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sábado, 5 de novembro de 2016

Apelos à união…

Angelino Ferreira durante uma sessão de apresentação das contas do FC Porto

declarações de Pinto da Costa, na AG do Clube de 03-11-2016


Conforme a generalidade dos portistas sabem, o Dr. Angelino Ferreira não é um portista ou um sócio qualquer.
Angelino Ferreira foi dirigente do Clube e da FC Porto SAD durante cerca de 20 anos (no período entre 1994 e 2014), onde exerceu cargos de grande importância.
Em 1997, esteve na génese das sociedades anónimas desportivas em Portugal e, particularmente, da criação da FC Porto SAD e de todas as restantes sociedades do grupo FC Porto.
Mais tarde, por volta do ano 2000, foi ele que assumiu a responsabilidade de projetos cruciais para o futuro (presente) do FC Porto, como sejam o Estádio do Dragão (ligado ao Plano de Pormenor das Antas) e o Centro de Treinos e Formação de Gaia.

Angelino Ferreira: PPA (2002), Estádio do Dragão, Portomania (2005)

Há dois anos e meio, depois de ter dado uma entrevista a defender a necessidade da FC Porto SAD baixar a massa salarial do plantel, Angelino Ferreira demitiu-se do cargo de administrador financeiro por, segundo o próprio, a estratégia que defendia para a gestão do FC Porto, não ser coincidente com a que era preconizada pela maioria da restante administração da SAD.

Pinto da Costa, Angelino Ferreira e outros altos dirigentes do FC Porto

Daí para cá, Angelino Ferreira já deu algumas entrevistas (por exemplo esta ao JN, em dezembro de 2014), onde tem chamado à atenção para diversos problemas e alertado os portistas para o que pode acontecer se o rumo atual se mantiver.

Na entrevista mais recente, publicada no semanário Expresso (em 29 de outubro passado), Angelino Ferreira comentou o prejuízo recorde da SAD (quase 60 milhões), falou na saída do CEO do futebol (Antero Henrique), na opção da administração da FC Porto SAD em não vender jogadores quando, supostamente, tinha propostas milionárias (de 95 milhões de euros), etc.

Contudo, aquilo que parece ter enfurecido Pinto da Costa foram as referências às comissões pagas pela FC Porto SAD e, particularmente, por Angelino Ferreira ter dito que o pagamento de comissões à empresa do seu filho (Alexandre Pinto da Costa) era “uma situação que levanta questões de ética” e que “mesmo que não haja conflito de interesses legais, há questões de transparência”.

Estas afirmações são perfeitamente legitimas, nada têm de insultuoso e eu, José Correia, sócio nº 10839 do Futebol Clube do Porto, subscrevo-as a 100%.

Mais. Em lado nenhum da entrevista que deu ao jornal Expresso, o Dr. Angelino Ferreira disse algo que justificasse o ataque violento e insultuoso de que foi alvo por parte do presidente Pinto da Costa, na última assembleia geral do Clube.
E pior, com uma raiva incontrolada, o presidente Pinto da Costa foi ao ponto de dizer que portistas como o Dr. Angelino Ferreira eram piores que os inimigos externos do FC Porto.
L-A-M-E-N-T-Á-V-E-L!

Angelino Ferreira numa sessão na Euronext

Como é que alguém que centra o seu discurso no ataque a portistas, pode apelar à união de todos para o clássico de amanhã?

Felizmente, este ataque ao Dr. Angelino Ferreira mereceu poucos aplausos dos sócios do Futebol Clube do Porto presentes na última assembleia geral. De facto, ao contrário do que era habitual até há uns anos atrás, houve intervenções de outros associados que foram muitíssimo mais aplaudidas do que esta triste e lamentável intervenção do presidente Pinto da Costa.

Apesar deste discurso divisionista do líder, estou certo que amanhã, numa “batalha” importantíssima contra o nosso grande rival, todos os portistas estarão unidos e do mesmo lado.

