In Público.pt, a propósito do castigo aplicado pela FA a Suaréz - jogador do Liverpool, que mordeu um adversário na última jornada da Premier League; lá não suspendem um jogador ad aeternum... - um curioso registo de outras suspensões:
Paolo Di Canio (Sheffield Wednesday), por empurrar um árbitro, em 1998 - 11 jogos
David Prutton (Southampton), depois de empurrar um árbitro, em 2005 - 10 jogos
Já em Portugal...
Óscar Cardozo (SLB), depois de agredir um adversário e tentar intimidar o árbitro, em 2013 ... 1 jogo
(P.S.: Pinto da Costa foi acusado de corrupção por ter oferecido um relógio de ouro não sei a quem, para que fosse brando o castigo ao Deco, por ter atirado uma chuteira a um árbitro - e mesmo assim, foi castigado com 3 jogos, num máximo de 4 possíveis. O que foi oferecido desta desta vez, não sei, mas imagina-se...)
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quarta-feira, 24 de abril de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
O golpe do baú da BTV ao futebol televisado
O golpe no baú!
O SL Benfica conseguiu os direitos de transmissão exclusiva da Premier League para as próxima temporadas e vai ter o direito de exibir no seu canal de televisão todos os jogos que se possam ver em território português da competição nacional mais vista do planeta.
Como é possível que um clube de futebol consiga um contrato deste nível pelo qual empresas em todo o Mundo pagam fortunas, a começar pela própria Sky no Reino Unido (seguido do Canal Plus em França e Espanha)? Simples, com a ajuda dos amigos da Portugal Telecom, essa empresa que apesar de já não ser detida pelo governo, ou seja, por todos os portugueses, continua a comportar-se no mercado como se tal fosse certo (porque tem as costas muito bem cobertas)!
O negócio é simples de entender. Um esquema muito bem montado que permite à empresa de telecomunicações e ao clube eliminarem de um só golpe dois rivais dos últimos anos: ZON e Joaquim Oliveira.
A PT nunca esteve de boas relações com Joaquim Oliveira o seu império Controlinveste e durante os últimos anos ambas as empresas travaram uma luta surda nos corredores do poder. O império mediático montado por Oliveira foi-se desfazendo à medida que começavam a aparecer novos jogadores, nomeadamente o dinheiro que vinha de Angola, e que ajudou a safar a PT de muitos problemas quando a crise apertou. Esse dinheiro, coordenado pela família do actual presidente angolano e coordenado pela filha, serviu para adquirir títulos de imprensa e entrar no accionariado da PT.
Por outro lado, a plataforma detida pela Portugal Telecom leva vários anos de luta contra a ZON, depois de que ambas as empresas se tivessem separado, pouco amigavelmente, e seguido o seu caminho de forma distante. A BenficaTV optou por aparecer apenas na Meo, ligando-se intimamente à PT na sua influência de poder, no que foi um primeiro golpe para a Zon. Mas não o último.
A primeira ameaça ao poder da SportTv e da Zon chegou com a ideia de Pais do Amaral em criar um canal alternativo de desporto em Portugal na plataforma Meo. Pais do Amaral tinha adquirido os direitos para os próximos três anos da liga espanhola e sondou o Benfica para vender-lhe os seus 15 jogos em casa mas no final não conseguiu juntar dinheiro e meios para avançar e a SportTv apareceu à última da hora com dinheiro exigido pela Mediapro (empresa que gere os direitos do futebol em Espanha) e manteve esse trunfo na manga. Tinham abortado o plano inicial da PT mas não poderiam fazê-lo com o alternativo.
A PT entrou em força na própria SporTv, adquirindo 25% da empresa (os outros 25% são da ZON e 50% pertencem à empresa detida por Joaquim Oliveira). Foi uma forma de ganhar sem perder. Não só garantia para si parte importante dos lucros da empresa como apaziguava Oliveira em relação à jogada que preparavam. Membros influentes ligados à PT serviram de intermediários na negociação entre a direcção da Premier League e a BenficaTV, garantindo aos ingleses que não só serviam de fiadores como davam a cara pela gestão dos direitos da competição face às dúvidas iniciais dos ingleses em ter a sua competição num canal de um só clube.
O que conseguem com isto?
Em primeiro lugar tiram uma das máximas jóias da SportTV.
