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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Bruxarias e “jornalismo de referência”

Eugénio Queirós (fonte: Blogue ‘Bola na área’, Fevereiro 2014)

Isto sim, é “jornalismo de referência”, publicado na plataforma de blogues do Record

Perante estas “certeiras” previsões do Bruxo de Fafe (feitas há dois meses), ficamos a aguardar que Eugénio Queirós, jornalista do Record (desde 2004), confesso consócio de Pedro Proença…

«Só falei uma vez com Proença. Foi no tribunal de Gondomar, em 2008, durante o julgamento do processo originário do Apito Dourado. O árbitro lisboeta esteve lá na condição de testemunha de defesa do árbitro Manuel Valente Mendes (...).
No átrio do tribunal, na companhia de Duarte Gomes, que também testemunhou, Proença aceitou falar aos jornalistas e respondeu a todas as perguntas. Até quando lhe perguntei se era benfiquista. E você?, contra-atacou. Lá tive de me confessar. “Então somos consócios”, atirou com um desarmante sorriso.»
Eugénio Queirós, Blogue ‘Bola na área’, 09 maio de 2013 | 17:03

“especialista” em apitos, tendo até publicado um livro sobre o ‘Apito Dourado’, nos proporcione mais peças deste “jornalismo de investigação” de alta qualidade.

Quiçá uma entrevista ao seu amigo Marinho Neves, acerca do “excelente” momento atual da arbitragem portuguesa e do malfadado Sistema…

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Claques, violência e a desfaçatez de Eugénio Queirós

Um conhecido jornalista, adepto do Leixões, simpatizante do slb e anti portista figadal, escreveu o seguinte no seu blogue:

«Na passada 6.ª feira, em Braga, um adepto bracarense, de 39 anos, morreu na sequência de mais uma zaragata. Ao fugir da confusão, foi atropelado mortalmente. (curiosamente, o Sp. Braga chegou oficialmente a informar que o que aconteceu nada teve a ver com o jogo de futebol...). Não importa muito saber como foi. Importa sobretudo saber porque aconteceu.»

Não importa saber como foi?!
Não importa perceber por que razão uma camioneta com adeptos do FC Porto, quando se dirigia ao estádio Axa, parou (ou teve de parar) na via rápida que atravessa Braga?
Não importa investigar se a camioneta com adeptos do FC Porto foi (como alguns testemunhos sugerem) alvo de uma emboscada efetuada por membros da claque bracarense Red Boys?

Pois bem, a versão oficial da PSP de Braga é a seguinte:
"Um grupo de adeptos do Braga apedrejou o autocarro do FC Porto e o atropelamento mortal registou-se logo a seguir. Não se sabe ainda se a vítima fazia parte daquele grupo"

Mas, do texto publicado por Eugénio Queirós no seu blogue, a melhor parte é esta:

«Dos clubes que conheço, o Benfica é o único que não passa cartão às suas claques. Faz muito bem. Não precisa delas para nada. Nos outros, é o que se sabe: as claques são tratadas com carinho e respeito.»

Como? O slb não passa cartão às suas claques?!!!
É inacreditável como é que um jornalista português, supostamente sério, que acompanha há décadas o fenómeno desportivo em Portugal, pode escrever uma coisa destas.

«O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, vai ser chamado para ser ouvido como testemunha no âmbito do processo que levou hoje à detenção de 30 elementos dos 'No Name Boys'. O Ministério Público quer esclarecer como é que uma claque que não estava legal tinha direito a uma sede no estádio do clube, avançou ao Expresso fonte policial. O espaço é conhecido como "A Casinha".
(…) Trinta elementos do grupo foram detidos, incluindo os dois supostos líderes: Miguel Claro e José Pité. Os detidos estão indiciados por ofensas corporais, associação criminosa, tráfico de droga e danos e incêndio a um autocarro que transportava adeptos do FC Porto para um jogo de hóquei em patins, em Junho deste ano.»
in EXPRESSO, 16/11/2008


«Cerca de quatro dezenas de elementos da claque do Benfica No Name Boys foram acusados de vários crimes e o presidente do clube, Luís Filipe Vieira, foi alvo de uma participação à Comissão Disciplinar da Liga de clubes por apoiar aquele grupo de adeptos. A certidão foi também remetida para o Conselho Nacional Contra a Violência no Desporto, entidade junto de quem a claque se deveria ter legalizado, identificando todos os seus membros. O mais conhecido grupo de apoiantes do Benfica foi alvo de uma aparatosa acção policial há cerca de meio ano, através da operação Fair Play, desencadeada pela Unidade Especial de Combate ao Crime Especialmente Violento (UECCEV) do DIAP de Lisboa com a colaboração da Polícia de Segurança Pública. (...)
A acção policial saldou-se ainda na apreensão de armas proibidas, material pirotécnico e mais de dez quilos de haxixe e 115 gramas de cocaína. O libelo sustenta que a claque era financiada através da venda de ingressos para os desafios e de substâncias estupefacientes, nomeadamente haxixe e cocaína.»
in PUBLICO, 16/05/2009


