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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A lesão de Emídio Rafael



As imagens da lesão de Emídio Rafael foram arrepiantes e logo se percebeu que se tratava de uma situação muito grave. De facto, o lateral-esquerdo do FC Porto fez uma fractura do perónio e rotura do ligamento deltóide da perna esquerda, tendo sido operado e só irá regressar à competição no início da próxima época.



Numa época que está a ser horribilis para a ala esquerda do FC Porto - já sofreram lesões mais ou menos graves Cristian Rodriguez, Varela, Álvaro Pereira e Emídio Rafael - o que se espera é que o ex-academista recupere em pleno.

Foto: abola.pt
Infografia: record.pt

sábado, 29 de janeiro de 2011

Para a próxima levem juniores


André Villas-Boas apresentou hoje em Barcelos um onze inicial que não incluía: Helton, Sapunaru, Rolando, Álvaro Pereira, Fernando, Moutinho, Belluschi, James, Varela, Hulk e Falcao.

Importava gerir o plantel, poupando os que nas últimas semanas têm jogado mais vezes e dando minutos aos menos utilizados. Desse ponto de vista, foi positivo ver que, por exemplo, Mariano e Cristian Rodriguez já aguentam 90 minutos (embora disputados com baixa intensidade).

Contudo, durante a 2ª parte, André Villas-Boas colocou em campo três jogadores que têm sido titulares - Rafa, Moutinho e Hulk -, correndo um risco desnecessário, sem se perceber muito bem com que objectivos. E quis o destino que precisamente um desses jogadores se lesionasse com gravidade, sendo previsível que não volte a jogar esta época.

Sem Álvaro Pereira (que já teve duas lesões graves esta época), a quatro dias do jogo contra o slb ficamos também sem o seu substituto. É para isto que serve a Taça da Liga...

Razão tinha o Jesualdo, que além de aproveitar a Taça da Liga para rodar os menos utilizados, não hesitava em recorrer a alguns juniores que treinavam com a equipa principal (caso do Sérgio Oliveira).

P.S.1 Duas fantásticas assistências do Guarín nos golos do FC Porto. Para quem acha que ele é "só" cabedal e força, não está mal...

P.S.2 Walter voltou a mostrar por que razão é que, nos jogos a sério, André Villas-Boas opta por Hulk (colocando-o a jogar na posição 9) quando não tem Falcao.

sábado, 4 de setembro de 2010

O dilema das inscrições

Ainda não vi uma notícia oficial sobre isto, mas parece que as inscrições para a Liga Europa deixaram de fora Pawel, Mariano e E. Rafael.

A ser verdade isto vem de encontro ao que eu tinha previsto, o que não me surpreende nada, pelas seguintes razões:

- Tínhamos obrigatoriamente que deixar 3 jogadores de fora (mais sobre isto mais à frente)
- Mariano, estando lesionado, era um caso óbvio (mesmo q já possa jogar lá para Novembro)
- Pawel, sendo o 3º GR, é um óbvio “sacrificado” (como já aqui escrevi, não percebi sequer direito porque foi contratado)
- Ukra e Castro não entram nestas contas porque ocupam vagas nas inscrições que mais ninguém pode ocupar (para prata da casa com mais de 21 anos)
- Sobrava (pelo menos para mim) as opções de E. Rafael e Guarin, parecendo-me que E. Rafael será o que fará um bocadinho menos jeito dos dois.

Caso A. Pereira esteja indisponível Fucile pode passar para a esquerda, com Sapu do lado direito (se estiverem dois destes três impedidos ao mesmo tempo por lesão ou castigo é que é mais chato, mas isso é pouco provável). Guarin também será provavelmente muito pouco utilizado, mas é de longe o elemento fisicamente mais forte do meio-campo logo nunca se sabe, pode ser que dê jeito.

Ficar de fora é um bocado chato para Pawel e ainda mais para o E. Rafael, mas é a vida, tinha que calhar a alguém.

No entanto isto só acontece porque só temos 2 jogadores “prata da casa” no plantel, apesar do plantel até ser dos mais curtos da última década (26 jogadores, incluindo o lesionado Mariano); é que ficaram 2 vagas nas inscrições por preencher, já que tínhamos 4 vagas para prata da casa com 21 anos ou mais (para “prata da casa” sub21 podemos inscrever jogadores à vontade), 4 para jogadores formados em Portugal, e 17 inscrições sem restrições.

Não é um grande problema, longe disso, mas é uma pequena chatice evitável se tivéssemos 4 jogadores da casa que fosse no plantel (um objectivo pouco ambicioso já de si; aliás, o objectivo do projecto 611 era de 6 jogadores).

Note-se que o (pequeno) problema não é só a não-utilização em si dos jogadores na Liga Europa, mas também o impacto psicológico nos jogadores afectados (com o treinador a ser obrigado a fazer distinções entre “filhos” e “enteados” ainda mal a época começou) e também o impacto na utilização desses jogadores no campeonato (na hora da dúvida, certamente que o treinador prefere dar minutos a um jogador que possa jogar na Europa de forma a ganhar rotina).

