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segunda-feira, 12 de junho de 2017

André Silva, depois de NES outro culpado do buraco nas contas

André Silva abandona o FC Porto pouco mais de um ano e meio como jogador sénior.
É muito triste que um atleta da casa, portista desde pequeno, um dos nossos melhores produtos da formação em décadas seja empurrado para fora do clube sem sequer poder cumprir dois anos completos de Dragão ao peito. No futebol moderno os jogadores detêm cada vez mais poder e quase sempre decidem se, quando e para onde querem ir. André Silva, como Ruben Neves há duas épocas atrás, não queria sair do seu clube mas acabou vitima de uma gestão tão nefasta que agora o FC Porto nem sequer tem independência na gestão das suas contas. Com a UEFA a observar cada gasto, cada receita, acabaram-se os pretextos para elogiar a "estrutura". Um dos cinco clubes com mais ingressos por vendas de jogadores da última década é hoje um clube forçado a vender ao desbarato, um clube com uma multa em cima que se pode ampliar de ano para a ano e um clube limitado na sua gestão económica e desportiva. O André Silva não merecia ter aparecido como profissional neste FC Porto.

Há muitos críticos do avançado do FC Porto, muitos.
Poucos se lembram seguramente da sua aparição estelar no final do ano passado já, daquela final da Taça de Portugal onde parecia o único a remar contra o desânimo colectivo de um final de época penoso a tal ponto que muitos sonharam com a sua convocatória para o Euro 2016 no lugar de Eder. Ainda bem que não aconteceu. No arranque da nova temporada, com um treinador medíocre e um plantel desequilibrado, sem nenhuma alternativa real para a sua posição - Depoitre não o era - durante meio ano coube-lhe a ele, sozinho, alimentar de golos o Dragão. Nunca um jovem tinha sido tão exposto e nunca um jovem respondeu tão bem. André Silva terminou o ano como o maior estreante goleador numa temporada completa vindo da formação desde os dias do "Bibota" Fernando Gomes. Não é brincadeira falar das suas cifras num primeiro ano que o viu também bater o recorde de precocidade de golos com a camisola da selecção batendo o ratio goleador de estrelas históricas como Eusébio ou Cristiano Ronaldo. Está claro que, dentro da sua faixa etária, André Silva é já um dos melhores do mundo na sua posição e que ia ser um dos activos mais apetecíveis no mercado. Marcou na Champions League, mostrando frieza para anotar penaltis determinantes, e só o desgaste físico de meio ano a correr praticamente só e a falta de arrojo táctico de Nuno, que o preteriu sempre a Soares em vez de encontrar uma forma de os fazer coabitar, passando André demasiados jogos perdidos numa posição que nunca foi a sua, fizeram que as suas cifras fossem baixando à medida que se aproximava Maio. Foi um primeiro ano notável a pedir um segundo ano de máxima confirmação. Um ano que André Silva queria disputar de azul e branco. Quem o conhece sabe do seu portismo, da sua adoração pelo clube, por viver na cidade e por partilhar da aventura com vários amigos de formação e de balneário. Silva quer jogar o Mundial de 2018 e sabe também que sair agora é um risco e ficar um ano mais no FC Porto garantia-lhe a titularidade, os minutos e os golos necessários para manter-se na pole position como parceiro de ataque com Cristiano Ronaldo na equipa das Quinas.
Mas André Silva já não vai estar aqui na próxima época e não por vontade própria.

Fernando Gomes, um homem que trocou a cidade do Porto, o Norte e a luta contra o centralismo por mais um tacho na capital, primeiro no governo e depois numa das empresas para onde saltam os políticos desempregados, surgiu na SAD do Porto de para-quedas, provavelmente como consequência dos muitos favores devidos e por dever. Sem nenhuma preparação, talento ou know-how, passou a ser porta-voz da SAD em muitos assuntos. Quase sempre o que diz é um disparate pegado. Há uns dias acusou NES de ser o responsável das sanções da UEFA. Sim, a Estrutura, aquela que defendia que o FC Porto era um clube gerido como nenhum outro, com um plano cuidado e em que o treinador tinha todas as condições para triunfar (não foi o reeleito Presidente que disse que com Hulks, Falcaos, Jacksons qualquer um é campeão?) deixando a parcela de gestão para quem sabia, agora tem a lata de culpar um homem de um buraco financeiro histórico que obrigou a UEFA a intervir e a castigar com mão pesada o Dragão.
NES pode perfeitamente ter pedido ao clube que não vendesse ninguém no último defeso. Que ia fazer? Pedir que lhe tirassem os únicos bons jogadores que tinha? Que tipo de treinador era capaz de dizer algo assim? E desde quando no FC Porto o treinador tem o poder de negar-se a vender ou jogador ou de impor outro? Adriaanse saiu pela porta fora com um título debaixo do braço porque não podia trazer um avançado do seu gosto. Conceição seguramente queria contar com André Silva. Em ambos casos a SAD disse que essa responsabilidade não era sua. Porque não o fez com NES? Ou então, porque mente?
Talvez os números ajudem a entender.
O buraco actual do FC Porto é histórico. O passivo cresce exponencialmente mas, sobretudo, o que cresce são os gastos em comparação com as receitas. O FC Porto paga cada vez salários mais elevados - ter Maxi Pereira e Casillas custa dinheiro, muito dinheiro - compra cada vez mais caro, vende cada vez menos e com menos percentagem de lucro. Tem uma rede de emprestados que roça as quatro dezenas de atletas, a maioria dos quais com salários pagos pelo clube, tem no Porto Canal um gasto fixo sem sentido e continua a pagar comissões, prémios de final de temporada e "outros gastos" (como gostam de eufemismos os amigos da SAD) muito por cima das suas possibilidades. O buraco, que já vem de 2011, atingiu o fundo e obrigou a UEFA a intervir. Há uma multa a pagar que de 700 mil euros pode chegar quase aos dois milhões (é anualmente ajustada ao cumprimento do acordado), três jogadores menos a inscrever na Champions League quando o clube já nem sequer cumpria o critério de formação local e nunca podia chegar aos 25 o que vai prejudicar o trabalho de Conceição, e ainda a necessidade de vender muito e já para evitar ficar suspenso das provas europeias no final do próximo ciclo de três temporadas. A culpa de tudo isso deve ser sem dúvida de NES. Jamais ninguém entenderia que fosse de Antero Henriques, Fernando Gomes ou, pasme-se, de Jorge Nuno Pinto da Costa, três nomes que tinham em mãos gerir a parcela desportiva e económica neste período desastroso em que o aumento do investimento nem sequer foi acompanhado de um só título desportivo. Livre-nos o senhor e as páginas de Facebook de sequer sugerir algo que não seja a cartilha oficial. NES, maldito sejas!