«Luís Filipe Vieira garantiu ao Ministério Público nem sequer reconhecer os No Name Boys, acusando a polícia e a segurança privada por mau controlo de armas e material incendiário nos estádios – mas a PSP, num relatório a que o CM teve acesso, arrasa o presidente do Benfica. Pode ler-se que Vieira reúne com a claque para lhes dar todo o apoio, deixando entrar as tochas nas bancadas da Luz; despede o chefe de segurança do clube por ajudar a PSP a identificar os criminosos – e almoça com o comandante da polícia para lhe pedir que "facilite" na presença policial junto dos No Name Boys. Muitos deles entretanto presos por droga, armas, roubos, incêndios e espancamentos a adeptos rivais.»
in Correio da Manhã, 18/05/2009


No futebol português parece valer tudo mas, pelo menos da parte dos jornalistas desportivos, deveria haver um mínimo de ética e deontologia profissional.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os penalties de Javi Garcia


«Esta imagem de Pedro Ferreira não deixa margem para dúvidas e pode ser apreciada hoje [02/04/2012] no Record.
Javi García empurra Lima e depois agarra-lhe a camisola em plena área encarnada.
Nada aconteceu mas 5 minutos depois o árbitro João Ferreira marcou um penálti contra o Sp. Braga.
Sempre quero ver o que os paineleiros do regime têm para dizer sobre este lance que pode ter decidido o campeão. Isto já com a certeza de que em nenhum dos canais de televisão iremos encontrar um só paineleiro identificado com o SC Braga...
Pelos vistos, em Braga são todos mudos.»
Eugénio Queirós
in Record


Estive uns dias de férias, mas pude ver o slb x SC Braga na televisão, e também não tive dúvidas acerca deste lance. É óbvio que ficou um penalty por assinalar a favor dos bracarenses, mas o que seria de esperar do João “pode ser o João” Ferreira?

Uns dias depois, em Londres, o mesmo jogador – Javi Garcia – cometeu outro penalty evidente, mas dessa vez teve o “azar” de o jogo não estar a ser arbitrado por um subserviente (perante o clube do regime) árbitro português. Aliás, essa é uma das razões que leva os benfiquistas a tanto se queixarem das arbitragens nas competições europeias. Maus hábitos...

Gostava de saber é o que disseram os “paineleiros do regime” acerca do penalty cometido sobre Lima e, já agora, acerca da “brilhante” arbitragem de João Ferreira.

Foto: Record

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O pai, o filho, os pecados e o bruxo

«(...) a triste realidade é que o Jorge Jesus, pobre dele, nas derradeiras semanas, já quando se formavam procissões para celebrar os festejos solenes dos grandes acontecimentos, sem que ninguém contasse, Jesus começa a pecar a torto e a direito e o tal Jesus tem-se vindo a despojar das suas anunciadas e festejadas provas de fé na felicidade. (...)
Foi na Rússia, depois em Guimarães, precisamente quando a cidade é a capital da Cultura, e depois, em Coimbra, na cidade dos doutores. A nota artística foi-se...
Jesus começou a inventar, a exigir nota alta, mas aquela cabeça (porque não dá uma aparadela no cabelo para refrescar a memória, como dizia o velho Szabo?), começou a ler e a ouvir o Luís Freitas Lobo, a ver os rascunhos do Vilas-Boas e, pronto, aí estão as desgraças, as atitudes pecaminosas. (…)
Na catedral, na sexta-feira, é que vamos ver se há perdão dos pecados ou se há uma grande penitência para pagar, no que diz respeito à meia dúzia de milhões.
Jorge, pede a Jesus para que não peque mais.
Como nota final, para afastar os “judeus”, somos um dos seis milhões.»
Joaquim Queirós
Record, 27/02/2012