Para LF Vieira (que agora conta com a ajuda e os contactos importantes de José Eduardo Moniz no meio audiovisual) é um golpe que sabe particularmente bem depois da guerra aberta com Oliveira nos últimos anos, com choradinhos à mistura, que estavam por detrás da criação da BTV, do seu posicionamento na Meo e na compra dos direitos da liga brasileira, por exemplo.
Em segundo lugar dão um golpe muito sério à ZON, obrigando a todos os que queiram seguir a competição a mudar-se para a Meo, independentemente do clube que apoiem. É o primeiro passo para acabar progressivamente com o rival directo nas plataformas audiovisuais. Para isso contam com o apoio do Estado - que até à bem pouco tempo ainda detinha uma golden-share na companhia e que mantém uma influência tremenda - e do dinheiro angolano que lhes permite este golpe tão ousado sem temer perdas financeiros nos primeiros dois anos.
Por fim abrem a porta a transformar a BenficaTV no canal que Pais do Amaral quis criar, um concorrente desportivo real à SportTV. A Premier League é apenas o 1º passo. Seguem-se os jogos em casa do Benfica, a eventual compra dos direitos da Taça da Liga/Taça de Portugal, alguma que outra competição nacional europeia e talvez um ataque mais directo às provas da UEFA, nomeadamente nos jogos que actualmente dão em sinal aberto por um dos 4 canais generalistas que começam a perceber que não têm pernas nem fundos para suportar os preços exigidos pela UEFA. Se a isso juntarem outros desportos, o plano da PT e dos dirigentes do Benfica é ter um canal multi-desportivo de projecção para os próximos dois anos. Precisamente quando acaba o contrato da liga espanhola e da Champions League, à qual planeiam optar com uma oferta muito mais alta que a que possa fazer a SportTV. Nada é deixado ao acaso.
Essa realidade permite ao Benfica não só aumentar o número de subscritores ao seu canal como também o aumento das receitas em publicidade. E é também o primeiro e inevitável passo antes de passar o canal ao serviço fechado, garantindo então um lucro muito superior em subscrições exclusivas da plataforma Meo.
Com essa jogada não só esperam ir esvaziando de conteúdo e assinantes a SportTV - com quem têm mantido uma forte rivalidade e que actualmente não tem potencial financeiro para competir, e que depende cada vez mais do dinheiro angolano que também está na PT - como criar uma receita paralela e sem precedentes num clube de futebol.
A operação terá custado cerca de 15 milhões de euros e para isso o clube pediu um novo empréstimo obrigacionista no valor de 80 milhões, metade para pagar um empréstimo que vence agora e o resto para investir em força no novo canal. A PT funcionará como fiador, garantindo que o projecto tem pernas para andar porque é do seu especial interesse que a Meo crie uma plataforma desportiva alternativa sólida à da Zon. Porque se muitos portistas e sportinguistas podem passar para a Meo para verem os jogos da Premier, com o passar do tempo o objectivo é esvaziar a SportTv de assinantes à medida que a sua oferta vá diminuindo. O aumento da transmissão de jogos via streaming online pode permitir aos adeptos de muitos clubes simplesmente cancelar o contrato com a SportTv se a oferta baixar significativamente e só com isso a PT e o Benfica conseguem uma vitória importante. Aumentar os assinantes do canal é só a segunda parte do plano. Um plano com um alvo bem definido e que roça o limite do legal e do ético. Uma competição nacional exclusiva de um clube obriga sempre os adeptos de outros clubes a dar audiência ao mesmo. Se esse canal se tornar (como é óbvio) canal fechado por subscrição, obriga-os a dar dinheiro a esse clube para ver os jogos de uma liga independente.
E o Estado português, que até há bem pouco tempo manteve uma golden share na PT - mas cuja a influência permanece e permanecerá na companhia - pactua de forma silenciosa com este claro assalto aos direitos dos consumidores, da mesma forma que a RTP também adiantou dinheiro para que Paulo Futre vestisse a camisola vermelha durante uma temporada. É assim Portugal e é assim que se gere o futuro e a salvação financeira de um clube eternamente protegido contra um empresário que se tornou personan non grata na capital quando começou a dizer que não às exigências que vinham de governantes, empresários e dirigentes desportivos sediados no sitio do costume.