Nesse cenário, o FC Porto que sempre foi um clube vendedor, não tem outro remédio se não dizer aos seus próprios jogadores que dá exactamente igual o que eles queiram, o que o treinador queira ou o que o adepto sonhe. A debandada vai ser geral.  André Silva será o primeiro - e por valor muito abaixo do seu potencial de um mercado inflacionado mas que está condicionado pelo conhecimento geral do buraco nas contas, culpa sua e de NES - mas Conceição sabe que até Agosto o destino do avançado será o mesmo de Brahimi, de Danilo Pereira, de Hector Herrera e provavelmente de Felipe e Miguel Layun estando ainda sobre a mesa o dossier Casillas e o facto do FC Porto não poder pagar a 100% um salário que até agora era, na maioria, suportado pelo Real Madrid. Até Ruben Neves e Corona estão no mercado. Conceição sabe perfeitamente que o seu próximo plantel será composto por jogadores como Marega, Hernani, Soares, André André, Boly, Ricardo Pereira, Rafa Soares, José Sá, Rui Pedro ou Marcano, todos eles futebolistas de grande nível, sem lugar a dúvidas. Se não fosse pelo Dragão e pelo o azul e branco, o técnico poderia até acreditar que tinha regressado ao comando do Vitória de Guimarães ou do Sporting de Braga. A qualidade média do plantel não será muito diferente.
Para um cenário assim contar com elementos diferenciais é fundamental mas o FC Porto de Pinto da Costa já não se pode dar a esses luxos. O cenário é tão dantesco que mesmo a aposta no melhor do que temos na formação agora não garante um ciclo sequer de dois anos. Ruben Neves pode sair e há ofertas pelo imensamente promissor Diogo Dalot que nem sequer a camisola principal vestiu. Os olheiros europeus sabem perfeitamente que é Fernando Fonseca e Rafa também tem mercado. A situação é tão "Sporting" que da mesma forma que o clube de Alvalade teve de vender por tostões a um tal de Cristiano Ronaldo, o FC Porto começa a entrar numa espiral em que por muito boa que seja a sua cantera, ela não vai transformar-se no core de balneário de outros tempos, e o dinheiro das suas vendas a clubes melhor geridos ou com milionários atrás servirá para pagar os desastres de gestão dos últimos anos e os jogadores de comissionistas que vão continuar a entrar. Porque vão continuar a chegar ao clube. Sem qualquer dúvida.

André Silva, no meio disto tudo, foi uma vitima do tempo em que decidiu explodir com a camisola do FC Porto. Há quatro anos atrás talvez a consequência de uma década de gestão acertada no deve e no haver, o clube pudesse bater o pé e guardar para a recordação dos adeptos um ou dois anos mais do jogadores com a camisola do seu clube. Hoje o cenário é impossível. No final do dia, quando os adeptos se perguntam porque é que o FC Porto não ganha, é fácil criar páginas por encomenda para falar dos árbitros e assobiar para o lado. Assobiar para o lado e esconder o buraco financeiro que foi criado desde dentro. Assobiar para o lado e esconder o desmantelamento de uma cultura de balneário que foi propiciada desde dentro. Assobiar para o lado e esconder esta necessidade de vender todos os aneis e algum dedo que foi propiciada por dentro. Nenhum árbitro tem o poder de fazer o rombo nas contas do clube. Nenhum árbitro tem o poder de escorraçar do clube a prata da casa para esconder as misérias da gestão desportiva e económica. Nenhum árbitro tem a força de dizer aos adeptos de um clube tão grande como o FC Porto que têm de voltar a contentar-se com Maregas e Hernanis enquanto André Silva vai andar lá por fora a espalhar portismo e talento. E não vai estar só. Chegará o dia em que, para além dos árbitros - cuja realidade é indesmentível - a alguém se lhe ocorra fazer auto-critica. Pode ser que nesse dia a ponte D. Luis venha abaixo. Afinal de contas, tanto uma coisa como a outra são improváveis.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Statista

A Juventus passou a ser, desde sábado, de forma isolada, o clube com mais derrotas em finais da Taça dos Campeões/Champions League. No entanto, ainda não é o clube com mais derrotas no conjunto de todas as provas da UEFA.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Denunciado por Vítor Pereira, confirmado por Collina

Numa conferência de imprensa realizada a 20 de Março de 2012, o treinador do FC Porto, Vítor Pereira, denunciou os bloqueios efectuados pelos jogadores do SL Benfica e, aproveitando a ocasião, revelou parte de um diálogo que teve com o árbitro Artur Soares Dias, acerca deste tipo de infracções, a que os árbitros fechavam (e continuam a fechar) os olhos.

Três anos depois, num artigo publicado, esta semana, no jornal italiano Gazzetta dello Sport, Pierluigi Collina, responsável pela arbitragem da UEFA, escolheu uma jogada efectuada pelos jogadores do SL Benfica na meia-final da Liga Europa de 2012/2013, frente ao Fenerbahçe, como exemplo de um bloqueio faltoso.

Meio a brincar, meio a sério, era caso para Vítor Pereira vir novamente a público e, a propósito dos bloqueios encarnados, dizer: “I speak da True!”

No mesmo artigo, Collina referiu que cantos, livres laterais e lançamentos (olá Maxi!), são jogadas propícias à origem deste tipo de lances irregulares e recomendou aos árbitros que assinalassem falta, sempre que vislumbrem uma situação em que um futebolista corra na direcção de um adversário, sem a possibilidade de disputar a bola e com o único propósito de o bloquear.

Gazzetta dello Sport, 16-03-2015
«HAMSIK E IL BENFICA L?adozione di tattiche o schemi particolari viene analizzata nel corso degli stage per gli arbitri organizzati dalla UEFA e, ritengo, anche in quelli organizzati dalle singole Federazioni. Forse qualcuno ricorderà un gol annullato da Rosetti ad Hamsik in un Palermo Napoli, prima giornata del campionato 2009-10: calcio di punizione laterale e Campagnaro che parte da una posizione di chiaro fuorigioco e ostacola il difensore che doveva marcare Hamsik. In pre-campionato avevamo parlato di questa tattica e gli arbitri erano pronti al verificarsi di simili episodi. E ancora nel 2013 a tutti gli arbitri UEFA è stata inviata una clip che evidenziava proprio la tattica utilizzata dal Benfica in occasione dei calci di punizione laterali, con almeno due-tre attaccanti che avevano il solo compito di bloccare in maniera irregolare gli avversari. La raccomandazione data ad arbitri, assistenti e addizionali è stata quella di essere particolarmente attenti quando su una palla inattiva gli attaccanti di una squadra si posizionano in chiaro fuorigioco, perché a quella posizione farà certamente seguito un movimento che influenzerà lo svolgimento dell?azione. In altre parole deve scattare una sorta di allarme per essere pronti a vedere e valutare un?eventuale azione fallosa.»
Pierluigi Collina
Gazzetta dello Sport, 16-03-2015


A propósito do artigo de Collina, o subdiretor de O JOGO, Jorge Maia, fala (e bem!) nos maus hábitos de algumas equipas portuguesas.

Jorge Maia, O JOGO, 18-03-2015

Perante este esclarecimento de Pierluigi Collina, falta saber o que irão fazer, daqui para a frente, os árbitros portugueses, nomeadamente nos jogos que ainda faltam até ao final deste campeonato.

