezes em jornadas anteriores. Os jogadores movimentam-se de forma anárquica como se não houvesse um guião, sustentado em rotinas, processos e métodos que deveriam estar assimilados. Só por uma vez poderíamos ter chegado ao golo na primeira parte, enquanto o Nacional fartou-se de nos inquietar nas transições, com o nosso meio campo perdido e em que as ajudas raramente funcionaram.

No segundo tempo com um golo madrugador, perdemos rapidamente esse efeito de galvanização ao sofrer, poucos minutos depois, um novo golo que moralizou o adversário. Demos o ouro ao bandido e Quaresma e o árbitro apressaram a derrota. Muita vontade do Nacional que fechou todos os caminhos para a baliza, mais suor da nossa parte, mas continua a faltar força e intensidade. Provavelmente a equipa estará fatigada, possivelmente alguns jogadores ainda cometem erros próprios da juventude e reconheço que há que ter alguma paciência e não desatar a tudo pôr em causa e a diabolizar todos os directores e actores envolvidos neste desnorte. Apesar disso, é constrangedor e inquietante esta fragilidade e incompetência para ultrapassar este tipo de equipas que se entrincheira e que se ri nas nossas barbas pela tibieza como as combatemos. Mais: a equipa pareceu alheada da qualidade do adversário e não se preveniu para que os seus pontos fortes prevalecessem, como aconteceu na primeira metade em que não controlámos a bola, o ritmo, sem velocidade, muitos passes transviados e demasiado duelos feitos de choque que raramente vencemos. Apenas reagimos e raramente bem. Perderam-nos o respeito.

O melhor que nos poderia ter acontecido esta semana foi o Estoril ter perdido: não fora isso e aproximar-se-ia perigosamente do terceiro lugar. Individualmente, apenas Martinez esteve a um nível alto. Quintero mexeu no jogo, revelou qualidades, mas a sua acção não foi tão continuada como carecíamos. A arbitragem esteve ao nível do Capela de outras ocasiões. Péssima e que muito nos penalizou. Nenhuma surpresa. Quaresma entrou em delírio com aquela trapalhada já depois do apito final e o treinador tem que o saber conter e não hesitar em substituí-lo quando passa a ser um problema e não a solução. Devemos não aligeirar os erros do árbitro e muito menos esconder os nossos.

Falta muito para fechar a época, mas continuo muito pessimista. Esperemos que a equipa recupere, que os sócios apoiem e que a nossa direcção comande o clube de forma competente. E preparar a próxima época como deve ser para não entrarmos em plano inclinado.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Capela tem grande futuro... e presente!


"Pensei que o Sporting ia jogar assim, ia dominar mas ia perder. (...)
[acerca do jogo] Aquilo que esperava, vitória do Benfica, uma boa arbitragem e um árbitro [João Capela] com muito futuro. (...)
Acho que a arbitragem foi excelente e o árbitro tem grande futuro"
Pinto da Costa, 22-04-2013


Quem não se lembra deste "artista" do apito?


Eu pensei que ia haver algum pudor e que, tão cedo, o senhor João Capela não ia ser nomeado para jogos envolvendo candidatos ao título.
Mas enganei-me e logo na primeira jornada do campeonato este árbitro da AF Lisboa foi nomeado para a deslocação do FC Porto a Setúbal.
Isto promete...

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Maxi, o clássico e o campeonato

(Maxi Pereira e Capel, slb x sporting, 2012/13)

(Maxi Pereira e Viola, slb x sporting, 2012/13)


«6. Que Maxi Pereira insiste na inconsciência e no abuso da agressividade para lá dos limites e que podia sozinho ter comprometido o clássico, e o campeonato. Só ainda não percebeu que André Almeida é mais fiável quem não quis perceber;»

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O significado do “inferno da Luz”

«Logo na abertura do campeonato 2012/13, o clube da verdade desportiva foi objectivamente beneficiado em dois campos - Luz e Barcelos - e, claro, os paladinos da "verdade desportiva" aplaudem.»

Quando escrevi e publiquei isto, em 21 de Agosto de 2012, estava longe de imaginar o forrobodó que iria ser este campeonato em termos de “colinho” e “passadeira vermelha”. De facto, nunca como esta época a expressão “inferno da Luz” foi tão apropriada.