O SL Benfica conseguiu os direitos de transmissão exclusiva da Premier League para as próxima temporadas e vai ter o direito de exibir no seu canal de televisão todos os jogos que se possam ver em território português da competição nacional mais vista do planeta.
Como é possível que um clube de futebol consiga um contrato deste nível pelo qual empresas em todo o Mundo pagam fortunas, a começar pela própria Sky no Reino Unido (seguido do Canal Plus em França e Espanha)? Simples, com a ajuda dos amigos da Portugal Telecom, essa empresa que apesar de já não ser detida pelo governo, ou seja, por todos os portugueses, continua a comportar-se no mercado como se tal fosse certo (porque tem as costas muito bem cobertas)!
O negócio é simples de entender. Um esquema muito bem montado que permite à empresa de telecomunicações e ao clube eliminarem de um só golpe dois rivais dos últimos anos: ZON e Joaquim Oliveira.
A PT nunca esteve de boas relações com Joaquim Oliveira o seu império Controlinveste e durante os últimos anos ambas as empresas travaram uma luta surda nos corredores do poder. O império mediático montado por Oliveira foi-se desfazendo à medida que começavam a aparecer novos jogadores, nomeadamente o dinheiro que vinha de Angola, e que ajudou a safar a PT de muitos problemas quando a crise apertou. Esse dinheiro, coordenado pela família do actual presidente angolano e coordenado pela filha, serviu para adquirir títulos de imprensa e entrar no accionariado da PT.
Por outro lado, a plataforma detida pela Portugal Telecom leva vários anos de luta contra a ZON, depois de que ambas as empresas se tivessem separado, pouco amigavelmente, e seguido o seu caminho de forma distante. A BenficaTV optou por aparecer apenas na Meo, ligando-se intimamente à PT na sua influência de poder, no que foi um primeiro golpe para a Zon. Mas não o último.
A primeira ameaça ao poder da SportTv e da Zon chegou com a ideia de Pais do Amaral em criar um canal alternativo de desporto em Portugal na plataforma Meo. Pais do Amaral tinha adquirido os direitos para os próximos três anos da liga espanhola e sondou o Benfica para vender-lhe os seus 15 jogos em casa mas no final não conseguiu juntar dinheiro e meios para avançar e a SportTv apareceu à última da hora com dinheiro exigido pela Mediapro (empresa que gere os direitos do futebol em Espanha) e manteve esse trunfo na manga. Tinham abortado o plano inicial da PT mas não poderiam fazê-lo com o alternativo.
A PT entrou em força na própria SporTv, adquirindo 25% da empresa (os outros 25% são da ZON e 50% pertencem à empresa detida por Joaquim Oliveira). Foi uma forma de ganhar sem perder. Não só garantia para si parte importante dos lucros da empresa como apaziguava Oliveira em relação à jogada que preparavam. Membros influentes ligados à PT serviram de intermediários na negociação entre a direcção da Premier League e a BenficaTV, garantindo aos ingleses que não só serviam de fiadores como davam a cara pela gestão dos direitos da competição face às dúvidas iniciais dos ingleses em ter a sua competição num canal de um só clube.
O que conseguem com isto?
Em primeiro lugar tiram uma das máximas jóias da SportTV.
Para LF Vieira (que agora conta com a ajuda e os contactos importantes de José Eduardo Moniz no meio audiovisual) é um golpe que sabe particularmente bem depois da guerra aberta com Oliveira nos últimos anos, com choradinhos à mistura, que estavam por detrás da criação da BTV, do seu posicionamento na Meo e na compra dos direitos da liga brasileira, por exemplo.
Em segundo lugar dão um golpe muito sério à ZON, obrigando a todos os que queiram seguir a competição a mudar-se para a Meo, independentemente do clube que apoiem. É o primeiro passo para acabar progressivamente com o rival directo nas plataformas audiovisuais. Para isso contam com o apoio do Estado - que até à bem pouco tempo ainda detinha uma golden-share na companhia e que mantém uma influência tremenda - e do dinheiro angolano que lhes permite este golpe tão ousado sem temer perdas financeiros nos primeiros dois anos.