VIVA O FUTEBOL CLUBE DO PORTO!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

4 milhões de lucro?

Capa de O JOGO 02.02.2016
O jornal O JOGO enche a 1ª página da sua edição de hoje (edição Porto) com a seguinte frase (a letras garrafais):
Imbula dá 4 milhões de lucro

4 milhões de lucro? Será?
Bem, segundo as contas de O JOGO, “a SAD garante um lucro imediato de quatro milhões de euros com a saída do médio, seis meses depois de o contratar ao Marselha por 20 milhões de euros”.

Ou seja, nas contas de O JOGO, está implícito que estas duas transferências de Imbula, primeiro do Marselha para o FC Porto e agora do FC Porto para o Stoke City, não implicaram quaisquer encargos e/ou pagamento de comissões por parte da FC Porto SAD.
Eu gostava de acreditar nisso…

Mais. Também está implícito, nestas contas de O JOGO que, em ambas as transferências, a FC Porto SAD não pagou qualquer contribuição de solidariedade ao(s) clube(s) formador(es) do Imbula, ao abrigo do mecanismo de solidariedade da FIFA.

Eu espero que sim, que todo este cenário idílico apresentado por O JOGO (e não só) seja verdade.
Mas eu, se fosse ao O JOGO, antes de anunciar lucros de 4 milhões e abrir as garrafas de champagne, esperava pelo Relatório e Contas do 3º trimestre do exercício 2015/2016.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Provavelmente, o melhor lateral-direito do Mundo

Em 1 de dezembro de 2011, após a divulgação do Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, 1º Trimestre 2011/2012, publiquei um artigo acerca dos valores envolvidos na contratação de Danilo, em que escrevi o seguinte:

«No dia 19 de Julho, pagar 13 milhões de euros por um jovem lateral-direito (que também pode jogar a médio) promissor, mas ainda sem um curriculum assinalável, parecia um balúrdio apenas justificável por, mais uma vez, ter envolvido uma disputa com o SLB. Contudo, os números reais não eram estes, faltavam os “encargos adicionais”...

No negócio Danilo (em que a SAD portista ganhou mais uma corrida à SAD do SLB!), os designados Encargos adicionais (incluem serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos, etc.) perfazem a escandalosa soma de 4.839.131 Euros, atirando o custo total desta aquisição para quase 18 milhões de Euros! (…)

Atendendo aos valores gastos na compra, aos encargos salariais e às comissões que a FC Porto SAD também costuma pagar aquando das vendas, o Danilo terá mesmo de ser um grande craque, de modo a que os “tubarões” europeus abram os cordões à bolsa e a SAD portista não perca dinheiro se e quando o vier a vender daqui a uns anos.»


É sabido que, quando chegou a Portugal, Danilo não tinha cultura da posição e, aliás, gostava pouco de jogar a lateral-direito (preferia jogar a médio interior, como se diz no Brasil). Quer Vítor Pereira, quer o próprio Danilo já falaram nisto várias vezes e o ex-treinador do FC Porto teve mesmo de “convencer” o jogador, ensinando-lhe as rotinas necessárias a um lateral direito do futebol europeu.

Embora Danilo tenha dado bons sinais em épocas anteriores (principalmente no 2º ano de Vítor Pereira como treinador principal), foi esta época, com Julen Lopetegui, que “explodiu” como jogador de top internacional, algo que não me tenho cansado de sublinhar:

«Danilo - De jogo para jogo, justifica, cada vez mais, a chamada de Dunga à seleção brasileira. Se continuar assim, a SAD ainda vai recuperar os quase 18 milhões de euros que investiu na sua contratação» (RP, 17 Setembro 2014)

«A jogar como o fez contra o Nacional e como tem feito na maior parte dos jogos desta época, Danilo, depois de já ter regressado à seleção canarinha, no final da época irá, seguramente, saltar para um dos “tubarões” europeus» (RP, 1 Novembro 2014)

«Danilo - Está numa forma extraordinária e, claramente, a fazer a sua melhor época desde que chegou ao FC Porto (é bem provável que a FC Porto SAD recupere os 18 milhões de euros que gastou na sua contratação)» (RP, 5 Novembro 2014)


Três anos depois de ter chegado, Danilo já ajudou o FC Porto a ganhar dois campeonatos nacionais e a superar duas vezes a fase de grupos da Champions e caminha, a passos largos, para o topo do ranking dos melhores defesas/laterais direitos da história do FC Porto.

