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segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pássaros, passarinhos, passarões, aves de rapina e cucos

Tiago Martins rodeado de jogadores do Chaves (foto: Filipe Amorim / Global Imagens)

Pássaros do Sul,
Bando de asas soltas,
Trazem melodias,
Pra cantar às moças,
Em noites de romaria,
Em noites de romaria

Este refrão, de uma conhecida música de Mafalda Veiga, aplica-se bem à “romaria” de ontem à noite em Alvalade.

O “passarão” foi o conhecido Tiago Martins, protagonista de uma arbitragem à maneira.

E assim, pela 2ª jornada consecutiva, os “viscondes” chegaram à vitória após um penalti e uma expulsão de um jogador da equipa adversária. Algo que, no meio do ruído provocado pela detenção de Bruno de Carvalho, passou quase despercebido.

Capa de A BOLA de 12/11/2018

Capa do Record de 12/11/2018

Capa de O JOGO de 12/11/2018

Com arbitragens destas, o marketing do Sporting ainda vai ter de meter na gaveta a habitual calimerice e copiar o célebre hashtag dos encarnados-- #colinho

E por falar nos vizinhos da 2ª circular, que grande resultado!

Após o “penta ciao” da época passada, desta vez lá conseguiram ganhar ao Tondela, que viu dois dos seus jogadores serem expulsos pelo senhor João Pinheiro.

João Pinheiro a expulsar um jogador do Tondela (foto: Bruno Teixeira Pires / Record)

…com as duas expulsões fica muito complicado. Foi uma luta tremenda, mas o minuto 53 marcou esta partida (…) É muito difícil com 11, com menos um é ainda pior
Pepa, treinador do Tondela


Foi, de facto, um domingo em cheio para os dois clubes da 2ª circular.

E o fim-de-semana só não foi melhor, porque o golo de Soares, ao minuto 88, estragou os planos…

FC Porto x SC Braga, Tribunal de O JOGO

FC Porto x SC Braga, Record

Na semana em que a comunicação social deu conta de um encontro entre Luís Filipe Vieira e Paulo Gonçalves, no fim-de-semana não faltaram "pássaros", "passarinhos", "passarões" e "aves de rapina", com os "cucos" a assobiar para o lado…

sábado, 29 de setembro de 2018

Espectáculo há 125 anos em cena



Se o Tondela jogasse sempre assim, o seu lugar natural seria nos lugares que dão acesso à Liga Europa e não, como presentemente acontece, num banal meio da tabela classificativa.
Pelo segundo ano consecutivo, este adversário colocou-nos as maiores dificuldades possíveis e imaginárias. Se nos lembrarmos da sua vitória na Luz, em Maio passado, parece mesmo que Pepa nasceu para este tipo de jogos.

E depois, é claro, o nosso desperdício ajuda muito pouco ou nada.
Como é que Marega e Aboubakar falham lances de golo feito, como aqueles de ontem, ainda se está por entender.
O camaronês lesionou-se e, provavelmente, ficará fora dos próximos encontros. Todavia, na realidade, já há muito que justificava uma saída do "11" titular. Tirando aquele golo em Setúbal, praticamente mais nada fez nos últimos largos tempos. Raramente, sequer, ganhava um único lance de um-para-um, quanto mais o resto.
Valeu-nos ontem Soares, que era o tal que ia ficar "seguramente" fora dos nossos três primeiros encontros da Liga dos Campeões e que, por isso, não valia a pena inscrever.
Afinal, estaria apenas de fora num único. Erro de cálculo.
Venha, pois, a hora de André Pereira. Ele que entrou muito bem no jogo contra os sadinos. Procurou jogo e "furar" entre os defesas. Tudo aquilo que Aboubakar (já) não faz.

O Teatro Sá da Bandeira está velho e precisa de obras. A Gala dos Dragões de Ouro, no Coliseu, é só por convite. Por isso, caro Sérgio Conceição, a malta quer mesmo é ver grandes espectáculos no Estádio do Dragão.
Tem, aliás, sempre sido assim. E já lá vão 125 anos, Mister.

Muitos Parabéns, FC Porto.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Surreal

Na época passada, após o cd tondela ser goleado por 4-0 no Estádio do Dragão, Pepa chegou à sala de imprensa com cara de caso e centrou as suas declarações numa crítica feroz, verdadeiramente surreal, à arbitragem desse jogo.