Por fim abrem a porta a transformar a BenficaTV no canal que Pais do Amaral quis criar, um concorrente desportivo real à SportTV. A Premier League é apenas o 1º passo. Seguem-se os jogos em casa do Benfica, a eventual compra dos direitos da Taça da Liga/Taça de Portugal, alguma que outra competição nacional europeia e talvez um ataque mais directo às provas da UEFA, nomeadamente nos jogos que actualmente dão em sinal aberto por um dos 4 canais generalistas que começam a perceber que não têm pernas nem fundos para suportar os preços exigidos pela UEFA. Se a isso juntarem outros desportos, o plano da PT e dos dirigentes do Benfica é ter um canal multi-desportivo de projecção para os próximos dois anos. Precisamente quando acaba o contrato da liga espanhola e da Champions League, à qual planeiam optar com uma oferta muito mais alta que a que possa fazer a SportTV. Nada é deixado ao acaso.
Essa realidade permite ao Benfica não só aumentar o número de subscritores ao seu canal como também o aumento das receitas em publicidade. E é também o primeiro e inevitável passo antes de passar o canal ao serviço fechado, garantindo então um lucro muito superior em subscrições exclusivas da plataforma Meo.
Com essa jogada não só esperam ir esvaziando de conteúdo e assinantes a SportTV - com quem têm mantido uma forte rivalidade e que actualmente não tem potencial financeiro para competir, e que depende cada vez mais do dinheiro angolano que também está na PT - como criar uma receita paralela e sem precedentes num clube de futebol.
A operação terá custado cerca de 15 milhões de euros e para isso o clube pediu um novo empréstimo obrigacionista no valor de 80 milhões, metade para pagar um empréstimo que vence agora e o resto para investir em força no novo canal. A PT funcionará como fiador, garantindo que o projecto tem pernas para andar porque é do seu especial interesse que a Meo crie uma plataforma desportiva alternativa sólida à da Zon. Porque se muitos portistas e sportinguistas podem passar para a Meo para verem os jogos da Premier, com o passar do tempo o objectivo é esvaziar a SportTv de assinantes à medida que a sua oferta vá diminuindo. O aumento da transmissão de jogos via streaming online pode permitir aos adeptos de muitos clubes simplesmente cancelar o contrato com a SportTv se a oferta baixar significativamente e só com isso a PT e o Benfica conseguem uma vitória importante. Aumentar os assinantes do canal é só a segunda parte do plano. Um plano com um alvo bem definido e que roça o limite do legal e do ético. Uma competição nacional exclusiva de um clube obriga sempre os adeptos de outros clubes a dar audiência ao mesmo. Se esse canal se tornar (como é óbvio) canal fechado por subscrição, obriga-os a dar dinheiro a esse clube para ver os jogos de uma liga independente.
E o Estado português, que até há bem pouco tempo manteve uma golden share na PT - mas cuja a influência permanece e permanecerá na companhia - pactua de forma silenciosa com este claro assalto aos direitos dos consumidores, da mesma forma que a RTP também adiantou dinheiro para que Paulo Futre vestisse a camisola vermelha durante uma temporada. É assim Portugal e é assim que se gere o futuro e a salvação financeira de um clube eternamente protegido contra um empresário que se tornou personan non grata na capital quando começou a dizer que não às exigências que vinham de governantes, empresários e dirigentes desportivos sediados no sitio do costume.
domingo, 13 de maio de 2012
SMS do dia
Por Inglaterra também ganharam os azuis, mas mais que isso é nestas horas que adoro adorar futebol.
O futebol é isto, chorar e rir.
O futebol é isto, chorar e rir.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Centenas de milhões em jogo
Hoje à noite vai disputar-se o derby mais rico do futebol mundial, o qual, muito provavelmente, irá decidir o futuro campeão inglês.
Neste duelo entre as duas equipas de Manchester que, desde o início, dominaram a Premier League 2011/12, para além das estrelas que irão atuar, uma das coisas que mais impressiona é a quantidade de milhões que irão sentar-se nos bancos de suplentes.
Infografia (clicar para ampliar): record.pt
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domingo, 5 de junho de 2011
Direitos TV na Premier League

«A Premier League vai repartir um "bolo" recorde de quase 1100 milhões de euros de receitas televisivas pelos 20 clubes que em 2010/11 se integraram na divisão principal do futebol inglês. O campeão Manchester United vai receber a fatia maior (M€ 69,48), enquanto o estreante Blackpool (19º classificado) terá direito à parcela mais pequena - mesmo assim, quase 45 milhões de euros provenientes da TV.
