Mostrar mensagens com a etiqueta Moncho Lopez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Moncho Lopez. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Com o escudo de Campeões ao peito

Num intervalo de tempo de apenas 42 horas (entre as 21h00 de sexta-feira e as 15h00 de domingo), a equipa de basquetebol do FC Porto disputou três jogos (a eliminar) para a Taça Hugo dos Santos.


Foram três jogos intensos, contra adversários da metade superior do campeonato – Illiabum nos quartos-de-final, Oliveirense na meia-final, SLB na final – e todos muito exigentes do ponto de vista competitivo.

Ontem, no jogo contra o SLB, a equipa do FC Porto pareceu cansada e perdeu (por muitos pontos de diferença) a final da Taça Hugo dos Santos. E se o desgaste físico é um factor que não pode ser ignorado (o SLB fez os seus três jogos num intervalo de tempo de 70 horas e o primeiro, contra a Sampaense foi, na prática (92-59), uma espécie de jogo-treino) há aspetos que têm de ser analisados.
Por exemplo, os 16.7% (3 em 18 tentativas) em lançamentos de 3P (contra os 48.5%, 16/33, do SLB) é uma percentagem muito fraca.
E aqui começam os motivos de reflexão para Moncho Lopez. Por onde andaram os atiradores do FC Porto?

Se alargarmos a análise aos três jogos e, por exemplo, olharmos para as estatísticas dos dois Bases portugueses da equipa, verificamos que o André Bessa marcou 5 pontos em cerca de 45 minutos de utilização e o Pedro Bastos marcou 1 ponto em 43 minutos de utilização!
O que se passa com estes dois jogadores e particularmente com o Pedro Bastos, talvez o melhor jogador “produzido” pela Formação Portista nos últimos anos e que, esta época, tem andado muito longe do valor que mostrou em épocas anteriores?

Para o FC Porto chegar aos play-offs em condições de discutir o título de campeão, é preciso que jogadores como o Pedro Bastos, mas também o Miguel Queiróz e o Ferran Ventura, voltem a jogar ao nível que já mostraram em épocas anteriores e atinjam, na equipa principal, o muito que prometeram enquanto atletas da equipa Dragon Force.

Nota: Um dos aspetos que merece reflexão no basquetebol portista, é percebermos se existe mesmo um projeto Dragon Force (com resultados concretos em termos de jogadores para a equipa principal), ou se o que existe é um "projeto Moncho Lopez", que exige padrões de qualidade mais elevados.

Thomas Bropleh
De resto, o aspeto mais positivo da participação do FC Porto nesta competição foram os desempenhos do jogador americano Thomas Bropleh. Não é um novo Troy (como alguns adeptos portistas suspiram desde o início da época), mas é um jogador de equipa (como o Moncho tanto gosta), bom defensor, forte fisicamente e bastante completo, conforme mostram as suas estatísticas nestes três jogos:
Illiabum: 27m04s, 6 pontos, 5 ressaltos, 5 assistências;
Oliveirense: 35m19s, 16 pontos, 6 ressaltos, 3 assistências;
SLB: 30m58s, 18 pontos, 5 ressaltos, 1 assistência.

Até ao final de Fevereiro, Moncho vai ter de decidir entre Jeff Xavier e Thomas Bropleh, para um deles ocupar a vaga de 3º americano do plantel mas, perante as indicações deixadas por Bropleh na Taça Hugo dos Santos, suspeito que a escolha está feita.

Voltando ao jogo da final de ontem, foi a terceira derrota consecutiva do FC Porto, em quatro jogos que esta época já disputou contra os encarnados de Lisboa.

Sempre que o FC Porto perde com o SLB, há adeptos portistas que entram em depressão e, nas redes sociais, atiram a torto e a direito contra tudo e todos. Contudo, eu quero lembrar duas coisas:

1º) O FC Porto continua a ser líder do campeonato, o qual ainda irá ter uma 2ª fase e só se decidirá nos play-offs.
2º) A equipa de basquetebol do FC Porto, com este mesmo treinador e sete dos atletas que jogaram ontem, sagrou-se campeã nacional na época passada e, portanto, merece o respeito e consideração de todos os adeptos portistas.

FC Porto Campeão nacional basquetebol 2015-2016

Mais. Esta equipa é a única equipa sénior coletiva do FC Porto que, esta época, ostenta o escudo de campeões nacionais na gloriosa camisola azul-e-branca.

Por isso, e porque o FC Porto não é só futebol, sugiro aos adeptos portistas, particularmente aos que gostam de basquetebol, que apareçam no Dragão Caixa, na próxima sexta-feira (10/Fevereiro), às 20h30, para assistir e apoiar a equipa no jogo contra o Vitória Guimarães.

É nestas alturas, e não na final do play-off, que marcar presença é mais importante.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Os americanos fazem a diferença?

O JOGO
No final do Ovarense x FC Porto de ontem, jogo em que os dragões foram varridos (75-49) pelos vareiros, Moncho López afirmou:

Vamos falar internamente e tirar conclusões. Não estou nada satisfeito com o que vi. Temos de jogar melhor do que jogámos hoje. Há muito a rectificar. Há que reflectir.”