Eu sei, todos sabemos, que o Sistema (o verdadeiro Sistema!) tudo tem feito (golos limpos anulados, golos do SLB em fora-de-jogo, expulsões de jogadores adversários, etc.), sem olhar a meios, para levar o SL Andor ao colo até ao título. Mas, ó gente, olhem que até no estrangeiro (Espanha, Itália, …) já se fala nas falcatruas do SLB.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Os brasileiros do FCP e do SLB

Ontem, a redacção portuguesa do UEFA.com escolheu um “onze” de jogadores brasileiros que se destacaram na fase de grupos da UEFA Champions League, onde constam quatro jogadores do FC Porto e… zero do SL Benfica:

Guarda-redes: Fabiano (FC Porto)
Lateral-direito: Danilo (FC Porto)
Defesa-central: Maicon (FC Porto)
Defesa-central: David Luiz (Paris Saint-Germain)
Lateral-esquerdo: Marcelo (Real Madrid)
Médio-defensivo: Casemiro (FC Porto)
Médio-direito: Alex Teixeira (Shakhtar Donetsk)
Médio-esquerdo: Lucas Moura (Paris Saint-Germain)
Médio-centro: Willian (Chelsea FC)
Avançado: Neymar (FC Barcelona)
Avançado: Luiz Adriano (Shakhtar Donetsk)


A BOLA, depois de, na quarta-feira passada, ter antecipado o clássico entre dragões e águias (talvez para evitar falar no “excelente” desempenho europeu do SLB…), dizendo que os encarnados de Lisboa vinham ao Estádio do Dragão para ganhar…



… hoje decidiu “responder” à redacção portuguesa do UEFA.com:


E, claro, A BOLA não se esqueceu de salientar que o lateral-direito do FC Porto está de saída, enquanto que o lateral-direito do SL Benfica está perto na renovação. O costume…

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O Vitaliy russo e o Duarte lisboeta

Ao minuto 90’+2 do recente Schalke 04 x Sporting, numa altura em que o jogo estava empatado (3-3), o árbitro assinalou um penalty inexistente a favor da equipa alemã, por pretensa mão do defesa sportinguista Jonathan Silva (a bola bateu-lhe na cara).

O Schalke ganhou o jogo por 4-3 e, como seria de esperar, entre os calimeros caiu o Carmo e a Trindade, a começar pelo treinador que diz que não fala de arbitragens, mas que, pelos vistos, protesta (e de que maneira!) com os árbitros, mesmo que seja preciso comunicar por gestos…

Marco Silva e os árbitros russos, no final do Schalke 04 x Sporting

Como seria de esperar, sempre que o prejudicado é um dos clubes da 2ª circular, não foi só o universo sportinguista a decretar o “luto desportivo”. A comunicação social lisboeta não ficou atrás e, qual Auto de Fé, “crucificou” a equipa de arbitragem russa na praça pública.

A BOLA, 22-10-2014

Entretanto, com o clima de contestação a crescer hora a hora, soube-se ontem (através do Schalke 04) que os leões terão solicitado à UEFA a repetição do jogo ou, em alternativa, o pagamento do prémio referente ao empate (500 mil euros).

Tudo isto faz-me sorrir, até porque lembro-me, perfeitamente, de um erro de arbitragem muito parecido, que também ocorreu nos instantes finais de um jogo disputado na Amadora, em 26 de Setembro de 2007, para a 3ª Eliminatória da Taça da Liga 2007/2008.

Quando esse Estrela Amadora x SL Benfica entrou no período de descontos, a equipa encarnada, na altura treinada por José António Camacho, estava a perder por 0-1 e na iminência de ser eliminada.

Contudo, tal como em Gelsenkirchen na passada terça-feira, ao minuto 90’+2, o árbitro, um tal de Duarte Gomes (conhecem?), assinalou um penalty fantasma a favor da sua equipa do coração, por pretensa mão de Maurício, num lance em que o defesa da equipa da Amadora cortou a bola com… a cabeça.

Evidentemente, quer o treinador, quer os jogadores do SL Benfica não se importaram com esse clamoroso erro da equipa de arbitragem e, chamado à conversão do penalty, o norte-americano Freddy Adu não se fez rogado, marcou o golo que deu o empate (1-1) e levou a decisão da eliminatória para a marcação de grandes penalidades (tendo o Benfica eliminado o Estrela, por 5-4 nas gp).

No dia seguinte (27-09-2007), o árbitro Duarte Gomes, em declarações ao site da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, veio a público fazer o mea culpa, pelo penalty assinalado a favor do SL Benfica, em tempo de descontos, e que permitiu aos encarnados seguir em frente na Taça da Liga:

“Perante as evidências que resultam do visionamento das imagens televisivas reconheço que houve um claro erro de arbitragem”

“Pelo momento do jogo em que aconteceu e pelas características da competição, [a decisão] teve consequências que fazem com que pese ainda mais sobre a equipa de arbitragem”

“… é tempo de todos os intervenientes do jogo perceberem que os árbitros não são seres infalíveis e estão em campo durante 90 minutos a tomar dezenas de decisões em fracções de segundo”


Sabem o que é que aconteceu ao árbitro Duarte Gomes?
Nada!
Ninguém, desde jornalistas a dirigentes da arbitragem, passando por jogadores e treinadores o “crucificou” publicamente (até houve quem o elogiasse, por ter tido a coragem de assumir o erro da equipa de arbitragem).
E, após este caso, o senhor Duarte Gomes continuou tranquilamente a roub…, perdão, a arbitrar como muito bem sabe nos relvados portugueses e, claro, manteve o estatuto de árbitro internacional e as respectivas mordomias.



Por isso, tenho um recado para todos, principalmente jornalistas, que estão indignados com estes árbitros russos: deixem de ser hipócritas!


P.S. Li, algures, um idiota a explicar o penalty mal assinalado na Alemanha, como sendo consequência da interferência da máfia russa. Seguindo o mesmo raciocínio, em Portugal, os roub..., perdão, os erros clamorosos de arbitragem serão consequência da máfia do Seixal?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mistérios de Lille

1. Um jogo disputado num “pavilhão”

O JOGO
O que terá levado a UEFA a concordar com a pretensão do Lille, de disputar o jogo contra o FC Porto com a cobertura amovível do Estádio Pierre Mauroy fechada?

As coberturas amovíveis (nos estádios que as têm) servem para preservar os relvados e proteger os espectadores das agruras do Inverno, nomeadamente quando está a nevar e/ou se registam temperaturas negativas.

A questão é que o Lille x FC Porto foi disputado em pleno Agosto, num dia em que nem sequer se registaram aguaceiros e com uma temperatura exterior à hora do jogo de 12 graus centígrados (excelente para a prática de um jogo de futebol).

Eu compreendo que os dirigentes do Lille quisessem “abafar” os jogadores do FC Porto (pouco habituados a jogar em “pavilhões”).
Eu sei que, num estádio fechado, 30 mil espectadores a gritar parecem o dobro e poderiam impressionar uma equipa com uma média de idades inferior a 23 anos.
Mas pensava que a UEFA, apesar de ser liderada pelo francês Michel Platini, era isenta (cof, cof, cof…).


2. Uma arbitragem “inteligente”

O que terá levado o senhor Bjorn Kuipers a, logo aos 6 minutos, amarelar um defesa do FC Porto (Danilo), num lance de bola dividida, sem perigo para a integridade física do adversário e em que não foi anulada qualquer jogada de perigo?

O que terá levado o mesmo Bjorn Kuipers a, por exemplo, aos 30 minutos, nem sequer assinalar falta, num lance em que o francês Gueye entra de pé em riste sobre Maicon, atingindo-o de forma perigosa (podia ter provocado uma lesão grave)?

Aos 28 minutos, numa altura em que o resultado estava em 0-0, Jackson foi ostensivamente agarrado e puxado por Basa em plena área do Lille, quando tentava cabecear uma bola.
Dos cinco árbitros holandeses, as imagens da transmissão televisiva mostraram que, pelo menos o árbitro de baliza, estava a olhar para os dois jogadores e viu perfeitamente.

Perante um lance desta clareza, o que terá levado o senhor Bjorn Kuipers (um árbitro do grupo de elite da UEFA, que arbitrou a última final da Liga dos Campeões) a não assinalar a grande penalidade que se impunha?