A Liga reparte cerca de metade das receitas televisivas nacionais (Sky, ESPN) de forma equitativa por todos os clubes. Em 2010/11, esse montante fixo atingiu M€ 15,88 por clube. A outra metade do bolo é dividida consoante a classificação final e o número de transmissões televisivas em directo. Cada degrau na tabela classificativa valeu 870 mil euros (o West Ham, último classificado, recebeu apenas 870 mil euros, enquanto o campeão recebeu 20 vezes mais: 17,4 milhões). O Manchester United foi igualmente o clube com maior número de jogos (casa e fora) transmitidos pela televisão - 26 -, assegurando dessa forma M€ 15,577 adicionais neste segmento da repartição monetária.
As receitas provenientes da venda dos direitos televisivos no estrangeiro são divididas de forma igual por todos os clubes. A negociação colectiva desses direitos é feita em blocos de três anos com os diversos operadores espalhados pelo mundo. Esta área do negócio está a revelar-se cada vez mais lucrativa, e a entrada em vigor de novos contratos trienais (2010/11 a 2012/13) proporcionou um aumento considerável das verbas atribuídas na presente temporada. Em 2009/10, as vendas no estrangeiro tinham rendido 11,6 milhões de euros a cada clube da Premier League. Em 2010/11, esse montante disparou para os 20,6 milhões/clube.
Apesar da diferença existente entre as receitas televisivas de Manchester United (M€ 69,48) e Blackpool (M€ 44,93), a Premier League continua a ser a liga menos desequilibrada entre as grandes da Europa. O campeão recebeu 1,55 vezes mais do que o Blackpool. Nas outras ligas principais, como a Bundesliga (quociente: 2), Ligue 1 (3,5), Serie A (10) ou na liga espanhola (12,5), esse diferencial (quociente clube com maiores receitas de TV/clube com menores receitas de TV) é muito superior. Em Espanha - onde a disparidade é mais acentuada -, gigantes como Barcelona ou Real Madrid chegam a receber 19 vezes mais do que os clubes mais pequenos da liga.»
Paulo Anunciação
in ojogo.pt, 05/06/2011
O artigo completo, com detalhes dos números, pode ser lido aqui.
Em Portugal, existe um longo caminho a percorrer (incluindo culturalmente) para tornar o campeonato uma prova mais competitiva, mas o exemplo da Premier League não interessa aos três grandes, da mesma maneira que também não interessa aos grandes clubes de Espanha ou Itália.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Hulk na Premier League?
A imprensa portuguesa fez hoje eco de uma notícia do jornal inglês “Daily Mirror”, segundo o qual o Manchester City estaria disposto a oferecer uma proposta na ordem dos 23,5 milhões de euros por Hulk.23,5 milhões de euros? Se for pelos 45% do passe que a FCP SAD detém, significa que o Hulk (100% do passe) estaria avaliado em 52,2 milhões de euros. Acho pouco, mas para início de conversa…
Entretanto, podem ler aqui as Top 10 things you need to know about Manchester City target Hulk plus watch him in action.
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terça-feira, 9 de março de 2010
A lebre e a tartaruga
Por Filipe Sousa

De todas as diferenças que separam as equipas do Porto e do Arsenal, para lá dos orçamentos, e da qualidade dos jogadores, é diferença de “andamento” que mais dificilmente se esbate dentro de campo. O ritmo, a intensidade com que os jogadores de equipas de topo, nestas fases mais avançadas da Liga dos Campeões, imprimem ao jogo, são tais que dão ideia de que os nossos jogadores ficam cansados de ver os outros jogar. É, em suma, em jogos como estes que se percebe o quão miserável é o campeonato português. É a 10ª liga mundial ou coisa do género, mas a diferença para qualquer outro campeonato, mesmo o francês – e na retina ficou, por exemplo o Marselha x Porto de 2003/04 - ou o holandês, é brutal. Por cá temos jogos com esta intensidade (ou assim parece…), não 4 ou 5x por época - os jogos contra os outros grandes - mas 4 ou 5x por década - o último foi o Porto x SCP para a Taça - porque a maioria dos jogos contra os outros grandes são uma pasmaceira, jogos “muito tácticos” – um eufemismo dos comentadores para descrever jogos completamente desinteressantes - e com 30 e muitas faltas pelo meio e outros tantos "casos" de arbitragem. Uma curiosidade: o último Clube do Regime x Porto é, até ao momento, o jogo com menos tempo útil da corrente edição da Liga. Sintomático. (E mais uma prova do génio de Jorge Jesus; tivesse o Porto vencido esse jogo, e todo o país futebolístico criticaria o anti-jogo, a “manhosice” da equipa azul-e-branca.)
