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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Adeus definitivo ao “patinho feio”

«O Inter de Milão comprou, em definitivo, o passe de Guarín por, ao que O JOGO apurou, 11,5 milhões de euros, menos dois milhões do que estava previsto no acordo de empréstimo celebrado em janeiro. Sendo assim, este negócio permitirá ao FC Porto encaixar uma verba total de 13 milhões de euros, depois de o clube italiano já ter desembolsado 1,5 milhões de euros pelo empréstimo de seis meses. O acordo final foi alcançado ontem, depois de Marco Branca e Piero Ausilio, dirigentes do Inter de Milão, e do empresário do médio, Marcelo Ferreyra, se terem deslocado à cidade do Porto. Guarín fica ligado ao Inter até 2016. "Guarín está muito contente por ter a oportunidade de continuar no Inter, mas também está grato ao FC Porto por tudo o que o clube fez por ele, sobretudo ao presidente Pinto da Costa, que tornou possível esta transferência", referiu o empresário a O JOGO.»
in O JOGO, 17/05/2012


«O FC Porto chegou a acordo com o Inter de Milão para a cedência a título definitivo do jogador colombiano Fredy Guarín.
O valor da transferência é de 11 milhões de euros.
A formalização final deste acordo fica agora dependente da assinatura de contrato do jogador com o Inter de Milão.»
in www.fcporto.pt, 17/05/2012



No total – empréstimo + compra do passe – terão sido 13, 12.5 ou 11 milhões de euros?
E quanto é que a FC Porto SAD pagou em comissões nestas várias operações?
Seja como for, feitas as contas todas de Julho de 2008 até agora (compra de 50% do passe, comissões, renovação do contrato, prémio de renovação, compra do restante passe, comissões, empréstimo, venda do passe, comissões, ...), a SAD portista não deve ter ficado a perder dinheiro com este “patinho feio”.

Eu sou dos portistas que gostavam do Guarín. É um médio com características físicas fora do normal, a que adiciona um remate de meia distância portentoso e, na época passada, todos nos recordamos que foi crucial para o sucesso do FC Porto, tendo atingido patamares muito elevados em vários jogos.
Assim sendo, a FC Porto SAD poderia ter encaixado uma verba superior?
Podia, se em Maio/Junho de 2011 a Administração da SAD tivesse decidido vender o passe deste internacional colombiano.
Não vender foi uma má decisão?
Foi, mas nessa altura ninguém sabia o que sabemos hoje (a época 2011/12 de Guarín foi pouco menos que desastrosa).

E vai fazer falta?
Costuma dizer-se que falta fazem os que estão, mas o Guarín da época 2010/11 é útil em qualquer plantel.

domingo, 1 de abril de 2012

SMS do dia

Eu sei que parece mentira mas hoje, dia 1 de Abril, o Guarín jogou.

Depois da venda do Secretário ao Real este deve ser o maior barrete que PdC enfiou a alguém. Será que à semelhança do Secretário vamos ter de devolver dinheiro?

domingo, 13 de novembro de 2011

A vez de Guarín

Marcou um golão à Venezuela, dedicou-o ao Falcao e perto do fim do jogo saiu por lesão.

Esta lesão de Guarín - rotura no gémeo da perna direita - irá, tudo indica, impedi-lo de dar o contributo à equipa nos jogos contra a Académica (Taça de Portugal), Shakhtar (Liga dos Campeões) e SC Braga (campeonato). Pelo menos...

Para além do cansaço e desgaste provocado pelas viagens intercontinentais, parece que começa a tornar-se uma tradição os internacionais sul-americanos regressarem ao Porto lesionados. Depois de Cristian Rodriguez, Alvaro Pereira e Alex Sandro, foi agora a vez de Freddy Guarín.

Quem paga aos jogadores e suporta os seus períodos de inactividade por lesão? Os clubes, claro!