Bjorn Kuipers expulsa Rolando (Supertaça Europeia 2011/2012)

Nota: Para quem não se lembra, Bjorn Kuipers é o mesmo árbitro que, há três anos atrás, no dia 26 de agosto de 2011, na final da Supertaça Europeia entre o FC Barcelona e o FC Porto, não assinalou um penalty óbvio sobre Guarín (e que seria uma oportunidade flagrante para o FC Porto reestabelecer a igualdade no marcador).


Para além do valor do Lille, uma equipa com uma boa organização defensiva e que aposta no erro do adversário, é também por causa deste tipo de "mistérios" que estou de pé atrás em relação ao jogo da 2ª mão.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Proibição da partilha de passes

O JOGO, 10-04-2014
Emanuel Medeiros, ex-presidente-executivo da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (cessou funções no final de Março), deu uma entrevista a O JOGO (publicada na edição de 10-04-2014) em que disse o seguinte:

A breve trecho, a inscrição de jogadores para participação nas provas europeias só será possível desde que todos os direitos estejam concentrados no clube ao serviço do qual o jogador milite. A participação de terceiros nos direitos económicos dos atletas será vedada, à semelhança do que já acontece em Inglaterra, França e Polónia. Isso vai provocar impacto, ainda que a FIFA possa seguir um rumo diverso deste. Procurei sensibilizar o presidente da UEFA para que essa proibição não entrasse em vigor de forma imediata e fosse permitido aos clubes de todos os países onde essas práticas existem – e são mais do que aqueles que abertamente o confessam – um período transitório para proceder a ajustamentos desportivos e financeiros.


Se esta intenção da UEFA for mesmo para a frente, a política de contratações e a estratégia de gestão de “ativos” das SAD’s do FC Porto e SL Benfica vai ter de mudar e mudar substancialmente.

E, além de mais arriscado, muito provavelmente será também mais difícil clubes portugueses contratarem (passando a deter desde logo 100% dos passes) jogadores como Luís Fabiano, Lucho, Lisandro López, Anderson, Hulk, James Rodriguez ou Quintero.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Gianluca Rocchi no Sanchez Pizjuán

Gianluca Rocchi
A UEFA escolheu o senhor Gianluca Rocchi para dirigir o desafio entre Sevilha e FC Porto.

O FC Porto não tem grandes recordações deste árbitro italiano, de 40 anos, natural de Florença. De facto, Rocchi já apitou dois jogos do FC Porto, ambos fora de casa e ambos terminaram com derrotas dos dragões:
- 2010/2011, Villarreal x FC Porto (3-2);
- 2012/2013, APOEL x FC Porto (2-1).

Neste regresso do FC Porto a Espanha, para decidir uma eliminatória da Liga Europa, recordo que o desempenho deste árbitro no El Madrigal, no 2º jogo das meias-finais da Liga Europa 2010/2011, foi muito caseirote (felizmente a eliminatória tinha ficado praticamente decidida no jogo da 1ª mão, após os 5-1 alcançados no Estádio do Dragão).
Recordando os três golos do “submarino amarelo” nesse jogo...
O 1º golo do Villarreal foi precedido de fora-de-jogo;
O 2º golo do Villarreal foi precedido de falta, não assinalada, sobre Sapunaru (empurrado);
O 3º golo do Villarreal foi de penalty, algo forçado, e com o executante (o seu compatriota Giuseppe Rossi) a fazer uma “paradinha”.

Ficha do jogo Villarreal x FC Porto (fonte: zerozero.pt)

Como se isto não bastasse, o árbitro revelou uma grande complacência para com os jogadores do Villarreal, que se fartaram de dar pau mas, em contraponto, mostrou quatro cartões amarelos a jogadores do FC Porto (André Villas-Boas teve o cuidado de substituir João Moutinho aos 52', não fosse o diabo tecê-las, para o salvaguardar de um amarelo que o afastaria da Final).

Por tudo isto, não gostei desta nomeação e, mal tive conhecimento da mesma, lembrei-me do perigo invisível, que referi em Abril de 2011.

E também foi inevitável lembrar-me da arbitragem de outro italiano, Nicola Rizzoli, numa outra eliminatória com o 2º jogo também disputado em Espanha - o Malaga x FC Porto da época passada. Aos 30 minutos, três jogadores do FC Porto já estavam amarelados: Otamendi (17’), Defour (24’) e Alex Sandro (30’).

Espero que todos estes factos sejam apenas más coincidências e que, na próxima quinta-feira, o árbitro italiano não se deixe influenciar pelo ambiente e/ou por pressões externas.

quarta-feira, 19 de março de 2014

E foi assim há quase 5 anos...


Jesualdo fizera um "manguito", em resposta a uma decisão do árbitro, num jogo em Madrid, contra o Atlético, umas semanas antes.

Segundo o regulamento disciplinar da UEFA, artigo 11, um interveniente no jogo, será punido se  "tiver uma conduta insultuosa ou se violar as regras básicas da conduta decente" ou que tenha um comportamento "pouco desportivo". Jesualdo infringiu, foi castigado.

Entretanto...


...continuamos à espera.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Eu confesso que...


...fiquei satisfeito (o que é bem diferente de "contente") que as gaivotas ontem tenham ganho.

E fiquei satisfeito não devido a qualquer sentimento de patrotismo (isto é uma competição de clubes, e não há nenhum clube em competição na LC de que goste menos do que as gaivotas - já para representar Portugal temos a seleção nacional), mas sim porque nao fez diferença nenhuma para eles no apuramento (vão para a LE na mesma) mas os pontos dão jeito ao ranking de Portugal na UEFA (estamos a fazer uma época miserável, já agora). Para mais contra um clube de um pais concorrente directo (França).


E o ranking interessa porque dá jeito ao FCP que nos mantenhamos (Portugal) numa posição de ter 2 clubes apurados para a fase de grupos da LC (mais um no play-off de apuramento). Nada nos garante (longe disso) que o FCP seja sempre campeão nos proximos anos, ano após ano...


Mais: as receitas da LC dão mais jeito do que nunca. No ano passado os 20M€ que recebemos foram cerca de 3 vezes mais (!!) do que as receitas de bilheteira, Dragon Seat, merchandising e quotas todas juntas....


Sendo assim não me importo que as gaivotas continuem a amealhar pontos na LE (aliás, isso tambem serve de distração para o campeonato, tal como eventual fonte de desgaste e lesões), pelo menos até princípios de Março. Afinal de contas, quero muitíssimo mais o melhor para o meu clube do que o mal para eles... Dito isto, a partir dessa fase da competição a coisa «pia mais fino» e em princípio desejo-lhes a derrota.


Quanto ao nosso FCP e o jogo de logo, bem, a esperança é a última coisa a morrer mas em princípio será mais para cumprir calendário que outra coisa (até porque mesmo que ganhássemos o motivadíssimo Zenit teria que perder pontos). Só peço que o treinador e jogadores honrem e suem a camisola - e estou na expectativa de ver se o treinador começa a ficar mais esclarecido, ou se vai continuar a insistir nos seus equívocos.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

De capuchinho vermelho a lobo mau

Caro leitor, há uma semana atrás você conhecia o senhor Nuno Cárcomo Lobo?

Como é que, de repente, este quase desconhecido (talvez 0,01% das pessoas que acompanham o fenómeno desportivo soubessem quem ele era) passou a estrela mediática tendo, em poucos dias, obtido um enorme espaço em jornais, bem como, um tempo de antena nas rádios e nas televisões de fazer inveja a políticos em campanha eleitoral?

