Depois de prestações mais vistosas diante do Belenenses e Marítimo, a equipa portista apresentou-se esta noite em Vila do Conde mais desgarrada e desconexa do que nos encontros anteriores. Não será alheio o facto de o Rio Ave se ter apresentado mais fechado, factor em que a nossa equipa tem sempre dificuldade em contornar, mas com o ritmo e processo de jogo lento que os homens de Jesualdo explanavam no relvado, dificilmente a equipa conseguia criar espaços.
Assim sendo, não admira que o único golo do jogo tenha surgido a partir de um lance de bola parada. Não admira que tenha sido apontado por um jogador que saltou do banco para reforçar a frente de ataque. Não admira, sequer, que além deste solitário golo pouco fique para contar deste encontro tão pobre. Sintomas de quem corre atrás de objectivos pouco tangíveis.
Para se aquilatar a desconcentração com que a equipa portista encarou este jogo, basta recordar os 2 erros defensivos de Miguel Lopes e Álvaro Pereira logo no começo do encontro. Valeu-nos a cabeçada de “pantufas” de Farías e a fabulosa intervenção de Helton ao minuto 68. Tudo resto, espremido e torcido, não se aproveita nada.
Sortudos todos aqueles que optaram por ligar à mesma hora na Sport TV para assistir a mais um recital do Barcelona de Messi.
Positivo: Ernesto Farías. Extraordinário o índice de aproveitamento do avançado argentino. Em poucos minutos em campo resolveu o jogo a favor da sua equipa, num excelente golpe de cabeça. Virtudes que não deverão ser suficientes para o segurar no Dragão para além desta época.
Negativo: Para não variar, uma vez mais neste campeonato, com o resultado ainda indefinido, um erro grosseiro da equipa de arbitragem contra o FC Porto, ao não assinalar uma evidente grande penalidade sobre Farías. Contabiliza-se, assim por alto, para cima de uma dezena deste tipo de “lapsos”, sempre em desfavor nosso. Coincidências…
Fotos: Agência Lusa