O jogo ficou estragado. Vi agora as imagens e nem quis acreditar no que vi. Foi surreal a expulsão e foi surreal o penálti

Ontem, seguindo uma tradição de vários anos, o cd tondela foi novamente goleado em casa pelo slb (1-5).

Contudo, ainda na 1ª parte, antes do slb chegar à goleada, aconteceu isto…

Fejsa atinge Murilo na cara

Cartão vermelho por mostrar a Fejsa (Tribunal de O JOGO)

E logo a seguir isto…

Penálti por assinalar contra o slb (Tribunal de O JOGO)

Pois bem, no final deste cd tondela x slb, o que disse Pepa sobre o trabalho da equipa de arbitragem (liderada por Tiago Martins) e sobre o VAR (Hélder Malheiro)?

Rigorosamente nada.
Surreal?
Não. Verdadeiramente surreal é haver um clube como o cd tondela na I Liga, que se comporta como clube-satélite do slb, cujo presidente assume descaradamente ser benfiquista e cuja característica comum à escolha dos treinadores (Vítor Paneira, Rui Bento, Petit, Pepa) é terem de ser ex-jogadores do slb.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A SportTV faz parte do “polvo”?

Estoril x FC Porto, 28 Jan 2017
Minuto 7: «Fora de jogo assinalado a Diogo Jota, quando o jogador do FC Porto partia para se isolar»

«(…) o FC Porto tomou conta do jogo desde o apito inicial, mas revelou dificuldades em criar situações de perigo na primeira parte (apenas três remates). No entanto, fica o registo para um fora de jogo mal tirado a Diogo Jota, que se isolava aos sete minutos (…)»

O que teria acontecido se a equipa de arbitragem não tivesse, erradamente, assinalado um fora-de-jogo inexistente (o Diogo Jota estava mais de 1 metro atrás do penúltimo jogador do Estoril) neste lance?
Não sabemos. O que sabemos é que o lance foi interrompido (mal!), quando o jogador do FC Porto seguia, completamente isolado, em direção à baliza do Estoril.
E o que também sabemos é que a SportTV, tendo imagens que mostravam o erro grave da equipa de arbitragem (em prejuízo claro do FC Porto), não repetiu este lance uma única vez.

Ora, como aquilo que não passa na TV não existe, este lance foi ignorado nas análises feitas ao Estoril x FC Porto e, consequentemente, não fez parte dos ‘casos do jogo’.


FC Porto x Tondela, 17 Fev 2017
Minuto 44: Osório, que já tinha um cartão amarelo, fez uma “gravata” a Otávio (agarrou-o pelo pescoço) provocando o derrube do jogador do FC Porto.

Osório faz uma "gravata" a Otávio

O árbitro viu, assinalou a infração do jogador do Tondela, mas deixou o 2º cartão amarelo (e consequente cartão vermelho) no bolso.

Um minuto depois, o mesmo jogador do Tondela haveria de ver o 2º cartão amarelo (por obstrução a Soares), num lance que foi repetido pela SportTV inúmeras vezes.
Já o lance da “gravata” a Otávio, ocorrido um minuto antes, caiu no esquecimento e nem sequer fez parte dos resumos do jogo. Porquê?

Isto é surreal?
Não sei se “surreal” é a palavra certa para classificar este comportamento (que começa a ser recorrente) da SportTV, mas sei que é com habilidades destas (escondendo lances em que o FC Porto foi prejudicado e destacando lances em que possa ter sido beneficiado), que se consegue criar uma mistificação acerca das arbitragens e até enganar comentadores portistas (como foi o caso de Rodolfo Reis, comentador na SIC).

P.S. Já passaram quase 4 dias desde o último FC Porto x Tondela. Segundo julgo saber, no lance do penalty assinalado (e bem!) a favor do FC Porto, a SportTV continua sem apresentar as imagens filmadas de um dos topos do estádio.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

As imagens que a SportTV escondeu










Tive conhecimento destas imagens a partir de um vídeo colocado ontem no Twitter de Francisco J. Marques.