Conforme já referi várias vezes, o negócio da FIFA é fantástico. As despesas são dos clubes; os lucros são das federações e da própria FIFA.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SMS do dia

in Maisfutebol:
«Sinceramente, nesta altura, Guarin não entende Vítor Pereira. Numa altura mais difícil para o Porto, ele não consegue ajudar a equipa no campo e, estando de fora, não entende que papel lhe está reservado para quando entrar, se entrar», diz o seu empresário, Marcelo Ferreyra.

Não há forma de exterminar estas personagens? Já não basta as comissões que levam e ainda têm de botar faladura?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uma boa estratégia e um mau intérprete


É a melhor equipa da actualidade – na minha opinião a melhor de sempre pela sua regularidade – e esta noite, no Mónaco, o FC Barcelona voltou a impor a sua supremacia perante o nosso clube. Não à custa de uma tremenda exibição, mas sobretudo pelo maior domínio e controlo que teve do jogo. O FC Porto foi organizado e mostrou trabalho de casa sobre o adversário. Apenas não se precaveu para o erro de Guarín e como saber inverter o rumo dos acontecimentos em desvantagem.

O conjunto de Vítor Pereira entrou destemido e personalizado no jogo. Com uma boa ocupação dos espaços e pressão elevada sobre o jogador em posse dos baulgrana, conseguiu arrumar o jogo mais perto da baliza de Valdés. João Moutinho primeiro, e Hulk depois, criaram frisson no estádio Louis II, confirmando o bom inicio de encontro da equipa azul e branca.

O Barça foi tentando alargar o seu jogo com incursões de Dani Alves pela esquerda e através da deambulação do esférico de um lado ao outro do terreno. Facilmente anulado pela linha portista, que esteve irrepreensível. A equipa mostrava confiança com sua organização e os catalães não conseguiam deslindar a teia em que estavam enredados. Infelizmente, Guarín, num atraso despropositado, ofereceu o 1º golo da noite a Messi.

O erro inesperado do colombiano lançou o jogo em bases diferentes. Os Dragões viam-se na obrigação hercúlea de pegar na partida diante o pior dos adversários para o fazer. O adiantamento dos médios foi a face mais visível dessa necessidade, mas faltou acutilância, controlo e capacidade de suster a bola na frente, mormente onde Kléber ainda revela toda a sua “verdura”.

O jogo arrastou-se nisto, com o FC Porto a tentar e o Barça a deixar rolar. O homem do apito, o tal Holandês que jantou com Pinto da Costa, ofereceu uma “sobremesa” a Guarín, numa penalidade escamoteada. Para piorar as coisas, Rolando foi expulso e a rapaziada de Guardiola fez o 2-0 final.

O colombiano Guarín – outra vez ele – volta a meter verdete e recebe guia de marcha, numa exibição para esquecer. O intérprete que derreteu a estratégia de Vítor Pereira padece, provavelmente, do mal que o nosso treinador apontou ao mercado de transferências. E assim sendo, vê-se por aí, muitas cabeças no ar…

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 23 de maio de 2011

FCP - Futebol Colômbia do Porto


Já aqui falei várias vezes da feliz coincidência (será mesmo coincidência?) do plantel do FC Porto integrar três dos principais jogadores colombianos da actualidade e do potencial que isso significa em termos da exploração da marca FC Porto num país com mais de 45 milhões de habitantes.

Na final da Taça de Portugal não houve Falcao (devido a lesão) e Freddy Guarín só entrou na 2ª parte, mas um miúdo de 19 anos, com cara de bebé mas um pé esquerdo fabuloso, partiu a loiça toda: três golos, uma assistência (para o golo de Varela) e ainda marcou o livre que esteve na origem do 3-2. Fantástico!

Felizmente na FC Porto SAD não andam a dormir, conforme o comprova o comunicado enviado à CMVM há cinco dias atrás.



