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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Golpes de autoridade

Rival directo por um dos títulos mais importantes do ano superado? Check.
Triunfo fora sobre uma das equipas que melhor joga em Portugal e que ainda não tinha caído em casa desde Agosto? Check.
Utilização de vários jogadores habitualmente suplentes descansando titulares? Check.
Demonstração constante de superioridade colectiva e individual? Check.

Em pouco mais de uma semana, depois de um ciclo normal de maior desgaste, dúvidas e alguns tropeções absolutamente naturais, o FC Porto de Sérgio Conceição decidiu dar um par de golpes na mesa nas duas competições que realmente interessam este ano e contra rivais e contextos que exigiram sempre a melhor versão deste projecto. 
É certo que Janeiro tinha sido um mês problemático - especialmente tendo em conta o feito nos meses anteriores - tanto no desgaste colectivo da ideia de jogo, no cansaço individual que inevitavelmente produziu uma quebra de produção de jogo e de golos, o que gerou alguns sustos e tropeções. Chegar ao intervalo a perder em Estoril (uma equipa que vai de menos a mais), empatar em Moreira de Cónegos, cair nas meias-finais da Taça da Liga e sofrer na primeira parte contra o Vitória de Guimarães foram sintomas claros de uma realidade absoluta. Ninguém joga bem ou ao mesmo nível dez meses de temporada e tarde ou cedo qualquer equipa sofre uma sequência de maus resultados. Que essa sequência não tenha resultado sequer em nenhuma derrota - o FC Porto continua, 30 jogos depois, invicto em competições nacionais, algo que não se via desde 2003/04 - e que no final da mesma a equipa continue na liderança isolada do campeonato (com menos 45 minutos por disputar, ou 3 pontos a menos do devido, segundo se olhe) e esteja na frente na luta por um lugar da final da Taça de Portugal é elucidativo. Todas as crises fossem assim.

 O certo é que as sensações estavam a dar asas aos rivais a anunciar uma crise que, lamentavelmente para eles, não chega. Entre um título caído do céu para um e uma recuperação nada milagrosa tendo em conta as ajudas habituais recebidas de outro, parecia que 2018 estava a ser um inicio de ano para esquecer para o Dragão e era necessário mudar percepções, sobretudo entre os adeptos mais duvidosos porque o grupo de trabalho e o treinador parecem estar bastante convencidos do seu potencial, prova da solidez de discurso e mentalidade oferecida. Tentaram fazer da discussão de Soares com Conceição uma crise, inventando noticias sobre uma venda apressada para a China e um problema de balneário e como respondeu o grupo e os protagonistas? Três golos em dois jogos. 
Festejaram a lesão de Danilo Pereira, timoneiro fundamental desta equipa e deste modelo de jogo, anunciando uma hecatombe competitiva e o que respondeu o grupo, o treinador e o seu sucessor em campo, Sérgio Oliveira? Com uma versão igual de omnipresencia e garra que ajudou a solucionar dois jogos problemáticos com solvência.
Brahimi estava cansado, Aboubakar estava a meias com uma lesão, Marcano estava lesionado (e uma vez mais, de fora, tentaram transformar um problema físico numa vendetta pela mais do que provável não renovação do espanhol) e, ainda assim, cada qual que ocupou o seu lugar mostrou estar à altura e a equipa nunca deu sinais de ressentir-se. Num grupo manifestamente pequeno - ainda que ampliado com mais três opções que, como era previsivel, vão ter muito trabalho para entrar na dinâmica que já existe - todos deram um passo em frente sem excepção. Maxi Pereira rendeu bem o melhor lateral direito português num campo dificil como o de Chaves. Soares voltou a mostrar porque a sua contratação há um ano manteve durante tanto tempo o incompetente NES na corrida pelo título. Sérgio Oliveira mostrou pela primeira vez na sua carreira uma solvência física, liderança e qualidade que muitos suspeitavam que nunca tinha existido. E ainda que em menor nível, Corona e Otavinho deram oxigénio a um ataque necessitado de outras opções mais além do génio de Brahimi.



Conceição soube fazer uma gestão humana exemplar num periodo complicado - de entradas, saídas e dúvidas - e essa gestão em minutos de jogo ofereceu também variações a um modelo que os rivais já conhecem de memória mas que, em muitos casos, continuam sem saber contrariar. Soares é um jogador diferente de Aboubakar, ataca as jogadas de um modo distinto e isso engana defesas habituadas a procurar o contacto físico com o camaronês e a negar-lhe o espaço para impor o seu jogo. Oliveira é menos físico do que Danilo mas a forma como conectou com Herrera, que está a fazer, depois de tantas dúvidas geradas, um ano excepcional, permitiu ao meio campo recuperar frescura, ideias e alternativas no momento de posse. Mesmo no eixo da defesa, que por falta de opções e lesões tem sofrido mais alterações do que seria de esperar, a coesão mantém-se e o Porto está sem sofrer golos há vários jogos a que ajuda também ao facto de que José Sá estar a ganhar confiança a cada jogo que faz e sai da sombra de Iker Casillas. Tudo apostas arriscadas em cada momento, tudo apostas ganhas por Conceição que até tem visto recompensada a sua insistência em fazer jogar sempre Marega que, por todos os seus mil e um defeitos, sempre acaba por gerar perigo e ocasiões de golo. 

O certo é que bater - e superar, outra vez - o Sporting na primeira mão da meia-final da Taça (depois de dois jogos de manifesta superioridade em jogo mas sem golo) foi uma mensagem importante a todos os niveis. Demonstrou que, por muito investimento e discurso, o Sporting de Jesus continua a jogar com medo do Porto de Conceição, e que os azuis-e-brancos são superiores, jogadores por jogadores, linha por linha, aos leões. Depois de cair com manifesto azar na Taça da Liga era importante dar um golpe emocional antes do duplo confronto que ainda falta e, sobretudo, face ao presente barulhento do clube lisboeta destabilizar com mais uma prova de superioridade real. Em Chaves, onde um grande treinador como Luis Castro montou uma excelente equipa que ainda não tinha perdido em casa e aspirava (e aspira) a lugares europeus, com várias mudanças mas uma fome de bola há muito não vista, a equipa soube ser sólida, concisa e fazer aquilo que tinha sido incapaz em Janeiro, atacar e decidir cedo o jogo com golos e superioridade. Duas formas diferentes de mostrar que este Porto não se deixa amedrontar ou assustar por nada e que continua inequivocamente a ser a melhor equipa a jogar futebol em Portugal. Antes de um duelo que apetece, muito, mas que não deve distrair dos objectivos reais e factíveis que são os dois títulos nacionais em disputa, é bom saber que o Porto que muitos davam por cansado e em crise está bem vivo e com a mesma fome e autoridade de sempre.

domingo, 6 de novembro de 2016

O quarto pilar: não estragar o que está bem

Existe alguma lei que obrigue um treinador a mexer na equipa quando as coisas até nem estão mal?
Hoje era dia para se fazer as substituições apenas nos últimos minutos. Nunca antes do minuto 85. E porquê? Porque, para além de vir de uma grande primeira parte, a equipa não parecia sofrer do habitual cansaço e, ainda mais importante, seguem-se agora duas longas semanas de pausa.
Nada, mas mesmo nada, obrigava a mexer tão cedo. Caramba, hoje até o Casillas estava seguro!
Ficar a jogar com 5 médios (4-5-1?) para quê, exactamente?