«Fernando Nogueira, conhecido como o Bruxo de Fafe, garantiu a Record que o Benfica está a ser alvo de forças satânicas.
O especialista de artes transcendentais, de 48 anos (já trabalhou para o V. Guimarães), conta o que viu na casa de alguém também da sua área. “Há cinco domingos, tive um encontro com uma pessoa da área do sobrenatural mas que é especialista apenas no mal. É uma mulher que vive no Alto Minho e cujo nome não posso revelar. Qual não foi o meu espanto quando verifiquei que na casa da mesma existia um alguidar com fotografias dos jogadores e treinador do Benfica com rituais satânicos”, revela. “Essa pessoa trabalha para que o Benfica não seja campeão e para que haja desentendimentos entre os jogadores”, concretiza.
“Se a mulher está a trabalhar sozinha ou não, isso não sei. Não me quis dizer quem é que lhe estava a pagar, só me disse que estava a ser muito bem paga”, acrescentou.»
Eugénio Queirós
Record, 27/02/2012


Enquanto que o pai fala nos pecados de Jesus (o Jorge), o filho, depois de na semana passada ter “ressuscitado” o Marinho Neves e as respetivas estórias do “Sistema”, escreveu um artigo (e fez dele destaque no seu blogue – ‘Magia negra faz Benfica perder 5 pontos’) com uma treta mirabolante contada por um bruxo de Fafe.

E, claro, na semana do decisivo clássico, a malta do Record (supostamente um jornal desportivo), que da janela dos seus gabinetes vê o estádio da Luz, esfrega as mãos e publica estes textos extraordinários da família Queirós, centrados na fé e sobrenatural…

Ó meus amigos (benfiquistas, anti-portistas e pseudo adeptos do Leixões...), tenham calma, esqueçam lá os rituais satânicos e não entrem em paranóia. Este ano a coisa está garantida e até o insuspeito Rui Santos já foi obrigado a reconhecer que o slb não tem razão de queixa das arbitragens. E, se forem necessárias algumas "bruxarias", o amigo Vítor Pereira (o dos árbitros) volta a nomear o Bruno Paixão ou o Duarte Gomes para um dos jogos do FC Porto...


Nota: Os destaques a negrito nos textos são da minha responsabilidade.
Fotos: record.pt

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A azia dos anti-portistas

«O Tribunal Criminal de Lisboa absolveu hoje Pinto da Costa, Ana Sofia Fonseca e Felícia Cabrita do crime de ofensa ao Ministério Público (MP). O presidente do FC Porto tinha comparado o MP à PIDE, num livro das jornalistas.
Na sentença, a juíza da 1.ª Secção do 2.º Juízo Criminal de Lisboa conclui que Pinto da Costa limitou-se a fazer «um juízo de valor» sobre a actuação do MP e que «o direito à crítica insere-se na liberdade de expressão», por muito depreciativa ou injusta que seja. (...)»
in SOL, 16/01/2012

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A propósito desta sentença do Tribunal Criminal de Lisboa, em que mais uma vez Pinto da Costa derrotou o Ministério Público em Tribunal (é significativo que em todos os processos relacionados com o 'Apito Dourado' o FC Porto e/ou Pinto da Costa só tenham sido condenados na decisão do CD Liga do dr.Ricardo Costa...), o JN incluiu hoje na sua 1ª página um pequeno destaque com o título: "Pinto da Costa 5, Ministério Público 0".

O título do JN não é muito original (em 25 de Outubro de 2008, o 'Reflexão Portista publicou um artigo com o título Pinto da Costa, 3 – Ministério Público, 0), mas incomodou algumas pessoas, entre as quais destaco um pseudo especialista no processo 'Apito Dourado' (Eugénio Queirós) que, no seu blogue, demonstrou toda a azia que a capa do JN e, principalmente, mais esta decisão de um Tribunal lhe provocou.

Mas eu compreendo que, para o universo dos anti-portistas, seja dificil de engolir o facto de em TODOS os casos que chegaram aos tribunais (e houve alguns que nem sequer reuniram as condições mínimas para lá chegar), os juízes tenham SEMPRE decidido a favor das posições do FC Porto / Pinto da Costa.
No que diz respeito ao 'Apito Dourado', e para grande desgosto dessa gente, ainda há (houve) uma diferença significativa entre juízes a sério e justiceiros de pacotilha.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Vítor Pereira não merece

