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domingo, 23 de fevereiro de 2020

Hugo Miguel e Bruno Esteves? Outra vez?!!

O árbitro internacional Hugo Miguel

Hoje à noite, a meio de uma eliminatória europeia e menos de 72 horas após o final do jogo na Alemanha contra o Bayer Leverkusen, o FC Porto recebe o Portimonense para 22ª jornada da Liga.

Ora, para um jogo em que o FCP poderá assumir a liderança do campeonato, com 2 pontos de avanço sobre o clube do regime, que árbitro foi nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol?
Hugo Miguel!
E quem vai ser o videoárbitro?
Bruno Esteves!!

Como?
Outra vez a dupla Hugo Miguel e Bruno Esteves para um jogo envolvendo uma das duas equipas que está a lutar pelo título?!!

Nos últimos meses, na sequência de “atuações memoráveis” destes dois senhores, o Diretor de Comunicação do FC Porto tem feito várias declarações públicas. Recordo algumas dessas intervenções:

1. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Rio Ave x Benfica, da época 2018/19:
“Alguns senhores árbitros decidiram entregar o título de campeão ao Benfica. Chamam-se João Pinheiro, Tiago Martins, Bruno Esteves, Luís Godinho, Bruno Paixão, Hugo Miguel, são os árbitros das três saídas do Benfica. Nestas três saídas, na Vila da Feira, em Braga e em Vila do Conde, houve nove lances de polémica, nove decisões polémicas. Foram todas decididas a favor do Benfica. Não há nestes três jogos um lance de dúvida que tenha sido em desfavor do Benfica.”
Francisco J. Marques, no programa ‘Universo Porto da Bancada’ de 14.05.2019

Tarja apresentada pelos SD, no FCP x Sporting da época passada

2. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Tondela x Benfica, da época 2019/20:
“O que aconteceu em Tondela não foi um erro de arbitragem. Foram dois ou três em benefício do Benfica, o principal aos 26 minutos em que, evidentemente, o Florentino deveria ter sido castigado com o cartão vermelho. É um lance que ultrapassa o que é um lance de amarelo. Houve mais dois ou três a seguir e mais uma vez o árbitro não interveio, ilibando Florentino de qualquer sanção que o tirasse do jogo mais cedo. Estamos perante uma série de erros de Hugo Miguel em benefício do Benfica.”
Francisco J. Marques, no programa ‘Universo Porto da Bancada’ de 29.10.2019

3. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Benfica x Famalicão (Taça Portugal), da época 2019/20:
«Pouco antes, foi a vez de Hugo Miguel e Bruno Esteves deixarem escapar esta agressão [de Gabriel sobre Fábio Martins] que deveria ter sido punida com cartão vermelho. E eis como dois jogos das meias-finais da Taça explicam bem o futebol português e a falta de vergonha de quem enche a boca com verdade desportiva»
Francisco J. Marques, no Twitter, 04.02.2020

4. Na sequência da arbitragem de Hugo Miguel no Benfica x SC Braga, da época 2019/20:
«Temos todos de admitir que o árbitro [Hugo Miguel], no campo, não se tenha apercebido da real dimensão do comportamento de Rúben Dias, mas o VAR não atuar só mesmo fingindo que não viu. Bruno Esteves a ser Bruno Esteves, demonstrando que não pode ser VAR e muito menos em jogos do Benfica»
Francisco J. Marques, no Twitter, 15.02.2020


Perante a nomeação da dupla Hugo Miguel e Bruno Esteves para o jogo de hoje, a conclusão é simples:
Quem faz as nomeações ignora o FCP ou, pelo menos, ignorou as várias queixas públicas que, de forma sustentada, têm vindo a ser feitas pelo Diretor de Comunicação do FC Porto.

Não chega denunciar. A Direção/Administração do FC Porto tem de fazer alguma coisa.

Vai haver eleições para a FPF e, independentemente do apoio público de Pinto da Costa à recandidatura de Fernando Gomes, os responsáveis do FC Porto não podem permitir que as mudanças sejam meramente de fachada, para que tudo fique na mesma.

Nomeadamente no Conselho de Arbitragem, terá de haver mudanças a sério, a começar por essa espécie de Ferreira Nunes II, o ex-árbitro que ficou conhecido por João “pode ser o joão” Ferreira.

De apito encarnado na mão, de que ri Hugo Miguel?

Não tenhamos dúvidas se, da parte do FC Porto, a única reação forem os tweets do Francisco J. Marques, eles vão continuar a gozar connosco.

domingo, 20 de novembro de 2016

Pior que cuspir na sopa

O presidente do SLB, foi esta semana castigado por supostas injúrias a um dirigente do Conselho de Arbitragem da FPF; nada de especial até aqui. Só que, pasme-se, o tal dirigente do Conselho de Arbitragem é, nem mais nem menos, que o inenarrável João "O João? Pode vir o João..." Ferreira, ex-árbitro. Para quem não está lembrado:

Foram vermelhos* a torto e a direito


Liedson também voa sobre os centrais
Atenção ao último lance, onde o João Ferreira "percebe" que o Luisão "escorregou" - são coisas que acontecem.

E por fim, entre outros episódios igualmente tragicómicos, João Ferreira, tão conivente com a popular "sarrafada" é também responsável por, num Marítimo x SLB, ter expulsado com vermelho directo, um jogador da equipa da casa, por... "palavras".

E o presidente do SLB, ainda tem a lata de injuriar uma alminha tão benemérita...

Recordar é viver:
O significado do “inferno da Luz”
O suspeito do costume estraga a festa
O contraponto do JN
O João?... Pode ser o João... e o "Ferrari"
Dicionário do Sistema - Ferreira, João

sábado, 17 de agosto de 2013

Diz-me com quem andas... 2013/14



A época é nova, mas as novidades não abundam:

- mais uma vez o Porto acolheu um árbitro pouco conhecido no jogo de apresentação aos sócios; o jovem Hugo Pacheco, foi alvo de fortes críticas por ter validado um golo irregular(?) - não vi o jogo ou o lance - ao Jackson Martínez, e por não ter expulsado o Kelvin, num lance em que se envolveu com o Nolito; se foi apenas uma noite má, ou um passo seguro no caminho para a Perdição, o tempo dirá. E pensar que há uns meses atrás, a música era tão diferente...

