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sábado, 21 de janeiro de 2017

Com cabeça


Antes do mais, uma nota sobre Carlos Alberto Silva. Um treinador que não teve um grande número de fãs aquando da sua passagem pelo FCP, pese embora um registo vitorioso de dois campeonatos em outras tantas épocas. Mas o seu mérito esteve nisso mesmo: nunca levantou grandes paixões pró ou contra. Aproveitou bem o trabalho que vinha de trás e nunca foi um técnico de grandes revoluções ou invenções. Foi esse o seu segredo. Muitas vezes, evitar grandes mexidas no que já está bem, demonstra apenas inteligência.

Quanto ao jogo, mais um grande sofrimento até praticamente ao fim. Jogos tranquilos são cada vez mais uma raridade. Tal como o Chaves, também o Rio Ave terá feito uma das suas melhores exibições de sempre no nosso estádio. Tiveram, inclusive, uma posse de bola superior à nossa. Verdadeiramente inédito. Há clubes a crescer a olhos vistos na Liga Portuguesa. Nem tudo se resume à nossa pouca eficácia. Há algo de novo a acontecer no nosso futebol.

E por falar em crescimento: mas que exibição gigantesca de Danilo. Como aqui já foi escrito, é o nosso jogador que mais tem evoluído. Que saudades de ver um "trinco" a fazer mais do que apenas defender. E mesmo no aspecto defensivo tem, ultimamente, batido aos pontos os anteriores ocupantes do cargo.
Logo após o nosso campeão europeu, tivemos hoje também direito a um Alex Telles vintage. A sua melhor exibição desde que cá chegou. Que assim continue.
No sentido contrário, o grande jogador que é Layún teve um regresso completamente desastrado (e o penalty, desta vez, é mesmo penalty).
A sua longa ausência pode não explicar tudo. Precisamos com urgência que volte aos seus melhores dias, até porque a dupla Telles-Layún parece ser mesmo a melhor escolha para as laterais.

Esteve bem NES ao retirá-lo do jogo. Até poderia tê-lo feito mais cedo.
Aliás, nesta partida, o nosso técnico esteve bem nas três substituições. Todas elas fizeram sentido.
Poderia até ter voltado atrás na entrada de Rui Pedro já que o 2-2 surgiu imediatamente antes. Não o fez (talvez já não fosse a tempo) e isso deu um sinal positivo a todos: hoje era para atacar com tudo.
Igualmente inteligente a entrada de João Carlos Teixeira: é com jogadores destes, que seguram a bola, que se controlam resultados favoráveis e não com aqueles outros mais defensivos. O segredo é ter a posse de bola. O adversário, não a tendo, não pode causar perigo.

Por fim, houve também "estrelinha". Finalmente tivemos direito a ela depois de jogos e jogos em que a sorte nada quis connosco. O Rio Ave teve duas chances seguidas para o 3-3 e nós, na jogada seguinte, matámos o jogo.

Por falar em "estrelinha", esta nossa vitória teve algo de slb na forma como foi conseguida. Principalmente na forma como recuperámos rapidamente a vantagem no marcador. Do 1-2 ao 3-2 passaram-se apenas 14 minutos. Coisa habitual pelas bandas de Lisboa mas raríssima no nosso caso. A diferença é que nós o conseguimos sem apoios externos. O golo de Felipe vai ser tema de conversa mas este está apenas milimetricamente em posição de fora-de-jogo. Em caso de dúvida, deve-se beneficiar sempre quem ataca. Aconteça isso na Luz ou no Dragão.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Foi-se?

Com duas ou três excepções ao longo desta meia temporada já decorrida, na maioria dos jogos do FCP parece que estamos sempre a ver a mesma partida. Parece que pouco ou nada aprendemos com os desaires anteriores e, num cenário como este em que tudo aparentemente se esquece, tendemos a repetir sempre os mesmos erros.


Por exemplo, apesar de tudo o que foi dito e escrito, visto e revisto nos últimos meses, lá tivemos hoje direito ao regresso de Herrera a titular para a Liga. Muitos dirão que foi dos menos maus. A pergunta é: e qual foi o efeito prático disso? Se num jogo em que ele é "razoável", este jogador pouco ou nada acrescenta de real e concreto, que esperar dele naquelas outras partidas (a maioria) em que ele está ao seu nível habitual, ou seja, fraco?

Uma das virtudes do slb dos últimos anos é aprender com os erros cometidos, coisa que não sucedia em tempos anteriores por aquelas bandas. Já nós, pelo contrário, parece que queremos chegar a um resultado diferente, repetindo sempre os mesmos erros.
Os outros agradecem.