Foi fácil, bastou a este “capuchinho vermelho” transformar-se num “lobo mau” e, depois de comportamentos provocatórios no camarote presidencial do estádio da Amoreira (que, inclusivamente, mereceram a crítica do seu antecessor no cargo), fazer-se de vítima e atacar violentamente (violência verbal, entenda-se) o presidente e outro dirigente do FC Porto.

Evidentemente, vivendo nós num país de gente amargurada, onde os sucessos dos dragões provocam uma enorme azia, quem escolhe o FC Porto como alvo é sempre bem visto. É uma estratégia por demais conhecida, que outros mais espertos que o Nuninho já seguiram no passado (Santana Lopes, Vale e Azevedo, Rui Rio, etc.) mas, apesar de gasta, continua a dar resultado.

Até aqui nada de novo na lisboalândia. Mas, sem que tenha ficado surpreendido, há duas coisas que não deixaram de me causar alguma impressão.

Conforme se pôde ler no Facebook de Nuno Cárcomo Lobo, em 21 de Fevereiro de 2011, após o final de um jogo entre leões e águias, o Sporting (equipa e clube) foi visado, e de que maneira, por este “capuchinho vermelho”:

Terminou o jogo-treino para o Estugarda… OH Jesus, podias ter levado os juniores a Alvalade ou então jogares com 8 jogadores. Bastava… Tenho mais respeito pelo Portimonense ou pela Naval do que pelo clube do Bairro de Alvalade!!! CARREGA BENFICA!!!

Agora... Calma e concentração, rapazes!!! Agora teremos pela frente equipas de futebol: Estugarda e Marítimo!!! De ballet como a de hoje já não apanharemos muitas mais!!! FORÇA CAMPEÃO!

Eu não sou sportinguista (cruzes, credo!) mas, tendo estas declarações sido profusamente divulgadas nos últimos dias (entretanto estes posts já foram apagados), gostava de saber o que é que os sócios do Sporting pensam disto.
Quanto a Bruno de Carvalho, que afirmou não admitir faltas de respeito institucionais de ninguém, já se percebeu que a coerência não é o seu forte e continua a agir como se o atual presidente da Associação de Futebol de Lisboa nada tivesse dito de ofensivo para o clube a que preside.
Aliás, prevejo que ainda iremos assistir a um “casamento” entre Bruno de Carvalho e Luís Filipe Vieira, apadrinhado pelo homem que classifica o Sporting como o “clube do Bairro de Alvalade” …


Mas pior que este come e cala leonino é o comportamento de dois dos principais dirigentes do futebol português.
Tendo Nuno Lobo proferido (escrito) afirmações reveladoras de um racismo nojento, como é que os presidentes da Federação Portuguesa de Futebol e da Liga de Clubes aceitaram os convites e estiveram presentes no jantar do 103.º aniversário da Associação de Futebol de Lisboa, que se realizou na passada segunda-feira?


A partir de agora, quero ver com que cara é que Fernando Gomes (presidente da FPF) e Mário Figueiredo (presidente da Liga) irão criticar e combater declarações, ou manifestações racistas, que ocorram nos campos de futebol. É que, apesar das obrigações institucionais, a hipocrisia tem limites.

E depois, ainda há quem se admire que Adelino Caldeira e Pinto da Costa os deixe ficar de mão estendida…


«UEFA has reinforced its stand against racism and, together with the players' body FIFPro, is now actively supporting campaigns attempting to banish this evil from football and society.
European football's governing body has forged a close partnership with the Football Against Racism in Europe (FARE) network, which comprises groups and bodies working against intolerance and discrimination across the continent.»
Fonte: uefa.com

Nota: Os destaques no texto a negrito são da minha responsabilidade.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Crise? Qual crise?

Agora que os mercados fecharam em quase todo o lado, os plantéis finalmente começam a tomar contornos definitivos.

A Premier League consolida cada vez mais o papel destacado de liga rica da Europa: neste defeso os clubes ingleses gastaram mais de 720M€ em passes (facilmente batendo o recorde de 2008), mas o mais importante é que tiveram um investimento líquido (descontando as vendas) de 460M€ - alimentado em grande parte pela venda de direitos de TV (mas não só).

A seguir e a grande distância vêm os clubes espanhóis e italianos ex-aequo (390M€ cada, 25% dos quais só para o Bale), franceses (315M€, dos quais metade no Mónaco) e alemães (270M€) – não tenho dados para a Rússia, mas estou certo que vem mais abaixo. Salvo erro o dinheiro gasto em passes subiu em todos esses países neste defeso.

Não tenho dados para o investimento líquido nessas ligas, mas terá sido certamente uma pequena fração dos 460M€ na Premier League, se é que foi positivo. De assinalar também que o grosso do investimento nessas ligas foi muito mais concentrado num punhado de clubes do que em Inglaterra.

É por o dinheiro estar acima de tudo em Inglaterra que é importante que os não-comunitários contratados pelo FCP sejam titulares na sua seleção (um critério fundamental para poderem lá jogar – a FA abre excepções, como foi o caso do Anderson, mas são isso mesmo, excepções). É possível que tenha sido por causa disso que Fernando não tenha sido agora transferido para lá, e é um factor que poderá eventualmente limitar o «leilão» numa venda futura de Jackson (ele que está tapado por Falcão na seleção).

De resto e falando do FCP, acabou por não haver nenhuma saída de titulares habituais (nem mais nenhuma contratação, havendo quem suspirasse por um extremo). Boa notícia, excepto talvez no caso de Fernando (por mim tinha-o vendido por ofertas superiores a 10M€... agora é extremamente urgente 1. renovar contrato e 2. trabalhar seja o jogador seja a táctica, de forma a maximizar a sua utilidade na equipa).

Com as saídas de Ba e T. Rodrigues para o Guimarães e de Iturbe para Verona, o plantel concluiu o seu emagrecimento. De assinalar que um impacto da saída do primeiro junto com as saídas de Atsu (bem vendido) e Castro, voltamos a ter um único jogador formado no FCP no plantel: Josué (que depois de ter sido dispensado há 2 anos foi comprado outra vez, qual filho pródigo regressado a casa).

Isso, junto com um recorde negativo de portugueses no plantel (4 apenas, incluindo o Josué), limita o treinador nas inscrições para a UEFA, e penso que terá sido uma das razões para termos o plantel mais curto da última década: 24 jogadores.

Mesmo assim nem todos poderão ser inscritos na UEFA (salvo erro 3 ficarão de fora, já que pelo que vi nenhum dos estrangeiros do plantel fez 3 épocas completas em Portugal até aos 21 anos), já que só há 17 inscrições livres estando mais 4 reservadas para prata da casa (usamos apenas uma) e outras 4 para jogadores formados em Portugal (das quais vamos usar 3), o que é pena. Para além de Bolat (certinho que fica de fora), não é óbvio quem escolher à partida sabendo-se que até Janeiro não pode haver alterações... penso que a escolha será entre Izmaylov e C. Eduardo; e entre Kelvin e Ricardo. 21 parece-me curto... em última instância teremos que recorrer a adaptações ou prata da casa sub21 que jogue na equipa B (que podem ser inscritos na UEFA).


De resto estou curioso para ver o R&C da slb SAD daqui a uns meses, já que - apesar de não se poderem dar a esse luxo, a não ser à custa de carregar ainda mais o endividamento, já de si muito elevado - investiram muito mais do que encaixaram em vendas, nomeadamente 25M€. Será que daqui a um ou dois anos teremos uma repetição do «estouro» que vimos agora no outro lado da 2a circular?

domingo, 26 de maio de 2013

O impacto das inscrições na UEFA na formação do plantel

No seguimento do artigo de anteontem do José Correia sobre a formação do plantel, chamo (mais uma vez) a atenção para um factor que a maior parte do pessoal se esquece sempre quando se fala de (eventuais) saídas e entradas: as inscrições na UEFA (Liga dos Campeões).