Penso que Moncho tem razões para estar apreensivo, por exemplo, acerca do rendimento do trio de americanos que escolheu para esta época.

Na Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB), os americanos fazem a diferença?

Na Ovarense e noutros clubes da LPB, sim.
No FC Porto, nem por isso.

No jogo de ontem, por exemplo, um dos americanos da Ovarense – Joseph Harris –, que está em Portugal há menos de duas semanas, marcou mais pontos e, sozinho, teve tantos ressaltos (10) como os três americanos do FC Porto em conjunto.

Americanos da Ovarense versus Americanos do FC Porto

E não foi a primeira vez que, em jogos contra adversários mais fortes, o trio de americanos do FC Porto teve um sub-rendimento.
Basta recordar o recente e decisivo jogo no Dragão Caixa frente ao Fraport Skyliners (14 pontos, num total de 52:10s de utilização deste trio).

No meio da reflexão que disse iria fazer, talvez Moncho devesse ponderar a possibilidade de solicitar, à Direção do FC Porto, a substituição de um ou dois dos americanos que escolheu no início da época.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Uma exibição ao nível dos adeptos

Moncho López e os adeptos, Dragão Caixa, Junho de 2011


Contra o Oviedo [vitória do FC Porto por 100-58!], quase fizemos uma exibição ao nível dos nossos adeptos, que são fundamentais para nós

Moncho López, em declarações ao Porto Canal e www.fcporto.pt, na antevisão do FC Porto x Cáceres CB (terça-feira, dia 15, às 21h00, com entrada livre)

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O projeto Dragon Force Basquetebol

Há três anos (agosto de 2012), no rescaldo da extinção/suspensão da equipa sénior de basquetebol, Moncho López deu várias entrevistas e, falando como coordenador de todos os escalões de formação do FC Porto, afirmou que o clube ia apostar forte na formação.

JN, 20-08-2012
«A Dragon Force pode ser uma lufada de ar fresco, mesmo em Portugal: “Pode melhorar o basquetebol do País. Vamos trabalhar na deteção de talentos e formação de atletas e treinadores de elite”»
Moncho López, O JOGO, 20-08-2012


Ontem, o FC Porto anunciou a contratação de Seth Hinrichs, um extremo/poste norte-americano de 22 anos.

«Depois de Arnette Hallman, Nick Washburn, José Silva e Brad Tinsley, Hinrichs, de 2,03 metros, é a quinta contratação confirmada para um plantel que vai manter sete elementos que disputaram a Proliga na época passada e que vai disputar a Liga Portuguesa de Basquetebol em 2015/16.»
in www.fcporto.pt, 11-08-2015


O JOGO, 03-07-2015

O JOGO, 14-07-2015

O JOGO, 12-08-2015

Ora, se a estas cinco contratações (4 norte-americanos e um internacional português) juntarmos os angolanos António Monteiro (ex-Recreativo de Libolo) e João Fernandes (ex-Illiabum), contratados há um ano atrás, bem como, o espanhol Ferrán Ventura (ex- CB Cornellas) e o internacional português Miguel Queiroz (ex-Illiabum), ambos contratados há dois anos atrás, verificamos que 2/3 do plantel do FC Porto, que irá disputar a Liga de Basquetebol em 2015/16, não são jogadores resultantes dos escalões de formação azul-e-branca.

Haverá quem diga, e eu estou de acordo, que para competir na FIBA Europe Cup e em Portugal ter “armas” para lutar pelo título, o FC Porto teria de seguir este caminho.

Contudo, três anos depois, penso que será legítimo perguntar: o que resta das ideias e (boas) intenções iniciais do projeto Dragon Force Basquetebol?

P.S. Perante todos estes factos, o “passeio competitivo” na Proliga, efetuado durante a época passada, cada vez faz menos sentido.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Mudança de Paradigma!

O ex-seleccionador espanhol chegou ao Porto. Já tinha passado por clubes espanhóis de segunda linha. O seu perfil de formador e de saber liderar jovens era conhecido e, também por isso, foi uma aposta do clube. Pinto da costa deixou-lhe palavras de apoio: “Pode estar seguro que está num clube que lhe dará todas as condições e dirigentes do melhor que há em Portugal. Este é um projecto novo que procura um novo rumo”.

Estou a falar de Moncho Lopez.

Treinou o Gijon, o Breogan e um clube de basquetebol de Sevilha. Treinou a selecção espanhola durante pouco tempo (em 2002) e a selecção portuguesa antes de chegar ao FC Porto. A selecção portuguesa por si orientada ficou em último lugar do Grupo na qualificação para o Europeu de Basquetebol de 2011. Um fracassado.

No entanto o clube apostou forte no Basquetebol e o trabalho de Moncho deu frutos. Foi campeão em 2010/2011 pelo FC Porto (entre outras conquistas) e jogou a final de 2011/2012 contra o SLB. No final dessa época a SAD do Basquetebol entrou em declínio e... faliu. O FC Porto, no entanto, convidou Moncho para iniciar um projecto com o nome Dragon Force feito de jovens jogadores e começar do zero nos escalões secundários e este, contra todas as expectativas, aceitou. A partir daí o projecto Dragon Force é uma história de vitórias e de sucessos e disputa actualmente a final da Proliga com o Illiabum.