E depois, claro, temos os já nossos habituais falhanços de todas as primeiras-partes.
Bola bem trocada de pé para pé, sim, mas poucas oportunidades reais de golo e com estas sempre desperdiçadas sem que ninguém se pareça aborrecer muito como isso, erradamente acreditando que ainda falta muito tempo e que novas chances virão.
Que jogador do "11" do slb falharia aquela oportunidade do Diogo Jota, completamente isolado? Se calhar, nenhum. E quando é que Óliver vai deixar de se comportar como um júnior na hora do remate?
Mas NES e os jogadores acreditam sempre que no segundo tempo é que vai ser. Ora, muito raramente o é.
A equipa perde gás, de uma forma gradual, até quase desaparecer por completo.
As substituições, essas, são cada vez são mais tardias e, nunca por nunca, são feitas antes de cada jogador a entrar ter uma aula de Desenho ministrada pelo nosso treinador adjunto.
O factor-tempo jamais parece ser uma fonte de preocupação para os nossos lados.

E, claro, para a tempestade ser perfeita, e como se já não bastassem estes inúmeros problemas, temos ainda direito a esta lenga-lenga, que já vem de longe:
E agora sem Layun. E agora sem Otávio. E agora sem Brahimi. E agora sem Danilo.
Num clube tão disfuncional como o nosso actual e ainda com estas ausências de peso, não há quem aguente.

"Fizemos mais de 20 remates. Temos de trabalhar bastante esse aspecto para que não volte o problema que já foi". Pois, Nuno, mas isso já vimos ouvindo desde o início da época.
O que nós pretendemos saber é o que, neste aspecto concreto, foi feito até ao momento (e que não deu resultados) e o que será feito no futuro para resolver de vez o problema.

E já não falta muito para o dia 31...

domingo, 11 de dezembro de 2016

Porque é Natal

E agora, como hoje se viu em Santa Maria da Feira, nem é apenas o nosso nível exibicional a subir à boleia do regresso de Brahimi, são os adversários a passarem, também eles, a acertar no poste em vez de marcarem de cada vez que iam à nossa grande área e ainda, pasme-se!, os árbitros a marcarem grandes penalidades a nosso favor.

Até custa a acreditar, não?


Claro que jogar contra menos um, tal como contra o Braga (ou ter, do outro lado, os suplentes do Leicester), dá uma boa ajuda mas o FCP, não tendo a mínima culpa destas falhas graves dos seus adversários, tem feito aquilo que lhe compete nestas situações: ganhar sem mácula e com um futebol uns bons furos acima da fasquia exibicional daqueles outros jogos em Setúbal, Belém e afins...

Foi pena que, no jogo seguinte, o scp não tenha dado também a sua ajuda.
Em termos futebolísticos puros, nada justifica este avanço, ainda significativo, do slb na tabela classificativa. Estes apresentam um jogo prático, sim, e têm, sem dúvida, um aproveitamento das oportunidades acima da média, mas a qualidade geral do seu plantel e mesmo da equipa como um todo, em condições normais, nunca poderia justificar a perda de apenas 7 pontos até ao momento.

Estamos a falar de uma liga portuguesa, onde nem um FCP imparável, dos melhores tempos de Hulk/Falcao, Jardel/Drulovic ou Domingos/Kostadinov, conseguia semelhante aproveitamento.
Como podem Pizzis e Fejsas fazê-lo, então?
Obviamente, o factor arbitral explica parte desta contradição. Quanto mais não seja, pela tranquilidade que dá, a cada um dos jogadores do nosso maior rival, saber que, em 99% das decisões, nunca será prejudicado.
Parecendo que não, isto pode mesmo ser um decisivo empurrão.

Mas não percamos a esperança: um árbitro marcou mesmo um penalty a nosso favor nos primeiros minutos de uma partida (quando foi a última vez que tal sucedeu?). Por isso, pode ser que o slb passe a ter também - quem sabe? - um rácio arbitral diferente.
Basta, aliás, que passem dos actuais 99 para uns 95% para que a Liga anime. Não é pedir muito e até já é quase Natal...

sábado, 26 de novembro de 2016

Acabou a época?

Falemos de golos, então. Ou na falta deles, melhor dizendo.