Só temos 17 vagas livres - o que é extremamente curto, ate' porque:

1. se alguém se lesionar nao pode ser substituido na lista de inscrições até Fevereiro, e
2. em muitos casos é difícil ao treinador decidir já em Agosto quem é que vai dar mais jeito em Outubro ou Novembro.

Para além disso temos 4 vagas para jogadores formados no FCP, e mais outras 4 para formados em Portugal; e uma lista ilimitada de sub21 (se tiverem passado 3 épocas completas no FCP, o que cada vez é menos o caso com os ex-juniores).

Ora do plantel A actual so' Castro e Atsu cumprem a 'formação no FCP', e o segundo bem provavelmente está de saida, sobrando portanto Castro (se ficar) - e possivelmente Abdoulaye Ba, que se não cumpriu este ano 3 épocas antes de fazer 22 anos esteve muito perto disso. 

Curiosamente James cumpriu agora a 3ª época no FCP e antes de fazer 22 anos, o que quer dizer que a partir de agora é considerado como «formado no FCP»... mas a jogar no Mónaco.

Para além disso: com a saída de Moutinho, formados em Portugal temos neste momento Varela e (salvo erro, se não cumpre o critério será por muito pouco) Maicon.

Conclusão: é previsível que do plantel que acabou agora o campeonato, só iremos preencher umas 3 das tais 8 vagas condicionadas (o que seria um recorde pela negativa e condicionando imenso o treinador na LC). Quer isso dizer que estou convicto que a SAD e equipa técnica se irão ver compelidos neste defeso a:

1)     segurar Castro e Abdoulaye no plantel
2)     contratar um par de portugueses para ficar no plantel e não emprestar (por exemplo Licá? Quanto a Tiago Rodrigues duvido que não seja emprestado, mas quem sabe, até pela razão que aqui abordo), e
3)     promover um ou outro que seja prata da casa (emprestado ou da equipa B),  e atenção que por ex Sebá não conta nesta discussão por não ter sido formado no FCP; por exemplo parece-me quase certo que Tozé seja incorporado de vez

...de forma a preencher pelo menos mais 2 ou 3 dessas 8 vagas, chegando a um total de pelo menos cerca de 22 inscrições (mais uns quantos putos na lista B), o que já é muitíssimo mais «gerível».

sábado, 23 de fevereiro de 2013

FCP cabeça-de-série na LC em 13/14

Para além de um bom jogo e resultado contra o Málaga, a jornada europeia desta semana trouxe-nos um «bónus» que terá passado desapercebido a (quase) toda a gente: o FCP garantiu (a 99%) que em Setembro estará mais uma vez no sorteio da fase de grupos da LC como cabeça-de-série, o que convenhamos dá bastante jeito - e prestígio.

Antes de mais nada, é garantido que entraremos directamente na fase de grupos da LC em Setembro já que Portugal apura 2 equipas directamente para essa fase - e é impensável que o FCP acabe o campeonato em 3o lugar.

Olhando para o ranking de clubes da UEFA (em função dos pontos conquistados nas competições europeias nas últimas 5 épocas), vê-se que estamos neste momento em 7o lugar com o Inter, Valência e A. Madrid a «morder-nos os calcanhares».

Ora se é plausível que o Inter ainda nos ultrapasse até ao fim desta época (podendo eventualmente ir mais longe na LE do que nós na LC), já o Valência está com um pé fora (só por milagre ganha por 2-0 em Paris, penso eu) e o A. Madrid foi ontem eliminado (tal como o Lyon, já agora, que está um pouco mais atrás). Quanto ao Shakhtar, para além de ser muito provável que seja eliminado pelo Dortmund (precisa de ganhar na Alemanha), está demasiado longe para nos poder ultrapassar esta época. Tal como o Milan.

Ou seja, (pelo menos) o 8o lugar no ranking no Verão está praticamente garantido. É até possível que consigamos chegar ao 6o lugar ultrapassando o Arsenal, mas para isso teríamos que chegar pelo menos às 1/2 finais (mas antes de sequer pensar nisso, convém estar agora concentrados no jogo de Málaga - um passo de cada vez).

Para além disso mesmo que (para além do Inter) o Valência por milagre consiga ultrapassar o PSG e ir mais longe do que nós utrapassando-nos no ranking, é bem provável que haja equipas acima de nós que não se consigam apurar para a fase de grupos da LC - começando pelo próprio Valência (em 5o lugar na Liga Espanhola), passando pelo Inter (também 5o) e terminando no Arsenal (também 5o, e em crise).

Como disse no início, para além de pragmaticamente ser cabeça-de-série dar muito jeito (evitando por exemplo o risco de apanhar Barcelona, Juventus e B. Dortmund no mesmo grupo), também dá prestígio. Repare-se que o FCP é a única equipa que tem estado consistentemente no top10 do ranking que não é originária de Espanha, Inglaterra, Itália ou Alemanha (esta última representada neste grupo de elite por um único clube, o incontornável Bayern). Mesmo a França não o consegue, com o Lyon a descair nos últimos anos sem que outro clube francês se tenha intrometido entre os «gigantes»; nem os petrodólares russos e ucranianos.

Não haja dúvidas que isto pesa, por exemplo, nas considerações de clubes interessados em jogadores do FCP.

Para terminar: este assunto terá passado desapercebido a quase todos, mas não sei porquê suspeito que se tratasse de um clube da 2a circular que conhecemos já teríamos enormes parangonas e loas nos jornais.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

A utopia ibérica

«A Liga espanhola está centrada no Barcelona e no Real Madrid, por isso seria inteligente encontrar uma fórmula para a criação de uma Liga de estados ibéricos», afirmou Laporta, em declarações prestadas à Antena 1.
Joan Laporta, ex-presidente do Barcelona

El Barcelona podría jugar la Liga que le gustara más. Pero yo creo que en este punto no habría duda de que jugaríamos la liga de la Península Ibérica, o la LFP, y jugaríamos contra los rivales habituales”.
Josep Bartomeu, vice-presidente Barcelona

Os eleitores catalães foram às urnas no passado domingo como nunca na sua história.
Viveu-se o maior registo de participação desde a queda do regime franquista e a maioria clara dos votos foram entregues a partidos que defendem a realização de um referundum que proponha a separação da Catalunha do resto de Espanha.

Apesar da derrota do partido que estava no governo - e que liderou a campanha independentista - o conservador CIU, os partidos de esquerda que apoiam a separação do estado catalão triplicaram a sua votação e garantem essa maioria necessária. Sem saber o que esperar nos próximos meses, os adeptos do Barcelona continuam a debater sobre onde deveria jogar o clube blaugrana em caso da improvável independência se tornar numa realidade.

Actualmente manejam-se três cenários (um quarto, que o Barça jogue na Ligue 1 é meramente retórico), para essa situação que incluiria igualmente o Espanyol e em menor medida o Nastic de Tarragona e o Girona, os outros dois clubes catalães que disputam a liga profissional mas no segundo escalão.



1) Que tudo fique na mesma e os clubes catalães joguem na liga espanhola, como sucede com o AS Monaco em França ou com o Swansea e Cardiff City em Inglaterra.

2) Que se crie uma liga própria, exclusiva para clubes catalães, emulando uma competição que já existe, a Copa Catalunya, dada a rejeição de muitos espanhóis em receber os dissidentes.

