O FCP ganhou a Taça. Apesar da vitória, fiquei irritado com a exibição e aliviado por ter terminado a época. Por muito respeito que me mereça JF, e merece, não há condições para o FCP arrancar para 2010/11, cujo ponto de partida não seja esse: a sua saída. PdC é certo que vai continuar e tomará as decisões no que concerne ao relançamento da nossa capacidade produtiva: o próximo futuro não vai ser pêra doce e os 98% obtidos nas eleições de pouco lhe servirão se o FCP não “mostrar serviço”. O nosso presidente anda feliz e promete triunfos, como gosta de ouvir a Nação Portista.
Fechado o campeonato, entramos na silly season com um mundial a ajudar à festa. Os tabus sobre as entradas e saídas de técnicos e jogadores são compreensíveis – o segredo é a alma do negócio – e estimulantes porque preenchem o vazio e alimentam a participação dos adeptos que se entretêm a congeminar estratégias, tácticas e quem as vai servir. O país está em crise. No futebol parece que não e os programas dos três grandes são ambiciosos. No FCP o serviço da dívida, a dificuldade acrescida no acesso ao crédito, a perda das receitas da CL e provavelmente de bilheteira, aconselharia a apertar o cinto.
Tentaremos (da forma hábil do costume) conseguir boas receitas na venda de alguns jogadores e comprar "carne da peça a preços da uva mijona". Não vai ser fácil, porque não tivemos uma época brilhante, logo não a tiveram os nossos jogadores, e os mercados habitualmente compradores vão ser (provavelmente) muito selectivos nos seus investimentos. O tempo não está para desperdícios e até os mais ricos não vão cair nos exageros passados: o dinheiro está caro e a Europa vive sob a ameaça de bancarrota.
Um FCP a vencer à Porto é uma promessa e a sentença que na época que terminou não foi capaz de o fazer. Implicitamente fica responsabilizado JF pelo facto, ao ser-lhe passarda uma guia de marcha milionária, reveladora do facilitismo reinante: porquê na época transacta a renovação de JF por dois anos? Que se lixe o campeonato, a taça é nossa e o futuro é promissor, palavra de presidente para toda a Nação portista.

LFV e o duplo Embaixador, Nuno Gomes, visitam Timor na qualidade de legítimos representantes do regime. Só este estatuto poderá justificar o acompanhamento exaustivo da TV pública a esta visita. Xalana Gusmão (como é reconhecido por Eusébio que, por isso, não fez parte da comitiva) recebeu da mão de LFV a camisola mais representativa do regime, um livro encadernado de Pragal Colaço, o guião de Leonor e o filme de Botelho. A comitiva encarnada tem sido acompanhada de perto por muitos timorenses, indonésios, australianos e altos funcionários da ONU, vestidos de azul e branco e a cantar os Filhos do Dragão. A multidão foi calada e posta em debandada, à força, pela GNR e as imagens foram cortadas, a Bem da Nação.
Enquanto se vivia momentos de alto fervor em Timor, em Lisboa não se parava. Jorge Jesus, Rui Costa, Ricardo Costa, Lucílio Baptista, Leonor Pinhão e o Chefe dos Stewards, ultimavam o plano para a próxima época. Nada ficou descurado e a estratégia das catacumbas é para continuar. No fim, e a sós, Rui Costa esteve reunido com Pragal Colaço para tratar do modelo de intervenção paramilitar e do recrutamento das tropas de intervenção, no futuro. O principal responsável pelo MAI está a par de todos os desenvolvimentos, a Bem da Nação.
Presidentes prevenidamente confiantes e um jogador com azia feito embaixador, confirmam que o tecido directivo do futebol nacional continua em alta. A bem da Nação.