A propósito deste lance, na newsletter 'Dragões Diário' de hoje, é dito o seguinte:
«Regressamos ao encontro com o Tondela. Podemos estar na era da pós-verdade, mas nem os factos alternativos que têm sido por aí apresentados resistem a uma imagem do ângulo certo, que por acaso também era o do árbitro. Sim, no vídeo aqui divulgado pelo 'JN' pode ver-se que Osorio puxou Soares no jogo de sexta-feira e sim, a grande penalidade que permitiu a André Silva abrir o marcador foi bem assinalada. Pode ser que estas imagens ajudem a puxar algumas pessoas para a realidade: o FC Porto é líder da Liga e os adversários não vão ter descanso. Não há pedidos de reunião em momentos estratégicos que alterem os factos: há pelo menos um clube que tem ganho pontos à custa de más decisões dos árbitros, mas não é esse certamente o caso do FC Porto.»

Muito bem, mas este caso não acaba aqui. Eu quero saber, por que razão imagens semelhantes a estas (filmadas de um dos topos) não foram mostradas pela SportTV, aquando de uma qualquer das inúmeras repetições deste lance?

Será que foi porque deste ângulo (o ângulo em que o árbitro viu o lance), se vê claramente o defesa do Tondela a puxar a camisola de Soares (e este, posteriormente, a tentar soltar-se)?

Partindo do princípio que a SportTV tinha imagens que provam, sem qualquer sombra de dúvida, que a decisão do árbitro (ao assinalar um penalty para punir a infração do jogador do Tondela) foi correta, por que razão as ocultou, deixando que se instalasse a dúvida, a mentira e a contestação acerca deste lance?

Penso que o FC Porto, através do seu departamento de Comunicação e não só, deveria exigir explicações à SportTV.

Como se não bastasse estarmos a disputar um campeonato, em que o slb pode transmitir os seus jogos em casa através da televisão do próprio clube (com tudo o que isso significa de potencial manipulação de imagens e comentários), temos também, agora, de assistir a transmissões dos nossos jogos que são manipuladas de forma cirúrgica?

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Passo a passo


Há uns dois meses ou menos, o penalty que abriu caminho à nossa goleada não teria sido assinalado. Talvez, menos ainda, aquela expulsão bem perto do intervalo.
Quem disse que o "status quo" nunca mudaria no futebol português? Bem, pelo menos pode ser suavizado, sem estar sempre a favor dos mesmos.

E que importante foram esses dois lances para que assistíssemos, finalmente, a uma segunda parte tranquila. Quem já não tinha saudades?

Mas este é um FCP diferente. A confirmação aconteceu ontem, após os fortes indícios contra Estoril, scp e Guimarães. Abdicámos daquelas percentagens assustadoras de posse de bola e tendo-a menos, conseguimos explorar agora os buracos deixados na defesa adversária. O ramerrame em que se estava a tornar o nosso mastigado jogo começa a desvanecer-se e os golos e lances de perigo aparecem agora com muita mais facilidade. Durante demasiado tempo, eram muitos aqueles que não compreendiam quem alertava para este problema da posse de bola excessiva. Esta apenas estava a ter como consequência o deixar os nossos adversários bem cómodos na arte de defender sempre do mesmo modo durante os 90 minutos e os empates tornavam-se cada vez mais frequentes.
NES detectou, com perspicácia, este entrave ao fluir do nosso ataque e está agora a ensaiar estas novas soluções. Mas cuidado, esta nova táctica apenas terá que ser mais uma das hipóteses, quando as coisas não resultam, e não se pode tornar na norma. Até porque, não será fácil aos muitos clubes pequenos que defrontamos durante toda uma época aceitarem o nosso convite para assumirem mais a posse de bola.

Também é claro que esta "geringonça" tem resultado melhor que o esperado devido à entrada, absolutamente à matador, de Soares, que além de nos dar uma profundidade até aqui impossível, tem revelado uma classe mesmo acima daquilo que terá exibido na sua passagem por Guimarães e Nacional. Parece estar a superar-se. Coisa, aliás, que era habitual nos jogadores quando assinavam pelo nosso clube, até há poucos anos. O peso da nossa camisola fê-los ainda melhores futebolistas. Infelizmente, ultimamente parecia que estávamos a assistir, demasiadas vezes, ao inverso de tal tradição. Ainda bem que voltámos ao caminho certo com este brasileiro, que ontem voltou a ser o melhor em campo pela terceira vez consecutiva. Três em três. Melhor era difícil.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

A Vergonha

A uns dias das eleições fica evidente que o problema não é a ausência de uma lista alternativa. É a presença da lista que se apresenta, sem vergonha, com os últimos três anos de serviço como cartão de visita, com um treinador do mais reles que a história do Futebol Clube do Porto já teve - no antes e no pós Pinto da Costa - e com um plantel sufragado e desenhado pela ausente direcção desportiva que quer ir a votos de forma descarada porque há ainda muito azul que arrancar da camisola até que fique pálida, sem cor.