3) A criação de uma Liga Ibérica.

Enquanto o segundo ponto é o mais improvável, algo que a directiva do clube já se manifestou abertamente contra, consciente da insignificante realidade do futebol catalão para formar uma liga própria que seria muito inferior, por exemplo, à da Escócia, a grande polémica está entre os pontos 1 e 3. Ambos têm defensores e detractores com influência institucional e espelham bem o mosaico complexo que vive a sociedade espanhola.

Os mais radicais independentistas querem cortar todos os laços institucionais com Espanha e por isso, na impossibilidade lógica de ter uma liga própria, apenas aceitariam jogar com os clubes do país a que pertencem actualmente se essa prova incluísse também outros povos ibéricos, ou seja, nós.

Essa é a filosofia de Laporta e do laportismo, uma facção fortíssima entre os adeptos blaugranas e uma ideia que foi muito aplaudida nos sectores mais radicais durante a campanha eleitoral. Laporta prepara-se para voltar a disputar a presidência do clube e foi deputado independentista desde que abandonou o clube, e foi o primeiro, em 2009, a defender a ideia de uma Liga que reunisse os clubes catalães, vascos, galegos, espanhóis e portugueses, numa prova a 18 clubes. Convidaria o FC Porto, SL Benfica, Sporting de Braga e Sporting CP para juntar-se a Barcelona e Espanyol e 12 clubes mais espanhóis, entre bascos, galegos, andaluzes, valencianos ou castelhanos.



Essa liga tem sido um projecto utópico discutido - como o iberismo em si - desde há vários anos por vários intelectuais e pensadores do jogo na Península Ibérica. Muitos defendem a ideia como tábua de salvação financeira para os clubes portugueses, presos numa liga sem receitas e sem rivalidade para lá do top 4. Seria um torneio que agradaria a todos, já que a imprensa espanhola acredita que os clubes portugueses não aguentariam muito tempo na elite e acabariam por diluir-se na 2º divisão, a Liga Adelante, mantendo o status quo.

No entanto, essa pseudo-liga ibérica não deixa de ser uma tremenda utopia perfeitamente irrealizável.

Nunca teria o selo da UEFA - que de o permitir abriria a porta para o fim da sua base de apoio legal, o federalismo nacional - e o exemplo das propostas do Celtic e Rangers de juntar-se à Premier - rejeitadas - já o deixa antever.

Mais realista seria o ponto 1, emulando o que já acontece com clubes do Pais de Gales (o Swansea é o caso mais evidente) ou com o próprio AS Monaco, que actuam nas ligas profissionais inglesas e francesas, respectivamente, precisamente porque não há condições para subsistirem numa liga autonómica independente. Além do mais, ninguém, nem em Madrid nem em Barcelona, está disposto a viver sem os inevitáveis Clásicos anuais, o verdadeiro termómetro emocional do futebol espanhol. As directivas de ambos os clubes conhecem o impacto financeiro que esse duelo tem nas contas dos clubes e na sua imagem a nível mundial e seriam incapazes de abdicar dessa mais valia apenas por questões políticas.

No caso dos clubes portugueses, restará a possibilidade de melhorar as condições existentes na Liga ZON Sagres, seja pela renegociação dos contratos televisivos, a aposta na formação local e o ajuste dos preços dos bilhetes para manter longe o espectro dos estádios vazios. Porque sonhar com disputar o título ibérico com Real Madrid, Barcelona, Valencia ou Atlético de Madrid é apenas um sonho de impossível realização.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Resolver a questão da co-propriedade

«Se se proibirem totalmente fundos de investimento vai ser uma tragédia, vão matar o futebol português tal como o conhecemos hoje em dia, com a competitividade atual e com a capacidade para formar jogadores», garantiu Mário Figueiredo em declarações exclusivas à Agência Lusa.

Desde que escrevi aqui, na passada semana, sobre a problemática da extinção da co-propriedade, muitas têm sido as vozes que se têm igualmente levantado contra a medida. Alguns por oportunismo, outros por convicção. O que está claro é que a medida não é popular nos países afectados e não há na Europa um caso tão flagrante como o de Portugal e dos seus clubes.

As palavras do actual presidente da Liga são a mais pura verdade.
Significa isso que tem razão? Em parte, porque de certa forma, a necessidade dos clubes portugueses em recorrer de forma constante a este modelo deve-se também à sua péssima gestão financeira da última década. Se os clubes tivessem tido abordagens radicalmente diferentes das que tiveram, a situação não seria tão dramática. O drama é real, ninguém pense o contrário.

Clubes podem desaparecer, clubes podem perder o pouco que têm e mesmo os grandes minguarão, forçosamente, até encontrar forma de se levantar outra vez. Com este modelo permitiu-se que os clubes portugueses tenham ajudado da Liga Sagres a trepar ao quinto posto do ranking UEFA. Com este modelo permitiu-se vencer uma Europe League - com um semi-finalista e um finalista vencido no mesmo ano - mas também as boas performances europeias tanto em Champions League (2009, FC Porto, 2012, SL Benfica) como na Europe League (campanhas de Braga, a épica de 2011 e a semi-final do Sporting no ano passado). Ninguém duvida que as equipas que aí chegaram não o poderiam ter feito se tivessem de arcar com o 100% da ficha salarial mais o 100% dos passes dos seus jogadores. Com as dividas já acumuladas pelas principais instituições do futebol português, esse sobrepeso financeiro o que fará, não se iludam, é acabar com a competitividade desses mesmos clubes contra os rivais europeus.

Mas se Platini e Blatter conseguem aprovar a lei, que podem os clubes fazer?
O projecto está agora em discussão e diz-nos a experiência que demorará sempre um par de anos até ser aplicado. No caso da UEFA a ideia do Fair Play Financeiro, desde a sua divulgação até à sua aplicação, tardou mais de cinco anos enquanto que o 6+5 ainda está em discussão - por envolver a lei comunitária - enquanto que a utilização obrigatória de 6 jogadores de formação nacional no plantel de 25 na Europa (3 do mesmo clube) foi aplicada em três temporadas. Tempo providencial para clubes como o FC Porto adoptarem medidas urgentes a olhar para o futuro.



1) Aposta séria e inequívoca na formação.

É inevitável. O fim da co-propriedade vai impedir que o clube mergulhe em mercados estrangeiros com a mesma regularidade. Não se enganem. Muitas vezes a co-propriedade não é uma eleição nossa mas uma exigência de quem vende. Os empresários e fundos compram jogadores para sacarem lucro e quanto mais tempo detenham parte do passe, melhor. Caso este cenário acabe, o preço dos jogadores subirá porque a margem de lucro, forçosamente, será menor. Um James, a 100%, custará bem mais do que custa a 70%, não tenham dúvidas.
Para evitar esta realidade há que captar jogadores cada vez mais novos e fazê-los parte do nosso sistema de formação, como já fazem o Arsenal e o Barcelona há uma década e que também é uma das ideias por detrás do 6+5 que Platini quer aplicar.



2) Comprar nacional

O mercado português é o que é e um jogador na liga lusa vale sempre menos que um jogador das ligas sul-americanas ou europeias. É lei de mercado. Para poder deter a 100% o passe de um jogador ele tem de ser mais baixo e mais acessível. Lima, quando estava no Belenenses, poderia ter sido do FC Porto por muito menos do que se pagou por Jackson. Não quer dizer que seja melhor, quer dizer que no futuro, quando não exista tanto dinheiro disponível para jogar com os passes, será nesses jogadores que nos temos de focar.

