Quem esperava um FCP dominador, enganou-se. Se na primeira parte tivemos mais bola, raramente chegámos à baliza. Algumas boas jogadas, mas notou-se as dificuldades habituais de sair com a bola na primeira fase de construção e o recurso do passo para o lado e para trás foi excessivo. Um modelo que nos enfastiou nas épocas passadas. Foi um jogo muito combativo e os franceses mostraram serviço e empenho. Muita pressão em todo o campo, que raramente se conseguiu ultrapassar com qualidade. Nesse período gostei muito de Óliver Torres e do miúdo Ruben Neves que desenharam os melhores momentos do primeiro tempo.
No segundo tempo, entraram muitas figuras novas e a equipa não melhorou: criou duas boas oportunidades, mas a organização do jogo deixou muito a desejar. A equipa perdeu segurança, circulou a bola com pouca lucidez e praticamente não se ganhou um duelo individual. Das novas vedetas não retirei qualquer nota positiva. Valeu-nos Fabiano que esteve muito bem. Os laterais não conseguiram subir, os alas não romperam e o Saint Etienne foi demasiado forte para este FCP. Muita disponibilidade física, muita entreajuda e um contragolpe sempre muito bem ensaiado pelos franceses que nos criaram muitos apuros. Saí algo desiludido, nomeadamente pela segunda-parte que foi muito fraca. Maicon foi uma boa surpresa.
Por momentos, jogámos com três centrais e foi a confusão total. Gostaria que o FCP tivesse mostrado mais competência e que os novos recrutas me entusiasmassem. Mas, não foi assim que aconteceu.
As expectativas estão, agora, em linha com o nível deste ensaio. Não dá para cantar loas, não serve para anunciar o funeral. Mas, a tarefa vai ser dura. Não valia a pena assobiar. Mas, os adeptos que encheram o Dragão mereciam mais. Mas, atenção, os franceses jogaram muito bem e aparentemente estão num estádio superior da preparação.
A CL segue dentro de algumas semanas. Ainda não desisti de ter esperança que a coisa corra bem. Mas a equipa tem de melhorar muito. Menos conversa e mais trabalho, recomenda-se.