Ora, na época passada, e falando apenas na Liga Portuguesa, temos que, no nosso clube, os três jogadores que mais contribuíram para eles foram:

1 - Layún: 5 golos e 15 (quinze) assistências;
2 - Aboubakar: 13 golos e uma assistência;
3 - Brahimi: 7 golos e 5 assistências;

Ora, mesmo que Layún não estivesse disponível para este jogo específico, sabe-se, porém, que NES não vê nele um titular mas apenas uma opção para o banco. O mexicano que, entre golos próprios e assistências, foi responsável directo por 30% dos golos marcados pelo FCP em 2015/16...
Os outros dois do pódio daqueles que mais contribuíram foram ambos proscritos pelo nosso treinador.
Aboubakar foi despachado para a Turquia porque, aparentemente, havia melhor no plantel e Brahimi está em vias de o ser também.
E, note-se, o argelino conseguiu estes números numa época tida como de "má" prestação do atleta. Imagine-se o que poderá fazer num ano mediano ou bom.


Continuando a falar de golos, recorde-se que o nosso técnico escolheu Depoitre porque entendeu que, para além de Aboubakar já citado, este era melhor avançado do que Bueno, Suk, Gonçalo Paciência e Marega (actual melhor marcador da presente edição do campeonato).

Sobre o jogo desta noite, este foi tão parecido com o de Setúbal que até teve um idêntico falhanço escandaloso por parte de Óliver.
Aliás, tirando os confrontos com o slb, todos os nossos jogos são praticamente iguais...

Se Guimarães e Braga vencerem nesta jornada, cairemos para o 5° lugar na tabela.

Eliminados da Taça de Portugal, com o topo da Liga a uma distância medonha e como certamente não ganharemos a Liga dos Campeões, resta-nos a Taça da Liga para vencer algo, certo?

E olhem só para a data de hoje: estamos a 26 de Novembro. Nem sequer ainda no famoso "Natal" com que gozávamos os nossos rivais lisboetas durante anos e anos...


sábado, 14 de maio de 2016

Vitória no jogo experimental


Um horário pouco conveniente para os sócios que trabalham ao Sábado de manhã. Já entendi que era uma experiência, que ambos os clubes se demonstraram disponíveis para o horário proposto e que este é essencialmente para atender à "internacionalização" e aos "mercados asiáticos". Li as declarações prestadas pelo presidente da Liga explicando que estes horários já são praticados na II Liga e na Liga Espanhola com muito sucesso. Mesmo assim não fiquei convencido. Nunca vi o Barcelona ou o Real Madrid jogarem de manhã... Pelo menos que marquem esses jogos da manhã aos Domingos!

A primeira parte acabou por ser uma boa ilustração daquilo que foi esta época. Uma equipa sem alma e sem garra. Os jogadores boavisteiros foram sempre mais rápidos e ganharam quase todas as bolas divididas. A equipa foi incapaz de realizar uma jogada decente com princípio, meio e fim.

Na segunda parte, em função das substituições, o jogo foi completamente diferente. Danilo ficou a descansar para a final da Taça, mas ficou Layún que marcou um golaço com um remate à entrada da área, após boa assistência de André Silva. Com 2-0 o jogo ficou resolvido e com mais meia hora para jogar.
Agora que o FC Porto já não sai do 3º lugar, curiosamente, os árbitros já marcam os penalties a nosso favor. Dois penalties marcados em duas jornadas consecutivas: que estranho. Brahimi agarrou na bola para marcar a penalidade e fez o 3-0 mas os sócios ficaram zangados porque pediam André Silva.

Mas o André não descansou e continuou a trabalhar conseguindo, em cima da hora, marcar o quarto golo do FC Porto. Isolou-se a passe de Brahimi, contornou o guarda-redes e rematou para a baliza já de ângulo difícil. Um golo merecidíssimo.

"Não foi um golo qualquer. Foi um dos mais festejados dos últimos tempos no Dragão. Uma comunhão entre adeptos e a equipa como há muito não se via. É importante para marcar a despedida de um estádio que viveu uma época traumatizante, e para renovar o espírito dos adeptos"
in Maisfutebol

Falta a final da Taça para acabar esta época que não deixará saudades. Esperamos que Peseiro saiba montar uma equipa capaz de trazer o troféu.
   

domingo, 13 de março de 2016

Outra vez um ai Jesus (Corona)!


E pronto, é isto. Este FC Porto é bem capaz do melhor e do pior em poucos minutos. Depois de uma primeira parte bem conseguida no Dragão, em que marcou um golo (Aboubakar aos 25' após assistência de Maxi) e podia ter marcado mais, tendo dominado o jogo por completo, o FC Porto regressou dos balneários para poucos minutos depois marcar o segundo, um belo golo de Herrera e, depois disso, entrou em colapso. A equipa apagou e em dois ou três contra-ataques o União fez dois golos e empatou o jogo em menos de 5 minutos...

