Quanto ao jogo, mais um grande sofrimento até praticamente ao fim. Jogos tranquilos são cada vez mais uma raridade. Tal como o Chaves, também o Rio Ave terá feito uma das suas melhores exibições de sempre no nosso estádio. Tiveram, inclusive, uma posse de bola superior à nossa. Verdadeiramente inédito. Há clubes a crescer a olhos vistos na Liga Portuguesa. Nem tudo se resume à nossa pouca eficácia. Há algo de novo a acontecer no nosso futebol.
E por falar em crescimento: mas que exibição gigantesca de Danilo. Como aqui já foi escrito, é o nosso jogador que mais tem evoluído. Que saudades de ver um "trinco" a fazer mais do que apenas defender. E mesmo no aspecto defensivo tem, ultimamente, batido aos pontos os anteriores ocupantes do cargo.
Logo após o nosso campeão europeu, tivemos hoje também direito a um Alex Telles vintage. A sua melhor exibição desde que cá chegou. Que assim continue.
No sentido contrário, o grande jogador que é Layún teve um regresso completamente desastrado (e o penalty, desta vez, é mesmo penalty).
A sua longa ausência pode não explicar tudo. Precisamos com urgência que volte aos seus melhores dias, até porque a dupla Telles-Layún parece ser mesmo a melhor escolha para as laterais.
Esteve bem NES ao retirá-lo do jogo. Até poderia tê-lo feito mais cedo.
Aliás, nesta partida, o nosso técnico esteve bem nas três substituições. Todas elas fizeram sentido.
Poderia até ter voltado atrás na entrada de Rui Pedro já que o 2-2 surgiu imediatamente antes. Não o fez (talvez já não fosse a tempo) e isso deu um sinal positivo a todos: hoje era para atacar com tudo.
Igualmente inteligente a entrada de João Carlos Teixeira: é com jogadores destes, que seguram a bola, que se controlam resultados favoráveis e não com aqueles outros mais defensivos. O segredo é ter a posse de bola. O adversário, não a tendo, não pode causar perigo.
Por fim, houve também "estrelinha". Finalmente tivemos direito a ela depois de jogos e jogos em que a sorte nada quis connosco. O Rio Ave teve duas chances seguidas para o 3-3 e nós, na jogada seguinte, matámos o jogo.
Por falar em "estrelinha", esta nossa vitória teve algo de slb na forma como foi conseguida. Principalmente na forma como recuperámos rapidamente a vantagem no marcador. Do 1-2 ao 3-2 passaram-se apenas 14 minutos. Coisa habitual pelas bandas de Lisboa mas raríssima no nosso caso. A diferença é que nós o conseguimos sem apoios externos. O golo de Felipe vai ser tema de conversa mas este está apenas milimetricamente em posição de fora-de-jogo. Em caso de dúvida, deve-se beneficiar sempre quem ataca. Aconteça isso na Luz ou no Dragão.
















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