E tudo começou logo na 1ª jornada, no slb x SC Braga, em que a equipa bracarense teve de jogar os derradeiros vinte e tal minutos (descontos incluídos) reduzida a 10 jogadores, devido a um erro inacreditável de arbitragem.
Mesmo num molho de jogadores, como é que é possível alguém confundir o Custódio com o Douglão e mostrar um cartão amarelo (no caso o segundo e consequente vermelho) a este último? É que, entre outras coisas, a cor da pele dos dois jogadores é diferente!


Na 14ª jornada o FC Porto deslocou-se à Luz e o “inferno” começou a ser preparado com a nomeação do árbitro para este jogo.

(Rui Santos, 'Tempo Extra')
No programa ‘Tempo Extra’, da SIC Notícias, Rui Santos (cuja “simpatia” pelo FC Porto é conhecida…), disse o seguinte:
Esta foi uma nomeação de que o FC Porto não gostou, ao contrário do Benfica. A nomeação de João Ferreira foi mais para contentar o Benfica. (…) A independência das entidades que fazem as nomeações é uma treta”.

E acerca do jogo, Rui Santos acrescentou:
O FC Porto fez um grande jogo no Estádio da Luz, como tem acontecido nos últimos anos. Desta vez não ganhou, mas mostrou ser uma grande equipa de futebol. Foi um FC Porto que se impôs, afirmativo, com um desenho tático que não deixou dúvidas, com uma atitude muito positiva, a tentar mandar no jogo desde o início. Dizia-se que o Benfica iria golear o FC Porto, que o Benfica estava num momento extraordinário. Houve equilíbrio no resultado, mas se houve uma equipa completa foi o FC Porto”.

O FC Porto foi melhor e impôs o seu jogo, mas decisões cirúrgicas do trio de arbitragem impediram os dragões de vencer o jogo e, desde logo, ganhar avanço (pontual e psicológico) relativamente ao rival lisboeta.

Aos 35 minutos de jogo, já o árbitro assistente António Godinho, que na 1ª parte acompanhou o ataque do FC Porto, tinha assinalado três foras de jogo, todos erradamente e em todos contrariando as indicações da FIFA para este tipo de lances. Destes três foras de jogo, o assinalado a Defour, logo aos 2 minutos, é algo verdadeiramente inacreditável. Só (re)visto!

Mas se o árbitro assistente ia fazendo pela vida interrompendo, sempre que podia, ataques do FC Porto, o árbitro principal, o célebre João “pode ser o João” Ferreira, adoptava um critério largo (onde é que eu já ouvi isto?) em termos disciplinares, tão do agrado de Maxi Pereira, Matic e… Jorge Jesus. Foi um autêntico festival de impunidade.

Na 1ª parte:
- Matic calca Defour;
- Maxi Pereira atinge duas vezes seguidas Varela;
- Jardel atinge Lucho;
- Maxi entra de pé em riste (à altura do ombro) sobre Alex Sandro;
- Maxi tem mais uma entrada às pernas de Alex Sandro;
- Enzo Perez dá uma palmada na cara de Moutinho.

Na 2ª parte:
- Maxi faz falta sobre Defour quando este ia a entrar na área benfiquista;
- Maxi desinteressa-se da bola e atinge Mangala com o braço/cotovelo;
- Matic rasteira ostensivamente Otamendi, cortando uma jogada de contra-ataque;
- Maxi “karaté” Pereira culmina a sua atuação projetando-se sobre Moutinho.

Após o final deste jogo de triste memória, Vítor Pereira, o dos árbitros, tão lesto a fazer declarações quando os encarnados se sentem prejudicados, ficou calado como um rato.
Mas o seu homónimo, treinador do FC Porto, não calou (e muitíssimo bem) a revolta que lhe ia na alma:
Não entendo como pode Maxi Pereira acabar todos os jogos. É impressionante. Não podia ter acabado este jogo. A agressão é nítida. Matic devia ter visto o segundo amarelo, tem de ser mostrado. É preciso coragem. Houve três foras-de-jogos. Em todos eles ficaríamos com jogadores isolados. Mais vale não treinar diagonais.
O Benfica devia ter jogado os últimos 15 minutos com nove jogadores.