A equipa reagiu e foi para cima do adversário (que, segundo o seu treinador, já tinha o anti-jogo planeado) tendo conseguido o golo da vitória a 4 minutos dos 90' num remate forte de Jesus Corona após tabela com Suk. O mexicano esteve muito ausente durante todo o jogo mas redimiu-se nos minutos finais ao apontar o golo da vitória. O treinador do União, lamentando não ter feito a terceira substituição para "queimar" tempo, não conseguiu disfarçar a azia, o mau perder e o mau carácter.


Esta equipa do FC Porto sofre de bipolaridade severa e o terapeuta Peseiro não está a conseguir estabilizar a componente emocional do grupo. Há muito para trabalhar no sector defensivo. Parece ser por aí que Peseiro se deverá ocupar com a máxima urgência. Não basta pedir aos sócios que sejam compreensivos, é preciso trabalhar mais horas nas transições defensivas. A defesa do FC Porto é um autêntico passador.

Jogar com homens da casa é outra história. Apesar de ter feito uma exibição com altos e baixos, Sérgio Oliveira mostrou aos colegas (e aos sócios e adeptos) o que é vestir esta camisola. Fez as faltas que e quando era preciso serem feitas, bloqueou a reposição de bola pelo adversário e foi para cima deles quando a equipa precisou. E com autoridade. É mesmo isto, Sérgio!
   

terça-feira, 8 de março de 2016

Em Braga, o título por um canudo

A verdade é que uma equipa não consegue ser campeã nacional se não tiver defesas centrais. E o FC Porto não tem. Pela enésima vez, Marcano comprometeu todo o esforço da equipa em 70 minutos e deu um brinde ao adversário para este marcar o primeiro golo.


Há que dizer que o árbitro, Carlos Xistra, condicionou o trabalho dos jogadores do FC Porto desde o apito inicial. Aos 17 segundos já o bracarense Djavan entrava a matar sobre Danilo e esse calhorda desse Xistra nem sequer um cartão amarelo mostrou. Se dúvidas houvesse sobre ao que vinha o árbitro, logo ficaram dissipadas no primeiro lance da partida. A partir daí o que se viu foi um árbitro arrogante para com os jogadores do FC Porto e permissivo para com os do SC Braga. Duas faltas sobre Suk dentro da área bracarense ficaram por marcar e mais cartões amarelos aos do Braga ficaram por mostrar. Notou-se que os jogadores portistas se estavam a aperceber que estava ali uma pessoa para os prejudicar. Depois, claro, à primeira oportunidade expulsou Peseiro.

Muitos portistas se deverão questionar sobre a razão e os motivos por que Xistra se comportou desta forma. A resposta é muito simples: porque pode! A verdade é esta, os árbitros fazem gato-sapato do FC Porto porque sabem que nada lhes acontece e que caem nas boas graças do patrão: o Benfica. Ironicamente está a acontecer a Pinto da Costa aquilo que ele tão ferozmente criticou em Américo de Sá: ficar impávido e sereno com os roubos das equipas de arbitragem controladas por Lisboa. O FC Porto está sem liderança, infelizmente. E quanto mais tempo esta situação se prolongar maior será o reinado de domínio do Benfica sobre as instituições que organizam o futebol.

Em termos de jogo jogado foi um jogo repartido, o FC Porto entrou melhor, a partir da meia hora o Braga equilibrou e houve situações de golo para ambas as equipas. Depois da fífia de Marcano a equipa recuperou e ainda conseguiu empatar o jogo aos 86 minutos. Mas pouco depois nova falha no posicionamento defensivo e uma transição rápida permitiu ao Braga adiantar-se no marcador. Já em cima da hora Casillas saiu da baliza e deu um brinde a Alan para este marcar ao FC Porto.

É lamentável ver mais um treinador a arder em lume brando, dando o corpo às balas na conferência de imprensa a chamar a atenção para os roubos de igreja. Porque é que ninguém da SAD dá a cara? Porque é que o Presidente só fala depois das vitórias? O clube vai continuar a ser prejudicado pela arbitragem impunemente? Muita coisa terá de mudar no FC Porto para voltarmos a triunfar.
   