3) Fim dos empréstimos entre clubes da mesma divisão

Uma ideia que esteve perto de se tornar real este Verão e que continua a ser fundamental para garantir que os clubes não possuem planteis de 50 jogadores para depois usá-los para manobras políticas de bastidores e garantem que esses jogadores permanecem nos clubes de origem.


4) Criar um lobby dentro da ECA.

Portugal não é o único país afectado por esta realidade. A co-propriedade envolve clubes sul-americanos mas também clubes do sul da Europa, de Espanha à Turquia, da Grécia a Itália passando por ligas como a romena, sérvia ou croata. É a realidade de uma Europa a duas velocidades.
O FC Porto, um clube com um peso institucional na Europa incomparável em relação aos outros clubes portugueses, deveria procurar dentro da ECA - European Club Association - construir pontes que exijam da FIFA e da UEFA outras medidas que, aplicadas ao mesmo tempo que o fim da co-propriedade, defendam a competitividade de clubes como o nosso. Medidas que podem ser, por exemplo:

- A aplicação definitiva do 6+5.
A UEFA tem encontrado problemas com a União Europeia porque estes entendem que não se podem restringir a cidadãos europeus a actuação em clubes dentro da UE. Mas o que podem é exigir que exista um máximo de 5 jogadores não-europeus no onze titular. Isso permitira que o mercado sul-americano e africano não seja exclusivo de uns poucos e se mantenha uma via livre para clubes como o FCP.

- Acabar com o Marketpool da Champions League e repartir os valores pelas ligas mais prejudicadas.
Actualmente há clubes de Inglaterra e Espanha que, eliminados na fase de grupos, acabam por ganhar quase tanto dinheiro com a Champions como se o FC Porto fosse campeão. Sem o Marketpool ou, pelo menos, desenhado noutros moldes, e esse dinheiro redistribuído os clubes poderiam encontrar um importante balão de oxigénio numa fase de transição. A medida não seria definitiva mas sim um mecanismo de solidariedade.

- Obrigatoriedade por parte da UEFA da venda colectiva de direitos televisivos
Esta medida não só tornaria a distribuição do dinheiro entre os clubes europeus mais equitativa como acabaria com o profundo desequilíbrio entre clubes no espectro nacional como também sucederia o mesmo no espectro europeu. A Bundesliga e a Ligue 1 são o melhor exemplo.

- Obrigatoriedade da UEFA em passar de 6 para 10 os jogadores de formação nacional no plantel europeu
Essa medida, que agora mesmo nos seria prejudicial, no futuro poderia ser uma tábua de salvação. Obrigaria os tubarões europeus a alinhar com 10 jogadores formados no seu país nos seus planteis europeus - que são, no fundo, os seus planteis anuais - e defenderia os melhores jogadores dos vários países europeus de ser alvo de constante cobiça. Se o clube apostasse nos primeiros dois pontos que mencionei e os restantes clubes europeus fossem forçados a fazer o mesmo, os jogadores sul-americanos, africanos, asiáticos ou de outros países da Europa não estariam concentrados numa dúzia de clubes forçosamente.

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Com estas medidas - ou metade delas pelo menos - teríamos um clube mais sustentável, mais financeiramente saudável, mais preparado para os desafios do futuro e igual de competitivo.

 É um processo longo, complexo e que acabaria com algumas das políticas de favores em que directivos da SAD têm sido tristemente protagonistas, com um certo compadrio com agentes, fundos e personagens externos à realidade do clube. Não existem gestões perfeitas nem clubes perfeitos mas encontrar um rumo auto-sustentável, com olhos para o depois de amanhã, seria uma jogada importante por parte da directiva e um sinal de que no Dragão há quem consiga ver para lá do imediato.

domingo, 25 de novembro de 2012

FC Porto lidera UEFA Team Coefficients 2012-13



[1] This table shows the calculation of the UEFA team coefficients, which are determined by the number of points added to 20% of the country coefficient.

[2] The basis for the UEFA coefficients is the performance of teams in the European Cups during a five year period. During that period each team gets two points for a win and one point for a draw. In addition one bonus point is allocated for reaching the quarter final, the semi final and the final. Qualification for the group-stage of the Champions League is awarded with 4 bonus points. Qualification for the first knock-out round of the Champions League yields 5 bonus points.

[3] The UEFA team ranking is computed by the sum of 5 coefficients in the last 5 years.

[4] The used acronyms for are: CL=Champions League, EL=Europa League


Fonte: kassiesa.home.xs4all.nl/bert/uefa/data/method4/tcoef2013.html

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A força da Bundesliga


A uma jornada do final da fase de grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa, seis das sete equipas alemãs que estão a disputar as competições europeias 2012-13 já atingiram os seus objetivos e a sétima está em vias disso. Nenhum outro país europeu pode dizer o mesmo.

Liga dos Campeões, três equipas alemãs

Bayern Munique (1º)
3V, 1E, 1D, 10 pontos, 1º classificado do Grupo F (já apurado para os oitavos-de-final)

Schalke 04 (2º)
3V, 2E, 0D, 11 pontos, 1º classificado do Grupo B (já apurado para os oitavos-de-final)

Borussia Dortmund (4º, atual campeão alemão)
3V, 2E, 0D, 11 pontos, 1º classificado do Grupo D (já apurado para os oitavos-de-final)


Liga Europa, quatro equipas alemãs

Bayer Leverkusen (5º)
3V, 1E, 1D, 10 pontos, 2º classificado do Grupo K (já apurado para os 1/16 final)

Hannover (7º)
3V, 2E, 0D, 11 pontos, 1º classificado do Grupo L (já apurado para os 1/16 final)

Borussia Moenchengladbach (11º)
2V, 2E, 1D, 8 pontos, 2º classificado do Grupo C (já apurado para os 1/16 final)

Estugarda (12º)
2V, 2E, 1D, 8 pontos, 2º classificado do Grupo E


Estes números são ilustrativos da força do futebol alemão. E José Mourinho já o sentiu na pele. O seu Real Madrid, um dos grandes favoritos a vencer a Liga dos Campeões 2012-13, perdeu em Dortmund e duas semanas depois, a jogar em casa, esteve a poucos minutos de ser novamente derrotado pelo atual 4º classificado da Bundesliga.

Em contraste com a Alemanha...
«Portugal perdeu quatro equipas na fase de grupos das competições europeias. Pior do que isso, perdeu-as à quinta jornada, prova suficiente de falta de competitividade. (...)
O futebol português é ver jogar Académica e Marítimo e reconhecer o cenário de todas as jornadas da Liga. Aquelas equipas que elogiamos como «bem montadas», mas que no fundo não passam de grupos de profissionais cautelosos, seguros apenas das suas deficiências, que de vez em quando tentam ir lá à frente. Mas sem se desmontarem, nunca.
Em Portugal jogamos o futebol do «bom taticamente», que no fundo é uma forma elegante de escrever medo. Falta de dinheiro é a desculpa da moda. Mas falta de dinheiro há em todo o lado e mesmo quando os dirigentes faziam parecer que havia dinheiro, o jogo era o mesmo.
O futebol português, sempre que há seis equipas na UEFA, mostra à Europa o que realmente é. Sem surpresa. Desta vez foi apenas um pouco mais evidente. E mais cedo.»
Luís Sobral, Maisfutebol


Nota: Entre parêntesis está a classificação atual destas sete equipas alemãs na Bundesliga, após terem sido disputadas 12 jornadas.