E o que disseram os responsáveis do slb?

Para mim, [João Ferreira] fez uma boa arbitragem, não sei onde é que o Vítor quer... mas ele vê à maneira dele. (...) O João Ferreira pretendeu levar o jogo com as duas equipas completas até ao fim. (...) considero que esteve bem
Jorge Jesus

Foi uma grande arbitragem
Luís Filipe Vieira


A Académica deslocou-se à Luz na jornada 19. Durante o jogo os encarnados atacaram muito, os estudantes defenderam, os minutos foram passando e não havia maneira do slb conseguir marcar. Os fantasmas de um mau resultado voltavam a agitar as bancadas – nos cinco anos anteriores a Briosa tinha vencido três vezes na “catedral encarnada” (é provável que passe a designar-se capela encarnada, em homenagem ao árbitro que mais se destacou esta época…) – mas haveria de acontecer um “milagre”.
Ao minuto 90’+3 o árbitro Nuno Almeida tirou um coelho da cartola e assinalou um penalty salvador.

(slb x Académica, penalty ao minuto 90'+3)

(slb x Académica, 'Tempo Extra')

slb x SC Braga
slb x FC Porto
slb x Académica
Quatro jogos, quatro bons exemplos do que é o “inferno da Luz”.

Sim, eu sei que é um bocadinho incómodo estar aqui a recordar estes erros colossais… perdão, estes erros normais e absolutamente naturais de arbitragem. Afinal, errar é humano, não é?

Aliás, no estádio da Luz, casos destes vão deixar de existir. Com a benfica TV a passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, estou convencido que vai haver um cuidado especial da realização, quer na escolha da câmara mais adequada (entre as várias existentes), quer principalmente na seleção criteriosa das repetições. O slb deixará de ser beneficiado (tal como no tempo em que os jogos não eram transmitidos e o que contava era a opinião dos jornalistas de A BOLA...) e, quanto muito, haverá lances duvidosos que as imagens televisivas não esclarecem…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Da PlayStation ao "limpinho"





"O treinador do Sporting tem o direito de ter opinião e de ver o jogo à maneira dele e eu tenho a minha. (...) Não vamos branquear. O Benfica teve dificuldades no jogo. O Sporting mostrou que é uma grande equipa. O Benfica ganhou limpinho. O critério mais largo do árbitro beneficiou o jogo. Deixou o jogo correr. Está aqui um árbitro com grande futuro e esteve à altura do jogo. O Sporting não se pode queixar da arbitragem."
Jorge Jesus, 21-04-2013


O clube da casa é o mesmo.
Os clubes visitantes são dois sportings (de Braga e de Lisboa).
As declarações são do mesmo treinador, o qual, entretanto, mudou de cadeira e de discurso.

Roubos de capela

"Criámos sempre grandes dificuldades. E aqui começaram alguns problemas de falta de coerência de João Capela e que mancharam o seu trabalho e retiraram oportunidades de ganhar. O Sporting poderia ter estado onze contra dez por expulsão de Maxi Pereira e grande penalidade para o Sporting. (...)
Há um conjunto de fatores que têm de ser analisados. Não tenho dúvida que o Sporting foi melhor do que o Benfica, repito. Conseguimos mais cantos, mais posse, nem houve grandes ocasiões de golo. Quando tivemos essa agressividade creio que os lances não foram bem analisadas pelo menos em quatro ações na área. Esses lances podiam ter alterado o jogo."
Jesualdo Ferreira

"estava a ver as imagens na televisão e os comentários. Não percebo o que é uma visão larga do jogo, não sei o que quer dizer. Na reunião antes do jogo disse que achava que iam estar três grandes equipas em campo, mas saí com a nítida sensação que só estiveram em campo duas grandes equipas. A outra não acho que tenha sido nada benéfica para o jogo. Quando se diz que o Benfica é mais forte no final, também é mais fácil. Os nossos nunca conseguiam rematar, acabavam sempre por sofrer falta. É a opinião de alguém que tenha dois olhos na cara. Perdemos, mas a verdade dos factos é que errar é humano. Errar sempre para o mesmo lado não me parece tão humano. Não é fácil digerir e compreender como é que isto acontece."
Bruno Carvalho, presidente do Sporting


O senhor Capela é o mesmo árbitro que, há apenas uma semana, na final da Taça da Liga, não teve dúvidas em assinalar penalty contra o FC Porto e em expulsar Abdoulaye, num lance em que o bracarense Mossoró fez uma extraordinária encenação.
Desta vez, o senhor Capela teve um "critério mais largo" (palavras do comentador da SportTv Pedro Henriques) e, em quatro (!) lances na área do slb, não viu motivos para assinalar qualquer grande penalidade.