«Vítor Pereira não merece o que lhe estão a fazer
Autor: Eugénio Queirós

Não conheço Vítor Pereira, o treinador do FC Porto.
Apenas sei o que a casa gasta.
Se o FC Porto o escolheu para treinador é porque acredita nas suas qualidades.
É uma aposta de risco mas o risco no FC Porto é sempre controlado.
Apesar do fogo cruzado, disparado até pelos jovens turcos do regime, o treinador do FC Porto nada perdeu esta época pois da final com o Barcelona até Villas-Boas tinha medo.
O FC Porto está na frente do campeonato e ainda pode apurar-se para a Champions e se não o conseguir estará pelo menos na Liga Europa, onde terá a possibilidade de ir muito mais longe.
O que se critica em Vítor Pereira? Tudo!
O dress code, o discurso, o tom de voz, as atitudes, as opções e até o bigode do adjunto Rui Quinta.
É dado adquirido: ele não serve para estar à frente do FC Porto.
Mas está.
E vai continuar a estar.
A coisa pode não correr bem mas se correr vai haver muita gente que vai ter de engolir baleias, navios e alforrecas (todos eles bastante indigestos, aviso).
Só por isto, gostava de ver Vítor Pereira vencer no FC Porto.
A dar um bigode a este coro de exaltados fanáticos travestidos de comentadores e paineleiros.»
in record.pt

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O que Vítor Pereira não precisa é desta pseudo preocupação de quem é fidagalmente anti-portista, para com as criticas de que tem sido alvo. Soa a falso.
O que Vítor Pereira não merece é que um individuo como o EQ venha traçar cenários cor-de-rosa ("está na frente do campeonato e ainda pode apurar-se para a Champions e se não o conseguir estará pelo menos na Liga Europa"), quando é sabido que, no seu intimo, o que ele deseja é o pior para o FC Porto.

Realmente, tudo acontece a Vítor Pereira. Depois dos "elogios" de Luís Filipe Vieira e dos destaques de A Bola, só cá faltava a compaixão do Geninho do Apito Dourado.

P.S. Sobre o ex-marido da jornalista Tânia Laranjo, recomendo a leitura de um comentário do Zé Luís (do 'Portistas de Bancada'), no blogue do próprio EQ, em 4 de Abril de 2009.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cuidado com as overdoses...



«A notícia da semana é, porém, outra. A Benfica TV vai passar a ter os direitos de transmissão de jogos dos grandes clubes europeus. É mais uma lança que espeta no Big Brother [Sport Tv]. Sinceramente, não esperei que conseguisse ir tão longe em tão pouco tempo
Eugénio Queirós, Record

Benfica TV espeta lança na Sport TV? Uau!

Mas, se o artigo do Eugénio nos deixa de olhos arregalados, lendo a notícia publicada no Record ficamos ainda mais impressionados:

«A Benfica TV, canal disponível no MEO e na Cabovisão, adquiriu os direitos de transmissão de 180 jogos de diversos clubes e seleções. (...)»

E, destacando "alguns dos grandes clubes mundiais com direito à transmissão no canal benfiquista", o Record dá como exemplo o Manchester United, Chelsea, Liverpool, Barcelona, Vasco da Gama, AC Milan, Inter Milão, Valência, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Estudiantes de la Plata e Vélez Sarsfield.

Espera aí. Jogos do Manchester United e Chelsea? Queres ver que o Vieira perdeu a cabeça e, via Benfica TV, comprou os direitos da Premier League e da Liga dos Campeões!

Decidi ir à fonte da notícia para tentar perceber melhor.

«A Benfica TV acaba de alargar a sua oferta de conteúdos, garantindo os direitos de transmissão - em directo ou diferido - de um total de 180 jogos envolvendo clubes e selecções mundiais de topo. As transmissões incluem alguns jogos de torneios de prestígio da pré-época como a Audi Cup 2011 (Bayern Munique, FC Barcelona, AC Milan e Internacional de Porto Alegre), a Dublin Super Cup 2011 (Celtic, Manchester City e Inter Milão); (...)»

Ah, afinal a overdose é de jogos particulares da pré-época, como a Audi Cup e a Dublin Super Cup...

Então é assim: enquanto a Sport Tv vai transmitindo os jogos da pré-temporada do slb (primeiro foram os três jogos na Suíça e agora o Torneio do Guadiana), a Benfica TV transmite jogos particulares de outros clubes. E, para o "genial" Geninho, com esta sua decisão a Benfica TV espetou uma lança em Joaquim Oliveira. Fantástico!