Então é assim, Nuno:

1 - Com a troca de Corona por Rúben Neves, conseguiste acabar com qualquer possibilidade de chegarmos aos 2-0. Sendo que o jovem português, mais uma vez, não veio acrescentar nada. Nem sequer uma hipotética maior segurança defensiva. Bem pelo contrário.

2 - Com a saída de Oliver, retiraste de campo o médio que melhor segura a bola.

3 - Com a entrada de Herrera, para além de ser uma aberração por si só, ofereceste, numa bandeja dourada, os últimos 8 minutos (3+5) ao adversário. Foi o derradeiro convite ao slb: "Fiquem com a posse de bola total e venham para cima de nós, que o FCP abdica de qualquer pretensão atacante".
Como brinde, quem saiu (Jota) foi precisamente aquele que mais falta iria fazer na frente...

Pela enésima vez, um treinador do FCP não sabe que a melhor forma de defender um resultado é esticando o jogo para que o adversário continue o mais longe possível da nossa baliza.
Quem seria o jogador ideal para isso? Brahimi, claro está. Se não entra num jogo destes, que clama por alguém que segure a bola, quando entrará então?

Bem, mas isto mesmo já tinha sido dito em relação ao Depoitre e ao jogo de Setúbal. Nada de novo, portanto. Trata-se mesmo uma questão de não querer aprender com os erros passados. Ponto

Vamos assim no terceiro jogo caseiro em que NES opta por recuar linhas, e apenas defender, logo após se colocar em vantagem no marcador.
Demo-nos mal contra o Copenhaga e slb. E contra o Brugge só não sucedeu o mesmo porque Casillas defendeu um lance de golo praticamente certo.

Terá NES perdão de uma próxima vez que repetir a gracinha?

sábado, 29 de outubro de 2016

Assim dói...


Tantas e tantas vezes terá o FCP jogado pior do que hoje em Setúbal e vencido...

Foi pena. A equipa estava a crescer e principalmente a ganhar confiança, que é precisamente aquilo que o nosso adversário maior tem para dar e vender, fruto não só do seu próprio trabalho mas, e talvez principalmente, da tranquilidade de saber que nunca será prejudicado por uma arbitragem.

Já o nosso FCP, pelo contrário, voltou a ver o seu caminho dificultado por uma mistura de erros próprios e alheios.
Óliver, autor de uma péssima exibição esta noite, deveria ter tocado para André Silva naquela que foi a maior oportunidade de toda a partida. E também aquele (muito) jovem árbitro que alguém, lá em cima, achou que estaria a altura de um jogo tão importante, errou ao não assinalar grande penalidade, a 5 minutos do fim, num toque sobre o pé esquerdo de Otávio. Não terá sido como muita intensidade mas não existem "meios-penalties": estes ou o são ou não.

Porém, como esta semana Pinto da Costa surpreendeu-nos a todos ao afirmar que devemos calarmo-nos sobre o "caso dos vouchers", pois "são coisas que não ajudam o futebol", o melhor mesmo é esperar para ver a reacção oficial do nosso clube pelos seus meios habituais: facebook e afins.

Há melhorias indesmentíveis em relação ao início da época, quanto mais não seja na vertente defensiva (quarto jogo sem sofrer golos) mas também é verdade que NES errou hoje nos seguintes aspectos:

- Corona, tendo jogado bem na última partida e estando recuperado, devia ter sido titular.
Se a ideia era fazer regressar Otávio, então só poderia ser Herrera a sair;

- Diogo Jota estava a ser o elemento mais perigoso e deveria ter ficado em campo para os últimos minutos do tudo ou nada;

- Rúben Neves nunca deveria ter entrado. Se não é opção para os jogos mais fáceis, não era num jogo a "queimar" que iria fazer a diferença.

E eis-nos numa situação muito semelhante a de há duas épocas: na próxima jornada teremos um jogo já absolutamente decisivo e ainda o campeonato vai no seu início.
Se não ganharmos ao slb no Domingo, ficaremos numa posição delicadíssima.
Se perdermos, então a liga fica mesmo praticamente arrumada.

O nosso adversário directo já nem saberá muito bem como ganha toda e qualquer partida disputada em Portugal, tal a anormal facilidade com que o faz. Um dia isto vai terminar pois, face ao plantel que possui, a situação presente não tem qualquer lógica.

Também Mourinho ganhava tudo e mais alguma, até que um dia deixou de saber vencer mesmo quando o merecia...


domingo, 18 de setembro de 2016

Não "Somos Porto" nem somos nada


E ao fim de oito jogos oficiais, eis que NES já experimentou praticamente todas as combinações possíveis de jogadores. Qualquer uma delas sem grandes resultados.
Ele anda completamente confuso e o caso não é para menos.

Mais uma primeira parte em que ninguém se irritou muito com a completa falta de oportunidades de golo para tanto domínio. O treinador só dá murros nos minutos finais. E o que verdadeiramente falta são murros na mesa pois a mobília não tem culpa alguma.
Voltamos à posse de bola com números de ordem de grandeza Lopeteguiana e isso nunca pode ser um bom sinal.
Alguém faz a mínima ideia qual o sistema favorito de NES? E qual o seu trio de meio-campo preferido? Ou esquecem tudo isso e teremos antes um meio-campo a 4?
Não se preocupem, pois ele hoje saberá tanto quanto cada um de nós.

Teremos, agora, um Adrian Lopez, que saltita entre a bancada e o terreno de jogo, certamente como titular na próxima sexta-feira. É que no FCP actual basta um bom cabeceamento...
Depoitre voltará a não servir e irá, novamente, para o banco. Corona e Óliver (que ninguém tem a mínima ideia por que não foram hoje titulares) farão o caminho inverso. É apenas mais uma experiência, a enésima. E não levem a coisa tão a sério, pois daqui a uns dois jogos tudo isto será revertível.

Meus amigos, já nada disto resulta pois a cultura de vitória há muito se foi.

A única táctica que efectivamente resta é chegar à sala de imprensa e dizer que no próximo jogo é que vai ser. E há sempre uma próxima partida, não é? Porto é que já não.

domingo, 28 de agosto de 2016

Quem eram estes tipos de amarelo?


Foram precisos 100 anos de clássicos para alguém, certamente mais inteligente que  o comum dos mortais, concluir que o verde às riscas horizontais se confunde com o azul às riscas verticais.
E eis, então, que uma equipa, ridiculamente vestida de amarelo, se apresentou em Alvalade para escurecer ainda mais o nosso futuro.