P.S. O James também esteve com um pé no slb, não esteve?

sábado, 14 de maio de 2011

Registo Lampião aniquilado pelo Dragão


Eis a confirmação de mais um registo estatístico impressionante, mesmo estando há muito anunciado, tal a décalage do FC Porto perante as demais equipas da Liga Portuguesa. O Dragão termina o campeonato sem levar na pá e aniquila mais um daqueles pseudo-recordes de algibeira da família galinácea. Não faltarão escribas de serviço da Travessa da Queimada a anotar um qualquer pentelho “Catrogiano” neste marco azul e branco em comparação com o anterior mas, o que apraz dizer deste feito verdadeiramente assinalável dos comandados de Villas-Boas, é que isto já não se usa no futebol dos nossos dias.

Mesmo em gestão com pinças tendo em vista a importante final de Dublin, a nossa equipa concretizou o objectivo estabelecido na deslocação ao Funchal, muito à custa de uma eficácia quase letal na 1ª meia hora de jogo, mas, também, do perfil macio do Marítimo. Varela fez balançar a rede à passagem do 22º minuto, num remate de belo efeito após uma assistência soberba de Guarín que, à medida que o tempo passa, vai expandindo o seu manancial futebolístico.


Dez minutos mais tarde, Walter, mete a tola entre os centrais insulares e dobra a vantagem portista. Num misto de elegância e descontracção, a nossa equipa jogava a seu bel-prazer e compunha o ramalhete bem ao jeito dos seus intuitos. Ganhar, ficar invencível na Liga e viajar para a Irlanda com plantel intacto.

O 2º tempo, condicionado pelos factores anteriormente descritos, tornou-se num expectável bocejo de bola. Apenas Beto fez por valer mais um punhado de créditos na sua conta corrente, evitando em três momentos o golo quase certo do Marítimo. Relaxe, e receio de uma coisa ruim, fazia a malta retirar o pé a tudo que era disputa de bola. Mas quem os pode censurar numa hora destas?

Sem capacidade para fazer cócegas ao FC Porto, o conjunto madeirense foi quase sempre espectador da circulação de bola da nossa equipa. Sem grande profundidade, é certo, mas que se tornou numa imagem de marca do nosso modelo de jogo. O triunfo estava garantido, assim como o igualar do famigerado recorde da invencibilidade. Sinceramente, estou-me a borrifar para isso, porque o que eu quero mesmo é o caneco na Quarta-Feira.

Fotos: uefa.com

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Voemos, pois


Já não há palavras.

O FC Porto continua, incrivelmente, a surpreender em cada jogo. Quando se julgava que mais e melhor era impossível, eis a resposta nas asas de Falcao.

Ele voa e nós voamos com ele.

Também Guarín é de uma garra invulgar e está a fazer uma época brutal, nunca deixando que os nossos sonhos morram. Hoje, mais uma vez, foi nele que tudo recomeçou a fazer sentido outra vez.

Villas-Boas continua a transportar-nos para uma dimensão superior de futebol e nós, alegremente, vamos atrás dele nesta gloriosa aventura.


A pergunta que devemos começar a colocar em cima da mesa é se não estaremos todos a assistir ao melhor FC Porto de sempre, com o devido respeito aos grandes senhores de 1984, 1987, 2003 e 2004.

A haver justiça, esta taça já nos deveria ser entregue por antecipação, tal a nossa superioridade ao longo de toda a prova.

Infelizmente, ainda teremos que provar, uma vez mais, e pela enésima vez esta temporada, que somos superiores a todas estas equipas que entraram na edição deste ano.


Estaremos sempre sujeitos a que, num dia mau para o nosso lado, o futebol cometa uma injustiça. Mas, como se viu, estes nossos craques não vão em fatalismos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Um meio-campo de luxo


Em Março passado, no seu jogo de estreia pela Selecção, Rúben Micael marcou os dois golos com que a equipa das quinas derrotou a Finlândia (2-0).

Na mesma altura, e após uns anos de ausência, Fernando Belluschi, fruto da época que tem vindo a fazer, regressou ao lote de convocados da selecção argentina para os particulares com Estados Unidos e Costa Rica (26 e 29 de Março).