O JOGO, 02-12-2014

No mesmo período, foi convocado para representar a selecção brasileira no Torneio Olímpico de futebol de 2012 e, com Dunga, regressou à Seleção principal do Brasil.
E, lendo declarações recentes do selecionador brasileiro (ao jornal A BOLA), tudo indica que será para continuar…

[Danilo] Tem uma enorme qualidade, é uma força da natureza pois deposita muita energia em campo e a forma como joga contagia os companheiros. Faz o corredor imensas vezes sempre com enorme competência. (…)
Danilo tem uma força física que impressiona, um pouco à imagem do Maicon. Corre quilómetros atrás de quilómetros e apresenta sempre um rosto com frescura física. (…)
Com ele [Danilo] não há deslizes. É um profissional exímio por aquilo que me apercebo nas concentrações da seleção. Tem imenso cuidado com a alimentação, procura seguir as regras elementares e também descansa imenso, o que é importante para um atleta.


Capa de O JOGO de 02-12-2014
Quer fisicamente, quer tecnicamente, Danilo Luiz da Silva é um futebolista muito acima da média.
Com apenas 23 anos (nasceu a 15 de Julho de 1991), já ganhou títulos no Brasil e em Portugal, está na sua 4ª época de futebol europeu (já disputou 20 jogos na Liga dos Campeões) e é titular da canarinha (11 internacionalizações na seleção principal).

Danilo tem contrato com o FC Porto até Junho de 2016 e uma cláusula de rescisão de um valor muito elevado (50 milhões de euros), mas quem pagou 42 milhões por Thiago Silva e 50 milhões por David Luiz é capaz de, para além de Brahimi, também estar interessado noutro titular do quarteto defensivo da seleção brasileira.

E, para além do PSG, o mercado inglês (Chelsea, Manchester City, Manchester United, ...) também deve estar muito atento àquele que, nesta altura, é, provavelmente, o melhor lateral-direito do Mundo.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Comissões desproporcionadas

No Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, referente ao 3º Trimestre 2012/2013, que foi enviado à CMVM em 31/05/2013, surge a seguinte informação:

(Relatório e Contas Consolidado, 3º T 2012/2013, página 18)

Um dos números que chamou à atenção no quadro anterior foi o valor dos encargos adicionais do negócio correspondente à aquisição do defesa central mexicano Diego Reyes.

Duas semanas depois, no dia 15 de Junho, o jornal O JOGO publicou uma explicação:

(fonte: jornal O JOGO)

Penso que a explicação dada a O JOGO, por fonte do FC Porto, é perfeitamente razoável. Inclusivamente, do ponto de vista fiscal, é bem capaz de traduzir-se numa poupança para a FCP SAD (é melhor pagar um prémio de assinatura e cedência de direitos de imagem à cabeça, pagando depois um salário mais baixo).
Contudo, sobra uma dúvida: por que razão não se fez o mesmo no caso do Jackson Martinez, também ele contratado a um clube mexicano cinco meses antes?

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Compras, vendas, percentagens e comissões

No dia 16 de Agosto, a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD enviou dois comunicados à CMVM, informando o mercado que tinha adquirido 100% dos direitos económicos do atleta Defour, pelo montante de 6.000.000 € (seis milhões de euros) e 100% dos direitos económicos do atleta Mangala, pelo montante de 6.500.000 € (seis milhões e quinhentos mil euros).