De facto, mais dos que orçamentos chorudos, é preciso uma extraordinária conjugação de factores, seja um conjunto de jogadores fora-de-série ou simples sorte, para que o Porto consiga ultrapassar estes “tubarões”, de tão habituado está a jogar contra equipas que de futebol têm muito pouco, e que vivem felizes com empates. Nem que para tal seja preciso fingir lesões de 5 em 5 minutos – esbatendo a diferença entre um jogador de futebol e um actor. Assim, quando aparece um Arsenal ou um Liverpool, é sempre uma aflição. Não é de estranhar portanto que a SportTv transmita jogos, à partida de interesse duvidoso, como o Getafe x Rayo Vallecano ou coisa que o valha – vê-se decerto mais futebol do que na maioria do jogos por cá.
Posto isto, mesmo em vantagem na eliminatória, poderá não chegar ao Porto jogar muito bem para ultrapassar definitivamente o Arsenal. Uma excelente exibição para os padrões locais, pode não chegar para evitar uma derrota. Se vencermos o desafio, o nosso futebol agradece, mas não vai abdicar de nos empatar na primeira oportunidade.
Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Filipe Sousa a elaboração deste artigo.
De todas as diferenças que separam as equipas do Porto e do Arsenal, para lá dos orçamentos, e da qualidade dos jogadores, é diferença de “andamento” que mais dificilmente se esbate dentro de campo. O ritmo, a intensidade com que os jogadores de equipas de topo, nestas fases mais avançadas da Liga dos Campeões, imprimem ao jogo, são tais que dão ideia de que os nossos jogadores ficam cansados de ver os outros jogar. É, em suma, em jogos como estes que se percebe o quão miserável é o campeonato português. É a 10ª liga mundial ou coisa do género, mas a diferença para qualquer outro campeonato, mesmo o francês – e na retina ficou, por exemplo o Marselha x Porto de 2003/04 - ou o holandês, é brutal. Por cá temos jogos com esta intensidade (ou assim parece…), não 4 ou 5x por época - os jogos contra os outros grandes - mas 4 ou 5x por década - o último foi o Porto x SCP para a Taça - porque a maioria dos jogos contra os outros grandes são uma pasmaceira, jogos “muito tácticos” – um eufemismo dos comentadores para descrever jogos completamente desinteressantes - e com 30 e muitas faltas pelo meio e outros tantos "casos" de arbitragem. Uma curiosidade: o último Clube do Regime x Porto é, até ao momento, o jogo com menos tempo útil da corrente edição da Liga. Sintomático. (E mais uma prova do génio de Jorge Jesus; tivesse o Porto vencido esse jogo, e todo o país futebolístico criticaria o anti-jogo, a “manhosice” da equipa azul-e-branca.)
De facto, mais dos que orçamentos chorudos, é preciso uma extraordinária conjugação de factores, seja um conjunto de jogadores fora-de-série ou simples sorte, para que o Porto consiga ultrapassar estes “tubarões”, de tão habituado está a jogar contra equipas que de futebol têm muito pouco, e que vivem felizes com empates. Nem que para tal seja preciso fingir lesões de 5 em 5 minutos – esbatendo a diferença entre um jogador de futebol e um actor. Assim, quando aparece um Arsenal ou um Liverpool, é sempre uma aflição. Não é de estranhar portanto que a SportTv transmita jogos, à partida de interesse duvidoso, como o Getafe x Rayo Vallecano ou coisa que o valha – vê-se decerto mais futebol do que na maioria do jogos por cá.
Posto isto, mesmo em vantagem na eliminatória, poderá não chegar ao Porto jogar muito bem para ultrapassar definitivamente o Arsenal. Uma excelente exibição para os padrões locais, pode não chegar para evitar uma derrota. Se vencermos o desafio, o nosso futebol agradece, mas não vai abdicar de nos empatar na primeira oportunidade.
Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Filipe Sousa a elaboração deste artigo.
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