- na final da Eusébio Cup, houve Duarte Gomes; sobre a escolha não há muito a dizer - foi certamente uma coincidência. Já o resultado corroborou o ditado que diz que "santos da casa não fazem milagres"; e para enegrecer ainda mais o cenário, o inqualificável (major) João Ferreira, reformou-se (e sem direito a consagração no Jamor!). A época ainda não começou, e a nação servo-benfiquista já está de luto. Pode ser que tenhamos uma surpresa, com um possível regresso ao estilo do Paul Scholes, e ainda voltemos a ver o bom do major de volta aos relvados da 1ª Liga - os grandes artistas são intemporais.

- por fim, o SCP, que realizou dois jogos no seu estádio; o clube que denunciou o "sistema", teve curiosamente como árbitros nestes jogos aqueles que segundo a opinião generalizada, ofereceram as duas últimas Ligas ao Porto - Proença no célebre SLB x FCP de há dois anos, marcado pelo golo irregular do Maicon; Hugo Miguel, no não menos baladado Paços de Ferreira x FCP, do penalty-que-não-era, na última jornada da Liga transacta. Ainda nesta última época, os responsáveis do SCP disseram "cobras e lagartos(!)" do "melhor árbitro português", aquando do FCP x SCP, mas parece que não ficaram ressentidos - o Sporting perdoa, o Бehфицa não.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O significado do “inferno da Luz”

«Logo na abertura do campeonato 2012/13, o clube da verdade desportiva foi objectivamente beneficiado em dois campos - Luz e Barcelos - e, claro, os paladinos da "verdade desportiva" aplaudem.»

Quando escrevi e publiquei isto, em 21 de Agosto de 2012, estava longe de imaginar o forrobodó que iria ser este campeonato em termos de “colinho” e “passadeira vermelha”. De facto, nunca como esta época a expressão “inferno da Luz” foi tão apropriada.

E tudo começou logo na 1ª jornada, no slb x SC Braga, em que a equipa bracarense teve de jogar os derradeiros vinte e tal minutos (descontos incluídos) reduzida a 10 jogadores, devido a um erro inacreditável de arbitragem.
Mesmo num molho de jogadores, como é que é possível alguém confundir o Custódio com o Douglão e mostrar um cartão amarelo (no caso o segundo e consequente vermelho) a este último? É que, entre outras coisas, a cor da pele dos dois jogadores é diferente!


Na 14ª jornada o FC Porto deslocou-se à Luz e o “inferno” começou a ser preparado com a nomeação do árbitro para este jogo.

(Rui Santos, 'Tempo Extra')
No programa ‘Tempo Extra’, da SIC Notícias, Rui Santos (cuja “simpatia” pelo FC Porto é conhecida…), disse o seguinte:
Esta foi uma nomeação de que o FC Porto não gostou, ao contrário do Benfica. A nomeação de João Ferreira foi mais para contentar o Benfica. (…) A independência das entidades que fazem as nomeações é uma treta”.

E acerca do jogo, Rui Santos acrescentou:
O FC Porto fez um grande jogo no Estádio da Luz, como tem acontecido nos últimos anos. Desta vez não ganhou, mas mostrou ser uma grande equipa de futebol. Foi um FC Porto que se impôs, afirmativo, com um desenho tático que não deixou dúvidas, com uma atitude muito positiva, a tentar mandar no jogo desde o início. Dizia-se que o Benfica iria golear o FC Porto, que o Benfica estava num momento extraordinário. Houve equilíbrio no resultado, mas se houve uma equipa completa foi o FC Porto”.

O FC Porto foi melhor e impôs o seu jogo, mas decisões cirúrgicas do trio de arbitragem impediram os dragões de vencer o jogo e, desde logo, ganhar avanço (pontual e psicológico) relativamente ao rival lisboeta.

Aos 35 minutos de jogo, já o árbitro assistente António Godinho, que na 1ª parte acompanhou o ataque do FC Porto, tinha assinalado três foras de jogo, todos erradamente e em todos contrariando as indicações da FIFA para este tipo de lances. Destes três foras de jogo, o assinalado a Defour, logo aos 2 minutos, é algo verdadeiramente inacreditável. Só (re)visto!

Mas se o árbitro assistente ia fazendo pela vida interrompendo, sempre que podia, ataques do FC Porto, o árbitro principal, o célebre João “pode ser o João” Ferreira, adoptava um critério largo (onde é que eu já ouvi isto?) em termos disciplinares, tão do agrado de Maxi Pereira, Matic e… Jorge Jesus. Foi um autêntico festival de impunidade.

Na 1ª parte:
- Matic calca Defour;
- Maxi Pereira atinge duas vezes seguidas Varela;
- Jardel atinge Lucho;
- Maxi entra de pé em riste (à altura do ombro) sobre Alex Sandro;
- Maxi tem mais uma entrada às pernas de Alex Sandro;
- Enzo Perez dá uma palmada na cara de Moutinho.

Na 2ª parte:
- Maxi faz falta sobre Defour quando este ia a entrar na área benfiquista;
- Maxi desinteressa-se da bola e atinge Mangala com o braço/cotovelo;
- Matic rasteira ostensivamente Otamendi, cortando uma jogada de contra-ataque;
- Maxi “karaté” Pereira culmina a sua atuação projetando-se sobre Moutinho.