Eu não gosto de dar conselhos (ainda se fosse vender...), mas sugeria a algumas pessoas que tivessem cuidado com as "overdoses"...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Destas escutas não reza a história


(clique na imagem para ampliar)

«Afinal, o processo Apito Dourado não apanhou apenas dirigentes de clubes do Norte a pedir árbitros para os seus jogos. Embora de forma indirecta, através de João Rodrigues, o Benfica também quis escolher os seus árbitros. Mas nenhum destes pedidos deu origem a qualquer processo, nem sequer no grande dossier relativo a uma eventual viciação da classificação dos árbitros, ainda em análise pela equipa de Maria José Morgado.
As intercepções telefónicas, que são imensas, dão conta de diversos tipo de pressão do Benfica, na época de 2003/2004, no sentido de contar com árbitros do seu agrado. Aliás, até era convicção de alguns presidentes de clubes da I Liga, como era o caso de João Bartolomeu, que foi Luís Filipe Vieira quem colocou Luís Guilherme na presidência da Comissão de Arbitragem da Liga, exercendo, por consequência, alguma influência sobre ele.
Por exemplo, João Bartolomeu, numa das suas conversas com Pinto de Sousa, diz ter a certeza que é o Luís Filipe que tem influência sobre as nomeações feitas por Luís Guilherme, com o então presidente do Conselho de Arbitragem da FPF a acrescentar: “O Pinto da Costa não tem influência no Luís Guilherme”.
A propósito da nomeação de um árbitro para um jogo da U. Leiria, Bartolomeu diz que fez uma investigação que apurou que Pimenta Machado se encontrou com Luís Filipe Vieira, presumivelmente no sentido de ter Duarte Gomes como árbitro. Sobre este, Bartolomeu diz que é “um ladrão”.
“O Duarte Gomes faz tudo o que o Vítor Pereira manda e o Vítor Pereira é uma das pessoas que protege o Guimarães”, desabafa Bartolomeu.

Os contactos entre João Rodrigues, antigo dirigente do Benfica e pessoa com muita influência nas instâncias internacionais do futebol, e Pinto de Sousa eram frequentes. E vice-versa. Aliás, há mesmo uma determinada altura em que é Pinto de Sousa quem telefona a João Rodrigues para lhe pedir “uma ajudinha” para escolher os árbitros internacionais para a Taça de Portugal. “Precisava de dois nomes de árbitros que o Benfica considerasse”, afirmou o líder da CA da FPF, que tem argumentado em sua defesa que não praticou qualquer crime a este nível porque era norma conferenciar com os dirigentes antes de escolher árbitros para a Taça de Portugal. Rodrigues promete ligar a Vieira. Quando volta a ligar a Pinto de Sousa, diz que o presidente do Benfica “ficou doido” e que pretendia o árbitro que tinha apitado o jogo com o Belenenses para o campeonato, Pedro Henriques. “Ele não quer mais ninguém…”, reforçou Rodrigues. “Duarte Gomes e Olegários nem pensar”, acrescentou. Rodrigues tenta contactar Vieira mas não consegue. Numa outra conversa com Pinto de Sousa, conforma-se: “Nomeie o Devesa Neto [árbitro assistente] que o acalma logo”. Pinto de Sousa acaba por dizer que tem 3 hipóteses para árbitro principal: Pedro Proença, Duarte Gomes ou João Ferreira. “Meta o João Ferreira”, diz Rodrigues. Dito e feito. João Ferreira é o árbitro do jogo da meia-final da Taça que o Benfica vence por 3-1. Nenhum dos árbitros assistentes foi Devesa Neto, árbitro assistente que foi arguido no Apito Dourado, num jogo do Boavista.»


Ao republicar no seu blogue estes textos, com o título Arquivos do Apito Dourado (1), o Eugénio Queirós está a pisar o risco. Há coisas que não convém relembrar, principalmente quando a poderosa máquina de propaganda ao serviço do slb, tudo faz para impor a sua verdade e (re)escrever a história à sua maneira.

P.S. Duarte Gomes foi nomeado por Vítor Pereira para o Académica x FC Porto do próximo sábado.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Eugénio Queirós deve estar doente...

Só num país falido financeira e moralmente um presidente de um clube pode afirmar que no processo Apito Dourado a justiça branqueou a verdade.

Ora, todos sabemos que o que é verdade para uns é mentira para outros.

A justiça fez o seu trabalho no processo Apito Dourado. Houve absolvições, condenações (no processo principal, relativo aos jogos do Gondomar, e não só), há recursos ainda a correr, houve pronúncias, não pronúncias e houve também casos arquivados e reabertos. A Polícia Judiciária fez o trabalho mais difícil e só no dia 20 de Abril de 2004 o segredo foi quebrado, com as primeiras detenções. O Ministério Público entrou a seguir em força e os advogados também. Os casos acabaram por chegar, os que chegaram, às salas de audiências já com grande desgaste, muitos deles pendurados na fragilidade de uma testemunha construída por alguém cujo nome foi diversas citado por aqueles que a acompanharam em viagens a Lisboa.