E vão 3 derrotas consecutivas contra o scp de Jesus. Em nenhuma delas eles tiveram sequer que se esforçar muito.

Dinâmica? Rotinas de jogo? Para NES, afinal, bastam 2 treinos e já está.
Óliver saiu há apenas um ano e três meses do nosso clube mas, deste "11" de hoje, só tinha jogado com 2: Marcano e Herrera. Sintomático.

E por falar nele, eis que também tivemos direito ao Marcano habitual: o "central" que tudo deita a perder nos jogos a doer.

O scp, sabedor da sua importância decisiva, aproveitou Slimani até ao último segundo, não querendo saber de possíveis lesões ou estados de espíritos.
Já o FCP acha por bem poupar Brahimi, para que este chegue bem fresquinho ao seu próximo clube.

Também ao fresco, já em terceiro lugar, eis o FCP após apenas 3 jogos disputados.


domingo, 26 de abril de 2015

A táctica do autocarro... em casa!

No longo historial de desafios entre o SL Benfica e o FC Porto, nos 80 jogos anteriores (ao de hoje) para o campeonato, que foram disputados em Lisboa, o saldo, naturalmente, era (e continua ser) muito favorável aos encarnados:
- Vitórias SL Benfica: 42 (52%)
- Empates: 24 (30%)
- Vitórias FC Porto: 14 (18%)
- Vitórias do FC Porto por mais de um golo: 1

E no presente?
Há várias semanas que ouvimos jornalistas, comentadores e adeptos dizerem que, em casa, este SLB é uma equipa muito forte.

E, de facto, os números sustentavam essa tese. Esta época, nos 14 jogos anteriores disputados em casa, o saldo do SL Benfica era o seguinte:
- Vitórias: 13
- Empates: 1
- Derrotas: 0
- Golos marcados: 40
- Golos sofridos: 4

E o FC Porto?
Bem, na passada terça-feira, o FC Porto jogou na Alemanha, contra a melhor equipa do Mundo, e saiu de Munique vergado ao peso de uma goleada.
Ou seja, perante um calendário pouco favorável (é preciso ter “sorte” para jogar fora, em Munique e na Luz, num espaço de poucos dias…), a equipa do FC Porto chegou ao “jogo do título” fisicamente desgastada e emocionalmente esgotada.

Perante um cenário destes, jogando em casa, com o Estádio da Luz completamente cheio, o que fez Jorge Jesus?
Aproveitou o colinho das 29 jornadas anteriores e uma conjuntura muito favorável para a sua equipa?


Aproveitou a fragilidade do adversário para vir para cima do FC Porto, dominar o jogo, encostar os azuis-e-brancos às cordas e dar o golpe de misericórdia a um Dragão ferido?
Não, nem pensar.

A equipa liderada por Jorge Jesus jogou de forma cínica, com uma táctica parecida à que tinha utilizado no Estádio do Dragão, uma táctica de equipa pequena, cujo principal (único?) objectivo era não deixar a equipa adversária jogar.
Não é exagero dizer-se que, neste jogo, o “mestre da táctica” começou o jogo com um “autocarro” e terminou com dois “autocarros”. E com os jogadores encarnados a queimarem tempo…
Ao menos, o Mourinho, quando leva o “autocarro” é para os jogos fora de casa…

Na primeira parte, quantas vezes é que os jogadores encarnados entraram na área do FC Porto, em lances de bola corrida?
Quantas vezes é que os médios do SLB passaram do meio-campo?
Nos primeiros 45 minutos, o criativo Gaitán (o melhor jogador do SLB), destacou-se mais a construir jogadas ofensivas, ou a vir atrás, em ajudas defensivas?

Aliás, basta verificar a que minuto o SLB fez o 1º remate à baliza do Helton e olhar para as substituições feitas pelos dois treinadores, para se perceber qual era o objectivo de cada um deles.

O SLB terminou o jogo em branco (2206 dias depois, os encarnados voltaram a ficar a zero num encontro em casa para o campeonato), com 8 jogadores de perfil defensivo - Júlio César, Maxi, Luisão, Jardel, Eliseu, Samaris, André Almeida e Fejsa - e apenas três jogadores supostamente ofensivos - Ola John, Gaitán e Lima - mas cujo principal objectivo era também defender.

Perante uma equipa encarnada que, mesmo a jogar em casa, perante os seus adeptos, teve como prioridade, desde o minuto inicial, defender, não deixar jogar, defender, não deixar jogar, defender, não deixar jogar… o FC Porto poderia ter feito melhor?
Sim, apesar de tudo, podia.

Faltou frescura física e um maior dinamismo para sair da teia de aranha montada por Jorge Jesus.

Faltou um Brahimi em melhor forma. O Brahimi pós-CAN não é o mesmo que encantou os portistas (e não só) até Dezembro.

Faltou Tello. Conforme se previa, um jogador com as características de Tello fez (faz) muita falta e as bolas em profundidade, nas costas da "Linha Maginot" encarnada, raramente saíram bem.

Faltou marcar primeiro. Jackson falhou o golo que teria colocado o FC Porto em vantagem no marcador e obrigado (?) Jorge Jesus a mudar de táctica.

O FC Porto já demonstrou, várias vezes, que é melhor que o pré-definido e futuro vencedor do campeonato mais fraudulento de que há memória.
E hoje voltou a fazê-lo, indo a casa do rival mostrar que é uma equipa grande e jogando como tal.


Por isso, e apesar do treinador, dos jogadores e dos adeptos terem saído desiludidos do Estádio do Luz, por "apenas" regressarem ao Porto com um empate, eu acho que a forma como este desafio foi disputado e a atitude dominadora evidenciada ao longo do jogo, foi a 1ª vitória da próxima época para esta equipa.



P.S. Há quem tenha memória curta (mesmo entre os portistas) e já se tenha esquecido dos inúmeros casos de arbitragem que mancharam este campeonato. Mas eu não me esqueço e não fossem os muitos pontos que o SLB deve a “erros” de arbitragem e tenho a certeza que o jogo de hoje teria tido outra história. Pelo menos, não haveria “autocarros” porque, seguramente, o empate seria um resultado que não serviria os interesses matemáticos de Jorge Jesus.

P.S.2 E por falar em memória curta… Na época passada, o FC Porto foi ao estádio da Luz perder 0-2 para o campeonato e perder 1-3 para a Taça de Portugal (num desafio em que o SLB jogou com menos um desde o minuto 28). Esta época, o FC Porto saiu do estádio da Luz com um empate e com Jorge Jesus, à rasca, a trocar Talisca por Fejsa e Pizzi por André Almeida. Sem estar tudo bem, longe disso, penso que estamos no caminho certo.

E hoje?