Freddy Guarín, depois do muito de bom que já tinha mostrado no último terço da época passada, é um dos jogadores deste campeonato, tendo sido várias vezes considerado o melhor em campo, eleito o jogador do mês de Março e, claro, tornando-se um dos indiscutíveis da sua selecção.

João Moutinho, saído de um pesadelo chamado Sporting, voltou ao seu melhor nível, assumindo o papel de pêndulo equilibrador do FC Porto e da Selecção.

Falta juntar a esta lista Fernando, médio formatado por Jesualdo e que praticamente só defende, mas cuja importância nas transições e cobertura defensiva faz com que André Villas-Boas não o dispense.

Por tudo isto, não é exagerado dizer que o plantel desta época é constituído pelo melhor lote de médios desde o plantel de 2003/04 onde, recordo, havia um mágico Deco, um enorme Maniche, um cerebral Costinha, um Pedro Mendes todo-o-terreno e um Alenitchev de fino recorte.

E do lote actual estou a deixar de fora Souza e Castro, dois médios pouco utilizados, mas que já deram indicações positivas (desde que foi novamente emprestado, Castro tem sido bastante elogiado no Sporting Gijon).

Se é verdade que para algumas posições as alternativas existentes no plantel estão muito aquém dos titulares (ponta-de-lança e defesa esquerdo são as mais notórias), é indiscutível que no meio-campo a competitividade é muito elevada. Fernando ou Guarín? Belluschi ou Guarín? Moutinho ou Guarín? Belluschi ou Rúben? etc.

Os jogadores não gostam de ficar de fora (Rúben teve uns desabafos subliminares no final do Portugal x Finlândia), mas não há dúvida que a equipa fica a ganhar com esta competitividade. E feliz do treinador que pode contar com um lote de médios desta qualidade, todos eles perfeitamente integrados na cultura do clube e sem andarem a sonhar diariamente com outros campeonatos (não é Raul Meireles?).

É caso para dizer que já não temos o Lucho (que saudades!), mas temos um meio-campo de luxo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Um orgulho para os colombianos


«Eduardo Lara, seleccionador de sub 20 da Colômbia, ex seleccionador principal dos colombianos, assistiu ao jogo [FC Porto x Spartak Moscovo] pela TV e, numa entrevista a Bola Branca [programa desportivo da Rádio Renascença], diz ter ficado encantado com a exibição de Falcão mas também dos outros colombianos, Guarin e James.
Eduardo Lara confessa-se adepto do FC Porto, influenciado pela presença de três colombianos na equipa. (…) Finalmente, Eduardo Lara diz sentir orgulho por ter visto bandeiras da Colômbia nas bancadas do Dragão»
in www.rr.pt


Em Dezembro passado, num artigo que intitulei 'Dar novos Mundos ao Mundo portista', escrevi o seguinte:
«Quantos internacionais colombianos actuam fora da Colômbia? Para além do FC Porto, há mais algum clube onde joguem três internacionais deste país?
Ora, eu penso que este facto poderia ser aproveitado para promover a marca FC Porto na Colômbia, um país pouco conhecido em Portugal (e o recíproco também deve ser verdadeiro). (…) Jogos, resumos, documentários com entrevistas, os golos de El Tigre, etc., é algo que seguramente interessaria a uma faixa significativa da população. E mesmo que não gerasse receitas a curto prazo, seria um passo em termos da expansão da marca e de potenciais receitas futuras.»

Dentro do grupo empresarial portista há, de certeza, pessoas responsáveis pelo marketing e pela promoção da marca FC Porto. Espero que alguma dessas pessoas tenha ouvido esta entrevista de Eduardo Lara à Rádio Renascença, a qual veio reforçar a minha convicção de que é um desperdício ter no plantel três internacionais colombianos e não tirar partido disso, nomeadamente em termos de promoção da marca azul-e-branca no mercado sul-americano (principalmente na Colômbia e Venezuela).



Com Falcao, Guarín e James a destacarem-se (de modo diferente) ao serviço do FC Porto, bandeiras colombianas nas bancadas e sombreros vueltiao na cabeça de Guarín, de que é que estão à espera?