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Sofrimento


O jogo nunca mais acabava. Que aflição. Os jogadores não se juntam e não conseguem jogar fechadinhos, lá atrás. Nas saídas em transições, há sempre uma escorregadela, uma perna que se ressente ou um acidente invulgar. Foram tantas as avenidas em que a rapaziada de Belém se movimentou à vontade para criar situações de golo, e nós, sem semáforos, perdidos nelas, sem força, nem jeito. Tal incapacidade custa a engolir. Não sou capaz de aduzir se é defeito do treinador, dos processos, dos jogadores ou se é a bola que estorva. O trio de meio campo conheceu uma inovação com Danilo mais alto, provavelmente para pressionar mais à frente. E o André mais de contenção? Que grande confusão. A exibição foi muito pobre. Fica a vitória. Foi tudo tão triste: imagem do ambiente dominante de uma época perdida.
   

domingo, 21 de fevereiro de 2016

SMS do dia

Olha o Porto a ganhar depois de estar a perder por 2-0. Eu não me lembro de uma reviravolta destas enquanto adepto do Porto.

O melhor que me lembro foi um empate a 2 bolas depois de estarmos a perder fora com o U. Madeira no início dos anos 90. Valeu-nos os 2 livres do Branco.

Os nossos jogadores não jogaram uma merda mas pelo menos merecem palmas porque suaram que se fartaram. Pelo menos isso.
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Temos de cumprir a nossa parte!


Porque não se escreve sobre uma boa (e justa) vitória e um mau jogo do FCP? Não sei. Fruto dos tempos que apelam às rupturas, que ninguém parece disposto a protagonizar. E, então, o pessoal vinga-se através da oferta fácil das redes sociais. Ou nem isso.

Fizemos um jogo medíocre, entrámos muito mal e foi o jogo da época com menos remates realizados pela nossa equipa. Notei que o Herrera posicionou-se menos à frente (funcionou mais como duplo pivot) e, como jogou devagar e falhou muitos passes, não foi o único, o jogo não fluiu; por isso e porque o Marítimo soube encurtar, linhas e espaços, a equipa teve muitas dificuldades em ultrapassar a barreira construída pelo adversário. E de se defender dos contragolpes do Marítimo. A equipa não é rápida, nem ágil. Perdemos muitas segundas bolas e não conseguimos formar um bloco coeso. Estranho é constatar que o Maxi é dos que joga mais à Porto.

O FCP está doente. Conheço os sintomas, mas não faço diagnósticos. Os jogadores estão mal fisicamente, o modelo de jogo é uma trapalhada e tenho dúvidas se uma eventual mudança reverterá os seus efeitos maléficos que muitos remetem para erros primários de geometria táctica. Não me chega. Considero que o plantel do FCP é caro, mas não é bom, nem equilibrado. E há uma tarefa enorme para cumprir: a recuperação de muitos jogadores que chegaram a um nível inexplicavelmente baixo, pelo menos para quem habita o lugar da bancada. Cito apenas dois, porque são valiosos: Aboubakar e Rúben Neves.

Esta época vai continuar a ser dolorosa. A equipa está a ser remendada. Já não temos um qualquer Lucho para retornar e lhe dar mais experiência. Pode ser que o pesadelo seja apenas consequência da ideia que temo: de que o que já aconteceu, ainda pode ser pior. Temos de cumprir a nossa parte para que não o seja.

Nota: mais uma arbitragem miserável.
   

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Finalmente uma entrada "à Porto"

foto: Lusa / Maisfutebol

O FC Porto chega ao Natal de 2015 na liderança isolada da Liga, algo inédito no legado de Julen Lopetegui. O treinador espanhol passa a encarar um cenário de pressão invertida, olhando os adversários de cima para baixo. 

Danilo Pereira, Aboubakar e Herrera garantiram o triunfo frente a Académica, Rui Pedro marcou o golo de honra dos estudantes. 

Perante o desaire do Sporting na Madeira, frente ao União – equipa que foi goleada pelo FC Porto mas que respondeu com empatou com o Benfica e venceu o Sporting –, os dragões tiveram a oportunidade de repetir uma experiência não vivida desde 1 de dezembro de 2013. 

À 11ª jornada da Liga 2013/14, a formação então orientada por Paulo Fonseca perdeu em Coimbra perante esta Académica e disse adeus à liderança isolada da Liga. Helton, Maicon, Herrera e Varela são os resistentes desde essa altura, há cerca de dois anos. 

Com a sexta vitória consecutiva – e o 30º jogo sem perder na prova - o FC Porto ultrapassa o Sporting antes do clássico e termina 2015 no trono. 


Desta vez o FC Porto foi competente e não facilitou perante o deslize de um dos rivais. A entrada fulminante no jogo mostra que esta equipa pode ser campeã, se quiser. A pressão sufocante a toda a largura do terreno deixou a Académica ko, sem capacidade de "pôr os sócios contra a equipa", como tinha planeado o seu treinador.