Não estaremos muito confiantes e a condição física não estará em alta e isso poderá ter um efeito decisivo, hoje e no próximo futuro. O FCP tem tido jogos de altíssima intensidade. E nalguns deles com exibições de excelência. Não sei como a rapaziada está, mas sinto que estão cansados, seguramente.  E também sei que essa condição física se intromete na condição anímica dos atletas e muito menos o seu contrário. Entretanto, o SLB tem tido umas férias activas nestas últimas jornadas. Não é campeão (já) porque também treme, apesar de todos colinhos que o aconchegam. Repito-me: o FCP tem um plantel relativamente curto para uma larga presença na CL e no miolo falta um 6 e o Quintero que tem decepcionado. Ainda no meio campo, que considero o sector mais deficitário, para além dos mais utilizados, sobram o Rúben e o Evandro, o primeiro ainda em fase de crescimento e que entrou muito bem em Munique; o outro não me encanta: ser certinho no FCP não chega para a titularidade. Brahimi está no limite e Casemiro deve andar por perto. Nem falo do Fabiano que é um guarda-redes de engate. Acho que em todos os jogos até agora realizados nem uma boa exibição para mais tarde recordar. Lopetegui tem uma missão complicada. Obviamente, não estou optimista, mas se tivéssemos perdido com o Bayern nas grandes penalidades, sentiria exactamente o mesmo. Percebo o enfoque na CL: o nosso treinador “apostou tudo numa forte presença na Europa” ao sabor do que as diferentes competições iam oferecendo ou não. Fica o prémio das receitas (que não é despiciendo) e por aí nos devemos ficar em ganhos, por esta época. Mas a luta contra as tendências hegemónicas do SLB e de Lisboa, obriga-nos a ser mais fortes cá dentro. Esse balanço desportivo tem de ser gerido com acuidade.



Todas essas figuras do SLB que andam por aí a perorar, estão cheias de medo, porque não vencer um FCP “fraco e mortalmente fragilizado” seria quase insuportável. E ao JJ não resta outra alternativa que dar uma cabazada ao FCP. Tanto mais que é um sábio da táctica e o autor do pragmatismo estratégico do jogo da bola. Espero que nos apresentemos lúcidos, “sem vergonha na cara”, atrevidos e a equipa ciente do que fez e do que deveria ter feito com o Bayern. Esta é mais uma conversa da treta: nestas coisas da bola, prognósticos só no fim do jogo e … do campeonato. Ainda falta muito, até lá. Hoje, apenas sei que, aconteça o que acontecer, continuarei a ser do FCP com o mesmo entusiasmo de sempre.
   

sábado, 25 de abril de 2015

Um jogo de Champions

Bilhetes para os adeptos da equipa visitante
Na passada terça-feira, o FC Porto anunciou que os bilhetes para o SL Benfica x FC Porto (Liga NOS, 30ª Jornada), seriam colocados à venda no dia seguinte (dia 22 de Abril), na bilheteira nascente do Estádio do Dragão, em exclusivo para detentores de Lugar anual, mediante a apresentação do respectivo cartão de sócio.
Os ingressos, ao "módico" valor de 25 euros cada, esgotaram em poucas horas.


Lotação esgotada
Na passada quarta-feira, foram colocados à venda, na bilheteira do Estádio da Luz, os últimos 500 ingressos disponíveis.
Pouco tempo depois, o SL Benfica anunciou que já não havia bilhetes para o clássico do próximo domingo.


Receitas directas e indirectas
De acordo com um estudo realizado pelo Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM), o SL Benfica x FC Porto vai gerar um volume de receitas de 23 milhões de euros.
Dos valores apurados, “três milhões resultam de receitas diretas, como bilheteira, transmissão televisiva, negócios de segurança, vigilância, hospitalidade, ações promocionais e restauração no estádio”, explicou Daniel Sá, diretor do IPAM Porto.
No que se refere às receitas indiretas, nas quais são contabilizados aspectos como deslocações ao estádio, consumos em casa e na restauração, apostas e publicidade, o estudo prevê que sejam geradas receitas de “20 milhões de euros, que representam 87% do impacto global”.
O estudo de impacto económico feito pelo IPAM, refere que as receitas indiretas “ultrapassam em muito o que é habitual no futebol português”.


Transmissão televisiva e subscritores
De acordo com uma notícia do Record, «o encontro entre o Benfica e o FC Porto, no domingo, às 17 horas, vai poder ser visto em 135 países, através da transmissão do clássico».
Mais. Ao que Record apurou junto do SL Benfica, «o número de assinaturas tem subido nos últimos dias, uma situação considerada normal pelos encarnados e que já havia acontecido na temporada passada, antes de encontros importantes».


O jogo é para o “pobre” campeonato português que, como todos sabemos, tem imensos jogos “interessantíssimos”... com menos de 1000 espectadores!

Mas estes clássicos, entre os “grandes” de Portugal e, particularmente, entre os maiores clubes do Porto e de Lisboa, são jogos com uma atractividade especial e que despertam um interesse muitíssimo acima do normal.


E isso reflecte-se em tudo.
- Na lotação dos estádios esgotada (sem ser necessário fazer campanhas de promoção ou mesmo oferecer bilhetes);
- Num maior incentivo à compra de lugares anuais por parte dos associados;
- Em valores recorde da receita de bilheteira;
- Em publicidade e patrocínios específicos que os clubes angariam para estes jogos;
- No aumento do número de subscritores do canal que transmite o jogo (as subscrições são válidas por um mês);
- No número de países para onde o jogo é transmitido (em directo ou diferido);
- No aumento significativo da audiência televisiva (em Portugal e no estrangeiro);
- No número de jornalistas (incluindo alguns estrangeiros) creditados para cobrir o jogo;
- Etc.

Não sendo um jogo dos quartos-de-final da UEFA Champions League é o jogo entre dois clubes portugueses que, em termos de visibilidade (cobertura mediática) e receitas, mais se aproxima de um jogo da Champions.

No interesse dos adeptos e dos clubes, precisávamos de mais jogos destes, ou parecidos com estes, entre equipas portuguesas.

sábado, 28 de março de 2015

Estofo de campeão!?



Embora me custe, confesso que não tenho estofo de campeão. Enquanto cidadão/atleta, falhava com frequência um golo fácil e metia outros de complexa realização, que enchia de inveja, colegas e adversários, pela elegância dos movimentos. No basquete, falhava com a mesma facilidade bolas debaixo do cesto, quase tanto como acertava de três pontos e, quando venci alguns jogos assim, atingi os “pontos mais altos da minha carreira”. Obviamente, que ao sucesso destes feitos está associada a menor ansiedade do cidadão/atleta em função do julgamento público ser muito mais benevolente em situações complicadas. Ou seja: tremia muito mais quando a responsabilidade do sucesso do movimento me cabia por inteiro. Como adpeto, sigo o mesmo rumo: acredito na vitória do FCP depois de alcançada a vantagem de três golos e já com uma boa parte do tempo do jogo realizado. Antes dos confrontos, prevejo uma série de ameaças prontas a explodir e a prejudicar os meus intentos. Tenho medo do inesperado e na dúvida, duvido. Até já pensei em fazer como o meu Pai que vestia a mesma roupa (e outras que foi fazendo sempre iguais) para puxar a sorte para o seu lado. Como se constata, é um problema de família, esta falta de estofo.
Dei por mim a pensar nestas coisas, quando assistia, cheio de gozo, ao Barça/Real Madrid. Desfrutei do jogo intensamente e vivi com entusiasmo todas peripécias que ocorreram durante os 90 minutos. Embora tenha havido vencido e vencedores, considerei que ambos estiveram perfeitos (inclui os erros cometidos) na excelência do espectáculo apresentado. Nem fiz acusações, nem me atreveria a considerar que os derrotados o tinham sido por manifesta falta de estofo de campeões, no seguimento do esbanjamento, em jornadas anteriores, do pecúlio que tinham amealhado. O espectáculo valeu pelo  todo, e nesse mérito colaboraram ambas as equipas, por igual.