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Da escuridão surge um campeão


A luz que se apagou inusitadamente, vergada pelo querer e saber de um clube que este País teima em ostracizar, simboliza a génese cobardola e maledicente que faz escola no centro administrativo desta latrina Ibérica. A vergonha de ser sodomizado na própria casa, sem apelo nem agravo, pese o suporte de um “lambidinho” de ocasião, não mais lhes restou outra alternativa do que botar o disjuntor abaixo, na esperança vã de que a sua prestimosa imprensa imperialista remeta para as calendas gregas esta sublime humilhação.

A questão que eles não enxergam está no facto de as últimas duas décadas estarem impregnadas de momentos como esta noite todos nós presenciamos. A vitória de hoje do FC Porto no capoeiro, e o consequente rematar do título, repõe a ordem das coisas na memória colectiva e desportiva lusitana. Quando acicatado, provocado e vilipendiado, o Dragão torna-se indomável na busca dos seus propósitos.



Nem com penalties de trazer por casa, expulsões perdoadas ou entradas a matar, fizeram demover o espírito temerário azul e branco. O domínio do jogo foi nosso enquanto aquele contorcionista do apito não reverteu tudo o que podia em favor da causa galinácea. A solidariedade portista – suportada por uma defesa forte e um Guarín arrasador - fez lei por entre todas as adversidades, anulando, simultaneamente, a frente de ataque alargada vermelha, que tentou a sua sorte em lançamentos longos para nossa retaguarda.

A penalidade de Hulk deu um cheiro de que um novo campeão poderia estar à distância de uns míseros 60 minutos. Falcao, já no 2º tempo, não carimbou a festa antecipada, contrariando aquilo que lhe costuma ser tão habitual, o natural faro pelo golo. Sofrer foi a palavra de ordem. Pelo Dragão, por um Porto campeão!

Sorrisos, abraços, lágrimas e euforia… Apaguem-se as luzes que a festa só agora está a começar!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

De patinho feio a jogador do mês





Lista dos cinco mais votados:
Guarín (FC Porto): 20%
Gaitan (slb): 12%
Hulk (FC Porto): 9%
Pizzi (P. Ferreira): 8%
Alan (Braga): 5%


«Guarín foi eleito, pela primeira vez, o Melhor Jogador do Mês de Março no troféu que a Liga Portugal instituiu para premiar os melhores jogadores da Liga Zon Sagres. Para a eleição deste troféu votam os adeptos registados no site oficial da Liga e os treinadores das 16 equipas da Liga Zon Sagres.»
in site da LPFP


Quer ao serviço do FC Porto, quer da sua Selecção, Março foi um mês em cheio para o Guarín e, por isso, é inteiramente justa esta distinção.

De patinho feio ao topo dos jogadores do campeonato português, incrível o trajecto efectuado por Freddy Guarín em apenas 18 meses.

sábado, 26 de março de 2011

Guarín e Falcao marcam pela Colômbia



Em jogo frente ao Equador, disputado no Estádio Vicente Calderon, a Colômbia venceu por 2-0, com golos dos portistas Guarín e Falcao.

Freddy Guarín, que continua em grande (quinto golo em cinco jogos consecutivos!), abriu o activo aos 24 minutos, na marcação de um livre directo, e Falcao marcou o 2º golo aos 74 minutos.

Guarín jogou os 90 minutos, enquanto Falcao saiu a dez minutos do final.

domingo, 20 de março de 2011

Haverá festa no capoeiro?


Não é novidade, este FC Porto alimenta a chama através da constante reciclagem de novos desafios. Com o campeonato no bolso a malta de Villas-Boas vai mantendo a concentração nos jogos que faltam como pode. Nem sempre da melhor maneira. A Académica é que, pouco preocupada com isso, pôs o Dragão em sentido, obrigando-o a contornar um desafio imprevisto. Para não variar, conseguiu-o com distinção.