Após o final deste jogo de triste memória, Vítor Pereira, o dos árbitros, tão lesto a fazer declarações quando os encarnados se sentem prejudicados, ficou calado como um rato.
Mas o seu homónimo, treinador do FC Porto, não calou (e muitíssimo bem) a revolta que lhe ia na alma:
Não entendo como pode Maxi Pereira acabar todos os jogos. É impressionante. Não podia ter acabado este jogo. A agressão é nítida. Matic devia ter visto o segundo amarelo, tem de ser mostrado. É preciso coragem. Houve três foras-de-jogos. Em todos eles ficaríamos com jogadores isolados. Mais vale não treinar diagonais.
O Benfica devia ter jogado os últimos 15 minutos com nove jogadores.

E o que disseram os responsáveis do slb?

Para mim, [João Ferreira] fez uma boa arbitragem, não sei onde é que o Vítor quer... mas ele vê à maneira dele. (...) O João Ferreira pretendeu levar o jogo com as duas equipas completas até ao fim. (...) considero que esteve bem
Jorge Jesus

Foi uma grande arbitragem
Luís Filipe Vieira


A Académica deslocou-se à Luz na jornada 19. Durante o jogo os encarnados atacaram muito, os estudantes defenderam, os minutos foram passando e não havia maneira do slb conseguir marcar. Os fantasmas de um mau resultado voltavam a agitar as bancadas – nos cinco anos anteriores a Briosa tinha vencido três vezes na “catedral encarnada” (é provável que passe a designar-se capela encarnada, em homenagem ao árbitro que mais se destacou esta época…) – mas haveria de acontecer um “milagre”.
Ao minuto 90’+3 o árbitro Nuno Almeida tirou um coelho da cartola e assinalou um penalty salvador.

(slb x Académica, penalty ao minuto 90'+3)

(slb x Académica, 'Tempo Extra')

slb x SC Braga
slb x FC Porto
slb x Académica
Quatro jogos, quatro bons exemplos do que é o “inferno da Luz”.

Sim, eu sei que é um bocadinho incómodo estar aqui a recordar estes erros colossais… perdão, estes erros normais e absolutamente naturais de arbitragem. Afinal, errar é humano, não é?

Aliás, no estádio da Luz, casos destes vão deixar de existir. Com a benfica TV a passar a transmitir os jogos que o slb vai disputar em casa, estou convencido que vai haver um cuidado especial da realização, quer na escolha da câmara mais adequada (entre as várias existentes), quer principalmente na seleção criteriosa das repetições. O slb deixará de ser beneficiado (tal como no tempo em que os jogos não eram transmitidos e o que contava era a opinião dos jornalistas de A BOLA...) e, quanto muito, haverá lances duvidosos que as imagens televisivas não esclarecem…

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O "roubo" da Luz visto por "especialistas"

Para mim, [João Ferreira] fez uma boa arbitragem, não sei onde é que o Vítor quer... mas ele vê à maneira dele. (...) O João Ferreira pretendeu levar o jogo com as duas equipas completas até ao fim. (...) considero que esteve bem
Jorge Jesus

Foi uma grande arbitragem
Luís Filipe Vieira

(clicar na imagem para a ampliar)

O suspeito do costume estraga a festa

O jogo pode resumir-se a 20 minutos iniciais frenéticos, com 2 golos para cada lado, e a um conjunto de erros de arbitragem graves – onde se inclui um dos fiscais de linha – que condicionaram o jogo do FC Porto.


O FC Porto marcou primeiro, aos 8 minutos, em mais uma bola parada marcada para a área por Moutinho, com Jackson a falhar o cabeceamento e Mangala a aparecer isolado e encostar de cabeça. Dois minutos volvidos e o slb faz o empate numa jogada às três tabelas e uma finalização exemplar de Matic. Passados poucos minutos, e depois de uma fífia do guarda-redes adversário, Jackson Martinez muito oportuno faz o 1-2. Mas a vantagem acabou por não durar mais de dois minutos, novamente. Depois de jogada de insistência pela direita e de defesa incompleta de Helton, eis que Otamendi “assiste” Gaitán para golo. Mais uma falha comprometedora do defesa argentino (quando é que Maicon volta à equipa?). Depois dos 20 minutos de jogo as equipas abrandaram o ritmo e as oportunidades de golo começaram a escassear.

Nota positiva para a forma coesa e solidária como a equipa do FC Porto se apresentou na Luz. Ao contrário dos últimos jogos o FC Porto trocou quase sempre bem a bola, com as linhas próximas e pressionou muito alto o slb nas suas saídas para o ataque. Isso confundiu por completo a equipa adversária que optou maioritariamente pelo lançamento longo para as costas da nossa defesa. Vítor Pereira esteve (mais uma vez) melhor do que Jorge Jesus no embate directo.


Nota muito negativa para a arbitragem de João Ferreira. Na primeira parte foram mal assinalados três foras de jogo ao ataque do FC Porto. Um ou dois ainda se aceita, três é demais. Aquele fiscal de linha foi habilidoso. Na segunda parte o árbitro perdoou o segundo amarelo a Matic quando este derruba Otamendi por traz e evita um contra-ataque perigoso. Pior que isso foi não ter expulsado Maxi “o impune” Pereira quando este entra à karateca sobre João Moutinho. Vítor Pereira tem razão: é um mistério Maxi conseguir acabar os jogos em campo. Ele agride, insulta e pontapeia os adversários e nada lhe acontece. Talvez agora se perceba porque motivos Vieira escolheu o João Ferreira para apitar os jogos do benfica na Taça em 2004, na escuta (pouco) divulgada com Valentim Loureiro (e que não causou estranheza ao procurador de Gondomar). É que com o João ‘pode ser’ Ferreira em campo as “garantias” são outras. O que nos vale é que já não teremos de o aturar por muito mais tempo.

Crónica de Nuno Nunes

domingo, 13 de janeiro de 2013

SMS do dia

Se eu fosse presidente do SLB, também ligava ao presidente da Liga, para poder ter o João Ferreira a apitar os jogos do meu clube.

O contraponto do JN

No país mais centralista da Europa, com a esmagadora maioria da comunicação social subjugada aos interesses dos clubes da capital, particularmente do slb, é fundamental que haja alguém que faça contraponto.