Salvaguardadas as devidas distâncias, o paradigma do negócio futebolístico também está a mudar e irá mudar muito nos próximos anos, principalmente para os clubes de países com Ligas mais fracas e crónica incapacidade de geração de receita, como é o caso português.

Às medidas do fair-play financeiro da UEFA (City e PSG poderão ter de pagar 60m€ cada) poderá juntar-se a breve trecho a proibição da co-propriedade de passes de jogadores. Assim, a opção pela formação e pela construção de equipas "à Porto", com jogadores formados na casa, faz mais sentido que nunca. Embora desconhecendo se tudo isto foi ponderado e assumido estrategicamente no Dragão, a verdade é que o FC Porto não tem actualmente condições para apresentar orçamentos de 100M. As contas estão como se sabe e é necessário assumir a mudança. Acredito que o clube e a SAD estão conscientes das suas limitações, nomeadamente a incapacidade de competir financeiramente com um poço sem fundo como o SLB e terão, por isso, tomado a decisão de contratar um treinador especialista na formação.


Neste momento a decisão tomada parece fazer sentido. O perfil de Lopetegui revela a escolha de um caminho diferente, moderno e ambicioso, representado pela escola espanhola. O facto de o contrato assinado com o treinador ser de 3 anos, algo pouco comum no FC Porto, indica também que esta é uma aposta forte de Pinto da Costa e Antero Henrique com um foco na formação.

A contratação foi um processo “à Porto”: tratada em sigilo, cirúrgica e com uma mensagem forte. E não menos importante: ocorreu ainda antes do final desta época desastrosa de forma a terminar com o desgaste moral provocado por sucessivas derrotas. O FC Porto disputará em Agosto a 3ª pré-eliminatória de acesso à Liga dos Campeões pelo que a preparação da próxima época terá forçosamente de começar mais cedo. Também por isso este foi o timing ideal.

Espero uma gestão do FC Porto mais disciplinada e menos propensa ao modelo de negócio impor/expor de jogadores que está a ficar saturado, é de alto risco e muito intensivo em capital. Os jogadores entram como mercadoria e comportam-se como uma mercadoria. Querem valorizar-se para poderem render noutros mercados (leia-se noutras Ligas). Assim não há colectivo que resista.

Que Lopetegui trabalhe e faça o melhor que pode pelo clube. Desejo-lhe a maior sorte do mundo.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

88 anos de história não se apagam

Autor: Fernando Delindro

A 20 de Julho confirmou-se o pior cenário, o murro no estômago pela suspensão do basquetebol sénior no Futebol Clube do Porto era um facto consumado, era real e um bocado do meu Portismo, sentimento de acompanhamento do Futebol Clube do Porto em todas as modalidades e escalões que me foi transmitido pela família, perdia-se. Sentia que tinha lutado para que esta decisão não fosse a tomada pela Direcção do FC Porto, que desde 1982 tão bem gere o nosso clube, mas não há seres perfeitos e, neste caso, a minha opinião era contrária à decisão tomada, mas era esta a realidade e o fim do basquetebol sénior no FC Porto era um facto.

Não pensava começar a seguir assiduamente a equipa de juniores no campeonato nacional de Sub-20, mas a inscrição no CNB2 e na Taça de Portugal, juntando ao aceitar da coordenação de todo o basquetebol formativo no nosso clube pelo Senhor Ramón López Suarez, levaram-me a seguir esta geração.

O primeiro jogo foi para a Taça de Portugal, na Póvoa, em que a equipa venceria, mas a exibição foi muito diferente do que o basquetebol sénior do FC Porto nos habituara. Mas a felicidade na cara daquela miudagem por terem adeptos do FC Porto a apoiá-los e serem a principal equipa do basquetebol do FC Porto era visível.

A evolução ao longo destes quatro meses e meio (de 6 de Outubro até hoje) é bem real e os primeiros resultados começam já a aparecer. Assim, após a 1ª Fase do Nacional de Sub-20, o FC Porto/Dragon Force foi uma das seis equipas apuradas para a Final 6 Distrital e, no fim de semana de 18, 19 e 20 de Janeiro, estes jovens dragões conquistaram o seu primeiro título, sagrando-se campeões distritais de sub-20 da Associação de Basquetebol do Porto.

No plantel há jogadores com valia para, seguindo os desígnios do comunicado de 19 de Julho de 2012, termos uma equipa sénior de basquetebol capaz de dignificar o nome do clube. Não sou um grande especialista de basquetebol, mas os jogadores que me parecem mais capazes para se assumirem como principais figuras do próximo plantel sénior do FC Porto são: Pedro Bastos, Eduardo Guimarães, Hugo Sotta, João Gallina, Pedro Figueiredo, Francisco Rothes, José Miranda ou Miguel Soares. No entanto, Moncho Lopez e João Tiago saberão muito melhor do que eu, que jogadores reúnem condições para integrar os plantéis do FC Porto.

