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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Em memória dos que já partiram


(clicar na imagem para a ampliar)

Num dia em que milhões de portugueses recordam os entes queridos que já partiram, aproveito para homenagear 10 personalidades da família portista que já não estão entre nós e que, de alguma maneira, simbolizam todos aqueles que contribuíram para os sucessos dos últimos 30 anos e para a transformação do FC Porto naquilo que é hoje: o clube português com mais títulos no futebol e o de maior currículo e prestigio a nível internacional.

Adolfo Roque (ex-patrocinador)
Américo de Sá (ex-presidente)
António Feliciano (ex-treinador e coordenador das camadas jovens)
António Morais (ex-treinador)
Costa Soares (ex-treinador das camadas jovens)
José Maria Pedroto (ex-jogador e ex-treinador)
Pôncio Monteiro (ex-dirigente)
Rui Filipe (ex-jogador)
Teles Roxo (ex-dirigente)
Zé Beto (ex-jogador)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Desta vez foi António Morais o escolhido

Foto do banco portista na Final da Taça de Portugal 1983/84


Corria a época de 1983/84 e o estado de saúde de José Maria Pedroto - tal como já ocorrera na temporada anterior - impediu-o de estar à frente da equipa por longos períodos. O seu adjunto António Morais tomou conta da equipa nessas ocasiões, inclusive na Final da Taça das Taças - a estreia do F.C. Porto em finais europeias.

No final da referida época José Maria Pedroto retirou-se definitivamente, dado o agravamento da doença que acabaria por levá-lo em Janeiro de 1985. A opinião generalizada - quase unânime, diria eu - na massa adepta do F.C. Porto era a de que Morais deveria suceder ao grande Zé do Boné. Mas, num golpe para muitos surpreendente, e aparentemente a conselho do próprio Pedroto, Jorge Nuno Pinto da Costa escolheu Artur Jorge para suceder ao grande Mestre.

A escolha, como sabemos, acabou por revelar-se inspiradíssima: Artur Jorge tornou-se o primeiro treinador português a ser campeão europeu e também o primeiro a vencer três campeonatos nacionais. Mas muita gente entre os adeptos do F.C. Porto - possivelmente devido a um sentimento de gratidão para com Morais e talvez por não gostar da intelectualidade e aparente frieza de Artur Jorge - sempre achou que o homem do Candal deveria ter sido o escolhido.


O calendário avançou 27 anos e eis que Pinto da Costa se viu confrontado com uma situação semelhante: um treinador principal de sucesso que parte e um adjunto de aparente gabarito, neste caso Vítor Pereira. Desta vez, o nosso presidente não tinha um "Artur Jorge" à mão, e assim, passados todos estes anos, "António Morais" vê-se recompensado.

Boa sorte para ele!

Foto: Paixão pelo Porto