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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Um Braga low cost


«E qual foi a ideia que permitiu ao Sp. Braga constituir um plantel "low cost", por comparação com os três grandes, mas que lhe permite ombrear desportivamente com os melhores a nível nacional e brilhar na Europa?
Mais do que tudo o resto, o Sp. Braga ocupou o espaço deixado livre pelos grandes no mercado interno. Todos os anos o clube de António Salvador reforça-se com alguns dos melhores jogadores das equipas secundárias da Liga. Este ano foi assim com Lima, foi assim com Sílvio, foi assim com Leandro Salino, como no passado tinha sido com Evaldo, com Mossoró, com João Pereira.
Antigamente, os jogadores que se evidenciavam nas equipas do fundo da tabela tinham como destinatário um dos três grandes emblemas, o que deixou de acontecer quando a Argentina e o Brasil se tornaram a fonte de quase todas as contratações dos grandes.
E o Sp. Braga soube ocupar esse espaço como ninguém, a que juntou uma criteriosa escolha de treinadores, que fazem com que pelos minhotos tenham passado nomes como Jesualdo Ferreira e Jorge Jesus, antes de Domingos Paciência demonstrar estar também talhado para altos voos.»
Francisco J. Marques
in semanário Grande Porto, 27/08/2010


O FC Porto também tem feito contratações baratas no mercado interno, algumas de sucesso (ex: Rolando, Cissokho, Varela) e outras nem tanto (ex: Lino, Miguel Lopes). Mas não há dúvida que, nos últimos anos, o Braga tem sabido aproveitar os "desperdícios" dos grandes - Evaldo, Alan, César Peixoto, Luís Aguiar, João Pereira, Hugo Viana -, bem como, o mercado low cost para potenciar jogadores com pouco curriculum. É, claramente, uma das razões do seu excelente desempenho desportivo e financeiro.