Os adeptos portistas mais velhos lembrar-se-ão dos célebres "erros de arbitragem", que ocorriam frequentemente nos anos 70 e início dos anos 80 do século passado, sempre a favor do clube do regime, e que José Maria Pedroto, sem papas na língua, denunciava em voz alta e rotulava de roubos de igreja.

Perante a escandaleira de ontem (mais uma, neste campeonato inclinado desde o seu início), no derby da 2ª circular, a primeira pessoa de que me lembrei foi do grande Zé do Boné. Que saudades da sua frontalidade, desassombro e coragem em denunciar a podridão e em chamar os bois pelos nomes.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O penalty foi mal assinalado

A maior parte dos adeptos portistas que ouvi e li, entende que o penalty de onde saiu o único golo da final da Taça da Liga foi bem assinalado.

O painel de ex-árbitros que constitui o ‘Tribunal de O JOGO’ é, também, da mesma opinião.


Pois eu discordo.

Já vi o lance umas vinte vezes, de vários ângulos (cameras) diferentes, e tenho a certeza absoluta que este penalty foi MAL assinalado.
Quer na camera que filma de lado, quer na camera que filma por trás do Mossoró (a visão do árbitro), vê-se perfeitamente que ANTES de haver contacto, já o Mossoró vai lançado para a frente, com a ponta do pé direito a arrastar no relvado e que é o jogador bracarense que promove o contacto com o defesa do FC Porto.

(Mossoró já vai inclinado e com a ponta do pé direito no relvado)

(Mossoró a arrastar a perna direita; Abdoulaye já tem o seu pé direito fixo no relvado)

(Mossoró promove o contacto e choca contra Abdoulaye)

Visto e revisto, não tenho qualquer dúvida que o penalty foi MAL assinalado e, consequentemente, que naquele lance não deveria ter sido mostrado o 2º cartão amarelo a Abdoulaye (devia sim ter sido mostrado o cartão amarelo a Mossoró por simulação).

Quanto ao resto, nomeadamente ao desempenho das três equipas antes e depois deste lance, não me pronuncio, porque vi apenas um curto resumo deste jogo.

terça-feira, 19 de março de 2013

Os penalties de que ninguém fala


Na sequência das sucessivas más exibições de Silvestre Varela nos últimos jogos, Vítor Pereira, desta vez, decidiu apostar em Christian Atsu no onze inicial. Contudo, logo aos 5 minutos, o jovem extremo ganês sofreu uma entrada dura de um defesa do Marítimo (Roberge), a qual lhe provocou uma entorse no tornozelo direito, obrigando à sua saída e substituição aos 10 minutos por... Varela.

A foto do lado é clara (ver onde acerta Roberge): Penalty por assinalar e cartão amarelo por mostrar ao jogador do Marítimo.
E as consequências também: Atsu lesionado com alguma gravidade (no final do jogo foi visto de canadianas), Vítor Pereira obrigado a queimar uma substituição logo no início do jogo e manutenção de um resultado (0-0) que convinha ao Marítimo e não só...


P.S. Aos 48 minutos do Marítimo x FC Porto, Igor Rossi agarrou/puxou Jackson pelo pescoço dentro da área maritimista mas, ao contrário de Nuno Almeida no minuto 90’+3 do slb x Académica, desta vez o árbitro do encontro (João Capela, de Lisboa) nada assinalou, porque entendeu que ambos os jogadores se agarraram. Pois… E é também assim, com lances destes, que se decidem campeonatos.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Também na equipa B!