Houve jogadores que se exibiram a grande nível. Danilo, Layun e Herrera foram os melhores, em minha opinião. Herrera marcou um golo de bandeira que irá figurar como um dos melhores deste campeonato. O mexicano tem vindo a subir de forma e a ganhar um merecido lugar no "onze" inicial.

O público do Dragão ainda não fez as pazes com Lopetegui e o "episódio André Silva" é prova disso.
Este jogo pode marcar uma diferença no desenrolar do campeonato, por isso espera-se agora que a equipa consiga dar sequência a esta excelente exibição. Penso que não será difícil entender que é desta forma que o FC Porto tem de entrar nos jogos em casa, ao contrário da grande maioria dos jogos em que tem "oferecido" 45 minutos ao adversário antes de o começar a pressionar.
   

domingo, 6 de dezembro de 2015

A primeira reviravolta


Na era Lopetegui, os jogos no Dragão são sempre difíceis. Porque a equipa entra a dormir ou porque o adversário marca um golo fortuito, como foi o caso no jogo de ontem. Um canto a favor do Paços, um alívio e uma bola de ressaca para um pacense marcar fácil frente a Casillas. O FC Porto começava o jogo praticamente a perder. Por incrível que pareça, desta vez o Estádio manteve-se tranquilo e essa tranquilidade transmitiu-se à equipa que pegou no jogo e foi para cima do Paços com o objectivo de marcar golos. Uma e outra situações de golo ocorreram antes de uma bela jogada de Brahimi desmarcar Corona que, aguentando a pressão dos defesas contrários, picou a bola por cima de Marafona e fez o merecido golo do empate. Pouco depois ainda assistimos a um falhanço monumental de Herrera que sozinho atirou à figura do guarda-redes. Fomos para o intervalo empatados a uma bola.

Na segunda parte o FC Porto entrou forte, com vontade de fazer golos e de vencer o jogo, enquanto o adversário se limitava a perder tempo com lesões convenientes que implicavam a entrada da equipa médica em campo. Até que Herrera se lembrou de pressionar o guarda-redes e o defesa e, aproveitando o erro, ganhou um penalty que Layun marcou na perfeição. Estava consumada a reviravolta no marcador, a primeira de Lopetegui ao comando da equipa do FC Porto.

Até ao final do jogo ainda assistimos ao desperdício de golos cantados por parte de Tello e, principalmente, Aboubakar. O camaronês está com os níveis de confiança abaixo de zero.

É necessário deixar uma nota ao responsável pelo futebol na SAD, Antero Henrique. Tem de explicar ao senhor treinador e aos senhores jogadores, e já agora a todo o staff do Dragão, que os nossos adversários têm de sentir medo quando entram na nossa casa. Porque cá, temos de ser nós a mandar.

Jornal OJOGO, edição online

Qualquer equipa que vem ao nosso Estádio condiciona os nossos jogadores, empurra, marca faltas e lançamentos mais à frente, bloqueia a marcação das faltas a nosso favor com obstruções, simula lesões e pede assistência para logo de seguida se levantar e correr, pressiona o árbitro, etc. E não há qualquer reacção da parte dos nossos jogadores. O Paços foi o exemplo perfeito deste tipo de comportamento. E depois temos de ouvir as declarações deste suíno: 

"Não há vitórias morais, mas ao sétimo jogo no Dragão o FC Porto sofreu um golo. O FC Porto acaba o jogo a queimar, a retardar o início do jogo, acho que isso são sinais de que qualquer equipa que venha ao Dragão pode fazer um jogo que coloca o FC Porto em sentido".

"Qualquer equipa que vem ao Dragão coloca o FC Porto em sentido"?! Esta ideia não pode passar e estes comportamentos têm de ser travados com a nossa atitude colectiva. Os adversários têm de sentir medo.
   

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A primeira vitória na Madeira


Foi a primeira vitória de Lopetegui na ilha da Madeira. E logo por 4-0!
Assim, o FC Porto fica a apenas 2 pontos do líder Sporting e, não fosse a mão de Tonel em período de descontos, estaríamos em igualdade pontual. Afinal o rei vai nu.

A equipa do FC Porto entrou neste jogo com uma atitude muito diferente, demonstrando a si mesma que não precisa de conceder 45 minutos ao adversário para então acabar com as cerimónias e começar a rematar à baliza com convicção. Desta vez os jogadores entraram desinibidos e à procura do golo desde o primeiro minuto. Como sempre deveria ser.