O FC Porto perder em casa com o último classificado - e um último classificado morto e enterrado na classificação, no seu primeiro ano de 1º Divisão e que há cinco anos era equipa de III Divisão - podia ter sido um acidente de percurso anedótico - triste, mas anedótico - se não fosse o reflexo constante do que tem sido este clube nos últimos três longos anos. Todos eles com treinadores diferentes mas com um mesmo presidente - com letra pequena - e um mesmo responsável da área do futebol - com letra pequena igualmente - a respaldarem esta sequência inesquecível de fracassos. Quando os treinadores passam - são já 4, mais Rui Barros, em três anos, um logro absoluto - mas os problemas subsistem, é óbvio que o problema está noutro lado. Durante largos minutos de jogo, no estádio que já foi um dos maiores fortes do futebol mundial, mandou o Tondela. Quem parecia ter jogadores de terceira divisão - no controlo desastre, na falta de coordenação, na total e absoluta ausência de compenetração - eram os de azul e branco. Três meses depois acabaram as desculpas do tempo, especialmente depois da larga paragem de jogos com as selecções. Quando alguém é incompetente para desempenhar uma função, não há tempo que valha. Felizmente foi a primeira opção, naturalmente, como todos sabemos!

O problema é que, infelizmente, a alguns, a palavra vergonha não diz absolutamente nada.
Por isso vão a votos. Porque não lhes interessa o mais mínimo este clube. Os que sufragarem essa lista devem tê-lo assumido porque não vale, daqui a uns anos, quando jogos como o de hoje se transformarem na regra em lugar da excepção, virem com choramingas e lamentos. Tiveram uma oportunidade para dizer claramente não. Não a aproveitaram. Não se queixem depois. Levantem-se e aplaudam por favor. O Tondela já foi, que passe o seguinte, que aqueles que enterraram os "andrades" para lançar os dragões parecem ter-se arrependido e foram buscar o "andradismo" à cave escondida para fazerem dele a nova bandeira eleitoral.



Do jogo com o Tondela não há absolutamente nada a dizer a não ser que o resultado foi mais do que merecido. Quem ataca tão mal, defende pior e é incapaz de superar uma equipa que já se sabe há semanas de II Divisão, jogando em casa, não merece outra coisa a não ser o mais absoluto desprezo.
Do presente e futuro do FC Porto já muito foi dito. Aqui e noutros espaços atentos da bluegosfera ou por portistas que são apontados como o alvo a abater por indivíduos, newsletters e familiares oportunistas. Tanto faz...Os alertas lançados, os podres destapados, os debates lançados. No campo vive-se o reflexo do que existe fora. Foi assim nos tempos de glória. É assim nos tempos de podridão. E mais podre que este Porto há pouco até que descobrimos que sempre se pode ir um pouco mais longe. E haverá sempre uma nova descoberta por fazer. A derrota com o Tondela - uma frase que nunca passou pela cabeça de qualquer portista de direito e coração azul e branco pronunciar - é o fim da ilusão de um título que ou Jesus - pelo terceiro ano consecutivo - ou o Benfica - pelo terceiro ano consecutivo - vão tratar de disputar. É a derrota definitiva do FC Porto como primeira potência do futebol português, algo que podia ter sido debatido até ao ano passado mas que, face ao que se viveu este ano na Europa e na liga já não é real. É também a derrota epistolar de um modelo de gestão que não se sustenta a não ser nas cabeças delirantes de uns poucos.

Quanto mais dure esse delírio, mais tempo se tardará em voltar á elite. O FC Porto é grande demais para voltar a estar vinte anos no poço como outras gerações de grandes portistas tiveram de suportar. Mas o relógio não pára e três anos já passaram. Faltam apenas dezasseis e há quatro de um próximo mandato que, a ser semelhante - porque havia de ser diferente - do presente elevaria a contagem a sete. Esse é o cenário, tristemente, mais óbvio para o futuro imediato olhando para o plantel que existe, o treinador que existe, a politica de contratações que existe e os directores que subsistem...Sete anos já é um deserto?

Tique, taque, tique, taque...