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quarta-feira, 26 de maio de 2010

700 jogos, exemplar!

Na final da Liga dos Campeões, Javier Zanetti cumpriu o 700º jogo com a camisola do FC Internazionale Milano. Havia quem dissesse que este tipo de casos eram impossíveis na era pós-Bosman, mas pelos vistos...

Ao vê-lo jogar e no final a levantar a taça, lembrei-me que também já tivemos capitães desta estirpe, também eles exemplos e esteios das grandes equipas que conquistaram a Taça/Liga dos Campeões em 1987 e 2004. Sim, é verdade, quer João Pinto (chegou ao FC Porto com 14 anos vindo do Oliveira do Douro), quer Vítor Baía (veio do Académico de Leça com treze anos), jogaram mais de 400 jogos com a camisola do FC Porto e terminaram a sua carreira de dragão ao peito.

Neste aspecto, e em contraponto, o que se passou no Jamor foi exemplar. O jogador que envergou a braçadeira de capitão, poucos minutos após erguer o troféu, estava mais preocupado em transmitir-nos o seu enorme desejo de sair... E no jogo anterior, em Leiria, o capitão do FC Porto foi Rolando.

Mais do que contratar bons jogadores, que obviamente são necessários, o que eu espero de Pinto da Costa é que acabe com a "política do contentor" e refunde uma equipa onde a cultura e valores do portismo estejam bem entranhados, pelo menos naqueles que tenham a honra de envergar a braçadeira que já foi de Rodolfo Reis, João Pinto, Jorge Costa e Vítor Baía. É que para voltarmos a ganhar à Porto, precisamos de jogadores à Porto.