Daqui até ao final da época, espero poder festejar o título nacional de sub-20 e o título de campeão do CNB2. Se assim for, asseguraremos a subida ao CNB1 que, dentro da hierarquia competitiva do basquetebol português, fica imediatamente abaixo da ProLiga e da LPB.

Espero, também, que no próximo ano o sr. Saldanha não faça birra e, quando faltarem equipas para comporem a ProLiga, ou a Liga Portuguesa, convide todas as equipas e não seja selectivo como foi este ano, quando não convidou o FC Porto/Dragon Force a integrar o CNB1. É bom que ele se lembre que é presidente de todo basquetebol nacional e não apenas de alguns que se situam na 2ª Circular e que, a 23 de Maio de 2012, tiveram comportamentos inaceitáveis e nada dignos. Para se ser digno, temos que o ser na vitória e na derrota e não é porque do nº 179 da Rua da Madalena nos acenam com epítetos como maior figura do basquetebol nacional, que as pessoas se podem dar ao luxo de provocar, insultar e instigar à revolta todos quantos assistiram aquele jogo. Esperamos, desde esse dia e sentados para não nos cansarmos, que da Rua da Madalena venha algum castigo minimamente exemplar para carlos lisboa, por aqueles gestos provocadores e que apenas serviram para incendiar o ambiente num pavilhão em Portugal. Para aquele indivíduo que o seguiu nas provocações e que arremessou objectos para a bancada, dou-lhe o meu desprezo porque não é 100% responsável pelos seus actos, visto aparentar um enorme problema mental.

Em jeito de comentário final, espero que este texto contribua para divulgar a nova realidade do basquetebol sénior portista e, paralelamente, desperte o interesse e leve mais portistas ao Dragão Caixa, porque estes atletas e treinadores lutam e dignificam o nome do FC Porto em todos os jogos.


Nota final: O 'Reflexão Portista' agradece ao Fernando Delindro a elaboração deste artigo.

sábado, 25 de agosto de 2012

Moncho e o projeto Dragon Force

(JN, 20-08-2012)


(O JOGO, 20-08-2012) 


Tenho sérias dúvidas que um treinador com o currículo e da craveira de Moncho Lopez fique três anos longe de equipas seniores de topo e, ainda por cima, "preso" a um projeto de formação, cujos resultados me parecem muitíssimo duvidosos.

Diz o Moncho que em Portugal se treina muito pouco comparativamente com outros países. Provavelmente tem razão, mas será realista pedir a jovens, entre os 12 e os 19 anos, que façam mais do que três ou quatro treinos por semana, de no máximo duas horas cada, a que acrescem os jogos e deslocações do fim-de-semana?
Que condições existem em Portugal, para os jovens que se destacam no basquetebol (ou noutra qualquer modalidade) poderem compatibilizar os estudos com uma formação desportiva mais intensa, exigente e qualificada? Por exemplo, quantos Centros de Alto Rendimento (locais onde se reside, treina e estuda) existem na Associação de Basquetebol do Porto?

Os jovens da escola de futebol Dragon Force do Porto treinam no remodelado e moderno Vitalis Park e, se forem sócios do FC Porto, pagam uma mensalidade de 30, 45 ou 55 euros, consoante fizerem 1, 2 ou 3 treinos por semana.
Se for criada uma escola de basquetebol Dragon Force no Porto, em que pavilhão irão treinar? E quais serão as mensalidades (a suportar pelos pais dos atletas), nomeadamente se houver a ambição de fazer mais que os normais três ou quatro treinos por semana?

Isto é tudo muito bonito mas, por acaso, o Moncho saberá onde treinam e em que condições os escalões de formação - Sub-12, Sub-14, Sub-16, Sub-18 - do basquetebol azul-e-branco?
Quantos pavilhões desportivos existem na cidade do Porto, com boas condições de treino e disponíveis entre as 18h30 e as 21h00, para poderem ser usados por dezenas/centenas de jovens basquetebolistas dos diversos escalões de formação?
Já agora, o Moncho saberá quantas vezes é que foi dada oportunidade aos jovens atletas da formação do FC Porto para, nos últimos dois anos, irem fazer um treino, ou um jogo, ao Dragão Caixa?

Mas vamos admitir que todas estas dificuldades estruturais eram ultrapassadas e que se conseguia, num horizonte de três anos, formar atletas de elevada qualidade na escola de basquetebol Dragon Force.
E depois, para onde iam jogar?

E, finalmente, a questão principal: de que maneira é que este projecto - escola de basquetebol Dragon Force -, de aposta forte na formação, resolve o problema da sustentabilidade das modalidades de alta competição, particularmente do basquetebol sénior, no FC Porto?

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A última entrevista de Moncho López

Extratos daquela que penso ter sido a última entrevista de Moncho López como treinador do FC Porto, dada a um website espanhol especializado - Solobasket.com - uns dias após o final do campeonato (foi publicada em 4 de Junho de 2012) e quando ainda ninguém (?) sonhava com a extinção da SAD e suspensão da equipa sénior do basquetebol portista.