Em gestão de alguns activos, o conjunto azul e branco perspectivou ter em mãos mais um daqueles antigos tróleis de colecção, onde inevitavelmente o golo iria aparecer depois de muita pedra partir. Puro engano. Voto de louvor à Briosa que veio à Invicta praticar um futebol descomplexado. Uma estratégia bem delineada, assente em ataques rápidos que surtiu efeito pouco depois de meia hora de jogo. Addy cometeu uma pequena “traição” à sua casa-mãe.

Se a letargia portista derivava do seu convencimento de que o golo mais cedo ao mais tarde iria cair, o adiantar do marcador por parte da Académica teve o condão de resgatar a nossa equipa para o jogo no imediato. A passividade, e a circulação de bola inútil, deram lugar a uma outra dinâmica, obrigando Peiser a entrar em cena e garantir a vantagem da sua equipa até ao intervalo.


Os segundos 45 minutos vieram confirmar o embalo que a locomotiva azul e branca estava a tomar. Com o ritmo e troca de bola bem lá no alto, sucediam-se os momentos de aflição em redor da baliza da Académica. Resistir a tal caudal era impossível e o FC Porto em pouco mais de um quarto de hora despachou serviço, dando a volta ao marcador. Guarin, novamente, foi o abre-latas de ocasião.

Insaciável pelo golo, o FC Porto ainda deu mais cor ao resultado por intermédio de Varela, em recarga após um cabeceamento à trave de Rolando. No antes e no depois, mais umas quantas de bolas ficaram por entrar. Nada que possa vir a fazer grande diferença na contabilidade final do campeonato. O título segue romaria para o capoeiro, e Villas-Boas tem à sua disposição o andor completo.

Fotos rapinadas em uefa.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

O jogador do momento

De acordo com a Cadena Ser, Guarín está referenciado por um dos principais clubes espanhóis – o Valência –, cujos dirigentes ponderam avançar com uma proposta para a próxima temporada.

Contudo, eu duvido que a FCP SAD esteja disposta a abdicar deste internacional colombiano (que voltou a ser convocado para a sua selecção) por menos de 13-15 milhões euros, verba que deve fazer arrefecer o interesse dos “Valências” deste Mundo.

Entretanto, o Público escolheu-o como protagonista da última jornada, escrevendo o seguinte:

«Freddy Guarín chegou ao FC Porto em 2008 e, mais do que fãs, foi ganhando lugar no lote de ódios de estimação dos adeptos portistas. Poucos percebiam a razão de o médio colombiano estar no plantel da equipa. Alguns terão começado a mudar de ideias no final da época passada e agora já serão poucos a não reconhecer o papel importante de Guarín nos mais recentes resultados do FC Porto. (…)
Guarín é mesmo o segundo melhor marcador do FC Porto em 2011, apenas atrás de Hulk. “Tiro-lhe o chapéu, porque conseguiu resistir a uma pressão terrível. Houve uma altura em que todos lhe caíam em cima, iam matando o homem”, disse ao Record Jesualdo Ferreira, antigo treinador do FC Porto. “Felizmente, aí estão à vista todas as qualidades que ele tem: força, potência no remate e uma atitude perante o jogo que não lhe permite desistir de nenhuma bola.
Contratado em 2008 ao Saint-Étienne, num negócio em que o FC Porto emprestou Paulo Machado e pagou um milhão de euros por 50 por cento do passe, Guarín está a afirmar-se na equipa azul e branca.»

O artigo completo pode ser lido aqui.

terça-feira, 15 de março de 2011

A duas vitórias do título!


O FC Porto deslocou-se a Leiria para jogo da 23ª jornada sabendo que poderia ganhar 2 importantíssimos pontos ao segundo classificado, que continua a senda do “rolo compressor”. Assim os dragões começaram o jogo com toda a calma, procurando abrir a compacta defesa leiriense com muita circulação de bola.