O Sporting está fadado a ser um dos clubes que usufrui de mais penalties a seu favor (a par do slb). O dado novo é que tal também se verifica na equipa B, que milita na II Liga. Ontem estavam a perder 1-0 em Arouca, com o clube local, e o árbitro João Capela marcou 2 penalties, aos 62 e aos 67 minutos permitindo aos de Lisboa dar a volta ao marcador em apenas 5 minutos! Não vi os lances mas a reacção do público de Arouca – que tentou agredir o Capela – diz tudo.

Faz lembrar um jogo da Taça da Liga em Alvalade, há uns anos, em que o FC Porto a jogar com as 'reservas' começa a ganhar 1-0 por intermédio de Farías mas ainda antes do intervalo o árbitro arranjou 2 penalties para o Sporting dar a volta (um desses foi uma simulação escandalosa do Postiga!).

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Eles não desistem, a pouca vergonha continua

Como é de todos conhecido, Lisandro não pode jogar amanhã contra o Estrela da Amadora porque o Dr. Ricardo Costa assim decidiu.
Já muita gente se pronunciou sobre esta decisão escandalosa (mais uma) do fanático benfiquista que preside ao CD da Liga e que irá marcar o campeonato 2008/09, mas vale a pena ler o que Jorge Coroado escreveu em O JOGO de 07/04/2009:

«Incompreensível é, no mínimo, o que pode dizer-se da decisão anacrónica, apesar de estribada em norma regulamentar, da Comissão Disciplinar da Liga em punir Lisandro, do FC Porto, com um jogo de suspensão por simulação no encontro disputado com o SL Benfica no estádio do Dragão. Com tanta fobia na presunção de defesa da verdade desportiva torna-se legítimo questionar o que pretendem os doutores no, não do, futebol? Com a decisão tomada rectificaram, repuseram ou deram mais verdade ao resultado do jogo? Não! Que verdade defendem? Nas anteriores vinte jornadas não existiram simulações, não aconteceram resultados forjados por lances menos lícitos? Só os jogos televisionados possuem jogadas enganosas? Quantos árbitros se equivocaram e ao fazê-lo influenciaram o resultado? Os jogos não transmitidos pela televisão não são susceptíveis de ludíbrios? A Liga de Honra não tem simuladores? (…) Que critério e igualdade na aplicação dos regulamentos existe?»


Quem também não poderá dar o seu contributo à equipa no jogo contra o Estrela é Tomás Costa, o qual foi punido por Xistra no último V. Guimarães x FC Porto com o 5º cartão amarelo.
Sobre este lance, ocorrido ao minuto 61 de um jogo em que o árbitro foi mais do que complacente com o festival de pancadaria de que Hulk foi vítima, o mesmo Jorge Coroado escreveu o seguinte:

«Tomás Costa acorreu à linha lateral para inviabilizar jogada de ataque contrária, ganhou o lance ao adversário fazendo que a bola ultrapassasse a linha delimitadora do terreno para acto contínuo a pontapear forte. Em manifesta falta de sensibilidade na análise da situação o árbitro exibiu o cartão amarelo ao portista. Porquê? Não viu que o jogador foi rápido no gesto convicto que o esférico estava sobre a linha lateral?»


Estes factos mostram que os adversários do FC Porto ainda não desistiram e se semana após semana continuam as arbitragens vergonhosas, também fora do campo, quer nas nomeações, quer nas (não)decisões do CD da Liga, as manobras de secretaria não param.

P.S. Para o jogo FC Porto x E. Amadora, o sportinguista Vítor Pereira nomeou mais um árbitro do eixo Lisboa-Setúbal. Desta vez a “honra” coube ao lisboeta João Capela, o mesmo senhor que mostrou, de forma absolutamente inacreditável, o 5º cartão amarelo a Fucile no Belenenses x FC Porto, de modo a pô-lo fora do FC Porto x SLB da jornada seguinte.
Lembram-se? Pois é, Jesualdo Ferreira também não se esqueceu deste artista, conforme ficou claro na conferência de imprensa de hoje:
Antes dos jogos as escolhas [dos árbitros] obedecem a critérios que não conheço. O árbitro vai ter uma tarefa fácil amanhã, desde que não a dificulte. Felizmente não temos o Fucile em risco de ver o quinto amarelo, por isso…”