(JN, 12-01-2013)

domingo, 14 de outubro de 2012

Adeus insígnias


«Bruno Paixão vai recorrer ao Tribunal Administrativo de Lisboa depois de a Comissão de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol não o ter incluído na lista de árbitros internacionais de 2013 enviada à FIFA. Segundo fonte ligada ao processo, Bruno Paixão contesta a classificação da época 2011/12, o 14º lugar, que, juntamente com o 17º da temporada anterior, o afasta da lista de internacionais.
Os fundamentos do recurso que Bruno Paixão pretende interpor junto do Tribunal Administrativo prendem-se com a decisão da Comissão de Arbitragem em baixar a nota de 3,4 que lhe foi atribuída pelo observador Humberto Gonçalves pela sua atuação no jogo Gil Vicente-Sporting relativo à época passada. Face ao protesto avançado pelo Sporting, que se queixou do trabalho do "juiz" setubalense, o presidente da Comissão de Arbitragem remeteu-o para o Conselho Técnico, o qual, depois de analisar o relatório do observador e as imagens do jogo, decidiu baixar a nota de Bruno Paixão de 3,4 para 2,0.
Esta alteração acabou por ter implicação direta na classificação do árbitro de Setúbal, que baixou de 8.º para 14.º lugar, quando, de acordo com os regulamentos, um árbitro internacional que obtenha uma classificação abaixo do 12.º lugar em dois anos consecutivos perderá as insígnias da FIFA. (…)
Da lista enviada pelo FPF, composta pelos árbitros internacionais Pedro Proença, Olegário Benquerença, Duarte Gomes, Jorge Sousa, Carlos Xistra, Artur Soares Dias e João Capela, não faz parte, além de Bruno Paixão, o juiz João Ferreira, também de Setúbal, por ter atingido o limite de idade.»
JN, 13-10-2012


Há muito que o Bruno Paixão devia ter perdido as insígnias da FIFA. Aliás, se não fosse o Sistema (o verdadeiro, controlado pelos clubes de Lisboa) nunca as teria tido. Mas o mais irónico disto tudo é ser um protesto do SCP que está na origem da sua descida na classificação, de 8º (!) para o 14º lugar e, consequentemente, fazer com que deixe de ter o estatuto de árbitro internacional.
A ingratidão é terrível e, para os lados de Alvalade, o monumental escândalo de Campo Maior já há muito tempo que foi esquecido.

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O João?... Pode ser o João... e o "Ferrari"

«Depois de ficarem por marcar 3 penalties em apenas 2 jogos no campeonato e recordando os 2 ou 3 que ficaram por marcar no jogo em Olhão na época passada, esta nomeação é um muito mau prenuncio... O Porto vai ter que jogar ainda mais do que contra o Guimarães!»
comentário de miguel87, às 14:22


Após as nomeações dos lisboetas Duarte Gomes e Hugo Miguel para os dois primeiros jogos deste campeonato (e que belas atuações eles tiveram!), Vítor Pereira, o chefe dos árbitros, enviou o setubalense João Ferreira para o Olhanense x FC Porto de amanhã. Ora, a propósito de mais esta nomeação cirúrgica no início do campeonato, vale a pena recordar as incidências de um SCP x FC Porto disputado em Março de 2005, recorrendo a extractos de uma crónica do Miguel Sousa Tavares.

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei.

Quando digo que decidiu, quero dizer exactamente que a anedótica expulsão de McCarthy — a mais inacreditável expulsão que eu vi em quarenta anos a ver futebol — não foi um deslize de momento, uma precipitação do árbitro. Não: ele teve vários dias para meditar na importância do jogo que estava a dirigir. Ele sabia que jogavam dois candidatos ao título e que a derrota de um deles — o Sporting — significaria que esse estava fora da corrida, e a derrota do outro — o FC Porto — significaria que ambos ficavam, com toda a probabilidade, afastados do título. E sabia, como qualquer árbitro sabe, que, num derby, reduzir uma equipa a 10 jogadores, ainda para mais a visitante, e quando ainda falta mais de uma hora para jogar, equivale praticamente a sentenciar o vencedor. Por isso, uma decisão tão determinante no desfecho quanto essa, tem de assentar num facto absolutamente incontestável por todas as partes. Ora, por mais jogos que arbitre, nunca mais o sr. João Ferreira terá oportunidade e necessidade de expulsar um jogador por ele acertar com o braço na anca de um adversário, quando este está sentado em cima dele e deliberadamente o impede de se levantar. Sobretudo quando, minutos antes, o mesmo sr. João Ferreira fez que não viu uma entrada para aleijar do Beto sobre o Quaresma, que não tinha sido, aliás, a primeira.

E, como se dez contra onze não fosse já suficiente, o mesmo sr. João Ferreira, culminando uma arbitragem escandalosamente caseira em tudo, desde o critério disciplinar à avaliação das faltas, ainda tratou de expulsar também o Seitaridis, «esquecendo-se» que, não tendo ele cortado com a mão uma bola que fosse a caminho da baliza, a sanção correspondente era o cartão amarelo e não o vermelho.

Podia ser até, que o Sporting viesse a ganhar o jogo com toda a naturalidade e justiça. Mas ele não deixou que as coisas acontecessem com naturalidade e justiça.
De uma assentada, o sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares
in A Bola, 22/03/2005


O historial das arbitragens em que João Ferreira prejudicou o FC Porto e/ou beneficiou o slb é algo indesmentível e que é perfeitamente conhecido por todos os agentes do futebol. Vou recordar alguns dos casos mais escandalosos.

Época 2002/03, um célebre Moreirense x Benfica, que levou no final Manuel Machado a dizer "coisas como as que aconteceram nesta partida, só se resolvem com pau de marmeleiro".

Épocas 2003/04 e 2004/05, quatro jogos (todos disputados pelo FC Porto fora de casa), com particular destaque para um Vitória Guimarães x FC Porto, em que houve uma "entrada assassina" de Flávio Meireles que deixou o Costinha inconsciente e que ficou totalmente impune.