O processo custou uma fortuna ao Estado, foi caríssimo para os arguidos e também para a testemunha nuclear dos casos que atingiram Pinto da Costa. Ainda estamos hoje para saber quem vai pagar a factura ao advogado de Carolina Salgado, talvez um dia a própria o esclareça...

Estas sucessivas vagas de escutas do Apito Dourado publicadas no Youtube por quem teve acesso ao processo - e que passou alguns dias no tribunal do Gondomar... - são apenas uma tentativa de aproveitamento de um processo que para além das condenações e das absolvições teve um efeito profiláctico importante. Aliás, é esse sempre o efeito pretendido em processos desta natureza. Mais importantes que as penas é o aviso que se deixa à sociedade.

É pena que a necessidade aguce o engenho da trampolinice que é o aproveitamento constante das escutas sob a cobardia do anonimato. Mas percebe-se. Nesta guerra vale tudo mesmo que um dos seus generais seja a pessoa que, em Março de 2004, mandou dizer por um amigo (João Rodrigues, antigo presidente da FPF) que não queria para um jogo do Benfica "Duarte Gomes nem Olegários", sendo cirúrgico na escola do árbitro que tinha apitado o último jogo do Benfica com o Belenenses.

Falta apenas revelar o nome do destinatário da mensagem: José António Pinto de Sousa.

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Este texto foi escrito por Eugénio Queirós, tendo sido publicado primeiro no seu blogue e depois no Record.
Ao ler este artigo de opinião, lembrei-me de uma frase dita por Pinto da Costa há uns anos atrás, e que foi mais ou menos assim: quando algumas pessoas dizem bem de mim, vou logo ao médico, porque é sinal que devo estar doente...

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Salvem o Apito!

6 de Fevereiro de 2008, era editado o livro 'Apito Dourado - Toda a História', o qual foi distribuído juntamente com o jornal Record. Vivia-se a época dourada do apito e, depois de Carolina, também Eugénio Queirós escrevia o seu livrinho.


17 de Setembro de 2009, no Record online um desiludido, amargurado e inconformado Eugénio escreve o seguinte:

«Conscientes que estamos todos, hoje, quanto à credibilidade de uma das principais testemunhas, a senhora Carolina Salgado, e verificados os arquivamentos de alguns processos e absolvições no que chegaram à sala de audiências, somos hoje confrontados com a possibilidade de toda a construção jurídica que sustenta o processo cair abruptamente. A U. Leiria tem na mão uma decisão irrevogável, de um tribunal superior, que manda desentranhar dos processos disciplinares de natureza desportiva escutas telefónicas. Reclamando 50 milhões de euros pelos danos causados.
Ora, se a U. Leiria reclama 50 milhões de euros, quanto não devem reclamar também FC Porto e Boavista à Federação Portuguesa de Futebol e à Liga (por solidariedade)?
(...)
O futebol mais uma vez andou a reboque do monstro da justiça e até sentiu a tentação de ultrapassá-lo. Foi de desastre em desastre até à derrota final.»


Já tinha ouvido o António Pedro Vasconcelos e o Rui Oliveira e Costa clamarem contra o facto da Justiça dos tribunais comuns (a Justiça a sério!) ter, sucessivamente, contrariado as decisões "corajosas" da "Justiça desportiva".
Mas ver um "especialista do apito", com livro publicado e tudo, a baixar os braços desta maneira, quase que tenho pena.
Pobre Eugénio, tanto trabalho, tantas horas, tantas esperanças que desta vez é que ia ser e afinal...
Mas a coisa ainda pode piorar. Querem ver que o FC Porto e o tenebroso Pinto da Costa ainda vão ser indemnizados?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A triste sina de Carolina


Destaques do depoimento de Carolina Salgado no Tribunal de S. João Novo, na passada terça-feira:

1. O livro 'Eu, Carolina'

"Ela [Leonor Pinhão] fez algumas rectificações sobre futebol"

«Quando confrontada pelos advogados de Fernando Póvoas e Pinto da Costa com a narração, no livro "Eu, Carolina", de um episódio de suposta excessiva sobredosagem de medicamentos que a deixaram de cama e sem reacção durante vários dias, disse, inicialmente (de manhã), que o seu livro "contém várias incorrecções", por não ter sido ela a fazer a "revisão".»
in JN, 08/09/2009