O Leiria começou o jogo com 3 centrais e 5 médios! Uma equipa toda acantonada na defesa a fechar as alas com 3 jogadores à zona. Quando ganhava a bola tentava lançar o contra-ataque com Fabrício e Cacá, apostando também nas bolas paradas. Muito pouco para quem perdeu os últimos quatro jogos em casa.

Até ao intervalo apenas algumas jogadas de verdadeiro perigo para o Leiria, com Belluschi, Hulk e Falcao a visarem a baliza adversária. Num dos lances Belluschi é derrubado dentro da área leiriense com o árbitro a assobiar para o lado. O nulo no marcador castigava o FC Porto no final da primeira parte.


Na segunda parte o Leiria entrou com um esquema táctico completamente diferente com Iturra e R. Brígido a avançarem no terreno no apoio ao ataque, o que surpreendeu o meio campo portista obrigando Moutinho e Belluschi a jogarem mais recuados. Villas-Boas percebeu que tinha de mudar a equipa e aos 55 minutos trocou Varela por James ficando o colombiano a jogar atrás de Hulk e Falcao. O FC Porto passava a jogar em 4-4-2 e logo a seguir Guarín recebe um passe de Moutinho para rodar e rematar forte, a mais de trinta metros da baliza, fazendo um grande golo. Depois de ter sido decisivo na passada quinta-feira em Moscovo o colombiano volta a marcar e a ser preponderante no desfecho do jogo.


O Leiria, sem nada a perder, lança-se definitivamente ao ataque e abre espaços no seu meio campo e defesa passando o FC Porto a trocar a bola com maior facilidade. Falcao ainda teve tempo de falhar isolado frente ao guarda-redes, a passe de Belluschi, e antes de ser substituído por Cristian Rodríguez. A poucos minutos do fim, e com o Leiria ainda a acreditar no empate, Maicon deu uma fífia que podia ter comprometido o resultado. Por fim, aos 90 minutos, Hulk isola-se, passa o guarda-redes e espera o toque deste para se deixar cair. O árbitro marca penalty que o próprio Hulk concretiza para depois tirar a camisola e homenagear o Japão, país onde jogou antes de vir para o FC Porto. Resultado final: 0-2. Homem do jogo: Guarín.

domingo, 13 de março de 2011

Números da semana (XX)


-7 graus centígrados era a temperatura ambiente à hora do início do CSKA Moscovo x FC Porto.

0 golos sofridos pelo FC Porto nos cinco jogos já efectuados com o CSKA Moscovo para as competições europeias.

2 golos marcados por Guarín na Liga Europa 2010/11 (um em Sevilha e outro em Moscovo).

3 horas é a diferença do fuso horário entre o Porto (UTC 0) e Moscovo (UTC +3).

5 horas (aproximadamente) demorou a viagem de avião entre o Porto e Moscovo.

6 vitórias do FC Porto nos seis jogos disputados fora de casa na Liga Europa 2010/11.

8 vitórias do Sp. Braga nos 13 jogos já disputados esta época para as competições europeias – 6 vitórias na Liga dos Campeões e 2 vitórias na Liga Europa (este número supera as sete vitórias do Braga de Jorge Jesus em 2008/09).

9 vitórias do FC Porto nos 11 jogos já disputados na Liga Europa 2010/11 (este número iguala o recorde português de triunfos numa só temporada nas competições europeias – Sporting em 2004/05 e slb em 2009/10).

14 golos marcados por Guarín com a camisola do FC Porto (3 golos em 2008/09; 7 em 2009/10; 4 em 2010/11).

64% de posse de bola da equipa do FC Porto no jogo de Moscovo.

100% do passe de Guarín pertence à FCP SAD e o contrato actual expira em 2014.

3719 quilómetros é a distância entre o Porto e Moscovo.

41° 09' norte é a latitude do Porto.