----------

El técnico del FC Porto analiza la temporada recién concluida, que acabó con la decepción de la derrota en la Final de Liga pero donde los 'Dragones' han salido victoriosos en el resto de títulos en disputa. Ramón López, más conocido en el mundo de la canasta como Moncho López (Ferrol, 1969) ha encontrado la horma de su zapato en el FC Porto. Después de varios años entrenando equipos de ACB y un verano al frente de la Selección Española, Moncho decidió trasladarse al país vecino para hacerse cargo de la Selección Portuguesa y, un año después, coger las riendas de los 'Dragones', a los que ha vuelto a convertir en un equipo ganador y con el que ha cosechado muchos títulos en las dos últimas campañas, aunque esta temporada termina con mal sabor de boca para él por caer en la final ante Benfica en el quinto encuentro en casa, en Dragao.

[Solobasket]: ¿Qué falló en la Final ante Benfica?

[Moncho López]: Un poco de todo. Después de recuperar el factor casa ganando en Lisboa en un cuarto partido excelente, y teniendo todo a favor para revalidad el título, hicimos el peor partido de la temporada en el quinto de la serie con un pabellón lleno a rebosar. Quizá nos pudo la presión, no lo sé, aún no he digerido la derrota y sigo dándole vueltas a muchas cosas.

[Solobasket]: ¿Pudo pagar el equipo el parón de no disputar semifinales? ¿Cómo vivió esa situación atípica?

[Moncho López]: Es una situación tan rara, tan extremadamente extraña, que nunca sabremos que hubiera pasado si hubiésemos jugado las semifinales. La realidad es que de repente nos encontramos con un parón de 20 días sin competición en el momento más importante de la temporada, con la consiguiente pérdida de ritmo, y sobre todo sin la posibilidad de mantener nuestras mentes y cuerpos en el estado ideal para ir creciendo hasta la final.

[Solobasket]: Aún con el mal sabor de boca final, la temporada ha sido todo un éxito.

[Moncho López]: Ha sido una muy buena temporada. Participamos en seis competiciones y hemos jugado las seis finales, ganando tres de ellas. Las que hemos perdido han sido siempre en situaciones de máximo equilibrio, faltando muy poquito para haber logrado más títulos.

[Solobasket]: Su palmarés al frente de FC Porto es envidiable, ¿Se ve muchos años al frente de los ‘Dragones’ o ve cercana una posible vuelta a España?

[Moncho López]: Tengo contrato para la próxima temporada, y espero que las cosas sigan yendo bien para que decidan mantenerme al frente de su proyecto durante más tiempo. Estoy muy contento aquí.

[Solobasket]: Ahora que es época de confeccionar plantillas, ¿Ve jugadores en la LPB que podrían dar el salto a la Liga Endesa?

[Moncho López]: Creo que sí, hay algunos jugadores que podrían jugar perfectamente en la Liga Endesa, Carlos Andrade o Joao Santos, por citar a dos de mi equipo, y que ya han jugado en nuestro país. Entre los jugadores americanos también hay algunos que podrían dar un buen rendimiento en la ACB, como es el caso de Greg Stempin y Seth Doliboa.

[Solobasket]:¿Piensa acertado que los equipos portugueses no aparezcan en competiciones europeas?

[Moncho López]: Es una situación complicada. El presupuesto de los equipos es muy limitado para configurar un plantel largo, que es lo que se necesita en Europa. Y además, el marco de contratación de la liga portuguesa no ayuda, porque aquí sólo se permiten tres jugadores no portugueses en cada plantel.

[Solobasket]: ¿Qué le falta a la LPB para tener mayor cobertura mediática?

[Moncho López]: Sobre todo que desde los organismos que tutelan la liga entiendan que la apuesta en visibilidad tiene que ser más fuerte y con mayor calidad. La web site de la federación, tiene poca información de su principal liga y no dimensiona como es debido los momentos altos de la temporada, Copa de la Liga, Copa de Portugal o play off. Tampoco hay una buena cobertura televisiva.

sábado, 2 de junho de 2012

E tu, onde sentes o teu clube?

«Ando há dias a arranjar pachorra para escrever sobre os incidentes ocorridos no final do último FC Porto-Benfica em basquetebol. (...)
Só Carlos Lisboa merece atenção, pois é uma referência do basquetebol português e desceu – por não ter suportado tanta provocação e tanto insulto, eu sei – ao nível mais baixo que alguma vez se viu, mesmo ao degrau abaixo do pior que se poderia imaginar.
E é o respeito que tenho por um desportista de eleição que me leva a lamentar não só o erro que cometeu, como a falta de grandeza que faz com que – passada que está a tensão – não peça desculpa. Não aos que o odeiam mas a todos os que o admiram. Que desilusão, Carlos.»
Alexandre Pais, Diretor do Record, 31/05/2012


"Estive presente em fases finais de Campeonatos da Europa, em Jogos Olímpicos, competições internacionais de clubes, ganhei muitas finais, também perdi muitas, mas sempre vi o treinador campeão a levar a mão ao peito, ao coração, mostrar carinho aos seus adeptos, porque é aí que se sente o clube. Levar os dedos àquela parte... cada um sente o clube onde quer."
Moncho Lopez


Como sempre, Moncho, um Senhor do basquetebol, dá uma lição pública ao inqualificável carlitos Lisboa.