O primeiro golo da partida aconteceu aos 12 minutos, por Herrera, numa jogada que envolveu Brahimi e Layún, que fez o passe para o médio mexicano concluir de cabeça no coração da área. A bola ainda foi desviada por Joãozinho, enganando André Moreira. 

Dois minutos depois, foi a vez de Brahimi marcar. Maxi surgiu pela direita e cruzou atrasado. O argelino dominou à entrada da área e rematou forte, em arco, não dando qualquer hipótese ao guardião unionista. 

Quando o União tentava reagir, Corona marcou o terceiro. O jogador mexicano irrompeu pelo corredor direito e cruzou para a área, mas a bola tomou a direcção da baliza e ganhou velocidade inesperada, passando por cima da cabeça de André Moreira.


Com 3-0 ao intervalo o FC Porto abrandou e geriu o jogo. No recomeço o União entrou com vontade de marcar e ainda dispôs de algumas oportunidades mercê de alguma displicência da defesa portista em afastar o perigo e mostrando pouca determinação na abordagem dos lances.

O nosso sector defensivo demonstra pouca coordenação e falta de ligação com os médios. Nota-se sobretudo quando há um contra-ataque do adversário. Os médios e os defesas mostram algumas dificuldades em reposicionar-se e marcar à zona permitindo o avanço aparentemente fácil da equipa contrária.

Aos 74 minutos chegou o "momento Bruno Paixão". Este árbitro não gosta de terminar um jogo sem prejudicar ostensivamente e de forma grosseira a equipa do FC Porto. Vai daí e expulsa Dani Osvaldo por uma entrada a demonstrar agressividade mas sem tocar no adversário. O madeirense Paulo Monteiro sentiu o vento e deixou-se cair. Estava dado o mote para aquele verdadeiro asno puxar do cartão vermelho. 

Foi curioso ver que a equipa se voltou a desinibir depois da expulsão de Osvaldo e a trocar a bola com progressão no terreno de jogo, o que demonstra que em boa parte dos últimos jogos (Kiev e Tondela) houve condicionamento mental dos jogadores. Resta saber por que motivos.

A lição mais importante a tirar desta vitória frente ao União é a de que um jogo começa a ser ganho no primeiro minuto com uma atitude pro-activa, determinada e dominadora. Que os jogadores se libertem dos fantasmas que os apoquentam e entrem com tudo no próximo Sábado no Dragão.
   

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Posso rematar, mister?

foto: maisfutebol/lusa

Mais um jogo de nervos no Dragão. A equipa teima em repetir primeiras partes demasiado suaves, com pouco acerto e muitas dúvidas na hora de rematar à baliza. E lá foi o FC Porto, mais uma vez, com o nulo para o intervalo, o que retira confiança à equipa e aos adeptos. Porque não começar logo o jogo encostando o adversário às cordas, à Porto? Porque não utilizar aquele domínio avassalador da segunda parte logo na primeira parte? Porquê deixar André André no banco e pô-lo a aquecer aos 12 minutos de jogo?!

O que já começa a acontecer com demasiada frequência é os adversários virem ao Dragão com uma defesa muito povoada e perceberem que o FC Porto tem muitas dificuldades para furar muralhas defensivas por não jogar em velocidade. Não temos uma única jogada de contra-ataque ensaiada, e isto já vem da época passada, quando Óliver parava o jogo depois da recuperação de bola e permitia o reposicionamento do adversário. O jogo da paciência faz perder a paciência.

Temos alguns jogadores com baixos índices de confiança e motivação. O caso mais flagrante é o de Aboubakar mas é preciso não esquecer Brahimi. O camaronês nunca desiste, é muito esforçado, está a atravessar uma fase menos boa mas ontem acabou herói quando respondeu de cabeça a um cruzamento de Layun – o melhor em campo – e fez o primeiro golo do FC Porto. Estava desfeita, finalmente, a resistência sadina. Passados alguns minutos o mesmo Layun aproveitou uma bola de ressaca e faz um grande golo (depois de outro belo golo em Tel Aviv no jogo anterior).

O treinador foi infeliz em deixar André no banco mas esteve bem quando fez entrar Imbula. O francês foi um verdadeiro tractor a recuperar bolas e a apostar na verticalidade do jogo, deixando sempre vários adversários para trás.