No jogo entre o Nacional e o FCP, não gozei nem um bocadinho o jogo, culpei todo o mundo pela desgraça final (e o treinador por maioria de razão), dormi mal, acordei cedo e zangado com a vida. Apesar desse desassossego, nem por uma vez pensei que tínhamos realizado uma exibição vergonhosa ou que os atletas (e o treinador) não tinham estofo de campeões. É provável que estivessem ansiosos e manifestassem cansaço, mas isso não é próprio da natureza humana? E não é mais atendível quando as grandes decisões são tomadas pelos jogadores de forma quase instantânea? Não fomos, assim, campeões ao minuto 92? Gosto muito do FCP, mas ainda não aprendi (e não vou aprender) a viver de bem com o jogo antes da vantagem de três golos para o nosso lado e aceitar uma derrota com naturalidade. Das sentenças, procuro libertar-me o que ocorre naturalmente ao fim de gozar um nojo de 72 horas. Acho que o treinador é bom, esta equipa é boa e não é por morrer uma andorinha que acaba a primavera. A equipa do FCP tem muitos campeões, recomenda-se e merece todo o apoio dos sócios e adeptos.

domingo, 25 de janeiro de 2015

100% culpa própria

Lopetegui no final do Marítimo x FC Porto

Hoje, no Funchal, jogando os últimos 15 minutos em superioridade numérica, o FC Porto perdeu com o Marítimo (1-0) e foi incapaz de sequer marcar UM golo a uma equipa banal que, há apenas uma semana atrás, perdeu 0-4 com o SL Benfica no mesmo estádio.

E, desta vez, nem sequer há a desculpa da arbitragem.

Hoje, a equipa do FC Porto teve 10 cantos a seu favor e N livres perto da área do Marítimo mas, mais uma vez, veio ao de cima a enorme incapacidade desta equipa nos lances de bola parada.

Hoje, a equipa azul-e-branca fez mais de duas dezenas de remates, mas quantos foram enquadrados com a baliza? Quantos foram remates dignos desse nome?
Em termos de remates, o que mais se viu foram pontapés disparatados ou remates à figura do guarda-redes do Marítimo, alguns dos quais mais pareciam passes.

Justificar a incapacidade da equipa nas bolas paradas e toda esta ineficácia com o "azar", com o estado do relvado ou dizendo que isto é futebol, parece-me francamente curto.

O "azar", este tipo de "azar", resolve-se com competência, do treinador e dos jogadores.

E, por falar em competência, o que dizer de uma dupla de defesas centrais, que permite ao "poderoso" ataque do Marítimo marcar um golo (na única oportunidade criada), após dois toques na área portista? Aliás, em vez de dar a entender que a derrota do FC Porto se deveu ao aleatório do futebol, talvez fosse melhor Lopetegui rever o posicionamento e a movimentação de toda a defesa portista no lance do golo do Marítimo.

E, por falar em competência, Tello voltou a falhar um golo cantado, num lance em que estava completamente isolado. Depois de Alvalade e de Braga (para a Taça da Liga) esta foi a terceira vez que Tello falhou uma oportunidade flagrante que, a ser concretizada, poderia ter ajudado o FC Porto a ganhar três jogos que empatou ou perdeu.
Não acredito que o Barça queira Tello de volta mas, se assim for, este Tello, o Tello que temos visto no FC Porto, não irá deixar saudades.

Previsivelmente, o FC Porto irá ficar a 9 pontos do SL Benfica (que, na prática, serão 10). A confirmar-se tamanha distância do 1º lugar, isso significa que, pelo segundo ano consecutivo, o FC Porto diz adeus ao título a meio do campeonato. Não há palavras...

sábado, 17 de janeiro de 2015

O DEVE e o HAVER das arbitragens

O caso (fonte: Tempo Extra, 13-01-2015)

Após as primeiras 10 jornadas deste campeonato, publiquei um artigo sobre a Liga Real e a Liga Mentirosa.

Nessa altura, de acordo com um jornalista desportivo insuspeito de ver os jogos com óculos azuis-e-brancos, (Rui Santos, ex-jornalista de A BOLA onde, durante 26 anos, ocupou diversos lugares de chefia), o SL Benfica já tinha 4 pontos a mais e o FC Porto 4 pontos a menos, devido a erros de arbitragem com influência nos resultados dos respectivos jogos.

Dois meses depois, constata-se que a coisa piorou e, sempre que necessário, lá surgiu o andor que, seguramente, levará o SLB ao bi-campeonato.

Assim, após a 16ª jornada do campeonato, de acordo com o analista/comentador principal da SIC para assuntos relacionados com o futebol, o FC Porto continua a ter a “haver” 4 pontos que lhe foram “subtraídos” por erros de arbitragens

Liga Real 2014/15, 16ª Jornada - FC Porto (fonte: SIC Notícias)

… enquanto que o SL Benfica passou a “dever” 6 pontos à “ajuda” dos filiados da APAF que, semanalmente, são nomeados para os seus jogos pelo homem (Vítor Pereira), que Luís Filipe Vieira fez (faz!) questão de ver na presidência ao Conselho de Arbitragem da FPF.

Liga Real 2014/15, 16ª Jornada - SL Benfica (fonte: SIC Notícias)

Em resumo, de acordo com a análise feita jornada a jornada, por Rui Santos, ao impacto dos erros das arbitragens nos resultados dos jogos, a classificação do campeonato, após a 16ª Jornada, deveria ser a seguinte:

1º FC Porto: 41 pontos (em vez dos 37 pontos oficiais)
2º SL Benfica: 37 pontos (em vez dos 43 pontos oficiais)
3º Sporting: 34 pontos (em vez dos 33 pontos oficiais)


Alguém se lembra de outra época, em que as arbitragens tenham influenciado e adulterado, de um modo tão evidente, a classificação de um campeonato?

A tese de alguns (por exemplo, do jornalista/comentador Bruno Prata) de que, no final deste campeonato, haverá um equilíbrio entre os três grandes, no que diz respeito aos erros dos árbitros, não passa de wishful thinking.

Ou seja, como ninguém, minimamente sério, pode negar os factos que todos vêem (felizmente os jogos são transmitidos pela televisão!), vão-se fazendo previsões de que, um dia destes, os encarnados irão perder pontos devido a erros dos árbitros e que também há-de chegar o dia em que os azuis e brancos serão “compensados”, em relação aos “prejuízos acumulados”.