E tu, onde sentes o teu clube?

P.S. O FC Porto, os portistas e os verdadeiros adeptos do basquetebol continuam à espera que o subserviente Mário Saldanha peça desculpas públicas pelas afirmações falsas que proferiu.

domingo, 18 de março de 2012

A 3ª taça desta época


O FC Porto conquistou hoje a sua 13.ª Taça de Portugal de Basquetebol, ao derrotar na final a Académica por 58-47.

Esta é a terceira competição que o FC Porto venceu este época, depois de já ter ganho a Supertaça e a Taça da Liga (desde há três anos denominada Taça Hugo dos Santos), sendo o sétimo troféu conquistado pelos dragões sob o comando de Moncho López.

E se, no próximo fim-de-semana, voltar a derrotar o slb (o Dragão Caixa vai ser pequeno...), o FC Porto garante desde logo o 1º lugar da fase regular do campeonato.

P.S. Gostei de ver o presidente do FC Porto a assistir ao jogo no pavilhão multiusos de Fafe. Espero que estas presenças de Pinto da Costa a assistir aos jogos das equipas de Andebol, Basquetebol e Hóquei em Patins seja um sinal de que, enquanto ele for presidente do clube, as modalidades de alta competição vão continuar a existir e a ter equipas que lutem para ganhar.


Foto: record.pt

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Downsizing no basket portista

A conjuntura económica leva as empresas a reduzir os seus custos de produção o que, muitas vezes, significa cortes na mão-de-obra (despedir pessoas e/ou “encolher” remunerações).

Aparentemente, foi isso que aconteceu no basquetebol portista. Assim, para além do fim de todos os escalões de formação femininos, saíram dois dos três americanos da equipa sénior que na época passada, e após sete anos de jejum, se sagrou brilhante campeã.

Com menos dinheiro, não foi (não está a ser) fácil colmatar as saídas de Sean Ogirri e de Julian Terrell.

Anthony Hill, um poste de 22 anos e 2,04 metros de altura, veio para substituir Terrell mas, após ter cumprido a pré-temporada e jogado o Torneio António Pratas, foi dispensado.
Curiosamente, foi logo de seguida contratado pelo Barreirense, o que, por si só, é demonstrativo do nível salarial deste jogador.

Para o substituir, foi contratado Rob Johnson, um poste de 30 anos e 2,03 metros, que na época passada representou o River Andorra, da liga espanhola LEB Prata. Ao contrário de Hill, é um jogador com uma vasta experiência europeia, tendo já alinhado nas ligas austríaca, sueca, eslovaca, suíça e espanhola.
Por aquilo que já vi, embora me pareça um bom defensor e ressaltador, é óbvio que não está ao mesmo nível de Julian Terrell.

Reggie Jackson é dos novos americanos o que chegou mais cedo. Veio para substituir Sean Ogirri mas tem características diferentes. Não sendo um lançador exímio de longa distância, é antes um típico 1º base. Baixo e rápido, até agora ainda não convenceu, mas se conseguir melhorar na percentagem de lançamento exterior e no comando da organização de jogo da equipa, poderá vir a ser muito útil, particularmente quando chegarmos à fase decisiva da época – os playoff.

Em contra-ciclo com a realidade do basquetebol português, o nosso rival de Lisboa parece estar a nadar em dinheiro. Manteve os melhores jogadores da época passada e reforçou-se com americanos e portugueses de bom nível (e caro$). O plantel benfiquista inclui cinco (!) americanos – Ben Reed, Heshimu Evans, Fred Gentry, Ted Scott e Seth Doliboa – e é complementado por vários jogadores de selecção - Sérgio Ramos, Elvis Évora, Miguel Minhava e João “Betinho” Gomes. Inclusivamente, fala-se que vários dos americanos do slb estão em patamares salariais entre os 15 e os 25 mil USD/mês!

Não sei qual é a diferença entre os orçamentos do FC Porto e do slb (deve ter crescido significativamente esta época) mas, em termos de jogadores, é notório que os encarnados investiram como nunca para recuperar o título nacional e têm uma equipa com mais individualidades e melhores soluções para todas as posições.

O que o slb não tem é um treinador com a capacidade e categoria de Moncho Lopéz. O nosso treinador galego, além de ser um Senhor, consegue exponenciar a “matéria-prima” que tem à sua disposição e construir colectivos muito fortes, atenuando dessa forma as diferenças orçamentais.

Assim, se é certo que começa a notar-se algum envelhecimento do plantel – o capitão Nuno Marçal (14/11/1975) tem 36 anos e o base José Costa (08/12/1973) já vai em 38 primaveras – e que esta nova dupla de americanos é de menor valia que Ogirri e Terrell – consequência de um orçamento inferior – a equipa, globalmente, dá indicações de estar mais consistente e entrosada.