A ideia que fica deste Porto é a de uma equipa que troca a bola vezes sem fim antes de chegar à baliza do adversário e, quando fica perto da zona de finalização, os jogadores insistem em passar a bola sempre mais uma e outra vez. Há demasiada cerimónia para o remate por parte destes jogadores altamente dotados. Há sempre mais um passe, há sempre mais uma mudança de flanco. Na segunda parte, e após vários minutos de trabalho intenso para encostar o Setúbal atrás, com cantos consecutivos, foram vários os jogadores que “furaram” o esquema de Lopetegui e foram-se posicionando dentro da área contrária para tentar o golo. Parece que é preciso pedir licença ao treinador para rematar à baliza.
   

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Podem algumas lesões ajudarem no sprint final?

A comunicação social tem vendido nos últimos dias a ideia de que o FC Porto pode vir a ser beneficiado por uma praga de lesões no Bayern de Munich. Ora quem escreve ou não sabe que, desde que chegou á capital bávara Pep Guardiola só teve o plantel completo em meia dúzia de semanas, ou não tem olhado para a lista de baixas do FCP. O Bayern está habituado a jogar ao máximo das suas capacidades sem alguns dos seus mais influentes jogadores. Têm plantel para isso. Não está Robben? Está Muller. Não está Schweinsteiger? Estará Javi Martinez. E assim sucessivamente. Já o Porto joga com as suas naturais limitações – muito superiores á dos alemães – e para nós uma baixa é um problema muito mais grave. É mesmo?

A eliminatória contra o Bayern vai ser bonito e emocionante especialmente porque há muito tempo que não se respira o vento dos quartos de final no Dragão. Mas, tal como sucedeu da última vez, o FC Porto não só não é favorito como tem pela frente o máximo candidato ao titulo. Em 2009 foi o Manchester United - detentor do troféu e agora é o Bayern. O que o FCP deve (e pode) fazer é, como mínimo, repetir a mesma atitude que teve então, obrigando o todo poderoso Man Utd a sofrer até ao fim para passar. Fomos Dragões em Old Trafford e em casa só caímos com um golo do outro mundo. Ninguém dava nada por nós e ninguém podia apontar-nos nada no final da eliminatória. Tudo o que não seja isso é um milagre (que também acontece no futebol) e é preciso assumir essa realidade sem baixar nunca a cabeça. 

(foto: Mais Futebol)

A prioridade é e deve ser o campeonato. 
A equipa perdeu uma grandíssima oportunidade na Madeira de depender de si mesma para ser campeã com um grau de dificuldade menor. Ainda depende de si, sim, mas depende sobretudo de marcar mais de 2 golos na Luz. Possível mas difícil, especialmente tendo em conta que em casa o Benfica nunca fica a zero. O que era impossível há dois meses agora não o é tanto (ainda que continue a ser muito difícil) e deve ser aí que Lopetegui tem de apontar o arsenal. O objectivo mínimo da Champions (chegar aos oitavos) e o óptimo (chegar aos quartos) foi cumprido. A Liga é outra história.

Tudo isto a propósito das lesões. A de Tello é um problema. Vai falhar o jogo com o Bayern e também, seguramente, o jogo na Luz. Contra os dois rivais seria um futebolista extremamente útil a explorar espaços e a utilizar o seu 1x1 nos duelos directos. Vamos sentir a sua falta. Mas qualquer outra baixa para os jogos europeus pode ser uma benesse para a liga. É verdade que o FC Porto tem de ganhar os dois jogos antes da Luz (Rio Ave e Académica, que não vão ser pêras doces) para ter alguma opção mas não é menos certo que chega com jogadores a recuperarem de lesões como Jackson e Oliver e, portanto, mais frescos que alguns dos seus colegas a que se nota claramente a falta de pernas. O mesmo se pode dizer de Danilo ou Casemiro, cujas breves paragens ajudaram a repor oxigénio. E Brahimi, que levou uma sova tremenda em Janeiro na CAN, está a pouco e pouco a recuperar o seu ritmo. 

(foto: Mais Futebol)

Não são as condições ideias para uma eliminatória Champions mas podem ser condicionantes positivos para preparar o assalto final á Liga onde temos de ser perfeitos em todos os sentidos. E são muitos minutos nas pernas (o Benfica está de férias desde Dezembro a meio da semana) para aguentar sem quebras esta tensão final. Ás vezes pausas forçadas – porque nenhum jogador quer parar de moto próprio e menos para jogos europeus – são um auxilio inesperado para o treinador. No final de contas, algumas das lesões em questão podem vir a ter efeitos positivos neste sprint final.  

domingo, 15 de março de 2015

SMS do dia



Pretos de cabeleira loura, brancos de carapinha, árbitros que vêem faltas para cartão amarelo como vermelho, e pontapés na cara como lances inócuos - normal, sim; natural, não.