Pois, eu também acredito que isso irá acontecer. Talvez no dia de São Nunca, ao fim da tarde…

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

O campeonato está viciado?

 
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Podiam ganhar de forma limpa?
A Liga Real e a Liga Mentirosa

2ª Jornada

Boavista 0-1 Benfica
Árbitro: Marco Ferreira
Aos 83’ e na ressaca de um alívio da defesa benfiquista Brito remata de fora da área para um grande golo do Boavista. O árbitro anulou o lance, não se percebe se por fora-de-jogo se por falta atacante. O Benfica saiu beneficiado do jogo do Bessa.


4ª Jornada

V. Setúbal 0-5 Benfica
Árbitro: João Capela
Com o resultado em 0-1 o jogador sadino Giovani isola-se frente a Artur e acaba por marcar mas o lance é anulado por fora-de-jogo. Giovani tinha dois jogadores adversários a coloca-lo em jogo, erro grave da equipa de arbitragem.

V. Guimarães 1-1 FC Porto
Árbitro: Paulo Baptista
Aos 30’ Brahimi isola-se, corre para a grande área, e quando se prepara para rematar à baliza é puxado por um defesa do Guimarães, saindo frouxo o remate. Penalty por assinalar contra o Guimarães que o árbitro não sancionou.
Aos 72’ Brahimi desmarca-se pela esquerda e faz golo. Está perfeitamente em linha com o último defesa do Guimarães mas o árbitro anula o golo por indicação do fiscal de linha. O FC Porto sai prejudicado deste jogo devido a erros grosseiros da equipa de arbitragem.


5ª Jornada

FC Porto 0-0 Boavista
Árbitro: Jorge Ferreira
Aos 25’ Maicon tem uma entrada ríspida sobre um adversário à entrada do meio campo do FC Porto junto à linha lateral, justificando-se a amostragem de um cartão amarelo. O árbitro opta pelo… vermelho. O FC Porto acaba por jogar mais de uma hora com um jogador a menos. Durante a 2ª parte o árbitro acabou por ser complacente com as perdas de tempo dos jogadores axadrezados.

Benfica 3-1 Moreirense
Árbitro: Luís Ferreira
Com o resultado em 0-1 o árbitro mostra o 2º cartão amarelo e consequente vermelho a um defesa do Moreirense. Se esta falta por ele cometida poderá justificar sanção disciplinar, a falta que deu origem ao primeiro cartão amarelo nem por sombras. A jogar contra 10 o Benfica marcou 3 golos sendo o último apontado na sequência de uma grande penalidade marcada por falta inexistente sobre Lima.

6ª Jornada

Sporting 1-1 FC Porto
Árbitro: Olegário Benquerença
Aos 11’ o jogador Slimani, fora de si, agarra o defesa do FC Porto Martins Indi pelo pescoço e projecta-o violentamente para trás. Benquerença mostrou apenas um cartão amarelo ao enraivecido sportinguista…
Com o resultado em 1-1, aos 89’ Jackson remata de forma artística para a baliza e Maurício corta a bola com braço de forma ostensiva. Penalty por assinalar contra o Sporting e segundo amarelo e consequente expulsão a Maurício. O árbitro mandou seguir.



Estoril 2-3 Benfica
Árbitro: Vasco Santos
Aos 11’ Jardel salta por cima de Kléber atirando-o para o chão dentro da grande área dos vermelhos. Penalty por assinalar a favor do Estoril.
Aos 48’ Enzo Pérz comete falta dura sobre Kléber justificando-se a amostragem de um cartão amarelo, que seria o segundo e determinaria a sua expulsão. O árbitro nem falta assinalou.
Assim, depois de estar a vencer por 0-2 o Benfica acabou por permitir que o Estoril reduzisse e aos 53’ fizesse mesmo o 2-2 por Kléber. Claro que a partir daí qualquer falta daria cartão amarelo para os jogadores da casa (contrariamente ao que aconteceu com Enzo). Aos 66’ Cabrera viu o segundo amarelo e foi expulso devido a uma simulação do mesmo Enzo Pérez. O estorilista nem lhe tocou. Apenas 4 minutos volvidos, o Benfica marcou o golo da vitória por Lima.




9ª Jornada

Benfica 1-0 Rio Ave
Árbitro: Manuel Mota
Aos 68’ numa jogada de contra-ataque o Rio Ave chega ao empate por Esmael a passe de Wakaso. O golo é anulado por pretenso fora-de-jogo. Vê-se que no momento do passe o fiscal de linha está mais de 3 metros atrás do último defesa do Benfica e mesmo assim anula o golo. O jogador do Rio Ave está em linha, apesar de a Benfica TV, que transmitiu o jogo, ter colocado uma linha ligeiramente diagonal (e não paralela) em relação à linha da grande área para tentar iludir o espectador. Dois pontos “subtraídos” ao Rio Ave e dois pontos “dados” ao Benfica pela equipa de arbitragem (chefiada pelo “talhante benfiquista de Braga”).


10ª Jornada

Estoril 2-2 FC Porto
Árbitro: Artur Soares Dias
Já na época de 2013/2014 o FC Porto foi impossibilitado pela equipa de arbitragem de vencer na Amoreira. Nesta época a história repetiu-se. Com o resultado em 1-1 aos 55’ Danilo e Brahimi são derrubados consecutivamente na grande área estorilista. Penalty a dobrar que o árbitro não quis ver.

Nacional 1-2 Benfica
Árbitro: Bruno Paixão
Com o resultado em 1-1, aos 19’ e na sequência de um canto para o Benfica, a bola fica no meio da área, Luisão e Ghazal disputam a bola que sobra para Jonas que atira para o fundo das redes, no entanto está adiantado na altura do passe. O árbitro sancionou o golo.
Aos 69’ o jogador do Nacional Lucas João isola Marco Matias (que está 2 metros atrás do último defesa do Benfica) que faz o 2-2. Bruno Paixão anula o golo, numa decisão inacreditável. Os comentadores em directo aventam hipóteses: “terá sido por fora-de-jogo?” diziam uns, “ou terá sido pé-em-riste do jogador do Nacional?”. Nem uma nem outra, Paixão anulou o golo porque sim. Mais uma vitória com dedo dos árbitros.


Em 10 Jornadas o Benfica acabou por ser beneficiado em 6 sendo que, dessas 6, em 3 Jornadas os erros de arbitragem influenciaram decisivamente o resultado final das partidas. Já o FC Porto viu erros de arbitragem terem influência em 3 dos 10 jogos já realizados no campeonato.


O primeiro terço do campeonato está praticamente cumprido e as prestações da arbitragem marcam decisivamente a actual classificação: 1º Benfica 25, 2º Guimarães 23, 3º FC Porto 22.