Época 2008/09, uma arbitragem habilidosa qb num FC Porto x SCP.

Época 2009/10, as "orelhas sensíveis" no Funchal, que abriram caminho à vitória do slb num jogo que estava a ser difícil.

Época 2010/11, logo no 1º jogo oficial (slb x FC Porto, Supertaça), Cardozo (15'), César Peixoto (39'), Carlos Martins (n vezes) e David Luiz (57') só não foram expulsos porque o senhor João Ferreira não quis.

Época 2010/11, João Ferreira assinalou três penalties a favor do slb num só jogo.

Época 2011/12, no decisivo slb x SC Braga, penalty claríssimo cometido por Javi Garcia sobre Lima, que João Ferreira não assinalou.


P.S.1 Como se não bastasse o João "pode ser o João" Ferreira, um dos árbitros assistentes vai ser o senhor Pais António.
«O árbitro assistente que apoiou Lucílio Baptista na controversa decisão de assinalar grande penalidade contra o Sporting na final da Carlsberg Cup, disputada com o Benfica no Estádio Algarve, ganha a vida como 1.º Sargento de Infantaria do Exército e reside no concelho de Setúbal, onde, segundo O JOGO apurou, é conhecido pelo seu… benfiquismo, que não reprime nem mesmo no curso de árbitros. A afeição pela cor forte do emblema da Luz - o encarnado - levou inclusivamente a que Pais António recebesse a alcunha de “Ferrari”»
in O JOGO


P.S.2 Extractos de uma conversa entre Luís Filipe Vieira (LFV) e Valentim Loureiro (VL), em Março de 2004, que faz parte das célebres escutas, mas que não ficou para a História:
LFV - Ó major, eu não quero nem me tenho chateado com isto, porque eu estou a fazer isto por outro lado. (...)
VL - Talvez o Lucílio, pá!
LFV - Não, não quero Lucílio nenhum! (...)
VL - E o Proença?
LFV - O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos f...!
VL - E o João Ferreira?
LFV - O João... Pode vir o João. Agora o que eu queria... (...) Disseram que era o Paulo Paraty o árbitro... O Paulo Paraty!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Os penalties de Javi Garcia


«Esta imagem de Pedro Ferreira não deixa margem para dúvidas e pode ser apreciada hoje [02/04/2012] no Record.
Javi García empurra Lima e depois agarra-lhe a camisola em plena área encarnada.
Nada aconteceu mas 5 minutos depois o árbitro João Ferreira marcou um penálti contra o Sp. Braga.
Sempre quero ver o que os paineleiros do regime têm para dizer sobre este lance que pode ter decidido o campeão. Isto já com a certeza de que em nenhum dos canais de televisão iremos encontrar um só paineleiro identificado com o SC Braga...
Pelos vistos, em Braga são todos mudos.»
Eugénio Queirós
in Record


Estive uns dias de férias, mas pude ver o slb x SC Braga na televisão, e também não tive dúvidas acerca deste lance. É óbvio que ficou um penalty por assinalar a favor dos bracarenses, mas o que seria de esperar do João “pode ser o João” Ferreira?

Uns dias depois, em Londres, o mesmo jogador – Javi Garcia – cometeu outro penalty evidente, mas dessa vez teve o “azar” de o jogo não estar a ser arbitrado por um subserviente (perante o clube do regime) árbitro português. Aliás, essa é uma das razões que leva os benfiquistas a tanto se queixarem das arbitragens nas competições europeias. Maus hábitos...

Gostava de saber é o que disseram os “paineleiros do regime” acerca do penalty cometido sobre Lima e, já agora, acerca da “brilhante” arbitragem de João Ferreira.

Foto: Record

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os árbitros, os segredos e o João Ferreira



O presidente do Conselho de Arbitragem, Vítor Pereira, alertou na passada semana para os perigos à volta da pressão sobre os árbitros:
“O clima, de grande animosidade, que tem vindo a ser criado impede os árbitros de estarem ao nível das exigências das competições. Admito tudo, até uma greve”.


Para a qualidade do trabalho patenteada pelos árbitros na presente temporada, uma pausa em forma de greve até poderia ser benéfico para os homens do apito. Poderiam, quem sabe, reflectir sobre os erros que têm cometido.

Apesar dos árbitros não terem feito greve à recente jornada do campeonato principal o presidente do CA resolveu fazer mistério, não dando a conhecer antecipadamente, como é hábito, a lista de árbitros nomeados para os jogos da Liga. Mas Vitor Pereira não quis incomodar o clube que o tem criticado de forma intensa nos últimos dias e por isso nomeou para o SLB x Braga o João “pode ser” Ferreira, aquele que é o preferido de Luis Filipe Vieira desde a saída de Paulo Paraty. João Ferreira portou-se bem (penalty bom vs penalty mau) e o presidente do CA pode assim andar mais uma semana descansado sem ser convidado a sair pelo SLB. O apoio demonstrado por Vieira à candidatura de Fernando Gomes (e à continuidade de Vitor Pereira) tem de ser recompensado de alguma forma.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

João "pode ser" Ferreira

«João Ferreira foi nomeado pela Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional para a receção do Benfica ao V. Guimarães, um dos jogos grandes da 19.ª jornada da Liga Zon Sagres (...).
No mesmo dia disputa-se o Sp. Braga-FC Porto (20H15, na Sport TV 1), que será dirigido por Duarte Gomes.»
in record.pt


Após a "exibição brilhante" no recente Rio Ave x slb para a Taça de Portugal, jogo no qual assinalou três penalties a favor do slb, não teria sido mais prudente Vítor Pereira nomear outro árbitro?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

É muita fruta...


No último 'Trio de Ataque', a reboque do penalty que João Ferreira assinalou (e bem!) no Beira Mar x FC Porto, António-Pedro Vasconcelos trazia uma cábula acerca dos penalties a favor dos azuis-e-brancos tendo, inclusivamente, sido esse o tema do deu 'Fundo'. O objectivo do representante do slb foi óbvio: pressionar os árbitros, claro, salientando que os dragões já tinham marcado seis golos no campeonato através de grandes penalidades. "É muita fruta", afirmou o cineasta indignado.