55° 45' norte é a latitude de Moscovo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Um 12º jogador de luxo


«André Villas-Boas acertou em cheio: apostou em Guarín e o colombiano resolveu um jogo complicado. Mais uma vez, o médio demonstrou ser um jogador especial e com características ainda mais especiais, que encaixam na perfeição em determinados jogos. Foi o caso de ontem. A exibição de Guarín não foi perfeita, mas o sul-americano revelou-se fundamental na forma como arrastou a equipa para a frente. Perdeu algumas bolas, é verdade, mas recuperou muitas mais, sempre naquele estilo de um todo-terreno preparado para as maiores adversidades. Depois, sobra o golo. Um grande golo. Afinal, não há melhor fórmula do que aquela que junta a arte à capacidade de trabalho
in ojogo.pt


«No segundo tempo, o F.C. Porto conseguiu finalmente controlar o jogo e muito por mérito de Guarín. Não o digo por causa do golo, apesar de este ter sido excelente. Além desse instante, decisivo, o médio colombiano foi sempre a principal referência da equipa, o porto seguro a quem oferecer a bola em momentos de aflição. Mas antes dessa parte da história, aos 64 minutos, Guarín teve o lance da partida, uma espécie de síntese do excelente momento que atravessa. Na área portista, fintou dois adversários e numa demonstração de confiança, fez um passe de 50 metros que originou um ataque perigoso. Que alma! Seis minutos depois surgiu o golo, num remate sem defesa.
A titularidade de Guarín era óbvia há algum tempo e ficou demonstrado em Moscovo que o F.C. Porto, pelo menos nesta altura, ganha com o colombiano. Quem sai para ele entrar é problema do treinador. Mas faz sentido que Guarín seja um dos onze.»
Luís Sobral, Maisfutebol


É inteiramente justo o destaque que a comunicação social deu a Guarín, a propósito do jogo de Moscovo. E não só pelo grande golo que marcou, porque a exibição de Guarín foi muito mais do que isso. Foi sempre o melhor médio da equipa, quer na primeira, quer na segunda parte. Melhor do que o Moutinho (que neste jogo voltou a mostrar não estar em grande forma) e muito melhor que o Fernando, que na primeira parte andou meio perdido, sem saber o que fazer perante as movimentações do Wagner Love.

O Guarín tem-se revelado um 12º jogador de luxo, quer quando jogou na posição 6 (no período em que o Fernando esteve lesionado), quer, como ontem, tendo jogado em vez do Belluschi.

A dúvida é se ele já não merecia ser titular deste FC Porto. Eu penso que sim mas, numa equipa com uma série impressionante no campeonato e na Liga Europa, quem tirar do onze-tipo de André Villas-Boas?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Vitória central

Já estava com saudades.

Sempre achei que o objectivo principal tem de ser dar espectáculo e golear. Isto nem sempre é possível, há jogos mais bem conseguidos, há outros menos, mas se o espírito for este é sempre mais fácil. Não se pode facilitar nunca, desprezar competições nem menosprezar adversários.

Quando isto acontece, as vitórias são limpinhas e a gente não sente aquele "ainda nos vamos f****", os atrasos para o Helton até fazem sentido.

Neste jogo voltei a sentir esta sensação de jogo controlado, apesar de haver na mesma os se's, se o Hulk não tem acertado na barra mas uns cms mais abaixo, se o Otamendi não tem marcado aos 45 minutos, se o árbitro tem ido na cantiga do Mossoró, se ...

foto gamada no Record

Valeu que na sequência de lances de bola parada o Otamendi andava pela área, já que apesar de termos o jogo controlado nunca se viu ninguém pela área, o Hulk decididamente não se dá naquela posição - não quer dizer que não a faça, quer dizer que não é ali que rende mais em favor da equipa.

E foram mais 3 pontos na caminhada para o resgate, mas para quando um golo num pontapé de canto?

ps:
Diz o Guarin no seu twitter:
Adeptos não se que mais fazer neste club para poder ter um lugar no onze inicial vcs sabem muito bem tudo o que ja fiz para poder jogar ak.
Embora eu ache que o regresso do Fernando à titularidade não tenha sido tão merecida quanto outras, se calhar este desabafo do Guarín explica o porquê da sua própria lamentação.