Nas últimas duas épocas, a exclusão nas inscrições na Europa foi um mau presságio com Bolatti e Prediguer, que se viram a seguir emprestados em Dezembro. Espero (e tenho alguma confiança) que desta feita não vai ser o caso, pelo menos no caso de Pawel e E. Rafael.

sábado, 14 de agosto de 2010

Em defesa de uma contratação pouco consensual

Emídio Rafael foi uma das (muitas) contratações de Verão (e prevê-se que venha ainda mais um par), e será porventura a que menos satisfaz os adeptos.

Pois muito bem, permito-me remar contra a corrente e discordar, defendendo a decisão da SAD e de André Villas Boas. Penso que é uma contratação que faz sentido pela combinação dos seguintes factores:

1) estamos muito bem servidos a titular para defesa esquerdo. Caso não haja lesão grave, viesse quem viesse iria fazer muitos poucos jogos; e não se pode formar um plantel antecipando lesões graves (caso contrário tínhamos que gastar 50 milhões por ano em contratações para todas as posições), para isso existe o mercado de inverno se for mesmo preciso.

2) é um jogador barato, que é o que se pede tendo em conta o ponto anterior. Gastemos o dinheiro onde dá mesmo jeito.

3) o jogador é muito bem conhecido do treinador. Não se trata de um jogador que o treinador nunca treinou, como foi o caso de por exemplo um Ezequias (já para não falar de um Benitez). Dou sempre muito mais benefício da dúvida a uma contratação quando o jogador foi anteriormente treinado pelo nosso treinador.

4) aos 24 anos é um jogador relativamente maduro. Caso Álvaro se lesione isto dá jeito, comparando com a alternativa de um puto muito "verdinho" (como era o caso do Addy ou seria o caso de um ex-junior).

5) demonstrou ao menos merecer a titularidade num clube médio, dando indicações q.b. de ter um mínimo de qualidade para o plantel do FCP (ainda que essa qualidade eventualmente não chegue para jogar regularmente). Isto ao contrário de um Benitez ou Sonkaya, para falar de outros laterais, que andavam a "aquecer o banco" dos seus clubes médios quando foram por nós contratados.

6) não há dúvidas sobre a sua adaptação ao futebol português (ao contrário de laterais contratados no estrangeiro)

7) não temos para esta posição nenhuma "prata da casa" emprestada que seja promissora (ao contrário de outras posições).

O que gostava mesmo era que o Addy tivesse demonstrado ter um mínimo de qualidade já hoje para ser uma alternativa razoável para a posição quando o Álvaro não está disponível, mas infelizmente parece não ter sido o caso (por alguma razão não foi sequer chamado por JF quando o Álvaro não esteve disponível na época passada, e o treinador actual decidiu dispensá-lo; do muito pouco que pudemos ver do Addy, sinceramente não me admira).

E como não é o caso, que vá então rodar para outro sítio onde possa ganhar um mínimo de maturidade para eventualmente regressar daqui a uns 2 anitos (i.e. aos 22 ou 23 anos) se mostrar merecê-lo, até porque muito provavelmente entretanto o Álvaro já foi vendido. Como custou também muito pouco, a pressão para tirar dele rendimento não é alta (é certamente muito mais baixa do que para um James, que tem a mesma idade mas custou muitos milhões).

Nos "entretantos" a aposta no Emídio Rafael parece-me fazer todo o sentido pela conjugação de todas as razões apontadas (já isoladas poderiam não ser suficientes), mesmo que esteja longe de ser um jogador cujo futebol entusiasme.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Mais um defeso sem um defesa da Académica? Não!

Depois de duas épocas consecutivas, 2006/2007 e 2007/2008, em que fomos comprar os defesas esquerdos Ezequias e Lino, respectivamente, à Académica passámos outras duas épocas em que não adquirimos qualquer defesa esquerdo à ‘so called’ Briosa. Os referidos jogadores foram 2 laterais de sonho por isso confesso que vivi na esperança de voltar a um defeso com a chegada de defesas academistas. É uma tendência. É um clássico dos defesos portistas.

Na verdade contámos nessas épocas com Marek Cech mas a SAD achou por bem contratar defesas esquerdos a sério. No entanto acabou por ser Fucile a impor-se decisivamente nessa posição da defesa portista.


Em Janeiro de 2007, creio, a SAD decidiu reforçar a posição de lateral esquerdo do plantel e ofereceu ao então Prof.-Mestre esse fenómeno que dá pelo nome de Lucas Mareque. Mas o argentino teve poucas oportunidades de mostrar o seu inegável talento e acabou vendido(?) ao Independiente da Argentina.


Pelo meio a SAD contratou os portentos Nélson Benítez e David Addy mas a verdadeira dimensão do seu talento futebolístico não foi compreendida e já levaram guia de marcha. Entretanto Cissokho não se veio a revelar um lateral esquerdo com perfil para o FC Porto e por isso esteve cá pouco mais de meio ano.


E quando eu pensava que já não teria oportunidade de assistir a um defeso com a chegada de mais um defesa da Académica eis que a SAD decide contratar Emídio Rafael, o jovem promissor internacional sub-23 formado nas escolas do clube de Alvalade e que jogou a lateral esquerdo na época passada sob a liderança de André Villas-Boas. Que tenha pelo menos o talento dos seus antecessores provenientes de Coimbra.