A análise às prestações do Benfica desta época, se compararmos a Liga dos Campeões com o Campeonato, torna-se ainda mais confusa. Nesta fase de grupos da Liga dos Campeões o Benfica, em 5 jogos, conta com 1 vitória, 1 empate e 3 derrotas. Sofreu 6 golos e marcou apenas 2.
 

domingo, 16 de novembro de 2014

A Liga Real e a Liga Mentirosa

Após as primeiras 10 jornadas, a classificação do campeonato nacional, de acordo com Rui Santos (ex-jornalista de A BOLA e actual comentador da SIC, insuspeito de ter qualquer tipo de simpatia pelo FC Porto), deveria ser a seguinte:

Liga Real (fonte: "Tempo Extra", SIC)

Contudo, devido a isto…


… a classificação oficial, a classificação mentirosa é esta…

Campeonato, classificação à 10ª jornada (fonte: Maisfutebol)

Agora fechem os olhos e imaginem que tudo aquilo que se passou nestas 10 jornadas, esta autêntica escandaleira, tinha sido ao contrário, isto é, imaginem que estávamos a assistir a um campeonato em que, simultaneamente, o FC Porto estivesse a ser levado ao colo e o Sport Lisboa e APAF… perdão, o SL Benfica a ser sucessivamente prejudicado.

Conseguem imaginar?
Bem, eu sei que é difícil imaginar um cenário desses mas, seguramente, iríamos assistir a “semanas de luto”, a dezenas de programas sobre a “verdade desportiva”, a ameaças de queixa à UEFA, FIFA e ONU, a pedidos de audiência ao Ministro da tutela e o nível de cacofonia seria insuportável.

Contudo, como o prejudicado é o “clube lá do Norte” e quem tem sido levado ao colo é o clube do regime (o clube de todos os regimes!), não há qualquer problema. É futebol…



domingo, 6 de julho de 2014

Liga 2014/2015: o calendário do FC Porto

I Liga 2014/2015 - Calendário do FC Porto:
1ª jornada: Marítimo (C)
2ª jornada: Paços Ferreira (F)
3ª jornada: Moreirense (C)
4ª jornada: Vitória Guimarães (F)
5ª jornada: Boavista (C)
6ª jornada: Sporting (F)
7ª jornada: SC Braga (C)
8ª jornada: Arouca (F)
9ª jornada: Nacional (C)
10ª jornada: Estoril (F)
11ª jornada: Rio Ave (C)
12ª jornada: Académica (F)
13ª jornada: Benfica (C)
14ª jornada: Vitória Setúbal (C)
15ª jornada: Gil Vicente (F)
16ª jornada: Belenenses (C)
17ª jornada: Penafiel (F)

Algumas observações:

O FC Porto começa e termina o campeonato em casa.

Nas primeiras cinco jornadas, o FC Porto joga sempre num raio de 50 Km do Porto.

Em termos teóricos, o primeiro jogo de grau de dificuldade elevado surge apenas a 28 de Setembro, na 6ª jornada, quando o FC Porto se deslocar a Lisboa para defrontar o Sporting. Esperemos que os dragões entrem em Alvalade com 15 pontos e que, no final do jogo, continuem na liderança do campeonato.

Em termos teóricos, a 2ª volta não vai ser fácil. O FC Porto vai ter deslocações a: Madeira (Marítimo), Braga, Madeira (Nacional), Lisboa (Benfica), Setúbal, Lisboa (Belenenses).

Volta a haver um jogo entre dragões e águias na 30ª jornada mas, desta vez, ao contrário das épocas 2009/2010, 2012/2013 e 2013/2014, no campeonato 2014/2015 não vai haver um FC Porto x SLB na última ou penúltima jornada.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O ciclo de Paulo Fonseca

É um ciclo que se fecha. As coisas não correram da melhor forma, mas saio com a consciência de que dei sempre o meu melhor, de forma séria, dedicada e honesta. O futebol é mesmo isto e nem sempre as coisas correm como queremos ou idealizamos. O mais importante é o futuro do FC Porto e as partes chegaram à conclusão, de forma natural, que o melhor seria a minha saída.
Paulo Fonseca, em declarações ao www.fcporto.pt e Porto Canal


Não tenho qualquer dúvida que Paulo Fonseca deu o seu melhor e fez tudo o que estava o seu alcance para ter sucesso no FC Porto. Contudo, é inegável que as coisas correram mal, particularmente nas competições que são (eram) prioritárias: o campeonato nacional e a liga dos campeões.

Há várias formas de analisar os 248 dias de Paulo Fonseca no comando técnico do FC Porto. Uma delas, quiçá a mais relevante, é olhar para os resultados obtidos pela equipa por si orientada. Naturalmente, em todas as épocas há sempre alguns resultados negativos mas, infelizmente para Paulo Fonseca e para os adeptos portistas, a época 2013/2014 já está marcada por diversos números negros, alguns dos quais recordes negativos do historial do FC Porto.

O JOGO, 04-03-2014

00 vitórias em 4 jogos disputados no Estádio do Dragão para as competições europeias (3 jogos da fase de grupos da Liga dos Campeões e 1 jogo para os 1/16 avos da Liga Europa).

4 – 4 derrotas em apenas 21 jogos disputados para o campeonato nacional.

5 – 5 pontos conquistados em 18 possíveis na fase de grupos da Liga dos Campeões.

7 – 7 jogos consecutivos para as competições europeias (os sete mais recentes) sem uma única vitória (D-D-E-E-D-E-E) e sempre a sofrer golos (2, 1, 1, 1, 2, 2, 3).

7 – 7 situações de vantagens no marcador desperdiçadas pela equipa do FC Porto.

9 – 9 pontos de atraso para a liderança do campeonato à 21ª jornada.

22 – Ao 22º jogo, do histórico de confrontos para o campeonato entre o FC Porto e o Estoril (jogos disputados no Porto), os dragões perderam pela primeira vez na recepção aos canarinhos.

31 – 31 golos sofridos em 37 jogos oficiais disputados (16 em 21 jogos do Campeonato; 1 em 4 jogos da Taça Portugal; 2 em 3 jogos da Taça da Liga; 0 na Supertaça; 7 em 6 jogos da Liga dos Campeões; 5 em 2 jogos da Liga Europa).


54 – 54 jogos após um célebre Gil Vicente x FC Porto (17ª jornada da época 2011/2012), em que os dragões foram derrotados com a “preciosa ajuda” de uma arbitragem escandalosa de Bruno Paixão, o FC Porto voltou a ser derrotado para o campeonato, no dia 30 de Novembro de 2013.

68 – 68% de pontos conquistados em 21 jogos disputados para o campeonato nacional (43 pontos em 63 possíveis).

82 – 82 jogos depois (correspondentes a um período de 5 anos e quatro meses), no dia 23 de Fevereiro de 2014, o FC Porto voltou a perder um desafio para o campeonato no Estádio do Dragão.