Passados dois meses, no Relatório e Contas Consolidado 2010/2011, ponto 34 ‘Eventos Subsequentes’ (páginas 104 e 105), é dito o seguinte:

«Subsequentemente à data das demonstrações financeiras ocorreram os seguintes factos que, pela sua relevância, são apresentados como segue:
(…)
c. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Defour ao Standard de Liége por 6.000.000 Euros;
d. Aquisição de 100% do “passe” do jogador Mangala ao Standard de Liége por 6.500.000 Euros valor esse a que acresce o montante de 500.000 Euros de encargos com serviços de intermediação;»

Constata-se que em 28/10/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado 2010/2011 foi enviado à CMVM), a FCP SAD ainda surgia oficialmente como detentora de 100% dos “passes” dos jogadores Defour e Mangala. Quanto aos valores de aquisição dos passes, são mantidos os que tinham sido comunicados em 16/08/2011 mas, desta vez, passam a ser referidos 500.000€ de encargos com serviços de intermediação na contratação do jovem defesa-central francês (no caso do médio belga, nada é dito acerca de encargos adicionais).

Um mês depois, no Relatório e Contas Consolidado do 1º Trimestre 2011/2012, ponto 5 ‘Activos Intangíveis – Valor do Plantel’ (página 16), é dito:

«As principais aquisições realizadas no período de três meses findo em 30 de Setembro de 2011, em valor, podem ser resumidas como segue:

(clicar na imagem para a ampliar)

Analisando o quadro anterior, verifica-se que em 30/11/2011 (data em que o Relatório e Contas Consolidado do 1º trimestre de 2011/2012 foi enviado à CMVM), a FCP SAD já só era detentora de 90% dos direitos económicos de Defour e Mangala e, para além dos valores de aquisição dos “passes”, surgem como Encargos adicionais 1.850.339€ no caso de Defour e 1.020.000€ no caso de Mangala.

Ou seja, de 100% a FCP SAD passou a detentora de 90% dos “passes”, sem que tenha sido explicado o que aconteceu aos 10% que deixou de deter. Quanto aos encargos adicionais, no caso de Mangala passaram de 500.000€ para 1.020.000€ (porquê?) e no caso de Defour de zero para 1.850.339€.

Finalmente, no comunicado de 27 de Dezembro, ficamos a saber que a Futebol Clube do Porto – Futebol SAD alienou à Doyen Sports Investments Limited:
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Mangala por 2.647.059€;
• 33,33% dos direitos económicos do jogador Defour por 2.352.941€.

E, adicionalmente, que a FCP SAD atribuiu 10% da receita líquida de uma eventual transferência à sociedade Robi Plus, pelo que passou a deter 56,67% dos direitos económicos de cada um destes jogadores.

«(…) o clube manteve a política de investir em jovens valores, que garantam progressão e um contributo importante no desempenho da equipa, como possam ser activos importantes no mercado de jogadores. Assim, chegaram esta época ao FC Porto atletas como Iturbe, Bracali, Djalma, Defour, Mangala, Kléber e Alex Sandro.»
in Relatório e Contas Consolidado 1º Trimestre 2011/2012 (página 4)

No futuro, veremos qual vai ser a valorização destes “activos”. Para já, do lado dos custos, sabemos que o valor total da aquisição dos “passes” de Defour e Mangala perfez 15.370.339€ (7.850.339€ + 7.520.000€), enquanto que do lado das receitas, o que veio a público é que a FCP SAD encaixou 5.000.000€ (2.647.059€ + 2.352.941€) pelos 43,33% que já não lhe pertencem. Ou seja, a não ser que faltem dados nos comunicados e relatórios oficiais, na alienação destes 43,33% não houve qualquer valorização dos dois “activos”, bem pelo contrário. Para, no mínimo, não perder dinheiro, os 43,33% deveriam ter rendido à FCP SAD 6.659.967€ (0,4333 x 15.370.339€) e não os 5.000.000€ que se depreende do último comunicado.