Para já, e após 11 jornadas, o FC Porto partilha a liderança do campeonato com o slb, ambos com apenas uma derrota, mas com os azuis-e-brancos a terem o melhor ataque (930) e a melhor defesa (720) da competição.

O campeonato é longo, desgastante e há ainda o imponderável das lesões, sendo um facto que o slb tem mais e melhores trunfos (já para não falar nas “assistências” que regularmente recebe de alguns árbitros). Contudo, se os dragões conseguirem terminar a fase regular em primeiro, o sonho do Bi é perfeitamente possível.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Moncho, um portuense adoptado

“É claro que entendo o que é um Benfica - FC Porto, já disputei muitos. Os jogadores têm os rituais deles e a esses não temos acesso. Eles têm o seu espaço no balneário e só eles sabem como falam e como se motivam. Na preparação para os jogos, nós, os treinadores, reservamos tempo para dez minutos de mística. Ouvimos as músicas “Pronúncia do Norte” e “Porto Sentido”, que são estimulantes para nós. A última, acompanhada pelo vídeo com imagens da cidade do Porto, ajuda-me muito a concentrar e a relaxar. Não me atrevo a dizer que serei mais portuense que um portuense. Serei mais um portuense adoptado. Sinto-me bem aqui, na cidade e no clube. Primeiramente, no clube que me foi buscar e que me acolheu. E na cidade cada vez melhor.”
Moncho López, 09/12/2011


As músicas que inspiram um galego com alma de portuense, são também duas das músicas da minha vida.






P.S. Rui Veloso é um bom músico, mas quando o portuense e portista Carlos Tê escreveu a letra do 'Porto Sentido', estava verdadeiramente imbuído de uma inspiração quase divina.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Era previsível


"Temos de ultrapassar as dificuldades decorrentes da ausência de jogadores importantes e o facto de jogarmos muito longe dos nossos adeptos e do nosso ambiente. Quanto a isso, já temos experiência, porque as finais são jogadas quase sempre num local onde é mais fácil para o nosso adversário ter o apoio do público. Espero que o facto da final ser longe do Porto não tenha influência nos árbitros e na nossa concentração. Preferia jogar num local onde houvesse mais possibilidades dos nossos adeptos assistirem ao jogo, assim torna-se complicado."
Moncho López, 30/10/2010


Até um treinador espanhol já percebeu como é que as coisas são feitas neste Portugal dos pequeninos. De facto, a Supertaça de hoje no novo pavilhão municipal de Albufeira, foi disputada num ambiente que parecia o pavilhão da Luz. E, para que nada ficasse ao acaso, a FPB escolheu um trio de árbitros de Lisboa (Pedro Coelho, Fernando Rezende, Pedro Miguel Rodrigues).

Por falar em arbitragem, uma das estatísticas mais interessantes do jogo foi a dos lances livres. Não tenho ainda a estatística final, mas deve ter sido à volta de 20 LL a favor do slb e uns 4 ou 5 a favor do FC Porto.

Apesar dos handicaps já referidos, o jogo esteve sempre equilibrado e o resultado incerto até ao último segundo. Acabamos por perder (66-63), mas tivesse o jogo sido disputado num pavilhão neutro, arbitrado de forma isenta (com critérios iguais nas faltas e na marcação de passos!) e o FC Porto disposto de um 1º base em condições...

P.S. Quem foi o responsável pela contratação do americano Sean Ogirri para 1º base do FC Porto? Aos 36 anos José Costa consegue ser melhor.

Foto: abola.pt

domingo, 6 de setembro de 2009

Aposta forte no basket azul-e-branco

Depois do ano horribilis do basquetebol portista, logo em Maio passado, quando foi contratado o ex-seleccionador de Espanha e actual seleccionador de Portugal, Pinto da Costa afirmou:
Sinto falta dos títulos do basquetebol, há quatro anos que não vencemos e isso para o FC Porto é muito tempo

Perante esta afirmação, era de prever uma revolução no plantel portista e uma aposta forte para a época 2009/10.


E, de facto, saíram Daniel Monteiro, Augusto Sobrinho e os três americanos – Kevin Martin, Christian Burns e Marcus Watts – tendo sido promovidos os regressos de Rui Mota, Carlos Andrade, Julian Terrell e Jorge Coelho, os quais, juntamente com as contratações de Brice Fantazia, Gregory Stempin e David Gomes, perfazem um total de sete caras novas.

Bases: João Figueiredo, Brice Fantazia (ex-Culver Stockton, EUA), Rui Mota (ex-Ovarense), André Bessa e Pedro Catarino

Extremos: Paulo Cunha, Nuno Marçal, José Almeida, Carlos Andrade (ex-Bruesa, Esp), Gregory Stempin (ex-Ovarense) e João Gaspar

Postes: Julian Terrell (ex-Köln 99ers, Ale), Jorge Coelho (ex-Gijon Basket, Esp), David Gomes (ex-CAB Madeira), André Boavida e André Pereira

Na teoria, este plantel é bastante melhor e mais profundo que o da época passada, com alternativas de qualidade idêntica para as diversas posições.
Também é esta a opinião do responsável máximo do basquetebol azul-e-branco – Fernando Gomes – o qual, na apresentação de Carlos Andrade, afirmou:
"Realisticamente, é óbvio que, em função do plantel que foi possível concretizar, esta equipa dá-nos garantias de ser melhor da que a do ano passado. Objectivamente, estão criadas as condições para ombrear na disputa de todas as competições que estivermos envolvidos".