O JOGO, 02-03-2014

Se é certo que o ciclo de Paulo Fonseca se fechou, importa agora olhar para o futuro, porque a época 2013/2014 ainda não terminou. De facto, até ao final desta época o FC Porto ainda terá de disputar, pelo menos, 14 jogos (9 para o campeonato, 2 para a Liga Europa, 2 para a Taça de Portugal e 1 para a Taça da Liga). São jogos para ganhar e, se não for possível ganhar, pelo menos que os jogadores honrem a camisola azul-e-branca e sejam uma equipa, uma equipa à Porto!

Ao longo de quase 40 anos a ver futebol, habituei-me a valorizar a qualidade, a competência e o trabalho (sim, no FC Porto a “sorte” deu sempre muito trabalho). Por isso, e embora não espere “milagres” por parte do novo treinador – Luís Castro –, importa salientar que o balanço final da época portista far-se-á em meados de Maio.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O desempenho do FC Porto à 17ª jornada...

Recuando até à época 2006/2007, quando o número de equipas na I Liga foi reduzido de 18 para 16 (para abrir caminho à Taça da Liga...) e o campeonato passou a ter 30 jornadas, o desempenho do FC Porto nas primeiras 17 jornadas tem sido o seguinte:

Primeiras 17 jornadas da época 2012/2013 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2011/2012 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2010/2011 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2009/2010 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2008/2009 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2007/2008 (fonte: zerozero)

Primeiras 17 jornadas da época 2006/2007 (fonte: zerozero)

Os números e as exibições (!) indicam que este FC Porto de Paulo Fonseca é uma das piores equipas (chamar ao que temos visto "equipa" é uma força de expressão) que o FC Porto teve neste século e, notoriamente, está num patamar qualitativo muito abaixo da EQUIPA organizada, compacta, pressionante e altamente competitiva que herdou de Vítor Pereira.



Não podendo comparar-se com o treinador que o antecedeu, os números dizem que, à 17ª jornada, o FC Porto de Paulo Fonseca está ao nível das equipas de Jesualdo nas épocas 2008/2009 e 2009/2010.

Claro que há o "pequeno pormenor" de Jesualdo ter sempre superado a fase de grupos da Liga dos Campeões e de, na época 2008/2009, ter mesmo chegado aos quartos-de-final da principal competição mundial de clubes, mas isso são outras contas, em que Paulo Fonseca também fica a perder (e por muito) nas comparações com os treinadores que o antecederam.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O slb de JJ contra o FCP

Jorge Jesus (JJ) vai na sua 5ª época como treinador do slb e não se pode dizer que, nas quatro épocas anteriores, se tenha superiorizado nos confrontos directos com o FC Porto, bem pelo contrário.
De facto, entre as épocas 2009/10 a 2012/13, descontando a Taça da Liga (que é, claramente, a competição menos importante do panorama futebolístico português) e também retirando destas contas a derrota dos encarnados na Supertaça e a eliminação nas meias-finais da Taça de Portugal, ambas na época 2010/2011, nos oito jogos para a principal competição nacional - o CAMPEONATO -, Jorge Jesus apenas venceu o FC Porto uma vez.

E, há que o lembrar, essa única vitória, pela margem mínima, foi manchada por episódios tristes.
Dentro do campo, na jogada do único golo do desafio, há um fora-de-jogo "quilométrico" de Urreta (comparado com este, o contestadíssimo fora-de-jogo de Maicon é uma brincadeira), que não foi assinalado.
Após o final do jogo, ocorreram os célebres incidentes envolvendo stewards do slb e jogadores do FC Porto, que motivaram a suspensão de Hulk e Sapunaru durante três meses.

Em resumo, em jogos para o campeonato, o saldo de Jorge Jesus era o seguinte:
- 1 vitória (por 1-0), no seu primeiro clássico contra o FC Porto;
- 2 empates e 5 derrotas, nos sete jogos seguintes.

Jogos para o campeonato entre o slb de JJ e o FC Porto (fonte: zerozero)

Mais. Nestes sete jogos para o campeonato (épocas 2009/10 a 2012/13), contra o slb de JJ, o FC Porto obteve um total de 19 golos e marcou sempre, pelo menos, dois golos por jogo!

No domingo passado, mais de quatro anos após a anterior e única derrota (para o campeonato) contra o slb de JJ, não foi apenas a exibição da equipa azul-e-branca que foi uma nulidade. O marcador, do lado dos andrades (a jogar desta forma nem sombra de dragões), também voltou a ficar a zero.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Homenagear é jogar à Porto

Durante muitos anos, as deslocações do FC Porto ao “inferno da Luz” terminavam, invariavelmente, em derrotas e houve mesmo longos períodos em que a equipa azul e branca não conseguiu vencer os encarnados no seu estádio. Foi o caso de 11 deslocações seguidas à Luz para o campeonato, no período entre 24-11-1963 e 04-11-1973, que se traduziram em 8 derrotas e 3 empates.

Em 1976, dois anos após a revolução de Abril, que mudou o país do ponto de vista político e social, iniciou-se um novo período no futebol português. Primeiro com o regresso de José Maria Pedroto ao comando do futebol portista (1976/77 a 1979/80; 1982/83 a 1983/84) e, principalmente, após a eleição de Pinto da Costa em 1982, assistiu-se à progressiva transformação do FC Porto no melhor clube português, quer a nível nacional, quer internacional.

Assim, se durante a “geração Eusébio” o FC Porto esteve 11 anos sem ganhar no estádio da Luz, nas últimas 11 deslocações ao “ninho da águia” para o campeonato, os dragões regressaram de Lisboa com 5 vitórias, 4 empates e apenas 2 derrotas.

Últimos 11 slb x FC Porto para o campeonato (fonte: zerozero)

Nestes 11 jogos, correspondentes ao período entre 04-03-2003 e 13-01-2013, a equipa do FC Porto deslocou-se à Luz sob o comando técnico de seis treinadores diferentes: José Mourinho (2 vezes), Victor Fernandez, Co Adriaanse, Jesualdo Ferreira (4 vezes), André Villas-Boas e Vítor Pereira (2 vezes).

E se é verdade que Co Adriaanse nunca ganhou na Luz (foi campeão nacional na época 2005/06 perdendo os dois jogos contra o slb!), todos os outros foram felizes no estádio da Luz.

Amanhã é a vez de Paulo Fonseca.

Apesar dos muitos sucessos nos últimos anos, uma deslocação a Lisboa, para um desafio no estádio dos encarnados, nunca é um jogo fácil. E esta deslocação tem a dificuldade adicional dos descarados apelos públicos de "vencer em nome de Eusébio" (espero que não influenciem o árbitro), integrados na campanha nacional de homenagens ao King.

Lá está, Eusébio é uma figura nacional, consensual, que une os portugueses e blá, blá, blá mas, mesmo depois de morto, aproveitam-se dessa figura nacional para apelar à vitória do seu clube de sempre - o SLB - e à consequente derrota do odiado clube do Norte - o FC Porto.

Como portista, portuense e português, espero que sim, que a equipa do FC Porto honre a memória de Eusébio e a melhor forma de o fazer é jogando como o fez nos últimos anos, jogando à Porto.