Olhando para este conjunto de factos e números, há coisas que não batem certo e outras que estão mal explicadas. Talvez falte alguma informação, mas cada um que tire as suas conclusões.

Nota final: Conforme indicado, todos os números e dados apresentados neste artigo foram extraídos de documentos oficiais da Futebol Clube do Porto – Futebol SAD.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os encargos adicionais...

Um dia depois da FC Porto SAD ter anunciado a contratação de Danilo, o site Maisfutebol falou com o presidente do Santos:

«O Maisfutebol seguiu a par e passo umas das mais intrincadas conversações deste mercado de transferências. No day after à decisão, fazemos-lhe o resumo. O nosso interlocutor, privilegiado, é o presidente do Santos Futebol Clube, Luís Álvaro de Oliveira.
A proposta do F.C. Porto era imbatível”, começa por assegurar ao Maisfutebol o dirigente. “Foi uma luta dura entre Porto e Benfica. Acreditámos que fizemos a melhor opção, para o Santos e para o Danilo”.
Segundo nos explica o dirigente, o Santos adquiriu na segunda-feira os 37,5% que pertenciam ao Grupo DIS. Por essa altura, já o Benfica fizera uma proposta. Recusada.
No dia seguinte, terça-feira, o FC Porto dialogou directamente connosco e ultrapassou claramente a oferta do Benfica [13 milhões contra dez]. Entrámos em contacto com o Danilo, explicamos-lhe tudo e decidimos que a liga portuguesa é o destino ideal para ele. As pessoas do FC Porto foram muito correctas. Depois disso nada mais havia a fazer”.»
in Maisfutebol, 20/07/2011


No dia 19 de Julho, pagar 13 milhões de euros por um jovem lateral-direito (que também pode jogar a médio) promissor, mas ainda sem um curriculum assinalável, parecia um balúrdio apenas justificável por, mais uma vez, ter envolvido um disputa com o slb. Contudo, os números reais não eram estes, faltavam os “encargos adicionais”...

O quadro seguinte corresponde às principais aquisições realizadas no período entre 1 de Julho e 30 de Setembro de 2011, tendo sido extraído do Relatório e Contas Consolidado da FC Porto SAD, 1º Trimestre 2011/2012 (página 16):


(clicar na imagem anterior para a ampliar)


No negócio Danilo (em que a SAD portista ganhou mais uma corrida à SAD do slb!), os designados Encargos adicionais (incluem serviços de intermediação, serviços legais, prémios de assinatura de contratos, etc.) perfazem a escandalosa soma de 4.839.131 Euros, atirando o custo total desta aquisição para quase 18 milhões de Euros!

E somando os encargos adicionais das cinco contratações feitas pela FC Porto SAD neste trimestre, chega-se ao bonito número de 9.074.870 Euros.

É normal que haja intermediários e, que me lembre, no futebol sempre houve comissões, mas estes números são de arrepiar e não sei como é que clubes/SAD's portuguesas podem suportar este tipo de encargos. Até quando?

P.S. Atendendo aos valores gastos na compra, aos encargos salariais e às comissões que a FC Porto SAD também costuma pagar aquando das vendas, o Danilo terá mesmo de ser um grande craque, de modo a que os "tubarões" europeus abram os cordões à bolsa e a SAD portista não perca dinheiro se e quando o vier a vender daqui a uns anos.

Agentes, renegociações de contratos e dupla representação


Em relação ao artigo do José Correia acerca do caso Falcão eu repito o que já há tempos disse num comentário e há pouco repeti: por que raio de razão pagam os clubes comissões por renegociação de contratos, e a quem?? Se se trata do agente do jogador em causa, este último que lhe pague, além de essa situação configurar um caso típico de conflito de interesse, pois o referido agente não pode representar condignamente os interesses do jogador se no fim for receber uma comissão do clube com quem está a negociar. Eu até diria que esta é matéria em que o chamado Sindicato dos Jogadores deveria tentar intervir, a fim de defender os interesses dos jogadores. E isso pouparia aos clubes muito dinheiro.