Ora, se seis golos de penalty em 18 jornadas "é muita fruta", que dizer dos três que o mesmíssimo João Ferreira assinalou a favor do slb num só jogo?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Um penalty (in)discutível




"Hulk antecipou a grande penalidade, perspectivando o que poderia suceder. Tocou na bola, saltou e dobrou as pernas, deixando-se cair. Iludiu o árbitro, e este deixou-se iludir. A haver advertência, ela seria para Hulk por simulação."
Jorge Coroado

"André Marques, ao rodar e já de costas, com a sua perna direita rasteira Hulk dentro da área. Grande penalidade bem assinalada e advertência correcta."
Pedro Henriques

"Ainda que mantenha algumas dúvidas, André Marques terá rasteirado Hulk com o seu calcanhar direito. É certo que Hulk já se havia projectado, mas o movimento de André Marques tem tanto de imprudente quanto de desnecessário. Valeu a ajuda do árbitro assistente Pais António."
Paulo Paraty

"Grande penalidade inequívoca, pois André Marques rasteirou Hulk."
José Leirós


Ouvindo (lendo) a opinião destes quatro ex-árbitros, três deles (75%) entendem que o árbitro do Beira Mar x FC Porto ajuizou bem ao assinalar a grande penalidade. O irónico da situação é que, desta vez, os benfiquistas estão em desacordo com o Paulo Paraty.

P.S. Luís Filipe Vieira não gostou da arbitragem do João "pode ser o João" Ferreira? Paciência...

Fotos: www.fotosdacurva.com

sábado, 22 de janeiro de 2011

De volta ao "local do crime"

"Os antecedentes do árbitro [João Ferreira] são infelizes. [Para além da situação do túnel da Luz], a Supertaça também não foi uma arbitragem feliz. O jogo traduziu-se na vitória do FC Porto [2-0 ao Benfica], mas a outra equipa foi beneficiada. A preponderância da equipa de arbitragem não foi muito explorada, agora queremos acreditar que se mostrará competente e fará um bom trabalho. A nomeação está efectuada, apesar de não me parecer lógica."
André Villas-Boas, 21/01/2011


Com Falcao de novo lesionado, veremos qual a solução de ataque que AVB irá adoptar no Beira Mar x FC Porto de hoje. Mas, uma semana depois, voltou a desfazer-se o trio de ataque - Hulk, Falcao e Varela - mais eficaz deste campeonato.

Para "compensar", Vítor Pereira entendeu nomear João Ferreira, que assim volta ao "local do crime". Veremos como vai ser desta vez o critério disciplinar...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Mais uma vez contra 14

Não é preciso analisar à lupa a actuação de Jorge Sousa no último Sporting x FC Porto, para se constatar que estivemos perante uma arbitragem de campo inclinado, com vários erros graves, prejudicando sempre a mesma equipa – o FC Porto – e que, por isso, teve uma enorme influência no resultado final. As imagens são claríssimas e as opiniões de ex-árbitros vão todas no mesmo sentido. Contudo, parece que não se passou nada de especial. Não houve capas de jornais inflamadas, o futebol português não está de luto e ninguém clamou para que o árbitro fosse remetido para a “jarra”.

O que diria a comunicação social do regime e os “calimeros de Alvalade”, se o golo do FC Porto tivesse sido precedido de um fora-de-jogo indiscutível do marcador do mesmo, se um jogador azul-e-branco tivesse entrado por trás e cravado os pitões na perna de um sportinguista (como Maniche fez a Moutinho aos 60’) ou se, devido a um erro/precipitação do árbitro, a equipa leonina tivesse sido obrigada a jogar com menos um durante os últimos 25 minutos? Não é preciso ser bruxo, porque todos sabemos a resposta.
Em contraponto, muitos portistas acham quase normal ser prejudicados em jogos contra os “viscondes”, principalmente quando esses jogos são disputados em Alvalade ou em campo neutro. E, de facto, analisando a história destes confrontos têm razão para isso.

Para não ficar por generalidades, ou insinuações vagas, para além deste último jogo, recordo mais nove (!) Sporting x FC Porto deste século, marcados por arbitragens vergonhosas e campos inclinados.

Época 2001/02, Agosto de 2001, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
1ª jornada de um campeonato que viria a ser ganho pelo Sporting. Logo aos 35 minutos, o senhor Lucílio Baptista expulsou o Costinha, mostrando-lhe o 2º cartão amarelo, após uma simulação grosseira de João Vieira Pinto. A televisão mostrou, de forma clara, que o Costinha nem sequer tocou no “grande artista”. O FC Porto jogou quase uma hora com menos um jogador e já perto do fim, sofreu um golo e perdeu o jogo por 0-1.


Época 2002/03, 12 de Janeiro de 2003, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
«Não foi mas podia ter sido complicado o resultado da arbitragem de Lucílio Baptista (...). Só que a vitória portista foi tão incontestável que ninguém vai dar o relevo que teriam noutras situações três lances de grande penalidade não assinalados, todos a favor do FC Porto. Dois deles foram flagrantes (puxão de Kutuzov a Derlei na área do Sporting, aos 33', e mão de Contreras na área para travar um cruzamento de Clayton, aos 81'), mas o terceiro dificilmente o árbitro poderia ter visto, pois estava a colocar-se no terreno quando Tiago, ao pontapear a bola na área, atingiu primeiro Jorge Costa.»
O JOGO, 13/01/2003

Para além destes três lances, houve um quarto penalty não assinalado, na jogada que precedeu o golo do FC Porto. Quatro penalties, a favor do FC Porto, que ficaram por assinalar num só jogo!