Só tenho pena que em vez do regresso do Julian Terrell, não tenha sido possível (se é que isso era desejável pelos dirigentes portistas) manter o Christian Burns que é, claramente, um jogador de outro nível.

P.S. O que se passa com Fernando Assunção, que desde Maio passado tem andado discreto (para não dizer invisível) nas mudanças que foram operadas no basquetebol do FC Porto?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Basquetebol, entra o ex-seleccionador de Espanha

«El seleccionador portugués de baloncesto vive en las faldas del Monte Aloia. A punto de cumplir los 40, Moncho López firma un currículum atípico. "No es muy normal que a mi edad haya dirigido dos equipos nacionales", reconoce. Con 29 años subió al Gijón a la ACB, con 33 llevó a España a la plata en el Eurobasket de Suecia (...)
López, natural de Narón, se había comprado una casa cerca de Tui y decidió que podía hacer de ella un buen centro de operaciones. Se ha acostumbrado a cruzar el Miño. Lo mismo baja hasta Oporto, Ovar o Guimarães para seguir partidos de la competición lusa, que acude a Lisboa a compromisos federativos o sigue a las estrellas de su selección que juegan en la LEB española. "Hago muchos kilómetros", reconoce. (...)
Con todo, un técnico de 40 años está legitimado para echar de menos el día a día de un equipo. "No me aburro, pero tengo tiempo libre", reconoce. Su contrato contempla la posibilidad de entrenar un equipo en cualquier competición. "Me apetece hacerlo y me gustaría que fuera en Portugal porque sería más sencillo compatibilizar los trabajos". Ya ha habido interés de algunos equipos, del Oporto, por ejemplo, un histórico en horas bajas. (...)»
in El País, 18/05/2009




Não gostaria de deixar de transmitir ao Júlio Matos, um atleta de longa duração no FC Porto, uma palavra de apreço. Infelizmente, as coisas não correram como esperávamos, mas uma palavra pelo esforço e trabalho desenvolvido e dizer que pela sua postura terá sempre uma porta aberta
Fernando Gomes, administrador da FC Porto, Basquetebol SAD, 19/05/2009

Sinto falta dos títulos do basquetebol, há quatro anos que não vencemos e isso para o FC Porto é muito tempo (...) Espero que este seja o primeiro de muitos contratos. Pode estar seguro que está num clube que lhe dará todas as condições e dirigentes do melhor que há em Portugal. Este é um projecto novo que procura um novo rumo
Pinto da Costa, 19/05/2009

Quero agradecer ao FC Porto por confiar em mim e permitir-me liderar nos próximos dois um projecto que acho que será de sucesso e agradecer também ao presidente da Federação, Mário Saldanha, o entendimento e a compreensão para que eu possa partilhar as duas funções. (...) Não se pode prometer títulos, mas prometemos que vamos trabalhar para consegui-los. Assumimos que essa é uma responsabilidade, mas primeiro temos de construir uma equipa com elementos que nos permitam um bom trabalho e ter uma opção que nos dê títulos. Sabemos que será difícil, há equipas que vão manter um projecto de continuidade e nós vamos iniciar um projecto. A experiência diz-me para não prometer títulos. (...) O grupo não vai mudar muito naquilo que é o seu núcleo duro. Júlio Matos fez um trabalho honesto e não podemos esquecer que ao longo do campeonato o FC Porto foi uma das equipas mais castigadas pelas lesões
Moncho López, 19/05/2009



Apesar do péssimo desempenho do FC Porto na época 2008/09, Moncho López não se esqueceu de elogiar o anterior treinador e, inclusivamente, avançou com uma justificação para tão fraca prestação. Com esta atitude, o galego (natural de Ferrol), cujo currículo é indiscutível, já começa a marcar pontos. Contudo, terá de ter cuidado com dois aspectos fundamentais:
- impor uma autoridade clara dentro do balneário, doa a quem doer;
- escolher com muito cuidado os reforços, nomeadamente ao nível dos americanos.

Fala-se na contratação do Gregory Stempin (Ovarense) e no regresso de Jorge Coelho. Parece-me bem, mas o mais importante é acabar com a indisciplina, “lutas de poleiro” e conflitos dentro do balneário. Sem um grupo coeso, em que todos os jogadores respeitem a autoridade do treinador e remem para o mesmo lado, não iremos a lado nenhum.

Quanto a Pinto da Costa, antes de mais nada é de salientar a sua presença, nada habitual nestes actos (contratação de treinadores para as modalidades). Além disso, duas das suas afirmações são sintomáticas: a necessidade de dizer que os dirigentes do Basquetebol são “do melhor que há em Portugal” (onde estava Fernando Assunção?) e que o FC Porto iria iniciar “um projecto novo que procura um novo rumo” (o que significa que o rumo anterior não era o mais adequado).