2. A encomenda de "servicinhos"

«A mulher que é tida como importante testemunha em vários do casos do Apito Dourado procurou, ainda, fazer crer ao colectivo de juízes não fazer parte da sua maneira de ser dar ordens para actos violentos. Mas foi confrontada com o caso das agressões ao advogado e ex-vereador do PS de Gondomar, em que confessou envolvimento. "Eu não mandei. Só intermediei a contratação de alguém" (...) "Na altura foi verdade e já lhe pedi desculpa. Fui intermediária (nas agressões a Ricardo Bexiga) mas não confirmo que tenha sido eu a mandar
in JN, 08/09/2009


3. O relacionamento de Carolina com Paulo Lemos

«Carolina Salgado mostrou-se muito hesitante e com muitos lapsos de memória quando foi interrogada pelo advogado de Pinto da Costa e não conseguiu clarificar em que momento deixou de confiar em Paulo Lemos, com quem, segundo este, terá mantido um relacionamento amoroso a seguir à separação.
Lemos terá sido quem, a mando de Carolina, provocou incêndios nos escritórios de Pinto da Costa e do advogado Lourenço Pinto, em Junho de 2006. Carolina negou ter tido qualquer envolvimento deste tipo com Lemos (...)
Carolina disse desconhecer ainda por que razão Lemos apareceu nos jornais a exibir um placa, um fato e um chapéu relativos às obras no Estádio do Dragão, objectos que pertenciam a Pinto da Costa»
Eugénio Queirós, Record, 08/09/2009

«confrontada com 10 chamadas e mensagens escritas, de facturação detalhada, alegadamente com Paulo Lemos, a 12 e 13 de Junho de 2006 (data dos incêndios e da suposta ordem para agredir Póvoas com martelo), fez por negar proximidade com aquele suposto executante dos crimes.»
in JN, 08/09/2009


4. Maria Elisa e Fernando Póvoas

«Em relação à alegada tentativa de agressão a Fernando Póvoas, que segundo a acusação terá sido encomendada por Carolina que o culpava pela sua separação de Pinto da Costa, a arguida respondeu que mantinha uma relação de amizade com o médico e que após a separação este lhe "deu algum apoio".
A alegada tentativa de agressão teria ocorrido após Póvoas ter promovido encontros entre Pinto da Costa e a jornalista Maria Elisa, o que teria provocado a separação do casal.»
in JN, 08/09/2009

«Carolina identificou Maria Elisa como um dos pomos de discórdia com o antigo companheiro. Carolina disse ter recebido uma fotografia, por telemóvel, no qual Pinto da Costa e "a jornalista Maria Elisa" surgiam juntos, numa fase em que ainda vivia com o líder dos dragões.»
Eugénio Queirós, Record, 08/09/2009


5. Os lapsos de memória

«Durante a sessão da tarde, a arguida foi questionada pelos juízes, Ministério Público e advogados de Pinto da Costa, Fernando Póvoas, Lourenço Pinto e por inúmeras vezes não soube "precisar" datas ou acontecimentos com que ia sendo confrontada.
Após uma breve pausa, justificou a sua "lentidão" de raciocínio com "a medicação" que toma para "relaxar" e acabou então por rectificar algumas declarações que havia prestado.»
in PUBLICO, 08/09/2009

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Nitidamente desiludido perante a desgraça que foi a primeira sessão de Carolina Salgado a depor em Tribunal, Eugénio Queirós, o marido de Tânia Laranjo (lembram-se dela?), concluiu o seguinte no seu blogue:

«Carolina Salgado caminha para o KO técnico. Depois de 3 horas a depor no tribunal de S. João Novo, a ex-primeira dama portista meteu os pés pelas mãos. Depois de ter dito que foi "apenas intermediária" na agressão a Ricardo Bexiga, confirmou pela primeira vez uma mãozinha da benfiquista Leonor Pinhão nos acabamentos do seu polémico livro e não convenceu ninguém quando tentou negar uma relação amorosa com Paulo Lemos, ex-arguido deste processo e figura-chave do mesmo no que toca aos casos relacionados com os incêndios dos escritórios de Lourenço Pinto e Pinto da Costa e de uma emboscada ao médico Fernando Póvoas. Dá para perceber que Carolina está nas lonas e que não consegue sequer decorar o guião dos seus advogados. O melhor que lhe pode acontecer neste julgamento é tudo acabar com absolvições para todos, tanto mais que começa a ser evidente que ninguém está a contar a verdade, embora a versão de Carolina seja claramente a mais incoerente. Um verdadeiro desastre


De facto, num país civilizado em que a Justiça funcionasse, bastava ouvir e ler o que Carolina já disse e escreveu, com contradições permanentes e auto-incriminações, para que ela estivesse em muito maus lençóis. Assim, o mais provável é que isto não dê em nada, a não ser que alguém financie um segundo livro ou uma sequela do filme do marido da Leonor Pinhão...