Época 2003/04, 31 de Janeiro de 2004, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: Lucílio Baptista
Foi o terceiro Sporting x FC Porto consecutivo arbitrado por Lucílio Baptista (fantástico o critério das nomeações!) e, se um ano antes tinha feito vista grossa a quatro penalties a favor do FC Porto, desta vez não hesitou em assinalar dois penalties contra os dragões. Mas o desafio teve muitos mais casos de arbitragem de claro prejuízo do FC Porto, os quais podem ser recordados aqui.
No final do jogo, os dirigentes do Sporting consideraram que o árbitro tinha realizado um “bom trabalho”, o presidente da Comissão de Arbitragem da Liga (o confesso sportinguista Luís Guilherme) considerou a arbitragem de Lucílio Baptista "extremamente positiva" e os jornais Record e A Bola atribuíram-lhe uma elevada pontuação.


Época 2004/05, 21 de Março de 2005, (Campeonato, Alvalade)
Árbitro: João Ferreira
«McCarthy e Seitaridis terão sido mal expulsos do clássico no entender dos especialistas de O JOGO. No lance do grego, punido com vermelho pela grande penalidade cometida, as críticas a João Ferreira são unânimes: Seitaridis deveria ter visto apenas um amarelo por cortar uma linha de passe e não uma situação de golo iminente. Na avaliação feita à cotovelada do sul-africano, apenas António Rola aceita o entendimento do árbitro, apesar de, à semelhança dos outros, ter ressalvado que achava a expulsão demasiado severa.»
‘Tribunal de O JOGO’, 22/03/2005

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei. (...) De uma assentada, o Sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares, A Bola, 22/03/2005


Época 2007/08, 11 de Agosto de 2007, (Supertaça, Leiria)
Árbitro: Bruno Paixão
Logo ao 2º minuto, zás, amarelo para o Paulo Assunção e passados mais oito minutos foi a vez de Pedro Emanuel, após ter feito uma falta normalíssima, também ficar amarelado. E assim, ao minuto 10, um dos defesas-centrais e o médio-defensivo (um jogador-chave nas compensações defensivas dos dragões) já estavam condicionados para o resto do jogo.
Poucos minutos após o início da 2ª parte, e ainda com o resultado em branco, deu-se o caso do jogo. Dentro da área do Sporting, Tonel corta a bola com a mão bem acima da cabeça. Os jogadores viram e o público, a avaliar pela reacção vinda da bancada, também não teve dúvidas. Penalty claríssimo em qualquer parte do mundo (e amarelo para Tonel), mas que Bruno Paixão (bem posicionado) e o árbitro-assistente que acompanhava o ataque do FC Porto decidiram ignorar.


Época 2007/08, 18 de Maio de 2008, (Taça de Portugal, Jamor)
Árbitro: Olegário Benquerença
Para além da enorme dualidade de critérios na mostragem dos cartões, em claríssimo prejuízo do FC Porto, o lance mais flagrante, em que Olegário mostrou ao que vinha, ocorreu aos 71 minutos, instantes antes da expulsão de João Paulo. Primeiro Polga e depois Miguel Veloso derrubam Lisandro dentro da área do Sporting, em ambos os casos sem nunca tocarem na bola. Fruto desta decisão de Benquerença, de uma situação em que o FC Porto poderia ter passado para uma vantagem no marcador, passou, isso sim, a jogar com menos um jogador!
O jogo terminou com os sportinguistas em festa e com os jogadores do FC Porto a chorar, com a revolta estampada no rosto. O festival dado por Olegário neste jogo pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, Agosto de 2008, (Supertaça)
Árbitro: Carlos Xistra
Logo no jogo de abertura da época, a Supertaça Cândido de Oliveira entre o Sporting e o FC Porto, Xistra perdoou a expulsão a dois sportinguistas, conforme pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 9 de Novembro de 2008, (Taça de Portugal, Alvalade)
Árbitro: Bruno Paixão
Uma arbitragem desastrosa, com erros a prejudicar as duas equipas mas, quer no aspecto técnico, quer no disciplinar, não há dúvida para que lado é que o campo esteve inclinado. Por exemplo, perante a habitual pressão histérica do público de Alvalade, Bruno Paixão amarelou três jogadores do FC Porto entre os 37 e os 46 minutos. Nesta altura do jogo, o FC Porto tinha um total de 6 faltas (uma média de um cartão amarelo por cada duas faltas!), enquanto o Sporting já ia em 16 faltas (e zero cartões). Mas houve muito mais, que pode ser recordado aqui.


Época 2008/09, 4 de Fevereiro de 2009, (Taça da Liga - Meia-final, Alvalade)
Árbitro: Carlos Xistra
A forma como Xistra inventou dois penalties, invertendo um resultado de 1-0 a favor do FC Porto para o 2-1 que abriu caminho à vitória leonina, ficou nos registos como uma das maiores poucas vergonhas dessa época.

"Tal como há fantásticos jogadores e treinadores que tomam opções erradas, o mesmo acontece com os árbitros. Estamos na presença de um excelente árbitro, mas que se equivocou numa fase de jogo em que o marcador estava em 1-1, num lance em que Postiga devia ter levado segundo amarelo por simulação e o Sporting ficava com dez jogadores. Em vez disso assinalou penalty contra nós, um de dois mal assinalados. Há lances que são grande penalidade e não o são no nosso estádio. É difícil conseguir clima de tranquilidade na arbitragem, assim. É com isto que temos de viver."
José Gomes (treinador-adjunto do FC Porto), na conferência de imprensa


É por estas e por outras, que alguns sportinguistas deviam lavar a boca quando falam no “Sistema” ou em Apitos. Mas não, para além de uma memória altamente selectiva, chegam ao ponto de se queixarem até em jogos que são beneficiados!

domingo, 21 de novembro de 2010

Só com um pau de marmeleiro

A deslocação de hoje do FC Porto ao Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, fez-me recordar um episódio de há oito anos atrás, num jogo Moreirense x slb da época 2002/03. O desafio foi arbitrado por João Ferreira e no final o treinador do Moreirense – Manuel Machado – fez umas declarações que ficaram para a história:

"Estou chateado com a arbitragem? Não. É com o nó da gravata. Tenho aqui – levou a mão ao pescoço – uma coisa a sufocar-me... Custa muito perder assim, mas se disser aquilo que me vai na alma, fico com o salário hipotecado até ao fim da época. Coisas como as que aconteceram nesta partida, só se resolvem com pau de marmeleiro. Tenho que dizer coisas bonitas. Sou treinador do Moreirense e não tenho dinheiro para pagar multas. O que interessa é que o Benfica vai à frente e, se calhar, vai continuar até ao fim. Mas eu, se fosse benfiquista, saía daqui frustrado. Não é justo ganhar assim ao Moreirense"

Só para termos uma ideia do escândalo que foi esta arbitragem de João Ferreira (filiado na A. F. Setúbal), até a BOLA e o RECORD não puderam esconder o que se tinha passado.

Escrevia A BOLA, na edição de 15/09/2002: «o resultado do jogo, infelizmente, tem marca sua. Ao Moreirense assiste razão para lamentar esta prestação do árbitro de Setúbal».

Já João Cartaxana, no RECORD de 15/09/2002, escrevia o seguinte: «As coisas estavam difíceis para o Benfica quando João Ferreira, por indicação do seu auxiliar António Godinho, assinala "penalty" contra o Moreirense. Um equívoco que se revelou decisivo na viragem do jogo. O Benfica fez o 2-2 e o Moreirense ficou reduzido a dez unidades.»

Mesmo com ajudas destas, o slb acabaria por ser ultrapassado pela máquina azul-e-branca de jogar futebol construída por José Mourinho a qual, na época 2002/03, ganhou o Campeonato, a Taça de Portugal, a Taça UEFA e encantou a Europa do futebol.
Mas, escusado será dizer que, depois deste jogo, disputado em 14/09/2002, o oficial do exército João Francisco Lopes Ferreira atingiu o zénite da sua carreira como árbitro.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A natureza do "escorpião"

Perante o festival de (in)competência demonstrado com a arbitragem da Supertaça, nos últimos dias foram recordadas situações da época passada envolvendo João Ferreira, como foi o célebre caso do túnel da Luz ou as "orelhas sensíveis" no Funchal, que abriram caminho à vitória do slb num jogo que estava a ser difícil.

Mas há muitos mais jogos que poderiam engrossar a lista de João Ferreira. Por exemplo, o FC Porto x Sporting da época 2008/09, com uma arbitragem habilidosa qb e com alguns aspectos muito semelhantes aos do último sábado, ou um célebre Moreirense x Benfica, da época 2002/03, e que levou no final Manuel Machado a dizer "coisas como as que aconteceram nesta partida, só se resolvem com pau de marmeleiro".

Para que o texto não se torne demasiado extenso, vou apenas recordar as incidências de um Sporting x FC Porto disputado em Março de 2005, recorrendo a extractos de uma crónica do Miguel Sousa Tavares.

«Ontem, ao minuto 35 do jogo de Alvalade, o Sr. João Ferreira decidiu abrir o caminho do título ao Benfica, juntando-se a uma vasta campanha nacional em curso que tem como objectivo levar o Benfica ao título, nem que seja por decreto-lei.

Quando digo que decidiu, quero dizer exactamente que a anedótica expulsão de McCarthy — a mais inacreditável expulsão que eu vi em quarenta anos a ver futebol — não foi um deslize de momento, uma precipitação do árbitro. Não: ele teve vários dias para meditar na importância do jogo que estava a dirigir. Ele sabia que jogavam dois candidatos ao título e que a derrota de um deles — o Sporting — significaria que esse estava fora da corrida, e a derrota do outro — o FC Porto — significaria que ambos ficavam, com toda a probabilidade, afastados do título. E sabia, como qualquer árbitro sabe, que, num derby, reduzir uma equipa a 10 jogadores, ainda para mais a visitante, e quando ainda falta mais de uma hora para jogar, equivale praticamente a sentenciar o vencedor. Por isso, uma decisão tão determinante no desfecho quanto essa, tem de assentar num facto absolutamente incontestável por todas as partes. Ora, por mais jogos que arbitre, nunca mais o sr. João Ferreira terá oportunidade e necessidade de expulsar um jogador por ele acertar com o braço na anca de um adversário, quando este está sentado em cima dele e deliberadamente o impede de se levantar. Sobretudo quando, minutos antes, o mesmo sr. João Ferreira fez que não viu uma entrada para aleijar do Beto sobre o Quaresma, que não tinha sido, aliás, a primeira.

E, como se dez contra onze não fosse já suficiente, o mesmo sr. João Ferreira, culminando uma arbitragem escandalosamente caseira em tudo, desde o critério disciplinar à avaliação das faltas, ainda tratou de expulsar também o Seitaridis, «esquecendo-se» que, não tendo ele cortado com a mão uma bola que fosse a caminho da baliza, a sanção correspondente era o cartão amarelo e não o vermelho.

Podia ser até, que o Sporting viesse a ganhar o jogo com toda a naturalidade e justiça. Mas ele não deixou que as coisas acontecessem com naturalidade e justiça.
De uma assentada, o sr. João Ferreira conseguiu atingir duplamente o FC Porto: tomando decisões que se revelaram determinantes na derrota e privando a equipa de contar com McCarthy para os jogos seguintes.»
Miguel Sousa Tavares
in A Bola, 22/03/2005


Tal como na parábola em que o escorpião cravou o seu ferrão no sapo, morrendo ambos afogados, o major Ferreira é o que é e, quando tem um apito na boca, está na sua natureza beneficiar o slb e/ou prejudicar o FC Porto. Os jogadores sabem disso. Os dirigentes dos clubes sabem disso. E quem o nomeia para os jogos também sabe isso perfeitamente.
É por isso que a arbitragem miserável do último sábado não surpreende ninguém e, se o deixarem (tem a palavra o senhor Vítor Pereira), este árbitro da AF Setúbal irá continuar impunemente a fazer das suas.