Mas por falar em pinhões, por onde andam a Leonor, o seu marido João Botelho, o Malheiro, o Barbas, a Maya e toda a corte de novos "amigos" de Carolina?
Numa altura destas, em que a pobre coitada está a ser apertada em tribunal, estou certo que lhe daria muito jeito umas testemunhas abonatórias, quanto mais não fosse para transmitirem algum conforto moral. Contudo, depois de a usarem, parece que os novos "amigos" já se esqueceram de Carolina. Nada que não fosse previsível.

Bem, não percamos os próximos episódios. O show de Carolina em Tribunal continua hoje.

Imagem (clique para ampliar): Revista VIP, 2007

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Alarido


Depois de ler o relato do Geninho Queirós no Lixord fiquei com a sensação que o dito jornalista "atropelado" teria levado uma pancada tal que acabou a rebolar rua abaixo como um boneco, dado o "acentuado declive" daquela zona.

Não foi nada disso que aconteceu e a própria SAD do FC Porto fez questão de emitir um comunicado a explicar o sucedido face à desinformação dos órgãos informativos.

O Correio da Manha (mais um jornal do Grupo Cofina) dá hoje mais um bom exemplo de como fazer lixo jornalístico com a peça na capa. Já estamos habituados, siga a dança.


A foto seguinte, obtida imediatamente antes do incidente a partir da peça jornalística da RTP, prova três coisas:
1º) A rua em questão é muito estreita;
2º) O motorista que conduzia o carro onde seguia o presidente do FC Porto não ia a grande velocidade e, inclusivamente, travou (ver luzes de stop traseiras acesas);
3º) Antes de virar à direita ao fundo da rua, o motorista não podia alargar a trajectória à esquerda, senão teria atingido o policia que estava do seu lado.


Finalmente, se o JN estivesse mesmo preocupado com a condição cardíaca do seu funcionário nunca o teria enviado para reportagens desta natureza. Hoje, numa Nota da Direcção, avisa o jornal que "obviamente não permitirá que nem ele nem os direitos dos jornalistas sejam objectivamente atropelados sem que se apurem responsabilidades". E eu acho muito bem.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Benfica campeão do ridículo


«Os adeptos do FC Porto sabem o que devem a Pinto da Costa. Só por isso é que sempre lhe deram o benefício da dúvida mesmo quando sentiram que o clube podia ser penalizado por actos praticados, à margem da lei, pelo presidente. Actos – ainda não provados – ainda assim cometidos em favor do FC Porto. Numa situação de guerra, os crimes por norma justificam medalhas. E não é de uma guerra que, afinal, estamos a falar?

Uma guerra que o Benfica de Luís Filipe Vieira continua a querer perder. Agora pelo ridículo de mais um ataque. Pedir à FPF uma indemnização de 30 milhões de euros pelo facto de não ir à Liga dos Campeões na vaga do FC Porto não só é ridículo como também escabroso. O Benfica não merece estar na Champions. Na última época desportiva, nada fez por isso e até pelo Vitória de Guimarães foi comido de cebolada. A presença na Taça UEFA é um prémio se calhar imerecido. O Belenenses fez muito mais por ela...

É certo que a guerra do Benfica parece ser outra. Não consegue ganhar no campo, tenta ganhar na secretaria e nos tribunais. Mas nesse campo não se assume. Apostou num cavalo e chamou a si créditos que não lhe pertencem. E quando pretende reforçar esta frente só contribui para a descredibilização do processo. De tiro no pé em tiro no pé, o clube da Luz continua a viver na expectativa de um milagre.»


Este texto é um extracto de um artigo de Eugénio Queirós, publicado no Record em 18 Junho de 2008.

Mas porquê destacar este texto?
Diz alguma coisa que não seja conhecida de todos?
Não, de facto, em termos de conteúdo, não tem qualquer novidade.

O que é relevante neste texto é o facto de ter sido escrito por um jornalista, supostamente adepto do Leixões mas que, desde os tempos do já extinto ‘Gazeta dos Desportos’, construiu uma carreira baseada no seu anti-portismo primário.

Depois de ler este artigo, o pobre do Luis Filipe Vieira deve estar a perguntar: até tu, Eugénio?